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<rss version="2.0"><channel><title>Artigos: Artigos</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/page/5/</link><description>Artigos: Artigos</description><language>pt</language><item><title>Testando a seguran&#xE7;a de seu micro</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/testando-a-seguran%C3%A7a-de-seu-micro-r34196/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_qvh7ipqvh7ipqvh7.jpg.6d789868afb9b87b707b310d7a43f914.jpg" /></p>
<p>
	Se o seu micro está conectado em rede e/ou tem uma conexão permanente com a Internet (por exemplo, cable modem ou Internet predial), o ideal é fazer um diagnóstico preciso de seu micro para ver se ele está de alguma maneira vulnerável a ataques de hackers. Além disso, muita gente pensa que ataques de hackers só se dão pela Internet, mas estatísticas mostram que ataques e furtos de informações são muito mais freqüentes em redes internas. Ou seja, o procedimento que descreveremos hoje é igualmente útil para testar a segurança da rede de sua empresa, seja ela um pequeno escritório ou uma grande corporação com vários micros ligados.
</p>

<p>
	Um programa muito bom especialmente para aqueles que não conhecem muito sobre o assunto chama-se GFI LANguard Network Scanner, que pode ser baixado de graça em <a href="http://www.gfisoftware.com/lannetscan/index.htm" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.gfisoftware.com/lannetscan/index.htm</a> (ele roda no Windows 9x/ME, mas é recomendado para micros com Windows 2000/XP). Esse programa é fácil de ser usado e testa um micro ou uma rede inteira à procura de falhas de segurança, emitindo um relatório sobre pontos vulneráveis. Além disso, se outros micros da rede estiverem com compartilhamento de arquivos habilitado (<a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/protegendo-o-seu-micro-contra-invas%C3%B5es-r34195/" rel="">ver tutorial da semana passada</a>), esse programa permite que você simplesmente entre e navegue no micro que estiver com essa falha de segurança.
</p>

<p>
	Depois de ter instalado o programa, você deve entrar o endereço IP do micro que você quer testar (o seu micro, por exemplo) ou uma faixa inteira de endereços IP (caso você queira testar a sua rede inteira, por exemplo). Vamos do básico. Para testar o seu micro, no programa LANGuard escolha File, New Scan, selecione a primeira opção (Scan one computer) e entre o endereço 127.0.0.1. Clique na caixa Finish e depois clique com o mouse no ícone com o símbolo de "play" (símbolo contendo uma seta para a esquerda).
</p>

<p>
	Ao término do diagnóstico do programa, será apresentado um relatório navegável no lado esquerdo da tela. Você deverá verificar tudo o que o programa te diz a respeito do seu micro, especialmente na existência dos ícones "ports" (portas abertas) e "shares" (compartilhamento). Se o programa apontar que existe algum compartilhamento ativado em seu micro, você deverá imediatamente desabilitá-lo, pois é um ponto de vulnerabilidade <a href="https://www.clubedohardware.com.brhttps://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/protegendo-o-seu-micro-contra-invas%C3%B5es-r34195/" rel="external nofollow" target="_Blank">que explicamos na semana passada</a>. Após desabilitar o compartilhamento e reiniciar o micro, execute o programa novamente para ver se realmente o compartilhamento foi desabilitado.
</p>

<p>
	"Ports" são portas de comunicação virtual que ficam esperando alguma comunicação. Em micros pessoais normalmente você só encontrará a porta 139 (Netbios) aberta (em micros com o Windows 2000/XP é normal as portas 135 e 445 também estarem abertas). O problema é quando o micro tem muitas portas abertas, como a de FTP, pois isso representa um ponto de vulnerabilidade, pois como o micro estará esperando conexões através dessa porta, um hacker pode usar um programa de invasão para acessar o seu micro através dessa porta aberta. Se o programa apontar alguma porta além da 139 aberta em seu micro você deverá estudar porque isso está ocorrendo e que programa instalado em seu micro está mantendo essa porta aberta.
</p>

<p>
	Você deverá também prestar atenção à existência de outros alertas, que o próprio programa explica o que está ocorrendo.
</p>

<p>
	O processo para testar uma rede inteira é similar. Primeiro você precisa saber a faixa de endereços IP que a sua rede está usando. Para isso, execute o comando Winipcfg (menu Iniciar, opção Executar). Selecione na janela que aparecerá a placa de rede instalada no micro. Na caixa "Endereço IP" estará especificado o endereço IP de sua máquina (ex: 192.168.0.5). Possivelmente a rede em que o seu micro está instalado usa o mesmo endereçamento IP, mudando apenas o último número, que pode variar de 1 a 254. Assim, basta selecionar a segunda opção ("Scan range of computers") da opção New Scan do menu File, preenchendo como endereço IP inicial o endereço IP da sua máquina porém trocando o último número para "1" e como endereço final o mesmo endereço IP da sua máquina porém trocando o último número para "254", repetindo o mesmo processo descrito anteriormente.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34196</guid><pubDate>Wed, 10 Jul 2002 03:00:00 +0000</pubDate></item><item><title>Acabando de vez com spams</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/acabando-de-vez-com-spams-r34150/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_mvsuclmvsuclmvsu.jpg.b0b4bfc9bea727e095b2ae0a5adcdd2b.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	Spam é o nome dado por qualquer mensagem não solicitada enviada por e-mail. Todo mundo que tem e-mail já deve ter recebido um spam pelo menos uma vez na vida. As pessoas que fazem spam acreditam que esse é um método eficaz de marketing, sendo similar as malas diretas não solicitadas enviadas pelo correio do mundo real.
</p>

<p>
	Mas não é bem assim que a banda toca. O spam é o pior método de marketing na Internet (é o que obtém as mais baixas taxas de retorno) e o que é pior: quem está recebendo em geral fica com raiva de quem enviou o spam. Ou seja, o spam cria uma imagem negativa em relação ao produto ou serviço que está sendo anunciado. A comparação do spam com mala direta também não é correta. No mundo real, separar cartas contendo propaganda das cartas importantes é um procedimento extremamente rápido e grátis. Você nem precisa abrir o envelope para saber que é propaganda; você só abre se realmente quiser ver a propaganda. No caso da Internet, além de ser demorado separar os e-mails com spam dos e-mails com conteúdo válido, ainda há um agravante: quem recebe o spam é quem paga a conta. Isso mesmo. Se a sua caixa postal estiver atulhada de lixo (junk mail, outro sinônimo para spam), você estará pagando conta telefônica e acesso ao seu provedor de Internet para poder baixar todo esse lixo que você não quer nem pediu para receber.
</p>

<p>
	É bom não confundir spam com newsletter (boletim informativo, em português). Vários sites permitem que você entre o seu e-mail para receber informações em base regular de produtos e serviços. Nesse caso, você está pedindo para receber e-mails contendo informações de vez em quando vindos daquele site. É uma situação completamente diferente.
</p>

<p>
	Algumas mensagens de spam trazem, ao final, frases como "esse e-mail não pode ser considerado spam se houver uma forma de você ser removido". Outros ainda tem a cara-de-pau de colocar uma frase como "conforme legislação internacional sobre spam". Pura papagaiada, já que spam é repudiado internacionalmente, sendo, inclusive, considerado crime em alguns estados dos Estados Unidos.
</p>

<p>
	Nunca clique na frase "clique aqui para ser removido" de um spam. Quem pratica spam coloca essa frase justamente para você clicar. Quando você clica, você possivelmente não só não será removido da lista de spam como passará a receber mais spam. O que ocorre é que esse pessoal que pratica spam em geral compra de outras pessoas tão picaretas quanto eles listas contendo milhares ou mesmo milhões de e-mails. Muitos desses e-mails são antigos e possivelmente não são válidos. Assim, quando você clica em uma mensagem dessa "para ser removido", o que você está fazendo é justamente o oposto: está dizendo para o praticante do spam que o seu e-mail é válido! Ou seja, em vez de estar removendo o seu e-mail, você está, na verdade, alimentando a base de dados do praticante de spam.
</p>

<p>
	O que é muito feito em spam é alterar o remetente da mensagem, de forma que a gente não consiga descobrir quem enviou a mensagem e, assim, não conseguir entrar em contato com o provedor de acesso do sujeito para reclamar. Todos os provedores de acesso são contra spam. O motivo é muito simples: congestiona a rede. E como os custos dos provedores estão baseados basicamente na velocidade de acesso que eles podem oferecer aos clientes deles, quanto menos a rede do provedor estiver descongestionada, melhor.
</p>

<p>
	A maioria dos praticantes de spam prefere alterar o e-mail do remetente por um endereço que não existe ou então por um endereço em um desses serviços de e-mail grátis, como Hotmail, Zipmail, IG, etc. Mesmo que o e-mail exista em um desses serviços gratuitos, o praticante do spam não está dando a mínima se o provedor fechar a conta de e-mail dele, já que possivelmente ele abriu aquela conta grátis só para mandar o spam, e no próximo spam ele abre uma nova conta.
</p>

<p>
	[pagination="Como Denunciar"]
</p>

<p>
	Em princípio, se denunciarmos uma pessoa que pratica spam ao provedor dele, normalmente o provedor dele bloqueia a conta do usuário e coloca ele em uma "lista negra". Mas como podemos fazer esse tipo de denúncia? Como podemos identificar o autor de um spam?
</p>

<p>
	Primeiro você tem de saber de onde o e-mail realmente está vindo. Como dissemos na semana passada, a maioria das pessoas que pratica spam troca a configuração do e-mail para que ele apresente um e-mail que não exista ou então de um desses serviços de e-mail gratuito, como o Zipmail, IG e Hotmail.
</p>

<p>
	Para saber de onde um e-mail está realmente vindo, você precisará visualizar o cabeçalho da mensagem, que é um código que informa de onde o e-mail realmente foi enviado. Esse cabeçalho normalmente é ocultado automaticamente pelo seu programa de e-mail. A maneira de ver esse cabeçalho varia de programa para programa. No Outlook, isso é feito selecionando-se a mensagem e pressionando as teclas Alt e Enter simultaneamente. Na janela que aparecerá, selecione a guia Detalhes. Você verá, então, o cabeçalho normalmente oculto da mensagem, como mostramos na figura.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Acabando de Vez com Spams" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/559_01.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1:</strong> Visualizando o cabeçalho normalmente oculto de uma mensagem.
</p>

<p>
	A linha importante de você observar é uma que diz de onde a mensagem veio, como, por exemplo:
</p>

<p>
	Received: from 200-158-202-80.dsl.telesp.net.br (HELO TmpStr) (200.158.202.80) by mail.clubedohardware.com.br with SMTP; 4 May 2002 22:37:50 -0000
</p>

<p>
	Como você pode reparar, essa mensagem veio do servidor dsl.telesp.net.br, não por acaso o servidor daqueles que têm linha ADSL da antiga Telesp (atual Telefônica). Então, sabemos de onde o e-mail veio.
</p>

<p>
	Mas como identificar o autor da mensagem? No cabeçalho oculto da mensagem também há campos importantíssimos para a identificação da mensagem: número da mensagem, data e hora de envio. Através dessas informações, o provedor responsável pelo envio da mensagem (no nosso exemplo, telesp.net.br) pode checar em seu arquivo de log qual foi o usuário que enviou a mensagem.
</p>

<p>
	Ou seja, para denunciar alguém que pratique spam, basta enviar um e-mail contendo todo o cabeçalho oculto da mensagem para o serviço de denúncia do provedor. Todo provedor tem um serviço desse tipo, que normalmente atende no e-mail abuse@provedor. Alguns provedores utilizam endereços diferentes (o da telesp.net.br é security@telesp.net.br e o do UOL é denuncia@uol.com.br), mas a maioria usa mesmo o abuse@. Portanto, copie o cabeçalho oculto do spam (basta selecionar o texto com o mouse, dar um Control C e depois iniciar uma nova mensagem e, no corpo dela, dar um Control V) e envie para abuse@provedor. No campo "Assunto", coloque "spam". O serviço de denúncia do provedor automaticamente tomará as devidas providências em relação ao praticante do spam.
</p>

<p>
	[pagination="Programas Anti-Spam"]
</p>

<p>
	E se no cabeçalho oculto do spam não der para vermos qual é o provedor da pessoa que está fazendo spam? Assim não há como denunciá-lo e, portanto, continuaremos recebendo spams para sempre!
</p>

<p>
	A solução pode ser instalar no micro (ou no servidor de e-mail, se você trabalhar em um provedor ou no suporte da rede de uma empresa) um filtro anti-spam. Se você fizer uma procura por "spam" ou "anti-spam" em sites especializados em programas freeware e shareware, verá vários programas desse tipo disponíveis.
</p>

<p>
	Os programas mais simples desse tipo baixam o cabeçalho das mensagens presentes em sua conta de e-mail em seu provedor, permitindo que você marque e apague as mensagens que são spam diretamente na caixa postal do provedor, sem a necessidade de baixar as mensagens para então apagá-las.
</p>

<p>
	Já os programas mais avançados funcionam de maneira automática. Você pode configurar uma lista de pessoas que te mandam spam ou de frases e palavras-chave que você considera spam que o programa automaticamente varre a caixa postal do provedor matando automaticamente tudo quanto é e-mail que atenda aos seus critérios de spam. Há, na Internet, algumas "listas negras" de remetentes de spam, e esse tipo de programa pode eventualmente utilizá-las, fazendo com que ele apague automaticamente e-mails vindos de conhecidos spammers (pessoas que mandam spam), facilitando bastante o trabalho de "ensinar" ao programa quem são pessoas que enviam spam.
</p>

<p>
	Alguns programa são, inclusive, "inteligentes", analisando mensagens que são possivelmente spam, retendo a mensagem para você liberá-la ou bloqueá-la. Ao considerar que o programa fez um "acerto", isto é, bloqueou corretamente um spam, o programa "aprende" que aquela determinada mensagem é um spam, melhorando bastante a taxa de acerto do programa no futuro. O mesmo é válido para o caso de você liberar mensagens que o programa erroneamente bloqueou como sendo spam, mas que não era.
</p>

<p>
	Um excelente programa com essas funções é o <a href="https://www.mailgate.com/download/freedown.php" rel="external nofollow">SpamWeasel</a>. Após instalar esse programa, você precisa configurar o seu programa de e-mail para passar a chamar o SpamWeasel. Para isso, basta alterar o nome do servidor de e-mail (conta POP3) de, por exemplo, mail.seuprovedor.com.br, para 127.0.0.1. No campo "nome do usuário" do seu programa de e-mail, você deverá adicionar um símbolo @ e, em seguida, o nome do servidor de e-mail POP3 (ex: se o nome de usuário é joaquim, altere para joaquim@mail.seuprovedor.com.br). Após você ter efetuado essa configuração, o SpamWeasel será usado como um filtro entre o seu provedor e você.
</p>

