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Modem 56K

       
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Saiba mais sobre modems 56k.

Modem 56K
Gabriel Torres Editor executivo do Clube do Hardware

A última novidade em modems para usuário final é o modem 56 K, mas há diversos pontos em sua tecnologia de funcionamento que estão deixando os usuários confusos.

Para começar, a taxa de transferência de 56 Kbps só é atingida no sentido provedor-usuário ("download"), ou seja, na hora de visualizar páginas na Internet e baixar arquivos e e-mail. No sentido usuário-provedor ("upload", ou seja, para enviar arquivos e e-mail) o modem trabalha somente a 33.600 bps como um modem "comum". Esse detalhe, entretanto, passa despercebido por grande parte dos usuários, já que a maioria utiliza o modem no sentido provedor-usuário na maior parte do tempo.

Apesar da taxa de transferência desse tipo de modem ser de 56 Kbps, esta taxa nunca será atingida. Os aparelhos comutadores utilizados pelas companhias telefônicas conseguem comutar transferências de, no máximo, 53 Kbps. Consequentemente, essa é a taxa de transferência máxima que esses modems conseguem atingir. Portanto, a verdadeira nomenclatura desse tipo de modem deveria ser "53 K". Na prática, muitos usuários reclamam que as conexões raramente passam de 47 Kbps, devido à qualidade das linhas telefônicas.

O provedor Internet que desejar instalar modems 56 K deverá passar uma mudança física em sua estrutura, pois necessitam de uma ligação digital com a companhia telefônica. Como usuários comuns não possuem link digital com a companhia telefônica, em conexões micro-a-micro (ou seja, na conexão de seu modem 56 K com o modem 56 K de um amigo) o modem se comporta como se fosse um modem 33.600 bps.

Até há pouco tempo atrás havia um grande problema em se adquirir um modem desse tipo: ele não era padronizado. Diversos fabricantes utilizavam o seu próprio padrão, que não era compatível com os padrões "concorrentes". Em outras palavras, dois modems incompatíveis não se "falavam" a 56K, somente a 33.600 bps. Entre os dois padrões proprietários que dominavam o mercado estavam o x2 (da USRobotics e 3Com) e o k56flex (da Rockwell e Motorola).

Mas esta história mudou. A ITU (International Telecomunications Union), entidade responsável pela padronização de equipamentos de telecomunicações a nível internacional, padronizou os modems 56 K, utilizando um padrão chamado V.90. A grande dica, portanto, é essa: quando comprar um modem 56 K, compre um que utilize a padronização V.90. Isto evitará futuras dores-de-cabeça.

Se você tiver um modem 56 K fabricado antes da adoção da padronização V.90, você tem duas opções. A primeira é atualizar o seu modem 56 K para o padrão V.90. A política de "upgrade" varia de fabricante para fabricante. Na maioria das vezes esse "upgrade" pode ser feito via software. Por esse motivo, aconselhamos que você visite o site do fabricante de seu modem na Internet para verificar quais são os procedimentos que ele está adotando (vide tabela). Aliás, alguns modems 28.800 bps e 33.600 bps podem ser "transformados" em 56 K via software. Neste caso o fabricante cobra uma pequena taxa, a ser debitada no cartão de crédito.

A segunda alternativa é deixar o seu modem como está e rezar para que o seu provedor de acesso à Internet possua modems 56 K que utilizem o mesmo protocolo que o seu. Neste caso, procure saber qual o protocolo usado pelo seu modem (x2 ou k56flex) e verifique com o seu provedor de acesso se ele utiliza modems com a mesma padronização.

USRobotics: http://www.3com.com/56k/

Motorola: http://www.mot.com

Rockwell: http://www.rockwell.com

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