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96daniel96

Como dimensionar corretamente um circuito amplificador para um auto falante.

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Eu queria fazer um amplificador pequeno para guitarra.

Eu fiz um bem simples para fone de ouvido. Tem um jack J10 para o cabo da guitarra J2 para o fone e duas pilhas.

Funciona bem mas com um pouco de distorção.

Queria saber como dimensionar corretamente um circuito amplificador para um alto-falante. Nos autos falantes tem o valor de potencia e impedancia, mas não sei no que interfere.

Queria saber no caso de usar transistor bipolar comum ou FET.

Estou precisando mais de uma ideia mesmo, eu poderia sair testando mas não quero ficar saindo comprando componente fazendo mais testes do que o necessário.

Desde já agradeço a atenção.

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Eu queria fazer um amplificador pequeno para guitarra.

Eu fiz um bem simples para fone de ouvido. Tem um jack J10 para o cabo da guitarra J2 para o fone e duas pilhas.

Funciona bem mas com um pouco de distorção.

Queria saber como dimensionar corretamente um circuito amplificador para um alto-falante. Nos autos falantes tem o valor de potencia e impedancia, mas não sei no que interfere.

Queria saber no caso de usar transistor bipolar comum ou FET.

Estou precisando mais de uma ideia mesmo, eu poderia sair testando mas não quero ficar saindo comprando componente fazendo mais testes do que o necessário.

Desde já agradeço a atenção.

Este artigo foi feito por quem entende e vai lhe ajudar no assunto:

Por que o amp tem que ter o dobro da potência do falante? E o que é o tão falado headroom?

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Afinal de contas: por que o dobro da potência?

Percebendo a grande confusão que ainda se faz quando o assunto é headroom (relação de dimensionamento/sobra de potência entre falantes e amps), criamos este documento a fim de esclarecer ao máximo o assunto em um nível mais técnico e didático.

A explicação para a pergunta é bem simples, na verdade. O problema todo está no modo com o qual amps e falantes são especificados em potência. As normas não são exatamente compatíveis.

Amplificadores são especificados com sinal senoidal, enquanto que falantes são especificados com ruido rosa. A potência com ruído rosa é bem diferente da potência com sinal senoidal.

- Qual a diferença do sinal senoidal, do ruido rosa para o amp? O sinal senoidal consegue extrair cerca de 4 vezes mais potência do amplificador do que o ruido rosa. Já onda quadrada extrai até 8 vezes mais potência do mesmo amp.!

Um amp. que fornece 2.000 watts RMS com sinal senoidal, dará somente cerca de 500 watts RMS com ruído rosa e cerca de 4.000 watts RMS com onda quadrada.

- E qual a diferença entre os sinais para um falante? Para o falante, não faz diferença! Se ele aguenta 500 watts RMS com ruido rosa, aguentará também somente 500 watts de sinal senoidal ou de onda quadrada.

Agora fica fácil entender: Quando o amp. é especificado como tendo 500 watts RMS, quer dizer que ele dá 500 watts RMS com sinal senoidal, que com ruido rosa ele dará apenas 125 watts e que com onda quadrada ele dará 1.000 watts.

Se ligarmos um amp de 500 watts em num falante especificado em 500 watts RMS também, ele será adequado quando tivermos uma senoide, fraco quando tivermos ruido rosa e queimará o falante com onda quadrada. - Então tá resolvido? Não! Porque no uso prático, não teremos nem somente ruído rosa, nem sinal senoidal nem onda quadrada. Teremos sim uma mistura de tudo isso, que é o que chamamos de música, e é por isso que processadores são tão importantes, pois eles automaticamente (quando bem ajustados) trabalham o sinal musical de modo que os falantes não sejam nem subutilizados e nem sobrecarregados ou destruídos.

- Mas como então saber qual a potência de amplificador adequada a potência do falante, já que os sinais se misturam? Não existe uma fórmula exata.