<p>
	A segunda configuração a ser feita é configurar o que é spam. O programa já vem configurado com uma série de padrões comuns de spam e você pode facilmente adicionar e-mails de spammers usando a guia Patterns, opção "Unfriendly From addresses". Você pode também adicionar frases que normalmente vêm no campo "assunto" de spams na opção "Usual Spam Subject Phrases" da mesma janela. O programa tem ainda várias outras configurações, que sugerimos você dar uma explorada, já que o espaço aqui é curto para listarmos todas as opções de filtros apresentadas por esse excelente programa.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34150</guid><pubDate>Wed, 15 May 2002 03:00:00 +0000</pubDate></item><item><title>Baixando sites inteiros da internet</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/baixando-sites-inteiros-da-internet-r34149/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_qus3vnqus3vnqus3.jpg.6ca8f65cb8f4b02728adeca39b55fe8a.jpg" /></p>
<p>
	Muitas vezes encontramos na Internet sites interessantíssimos que vale a pena ter ele em nosso disco rígido, para navegação off-line, isto é, sem estarmos conectados à Internet. A navegação off-line, além de muito mais rápida, ainda faz com que você economize na conta telefônica, pois não precisará ficar pendurado na Internet. Mesmo quem tem Internet banda larga sabe que a navegação off-line vale muito a pena.
</p>

<p>
	Imagine que você assinou um desses sites de conteúdo adulto cheia de fotos interessantes. Sua assinatura um dia vai expirar, então vale a pena baixar logo todas as fotos enquanto ainda é tempo. O dia em que sua assinatura expirar, você terá as fotos todas ainda em seu disco rígido, podendo vê-las sem precisar estar conectado e muito menos pagando ao site de onde você as baixou.
</p>

<p>
	Existem vários programas com o intuito de baixar um site inteiro da Internet para o seu disco rígido. Nós testamos quatro deles: Express WebPictures (<a href="http://www.express-soft.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.express-soft.com</a>), Grab-a-Site (<a href="http://www.bluesquirrel.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.bluesquirrel.com</a>), WebLooper (<a href="http://www.winsite.com/bin/Info?500000033792" rel="external nofollow" target="_Blank">http://www.winsite.com/bin/Info?500000033792</a>) e WebReaper (<a href="http://www.webreaper.net" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.webreaper.net</a>). Íamos testar um quinto programa, WebRipper (<a href="http://dasf.8m.net" rel="external nofollow" target="_blank">http://dasf.8m.net</a>), só que ele deu um conflito de DLL e não instalou em nossa máquina. Mas fica aí registrado o endereço dele para quem quiser experimentá-lo.
</p>

<p>
	Cada um tem as suas vantagens e as suas desvantagens. O WebLooper, por exemplo, é um programa que permite que você baixe fotos (arquivos do tipo Jpg ou Gif) que estejam numeradas seqüencialmente em um servidor da Internet automaticamente. Você só precisa entrar o nome da primeira foto (ex: <a href="http://www.site.com/pics/foto01.jpg)," ipsnoembed="false" rel="external nofollow">http://www.site.com/pics/foto01.jpg),</a> configurar a maneira com que a numeração é feita e o número da última foto. O programa baixa tudo automaticamente. A vantagem é que o programa anda rápido, já que ele não irá baixar arquivos HTML para analisar. A desvantagem é que, além de você precisar saber o endereço correto das fotos, o programa não permite que você configure um login e senha. Assim, esse programa não serve para baixar fotos presentes em um site protegido por login e senha - ao contrário de todos os demais programas testados.
</p>

<p>
	O Grab-a-Site sem dúvida é um dos mais famosos, já que foi um dos primeiros programas desse tipo a surgirem no mercado. Você entra o endereço inicial do site e ele baixa o site inteiro para o seu disco rígido. Você deve configurar detalhes como a "profundidade" de navegação (até quantas páginas depois da inicial ele deve analisar) e se os arquivos no disco rígido deverão ser salvos com a mesma estrutura de diretórios do servidor original. O Grab-a-Site tem ainda como grande vantagem alterar os arquivos HTML salvos no disco para que ele aponte os arquivos presentes no disco rígido, e não mais na Internet, para que você realmente possa navegar off-line. A grande desvantagem desse programa é que ele não possui uma função de pausa. Se a sua conexão cair e você tiver que começar tudo de novo, ele simplesmente apaga todos os arquivos já baixados (!) para começar tudo novamente. Ao pedir para baixar um site em que você já tenha alguns arquivos dele no seu disco, ele faz a mesma coisa: apaga tudo para começar a baixá-lo de novo.
</p>

<p>
	O Express WebPictures é fantástico. Ele vasculha um site e baixa somente as fotos. E mais, você pode configurar o que é "lixo". Assim, ele sabe que fotos pequenas (seja em tamanho dado em pixels ou em KB) não devem se baixadas. Se você está interessado em baixar somente as fotos de um site (inclusive em sites protegidos com login e senha), esse programa é bem melhor que o Grab-a-Site. E mais rápido, já que ele não baixará os arquivos HTML nem tampouco fotos que não te interessam. Você pode ainda configurar filtros, fazendo com que ele ignore arquivos que tenham um determinado conjunto de caracteres em seu nome. A única desvantagem é que ele é shareware e enquanto você não pagar de vez em quando ele para o download para mostrar uma mensagem de como adquirir o programa.
</p>

<p>
	Mas o melhor de todos mesmo é o WebReaper. Ele é totalmente de graça e você pode optar entre baixar o site inteiro, como o Grab-a-Site, ou então baixar somente arquivos de um determinado tipo. A estrutura de filtros dele permite configurar o programa para baixar não só arquivos a partir de um determinado tamanho, mas também pela data de última atualização, permitindo que você atualize um site que já esteja em seu disco, baixando somente os arquivos novos. Ele tem também a vantagem de não baixar os arquivos já existentes em seu disco rígido.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34149</guid><pubDate>Wed, 24 Apr 2002 03:00:00 +0000</pubDate></item><item><title>Introdu&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s fibras &#xF3;pticas</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0s-fibras-%C3%B3pticas-r33915/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_73rhas73rhas73rh.jpg.13bdcaee07c2b8625cbf655f1eafee02.jpg" /></p>
<p>
	Em 1952, o físico Narinder Singh Kapany, com base nos estudos efetuados pelo físico inglês John Tyndall de que a luz poderia descrever um trajetória curva dentro de um material (no experimento de Tyndall esse material era água), pode concluir suas experiências que o levaram à invenção da fibra óptica. A fibra óptica é um excelente meio de transmissão utilizado em sistemas que exigem alta largura de banda, tais como: o sistema telefônico, videoconferência, redes locais (LANs), etc. Há basicamente duas vantagens das fibras ópticas em relação aos cabos metálicos: A fibra óptica é totalmente imune a interferências eletromagnéticas, o que significa que os dados não serão corrompidos durante a transmissão. Outra vantagem é que a fibra óptica não conduz corrente elétrica, logo não haverá problemas com eletricidade, como problemas de diferença de potencial elétrico ou problemas com raios. O princípio fundamental que rege o funcionamento das fibras ópticas é o fenômeno físico denominado reflexão total da luz. Para que haja a reflexão total a luz deve sair de um meio mais para um meio menos refringente, e o ângulo de incidência deve ser igual ou maior do que o ângulo limite (também chamado ângulo de Brewster).
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/rede14.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1:</strong> Exemplo de fibra óptica.
</p>

<p>
	As fibras ópticas são constituídas basicamente de materiais dielétricos (isolantes) que, como já dissemos, permitem total imunidade a interferências eletromagnética; uma região cilíndrica composta de uma região central, denominada núcleo, por onde passa a luz; e uma região periférica denominada casca que envolve o núcleo. O índice de refração do material que compõe o núcleo é maior do que o índice de refração do material que compõe a casca.
</p>

<p>
	Veremos agora a estrutura do cabo de fibra óptica (ver Figura 2).
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/fibra1.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2:</strong> Estrutura da fibra óptica.
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Núcleo</strong>: O núcleo é um fino filamento de vidro ou plástico, medido em micra (1 μm = 0,000001m), por onde passa a luz. Quanto maior o diâmetro do núcleo mais luz ele pode conduzir.
	</li>
	<li>
		<strong>Casca</strong>: Camada que reveste o núcleo. Por possuir índice de refração menor que o núcleo ela impede que a luz seja refratada, permitindo assim que a luz chegue ao dispositivo receptor.
	</li>
	<li>
		<strong>Capa</strong>: Camada de plástico que envolve o núcleo e a casca, protegendo-os contra choques mecânicos e excesso de curvatura.
	</li>
	<li>
		<strong>Fibras de resistência mecânica</strong>: São fibras que ajudam a proteger o núcleo contra impactos e tensões excessivas durante a instalação. Geralmente são feitas de um material chamado kevlar, o mesmo utilizado em coletes a prova de bala.
	</li>
	<li>
		<strong>Revestimento externo</strong>: É uma capa que recobre o cabo de fibra óptica.
	</li>
</ul>

<p>
	Existem duas categorias de fibras ópticas: Multimodais e Monomodais. Essas categorias definem a forma como a luz se propaga no interior do núcleo.
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Multimodais</strong>: As fibras multimodais possuem o diâmetro do núcleo maior do que as fibras monomodais, de modo que a luz tenha vários modos de propagação, ou seja, a luz percorre o interior da fibra óptica por diversos caminhos. As dimensões são 62,5 μm para o núcleo e 125 μm para a casca. Dependendo da variação de índice de refração entre o núcleo e a casca, as fibras multimodais podem ser classificadas em : Índice Gradual e Índice Degrau.
	</li>
</ul>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/fibra3.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3:</strong> Fibra óptica multimodal.
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Monomodais</strong>: As fibras monomodais são adequadas para aplicações que envolvam grandes distâncias, embora requeiram conectores de maior precisão e dispositivos de alto custo. Nas fibras monomodais, a luz possui apenas um modo de propagação, ou seja, a luz percorre interior do núcleo por apenas um caminho. As dimensões do núcleo variam entre 8 μm a 10 μm, e a casca em torno de 125 μm. As fibras monomodais também se diferenciam pela variação do índice de refração do núcleo em relação à casca; classificam-se em Índice Degrau Standard, Dispersão Deslocada (Dispersion Shifed) ou Non-Zero Dispersion.
	</li>
</ul>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/fibra2.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4:</strong> Fibra óptica monomodal.
</p>

<p>
	<strong>Obs</strong>: As fibras ópticas transmitem luz com um comprimento de onda invisível ao olho humano. Portanto, nunca devemos olhar diretamente para uma fibra óptica enquanto ela estiver transmitindo, pois corremos o sério risco de ficarmos cego.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">33915</guid><pubDate>Thu, 07 Feb 2002 13:23:00 +0000</pubDate></item><item><title>Supercomputadores caseiros: construindo clusters com o Linux - parte 1</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/supercomputadores-caseiros-construindo-clusters-com-o-linux-parte-1-r33914/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_k8qlo5k8qlo5k8ql.jpg.3a44b24239a0c7246dce8cef3b7ad635.jpg" /></p>
<p>
	O nosso colaborador Marcos Pitanga construiu uma rede com vários computadores e distribuiu o processamento de um programa entre eles, aumentando o desempenho de processamento. Maluquice? Cena de ficção científica? Também achamos até vermos as fotos enviadas (ver abaixo). É real. É possível. Leia nesse artigo como Pitanga construiu esse projeto, chamado Multipingüim, usando PCs comuns e o sistema operacional Linux.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Supercomputadores Caseiros: Construindo Clusters com o Linux" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/multipinguim.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<b>Figura 1:</b> Projeto Multipingüim.
</p>

<p>
	[pagination="Introdução "]
</p>

<p>
	A constante demanda de poder computacional vem gerando a necessidade de processadores cada vez mais rápidos. Na computação de alto desempenho, utilizada para programação científica, multimídia, gerenciamento de grandes volumes de dados etc., a solução passa por máquinas com múltiplos processadores ou ainda clusters proprietários fornecidos por grandes empresas. Ambas soluções são custosas e de pouca escalabilidade. O projeto Multipingüim viabiliza a computação de alto desempenho e a criação de novos cursos, como os de programação paralela, utilizando microcomputadores ligados em rede, e sistema operacional Linux, que possui distribuição gratuita. As bibliotecas de programação também são distribuídas sem ônus e são perfeitamente compatíveis com as de solução proprietária. [pagination="Metodologia "]
</p>

<p>
	O primeiro passo consiste em buscar uma plataforma que tornassem viável o uso de ambientes distribuídos, permitindo programação paralela, utilizando apenas produtos de distribuição gratuita. Com base nos estudos da NASA, optei pela plataforma Linux, distribuição RedHat 7.1 e Conectiva 7.0 com a biblioteca MPI para troca de mensagens. Para os testes de implementação foi utilizado um laboratório montado para esta finalidade contendo 3 microcomputadores ligados em rede de 100 mbits.
</p>

<p>
	A melhor solução seria utilizar a própria estrutura de uma rede de computadores, um sistema operacional de distribuição gratuita e um conjunto enorme de ferramentas de programas gratuitos disponíveis que transforma esta rede de computadores em um supercomputador de baixo custo, para execução de programação paralela.
</p>

<p>
	Várias vantagens podem ser colocadas neste tipo de filosofia de alto desempenho de computação, são elas:
</p>

<ul>
	<li>
		Quanto mais computadores na rede mais rápido fica sua estrutura;
	</li>
	<li>
		Componentes de fácil disponibilidade;
	</li>
	<li>
		Fácil manutenção;
	</li>
	<li>
		Independência de fornecedores de hardware;
	</li>
	<li>
		Custos muito baixo;
	</li>
	<li>
		Disponibilidade para criação de cursos de computação paralela;
	</li>
	<li>
		Se um computador do sistema parar não precisa esperar seu conserto para recomeçar seu trabalho;
	</li>
	<li>
		Você pode construir um na sua própria casa para colocar em prática seus estudos em programação paralela sem gastar muito dinheiro ou perder seu precioso tempo deslocando-se para instituições de ensino (normalmente universidades federais) para testar seus programas.
	</li>
	<li>
		Custo zero para o sistema operacional e ferramentas de apoio (podem ser retirados da internet gratuitamente);
	</li>
</ul>

