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Escolhendo Uma Impressora De Fotos

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Estes são tres textos encontrados na Internet sobre impressoras a jato de tinta, recomendo que selecionem todo o texto, copiem e colem no Word e salvem. Assim poderá ler offline ;-) :-BEER

Escolhendo uma impressora de fotos

Por Peter K. Burian

Quer você fotografe com uma câmera digital ou convencional, o processo de criação de fotos pode ser uma das experiências mais gratificantes para o fotógrafo. Anteriormente, era necessário uma câmara escura e muita habilidade para produzir fotografias coloridas bonitas. Hoje, qualquer pessoa pode fazer isso, graças a programas simples de edição de imagens e a impressoras de alta qualidade com preços acessíveis.

Se você utilizar uma câmera digital, basta baixar as imagens no computador. Se usar filme, digitalize as fotografias ou arranje um revelador para fazer isso. Aprimore e redimensione as imagens com um software como o Microsoft Picture It! e você poderá imprimi-las em questões de minutos com uma das impressoras que analisarei neste artigo.

Nos artigos anteriores publicados neste site, apresentamos técnicas para a produção de excelentes impressões. Naturalmente, é necessária uma impressora de fotos de alta qualidade para fazer isso. Se você ainda não tiver uma, este é um bom momento para comprar uma ou para atualizar um modelo mais antigo. Graças à nova tecnologia, o salto em termos de qualidade nos dois últimos anos foi incrível.

Nesse meio-tempo, os preços vêm caindo rapidamente. Pesquise e você encontrará algumas impressoras jato de tinta mais simples excelentes. A maioria aceita papel A4 e pode produzir impressões de 20 x 25 cm ou um pouco maiores. Caso o seu orçamento permita, considere um dos modelos na faixa de preços mais altos para fazer impressões maiores ou para obter os benefícios da tecnologia superior da tinta e da cabeça da impressora.

Deseja imprimir as suas fotos para criar belas impressões de 20 x 25 cm, ou maiores, em casa? Considere as nossas sugestões para selecionar uma impressora desktop de alta qualidade.

Os principais tipos de impressora

Qualquer impressora colorida imprime fotografias, mas procure os modelos concebidos especificamente para esse fim. Alguns fabricantes identificam essas impressoras com uma designação "foto". Outros não fazem isso, portanto, você precisará ler as especificações nos respectivos sites. Para uso do consumidor, dois tipos distintos de impressoras são os mais comuns.

A maioria dos fabricantes de impressoras oferece modelos jato de tinta que produzem impressões com qualidade de foto. Para imprimir fotografias, esse tipo é preferível às impressoras coloridas de uso geral.

Impressoras jato de tinta A maioria das impressoras de fotos comuns utiliza a tecnologia de jato de tinta, que pulveriza inúmeras microgotinhas de tinta no papel. Até recentemente, o padrão eram quatro cores, mas, agora, alguns modelos oferecem seis cores ou mais. As cores extras podem produzir — mas nem sempre — resultados superiores em nuanças de cores como em tons da pele.

Vários fabricantes oferecem impressoras jato de tinta, inclusive a Canon, a Epson, a Hewlett Packard e a Lexmark. A Kodak também oferece dois modelos fabricados pela Lexmark, mas que incluem a tecnologia Colour Rich ™ exclusiva da Kodak para "cores ricas e vibrantes".

Avaliação das impressoras jato de tinta Depois de testar várias marcas de impressoras jato de tinta para fotografia, posso recomendar com segurança esse tipo de impressora. Ainda que cada modelo tenha produzido resultados com uma "aparência" geral diferente, todas as minhas impressões de teste ficaram nítidas e coloridas. Para fazer as impressões durante os testes de câmeras digitais e scanners, comprei um modelo com preço acessível e estou bastante satisfeito. Em breve, atualizarei para uma impressora jato de tinta maior que produza impressões de 35 x 50 cm.

O desvanecimento gradual de cores em muitas impressões a jato de tinta em exposição começará de 6 a 24 meses após a impressão. Como abordarei mais adiante neste artigo, algumas impressoras utilizam tintas especiais para produzir impressões resistentes ao desvanecimento gradual de cores e com tempo de secagem super rápido em papéis de arquivamento especiais. As impressões resistem ao desvanecimento gradual por 15, 25 ou mais anos quando emolduradas e exibidas de acordo com as recomendações do fabricante.

Impressoras de sublimação de corante As impressoras de sublimação térmica de corante utilizam corantes que são particularmente estáveis e altamente resistentes ao desvanecimento gradual. Para produzir as impressões, é aplicado calor a uma fita. Esse processo gera um gás colorido que seca no papel como pontos. Essas impressões são semelhantes a uma imagem de tons contínuos brilhante e vibrante. Essas impressoras são mais caras do que suas similares a jato de tinta e a maioria dos modelos não faz impressões com tamanhos acima de 10 x 15 cm.

A maioria das impressoras de sublimação de corante são projetadas para fazer impressões de 10 x 15 cm ou menores. Alguns modelos, como a Camedia P-400 da Olympus, podem produzir impressões maiores.

Avaliação das impressoras de sublimação de corante Entretanto, algumas impressoras de sublimação de corante para uso doméstico podem produzir impressões maiores. Por exemplo, a Camedia P-400 da Olympus oferece uma área imprimível máxima de 19,4 x 25 cm. Novos relatórios publicados na Europa indicam que um outro fabricante (não identificado até o momento) lançará em breve uma impressora de sublimação de corante que produzirá impressões de 20 x 25 cm.

Os fabricantes de impressoras jato de tinta não fabricam mais modelos portáteis pequenos para impressões de 10 x 15 cm ou menores. Nesse tipo de impressora, você encontrará apenas modelos de sublimação de corante. Muitos são projetados para impressão direta de uma câmera digital com uma conexão por cabo, enquanto outros possuem um slot para cartão de memória. Qualquer um desses dois tipos é excelente para produzir impressões rapidamente, durante uma festa de aniversário ou outro evento.

Independentemente do tamanho, as impressões por sublimação de corante parecem fotografias convencionais. Na realidade, vários críticos preferem esse tipo de impressora às impressoras jato de tinta. Sem dúvida, elas produzem cores excepcionais e as impressões são altamente resistentes ao desvanecimento gradual de cores quando em exposição. Contudo, elas possuem uma desvantagem: essas impressoras e os suprimentos (tinta e papel) são caros em comparação com os modelos jato de tinta.

Principais recursos das impressoras a serem considerados

Como cada pessoa tem necessidades e preferências distintas, não posso identificar uma impressora individual que seja a "melhor". Nem todas as pessoas têm os mesmos critérios para uma impressora, mas ao comparar as especificações de vários modelos e marcas, lembre-se dos pontos a seguir.

Algumas das impressoras jato de tinta mais modernas para fotografia merecem consideração especial, pois oferecem alta velocidade, excelente qualidade de impressão e tecnologia avançada de disposição da tinta em camadas.

