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alexandre.mbm

Chuveiro elétrico blindado

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Num futuro próximo, eu quero abrir tópico sobre esquemas de aterramento em apartamento, com especial atenção para a segurança no uso do chuveiro elétrico. O mesmo tópico — ou outro — também envolverá o assunto "DR" (ou IDR: Interruptor Diferencial Residual). Se algum moderador achar errado a existência de tais tópicos focados em "chuveiro", por favor, apague este primeiro tópico o quanto antes.

 

Eu observo que os chuveiros blindados tendem a ser propostos com potências mais elevadas do que aquelas dos chuveiros convencionais. Não sei se é devido apenas a ser uma classe de produtos mais cara. É comum ver modelos blindados de 7.500 Watts, 6.500 Watts... Qualquer dos casos, é muita coisa para quem está acostumado com chuveiros de 4.400 Watts.

A questão mais importante é o dimensionamento do circuito. Se o disjuntor para o circuito do chuveiro atual é de 25 A, terá de ser trocado. Mas imaginemos isso no contexto de um apartamento, onde o disjuntor geral, no quadro de medição, é de 40 A. Duas pessoas não poderiam tomar banho ao mesmo tempo, se usassem toda a potência de dois chuveiros blindados.

Onde eu quero chegar?

Vejamos.

Esses chuveiros são realmente mais "gastadores" e menos ecológicos? O sistema deles requer 6.000 Watts para um resultado de aquecimento que um chuveiro comum requereria "apenas" 4.000 Watts? Ou esses 6.000 estão com muita folga e uma regulagem de usuário consumindo apenas 3.000 Watts satisfaria, em termos de aquecimento?

 

Perguntando de outra forma: 4.000 Watts num chuveiro comum dá bem próximo de 4.000 Watts num chuveiro blindado?

 

Eu sei, eu sei... a resposta dependerá do projeto (forma) de cada chuveiro. Mas peguemos a pergunta para modelos de aparência muito similar, até de um mesmo fabricante como a Lorenzetti, quase que mudando somente o que tem dentro: a resistência, o mecanismo de ligamento, a elétrica.

De onde eu tiro a justificativa para essas perguntas?

Até onde me consta, a resistência de um chuveiro não blindado entra em contato direto com a água, enquanto a resistência de um chuveiro blindado é isolada por areia dentro de um envólucro¹ de cobre. Esta areia reteria um pouco do calor gerado pela resistência, exigindo mais potência para um mesmo resultado (que depende do aquecimento do cobre externo que entra em contato com a água). Então eu fico a pensar: é possível que o blindado precise dos 6.000 Watts para chegar à mesma temperatura de água que o um comum de 4.400 Watts entregaria em seu lugar. O raciocínio procede, não é?

 

1 ‒ Como o enrolamento de uma mangueira de cobre, cheia de areia, por dentro da qual, isolada, passa a resistência. Até onde pude entender, a resistência blindada é isso.

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Se fosse necessitar de maior potência isso significaria que o invólucro mais areia estariam absorvendo essa energia, certo. Se realmente absorvesse ela se acumularia e não dissiparia para a água e com isso elevaria gradualmente a temperatura dessa resistência da areia e do invólucro. Se isso acontecesse logo logo a temperatura poderia atingir valores em que derretesse a areia, que fizesse a mesma se transformar em vidro e que rompesse a resistência, inutilizando o chuveiro. Seria chuveiro de um banho, ou quem sabe meio banho..

 

Esse tipo de resistência pode sim atrasar, só no início do processo, a troca de calor com a água mas não vai ter perdas nessa troca se comparada com o outro tipo de resistência.. Esse atraso é absolutamente insignificante..

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Tirando minha suposição errada sobre o porquê dos valores de potência serem maiores, o aquecedor de um chuveiro blindado é mesmo uma "mangueira" rígida de cobre com areia dentro aquecida pelo resistor? Encontrei essa informação na Internet, mas muito de passagem; inferi algo. Eu supus, por exemplo, que no chuveiro blindado a água não faz contato com elementos condutores.

 

As potências maiores teriam alguma explicação além da comercial?

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Com maior potência elétrica disponível se pode ter uma vazão de água maior dispondo de energia para poder bem aquecer essa água..  Só isso, nada mais do que isso...

Tenho na minha casa, em 220 Volts, uma advanced eletrônica da Lorenzetti que não deve ser blindada e tem 7.500 Watts, por ser de 220 Volts. Fosse de 127 Volts teria como máxima potência somente 5.500 Watts..

 

Das maiores vantagens das resistências blindadas é a melhor adaptação das mesmas ao uso de DR na caixa de distribuição. Existe grande probabilidade do dispositivo DR desligar a alimentação no meio de seu banho quando do uso de resistências não blindadas, e ai você fica nu com as mãos no bolso..