<p>
	Este tipo de serviço é conhecido como clustering de alto desempenho, um tipo de solução de alta performance de computação de baixo custo, com altos índices de aproveitamento. Como referência a podemos citar a produção do filme Titanic, onde 105 computadores montados em uma rede local de alta velocidade, equipados com sistema operacional gratuito (Linux), microcomputadores tradicionais da Digital Corporation foram utilizados para realizar os cálculos de renderização das imagens, 40% a menos do que se tivesse adquirido um supercomputador para realização desta mesma tarefa, e que no decorrer do tempo poderia ficar obsoleto.
</p>

<p>
	Neste tipo de filosofia entra o projeto Multipingüim, que vem a demonstrar nos laboratórios da UNESA este tipo de implementação com todas as suas vantagens e a possibilidade de abertura de cursos inéditos em uma universidade particular em computação paralela. [pagination="Construindo o Multipingüim "]
</p>

<p>
	As versões utilizadas no Multipingüim foram Conectiva Linux 7.0 (kernel 2.2.19cl) e o Red Hat 7.1 (Kernel 2.4.2). Foi utilizada uma arquitetura de cluster denominada Beowulf, que vemos na Figura 2.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Supercomputadores Caseiros: Construindo Clusters com o Linux" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/beowulf.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<b>Figura 2:</b> Cluster Beowulf típico.
</p>

<p>
	O computador principal (front-end) denominado pinguim.mestre, é o equipamento na qual está instalado:
</p>

<ul>
	<li>
		A distribuição do sistemas de arquivos via NFS (Network File System);
	</li>
	<li>
		Configuração do relacionamento de confiança entre os computadores escravos hosts.equiv, evitando assim a implementação de um servidor de autenticação NIS (Network Information Service);
	</li>
	<li>
		Servidor RARP;
	</li>
	<li>
		Distribuição de ip’s dinâmicos via protocolo DHCP;
	</li>
	<li>
		Resolução de nomes via arquivo hosts - evita latência não utilizando assim o serviço de DNS;
	</li>
	<li>
		Serviço de boot remoto (TFTP);
	</li>
	<li>
		Acesso remoto aos nós através de rlogin, ssh, ftp, rsh, rwho, rwall;
	</li>
	<li>
		Gerência dos nós através de duas aplicações: bWatch, SCMS (Smile Cluster Management System);
	</li>
	<li>
		Bibliotecas paralelas: MPICH 1.2.2, PVM 3.4.4;
	</li>
	<li>
		Bibliotecas matemáticas: ATLAS, BLAS, SCALAPACK, FFTW;
	</li>
	<li>
		Aplicações de renderização de imagens com o PVMPOV e patch para MPI;
	</li>
	<li>
		Escalonadores de tarefas: SQMS, MAUI;
	</li>
	<li>
		Analisadores de Performance - NetPipe, NetPerf, UnixBench, LMbench, Stream, Bonnie;
	</li>
	<li>
		Sincronização através de rsync;
	</li>
</ul>

<p>
	E uma futura implementação ainda não testada é a colocação de um distribuidor de processos dinâmicos no cluster como o Bproc (patch ao kernel do Linux desenvolvido pela NASA) e o KSIX (processo daemon da Kasetstat University da Tailândia);
</p>

<p>
	Observe que é interessante que exista uma alta disponibilidade e redundância de hardware no controlador mestre ou que separe alguns serviços para outros servidores tais como distribuição do sistemas de arquivos e gerenciamento do cluster.
</p>

<p>
	<b>Computador Mestre</b>
</p>

<ul>
	<li>
		Dual Pentium III 550 MHz
	</li>
	<li>
		512 KB de memória cache
	</li>
	<li>
		384MB de SDRAM PC-133
	</li>
	<li>
		Gravador de CD HP 9100c
	</li>
	<li>
		placa-mãe com chipset Intel810
	</li>
	<li>
		2 (duas) placas de rede 3Com 3c509
	</li>
	<li>
		Host SCSI on-board Adaptec
	</li>
	<li>
		Disco rígido de 9,1 GB SCSI Ultra Wide
	</li>
	<li>
		2 (dois) Discos rígidos de 4,3 GB SCSI
	</li>
	<li>
		Monitor de 17” SVGA Hansol
	</li>
	<li>
		Mouse Microsoft PS/2
	</li>
	<li>
		Teclado de 102 teclas
	</li>
</ul>

<p>
	<b>Computadores Escravos</b>
</p>

<ul>
	<li>
		Quantidade: 02 (dois)
	</li>
	<li>
		Processador Pentium III 600 EB
	</li>
	<li>
		Placa de Rede 3Com 3C509 PCI
	</li>
	<li>
		Placa de Rede on-board SIS900 (utilizado para monitoramento remoto)
	</li>
	<li>
		Floppy Disk de 1,44 MB
	</li>
	<li>
		placa-mãe Pcchips modelo M756+
	</li>
</ul>

<p>
	<b>Estrutura da Rede Local</b>
</p>

<ul>
	<li>
		Fast Ethernet 100 Mbit/s
	</li>
	<li>
		Switch TrendNet 10/100 8 portas - store and forward
	</li>
	<li>
		Cabos CAT5 padrão EIA 568A
	</li>
	<li>
		Rack de construção sob medida
	</li>
	<li>
		Chave Comutadora 4 x 4 x 4 para teclado, mouse e monitor
	</li>
	<li>
		Teclado, mouse e monitor para gerenciamento dos nós
	</li>
</ul>

<p>
	[pagination="Testes de Desempenho "]
</p>

<p>
	Para testarmos s distribuição de processamento, usamos o programa Povray para renderizar uma imagem padrão (skyvase.pov). Usando apenas o micro mestre, essa renderização foi distribuída somente entre seus dois processadores (já que ele era um Dual Pentium III). Essa renderização levou 70 segundos, como vemos na Figura 3.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Supercomputadores Caseiros: Construindo Clusters com o Linux" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/povray1.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<b>Figura 3:</b> Renderização usando apenas o micro mestre, dividindo o processamento entre seus dois processadores (70 segundos).
</p>

<p>
	Distribuindo o processamento entre o computador mestre e um escravo (pinguim_01), o tempo de renderização caiu para 56 segundos, como vemos na Figura 4.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Supercomputadores Caseiros: Construindo Clusters com o Linux" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/povray2.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<b>Figura 4:</b> Renderização usando o micro mestre e um micro escravo (pinguim_01). 56 segundos.
</p>

<p>
	Distribuindo o processamento entre o computador mestre e os dois escravos, o tempo de renderização caiu para 30 segundos, como você pode converir na Figura 5.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Supercomputadores Caseiros: Construindo Clusters com o Linux" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/povray3.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<b>Figura 5:</b> Renderização usando os três micros. 30 segundos.
</p>

<p>
	Por último, distribuimos o processamento entre os três micros (um mestre e dois escravos) e ainda, no micro mestre, configuramos para ele distribuir o processamento entre seus dois processadores (já que, como vimos anteriormente, ele era um Dual Pentium III). Com isso, o tempo de renderização caiu para 21 segundos.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Supercomputadores Caseiros: Construindo Clusters com o Linux" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/povray4.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<b>Figura 6:</b> Renderização usando os três micros e os dois processadores do micro mestre. 21 segundos.
</p>

<p>
	[pagination="Conclusão "]
</p>

<p>
	Vimos que a execução sendo executada somente no micro mestre, mesmo dividindo o processamento entre seus dois processadores, o tempo de renderização foi de 70 segundos. Distribuindo esse processamento com mais duas máquinas, esse tempo caiu para incríveis 21 segundos. Isso demonstra como é válido a construção de supercomputadores classe Beowulf com PCs convencionais, a um custo que não é alto.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">33914</guid><pubDate>Thu, 07 Feb 2002 13:04:00 +0000</pubDate></item><item><title>Desbloqueando os anexos do Outlook XP</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/desbloqueando-os-anexos-do-outlook-xp-r34041/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_farljzfarljzfarl.jpg.323b6270a8b39230a1945af46b60609f.jpg" /></p>
<p>
	<a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/software/configurando-o-outlook-e-o-internet-explorer-contra-virus-r34038/" rel="" target="_Blank">Em nossa coluna publicada no dia 08 de agosto</a> explicamos que o Outlook e o Internet Explorer possuem como "facilidade" executarem automaticamente scripts, que são basicamente arquivos escritos em linguagens como VBS (Visual Basic Script). Criadores de vírus viram isso como uma interessante porta de entrada, e passaram a criar vírus em forma de arquivos do tipo VBS, como os famosos I Love You e o Melissa - já que os programas de Internet da Microsoft simplesmente executam esse tipo de arquivo de forma automática.
</p>

<p>
	Outro tipo de vírus muito comum é o Cavalo de Tróia, arquivos que são mandados em anexo a mensagens e que o usuário que o recebe pensa ser algo importante, mas é, na verdade, um Cavalo de Tróia. Um exemplo de Cavalo de Tróia famoso é o vírus Sircam, que infernizou a vida de todos usuários há bem pouco tempo.
</p>

<p>
	De forma a proteger o micro contra vírus em forma de scripts e em forma de Cavalos de Tróia, nova versão do seu programa de e-mail - o Outlook XP - a Microsoft simplesmente bloqueou o recebimento de cerca de 30 tipos diferentes de arquivos. Entre esses tipos de arquivos estão as extensões de scripts - como VBS e JSP - e também arquivos com extensões como Com, Exe, Bat e muitas outras.
</p>

<p>
	Isso significa que se você mandar um arquivo Com para uma pessoa que use o Outlook XP, o programa de e-mail dela irá bloquear o recebimento de seu e-mail, alegando ser um possível Cavalo de Tróia.
</p>

<p>
	A princípio, única forma de enviar um arquivo com uma extensão "proibida" para alguém que use o Outlook XP é compactando com o WinZip ou similar - até que a Microsoft resolva também bloquear extensões do tipo Zip em futuras versões de seu programa de e-mail...
</p>

<p>
	Para nossa sorte, um grupo de programadores criou um excelente programinha que permite a você configurar as extensões proibidas do Outlook XP, desbloqueando o recebimento de arquivos anexados que possuam extensões "proibidas". Através desse programinha, chamado NOBA (No Outlook Blocked Access), você poderá escolher quais são as extensões "proibidas" e quais não são, desabilitando o bloqueio de mensagens que possuam determinados tipos de arquivo e que você receba muito em attach por algum motivo específico (por exemplo, você precisa receber arquivos Com e Exe por questões de trabalho). Esse programa pode ser baixado gratuitamente em <a href="http://www.theclub.com.br/noba/Out2002Lck.exe" rel="external nofollow" target="_Blank">http://www.theclub.com.br/noba/Out2002Lck.exe</a>.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Desbloqueando os Anexos do Outlook XP" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/482_01.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1:</strong> Com o programa NOBA você pode quebrar o bloqueio de arquivos do Outlook XP.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34041</guid><pubDate>Wed, 29 Aug 2001 03:00:00 +0000</pubDate></item><item><title>Funcionamento de modems</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/funcionamento-de-modems-r33917/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_2xsolq2xsolq2xso.jpg.af9e74ff828e0f723b023b46e7844597.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	O modem (modulador/demodulador) é uma invenção antiga, mas ainda fundamental para o mundo dos computadores. Hoje, há modems rápidos, trabalhando a 56.600 bps, mas muitos ainda se lembram dos antigos aparelhos que operavam a 300 bps. O interessante é que, há uns cinco anos atrás, apenas uma pequena porção dos computadores tinha a disponibilidade de um modem. A consolidação da Internet e a explosão de transações pela rede provocou o surgimento de um enorme mercado para os modems e as fábricas têm respondido com um desenvolvimento sem precedentes.
</p>

<p>
	Inicia-se esta seção perguntando-se sobre qual seria a maneira mais fácil de fazer a comunicação entre dois computadores distantes ? É claro que a resposta óbvia é via linha telefônica. Quase todos têm acesso a uma e já existe uma sofisticada rede de interconexão propiciada pelas companhias telefônicas. O problema reside no fato das linhas telefônicas terem sido preparadas para o tráfego da voz e não para os sinais digitais dos computadores. A informação digital dos computadores precisa de ser convertida em sinais adequados para o tráfego pela rede telefônica pública. O aparelho responsável por essa conversão é o modem.
</p>

<p>
	Hoje em dia, a palavra modem é também usada para designar dispositivos usados em transmissão exclusivamente digital, como por exemplo os dispositivos que recebem as informações digitais originados em um computador e os adequam para uma linha telefônica digital, como a ISDN (Rede Digital de Serviços Integrados).
</p>

<p>
	Os modems são sempre usados aos pares, um em cada extremidade do caminho de transmissão. Para garantir a comunicação, o usuário deve assegurar-se de que tanto o modem transmissor como o receptor usem o mesmo protocolo, que são as regras que descrevem precisamente o formato dos dados, o esquema de modulação e a velocidade de transmissão.
</p>

<p>
	Antes de um estudo mais aprofundado, serão esclarecidos alguns conceitos. O primeiro conceito é o termo canal. Toda vez que se faz a comunicação entre dois pontos, diz-se que essa comunicação acontece através de um canal. Por exemplo, quando duas pessoas falam através do telefone comum, elas usam o canal telefônico. Outro conceito muito importante e também bastante intuitivo é o do ruído. Em toda comunicação, existe ruído presente. É claro que, quanto maior o ruído, maior é a chance de acontecerem erros nessa comunicação. Todo canal é corrompido pelo ruído. A potência do ruído, de forma absoluta, não traz muita informação, o que interessa é a comparação da potência do ruído com a potência do sinal que passa pelo canal. Por isso, o ruído é caracterizado através do que se chama Relação Sinal/Ruído (SNR), que normalmente é medida em dB (decibel). Quanto maior for a SNR, melhor será a comunicação.
</p>

<p>
	[pagination="Generalidades "]
</p>

<p>
	A Figura 1 apresenta uma típica conexão usando modem, onde um usuário acessa um provedor Internet (ISP, “Internet Service Provider”) através da rede telefônica pública (PSTN, “Public Switch Telephone Network”). O enlace digital entre o computador e o modem é transformado por este último em um enlace analógico, que chega até a central telefônica. Já o enlace entre as centrais é feito de forma digital, exceto as centrais muito antigas. Algumas grandes instituições, como os bancos, alugam linhas privadas digitais e, com isso, têm, desde a origem até o destino, um enlace completamente digital e podem então comunicar-se a grandes velocidades. Os principais problemas da conexão entre computadores surgem no enlace analógico, que foi originalmente projetado para trabalhar com voz na faixa de 300 até 3 kHz. Bem, se o problema está nas linhas telefônicas analógicas, não seria possível substituí-las por enlaces digitais ? Provavelmente não, pois ficaria muito caro. É preciso contentar-se com as velhas linhas telefônicas.
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Funcionamento de Modems" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/373_01.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1:</strong> O enlace entre dois computadores.
</p>