Velocidade A maioria dos fabricantes fornece algumas informações sobre a velocidade da impressora. Entretanto, lembre-se de dois pontos ao considerar esses dados. Em geral, a velocidade de impressão é fornecida para a impressão de texto ou fotos com qualidade de rascunho. A maioria dos modelos demora pelo menos cinco minutos para produzir uma foto de 20 x 25 cm de alta resolução com uma configuração de resolução da impressora de 1.440 pontos por polegada (ppp).

Tamanho do papel A grande maioria das impressoras de foto aceita papel de 216 x 279 mm, e a área de impressão máxima é geralmente em torno de 20 x 26,6 cm. Os modelos na faixa de preços mais altos produzem impressões maiores.

Conectividade A maioria das impressoras atuais podem ser conectadas a um computador com cabo serial ou USB, mas algumas aceitam apenas cabo USB. A conectividade USB é mais rápida do que a serial. Se o seu computador não tiver uma porta USB, você ou um revendedor poderá adicionar uma.

Custo dos suprimentos Durante a leitura das informações sobre as impressoras no site de um varejista, verifique o custo dos cartuchos de tinta de várias impressoras. Alguns fabricantes fornecem uma estimativa de preço por impressão, mas raramente esse valor se refere a uma foto colorida feita com a configuração de melhor qualidade da impressora. Use esses dados apenas para fins de comparação. Você provavelmente constatará que usa muito mais tinta do que as estimativas do fabricante sugerem. Ao comparar o custo do papel, verifique os preços do mesmo tipo de papel, como papel cuchê especial.

Firmeza da impressão Se você estiver pretendendo guardar as suas impressões a jato de tinta em um álbum, a resistência ao desvanecimento gradual de cores talvez não seja uma consideração importante. Entretanto, se for emoldurá-las, convém utilizar uma impressora que produza resultados resistentes ao desvanecimento gradual de cores ou com tempo de secagem super rápido em papéis especiais. Será necessário verificar as especificações para obter essas informações.

Dicas de profissionais sobre outras questões relacionadas a impressoras

Para obter informações sobre os modelos dentro da sua faixa de preços, visite uma loja de fotografia online. Analise as especificações de resolução, os recursos e as capacidades especiais, o tamanho máximo de papel e de impressão, o número de cores e o tipo de tinta usada, a classificação do tempo de secagem rápido, a velocidade de impressão etc. Considere também a resolução da impressora, denotada por números como 1.440 x 720 ppp ou 2.400 x 1.200 ppp. O primeiro número denota a resolução de impressão principal, sendo o mais relevante para fins de comparação.

Dica Conforme mencionado anteriormente, as impressoras de sublimação de corante não exigem uma resolução de impressão tão alta para impressões excepcionais. Um modelo de 300 x 300 ppp produzirá resultados excelentes.

Como alguns leitores consideram o conceito de resolução da impressora confuso, solicitei ajuda a Rob Sheppard para elucidar esse tópico. Rob é autor do novo livro Beginner's Guide to Digital Imaging: For Photographers and Other Creative Types (Amherst Media), além de ser editor de duas revistas: PC Photo e Outdoor Photographer.

Rob Sheppard fez os comentários apresentados a seguir. "Primeiro, lembre-se de que resolução da imagem e resolução da impressora são dois itens distintos. Todas as impressoras jato de tinta produzem um melhor resultado com uma resolução de imagem de 200 a 300 ppp." Isso significa que há de 200 a 300 pixels por polegada quadrada na imagem.

"Mas, consideremos a resolução da impressora, um assunto inteiramente diferente. Isso se refere à forma como a tinta penetra no papel e ao número de pontos por polegada (ppp) que a impressora depositará. A impressão a jato de tinta com qualidade de foto começa com uma resolução da impressora de 720 ppp e geralmente vai até 2.880 ppp. Alguns modelos recentes oferecem resoluções ainda mais altas. Honestamente, algumas impressoras realizam uma impressão excelente de fotos a 720 ppp devido à maneira como controlam o padrão de cor da tinta.

"A configuração mais alta de ppp permite que a impressora manipule as variações de tons de uma melhor forma. A maioria das impressoras com qualidade de foto produzem resultados excelentes a 1.200 ou 1.440 ppp e resultados muito bons a 720 ppp. Os modelos com uma resolução mais alta da impressora permitem que você imprima a 2.400 ppp ou mais, para obter uma qualidade de saída melhor, mas essa configuração consome mais tinta e aumenta o tempo de impressão substancialmente."

Dica Depois de testar impressoras de várias marcas, estou convencido de que um modelo jato de tinta de 1.200 ou 1.440 ppp atenderá às necessidades da maioria dos amantes da fotografia. Mesmo com uma impressora de 2.880 ppp, geralmente você imprimirá em uma resolução de 1.440 ppp. Como explicou Rob Sheppard, isso minimizará o custo da tinta e o tempo de impressão e, ao mesmo tempo, produzirá belas fotografias.

Tamanho da gotinha de tinta A maioria dos fabricantes de impressoras fornecem dados relativos ao tamanho das gotinhas de tinta produzidas por seus modelos mais modernos. Essas informações são, sem dúvida, relevantes, mas de que maneira o tamanho dessas gotinhas afeta a qualidade da impressão? Para responder a essa pergunta, contatei Tim Grey, um instrutor do Lepp Institute of Digital Imaging. Ele ofereceu a seguinte resposta:

"O tamanho da gotinha é um fator crucial na determinação da qualidade geral da impressão em impressoras jato de tinta. Quanto menor for a gotinha, mais sutis serão as gradações da cor e mais suave parecerá a impressão. O resultado ideal se assemelharia a uma impressão fotográfica de 'tom contínuo' sem nenhum ponto. Geralmente, as gotinhas utilizadas por impressoras jato de tinta são medidas em picolitros, que é uma medida de volume. Quanto mais baixo for o número, menores serão as gotinhas.

"Em geral, as gotinhas de impressoras jato de tinta para fotografia têm em torno de seis picolitros, com os melhores modelos produzindo gotinhas menores de cerca de quatro picolitros. Ainda que essa informação não seja o único fator a ser considerado durante a seleção de uma impressora jato de tinta, ela é uma consideração importante."

Comparando impressoras e qualidade de impressão

Sem dúvida, os aspectos técnicos são importantes, mas convém avaliar várias impressoras com base na qualidade das fotos que elas produzem. Não há critérios científicos para determinar qual é a melhor impressão. Por exemplo, todas as pessoas têm um julgamento subjetivo sobre a nitidez e a expressão de cores ideais. Após examinar uma dezena de impressões de 20 x 25 cm feitas por diferentes impressoras, você poderá definir os seus próprios padrões quanto àquelas que atendem às suas preferência subjetivas.

Planeje uma visita a uma loja de produtos eletrônicos ou de fotografia que trabalhe com várias das maiores marcas e com uma ampla variedade de modelos de alta qualidade. Peça para ver as fotografias de 20 x 25 cm impressas por impressoras dentro da sua faixa de preços. Os fabricantes geralmente fornecem essas amostras, mostrando os melhores resultados que se pode esperar de um determinado modelo.

Tim Grey, do Lepp Institute of Digital Imaging, testa impressoras com bastante freqüência, normalmente ao prestar assistência ao fotógrafo profissional George D. Lepp. Aqui, Tim está imprimindo uma fotografia panorâmica.