Ambos, resistências não blindadas e DR's, costumam não se dar bem..

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Até onde eu sei é sim minimização da corrente de fuga pelo não contato da resistência com a água..  DR's operam segundo o aumento da corrente de fuga..  Ao evitar ou minorar essa corrente de fuga torna esses chuveiros com resistência blindada mais compatíveis com DR's

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Mas esse seu modelo e outros que, até onde deu pra ver, não são blindados, são ditos "compatíveis com DR". Na verdade, de todos os modelos Lorenzetti, somente o Blinducha é um chuveiro blindado. E muitos são compatíveis com DR. Não entendo. Isso acaba de mudar tudo que eu pensava saber.

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Dispositivos DR são concebidos para corte da energia com determinada corrente de fuga. Acima desse valor corta abaixo desse valor não corta. A própria geometria de um chuveiro e o posicionamento de sua resistência, seu arranjo interno, pode mudar essa corrente de fuga A Lorenzetti certamente se preocupou em montar arranjos que pudessem vir a minorar essa fuga, se preocupou em colocar "pescadores" (fio ligado ao aterramento) de tal modo a cumprir a compatibilidade com o DR. Para isso que devem manter departamento de engenharia...

Já reparastes na existência desses pescadores???  Te mostro um deles em uma torneira elétrica da Lorenzetti que tenho aqui em casa..  Nada é de graça, na tecnologia..

 

Torneira%20eletrica%20-%20pescador_zpser

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Eu vi algo assim dentro de um chuveiro comum, mas era o terra, com certeza.

 

Um "pescador" seria o neutro ligado ao terra ali dentro do chuveiro?

 

Estava imaginando assim: se algo fugiria pelo aterramento, deve voltar ao neutro. O curioso é impedir caminho contrário para momentos de não funcionamento (diodos?). Pois o DR dispararia nesses casos também, não é?

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Em ‎25‎/‎08‎/‎2015 às 16:39, alexandre.mbm disse:

Eu vi algo assim dentro de um chuveiro comum, mas era o terra, com certeza.

 

Um "pescador" seria o neutro ligado ao terra ali dentro do chuveiro?

 

E você estava certo, era o terra mesmo, assim como em todos os chuveiros elétricos vai ser também.

 

Eu não sei como eles fazem para reduzir as fugas de corrente, mas se a resistividade da água baixar um pouco em algum dia por qualquer motivo a tal "compatibilidade com DR" nesses chuveiros comuns acaba. Isso quer dizer que em chuveiros com resistência não-blindada sempre tem fugas de corrente porque a resistência está imersa na água e a água é condutora.

 

Discordo do @faller que estes "pescadores" ajudem a cumprir a compatibilidade com DR, justamente por eles sempre estarem ligados ao terra. Tudo que passar por eles será fuga de corrente, somente os elétrons "fujões" o alcançam. Não tem mais como resgatá-los, a não ser que se ligue o fio verde no neutro, onde eles retornariam para o neutro posteriormente que deveria ser o caminho normal.

 

Estes "pescadores" existem na verdade para evitar que você tome aquele choquinho incômodo, cuja corrente não chega a disparar o DR e nem machuca ninguém, mas incomoda pra caramba!

 

Esse valor de disparo normalmente é de 30mA, a Lorenzetti conseguiu de alguma forma fazer com que seus chuveiros comuns tivessem fuga de corrente abaixo desse valor. Mas a fuga ainda existe e não a toa tomamos o choquinho incômodo se não ligarmos o fio verde ao aterramento. E caso liguemos o aterramento, a corrente de fuga continuará existindo pelo fio terra com a "conivência" do DR, digamos assim. Na primeira situação (terra desligado) a fuga se dá pelo seu corpo, na segunda (terra ligado) a fuga se dá pelo fio verde.

 

Já o chuveiro com resistência blindada não acontece nada disso, é como se fosse um equipamento elétrico qualquer, em que você normalmente não toma nenhum choquinho quando em uso normal. Basta ligar fase e neutro que tudo funciona sem maiores transtornos, sempre será compatível com DR.

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1 hora atrás, Gabriel Silva 4 disse:

 

.....

Discordo do @faller que estes "pescadores" ajudem a cumprir a compatibilidade com DR, justamente por eles sempre estarem ligados ao terra. Tudo que passar por eles será fuga de corrente, somente os elétrons "fujões" o alcançam. Não tem mais como resgatá-los, a não ser que se ligue o fio verde no neutro, onde eles retornariam para o neutro posteriormente que deveria ser o caminho normal.

 

Estes "pescadores" existem na verdade para evitar que você tome aquele choquinho incômodo, cuja corrente não chega a disparar o DR e nem machuca ninguém, mas incomoda pra caramba!