<p>
	[pagination="Protocolo "]
</p>

<p>
	Quem já trabalhou com modems com certeza já viu uma lista de especificações: v.34, v.32, v.22, bell 212A, etc.. Essas especificações dizem respeito aos protocolos que um modem pode cumprir. Os modems, assim como as pessoas, precisam de uma linguagem comum para que cada um entenda o outro. No começo dos anos 70, a Bell era a maior projetista e produtora de modems e, por isso, seus modems acabavam virando padrões.
</p>

<p>
	Esses padrões foram mais tarde adotados como recomendações de uma organização de padrões mundiais, denominada “Comité Consultatif International de Telegraphie et Telephonie”, abreviada como CCITT. Ela foi mais tarde renomeada para “International Telecommunications Union - Telecommunication Standardization”, abreviada como ITU-T, que em português seria traduzido como União Internacional de Telecomunicações, com sede em Genebra, na Suiça.
</p>

<p>
	Diversos padrões para comunicação de dados sobre rede telefônica, em especial para modems, foram desenvolvidos pela ITU-T. Esses padrões estão nomeados com siglas que começam com a letra V e, por isso, são conhecidos como padrões e recomendações da série V. A ITU-T pode ser facilmente acessada através do seu site: <a href="http://www.itu.int/" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.itu.int/</a>.
</p>

<p>
	[pagination="Quão Rápido Pode Ser um Modem "]
</p>

<p>
	A Rede Telefônica Pública (PSTN) foi projetada para trabalhar na faixa de freqüências (Banda Passante - W) de 300 a 3 kHz. As informações são transmitidas através da linha telefônica com o uso das variações (modulação) de um determinado sinal, chamado de portadora. Quanto maior for o número de variações por segundo, maior será a quantidade de informação transmitida, ou seja, maior será a taxa de bits. A taxa de bits é medida em bps, que significa bits por segundo.
</p>

<p>
	Em 1928, um matemático que trabalhava nos laboratórios da Bell, Harry Nyquist, estabeleceu uma relação entre a banda passante de um canal e a máxima taxa de bits que o canal poderia transportar. Esse teorema estabelece que esta taxa máxima é igual a 2 x W, onde W é a banda passante do canal. Dessa forma, o teorema de Nyquist leva a uma aparente limitação da máxima taxa de transmissão para um canal de voz. Uma comunicação unidirecional estaria limitada a 3.000 bps e, para um canal bidirecional, ela seria de 1.500 bps. Dessa forma, em 1985, um modem de 1.200 bps era considerado estado da arte e vendido por US$ 500. Agora, como explicar que existem modems trabalhando de forma bidirecional a 33.600 bps, ou mais ?
</p>

<p>
	Olhando de forma mais cuidadosa para o teorema de Nyquist, nota-se que ele se refere às mudanças da portadora e especificamente à taxa de transmissão. Isto significa que, se for associado um bit para cada variação da portadora sinal, é possível atingir taxas de transmissão mais altas.
</p>

<p>
	Nos antigos tempos da transmissão telegráfica, foi definida a unidade Baud, que especifica a quantidade de mudanças do sinal por segundo. Ela também é referenciada à taxa de modulação na qual os sinais estão sendo transmitidos. Se os sinais puderem assumir apenas dois valores, por exemplo, 5V para o bit 1 e 0V para o bit 0, então a taxa de modulação em Baud é igual à taxa de transmissão em bits por segundo. Porém, se os sinais assumirem 4 valores, por simplicidade 0; 1,66; 3,33 e 5V, pode-se associar 2 bits para cada um desses valores. Agora, para cada variação da portadora, transmitem-se dois bits, ou seja, a taxa de transmissão em bits por segundo é igual ao dobro da taxa de modulação. Os primeiros modems trabalhavam de forma muito simples, usando apenas dois tons: um bit para cada tom.
</p>

<p>
	A fórmula para calcular-se a máxima taxa de transmissão R de um modem, em bits por segundo, supondo que se saiba a taxa de modulação B, em Baud, e que o sinal pode ter D estados distintos, é:
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Funcionamento de Modems" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/log.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png">
</p>

<p>
	Como observado, um modem que module a portadora através de 4 níveis distintos pode associar 2 bits para cada nível e, em conseqüência, dobra a taxa de transmissão. Um modem desses, trabalhando a 1.200 bps, é equivalente a uma taxa de modulação de 600 Baud. De forma similar, um modem de alto desempenho associa 6 bits para cada uma das 64 possíveis transições da portadora e então aumenta bastante a taxa de transmissão, ainda mantendo baixa a taxa de modulação. Resumindo, aumentar o número de bits associado a cada nível da portadora efetivamente aumenta a taxa de transmissão.
</p>

<p>
	Volta-se novamente à pergunta: então qual é o limite teórico para a taxa de transmissão quando se usa um canal de largura de banda igual a W ? É claro que não se pode aumentar indefinidamente o número de bits associado a cada variação da portadora. À medida que se aumenta essa quantidade de bits, torna-se cada vez mais difícil distingüir um sinal do outro e agora passa a entrar em cena o ruído. Se o mundo fosse perfeito e não houvesse ruído, então não haveria limite para a quantidade de bits associada a cada transição da portadora. Mas as coisas não funcionam assim e a quantidade de ruído dita o limite para essa quantidade de bits. Em 1949, Claude Shannon, um outro matemático dos Laboratórios da Bell, postulou uma relação entre a máxima taxa de transmissão, a largura de banda do canal e a quantidade de ruído:
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Funcionamento de Modems" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/log2.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png">
</p>

<p>
	Onde:
</p>

<ul>
	<li>
		C é a máxima capacidade do canal em bps;
	</li>
	<li>
		W é a largura de banda do canal medida em Hz;
	</li>
	<li>
		S é a potência do sinal em Watts;
	</li>
	<li>
		N é a potência do ruído em Watts; e
	</li>
	<li>
		Log2 é o logaritmo na base 2.
	</li>
</ul>

<p>
	Esta relação determina a máxima taxa de transmissão teórica para um dado canal. A figura 2 apresenta essa relação calculada para o canal de voz telefônico, que tem uma banda de 3.000 Hz e uma relação sinal/ruído entre 30 e 40 dB. Tomando-se como típica uma SNR = 35 dB, chega-se a um limite de 35.000 bps. Os modems comerciais, para trabalhar com linha discada, usualmente chegam a 33.600 bps, o que está próximo ao limite teórico. É comum que as linhas ofereçam uma relação sinal ruído abaixo de 30 dB e isso explica porque os modem 33.6K freqüentemente oferecem uma conexão abaixo dessa velocidade. Agora uma outra pergunta: se o limite é de 35Kbps, como pode funcionar um modem de 56K ?
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Funcionamento de Modems" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/373_02.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2:</strong> Relação de Shannon para um canal com banda de 3.000 Hz.
</p>

<p>
	[pagination="Modem 56K "]
</p>

<p>
	No início de 1997, começaram a surgir no mercados os modems 56 Kbps. Conhecendo o limite de 33.600, muitos se perguntaram sobre a veracidade desse lançamento. Esses modems, durante muito tempo, estiveram baseados em protocolos particulares. Tinha-se, de um lado, a US Robotics com o X2 e, do outro lado, a Rockwheel com o K56Flex. Os órgãos internacionais, em particular a ITU-T, demoraram para definir uma normalização e as duas companhias não entrararam em acordo. Assim, durante um bom tempo, houve confusão e incompatibilidades nessa área. Felizmente, já existe a recomendação v.90 da ITU-T que padronizou os protocolos.
</p>

<p>
	O protocolo 56K é um projeto assimétrico onde a transferência do usuário para o servidor Internet, chamado de caminho de subida, acontece no máximo a 33.600, enquanto que transferências do servidor para o usuário, chamado de caminho de descida, funcionam a 56.600. Isso é bem aceitável pois, em geral, as transmissões do computador do usuário para o provedor consistem de pequenos pacotes, enquanto que o tráfego é bem pesado no sentido do provedor para o computador do usuário, consistindo de texto, gráficos e arquivos multimídia.
</p>

<p>
	Já foi visto que o principal limitante da velocidade é o ruído presente na linha telefônica. Esse ruído tem várias causas e, dentre elas, a que mais interessa é o ruído proveniente da quantização, que surge quando se digitaliza o sinal analógico para entrar na rede pública telefônica (PSTN). Sempre comete-se um erro ao transformar um sinal analógico em um sinal digital e esse erro tem um papel semelhante ao ruído, sendo por isso chamado de ruído de quantização. O processo inverso, ou seja, o de transformar o sinal digital em analógico, não introduz ruído. Assim, parte do ruído que limita a velocidade de transmissão é proveniente dessa quantização.
</p>

<p>
	Normalmente, os servidores Internet (ISP) conectam-se à rede telefônica pública através de linhas digitais, onde não se faz a quantização. Assim, no caminho ISP, o ruído é bem menor e, por isso, pode-se transmitir a 56K. Já no caminho inverso, antes do sinal analógico do usuário entrar na rede pública, é feita uma conversão de analógico para digital. Em conseqüência, aumenta-se a quantidade de ruído, limitando portanto a velocidade em 33,6K.
</p>

<p>
	O modem 56K trabalha muito bem em laços locais. Porém, nos locais onde a companhia telefônica faz a multiplexação dos sinais e lança mão de um concentrador, ele vai encontrar problemas com o ruído de quantização. Ramais locais também devem encontrar problemas, pois os PABX atuais fazem sua própria digitalização e multiplexação.
</p>

<p>
	[pagination="Outras Soluções para Conexão com a Internet "]
</p>

<p>
	Até então foram abordadas as soluções com modems analógicos convencionais. Esta seção será finalizada com um pequeno resumo de diversas outras alternativas, mais caras, evidentemente, mas que podem oferecer conexões mais rápidas e eficientes. A tabela abaixo apresenta um quadro comparativo entre as diferentes soluções.
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	 
</p>

<table>
	<tbody>
		<tr>
			<th>
				Tecnologia
			</th>
			<th>
				Velocidade (Subida/Descida)
			</th>
			<th>
				Comentários
			</th>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				Modem
			</td>
			<td>
				33,6/53 Kbps
			</td>
			<td>
				<ul>
					<li>
						Barato e universal
					</li>
					<li>
						Lento
					</li>
				</ul>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				Modem Duplex
			</td>
			<td>
				67,2/112 Kbps
			</td>
			<td>
				<ul>
					<li>
						Barato e versátil
					</li>
					<li>
						Velocidade razoável
					</li>
				</ul>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				ISDN
			</td>
			<td>
				128/128 Kbps
			</td>
			<td>
				<ul>
					<li>
						Moderadamente rápido
					</li>
					<li>
						Instalação difícil
					</li>
				</ul>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				Modem a cabo
			</td>
			<td>
				10Mbps/42Mbps
			</td>
			<td>
				<ul>
					<li>
						Alta velocidade no ramo de descida
					</li>
					<li>
						Cabo difundido pôr muitas casas
					</li>
				</ul>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				Satélites
			</td>
			<td>
				33,6/400 Kbps
			</td>
			<td>
				<ul>
					<li>
						Disponível mesmo nos sítios remotos
					</li>
					<li>
						Serviço caro
					</li>
					<li>
						Instalação um pouco difícil
					</li>
				</ul>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				ADSL
			</td>
			<td>
				Variável
			</td>
			<td>
				<ul>
					<li>
						Muito rápido
					</li>
					<li>
						Preços razoáveis
					</li>
					<li>
						Disponibilidade muito limitada
					</li>
				</ul>
			</td>
		</tr>
	</tbody>
</table>

<p>
	 
</p>

<p>
	Modem Duplex é um tipo de modem que permite dobrar a velocidade das conexões. O funcionamento é extremamente simples de ser entendido: eles usam duas linhas telefônicas em paralelo. O modem duplex é um modem especial capaz de gerenciar e tirar partido dessas duas conexões simultâneas. Com esse tipo de modem, é possível uma conexão de 67,2 Kbps do usuário para o IPS e de 112 Kbps no sentido ISP para o usuário. É claro que, para que conexão seja bem rápida, o ISP deve ter também estrutura para modem duplex. O melhor dessa tecnologia é que ela não pede nada de especial e está disponível em qualquer lugar. Se houver a disponibilidade de duas linhas telefônicas e, é claro, de um modem duplex, é possível tirar proveito dessa conexão rápida.
</p>

<p>
	ISDN é a sigla de Rede Digital de Serviços Integrados (do inglês Integrated Services Digital Network). Com o ISDN, as companhias telefônicas fornecem ao seu assinante um acesso digital a um custo razoável. O enlace analógico entre o assinante e a rede pública é substituído por uma conexão digital, sem trocar os cabos. Para o caso de ISDN, o nome correto para o “modem” é TA (Terminal Adapter) e, como a linha é digital, ele não faz conversões A/D ou D/A. A velocidade pode chegar a 128 Kbps, através do uso de dois canais de 64 Kbps. Contudo, mesmo nos Estados Unidos, as companhias telefônicas não têm dado importância a esse tipo de serviço e ele ainda é pouco utilizado. Talvez acabe por obsoletar-se antes de tornar-se popular.
</p>

<p>
	xDSL abrevia a expressão “Digital Subscriber Line” que, em português, significa Linha Digital por Assinatura. Essa técnica, semelhante ao ISDN, disponibiliza ao usuário uma linha digital, só que agora ela trabalha por pacotes, como uma rede. Com essa técnica, também jogam-se fora os conversores A/D. A transferência é assimétrica, trabalhando com algo próximo a 1,5 Mbps na subida e até 8 Mbps na descida. Existem diversas variantes e a que está tendo mais aceitação é a ADSL (Asymetric Digital Subscriber Line).
</p>

<p>
	Os modems por cabo aproveitam a grande banda passante disponível nas conexões da TV a cabo que usam cabo coaxial. Durante muito tempo, faltou compatibilidade nessa área e a grande maioria dos modems fabricados só falavam com os de sua espécie. O padrão DOCSIS (“Data Over Cable Service Interface Specification”) está mostrando-se como um ponto de convergência. De acordo com essa especificação, espera-se algo em torno de 42 Mbps na descida e 10 Mbps na subida. Um outro problema para o modem por cabo é o fato de que a grande maioria das instalações de TV a cabo é unidirecional, ou seja, só funcionam no sentido de chegada à casa. Nesses casos, será necessária uma conexão com modem convencional (via rede telefônica), funcionando a 33.600 bps, para fazer o ramo de subida.
</p>