Tim Grey dá a seguinte sugestão: "Ao comparar impressões feitas em impressoras jato de tinta distintas, lembre-se disso: os procedimentos utilizados para fazer as impressões podem ter um grande impacto na qualidade da impressão. É provável que você não saiba como as impressões foram feitas, o que torna difícil determinar se ela foi otimizada para cada impressora. Para a avaliação, deve-se utilizar papel semelhante, compatível com cada impressora.

"Comece com uma análise geral da imagem, observando a fidelidade de cor e o intervalo tonal em relação à imagem original. Em seguida, faça um exame mais detalhado da impressão, verificando se há gradações suaves de cor e padrões de pontos significativos na imagem. A qualidade pode ser muito subjetiva, mas tente fazer uma análise seletiva ao fazer uma comparação."

Em um artigo subseqüente, pesquisarei várias impressoras com qualidade de foto, desde os modelos com preços bastante acessíveis até aqueles capazes de produzir impressões de 33 x 48 cm. Independentemente do seu orçamento, você encontrará diversas impressoras que podem produzir belas fotos coloridas. Os modelos atuais oferecem vários recursos e opções, tendo em vista a simplicidade, a conveniência, a velocidade e uma ampla gama de configurações de qualidade. O que talvez seja mais importante é que os preços caíram significativamente no ano passado. Se você estiver considerando a compra de uma impressora com qualidade de foto, este é o momento ideal para fazer essa compra.

Um colaborador regular do MSN Photos, o fotógrafo profissional Peter K. Burian freqüentemente testa equipamentos digitais para revistas impressas como a PC PHOTO, PHOTO LIFE e e-DIGITAL PHOTO. Ele também é co-autor do best-seller "National Geographic Photography Field Guide: Secrets to Making Great Pictures".

MAIS SOBRE IMPRESSORA JATO DE TINTA:

Impressoras a Jato de Tinta

Apesar de já estarem disponíveis no mercado desde a década de 80, foi somente na década de 90 que os preços baixaram tornando-as mais acessíveis. A canon alega ter inventado a tecnologia que ela chama de bubble-jet em 1977, quando um pesquisador acidentalmente tocou uma seringa carregada de tinta num ferro de soldar. O calor forçou a saída de uma gota de tinta e assim começou o desenvolvimento de uma nova tecnologia de impressão.

Impressoras a jato de tinta (ink-jet printers), tem avançado rapidamente durante os últimos anos. A impressora de 3 cores tem estado presente por alguns anos, e tem contribuído para que a impressão a jato de tinta seja uma possível opção. Enquanto o modelo superior que usava 4 cores foi ficando mais barato, o modelo de cartucho substituível, gradualmente desapareceu.

Impressoras a jato de tinta têm uma grande vantagem sobre impressoras a laser (laser printers) – elas produzem cor, e é isso que as tornaram tão populares para o uso doméstico. O lado negativo é que elas podem ser mais baratas para comprar, mas são mais caras para manter. Cartuchos precisam ser trocados com mais freqüência, e o papel revestido é caro. Quando comparamos o custo por página, vemos que impressoras a jato de tinta custam 10 vezes mais caro.

Desde a invenção de impressoras a jato de tinta, a impressão colorida tem se popularizado bastante. Pesquisas feitas com esta tecnologia estão continuamente trazendo benefícios, e cada novo produto lançado no mercado, traz melhorias de desempenho e qualidade de impressão. Enquanto o processo de melhoria continua, os preços continuam baixando.

Operação

A operação de uma impressora a jato de tinta, como a impressão a laser, usa um método sem impacto. A tinta é emitida das bocas, enquanto os mesmos passam por cima de uma variedade de meios. A operação de uma impressora a jato de tinta é de fácil visualização: a tinta líquida colorida é esguichada no papel para produzir uma imagem (image). Um cabeçote scannea a página horizontalmente, por via de um motor enquanto outro motor rola o papel em direção vertical. Uma tira de imagem é impressa e a página sobe pronta para a próxima linha. Para apressar o processo, o cabeçote de impressão não permite somente uma tira de pixels de cada vez, mas uma tira vertical inteira de pixels de cada vez.

Em impressoras a jato de tinta comuns, o cabeçote de impressão demora meio segundo para imprimir uma tira que atravessa a página. Já que papel A4 tem 8,5 polegadas de largura, e as impressoras a jato operam em uma velocidade mínima de 300 dpi, isto significa que existem pelo menos 2.475 pontos atravessando a página. O cabeçote de impressão tem portanto aproximadamente 1/5000 de um segundo para responder se um ponto deve ou não ser impresso. Futuramente, avanços na fabricação permitirão cabeçotes maiores com mais bocas, que atirarão com freqüências mais rápidas, produzindo resoluções de até 1200,dpi e velocidades de impressão quase iguais àquelas de impressoras a laser (3 ou 4 ppm em cores, 12 ou 14 ppm monocromático).

Existem vários tipos de tecnologias de impressoras a jato de tinta, mas a mais comum é a "Drop On Demand" (DOD). Esta funciona esguichando pequenas gotas de tinta sobre o papel através de minúsculas bocas. A quantidade de tinta esguichada sobre a folha é determinada pelo software do driver, que dita quais bocas atiram e com qual freqüência.

As bocas usadas com estas impressoras a jato, são finas como cabelo e nos primeiros modelos elas se entupiam com freqüência. Nos modelos mais modernos este problema não ocorre, mas a mudança de cartuchos pode ser problemática. Outro problema é que a tinta pode borrar logo após a impressão, mas isto também tem sido evitado nos últimos anos com o desenvolvimento de novas composições de tinta.

Tecnologia Térmica

A maioria de impressoras a jato, usam tecnologia térmica, onde o calor é usado para atirar a tinta sobre o papel. Existem três etapas para este método. O esguicho é iniciado com o aquecimento de tinta para criar uma bolha até que a pressão cause o rompimento da mesma e o contato com o papel. A bolha desmorona enquanto o elemento esfria e o vácuo resultante, extrai tinta do reservatório para repor a tinta que foi usada. Este é o método usado pela Canon e Hewlett Packard.

Tecnologia Térmica impõe certas limitações sobre o processo de impressão, idependente do tipo de tinta que é usada, ela tem que ser resistente a calor. O uso de calor em impressoras térmicas, cria a necessidade de um processo de esfriamento que influencia um pouco o tempo de impressão.

Elementos minúsculos de aquecimento são usados para injetar as gotas de tinta da boca do cabeçote de impressão. Os jatos de impressão térmicos atuais, usam cabeçotes que possuem entre 300 e 600 bocas, com aproximadamente o diâmetro de um fio de cabelo humano. Eles soltam gotas de entre 8 e 10 picolitros e pontos de entre 50 e 60 mícrons de diâmetro. Em comparação, o menor ponto visível pelo olho humano é 30 mícrons. Ciano (Cyan) a base de corante, magenta e tintas amarelas são usadas via um cabeçote de impressão. Várias pequenas gotas de tinta colorida (entre 4 e 8) e uma maior variedade de cores não reticuladas e retículas (halftones) mais suaves, podem ser combinadas para produzir um ponto de tamanho variado. Tinta preta, que normalmente é formada de maiores moléculas de pigmento, é entregue a um cabeçote de impressão separado em volumes de gotas maiores de aproximadamente 35 pl.

