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    • Gabriel Torres

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alexandre.mbm

Jornada eletrônica em ATX

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Depois de anos enchendo o saco dos hobistas de eletrônica desse fórum, eu criei vergonha na cara e estou começando uma "jornada prática" para consertar uma fonte ATX real que tenho aqui. Preciso admitir que a empolgação veio erroneamente: assisti vídeos Youtube que ensinavam testes "na placa" e mais uma vez me iludi pensando que iria diagnosticar o problema da fonte com essa moleza.

 

Confiando naqueles testes, acabei de retirar os transistores retificadores e reguladores de tensão do secundário e constatei que a coisa é diferente! ahuahau

 

Testes efetuados no primário

 

1) Chave de tensão OK

2) Os dois capacitores maiores arregam-se com aproximadamente 150 volts

3) As duas pontes retificadoras estão OK

 

Sintomática

 

1) Curto no "power on" não liga a fonte

2) Apenas há 5 V nele e no "power good" (cinza)

3) Fonte não liga, a ventoinha faz apenas um tremor

 

Próximos passos

 

Vou terminar de avaliar todos os transistores do secundário.

 

O que mais posso testar agora?

O foto-acoplador? Mas não consegui identificá-lo entre tantos chips.

 

Vi no Youtube que posso sair testando resistores e diodos...

 

Nota

 

Essa fonte já foi para um técnico que disse-me ter consertado ela. Mas chegou aqui sem funcionar. Talvez minha CPU tenha zoneado ela instantaneamente, na primeira tentativa de boot. Até porque o mesmo técnico depois disse que o problema era de "junta":

 

Citação

Junta tudo e joga fora! ahuahau

 

Update 1: sugestão de testes

O link acima é origem das duas citações a seguir, da lavra de @cleimar.ard:

Citação

2.- Continuamos dessoldando e medindo os transistores de comutação de entrada de linha.

A maioria são do tipo NPN, ao medi-los devemos recordar que as junções base-coletor e base-emissor devem conduzir em 1 só sentido, se indicarem resistência baixa devem ser substituídos.

3.- Verificar se os capacitores eletrolíticos do filtro não estão defeituosos.

Visualmente podemos verificar se não estão estufados ou com liquídos vasados, com um ohmimetro verficamos se estão em curto.

4.- Existem 4 resistores associados aos transistores de potência que podem deteriorar-se, especialmente se os transitores entrarem em curto. Os valores variam conforme a marca da fonte, porém 2 deles se conectam nas bases dos mesmos e estão em torno de 330k Ohms, já outros possuem valores de aproximadamente 2,2 Ohms e se conectam nos emissores dos transistores.

5.- O "arranque" da fonte se obtem por um capacitor do tipo poliester em série com o transformador de entrada e uma resistência de aproximadamente 10 Ohms. Se um destes componentes se abrirem a fonte não "arranca".

6.- ATENÇÃO: No momento de provar a fonte, já que esta funciona diretamente com tensão da rede, é recomendado que se conecte com um transformador 1:1 de acordo com a tensão da mesma (220v-220v ou 110v-110v). Isto evita riscos desnecessarios. Tambem podemos conectar uma lâmpada em série de 100w pois não sabemos se ainda há algum curto.

 

Citação

8.- Se depois destes procedimentos nenhum resultado for obtido será necessario verificarmos que o oscilador da fonte está funcionando para isso precisaremos de um osciloscópio de pelo menos 20 Mhz. É nesta hora que verificamos o tempo que gastaremos adiante deste serviço com o próprio custo de uma fonte nova, será que vale a pena? ou já devemos recomendar a troca da mesma?

Os integrados moduladores de pulsos da maioria das fontes estão nos manuais de circuito do tipo ECG da Philips ou similares.

Começamos por verificara alimentação do integrado e as tensões de seus terminais.

Nestas fontes são utilizados diodos do tipo 1N4148 de baixo sinal que se danificam com facilidade (use o ohmimetro para testa-los) e diodos zener que podem entrar em curto.