<p>
	Os Serviços por Satélites são interessantes pois podem trabalhar com taxas elevadas, mesmo nos sítios mais remotos. Eles também são chamados de DSS (“Direct Satellite System”). Para ter acesso a esse tipo de serviço, é necessária uma pequena antena parabólica e apontá-la para um dos satélites geo-estacionários do fornecedor do serviço. A velocidade deverá estar próxima dos 400 Kbps. Porém, aqui também são encontrados problemas no ramo de subida, sendo necessário fazê-lo através de linhas telefônicas a 33.600 bps.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">33917</guid><pubDate>Fri, 13 Jul 2001 14:39:00 +0000</pubDate></item><item><title>Modems 56K V.92</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/modems-56k-v92-r34029/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_7yuoj7yuoj7yuoj7.jpg.8da4106cad4298817e08344714d45f16.jpg" /></p>
<p>
	Recentemente foram lançados no mercado os novos modems 56 Kbps do padrão V.92. Esse novo padrão de modems trás basicamente três novidades em relação aos modems 56 Kbps tradicionais, que utilizam a padronização V.90.
</p>

<p>
	A primeira novidade é uma maior velocidade de upload. Nos modems 56 Kbps V.90, a taxa de download (transferências no sentido provedor/usuário) máxima é de 56 Kbps, porém a velocidade máxima de upload (transferências no sentido usuário/provedor) é de 33.600 bps. Nos modems V.92, a taxa máxima de upload foi aumentada para 48.000 bps, agilizando o envio de e-mails, upload de arquivos e videoconferência. A taxa de download continua a mesma (56 Kbps). Para você aproveitar dessa maior velocidade, o seu provedor de acesso terá de possuir modems V.92, caso contrário a taxa máxima de upload continuará sendo de 33.600 bps.
</p>

<p>
	A segunda novidade é o sistema chamado modem em espera (MOH, Modem On Hold). Através desse sistema, o computador avisa quando alguém está tentando ligar para você enquanto você estiver conectado na Internet, permitindo que você atenda a ligação. A conexão com o seu provedor de acesso não cai, ela permanece ativa, porém pausada. Assim que você terminar a sua conversa telefônica, você poderá continuar navegando normalmente. Para esse serviço funcionar, você precisará habilitar um serviço chamado chamada em espera junto à sua companhia telefônica.
</p>

<p>
	Em vários outros lugares você verá escrito que essa tecnologia permite a você navegar e conversar ao telefone ao mesmo tempo. Isso não é verdade. Quando você atende a ligação telefônica, a sua conexão com a Internet é pausada. Você só poderá voltar a navegar quando você terminar a conversa telefônica. Somente linhas telefônicas como a ISDN (DVI) e a ADSL é que permitem que você converse e navegue ao mesmo tempo, por possuírem mais de um canal de comunicação. A linha telefônica convencional possui apenas um canal de comunicação, tornando impossível navegar e conversar ao mesmo tempo.
</p>

<p>
	A princípio você também pode usar o circuito de identificação de chamadas do modem (Caller ID) para ver, na tela do computador, o número da pessoa que está ligando, para você decidir se atenderá a ligação ou continuará navegando na Internet. Acontece que esse sistema não funciona em todas as linhas telefônicas. O que ocorre é que o modem utiliza o sistema de identificação de chamadas usando o padrão norte-americano, chamado Caller ID. No Brasil, usamos um sistema de identificação de chamadas projetado nacionalmente, chamado BINA (B Identifica Número de A), que é incompatível com o sistema Caller ID norte-americano. Algumas centrais telefônicas permitem trabalhar no sistema norte-americano, porém não são todas. Portanto, para saber se a sua linha aceita ser programada para usar o sistema Caller ID norte-americano, você deve consultar a sua companhia telefônica.
</p>

<p>
	O terceiro recurso disponível em modems V.92 chama-se conexão rápida (quick connect). O processo de hand-shaking - aqueles ruídos que escutamos sempre que conectamos o nosso micro à Internet - de modems V.90 demora cerca de 20 segundos. Em modems V.92, ele "aprende" as condições da linha telefônica onde ele está instalado na primeira vez que você se conecta ao provedor. Da 2ª vez em diante, ele não executará novamente suas rotinas de verificação da linha, pois ele já a "conhece". Assim, o tempo de hand-shaking cai pela metade, demorando apenas cerca de 10 segundos. Note que se você trocar o modem de linha, o primeiro hand-shaking voltará a demorar 20 segundos, já que ele terá de aprender sobre as condições dessa nova linha.
</p>

<p>
	Alguns modems V.90 permitem ser atualizados para V.92 por software. Você deve consultar a página do fabricante do seu modem na Internet para saber se ele permite esse upgrade.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34029</guid><pubDate>Wed, 13 Jun 2001 03:00:00 +0000</pubDate></item><item><title>Verificando todos os links de seu site</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/verificando-todos-os-links-de-seu-site-r34024/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_346jow346jow346j.jpg.bdf70dc122f997b3a9753ba47232dce5.jpg" /></p>
<p>
	Um dos pesadelos para quem tem um site na Internet é ter de verificar se todos os links do site estão corretos, isto é, se o site está funcionando 100% bem. Não existe nada pior do que um usuário clicar em algum link de seu site e aparecer aquela famosa mensagem "404 - File Not Found" na tela do browser. Se você fica chateado quando você navega pela Internet, é fácil saber o que os visitantes do seu site sentem caso encontrem esse tipo de erro em seu site!
</p>

<p>
	Links quebrados são o maior anti-marketing para um site na Internet, porque passa a impressão que o site está desatualizado e que o responsável pela manutenção é completamente desleixado.
</p>

<p>
	O problema é que, por mais caprichoso você seja, sempre há uma alta probabilidade de existirem links quebrados em seu site, especialmente se você tem alguma página contendo links para outros sites. Muitos sites mudam de endereço, apagam páginas ou deixam de existir de uma hora para outras, fazendo com que links existentes em seu site não funcionem mais.
</p>

<p>
	Independentemente do tamanho do seu site, é muito chato ter de ficar testando cada link existente em seu site. Para nossa sorte, existem alguns programas que fazem essa tarefa para a gente. Um deles é o LinkBot (<a href="http://www.watchfire.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.watchfire.com</a>), que pode ser baixado em <a href="http://www.watchfire.com/solutions/linkbot.asp" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.watchfire.com/solutions/linkbot.asp</a>, clicando em "Free Evaluation". O programa é meio grandinho (6,3 MB) mas vale a pena.
</p>

<p>
	Depois de instalá-lo, entre o endereço de seu site e pronto! Ele automaticamente testará todos os links existentes, gerando um relatório extremamente detalhado de todo o seu site, o que o ajudará a resolver não só o problema dos links quebrados: o programa é capaz de detectar 50 diferentes tipos de problemas em seu site. Entre esses problemas, o programa lista todas as páginas que estão sem títulos, as páginas que estão muito difíceis de se chegar até elas (o programa lista as páginas que necessitam passar por quatro ou mais páginas a partir da principal), páginas que estão muito antigas, etc.
</p>

<p>
	Se a sua conexão for discada, você terá de se conectar ao provedor antes de executar o programa.
</p>

<p>
	O tempo que o programa demorará para verificar todos os links de seu site dependerá do tamanho dele. Se o seu site for meio grandinho, o programa demorará um bocado, mas de qualquer forma é bem melhor do que ficar testando todos os links manualmente.
</p>

<p>
	O único ponto fraco desse programa é que ele só testa até 1.000 links por site, o que pode ser um inconveniente para sites grandes.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Verificando Todos os Links de Seu Site" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/466_01.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1:</strong> Através do programa LinkBot podemos testar automaticamente todos os links de nosso site.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34024</guid><pubDate>Wed, 09 May 2001 08:45:00 +0000</pubDate></item><item><title>Economizando no registro de dom&#xED;nios</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/economizando-no-registro-de-dom%C3%ADnios-r34457/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_1895x11895x11895.jpg.c4dd9d12ab14a7f2ac4cd01f20350c74.jpg" /></p>
<p>
	O registro de domínios com extensão .com, .net e .org são controlados pela InterNIC (<a href="http://www.internic.net" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.internic.net</a>), que é um serviço do Departamento de Comércio do governo dos Estados Unidos. Até pouco tempo atrás, o registro de domínios com extensões .com, .net e .org era feito através do site da InterNIC, que na verdade redirecionava para uma outra empresa, chamada Network Solutions, que detinha o monopólio para efetuar o registro de domínios com essas extensões. Ou seja, enquanto a InterNIC fiscalizava, a Network Solutions era quem registrava, coletando valores e os demais dados necessários para efetuar o registro.
</p>

<p>
	O governo norte-americano decidiu que o monopólio da Network Solutions para o registro de domínios era injusto, liberando o mercado de registro de domínios para qualquer empresa que quisesse atuar nesse mercado, bastando, para isso, ter os pré-requisitos exigidos pela InterNIC e ser credenciada por esse órgão.
</p>

<p>
	Atualmente, portanto, temos várias empresas que oferecem o registro de domínios com extensão .com, .org e .net. Uma lista completa dessas empresas você encontra em <a href="http://www.internic.net/alpha.html" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.internic.net/alpha.html</a>. Ou seja, você não precisa registrar o seu domínio através da Network Solutions, pode usar qualquer empresa credenciada pela InterNIC.
</p>

<p>
	A reação imediata com essa decisão do governo norte-americano foi a queda do preço do registro de domínios. Quando detinha o monopólio, a Network Solutions cobrava US$ 70 para o registro de cada domínio. Atualmente, esse preço caiu para US$ 35, de modo a enfrentar a concorrência, que está cada vez mais feroz.
</p>

<p>
	Pesquisando atentamente, você encontrará empresas como a <a href="http://www.buydomains.com" rel="external nofollow" target="_blank">www.buydomains.com</a> que oferece o registro de domínios por apenas US$ 16! Outras empresas são especializadas em clientes que possuam um alto número de sites na Internet, oferecendo registros por preços ainda mais baixos. É o caso da <a href="http://www.bulkregister.com" rel="external nofollow" target="_blank">www.bulkregister.com</a>, que oferece registros por US$ 10 por cada domínio (mas você tem que registrar, no mínimo, 50 domínios). A própria <a href="http://www.buydomains.com" rel="external nofollow" target="_blank">www.buydomains.com</a> oferece o registro de cada domínio por apenas US$ 9 se você registrar mais de 1.000 domínios.
</p>

<p>
	Ou seja, a história agora é pesquisar! Lembrando que, se você já possui um site na Internet com endereço .com, .net ou .org registrado através da Network Solutions, você pode renovar o registro através de qualquer outra empresa, aproveitando os preços mais baixos.
</p>

<p>
	E aqui no Brasil? O monopólio do registro de domínios com terminação .br pertence à Fapesp (<a href="http://registro.br" rel="external nofollow" target="_blank">http://registro.br</a>), que atualmente cobra R$ 40 para o registro de cada domínio. Esse preço já caiu bastante, é verdade: no passado o registro era mais caro. Mas será que se aqui no Brasil fosse usado o mesmo sistema norte-americano esse preço não cairia ainda mais? Ou melhor: será que não seriam modificadas as regras que tanto dificultam e burocratizam o registro de domínios no Brasil? Ao contrário do que ocorre no exterior, no Brasil somente empresas podem ser proprietárias de domínios com extensão .com.br e cada empresa só pode ter, no máximo, 10 domínios! E ainda não são aceitos caracteres de acentuação, ao contrário dos domínios no exterior, que já permitem esses caracteres (é possível registrar o domínio www.ação.com, mas no Brasil é necessário registrá-lo como www.acao.com.br, já que o sistema nacional não permite acentuação).
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34457</guid><pubDate>Wed, 18 Apr 2001 14:02:00 +0000</pubDate></item><item><title>Como remover o kit de acesso do UOL e de outros provedores</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/como-remover-o-kit-de-acesso-do-uol-e-de-outros-provedores-r34087/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_3mdapy3mdapy3mda.jpg.2b66574052aa8d227e6c1e90dd6c606b.jpg" /></p>
<p>
	Todos os dias recebemos vários e-mails de usuários reclamando dos kits de acesso do UOL e de diversos outros provedores de acesso, que fazem inúmeras modificações na máquina. Se este é o seu problema, veja como fazer para desfazer as alterações desses kits de acesso:
</p>

<p>
	1. Edite o Registro do Windows, usando o programa Regedit (entre Regedit na opção Executar do menu Iniciar). Na chave HKEY_USERSDefaultSoftwarePoliciesMicrosoftInternet ExplorerControl PanelHomepage, altere o valor 1 para 0.
</p>

<p>
	2. Altere a página inicial do Internet Explorer, clicando em Ferramentas, escolher Opções da Internet e, no campo Página Inicial, digitar o endereço que preferir.
</p>

<p>
	3. Remova os logos que o UOL instala no Internet Explorer. Para isso, usando o Meu Computador ou o Windows Explorer, localize a pasta Arquivos de ProgramaInternet ExplorerSignup e apague todos os arquivos existentes que possuírem a extensão Bmp. Sem esses arquivos, o Internet Explorer exibirá as suas animações padrão.
</p>

<p>
	4. Quanto à mensagem que fica na barra de menu do Internet Explorer (Por exemplo "distribuído por"), basta você entrar no Regedit e mandar localizar pela frase que aparece nessa barra. Edite e escreva o que você quiser no lugar.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34087</guid><pubDate>Thu, 01 Feb 2001 02:00:00 +0000</pubDate></item><item><title>Apagando seus rastros</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/apagando-seus-rastros-r33878/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_irbxk0irbxk0irbx.jpg.ca29390ecd46df4ce2f54b6bd7a913e3.jpg" /></p>
<p>
	É possível alguém descobrir por quais sites você andou navegando? Sim, isso é possível. Por isso, se você tem um micro em casa ou no trabalho, tome muito cuidado com aqueles sites "espertos" que você anda navegando na hora do almoço, para "relaxar"... E não precisa ser nenhum Sherlock Holmes para descobrir isso: basta acessar a lista dos últimos sites visitados presente no seu browser!
</p>

<p>
	Mas, é claro, há como apagar os seus "rastros". O primeiro passo é você apagar a lista dos últimos sites visitados de seu browser.
</p>