A densidade da boca que corresponde à resolução (resolution) nativa da impressora, varia entre 300 e 600 dpi com uma resolução aperfeiçoada de 1.200 dpi. A velocidade de impressão é principalmente uma função da freqüência com que a boca pode disparar as gotas de tinta e a largura da faixa impressa pelo cabeçote de impressão. Tipicamente, isto gira em torno de 12 MHz e meia polegada respectivamente, e uma velocidade de impressão de entre 2 e 4 páginas por minuto para texto e gráficos coloridos.

Tecnologia Piezo-Elétrica

A tecnologia de impressão a jato de tinta da Epsom usa um cristal Piezo atrás do reservatório de tinta. Já que flexiona quando recebe uma corrente elétrica, isto lembra um cone de uma caixa de som. Cada vez que um ponto é exigido, uma corrente é aplicada ao elemento Piezo, o elemento é flexionado causando a queda de uma gota pela boca.

Existem várias vantagens para o uso do método Piezo. O processo permite mais controle sobre o formato e tamanho das gotas. As minúsculas flutuações no cristal permitem gotas menores e, consequentemente, um aumento na densidade da boca. Ao contrário de tecnologia térmica, a tinta não tem que ser esquentada e esfriada entre cada ciclo. Isto economiza tempo e as qualidades de absorção da tinta podem ser melhor aproveitadas. Isto permite mais liberdade para o desenvolvimento de propriedades químicas nas tintas.

As novas impressoras a jato de tinta da Epson tem cabeçotes pretos de impressão com 128 bocas e cabeçotes de impressão colorida (CMY) com 192 bocas (64 para cada cor) que produzem uma resolução (resolution) nativa de 720 por 720 pontos por polegada (dpi). Já que o processo piezo pode produzir pontos pequenos de formação perfeita com uma alta precisão, a Epson é capaz de oferecer uma resolução melhorada de 1440 por 720 dpi. Isto é alcançado com duas passagens do cabeçote de impressão causando uma redução na velocidade de impressão. As tintas desenvolvidas pela própria Epson justamente para a tecnologia piezo são a base de solventes, e secam com uma incrível rapidez. Elas penetram no papel e conseguem manter seu formato em vez de se espalhar pela superfície causando a interação entre dois pontos. O resultado é uma alta qualidade de impressão, especialmente se for usado papel laminado ou com acabamento lustroso.

Percepção de Cor

Luz visível fica entre 380 nm (violeta) e 780 nm (vermelho) no espectro eletromagnético encaixado entre ultravioleta e infravermelho. Luz branca inclui proporções iguais da longitude de ondas visíveis, e quando isto brilha sobre ou através de um objeto, algumas longitudes de onda são absorvidas e outras são refletidas ou transmitidas. É a luz refletida ou transmitida que dá cor a um objeto. Folhas, por exemplo, são da cor verde porque a clorofila absorve luz das pontas azuis e vermelhas do espectro e reflete a parte verde do meio.

A temperatura da fonte de luz medida em Kelvin (K) afeta a cor percebida de um objeto. A luz branca, como emitida por lâmpadas fluorescentes e como de um flash de câmara fotográfica, tem uma igual distribuição de longitude de ondas, que corresponde a uma temperatura de 6.000K e não distorce as cores. Lâmpadas padrão emitem menos luz da ponta azul do espectro, correspondem a uma temperatura de 3000 K e causam uma aparência mais amarelada nos objetos.

Seres humanos percebem as cores, via células sensíveis à luz da retina. As células chave da retina, são cones que contém pigmentos-foto, que os tornam sensíveis a luz vermelha, verde ou azul (as outras células sensíveis à luz, somente são ativadas em luz fraca). A luz que atinge o olho regulada pela íris, é focalizada pela lente sobre a retina, onde cones são estimulados pelas longitudes de onda relevantes. Sinais de milhões de cones são passados via nervo ótico para o cérebro, que por sua vez, monta estes sinais em uma imagem colorida.

Criação de Cor

A criação precisa de cor sobre papel, tem sido uma das áreas principais de pesquisa em impressão colorida. Monitores e impressoras posicionam quantidades diferentes de cores primárias chave, que de uma distância se fundem para formar qualquer cor - este processo é conhecido como pontilhamento (dithering).

Pelo fato de monitores serem fontes de luz, e a saída de impressoras refletir luz, monitores e impressoras fazem isto de uma forma diferente. Monitores misturam a luz do fósforo feito das cores primárias (vermelho, verde e azul - RGB), enquanto impressoras usam tintas feitas de cores primárias substantivas: ciano, magenta e amarelo (CMY). Em cada caso, as cores primárias básicas são pontilhadas para criar o espectro completo. O pontilhamento quebra um pixel colorido para formar uma ordem de pontos, para que cada ponto seja formado de uma das cores básicas, ou deixado em branco.

A reprodução de cor do monitor para a impressora também é uma área bastante pesquisada. É conhecida como Combinação de Cores (colour matching). As cores variam de monitor para monitor e as cores numa folha impressa, nem sempre combinam com as cores da tela de um computador. A cor gerada na página impressa, depende do tipo de cor usado pela impressora. Fabricantes de impressoras, têm investido pesadamente na pesquisa de precisão em combinação de cores de monitores e impressoras.

Impressoras modernas a jato de tinta conseguem imprimir em cores e em preto e branco, mas a maneira em que transferem de um para outro varia entre modelos. O desenho básico, é determinado pelo número de tintas da máquina. Impressoras contendo 4 cores podem transferir texto em preto e branco e imagens coloridas, todas na mesma página sem maiores problemas. Impressoras de somente 3 cores não conseguem.

A maioria das impressoras mais baratas a jato de tinta, tem lugar para somente um cartucho. Elas podem ser armadas com um cartucho com tinta preta para impressão monocromática ou um cartucho de 3 cores para impressão colorida, mas não podem ser armadas com os dois ao mesmo tempo. Isto faz uma grande diferença para a operação da impressora, já que cada vez que desejar mudar de preto e branco para cores, é necessário fazer a mudança física dos cartuchos. Quando preto é usado em uma página colorida, ele será constituído das três cores que normalmente produz um verde escuro ou cinza não satisfatório denominado de preto composto (composite black). De qualquer maneira, o preto composto produzido por impressoras mais modernas é melhor do que era a alguns anos.

Qualidade de Impressão

Os dois fatores determinantes de qualidade de impressão são: resolução (medida em pontos por polegada (dpi) e o número de níveis ou graduações que podem ser impressos por minuto. De modo geral, quanto mais alta a resolução, e o maior número de níveis por ponto, melhor a qualidade de impressão.

Na prática, algumas impressoras optam por uma melhor resolução e outras optam por mais níveis por ponto, e a melhor solução depende do uso específico para a impressora. Profissionais de artes gráficas por exemplo, estão interessados na maximização do número de níveis por ponto, para produzir qualidade fotográfica da imagem. Usuários na área de negócios, precisarão de uma resolução alta para atingir boa qualidade de texto e imagem.

