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DL.Fernandes

Falha na transferência térmica de pci

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Boa Tarde,

 

Fui tentar fazer uma transferência térmica entre um Circuito que desenhei no Eagle para uma placa de cobre e eis o resultado que obtive (não consegui diminuir o tamanho da foto no post, desculpe o exagero): 

 

IMG-20161124-WA0015.jpg

Utilizei folha fotográfica (glossy) para impressão a laser (segundo a mulher da papelaria era a laser, mas estou desconfiado..)

Prendi o desenho com fita na placa, e deixei o ferro durante 2 min na temperatura máxima e apenas deixei o ferro lá, sem mexer.

 

Antes da placa ficar queimada deste jeito, havia deixado 3 min em temperatura média, mexendo sempre o ferro e não chegou nem a aparecer as trilhas de levinho, como neste caso. 

 

O desenho na folha permaneceu intacto. Não borrou nem desbotou, nem nada.

 

 

Será que o problema poderia ser mesmo a impressão não ter sido a laser ? Sei que a temperatura no máximo foi exagero, mas na média não havia acontecido nada.. Gostaria de opiniões. 

 

Obrigado a todos ! 

 

 



 

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Cara o ferro tem que ser na temperatura máxima aplicando bastante pressão! O papel está certo, é glossy mesmo, a impressão tem de ser a laser, para saber isso é so perguntar se a impressora usa tinta ou toner que você vai saber fácil se é a laser ou inkjet (se for à laser é sempre toner). Fique atento que só um dos lados do papel serve para isso, você vai ver que ele é "brilhante" em um dos lados, este é o lado que você tem que imprimir.  

Posicione o papel recortado do tamanho certo sobre a placa, esquente o ferro na temperatura máxima e o coloque por cima do papel , tem tem fazer bastante pressão no papel com o ferro senão não funciona, só largar o ferro lá não ai funcionar nunca. Fique aplicando pressão com o ferro quente por uns 5min.

Depois da parte com o ferro o papel tem de estar grudado na placa, se isso não acontecer nem adianta seguir à diante que não funcionou. Se ele estiver devidamente grudado (pode acontecer de ficar umas bolhas entre o papel e a placa, mas isso é normal) a dica é esquentar uma água até ficar numa temperatura média (morna) colocar numa vasilha e largar a placa dentro para amolecer o papel, deixe a placa na água por uns 15min, depois disso é só remover o excesso de papel (que deve estar se desmanchando por ter ficado na água) com delicadeza e pronto.

Editado por FelipeZ.
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@FelipeZ.  Puts cara, era isso então ! 

 

A mulher da papelaria imprimiu em uma impressora a cartucho ! Eu até havia achado estranho, que segundo o que ela havia dito, há impressoras A LASER que utilizam cartuchos e que há os modelos à Jato-de-Tinta que utilizam tonner. Como não manjava, fui por ela, e ela imprimiu nessa dai de cartuchos mesmo.. 

 

O lado da folha estava certa, acho que era mesmo o problema da impressão não ter sido a laser. 

 

Sobre ficar pressionando, é como eu falei, na primeira tentativa, pressionei bastante, mas não adiantou. O ferro é um modelo novo, a temp média é bem quente. 

 

Mas valeu amigo, brigadão :thumbsup: :D

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1- A temperatura ideal é a que APENAS funde o tonner, que é baixa. Eu usava assim e 99% das vezes dava certo.

2 - O papel que usava era o High Quality INK JET PAPER, modelo S041117. O que comprei vem com 100 folhas e saiu por menos de R$ 0,50 cada.

3 - O filete de toner possui alguma espessura (altura) na folha de papel. Se pressionar o ferro muito, o tonner tende a diminuir a altura e o excesso de tonner produz filetes mais largos. O espaçamento entre filetes diminui, mas isso gera um aumento de largura com aprox. 0,2 a 0,3mm. 

4 - Hoje em dia, as impressoras depositam bem menos tonner nas folhas. O suficiente para haver uma ótima impressão de letras e desenhos. Para placas de CI é necessário maior quantidade de depósito de tonner. É quase certo que NENHUM local que faz cópias Xerox deposita a quantidade boa para placas de CI. Além disso, um cartucho de tonner está custando os olhos da cara. Os compatíveis não possuem a qualidade para placas de CI.

5 - Após usar o ferro de passar, a placa com o papel TEM que ser molhada e HÁ um movimento de vai e vem com os dedos sobre o papel, de modo a se ir retirando camadas de papel. Faz-se isso até que sobre apenas a massa de Glossy. Em placas com pequenos detalhes é imperativo usar aquele instrumento diabólico dos dentistas. Aquele que tem as pontas curvadas e finas para nos infligir DOR nos dentes. Este instrumento serve para retirar pequenas sobras de Glossy da placa. Isso ocorre em circuitos com filetes BEM próximos.