<p>
	Se você usa o Netscape Communicator, entre no menu Editar, opção Preferências e, na opção Navigator, clique na caixa Limpar Histórico (outro caminho é através do menu Communicator, opção Ferramentas e, na opção Histórico, selecione tudo e pressione a tecla Del). Na mesma tela, clique na caixa Limpar Barra de Navegação.
</p>

<p>
	Já no Internet Explorer, vá até o menu Ferramentas, opção Opções da Internet e clique na caixa Limpar Histórico do campo Histórico.
</p>

<p>
	Se você é um usuário malandro, já conhece bem essa dica. Só que só isso não é o suficiente. O browser copia para o disco rígido do micro os arquivos HTML e as imagens carregados dos últimos sites que você navegou. Esse processo é conhecido como cache e serve para tornar a navegação mais rápida. Quando você entra em um site que você já tenha visitado e caso os arquivos dele estejam no disco rígido, o browser carrega os arquivos contidos no disco rígido, processo que é bem mais rápido do que ter de carregar os arquivos da Internet.
</p>

<p>
	Se algum bisbilhoteiro quiser saber por onde você navegou, basta uma rápida olhada no diretório do disco rígido que o browser usa como cache para ver as fotografias das mulheres em trajes sumários que você andou "pesquisando" na Internet.
</p>

<p>
	Dessa forma, o macete é apagar o conteúdo desse diretório após ter navegado na Internet, caso você queira que realmente ninguém saiba por onde você andou e o que você andou vendo.
</p>

<p>
	Isso pode ser feito de dentro do próprio broswser. No Netscape Communicator, vá ao menu Editar, opção Preferências, opção Avançado. Na opção Cache, clique sobre a caixa Limpar Cache de Disco.
</p>

<p>
	Já no Internet Explorer, vá até o menu Exibir, opção Opções da Internet e clique na caixa Excluir Arquivos do campo Arquivos de Internet Temporários.
</p>

<p>
	Esses procedimentos irão apagar todos os vestígios de sua navegação de sua máquina. Só tome cuidado, porque se você acessa a Internet através da rede da empresa que você trabalha, a rede pode estar configurada para monitorar todos os acessos à Internet. Dessa forma, mesmo que você apague todos os vestígios de seu micro, o administrador da rede tem acesso à lista de sites que você visitou. Nesse caso, se você realmente não quer que ninguém saiba por onde você navegou, o negócio é não navegar. Deixe para ver sites de mulher pelada em casa, à noite.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">33878</guid><pubDate>Wed, 06 Dec 2000 03:41:00 +0000</pubDate></item><item><title>Afinal, como ter um site de sucesso?</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/afinal-como-ter-um-site-de-sucesso-r33716/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_s8hicrs8hicrs8hi.jpg.47000eae2fb2d920c015898f1acb0d13.jpg" /></p>
<p>
	O.k., seguindo nossas dicas você montou o seu próprio site, arrasou na divulgação mas, mesmo assim, você não consegue ter sucesso com ele. O que há de errado?
</p>

<p>
	Isso é muito comum de ocorrer, muito mais do que você imagina. Muita gente pensa que é só ter uma campanha de divulgação arrasadora para que o seu site seja um mega sucesso. Mas não é bem por aí. Se o seu site for ruim, as pessoas que o visitaram simplesmente não irão retornar. Nesse caso, parando a divulgação, o número de visitantes cairá, ao passo que em sites realmente bons, mesmo parando a divulgação, o número de visitas se mantém, já que os visitantes irão retornar ao site espontaneamente.
</p>

<p>
	Então, tão importante quanto conseguir atrair novos visitantes, é conseguir mantê-los. Para isso, você precisa ter um bom site. Mas o que é ter um bom site?
</p>

<p>
	Um bom site não é aquele que apresenta as últimas novidades tecnológicas em recursos cibernéticos, mas sim aquele que mostra, com clareza, aquilo que o usuário procura. Nada pior do que um site confuso, difícil de navegar e onde as pessoas demoram a achar o que procuram.
</p>

<p>
	Por isso, costumamos enfatizar o fato de um site ser, antes de tudo, uma peça de comunicação visual. Não adianta nada o seu site ter um excelente conteúdo, mas ser confuso, difícil de achar as coisas dentro dele, com páginas gigantescas, fotos desnecessárias e com layout que dificulte a leitura (por exemplo, letras roxas em fundo preto). Afinal de contas, o objetivo de um site na Internet é facilitar a vida do visitante e promover um bem-estar que faça com que ele volte a visitá-lo.
</p>

<p>
	Da mesma forma, não adianta nada ter um site leve, bem feito, facílimo de navegar, mas sem qualquer conteúdo (fica parecendo um restaurante bonito, limpo, aconchegante, mas sem comida e, por isso, vive às moscas).
</p>

<p>
	A triste realidade é que a maioria dos sites na Internet se encontram em uma dessas duas situações.
</p>

<p>
	A chave para o sucesso é exclusividade. O que um visitante espera encontrar em um site na Internet é um conteúdo exclusivo, que ele só possa encontrar naquele site. Ou seja, o seu site tem de ter um conteúdo exclusivo, único, e que as pessoas só possam encontrar esse conteúdo visitando o seu site. Assim você fará a diferença dentro de tantos outros sites.
</p>

<p>
	Muitas pessoas, na ânsia de criarem conteúdo para os seus sites, acabam copiando o conteúdo de outros sites. Primeiro, a cópia não autorizada é crime e, por isso, você não deve e nem pode sair copiando o conteúdo de qualquer site que seja para colocar em seu site. Segundo, mesmo que você consiga uma autorização por escrito para utilizar textos pertencentes a terceiros em seu site, abra o olho: melhor ter menos conteúdo - porém exclusivo -, do que ter um site cheio de textos que as pessoas já leram em outro lugar qualquer. Esse clima de "de-já-vù" é terrível e com certeza afugenta os seus visitantes.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">33716</guid><pubDate>Wed, 29 Nov 2000 03:37:00 +0000</pubDate></item><item><title>Agilizando a manuten&#xE7;&#xE3;o de seu website</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/agilizando-a-manuten%C3%A7%C3%A3o-de-seu-website-r34015/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_t3nbjvt3nbjvt3nb.jpg.f545f8508e9d59a74908b4763aea4d23.jpg" /></p>
<p>
	Se você tem um site na Internet, por menor que seja, sabe que a sua manutenção não é uma das tarefas mais fáceis. Se o seu site é relativamente bem acessado, sabe que sempre alguém encontrará algum errinho aqui ou ali e a sua manutenção acaba tendo de ser constante, muitas vezes uma tarefa diária (por exemplo, um erro de português na página inicial de seu site é imperdoável, e tão logo alguém descubra um erro desses você deve corrigir o mais rapidamente possível).
</p>

<p>
	Em nossa coluna de hoje daremos algumas dicas legais sobre como agilizar a manutenção se seu site.
</p>

<p>
	Nossa primeira dica é o site WebsiteGarage (<a href="http://www.websitegarage.com" rel="external nofollow" target="_BLANK">http://www.websitegarage.com</a>). Através deste site você pode encontrar erros de programação do código da sua página, problemas de compatibilidade de browsers (isto é, ele testa o seu site em vários browsers), simula o tempo que a página principal de seu site demora para ser carregada, procura por links quebrados na página principal e muito mais! Esse teste é feito na hora e é grátis.
</p>

<p>
	Por falar em links quebrados, este é, com certeza, um dos maiores problemas para quem tem um site na Internet. Se você tem um site pequeno com poucos links externos, você não terá muitos problemas com links quebrados, isto é, com links para outros sites que já não funcionam mais. Mas se o seu site tem muitos links externos, é muito chato ter de verificar de tempos em tempos se todos os links estão ou não funcionando. A gente acaba descobrindo que tem um link quebrado quando algum visitante reclama. Mas é certo que há muitos visitantes que não reclamam e o seu site ficará parecendo desatualizado.
</p>

<p>
	Um serviço muito bom é o do site SevenTwentyFour (<a _blank="" href="http://www.seventwentyfour.comTARGET=" rel="external nofollow">http://www.seventwentyfour.com</a>). Você cadastra o seu site nesse serviço e ele faz uma varredura completa de seu site, enviando relatórios semanais dizendo quais links de seu site não estão funcionando mais. Pena que essa moleza só dure um mês, depois disso você tem de pagar para continuar usando o serviço (faça um teste e você verá que vale a pena).
</p>

<p>
	Se o seu site tem domínio próprio (isto é, um endereço do tipo www.seunome.com.br) então uma idéia interessante é criar um e-mail para cada assunto que as pessoas podem querer entrar em contato com você (por exemplo, anuncios@seusite.com.br, marketing@seusite.com.br, webmaster@seusite.com.br). Na maioria das vezes, se você toma conta sozinho de seu site, então qualquer e-mail enviado para @seusite.com.br cai em sua conta principal de e-mail. Isso significa que você pode criar infinitos e-mails sem precisar de nenhuma configuração e as pessoas pensarão que o seu negócio é muito maior do que ele realmente é. Em seu programa de e-mail você pode configurar filtros para separar automaticamente os e-mails recebidos. Por exemplo, separar os e-mails enviados para marketing@seusite.com.br dentro de uma pasta chamada "Marketing" e por aí vai.
</p>

<p>
	E, por fim, uma boa dica é criar uma série de respostas padrão assim que for surgindo a necessidade. Com o tempo você verá que vários e-mails que você receber terão a mesma resposta. Em vez de você ter de digitar toda a vez a mesma coisa, crie uma resposta padrão e a envie. Isso pode ser feito basicamente de duas maneiras: alguns programas de e-mail permitem o uso de respostas padrão (normalmente são chamadas "templates"), facilitando a sua vida. Outra alternativa é a criação de vários arquivos do tipo Txt contendo as respostas padrão na Área de Trabalho de sua máquina. Para usar uma resposta padrão, basta abrir a resposta apropriada, selecionar tudo, copiar (pressionando Control C) e colar no e-mail (pressionando Control V).
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34015</guid><pubDate>Wed, 15 Nov 2000 08:03:00 +0000</pubDate></item><item><title>Vendendo an&#xFA;ncios em seu site</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/vendendo-an%C3%BAncios-em-seu-site-r34013/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_2g4m0i2g4m0i2g4m.jpg.301074e00da1075a54f78f5e5affc9f0.jpg" /></p>
<p>
	Muitas pessoas que têm um site na Internet pensam logo em tentar ganhar algum dinheiro vendendo espaço publicitário em seu site, já que esse modelo é amplamente explorado pela maioria dos sites que ganham dinheiro com a Internet.
</p>

<p>
	O fato é que vender anúncios em seu site não é tão simples quanto parece. Primeiro, você precisa ter um site com estatísticas favoráveis para atrair anunciantes (na semana passada falamos sobre esse assunto). Raramente sites com menos de 1 milhão de pageviews mensais conseguem anunciantes. Dessa forma, antes de começar a querer ganhar dinheiro vendendo espaço publicitário em seu site, concentre sua energia na divulgação do seu site, para que ele tenha muitos visitantes e, com isso, seja atraente para anunciantes.
</p>

<p>
	Segundo, se você realmente quiser vender espaço publicitário, você terá de ter uma força ativa de vendas, isto é, uma equipe especializada em conseguir anunciantes para você. Ter simplesmente um link "Anuncie Aqui" em seu site raramente dá o retorno desejado. Ou seja, você terá de correr atrás dos anunciantes!
</p>

<p>
	Normalmente os anúncios em sites são feitos através de banners, em formatos padronizados pela IAB (Internet Advertising Bureau, <a href="http://www.iab.net" rel="external nofollow" target="_BLANK">http://www.iab.net</a>). Os formatos mais conhecidos e usados são o full-banner (468x60) e o half-banner (234x60), sendo que o primeiro possui uma taxa de retorno (número de pessoas que clicam sobre o banner) maior (as medidas apresentadas são dadas em pixels).
</p>

<p>
	Existem três maneiras básicas de se cobrar por anúncios em um site: taxa fixa, CPM (Custo Por Mil) e CPC (Custo Por Clique).
</p>

<p>
	No sistema de taxa fixa, o cliente paga um preço fixo por período de tempo (um mês, por exemplo) para ter o seu banner exposto em seu site. Apesar de esse ser o sistema mais simples de faturar e controlar, ele raramente é usado. O motivo é simples: não há como prever quantas pessoas verão o banner.
</p>

<p>
	O sistema mais usado é o CPM. Nesse sistema, o cliente paga pelo número de visualizações que ele quer do banner. Por exemplo, se o cliente comprar 50.000 visualizações de banner, significa que o banner dele será visto 50.000 vezes. O preço é cobrado por lotes de mil visualizações, e daí o nome do sistema (Custo Por Mil). Se um site tiver um custo CPM de R$ 20, isso significa que 50.000 visualizações de banner custarão R$ 1.000.
</p>

<p>
	A desvantagem do sistema CPM é que não há como garantir quanto tempo o banner ficará no ar nem tampouco quantas pessoas clicarão sobre ele. O quanto tempo o banner ficará no ar depende do tráfego do site. Em um site muito visitado, as visualizações da banner são esgotadas mais rapidamente do que em um site pouco visitado.
</p>

<p>
	A taxa de retorno típica de um banner varia entre 2% e 4%. Essa taxa depende da qualidade do banner e do site onde ele foi inserido (anunciar em um site que tenha a ver com o anúncio em geral faz aumentar a taxa de retorno). Isso significa que, nesse sistema e no de taxa fixa, não há como sabermos de antemão quantos novos visitantes o seu anúncio trará. Temos apenas uma estimativa. Por exemplo, se considerarmos uma taxa de retorno de 2% e uma campanha de 50.000 visualizações, estimamos 1.000 novos visitantes para o site do anunciante.
</p>

<p>
	Outro sistema bastante comum é o CPC, ou Custo Por Clique. Nesse sistema o anunciante paga pelo número de visitantes que receberá, ou seja, o número de vezes que o seu banner será clicado. Assim, ao comprar 1.000 cliques de banner, o banner do anunciante ficará no ar até que 1.000 pessoas tenham clicado sobre ele. Esse é o sistema mais justo, mas em compensação é o menos usado.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34013</guid><pubDate>Wed, 01 Nov 2000 07:58:00 +0000</pubDate></item><item><title>Estat&#xED;sticas de sites na internet</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/estat%C3%ADsticas-de-sites-na-internet-r34012/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_ijus86ijus86ijus.jpg.277d731a972be967b9d484f5053eab7f.jpg" /></p>
<p>
	Um dos grandes trunfos de se ter um site na Internet é que você pode ter acesso a estatísticas completas de seu site. Através dessas estatísticas é possível saber, com exatidão, o número de pessoas que visitaram o seu site, de onde eles vieram, quais são as páginas mais populares, etc.
</p>