O tipo de impressora mais simples é um aparelho binário em que os pontos ciano, magenta, amarelo e preto estão ligados (impressos) ou desligados (não impressos) sem possíveis níveis intermediários. Se os pontos de tinta podem ser misturados para formarem cores intermediárias, a impressora binária poderá somente imprimir 8 cores sólidas (ciano, magenta, amarelo, vermelho, verde, azul, preto e branco). Claramente, esta palheta não tem o tamanho necessário para produzir uma boa qualidade de impressão. É aí que entra o método retícula (halftoning).

Os algarismos do método de retícula, dividem a resolução nativa de pontos da impressora em uma grade de células de retícula, depois ligam vários números de pontos dentro destas células, para imitar um tamanho variável de pontos. Com a combinação cuidadosa de células contendo diferentes proporções de pontos coloridos, uma impressora que usa o método retícula, pode enganar o olho humano dando a impressão de uma palheta de milhões de cores, em vez de somente algumas. Na impressão de tom contínuo, existe uma palheta com uma infinidade de cores sólidas. Na prática, esta infinidade representa 16,7 milhões de cores, que é mais do que o olho humano pode distinguir. Para conseguir isso, a impressora tem que ser capaz de criar 256 sombras por ponto, por cor, que obviamente requer um controle preciso sobre a criação e posicionamento dos pontos. Impressão de tom contínuo é da mesma competência que impressoras de sublimação de pigmentos. De qualquer forma, todas as principais tecnologias de impressão podem produzir sombras múltiplas (entre 4 e 16) por ponto, permitindo assim a produção de uma palheta mais rica de cores sólidas e retículas mais suaves. Tais artifícios são denominados de impressoras "Contone".

Recentemente, impressoras a jato de tinta de 6 cores apareceram no mercado, especificamente designadas para produzir impressão de qualidade fotográfica. Na função de compensar a inabilidade que a tecnologia de jato de tinta tem na criação de pontos muito pequenos, estes aparelhos adicionam mais duas cores: ciano claro e magenta claro. Jatos de tinta de 3 cores produzem tons frescos mais sutis, e graduações de cor mais finas, mas possivelmente se tornarão desnecessárias no futuro já que se espera que volumes de gotas de tinta diminuirão dos 8-10 picolitros atuais até 2-4 pl. Tamanhos reduzidos de gotas reduzirão o processo de retícula, já que um maior número de minúsculas gotas podem ser combinados para criar uma palheta maior de cores sólidas.

Gerenciamento de Cor

O olho humano pode reconhecer em torno de um milhão de cores diferentes. O número exato depende do observador e as condições de visualização. Dispositivos de cor criam cores de formas diferentes que resultam em gamas (gamuts) variadas de cor.

Cor pode ser descrita conceitualmente num modelo tridimensional HSB:

· Nuança (Hue) se refere à cor básica em termos de 1 ou 2 cores primárias. É medida como uma posição na roda padrão de cores e é descrita como um ângulo (em graus).

· Saturação (Saturation), também conhecido como chroma. Se refere à intensidade das cores dominantes e é medida como uma porcentagem. 0% não teria nenhuma nuança, e seria cinza. 100% é a cor plenamente saturada.

· Brilho (Brightness) se refere à proximidade da cor com preto ou branco, é uma função da amplitude da luz que estimula os receptores dos olhos. Também é medido como uma porcentagem – se alguma nuança tiver um brilho de 0%, ela se torna preta, e em 100%, se torna plenamente iluminada.

Vermelho verde e azul (VVA), ciano, magenta, amarelo e preto (CMAP), são outros modelos comuns de cor. Monitores de raios catódicos usam a primeira combinação, e criam cores com a incandescência de fósforo. Este sistema se chama cores aditivas. A mistura de diferentes quantias de cores VVA cria cores diferentes, e cada uma pode ser medida de 0 a 255. Se as três cores foram fixadas em 0, a cor é preta, se todas foram fixadas em 255, a cor é branca.

Material impresso é criado pela aplicação de tintas sobre papel branco. Os pigmentos de tinta absorvem a luz seletivamente. Desta maneira, somente partes do espectro são refletidos para o olho da pessoa. Daí o nome cor subtrativa. Das cores básicas de impressão (CMAP) o preto é usado para dar sombras mais puras e profundas. Pelo uso de quantidades variáveis destas cores de processo, um alto número de cores podem ser produzidos. Aqui, o nível de tinta é medido de 0 a 100% .Tendo como exemplo a cor laranja, esta é representada por 0% ciano, 50% magenta, 100% amarelo e 0% preto.

A CIE (Commission Internationale de L’Eclairge) foi formada no começo deste século para desenvolver padrões para a especificação de luz e iluminação. Este órgão foi responsável pelo primeiro modelo de cor-espaço. Este processo, define cor com a combinação de 3 eixos: x, y e z; x representando a presença de vermelho numa cor, y a presença do verde, e z a presença de azul. Em 1931 este sistema foi adotado como o modelo xXyXz e formou a base para outros modelos de cor-espaço. O refinamento mais familiar é o modelo Yxy em que o plano xy praticamente triangular representa cores com a mesma moderação, acompanhando o eixo Y. Desenvolvimentos subsequentes tais como LXaXb e LXuXv do ano de 1978, mapeam a distância entre coordenadas de cor com mais precisão, que a percepção humana do sistema de cores.

Para que cor possa ser uma ferramenta eficaz, deve ser possível criar e forçar cor previsível em uma corrente de produção: scanners, programas, monitores, impressoras, aparelhos externos PostScript de saída, serviço de pré-prensagem e prensagem de impressão. O dilema é que aparelhos diferentes não conseguem criar a mesma gama de cores. É dentro da área de gerenciamento de cor que todo este esforço de modelagem de cor se concentra. É usado o espaço de cor da CIE, para mediar entre gamas de cores dos vários aparelhos. É usado o sistema de cor da CIE para mediar as gamas de cores de diferentes aparelhos. Sistemas de gerenciamento de cor são baseados em perfis genéricos de diferentes aparelhos de cor, que descrevem as suas tecnologias de formação de imagens, gamas e métodos operacionais. Estes perfis são então sintonizados com os aparelhos para medir e corrigir qualquer desvio do funcionamento ideal. Finalmente as cores são traduzidas de um aparelho para o outro, com algarismos de mapeamento optando pelas melhores substituições de cores que estiverem fora da gama e que não possam ser usadas.

O gerenciamento de cor era deixado para aplicações específicas, até que a Apple introduziu Color Sync em 1999 como parte do sistema operacional 7.X. Estes sistemas de ponta trouxeram resultados impressionantes, mas são computacionalmente intensivos, e mutuamente incompatíveis. Reconhecendo os problemas de cores independentes de plataforma, a ICC (International Colour Consortium) foi formada em maio de 1994 para estabelecer um perfil de formato de aparelhos em comum. As empresas eram a Adobe, Agfa, Apple, Kodak, Microsoft, Silicon Grafics, Sun e Taligent.

