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Como Fazer Overclock no Pentium 4 Soquete 775

       
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Não é tão fácil fazer overclock no Pentium 4 soquete 775 pois os chipsets Intel 915 e 925 possuem proteção contra overclock. Veja como obter êxito no overclock deste processador.

Como Fazer Overclock no Pentium 4 Soquete 775
Gabriel Torres Editor executivo do Clube do Hardware

Introdução

O overclock em processadores Pentium 4 soquete LGA775 possui algumas particularidades em relação ao overclock feito em outras plataformas.

A primeira dificuldade é que desde os primeiros Pentium 4 o multiplicador de clock é fixo. Apenas amostras de engenharia (ou seja, destinadas a testes) e os modelos Extreme Edition possuem o multiplicador de clock destravado. Amostras de engenharia são identificadas com a sigla “ES” e não estão disponíveis comercialmente. Alguns fabricantes como a ABIT criaram placas-mães capazes de burlar esta proteção contra overclock.

Portanto, como você pode ver, a não ser que você possua uma amostra de engenharia, um Pentium 4 Extreme Edition ou uma placa da ABIT a única forma de fazer overclock em um processador Pentium 4 é aumentando o clock externo (FSB).

Nos chipsets Intel i865, i875P e de outros fabricantes (NVIDIA, SiS, VIA, ULi, etc) é só ir aumentando o barramento externo até que se encontre o limite que o processador suporta. Já nos chipsets Intel i915P e i925X a Intel criou uma proteção contra overclock, dificultando enormemente o overclock dos processadores Pentium 4 soquete LGA775.

Essa proteção limita o overclock a até 10% do clock padrão do barramento externo. Isso ocorre por que os barramentos (PCI Express, SATA e o link entre as pontes norte e sul do chipset) usam o mesmo gerador de clock e, portanto, suas freqüências variam de acordo com o clock empregado. Isso traz problemas a dispositivos SATA e PCI Express, já que não existe como travar as freqüências destes barramentos. Dispositivos SATA, por exemplo, têm problemas para funcionarem com freqüências superiores a 110 MHz e placas de vídeo da NVIDIA toleram no máximo 120 MHz no barramento PCI Express.

A proteção contra overclock atua monitorando o link entre as pontes norte e sul do chipset. Toda vez em que a freqüência deste link ultrapassa 10% do clock padrão a placa se desliga ou simplesmente não liga. Uma forma de contornar esse bloqueio é elevar a tensão de alimentação do chipset, o que permite ganhos de 10 a 15 MHz.

Alguns fabricantes, como a ASUS, a ABIT e a DFI, criaram mecanismos em suas placas que tentam corrigir esses problemas. Na prática, esses mecanismos, através da alteração dos multiplicadores do barramento PCI Express e SATA durante a inicialização, tentam manter o clock de operação do barramento PCI Express abaixo de 120 MHz, permitindo o uso de placas de vídeo PCI Express.

Na Figura 1 você vê o caso da placa-mãe DFI LanParty 925X-T2, onde o clock do barramento PCI Express pode ser configurado em um valor fixo. Se você está fazendo overclock na plataforma soquete LGA775, o ideal é que você altere o clock do barramento PCI Express de “Auto” para um valor fixo, como 100 MHz, que é um valor que com certeza não causará problemas com os dispositivos PCI Express instalados na placa. Esta placa da DFI permite que você configure o clock do PCI Express de 100 MHz a 140 MHz em incrementos de 1 MHz.

Overclock no Pentium 4 Soquete LGA775
Figura 1: Opções para fixar o clock do barramento PCI Express.

Mesmo assim overclocks mais agressivos só são conseguidos quando utilizando placas com chipsets i875 e i865 (ou chipsets de outros fabricantes) ou sistemas utilizando placas de vídeo PCI Express da ATI, que toleram melhor altas freqüências ou até mesmo placas de vídeo PCI. Como o barramento SATA falha com altas freqüências, os overclockers mais radicais só utilizam discos rígidos IDE convencionais (paralelo).

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