6 - Há inúmeros vídeos no YouTube que mostram como fazer, mas poucos mostram corretamente.

Como última sugestão. Procure fazer placas usando o método de exposição de tinta fotossensível. 

# É melhor que o depósito de tonner.

# É um pouco mais demorado.

# É mais repetitivo. Uma vez acertado, sempre dá certo. 

# Só precisa de impressora jato de tinta, mas pode usar laser. Tanto faz.

Procure por "Tinta Fotosensivel Para Pci Pcb 100g Lampada Uv" no mercado livre, que vais achar muita coisa. Tem também vídeos no YouTube.

Mas se você insistir em depósito de tonner, leia o meu arquivo em anexo.

MOR_AL

 

 

Confecção de Placa de Circuito Impresso por Meio de Transferência Térmica1Compactado1.pdf

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Assim como o @MOR , também lhe indico extremamente o método da tinta fotossensível. Com pouco treino você consegue fazer trilhas tão finas que é possível até mesmo passar duas trilhas dentre os terminais de um CI, pra você ter noção de como o método é preciso !


A primeira vez que fiz placas por esse método foi há três anos atrás, e me baseei totalmente nesse site aqui:

http://marcioandreyoliveira.blogspot.com.br/2010/02/placa-de-circuito-impresso-pelo.html

 

Só a título de curiosidade, já que dinheiro não está brotando em árvores uahuahua eu não tinha NENHUM dos materiais necessários pra fazer esse método. Gastei cerca de R$130 pra comprar absolutamente tudo, porém comprei dos grandes tanto o emulsificante quanto o sensibilizante, claro que você não precisa comprar dos grandes também, assim vai economizar um pouco. Pra você ter noção até hoje não consegui acabar com nenhum dos dois. Ou seja, dura bastante ! Ah, e senão me engano, o mais caro foi comprar a lâmpada halógena... De resto, tudo tranquilo.

Pense que é um investimento que vai melhorar (e muito) a qualidade das suas placas, te permitindo fazer projetos com um nível cada vez mais "profissional". Aliás, é um valor que se paga rapidinho se for levar em conta o preço que você vai pagar em papel glossy + impressão a laser nas gráficas por aí. Pra esse método você não precisa de uma tinta especial, pode ser a comum mesmo.

Abraço ! 
Gustavo Soares

Editado por GustavoS.

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Esses tempos fiz uma para um amplificador, utilizei papel glossy 180 gramas, impressora a lase (ouvi dizer que tem uns toners que fica horríveis, nunca tive esse azar sempre imprimi em lan house e sempre tive sucesso), ferro na temperatura máxima, cuidado com ferro que solta vapor, se for seu caro tire toda a água dele.
15110884_1132496316819930_5475728827691502564_o.jpg

 

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Em 26/11/2016 às 03:52, GustavoS. disse:

...


A primeira vez que fiz placas por esse método foi há três anos atrás, e me baseei totalmente nesse site aqui:

http://marcioandreyoliveira.blogspot.com.br/2010/02/placa-de-circuito-impresso-pelo.html

...

Abraço ! 
Gustavo Soares

Infelizmente eu não tive sucesso com estas tintas para silk screen em placas de CI. Tive sucesso usando telas de silk screen, mas os detalhes não ficam perfeitos.

E olha que já comprei quase todas existentes. 

Já empreguei incontáveis horas (acho que mais de 200), em pesquisas e testes, só tentando obter uma placa correta.

Criei arquivos com minhas experiências frustradas, para registrar as experiências que não tiveram sucesso.

Apesar de haverem muitas variáveis neste modo, tentei variar todas elas individualmente sem sucesso.

Definitivamente, não tenho capacidade de fazer placas de CI com este método.

 

# Fiz o projeto e montagem de um expositor, que fornecia uma variação de intensidade luminosa com apenas 2%, para uma área de mais de (aprox.) 15cm por 15cm. Com isso eliminava a variação de intensidade luminosa ao longo da placa. 