<p>
	Se você hospeda o seu site em um serviço pago, você terá acesso aos arquivos de estatística de seu site e a um programa de análise de estatísticas. Se o seu site é hospedado em um serviço gratuito, você poderá cadastrar o seu site em serviços gratuitos de geração de estatísticas, como falamos na semana passada.
</p>

<p>
	O grande problema é que as estatísticas de um site podem ser lidas de diversas maneiras e não é raro vermos sites divulgando estatísticas falsas sobre o seu serviço, por não saberem interpretar corretamente as estatísticas.
</p>

<p>
	Um dos termos mais usados para se medir estatística chama-se hit. Cada vez que um arquivo é chamado do seu site, ele gera um hit. Então, se você tem um arquivo HTML que chame cinco arquivos gráficos, esse documento, quando carregado, irá gerar seis hits (1 para a página HTML e 5 para os arquivos gráficos chamados). Dessa forma, a informação de quantos hits o seu site gera não serve para medir a audiência de seu site, já que um único documento carregado pode gerar inúmeros hits (por exemplo, você pode ter um site pouco acessado mas que gera muitos hits, caso cada página HTML chame muitos arquivos gráficos). Infelizmente, muitos sites divulgam as suas estatísticas em forma de hits, o que é um resultado completamente falso.
</p>

<p>
	O termo mais famoso em estatísticas de sites chama-se pageview. Essa estatística indica quantas páginas HTML de seu site foram carregadas durante um determinado período de tempo (tipicamente um mês). Ou seja, essa estatística conta o número de hits gerados apenas por arquivos do tipo HTML. Como em cada página normalmente podemos colocar um banner publicitário, essa estatística indica o potencial do site para anunciantes, e daí ser tão famosa. Por exemplo, um site que gera 500.000 pageviews por mês tem a capacidade de publicar 500.000 banners publicitários por mês. Multiplicando o valor de pageviews de um site pelo valor cobrado pela impressão de cada banner, podemos facilmente saber a capacidade máxima de geração de receita através de anúncios de um site.
</p>

<p>
	O número de pageviews é muito importante para sites que baseiam-se em publicidade, mas sua deficiência é não indica quantas pessoas visitaram o site por mês, já que essa estatística indica apenas a quantidade de páginas que foram lidas por mês, e um mesmo visitante pode ler diversas páginas de seu site.
</p>

<p>
	A estatística mais correta para saber o número de visitantes de um site é o número de IPs diferentes que visitaram o site durante um determinado período de tempo (um mês, tipicamente). Essa estatística é também conhecida como hosts ou distinct hosts. Através dela podemos saber quantas máquinas diferentes acessaram o seu site, dando a quantidade de pessoas diferentes que acessaram o site em um mês. Só que essa estatística possui duas falhas. Primeiro, como muitos visitantes acessam a Internet através de um provedor de acesso, o endereço IP do visitante varia a cada conexão. Com isso, um mesmo visitante pode gerar mais de um endereço IP para as estatísticas de seu site, contando como um visitante diferente a cada vez que ele entra em seu site. Segundo, a maior parte dos provedores usa um sistema chamado proxy, que acelera a navegação na Internet. Quando um servidor de proxy é usado, todos os usuários daquele provedor são vistos na Internet como tendo o mesmo endereço IP e, com isso, só é contabilizado um único visitante vindo daquele provedor, mesmo que 1.000 usuários daquele provedor tenham visitado o seu site.
</p>

<p>
	Dessa forma, a maneira mais correta de divulgar as estatísticas de seu site é informando o número de pageviews mensais e o número de visitantes diferentes por mês.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34012</guid><pubDate>Wed, 25 Oct 2000 07:55:00 +0000</pubDate></item><item><title>Incrementando o seu site</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/incrementando-o-seu-site-r34011/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_30xzz330xzz330xz.jpg.c664a592c9009ae8d03633f26079bc28.jpg" /></p>
<p>
	Se você tem um site na Internet, é importantíssimo pensar em colocar recursos interativos nele, onde os visitantes possam participar. Isso atrai mais visitantes e fazem os visitantes retornarem ao seu site. Os recursos interativos mais comuns são salas de bate-papo (chat), fóruns e enquetes.
</p>

<p>
	O ideal é fazer esses recursos personalizados para o seu site. Mas isso só é possível em sites com domínio próprio, isto é, que não estejam hospedados em um serviço de hospedagem grátis, já que você precisará ter a capacidade de executar programas no servidor (os famosos scripts CGI).
</p>

<p>
	Se o seu site está hospedado em um serviço pago e você tem a capacidade de instalar e executar programas (os servidores chamam essa capacidade de "acesso a diretório particular de Cgi-bin"), então você pode procurar scripts de recursos interativos para instalar em seu site em <a href="http://www.cgi-resources.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.cgi-resources.com</a>. Neste site você encontrará scripts para criar salas de chat, fóruns, enquetes e muito mais em seu site.
</p>

<p>
	A instalação e configuração de cada script varia muito de acordo com o script e, por esse motivo, não temos como dar uma receita de bolo que seja válida para todos os scripts existentes.
</p>

<p>
	A boa notícia é que existem diversos serviços de recursos interativos grátis na Internet. Embora esses serviços não permitam uma personalização tão flexível quanto um script instalado em seu site, a vantagem é que você não precisa instalar nem configurar nenhum programa em seu site para ter recursos interativos funcionando em menos de cinco minutos. Além disso, se o seu site está hospedado em um serviço de hospedagem grátis, essa é uma solução para ter recursos interativos nele.
</p>

<p>
	É claro que você tem de pensar antes em quais recursos interativos têm afinidade com o seu site. Não adianta nada colocar um recurso em seu site só para dizer que ele tem um fórum ou uma sala de chat.
</p>

<p>
	Um fórum serve para as pessoas trocarem informações sobre os assuntos discutidos em seu site. Se o seu site é sobre cachorros, por exemplo, o fórum serve para os visitantes trocarem dicas e experiências, além de poderem tirar dúvidas entre eles. Alguns sites possuem mais de um fórum, de forma a separar os assuntos discutidos. Em um site sobre animais de estimação, poderia haver um fórum para cada tipo de animal. Em <a href="http://www.forumnow.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.forumnow.com</a> você cria um ou mais fóruns para ser usados em seu site facilmente, com comandos em português.
</p>

<p>
	Enquetes servem para medirmos a opinião dos visitantes sobre determinados assuntos (você é quem define o assunto da enquete). Por exemplo, em um site sobre gatos, você lançar a pergunta "Você dá leite para o seu gato adulto?" onde as respostas poderiam ser "sim", "não" e "às vezes". No site <a href="http://www.enquetes.com.br" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.enquetes.com.br</a>, que também é todo em português, você pode criar variadas enquetes para serem colocadas em seu site.
</p>

<p>
	Já no site <a href="http://usa.nedstatbasic.net" rel="external nofollow" target="_blank">http://usa.nedstatbasic.net</a> você pode criar um contador para o seu site, de forma que você consiga gerar estatísticas completas sobre o seu site: número de visitantes, de onde eles vieram, de que países eles vieram, etc. Essa ferramenta é extremamente útil, já que os serviços de hospedagem gratuita normalmente não fornecem esse serviço (os de hospedagem paga normalmente oferecem estatísticas completas do seu site).
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34011</guid><pubDate>Wed, 18 Oct 2000 07:52:00 +0000</pubDate></item><item><title>Como divulgar o seu site</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/como-divulgar-o-seu-site-r34008/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_t0ze2ct0ze2ct0ze.jpg.e01819226cda5f402e1cb54131b22cef.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	Agora que você já colocou o seu site no ar seguindo o nosso tutorial <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/como-hospedar-um-site-na-internet-r34007/" rel="" target="_Blank">Como Hospedar um Site na Internet</a>, você precisará divulgar o seu site. Caso contrário, você ficará no mesmo caso do camarada que compra uma linha telefônica e fica ao lado do telefone esperando alguém ligar, mas se esqueceu de dar o seu número para as pessoas.
</p>

<p>
	O principal mito na divulgação de um site na Internet é que é necessário dinheiro para fazer uma campanha de divulgação de sucesso. Mas isso é mentira. Os melhores métodos de divulgação existentes na Internet são totalmente gratuitos. Acredite: você não gastará nada para divulgar o seu site e começar a ter visitantes. Apenas, é claro, o tempo gasto para executar as nossas dicas.
</p>

<p>
	O mais importante é: assim que o seu site estiver no ar, cadastre-o nas principais ferramentas de busca, como o Cadê? (<a href="http://www.cade.com.br" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.cade.com.br</a>), Aonde? (<a href="http://www.aonde.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.aonde.com</a>), Yahoo (<a href="http://www.yahoo.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.yahoo.com</a> e <a href="http://www.yahoo.com.br" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.yahoo.com.br</a>), Altavista (<a href="http://www.altavista.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.altavista.com</a>) e WebCrawler (<a href="http://www.webcrawler.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.webcrawler.com</a>), só para citarmos as mais conhecidas. É claro que existem centenas de ferramentas de busca e, com certeza, a maioria delas você ainda não conhece (existem centenas que nem nós mesmos conhecemos). Por isso, esse passo é apenas o inicial. À medida em que você for descobrindo novas ferramentas de busca (através de dicas publicadas na coluna On Line do nosso caderno, por exemplo), não perca tempo e cadastre logo o seu site!
</p>

<p>
	Em uma estatística realizada pelo Georgia Institute of Technology apontou que 85% dos internautas descobrem novos sites usando as ferramentas de busca. Por isso, a importância de você se concentrar nesse tipo de divulgação.
</p>

<p>
	A forma com que você deve se cadastrar varia de acordo com cada mecanismo e, por isso, não temos como dar um passo a passo que seja válido para todas as ferramentas de busca existentes. Na página inicial da ferramenta de busca, procure por uma opção chamada "Incluir site", "Inclusão", "Adicionar site", "Cadastrar site" ou similar (nas ferramentas em inglês, procure por "Add URL", "Add a site" ou similar). Lembramos que é importante cadastrar-se tanto nas ferramentas de busca em português quanto em inglês, já que muitas pessoas que falam português usam as ferramentas em inglês. Afinal, temos de tentar ter a maior projeção possível!
</p>

<p>
	A maioria das ferramentas demora um tempo para incluírem o site recém cadastrado em seu banco de dados. Por isso, o retorno não é imediato, pode demorar algumas semanas até os primeiros visitantes vindos de ferramentas de busca aparecerem. Por isso, quanto mais cedo você cadastrar o seu site, melhor!
</p>

<p>
	Outra forma eficiente de divulgação grátis é a troca de links. Procure por sites parecidos com o seu (com o mesmo tipo de conteúdo) e mande um e-mail para o responsável sugerindo a troca de links, isto é, você recomenda sites em sua página e esses outros sites, em troca, recomendam o seu. Por exemplo, se você tiver um site sobre cachorros, pode trocar links com outros sites sobre cachorros ou mesmo com outros sites sobre animais, de uma forma geral. O interessante é tomar a iniciativa e, antes de pedir a troca de links, já ter um link para o site para o qual você está propondo uma troca de links em seu site. Assim o responsável pelo site vê que você não está brincando.
</p>

<p>
	[pagination="Trocas de Banners"]
</p>

<p>
	Outra forma grátis e eficiente de você divulgar o seu site é através de serviços de trocas de banners. Você se inscreve em um desses serviço e coloca, em seu site, um código fornecido pelo serviço. Esse código fará com que um banner do sistema seja mostrado em seu site. Em troca, a cada banner do sistema exposto, você ganha um crédito. Normalmente, a cada dois créditos, você ganha o direito de ter uma exposição de seu banner.
</p>

<p>
	Em outras palavras, você divulga sites em seu próprio site e, em troca, você tem o seu site divulgado em outros sites.
</p>

<p>
	Antes de você se inscrever em um sistema desses, você deverá ter um banner pronto. O formato mais usado é 468 x 60 (essa medida é dada em pixels). Note que a taxa de retorno de banners é normalmente baixa, tipicamente variando entre 2% e 4%. Ou seja, a cada mil vezes que o seu banner for visto, tipicamente entre 20 e 40 pessoas irão clicar sobre ele, indo parar em seu site.
</p>

<p>
	A taxa de retorno pode ser maior ou menor dependendo de como o seu banner for feito. Cores, tipo de letra, layout, enfim, tudo influi na taxa de retorno de um banner. Ou seja, um banner bem feito terá um retorno maior do que um banner mal feito.
</p>

<p>
	O próprio sistema de troca de banners fornece estatísticas sobre o seu banner em tempo real: quantas visualizações já teve, quantas pessoas já clicaram sobre ele e qual está sendo a sua taxa de retorno, como mostramos na Figura 1.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Divulgar o Seu Site" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/436_01.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1:</strong> Estatísticas fornecidas pelo sistema de troca de banners.
</p>

<p>
	Dessa forma, o próprio sistema de banners é uma ferramenta poderosíssima para você testar a eficiência de seus banners. Como você pode trocar de banner quantas vezes quiser, você poderá fazer vários banners para o seu site, deixá-lo no sistema durante um tempo (recomendamos pelo menos 1.000 visualizações) e depois trocá-lo, até descobrir qual é o melhor banner para o seu site. Quando você trocar de banner, não se esqueça de zerar as estatísticas, pois as estatísticas são cumulativas, isto é, elas somam os resultados dos banners anteriores com os resultados dos banners atuais.
</p>

<p>
	Normalmente banners animados possuem taxas de retorno maiores. Outro ponto que faz os banners terem uma maior taxa de retorno é o uso de botões, barra de rolagem e caixas imitando as janelas do Windows. Normalmente as pessoas vêem banners com esses recursos, pensam que é uma janela e clicam sobre ele (clicam sobre o botão, por exemplo). O banner que mostramos abaixo é um bom exemplo disso.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Divulgar o Seu Site" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/banner.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png">
</p>

<p>
	<strong>Figura 2:</strong> Exemplo de banner que estimula o clique.
</p>

<p>
	[pagination="Como divulgar seu site fora da rede"]
</p>

<p>
	Agora que nós já vimos os principais métodos de divulgação de seu site na Internet, veremos como fazer para divulgá-lo fora da rede, a um custo acessível, é claro.
</p>