A intenção da ICC é produzir cores verdadeiras, que funcionam em todos os ambientes de software e hardware. Em Junho de 1994 foi publicado o primeiro padrão - Versão 3 do Perfil de Formato da ICC. Existem duas partes no perfil da ICC - aquele que contém a informação sobre o perfil em si, e o segundo é a caracterização de aparelhos colométricos que explica como o aparelho produz cor. No ano seguinte, o Windows 95 tornou-se o primeiro ambiente operacional a incluir gerenciamento de cor e suporte para perfis ICC através do sistema ICM (Image Color Management).

Tinta

Independente da técnica usada com o hardware de impressão, o processo final consiste em tinta sobre papel. Estes dois elementos são de fundamental importância quando se fala de resultados de alta qualidade. A qualidade de impressão a jato de tinta varia de ruim (cores mortas) até a qualidade quase fotográfica.

Dois tipos de tinta são usados em impressoras a jato de tinta: um tem uma penetração devagar e demora 10 segundos para secar, e o outro é uma tinta de secagem rápida que seca em torno de 100 vezes mais rápido. O primeiro normalmente é melhor para uma impressão monocromática, e o segundo é usado com cores. Com impressão colorida, já que tintas distintas são misturadas, estas precisam secar o quanto antes para evitar que as cores borrem. Se for usada tinta de demorada secagem para impressão a cores, as cores tendem a misturar entre si (bleed) antes de secar.

A tinta usada com esta tecnologia é a base de água e pode causar outros problemas. Os resultados de algumas das primeiras impressoras a jato de tinta estavam sujeitas a problemas de tintas borradas, mas durante os últimos anos ,a composição química destas tintas tem melhorado muito. Tintas a base de óleo, não são uma solução porque resultaria em um custo de manutenção bem mais alto. Fabricantes de impressoras estão fazendo progresso contínuo no desenvolvimento de tintas resistentes á água, mas os resultados de impressoras a jato de tinta ainda são inferiores aos de impressoras a laser.

Um dos objetivos principais dos fabricantes de impressoras a jato de tinta, é o desenvolvimento para poder imprimir sobre qualquer meio. O segredo está na composição química, e a maioria de fabricantes escondem cuidadosamente as fórmulas dos seus produtos. Companhias com a HP, Canon e Epson investem grandes quantias para avançar com um a produção de pigmentos e habilidade de poder imprimir sobre uma variedade de superfícies.

Impressoras a jato de tinta hoje usam corantes, tendo como princípio pequenas moléculas (<50nm) para as tintas ciano, magenta e amarela. Estes tem um alto brilho e uma ampla gama de cores. Pigmentos que tem como princípio moléculas maiores (50-100nm) são mais resistentes à água mas ainda não podem produzir a variedade de cores e não são transparentes. Isto quer dizer que atualmente, estes pigmentos somente são usados para tinta preta.

Papel

A maioria dos aparelhos de impressão a jato de tinta requerem papel lustroso de alta qualidade e normalmente é caro. Um dos objetivos dos fabricantes é fazer com que a impressão à cores não dependa de um tipo específico de superfície de impressão e o sucesso deste objetivo, geralmente é medido pela qualidade de impressão sobre papel comum tipo cópia. Isto tem avançado muito durante os últimos anos, mas papel lustroso ainda é necessário para conseguir qualidade fotográfica. Alguns fabricantes como Epson tem o seu próprio papel que é otimizado para uso com tecnologia piezo-elétrica.

Impressoras a jato de tinta podem ser caras quando fabricantes exigem o uso dos seus próprios produtos. Papel produzido por companhias independentes é bem mais econômico do que o papel fornecido pelo fabricante da impressora, mas tende a depender de propriedades universais e raramente leva vantagem das características dos modelos específicos de impressoras.

Grandes pesquisas foram feitas na área de produção de papel universal, que são otimizados especificamente para impressoras a jato de tinta coloridas. O papel "Plus Color Jet" de Wiggins Teape é um papel produzido especificamente para tecnologia de jato de tinta e "Conqueror CX22" é desenvolvido para tinta preta e documentos de negócios e é otimizado para impressoras a jato de tinta e a laser (laser printers).

O pré condicionamento de papel procura melhorar a qualidade de impressão sobre papel comum. O papel passa por um processo, que permite que receba tinta com um agente que cola pigmentos, reduzindo assim o problema de tinta borrada. Um grande esforço está sendo feito para conseguir este mesmo efeito sem provocar uma dramática alteração no funcionamento – se os resultados forem positivos, uma das maiores barreiras para popularizar a tecnologia de jato de tinta terá sido ultrapassado.

MAIS SOBRE IMPRESSORAS JATO DE TINTA:

Onde e como imprimirFinalmente, chegou o momento aguardado de imprimir as fotos. Você pode tanto mandar para um laboratório de modo a fazer cópias em papel fotográfico comum, como imprimir em sua impressora caseira (mas use sempre papel fotográfico para isso, ou terá decepções). A resolução em pixels necessários para bons resultados na impressão depende muito da impressora que estiver usando. Em qualquer impressora jato de tinta, serão necessários pelo menos uns 300 dpi para simular uma foto. Um detalhe, se a imagem tiver sido obtida por escaneamento a partir de uma revista ou folha impressa, conterá pequenos pontos (retícula) e será mais difícil a imagem ficar correta (existe um filtro no Photoshop, o Gaussian Blur, para atenuar esse efeito).Impressoras postscript e profissionais utilizam uma medida de resolução chamada linhas por polegada (LPI). É baseada na grade que usam para “quebrar” uma imagem de meio-tons, como uma fotografia, em pequenos pontos (que o computador chama pixels). Historicamente, essas grades (halftone line screens) têm linhas retas que variam em largura, e a terminologia LPI permaneceu. Impressoras postscript alcançam entre 85 e 180 lpi – e estes números podem ser considerados padrões de impressão. O número menor é usado em impressão para jornais, e o maior em imagens de alta qualidade. Quando se escaneia fotografias para uso específico, procure capturar a imagem no dobro do valor de lpi para dpi. Por exemplo, se a imagem será impressa em 133 lpi, escaneie ao menos em 266 dpi. Normalmente, as fotos tiradas por câmeras digitais gravam imagens com resolução de 72 dpi (seja em JPEG ou TIFF). Ocorre que essa é uma opção para uso no vídeo (WEB), então o primeiro passo, quando se abre um arquivo recém-chegado da câmera, é converter a imagem para 300 dpi.Vejamos um exemplo prático. Quando abro uma foto vinda diretamente da minha câmera digital no Photoshop, ela aparece configurada para 72 dpi. Ora, como essa imagem tem 2048 x 1536 pixels, se eu imprimir diretamente isso surgirá uma imagem de 72,25 x 54,19 cms em baixa resolução! Então, basta mudar para 300 dpi, que a impressão surgirá correta, em alta resolução e no tamanho de 17,34 x 13 cms.