# Utilizei mais de um tipo de luz; alógena e ultravioleta.

# Fiz o teste de tempo de exposição desde um mínimo, até um máximo, para encontrar o tempo ideal de exposição.

# Projetei e montei um dispositivo mecânico, que depositava uma camada com exatamente a mesma espessura de emulsão.

# Quando nada estava dando certo, acrescentei alguns produtos na emulsão, para torná-la mais aderente à face cobreada.

# Variei a relação entre emulsão e sensibilizante, sem sucesso.

# Variei a aspereza da superfície de cobre da placa, desde um liso brilhante até semelhante a lixa 220. Com a superfície brilante, chegava a secar a superfície de cobre COM FILETE DE ÁGUA. A tensão superficial do filete levava as pouquíssimas gotas de água que aindas restavam.

# Fiz outras experiências, que nem me lembro mais, sem nenhum sucesso.

# Imagine fazer isso com mais de 5 marcas de emulsão...

 

Sinceramente, não recomendo este processo e tiro o chapéu para aqueles que conseguiram.

Caso desejem, poderei apresentar todo, ou quase todo o meu trabalho com este processo, para confirmar minhas afirmações e insucessos.

MOR_AL

Editado por MOR
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Poxa, @MOR que coisa ! Acredita que nunca tive dificuldade alguma com as tintas silkscreen ? Fiquei maravilhado com esse método, porque na transferência térmica as vezes tinha que repetir o processo duas, três vezes pra conseguir uma placa boa, e nesse sempre deu certo de primeira. 


Todo o processo era feito no escuro, cortinas fechadas e tudo mais, a única iluminação era um LED de alto brilho que eu deixava na extremidade oposta do quarto, assim eu conseguia andar por lá sem derrubar tudo uehuehue
Outra coisa que creio eu que deva fazer a diferença, é que eu deixava a lâmpada halógena ligada sobre o "sanduíche" (vidros + placa + fotolito) por uns 15 minutos ou um pouquinho mais, e como esse tipo de lâmpada irradia muito calor, o conjunto todo esquentava bastante ! Assim que começava a sentir um cheiro diferente (bonzinho até) era porque estava pronta a sensibilização.

 

Infelizmente já tem um tempinho que não faço mais placas por causa da correria da engenharia, mas assim que eu fizer outra placa por este método vou fazer um post aqui com todos os detalhes. Aliás, creio que minha emulsão/sensibilizante já tenham vencido, daí compro outros e, caso dê certo, coloco também a marca dos mesmos como recomendação.

 

Gustavo Soares

Editado por GustavoS.

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1 hora atrás, GustavoS. disse:

Poxa, @MOR que coisa ! Acredita que nunca tive dificuldade alguma com as tintas silkscreen ? Fiquei maravilhado com esse método, porque na transferência térmica as vezes tinha que repetir o processo duas, três vezes pra conseguir uma placa boa, e nesse sempre deu certo de primeira. 

...

Infelizmente já tem um tempinho que não faço mais placas por causa da correria da engenharia, mas assim que eu fizer outra placa por este método vou fazer um post aqui com todos os detalhes. Aliás, creio que minha emulsão/sensibilizante já tenham vencido, daí compro outros e, caso dê certo, coloco também a marca dos mesmos como recomendação.

 

Gustavo Soares

 

Eu jurei para mim mesmo, que não mais tentaria fazer placas por este método, mas seria interessante se alguém (você talvez hehehe) pudesse, ao invés de fazer um post com todos os detalhes, fizesse um vídeo no YouTube mostrando como fazer. Claro que comentando a parte do processo sem luminosidade. Talvez eu esteja errando por algum detalhe bobo, que passa despercebido. 

Outras duas coisas que não gostei deste processo foram:

# O tempo investido entre o layout e a placa pronta. Quando não usava ventilador para secar a emulsão na placa, tinha que esperar cerca de meio dia. Com ventilador, qualquer poeirinha soprada colava na emulsão. O processo é muito sensível ao calor. Usando secador de cabelo, mesmo com leve aquecimento, a revelação não soltava nada. Mesmo assim, com um minuto de corrosão no percloreto, a emulsão começava a soltar da placa.

# A junção dos três negativos, quando os filetes eram finos (0,3mm), era muito difícil fazer a coincidência.

É isso aí! Apesar de já ter deixado de lado esta opção, estou interessado em saber onde eu errava, uma vez que tentei varrer todo o espectro dos valores das variáveis, que não são poucas.

MOR_AL

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@MOR Poxa, realmente tem algo de estranho aí... Da maneira que faço (a citada pelo site) a camada de tinta não leva nem 40 minutos pra secar, juro.

Lembro que a emulsão e sensibilizante que usavam eram ambos da Colordex, não sei se você já testou essa marca... 

 

Mas pode deixar, quando eu voltar fazer placas (e se tiver a mesma sorte do processo dar certo uehuehe) posto aqui um vídeo mostrando o processo. 

 

Abraço !

Gustavo Soares

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