Na maioria das fontes existem retificadores integrados que fisicamente se parecem com transistores porém são dois diodos. Podemos retirá-los e testa-los. Devemos retira-los para os testes pois o transformador com o qual trabalham influenciara na medida se esta for feita no circuito, indicando que os diodos estão em curto.

 

Update 2: referências

  1. Manutenção de Fontes Chaveadas ‒ DocSlide
  2. Manutenção de fontes chaveadas para computadores (PC) ‒ DocSlide
  3. Manual de consertos da fonte de micro computador ‒ Scribd
  4. Reparando fontes chaveadas (ART1183) ‒ NCB
  5. Como funciona o MOSFET (ART977) ‒ NCB
  6. Testing diode schottky ‒ The Accurate Way on How to Test Semiconductor schottky diode making use of Multimeter (tradução no post #7)

Update 3: modelo da fonte

Editado por alexandre.mbm
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Já vi fontes dessas onde quando a ventoinha faz um "tremor", a maioria das vezes o defeito é no secundário. 

Comece com os retificadores e Capacitores, depois verifique resistores desta etapa. 

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  • Autor do tópico
  • Sim, eu li em algum canto que elas possuem um controle para não serem ligadas com voltagens erradas.

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    Fique sabendo que já teve gente que morreu por tentar consertar fonte com ela desconectada da rede elétrica.

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    2 horas atrás, Henrique - RJ disse:

    Fique sabendo que já teve gente que morreu por tentar consertar fonte com ela desconectada da rede elétrica.

    Eu não acredito que aqueles Capacitores tenham energia suficiente pra matar alguém, eu por exemplo já tomei choque naqueles televisores antigos do tipo "rabo quente" e não morri. 

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    1 hora atrás, Mestre88 disse:

    Eu não acredito que aqueles Capacitores tenham energia suficiente pra matar alguém, eu por exemplo já tomei choque naqueles televisores antigos do tipo "rabo quente" e não morri. 

     

    Não morreu muito provavelmente por que a corrente não foi forte ou não circulou pelo seu corpo com fatalidade.

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  • Autor do tópico
  • Sim, a corrente (carga) importará mais do que a tensão. Por isso dá pra morrer. Eu sempre verifico como estão os capacitores. Há um circuito que descarrega eles. @Henrique - RJ, obrigado pelos avisos. Nunca são dispensáveis.

     

    Update

     

    Meu post original, o primeiro lá em cima, o que abriu o tópico, acaba de receber duas grandes atualizações:

    • Update 1: sugestão de testes
    • Update 2: referências

    Eu sou uma pessoa que parte da teoria para a prática. Especialmente quando a prática oferece riscos ao praticante, é isso que deve ser feito. Não tenho pressa. Por isso vou a seguir, dentro de um bloco de citação, traduzir a última e única referência que temos em inglês. Por enquanto estou assumindo que ela nos ensina como testar os diodos schottky dos retificadores do secundário.

     

    Citação

    Testar diodos Schottky é diferente de testar resistores, porque requer um pouco de arte. Sem o teste correto, torna-se impossível fazer consertos. Um diodo esquecido poderá ser a causa de muito tempo precioso jogado no lixo.

    Diodos retificadores podem falhar de quatro maneiras:

    • Aberto
    • Em curto
    • Vazando
    • Não suportando a tensão de trabalho

    Um multímetro (analógico ou digital) pode ser usado para verificar se ocorre umas das três primeiras condições acima. No entanto, descobri que testar diodos usando o multímetro analógico é mais correto. Pois um monte de diodos Schottky, aparentemente bons para o multímetro digital, não passaram nos testes com o analógico.

     

    O primeiro passo para testar o diodo é retirá-lo da placa de circuito impresso. Principalmente se você não faz ideia de como o componente interage com o resto do circuito. Os demais componentes podem alterar completamente a resposta do teste!

     

    O multímetro analógico dever ser ajustado para a escala de x1 ohms. Isso servirá para testar continuidade para frente e fuga em sentido inverso.