Com 300 dpi a imagem fica correta para o olho humano

Detalhes sobre a impressãoPara entendermos melhor o processo de impressão de uma imagem digital, em primeiro lugar é preciso entender que um pixel não tem tamanho ou forma. No momento em que “nasce”, é simplesmente uma carga elétrica. Seu tamanho e aparência são determinados apenas e tão somente pelo equipamento que o apresenta. Entender como o pixel e o tamanho da imagem se relacionam um como o outro exige um pequeno esforço - mas nada além do que um conhecimento de matemática básico.Um pixel torna-se visível no sensor de imagem de uma câmera desde o momento exato em que o obturador abre. O tamanho de cada fotocélula no sensor pode ser medido, mas os pixels em sí são apenas cargas elétricas convertidas em números digitais. Esses números, como qualquer outro número que se imagine, não tem tamanho físico.Embora os pixels capturados não tenham dimensões físicas, pela quantidade de fotocélulas existentes sobre a superfície de um sensor pode-se estabelecer uma quantidade de pixels na fotografia digital. Como os pixels armazenados num arquivo de imagem não têm tamanho físico ou formato, não é de estranhar que o número de fotocélulas não indique por sí mesmo a definição da imagem ou mesmo seu tamanho. Isso porque as dimensões de cada pixel capturado e a imagem da qual faz parte são determinados pelo equipamento de saída. Este equipamento de saída (digamos um monitor ou um impressora), por sua vez, pode expandir ou contrair os pixels disponíveis na imagem por uma pequena ou grande área da tela ou do papel de impressão.Se os pixels de uma imagem são comprimidos numa área menor, a nitidez perceptível ao olho humano aumenta. Imagens em alta resolução apresentadas em monitores ou impressas parecem mais nítidas porque os pixels disponíveis na imagem são agrupados numa área menor – não porque existam mais pixels. Se os pixels são ampliados, passando assim a mesma imagem a cobrir uma área maior, a percepção de nitidez da imagem diminui. E se aumentarmos a imagem além de certo ponto, os pixels passam a parecerem quadrados. Assim, como no exemplo citado quando abrimos o arquivo da foto recém tirada, ela aparece com 72 dpi, o que expande a imagem para aquele tamanho enorme de mais de meio metro, e com certeza torna a foto completamente tomada por visíveis pixels quadrados.No momento em que determino que a saída deve ser de 300 dpi (a maior resolução possível), os pixels se agrupam corretamente para o olho humano, e a imagem a ser gerada diminui para os pouco mais de 17 centímetros.

A imagem no monitorComo já vimos, quando uma imagem digital é apresentada na tela do computador, o tamanho é determinado por três fatores – a resolução do monitor, o tamanho da tela, e o número de pixels na imagem. Vamos rever isso tudo para uma melhor compreensão do momento da impressão.O tamanho de cada pixel na tela é determinado pela resolução do monitor. Esta resolução é quase sempre dada a partir de um par de números que indicam a capacidade da tela em largura e altura. Por exemplo, a resolução básica de um monitor de 14 polegadas é de 640x480 pixels – uma resolução pequena. Um tamanho médio de resolução seria 800x600 pixels, enquanto uma resolução alta para o mesmo monitor seria de 1024x768 pixels. O primeiro número significa a largura, ou seja, quantos pixels ocupam a largura da tela, enquanto o segundo número corresponde a quantas linhas (altura) de pixels cabe na tela. Lembrando que a apresentação dos pixels é sempre em 72 dpi num monitor.Assim, a quantidade de pixels por polegadas (ppi) que aparece num monitor de computador depende da resolução utilizada, já que serão necessários muito mais pixels num monitor de 14 polegadas numa resolução de 1024x768 do que numa de 640x480.Do mesmo modo que a resolução da tela afeta o tamanho da imagem, assim acontece com o tamanho do monitor. Se você tiver um monitor de 14 polegadas e outro de 21 polegadas, e usar a mesma resolução nos dois, digamos, 800x600 pixels, as imagens aparecerão de tamanhos bem diferentes, pois os pixels (como não tem dimensão), irão se acomodar para preencher todo o espaço da tela. Assim, uma mesma imagem em 800x600 pixels, no monitor de 14’ aparecerá nítida, enquanto no de 21’ poderá se apresentar sem nitidez nenhuma.Finalmente, o que determina a resolução do monitor, além da capacidade do próprio equipamento em apresentar determinados modos de resolução, é a placa de vídeo do computador. Para um fotógrafo, uma boa placa de vídeo é tão importante quanto dispor de um bom monitor. Existem diferenças significativas de qualidade tanto entre monitores como placas de vídeo (como todo garoto que joga games no computador bem sabe).

Entendendo pixels por polegadaInfelizmente todas as medidas utilizadas por impressoras e computadores foram determinadas nos Estados Unidos, onde se continua utilizando esse nonsense que são as medidas em pés, polegadas e assim por diante. Então o jeito é nos adaptarmos. Lembrem sempre que 1 polegada vale 2,54 cms, ou seja, pouco mais de 2 centímetros e meio.Normalmente o usuário não tem como mudar o número de pixels de uma imagem para assim mudar o tamanho da imagem impressa. Esta tarefa é gerenciada pelo software que se utiliza para imprimir a imagem. Portanto, a primeira coisa a ser checada é se a imagem terá a resolução correta (de 300 dpi) no tamanho que você pretende imprimir. Aqui, uma dica. Se você estiver imprimindo na sua impressora caseira, pode conseguir um maior tamanho de imagem sem praticamente nenhuma perda de qualidade observável se colocar uma resolução de até 267 dpi. Menos que isso já surgirão problemas com a qualidade da imagem. Agora, se estiver mandando para um laboratório para impressão em papel fotográfico tradicional, terá que usar os 300 dpi, pois as máquinas são geralmente calibradas para essa definição.Então, um exercício; qual o maior tamanho que se pode imprimir, sem perda, uma imagem com 2048 x 1536 pixels e 300 dpi?A resposta será dividirmos o número de pixels na largura (2048/300=6,826), e depois multiplicarmos por 2,54, ou seja, (6,826x2,54=17,33). A resposta é 17,33 cms!Uma vez ajustada a largura, qualquer programa ajusta automaticamente também a altura (1536 pixels). Mas se quiserem fazer a conta, (1536/300=5,12) depois (5,12x2,54=13,00). Resposta, 13 cms. A fotografia será impressa em alta resolução, sem perdas, no tamanho de 17,33 x 13,00 centímetros. Uma observação importante: alguns equipamentos, como plotters e impressoras especiais, utilizam outros números ideais de resolução, e no caso deve-se consultar as empresas que fornecem o serviço a respeito da resolução com a qual o arquivo deve ser enviado. Isso pode variar de 125 a 400 dpi, portanto, é bom sempre perguntar a respeito antes de gravar um CD para envio de material.

