Ir ao conteúdo
Entre para seguir isso  

Configurando o micro para jogos

       
 163.672 Visualizações    Tutoriais  
 0 comentários

Aprenda a preparar o seu micro para rodar jogos.

Configurando o micro para jogos
Gabriel Torres Editor executivo do Clube do Hardware

Introdução

Antes de mais nada, vamos tentar entender porque devemos "configurar" o micro. Ele já não estaria preparado para "rodar" qualquer tipo de programa? Porque seria diferente para joguinhos?

Para o usuário, assim que um novo processador é criado, logo vem a idéia de que ele será mais "poderoso" e rápido do que seu modelo anterior. Todos nós por dedução concluímos que um Pentium é mais rápido e "poderoso" que um 486 e este mais rápido e "poderoso" que um 386, e assim por diante. Construir processadores diferentes significa construir processadores incompatíveis. Como um programa escrito para um processador antigo poderá "rodar" em um processador novo se este é totalmente diferente? Em outras palavras, teoricamente um programa escrito para ser "rodado" em um XT (que utilizava um processador chamado 8088) não "rodaria" em um Pentium, pois são processadores diferentes, logo incompatíveis.

Para não cair neste problema, a partir do 286, a Intel criou para os seus processadores dois modos de operação: modo real e modo protegido. E aí é que está a explicação de tudo. No modo real, o processador se porta exatamente igual ao antigo processador 8086, um processador antiquado no qual foi baseado aos primeiros PCs. É no modo protegido que o processador "ganha" todo o ser "poder", possuindo mais instruções e recursos extras, tais como multitarefa e memória virtual.

A Microsoft, assim como a Intel, não abre mão da retrocompatibilidade. Desta forma, o seu sistema operacional mais antigo - o MS-DOS - deveria "rodar" tanto no moderno Pentium Pro quanto no XT. Não é difícil adivinhar que o MS-DOS é um programa que "roda" em modo real - o único modo de operação que torna compatível todos os processadores da família Intel.

Em modo real o processador adquire todas as características do processador 8086, em especial o acesso a somente 1 MB de memória. No projeto do PC, esta área foi dividida em 16 bancos de 64 KB, sendo os 10 primeiros reservados para a memória RAM. No XT o máximo de memória RAM que poderíamos ter era justamente 10 bancos x 64 KB = 640 KB de memória.

Ora, se o MS-DOS está trabalhando em modo real, logo o seu micro se transforma num XT, não importando que processador você utilize. Um super Pentium com 128 MB de memória RAM não adiantará de muita coisa se você estiver utilizando o MS-DOS: ele só enxergará 640 KB de memória, pois estará trabalhando em modo real.

Qual a solução? Não trabalhar mais no modo real! Todos os outros sistemas operacionais atualmente existentes para PCs trabalham em modo protegido - em especial o Windows 95, OS/2 e Windows NT. Neste tipo de sistema operacional você não possui limite de memória, pois processadores a partir de 386 conseguem trabalhar diretamente com até 4 GB de memória RAM quando estão em modo protegido, mais a técnica de memória virtual - que em poucas palavras é uma técnica que permite ao processador "simular" memória RAM em um arquivo no disco rígido, arquivo este chamado arquivo de troca (swap file).

O Windows 3.x não é um sistema operacional, mas sim um programa para MS-DOS. Sua grande vantagem é, além de tornar tarefas mais fáceis de serem executadas, trabalhar em modo protegido. Sim, o Windows 3.x, apesar de ser um programa para MS-DOS, trabalha em modo protegido. E só por este motivo o MS-DOS sobreviveu a tantos anos de luta: sem MS-DOS não podemos rodar o Windows 3.x.

Conclusão: somente programas escritos para MS-DOS apresentam problemas de falta de memória, pois o sistema só reconhece 640 KB, não importando o quanto de memória você possua instalado em seu micro! Programas escritos para Windows 3.x, Windows 95, OS/2 e Windows NT nunca apresentam erros de falta de memória! (Pelo menos teoricamente. Estes sistemas podem sim apresentar erro de falta de memória, mas nunca diretamente causados pela "configuração" de um programa em particular.)

Que tipo de programa ainda é escrito para o MS-DOS? Joguinho!

Existem outras maneiras de se "quebrar" o limite de 640 KB imposto pelo MS-DOS.

Compartilhar



  Denunciar Artigo
Entre para seguir isso  

Artigos similares


Comentários de usuários


Não há comentários para mostrar.



Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário






Sobre o Clube do Hardware

No ar desde 1996, o Clube do Hardware é uma das maiores, mais antigas e mais respeitadas publicações sobre tecnologia do Brasil. Leia mais

Direitos autorais

Não permitimos a cópia ou reprodução do conteúdo do nosso site, fórum, newsletters e redes sociais, mesmo citando-se a fonte. Leia mais

×