    Conecte a ponta de prova preta no cátodo, e a ponta de prova vermelha no ânodo. A polaridade estará invertida e a leitura deverá indicar um circuito aberto, com resistência tendendo ao infinito.

     

    Conecte a ponta de prova vermelha no cátodo, e a ponta de prova preta no ânodo. A polaridade estará em sentido esperado e a leitura de indicar alguma resistência, baixa.

     

    Se ambas as leituras são abertas ou de fuga, o componente está condenado e deve ser substituído. Se ambas são abertas, você tem um diagnóstico "diodo aberto".

     

    O problema de usar multímetro digital para testar diodos: às vezes ele lê supostamente "correto" (0.6) um diodo que está aberto ou tem fuga. O erro do equipamento pode variar de 500 mV a 2 V e poderá — "talvez" — ser constatado mediante aferição com outro multímetro digital. Um multímetro analógico configurado para a escala de x1 ohms tem sua saída com um teto de 3 V (geralmente eles são alimentados por duas pilhas de 1.5 V). Essa tensão de 3 V é suficiente para uma leitura precisa.

     

    Embora você tenha uma boa leitura na escala de x1 ohms, isso não significa necessariamente um diodo bom. Agora você deve configurar o medidor para a escala de x10K e testar o diodo novamente. Esse teste trabalha com 12 V.

     

    "Again the diode under test should show just one studying." (?)

     

    Isto será diferente com diodos Schottky. Eles tem duas leituras mais não um "shorted studying" (?).

     

    Se há uma leitura, o diodo está bom.
    Se há duas, provavelmente está aberto ou vazando.

     

    O multímetro digital não é capaz de analisá-lo, já que seu resultado somente pode variar entre 500 mV e 2 V.

     

    Caso um diodo falhe quando estiver sob corrente de operação total, não há como testá-lo — a menos que você possua um testador específico para esse tipo de problema. Substituir o componente é uma forma simples de identificar o defeito intermitente. Algumas vezes o diodo intermitente pode ser encontrado pela aplicação de um spray de arrefecimento.

     

    Cuidado: certifique-se de não haver tensão, em quaisquer dos circuitos, antes de executar os teste acima. Caso contrário, medidor ou circuito poderão ser danificados.

     

    Resumo da ópera

     

    Quer testar diodos?

    Use um multímetro analógico nas escalas x1 ohms e x10K ohms.

     

    Fonte: Testing diode schottky ‒ The Accurate Way on How to Test Semiconductor schottky diode making use of Multimeter

     

    @Henrique - RJ e @Mestre88, vocês podem me ajudar a traduzir o "studying" dos dois grifos vermelhos na citação acima? Estou achando que são "leituras momentâneas" (passageiras).

    Editado por alexandre.mbm

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  • Autor do tópico
  • Dissipador do secundário, com 1 regulador de tensão e 6 retificadores:

     

    SAM_9043.JPG

     

    SAM_9044.JPG

     

    Os testes deram resultados esquisitos:

     A  B  C  D
      
     E  F  G
      
    A
    TS7912 ‒ na verdade, isso é um regulator de tensão negativa!
    | < |   |
     647 
    |   <   |
      1068
    |   | < |
         617
         
    B
    STPS2045CT
    | > |   |
     195         12,72
    |   | < |
         194     12,68
    
    C
    STPS2045CT
    | > |   |
     202         14,72
    |   | < |
         202     14,63
    
    D
    SBR20100CT
    | > |   |
     146          4,29
    |   | < |
         146      4,29
         
         
    E
    SBR20100CT
    | > |   |
     131          2,96
    |   | < |
         124      2,25
    
    F
    STPS2045CT
    | > |   |
     188         11,44
    |   | < |
         188     11,45
    
    G
    STPS2045CT
    | > |   |
     189         11,56
    |   | < |
         189     11,57

    Usei multímetro digital. É o que tenho, dos baratinhos.

     

    O regulador de tensão (negativa) eu preferi não testar em escala ôhmica elevada. Quanto aos retificadores, os valores pequenos apareceram na escala de diodo, e essas tensões maiores apareceram na escala 20 K.