Existem inúmeras diferenças de amplitude entre os diversos tipos de música, mas todas elas se parecem mais com o ruído rosa do que com uma senoide ou onda quadrada. E se a música se parece com o ruído rosa, quer dizer que com música aquele amplificador que dá 500 watts RMS senoidal, só dará cerca de 125 watts, como vimos.

- Então, resolvido: se é pra tocar música com falantes de 500 watts RMS, o amp. tem que ter 2.000 watts RMS, certo? Errado! Errado porque se aparecer qualquer onda quadrada ou senoide no meio da música (e isso pode ser traduzido em microfonias, microfones caindo no chão, transientes, scratches, saturação de equalização no mixer, etc, etc, etc.) aquele amp. que só daria supostos 500 watts com música poderá mandar por instantes até 4.000 watts para o falante de 500... já viu o estrago, né?

Música eletrônica geralmente se aproxima muito mais de senóides do que o Jazz, por exemplo. Sendo assim, podemos dizer que elas tendem a tirar mais potência média do amplificador do que o Jazz. Chamamos essas diferenças de "fator de crista" da música. O Jazz, portanto tem fator de crista alto, enquanto música eletrônica tem fator de crista baixo. Quanto menor o fator de crista da música, maior será a potência média extraida do amplificador e menos potente o amplificador terá de ser para conseguir queimar os falantes.

Logo, amplificadores que possuam quatro vezes a potência dos falantes podem ser realmente um exagero em alguns casos, mas pelo menos o dobro é sempre indicado, lembrando sempre do mais importante de tudo: USAR UM PROCESSADOR ADEQUADO E BEM AJUSTADO!

Utilizar processadores mal ajustados é o mesmo que jogar dinheiro no lixo. Mas ajustar corretamente processadores não é tarefa tão simples. Por isso existem tabelas prontas com instruções e ajustes diferentes para cada tipo de processador, cada tipo de amplificador e cada tipo de falante.

Exemplos deste tipo de tabela podem ser vistos no link: www.studior.com.br/dspoint.htm

Se você tem um bom processador e ajustá-lo corretamente, você pode trabalhar com quanta sobra de potência achar melhor. O dobro de potência de sobra é indicado. Mais do que o quádruplo já pode ser considerado um exagero.

A fim de ajudar neste assunto tão polêmico, tentamos simplificar ao máximo as explicações aqui, mas o assunto todo é amplamente esclarecido em trabalho publicado na AES disponível no link: www.studior.com.br/aes2000.pdf

IMPORTANTE: Se você não possui condições de investir em amplificadores com o dobro ou mais da potência de seus falantes e nem em processadores adequados, escolha então amplificadores com no mínimo a mesma potência dos falantes e com limitadores de potência e distorção embutidos. Eles não aproveitarão a absoluta capacidade de seus falantes, mas tirarão o máximo possível sem destruí-los. De forma segura e suficientemente eficiente para muitos casos. E compre falantes menos potentes da próxima vez, assim você não gasta dinheiro a toa.

No caso de maiores dúvidas, estamos à disposição.

Um forte abraço a todos!

Fonte:

Studio R, fabricante de amplificadores profissionais.

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Caramba Albert tiro meu chapéu para você!! Simplesmente incrível sua explicação!!! Mais só uma dica para o amigo que está em dúvida: nunca confie 100% na potência que o fabricante diz ter. Depois que comprei meu Gradiente STR1250 e vi que ele tem mais qualidade e mais potência que minha Taramps do carro eu passei a desconfiar viu heheheh. Mais se quer um amplificador barato, veja os Polyvox, Gradiente, Sanyo ou Sharp no MercadoLivre! Não são profissionais mais tem uma qualidade incrível de som, o problema é que a guitarra manda um sinal muito forte para o amplificador que, dependendo aonde ligar, pode queimar as saídas! O ideal seria uma mesa de som mesmo.

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