<p>
	Para começar, se o site for o de uma empresa que existe no mundo real, você deve incluir o endereço do site e um e-mail para contato em todo o material promocional já existente. Se sua empresa já anuncia em meios tradicionais como jornais e revistas, então você terá mais um meio para divulgar o seu site. O mesmo é válido para materiais promocionais, como canetas, adesivos, etc.
</p>

<p>
	Mas, se você está pensando seriamente em anunciar em mídia tradicional, como jornais, revistas e TV, pense duas vezes. O custo é alto e você pode não ter o retorno esperado. A pergunta que você deve sempre se fazer antes de desembolsar qualquer quantia que for para divulgar o seu negócio (seja ele na Internet ou não): gastando x, quantos novos clientes eu conseguirei? A resposta será o retorno de investimento (também conhecido como ROI).
</p>

<p>
	Se no caso "clientes" significar "visitantes" e o seu site conter puramente informações (isto é, você não trabalhar com vendas), então esse custo terá de ser o mais baixo possível, senão você irá à falência. Pense o que significaria para você desembolsar R$ 5.000 em um anúncio em uma revista especializada e você ter somente 500 novos visitantes em seu site. Cada novo visitante custará a você R$ 10,00. E, como falamos nas outras partes dessa série, há métodos que podem trazer muito mais visitantes do que isso a um custo zero.
</p>

<p>
	Na maioria das vezes você verá que não vale a pena investir em anúncios em mídia tradicional para o seu site. Então, porque há diversos sites gastando fortunas em divulgação? Primeiro, porque provavelmente eles têm dinheiro para isso, coisa que nós meros mortais não temos de sobra. Segundo: a exposição da marca em mídia tradicional a valoriza. E, terceiro, e essa é a grande verdade, na maioria das vezes esses sites estão gastando dinheiro à toa.
</p>

<p>
	Pense conosco: o que adianta colocar um bando de outdoors divulgando o seu site em uma avenida movimentada? Apenas 3% da população brasileira tem acesso à Internet! Isso significa que apenas 3% das pessoas que passarem por esta avenida saberão do que se trata o anúncio (pois são os únicos que sabem que diabos é www e e-mail) e, mesmo assim, apenas uma pequena porção de pessoas dentro desses 3% acessarão o site. Como dissemos anteriormente, o custo para trazer um visitante usando esse método será caro demais e, portanto, ineficiente.
</p>

<p>
	Por outro lado, uma forma muito eficiente de divulgação é a mídia espontânea. A mídia especializada em geral possui colunas ou seções especializadas em falar sobre as últimas notícias ou novidades do mercado. Então, você pode contratar um profissional (assessor de impressa) para redigir um press release sobre o seu negócio e divulgá-lo junto à mídia especializada. É claro que isso terá um custo, mas podemos garantir que será muito mais barato do que anunciar em uma página inteira de um jornal e com um retorno, na maioria das vezes, muito maior do que um anúncio tradicional. Isso ocorre porque, estando divulgado em uma seção ou coluna da mídia, os leitores entendem a divulgação como uma "recomendação" do veículo.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34008</guid><pubDate>Wed, 11 Oct 2000 06:43:00 +0000</pubDate></item><item><title>Como hospedar um site na internet</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/como-hospedar-um-site-na-internet-r34007/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_ldwu8fldwu8fldwu.jpg.a28d3a1952574e3b94f5899097079ac4.jpg" /></p>
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	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	Muitos leitores nos escrevem perguntando como fazer para hospedarem um site na Internet. Em nosso tutorial de hoje iremos mostrar em linhas gerais como é esse procedimento. Estamos assumindo que você já tenha projetado o site e já tenha os seus arquivos prontos no disco rígido do seu computador, já que o assunto de hoje é sobre como fazer para colocar os arquivos na Internet e não como criar os arquivos HTML.
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<p>
	Você tem duas opções. Ou escolhe um serviço de hospedagem grátis ou um serviço de hospedagem pago. Os dois tem vantagens, desvantagens e limitações.
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<p>
	Se o seu site é pessoal, então a escolha da hospedagem grátis pode ser uma boa opção especialmente porque é de graça! Para isso, você deve escolher um serviço de hospedagem grátis, como <a href="http://www.geocities.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.geocities.com</a> e <a href="http://www.xoom.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.xoom.com</a>, só para citar os dois mais famosos. A desvantagem do serviço grátis é que o seu site pode acabar tendo um endereço gigantesco e difícil de decorar e terá janelas abrindo exibindo anúncios inseridos pelo serviço de hospedagem (aliás, é através destes anúncios que eles conseguem manter o serviço grátis). A solução para o nome gigantesco pode ser o uso do serviço de redirecionamento de endereços oferecido em <a href="http://www.cjb.net" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.cjb.net</a>. Neste site você registra gratuitamente um nome seunome.cjb.net e configura esse nome para carregar páginas que estejam hospedadas em um serviço de hospedagem grátis.
</p>

<p>
	Muitos provedores de acesso pago oferecem espaço (tipicamente de 1 MB) para os seus clientes hospedarem o seu site pessoal. Essa é uma outra alternativa para hospedagem grátis, mas a desvantagem é que, se você deixar de ser cliente do provedor (cancelar a assinatura, por exemplo), o seu site sai do ar.
</p>

<p>
	Se você está pensando em ter um site comercial, então não tem jeito, a saída é a hospedagem paga. Os serviços de hospedagem paga oferecem muito mais recursos do que qualquer empresa de hospedagem grátis pode oferecer. Que confiaria em uma empresa cujo site está hospedado em um serviço de hospedagem grátis?
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<p>
	A principal vantagem do serviço de hospedagem pago é o registro de domínio, isto é, você pode ter um site com o nome do tipo www.seunome.com.br, coisa que nenhum serviço de hospedagem grátis oferece.
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<p>
	A maioria dos serviços de hospedagem atrai seus potenciais clientes mostrando as características e vantagens de seus planos de hospedagem, como o espaço disponível em disco, o número de contas de e-mail (chamadas contas POP) e outros termos que não nos interessa por enquanto.
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<p>
	Acontece que, infelizmente, a maioria dos serviços de hospedagem omite a característica mais importante de se saber, que é a largura de banda disponível em seus planos de hospedagem. A maioria dos serviços oferece um limite de 2 GB por mês de transferências. Isto é, somando-se o tamanho de todos os arquivos que foram carregados de seu site em um mês, não pode dar mais do que 2 GB, ou você terá de pagar pelo excesso do uso da largura de banda.
</p>

<p>
	Esse limite de 2 GB é de bom tamanho para qualquer site pequeno, mas o seu "estouro" depende muito do tamanho dos arquivos de seu site. Se o seu site só contém páginas HTML e arquivos GIF e JPG pequenos, então você não terá problemas. Mas imagine se você resolve colocar um arquivo grande para download – um MP3 de 6 MB, por exemplo (bastam 333 downloads desse arquivo para o limite de 2 GB ser atingido). Rapidamente o seu limite mensal será atingido, e o seu custo de hospedagem irá lá nas nuvens. Neste caso você deve escolher um plano que dê uma franquia maior que 2 GB por mês.
</p>

<p>
	Por isso a recomendação de, ao criar um site, ter todos os arquivos os menores possíveis e evitar colocar arquivos para download.
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<p>
	[pagination="Como registrar seu domínio"]
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	Se você está pensando em registrar um domínio para o seu site (www.seunome.com.br ou www.seunome.com), o primeiro passo é saber se o nome que você quer usar já está registrado. Isso pode ser conferido rapidamente em <a href="http://registro.br" rel="external nofollow" target="_blank">http://registro.br</a> (no caso de domínios terminados em .br) e em <a href="http://www.networksolutions.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.networksolutions.com</a> (no caso de domínios .com, .net e .org, sem a terminação .br).
</p>

<p>
	Se o nome que você quer usar já existe, isto é, já está registrado para outra pessoa, recomendamos que você pense em um outro endereço para o seu site.
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<p>
	Depois de escolher um nome que ainda não esteja registrado, você deve procurar por um serviço de hospedagem de páginas (pago), como discutimos na semana passada.
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<p>
	Como a Internet é mundial, esse serviço não precisa ser contratado no Brasil. Diversas pessoas e empresas hospedam seus sites no exterior por causa do preço mais em conta (você pode obter uma lista completa de serviços de hospedagem no exterior em <a href="http://www.hostindex.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.hostindex.com</a>). Nesse caso, o pagamento do serviço pode ser feito através de débito em cartão de crédito internacional ou através de uma ordem de pagamento internacional. Essa segunda modalidade de pagamento só deve ser usada no caso de pagamento de grandes valores, pois os bancos cobram, em média, uma taxa de US$ 50 pelo serviço.
</p>

<p>
	Contrate o plano de hospedagem que você julgar mais conveniente para o seu site e informe o nome do site que você pretende registrar, pois eles precisarão configurar a máquina onde o seu site estará hospedado para receber o domínio que você vai registrar. Após esta etapa, o serviço de hospedagem irá te dar quatro dados: nome do servidor de DNS primário, o endereço IP deste servidor, o nome do servidor de DNS secundário e o endereço IP deste servidor. Somente com essas informações em mãos é que você conseguirá registrar o seu domínio.
</p>

<p>
	Em seguida, vá até <a href="http://registro.br" rel="external nofollow" target="_blank">http://registro.br</a> (caso você queira um domínio com a extensão .br) ou <a href="http://www.networksolutions.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.networksolutions.com</a> (caso você queira um endereço .com, .net ou .org sem a terminação .br) e registre o seu domínio. O procedimento é mais ou menos auto-explicativo e acreditamos que você não encontrará muitas dificuldades. O sistema irá lhe perguntar dados como nome, endereço, etc, e as informações de configuração do servidor, que são aquelas dadas pelo serviço de hospedagem. É importante notar que em geral as configurações feitas pelo serviço de hospedagem normalmente demoram 24 horas para serem replicadas pela Internet. Então, se ao tentar fazer o registro o sistema der um erro de "servidor desconhecido", tente registrar o seu domínio novamente no dia seguinte.
</p>

<p>
	O registro de domínio tem um custo de R$ 70, para domínios registrados na Fapesp (pago através de boleta bancária), ou de US$ 70, para domínios registrados na Network Solutions (pago através de cartão de crédito internacional). Esses valores são pagos anualmente, sendo que a renovação do registro do domínio custa mais barato. Um detalhe importante: domínios do tipo .com.br só podem ser registrados em nome de empresas (pessoas jurídicas).
</p>

<p>
	A partir do momento em que você contratar o serviço de hospedagem, você já pode subir as suas páginas HTML (as páginas de seu site) para o servidor, mesmo antes do registro do domínio. Esse procedimento facilita, pois o seu site estará no ar assim que o endereço for validado pela entidade responsável (Fapesp ou Network Solutions).
</p>

<p>
	Para enviar os arquivos do seu site para o servidor de hospedagem, você deve usar um programa de FTP, como o Cute FTP (pode ser baixado em www.shareware.com). Você deve entrar o nome do servidor, o login e a senha. Esses dados são fornecidos pelo serviço de hospedagem no mesmo e-mail que ele envia informando a configuração dos servidores.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34007</guid><pubDate>Wed, 20 Sep 2000 07:36:00 +0000</pubDate></item><item><title>Evitando invas&#xF5;es em seu micro</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/redes/evitando-invas%C3%B5es-em-seu-micro-r33994/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_xcrxe1xcrxe1xcrx.jpg.e34b553854ba2ab92624b91bbb4aacb9.jpg" /></p>
<p>
	Nós já falamos aqui em nossa coluna de dicas sobre o BackOrifice, um programa que, se estiver instalado em seu micro, permite que outras pessoas tenham acesso ao seu PC (<a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/programas/como-eliminar-o-back-orifice-r34168/" target="_Blank" rel="">leia este tutorial clicando aqui</a>). Mas, devido ao alto número de e-mails de leitores perguntando sobre o assunto, resolvemos explicar um pouco mais sobre invasões.
</p>

<p>
	Existem dois programas super famosos que, quando instalados em seu micro, permitem que outras pessoas tenham acesso a ele através da Internet: Back Orifice e Netbus. Os dois são programas do tipo cliente-servidor e, para funcionarem você obrigatoriamente terá de ter um dos dois instalados no micro. Em outras palavras, não há como um hacker invadir o seu micro se você não tiver algum programa que permita a invasão instalado em seu micro.
</p>

<p>
	Mas qual é o maluco que irá querer instalar um programa que permite que intrusos entrem e mexam em seu micro? O problema é que tanto o Back Orifice quanto o Netbus são distribuídos em forma de Cavalo de Tróia, isto é, escondidos dentro de um outro programa qualquer (por exemplo, dentro de uma animação que algum amigo seu enviou por e-mail). E aí é que está o perigo: você pode ter um desses dois programas instalados no micro e nem saber.
</p>

<p>
	Para nossa sorte, a maioria dos antivírus mais novos reconhecem ambos os programas e os eliminam sem maiores dificuldades. Mas se você quiser ter uma proteção ainda maior contra invasões, experimente os programinhas NOBO e o Netbuster.
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<p>
	O NOBO, que pode ser baixado em <a href="http://web.cip.com.br/nobo/download.html" target="_blank" rel="external nofollow">http://web.cip.com.br/nobo/download.html</a>, é uma proteção extra contra o Back Orifice. Após instalado, ele fica verificando o micro e imediatamente alerta o usuário caso algum engraçadinho esteja tentando entrar em seu micro usando o Back Orifice, permitindo que você mande uma mensagem para o indivíduo.
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	Já o Netbuster (<a href="http://www.nttoolbox.com/public/tools/netbuster1_31.zip" target="_Blank" rel="external nofollow">http://www.nttoolbox.com/public/tools/netbuster1_31.zip</a>) monitora o micro contra invasões usando o Net Bus. Assim como o NOBO, o Netbuster após ser instalado monitora o micro contra invasões usando o Net Bus. Caso ele detecte alguém tentando invadir o seu micro (o programa toca uma corneta e você pode monitorar o que o hacker está tentando fazer através da guia Main), você pode mandar arquivos, mensagens ou seja, contra-atacar quem esteja tentando atacá-lo. O Netbuster possui ainda uma interessantíssima função, disponível através da guia Scan, que verifica se o Net Bus (ou alguma variante desse programa) está instalado em seu micro.
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<p>
	É claro que ambos os programas não são exatamente uma proteção, mas sim uma maneira de contra-atacar usuários metidos a hacker.
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]]></description><guid isPermaLink="false">33994</guid><pubDate>Wed, 26 Jul 2000 04:03:00 +0000</pubDate></item></channel></rss>