 

Esse valor de disparo normalmente é de 30mA, a Lorenzetti conseguiu de alguma forma fazer com que seus chuveiros comuns tivessem fuga de corrente abaixo desse valor. Mas a fuga ainda existe e não a toa tomamos o choquinho incômodo se não ligarmos o fio verde ao aterramento. E caso liguemos o aterramento, a corrente de fuga continuará existindo pelo fio terra com a "conivência" do DR, digamos assim. Na primeira situação (terra desligado) a fuga se dá pelo seu corpo, na segunda (terra ligado) a fuga se dá pelo fio verde.

......

Você nem necessita discordar do que eu disse mas sim entender o que eu disse. Vou repetir:

"Dispositivos DR são concebidos para corte da energia com determinada corrente de fuga. Acima desse valor corta abaixo desse valor não corta. A própria geometria de um chuveiro e o posicionamento de sua resistência, seu arranjo interno, pode mudar essa corrente de fuga A Lorenzetti certamente se preocupou em montar arranjos que pudessem vir a minorar essa fuga, se preocupou em colocar "pescadores" (fio ligado ao aterramento) de tal modo a cumprir a compatibilidade com o DR. Para isso que devem manter departamento de engenharia..."

 

Citei que o fabricante deve ter estrategicamente e geometricamente estudado o modo e onde, bem como sua área de captação colocado esse pescador de modo que a corrente de fuga por ele "pescada" não superasse aqueles limites de disparo dos elementos DR. Ou você não reconhece que o tamanho, a geometria e a localização desse pescador influencia na corrente pescada?????

 

Não é uma questão de ajudar ou não ao DR mas sim usar de recursos para colocar esse elemento (pescador) de tal forma que por si só não desarme o DR por jogar excesso de fuga para a massa via aterramento...  Por exemplo ou contra exemplo. Imagine que em um corpo do chuveiro, totalmente metálico e ligado ao terra a fuga poderia vir a ser tão grande que já ao ligar o chuveiro o DR desarmaria...

Entendido???

 

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2 horas atrás, faller disse:

Citei que o fabricante deve ter estrategicamente e geometricamente estudado o modo e onde, bem como sua área de captação colocado esse pescador de modo que a corrente de fuga por ele "pescada" não superasse aqueles limites de disparo dos elementos DR. Ou você não reconhece que o tamanho, a geometria e a localização desse pescador influencia na corrente pescada?????

 

Não é uma questão de ajudar ou não ao DR mas sim usar de recursos para colocar esse elemento (pescador) de tal forma que por si só não desarme o DR por jogar excesso de fuga para a massa via aterramento...  Por exemplo ou contra exemplo. Imagine que em um corpo do chuveiro, totalmente metálico e ligado ao terra a fuga poderia vir a ser tão grande que já ao ligar o chuveiro o DR desarmaria...

Entendido???

 

Se eu entendi bem, o corpo desse suposto chuveiro totalmente metálico então jamais poderia ser ligado ao aterramento porque atrairia ainda mais corrente de fuga, dificultando muito o chuveiro ser compatível com DR, certo?

 

Na situação extrema oposta, um chuveiro que não existisse esse "pescador" seria mais facilmente compatível com DR porém haveria uma maior chance de ocorrer aquele "choquinho irritante" na torneira, justamente por não haver ninguém para capturar e desviar para o aterramento uma eventual corrente de fuga. Certo?

 

Então o departamento de engenharia tem que se preocupar em impedir os usuários de tomarem choque colocando os pescadores mas também não podendo colocar muitos pescadores porque se não acabam induzindo uma maior corrente de fuga que poderia disparar o DR

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Eu acho um absurdo esses chuveiros da lorenzetti terem o fio terra (verde) mais fino que os outros.

Ao meu ver isso dificulta a atuação do disjuntor na proteção contra um eventual curto-circuito fase-terra, o que vocês acham?

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@Raphael Ventorim , talvez dificulte em TN-S ou TN-S-C. Mas em TT, dificilmente o disjuntor vai disparar! Segundo me disseram tempos atrás, ou segundo entendi. Pois a impedância do TT é muito alta; a bitola de 2,5 não implicará algo. Quer dizer... não fiz os cálculos.

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Em ‎21‎/‎09‎/‎2016 às 19:34, Raphael Ventorim disse:

Eu acho um absurdo esses chuveiros da lorenzetti terem o fio terra (verde) mais fino que os outros.

Ao meu ver isso dificulta a atuação do disjuntor na proteção contra um eventual curto-circuito fase-terra, o que vocês acham?

 

O fio terra aqui no meu chuveiro também é mais fino que o fase.

Concordo que possa dificultar, mas talvez um fio terra de maior seção atraia mais fuga de corrente, ocasionando mais disparos do DR, o que seria indesejável. Estudando mais a fundo, esses chuveiros me parecem verdadeiras gambiarras, não tem como ser muito seguro não.

 

O que acha disso, @faller?

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