     

    Os resultados dos 2045 estão variados. Entre os 20100, também.

     

    1) Outros componentes estragaram eles?

    2) Ou provavelmente eles estragaram outros componentes?

    3) Terá sido apenas aquecimento?

    4) Ou será apenas pasta de arrefecimento velha? (na dúvida, vou trocá-la)

     

    Vejam que o componente E está bem anormal...

     

    Editado por alexandre.mbm

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    Não vejo nada de errado com esses componentes, testando com o multímetro na escala do diodo "um lado passa, outro não passa". 

    Sobre as "resistências" terem valores diferentes não importa, pois são dois diodos independentes, apenas estão no mesmo invólucro. 

    Seria interessante medir com o multímetro na escala Mais alta de resistência "o lado que o diodo não passa", assim você pode verificar se estão com fugas. 

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  • Autor do tópico
  • 34 minutos atrás, Mestre88 disse:

    Seria interessante medir com o multímetro na escala Mais alta de resistência "o lado que o diodo não passa", assim você pode verificar se estão com fugas. 

     

     

    Na escala de 2000 K:

    B
    STPS2045CT
    | < |   |
     78
    |   | > |
         77
    
    C
    STPS2045CT
    | < |   |
     108
    |   | > |
         106
    
    D
    SBR20100CT
    | < |   |
      9
    |   | > |
          9
         
         
    E
    SBR20100CT
    | < |   |
      6
    |   | > |
          4
    
    F
    STPS2045CT
    | < |   |
     66
    |   | > |
         66
    
    G
    STPS2045CT
    | < |   |
     65
    |   | > |
         65

     

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    Tudo normal! 

    adicionado 2 minutos depois

    Apenas limpe as pastas térmicas velhas, coloque novas (tire a poeira também) e recoloque esses componentes no lugar. 

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  • Autor do tópico
  • Posso estar enganado, mas acho que não encontrara tensão a quente neles.

    O plástico que envolve o transformador maior apresenta sinais de calor...

     

    Note-se que alguns componentes do meu exemplar não são exatamente aqueles declarados nas páginas 4 e 5 do teste registrado por Gabriel Torres. Atenção aos detalhes poderá ser útil para identificar componentes alternativos, quando tornar-se necessária alguma substituição e estiver difícil adquirir tudo igual ao original.

    Editado por alexandre.mbm

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    Acho que se você tiver o esquema elétrico você pode se guiar melhor. Não o tem? Um pouco de intuição... baixe o d.s. do ci pwm da fonte e veja se pelo menos ele está alimentado corretamente. Antigamente alguns eram alimentados inicialmente pela V retificada (resistor em série: este pode estar aberto) e depois por uma V retificada do trafo. Depois disso há necessidade de ver se estão enviando o pulso aos fets. Um osc vai bem. Não o tem? Alternativa de 'magáiver' pra este caso existe. Por hora indescritível com letras normais humanas não técnicas

     

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  • Autor do tópico
  • @Isadora Ferraz , obrigado. Quando eu sanar o sono, voltarei a ela.

    1. Baixar datasheet do PWM e checar sua alimentação
    2. Verificar se resistor em série com a tensão retificada está aberto
    3. Verificar se pulsos estão sendo enviados aos MOSFETs; há como fazer sem osciloscópio

    Update: circuitos integrados

    • 3 foto-acopladores SFH615 AGR001
    • 1 controlador PWM modo de corrente UC3843B
    • 1 chaveador ON/OFF regulador de tensão TNY277PN
    • 1 supervisor de fonte de alimentação WT7527

    Quero registrar aqui que estou investindo tempo nesse conserto com o objetivo de aprender. Eu sei muito bem que essa brincadeira não está saindo barata. É por isso que dizem que em geral não vale à pena mandar consertar fonte. Nem o técnico quer trabalheira e muita pesquisa para ganhar apenas um trocado. A não ser que ele já tenha uma sucata grande.

     

    Update 2

     

     

    Editado por alexandre.mbm

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