Imprimindo em papel fotográficoVocê pode imprimir todas as suas fotografias digitais normalmente em laboratórios fotográficos do mesmo modo que manda imprimir fotos a partir de filmes comuns. Hoje em dia já existem empresas que atendem inclusive pela Internet. Assim, basta enviar a imagem digital por e-mail (o ideal para quem quer trabalhar assim é ter conexão a cabo ou ISDN ou ASDL). Outra opção é ter um gravador de CD e utilizar CD-Roms para levar as fotos para impressão, ou ainda disquetes (em caso de imagens em menor definição).Algumas impressoras jato de tinta já imprimem com grande qualidade, enquanto achar papel tipo fotográfico e ou de melhor qualidade para essa finalidade está ficando a cada dia mais fácil – as principais papelarias já oferecem uma ampla gama de escolha. Quanto às impressoras, existem vários modelos projetados inclusive para lidar com imagens digitais.Imprimindo fotosImpressoras jato de tinta já evoluíram a ponto de imprimir fotografias com grande qualidade, coisa que não acontecia até recentemente. A qualidade é ótima na maioria das impressoras, mas sobressai nas impressoras jato de tinta desenhadas especialmente para imprimir fotos. Contudo, essa qualidade ainda não atinge os resultados que se pode obter com impressão em papel fotográfico tradicional em laboratório.É preciso citar, contudo, um tipo de impressora, que pelo custo e dificuldade de ser encontrada no mercado nacional, ainda não é conhecida pela maioria das pessoas, que é a por sublimação (dye sub). Essa impressora, específica para imprimir apenas fotos, consegue qualidade superior de impressão, comparável com a obtida por laboratórios.

Como as cores são impressasImpressoras coloridas geram imagens dividindo a página em milhares ou até milhões de pequenos pontos, cada um deles endereçado pelo computador. Conforme a impressora move a página pela cabeça de impressão, imprime um ponto de cor, usando duas ou três cores sobre cada um desses pontos ou deixando-os em branco. Para entender como as cores são impressas, devemos estudar o sistema CMYK, utilizado pelas impressoras.Na maioria das impressoras (dye sub são exceção), cada ponto impresso tem a mesma densidade de cor. Se uma impressora combinar somente essas cores sólidas, pode ficar limitada às cores primárias. Para capturar os milhões de cores de uma fotografia, a impressora tem que usar um recurso para enganar a vista humana, gerando um padrão aceitável de pontos para visualização. Este processo é chamado de halftoning ou dithering (meio tom).O processo de halftoning é feito arranjando os pontos imprimíveis em pequenos grupos chamados células, e utilizando-se esses grandes pontos formados por células em unidades para a impressão dos pixels. Cada célula mede 5 por 5 ou 8 por 8 pontos. As três ou quatro cores primárias são combinadas num determinado padrão, que a vista humana percebe como cores intermediárias. Para cores menos saturadas, a impressora deixa alguns pontos sem imprimir e simula assim brancos de cor. Este processo é utilizado faz muito tempo em impressão industrial, e pode ser percebido se você olhar uma fotografia de revista com uma lupa.Até recentemente, não existiam impressoras de baixo custo capazes de impressões de qualidade, mas grandes progressos aconteceram nos últimos anos.

Critérios para escolha de impressoraQuando se escolhe uma impressora colorida, não existe melhor modo do que se comparar as imagens impressas em cada modelo. Algumas coisas precisam ser lembradas, por exemplo, não espere que uma impressora especializada na impressão de fotografias funcione bem para imprimir documentos de texto. E mesmo que o faça direito, o custo por página impressa pode ser elevado e a impressão demorada, e assim o preço em sí da impressora não deve ser o único fator a ser considerado – cartuchos de tinta e papéis especiais também podem ser caros. Até recentemente, para qualquer tipo de saída, a imagem precisava passar pelo computador. Isso está mudando conforme se pode enviar imagens capturadas pela câmera diretamente para a Internet ou impressora (embora eu não recomende isso, pois como vimos, as fotos sempre precisam de correções).Existem dois modos de proceder assim independentemente. Num deles, a impressora com esse recurso possui um encaixe (slot) no qual se pode conectar o cartão de memória (memory card), e no outro, a própria câmera é diretamente acoplada à impressora.Impressoras de jatos de tintaAs impressoras jato de tinta funcionam jogando minúsculas gotas de tinta sobre uma superfície de papel. No mercado atual, esta tecnologia é de baixo custo e indicada para impressão doméstica ou de baixo volume. Apesar do custo baixo, a qualidade de impressão, principalmente dos últimos modelos, é excelente, principalmente com papéis especiais para fotos. Embora possa imprimir fotos em papel comum, as gotas serão em parte absorvidas na folha, como num mata-borrão, perdendo qualidade de cor e tons, principalmente se o papel for tipo absorvente. O ideal para imprimir fotos é utilizar um papel próprio para isso.Se a qualidade for importante, existem as impressoras por sublimação de tinta, assim chamadas por utilizarem tinta sólida que, por um processo que é conhecido cientificamente como “sublimação”, é convertida em estado gasoso e aplicada no papel sem passar pela fase líquida. Quando se imprimem fotografias coloridas, não existe nada parecido com o resultado obtido por este tipo de impressora. Produzem imagens fotorealísticas com tons contínuos como os que são produzidos pelo laboratório de fotos. As impressoras desse tipo são recomendadas para profissionais de desktop publishing, agências e bureaus para provas, lay-outs e apresentações.Impressoras dye-sublimation funcionam transferindo a tinta a partir de um cilindro de transferência ou de uma fita. O cilindro contém quadros consecutivos de tintas nas cores ciano, magenta, amarelo e preto. Também existem cilindros sem o preto, mas que não produzem resultados tão bons. O custo de cada folha de papel também é caro. Existem outros tipos de impressoras, mas os mais indicados a nível pessoal para fotografia são os citados acima. Finalmente, papéis e tintas têm vida útil limitada. Com o tempo, as imagens vão perdendo a cor. Este é um problema que existe desde os primórdios da fotografia. Quando a imagem vai sumindo, a memória se vai com ela. Contudo, uma das grandes vantagens da imagem digital hoje é que um arquivo, desde que não seja apagado de um computador (ou na mídia onde estiver armazenada), não tem como desaparecer nem perder qualquer qualidade. Portanto, se a imagem impressa e/ou filme tendem a ter vida curta, a imagem digital não.

Capturando imagens por scannersMesmo que você não utilize câmera digital, com certeza mais cedo ou mais tarde terá que trabalhar com imagens digitais. Tudo o que precisa para isso será um scanner e suas fotos (cópias em papel fotográfico), cromos e negativos. Se não tiver scanner, poderá também mandar escanear fora e armazenar a imagem num CD ou disquete. A resolução de imagens assim tratadas é geralmente mais alta que a da maioria das câmeras digitais, portanto a qualidade será a melhor possível.Scanners coloridos trabalham criando imagens vermelhas, verdes e azuis separadamente, para depois juntá-las para formar a imagem definitiva. Alguns equipamentos fazem esse trabalho numa única passada, outros fazem três passadas (mais lento porém geralmente com melhores resultados). O método utilizado depende do sensor do aparelho. Muitos utilizam CCDs lineares arranjados em linhas. Os que exigem três passadas usam uma única linha de fotocélulas e filtros nas cores vermelha, verde e azul na frente do sensor de modo a capturar uma cor por vez. Outros ainda possuem três linhas de fotocélulas, cada linha com seu próprio filtro, de modo que capturam todas as três cores numa única passada.Quando a imagem é escaneada, uma fonte de luz desliza sobre a foto (ou documento impresso). Alguns modelos fazem o contrário, “puxam” o documento pela fonte. A fonte de luz reflete a superfície da foto (ou documento), ou passa através do slide ou negativo, sendo focado por um sistema ótico (lente e espelho).A capacidade de resolução ótica de um scanner é determinada pelo número de fotocélulas em seu sensor. De qualquer modo, a resolução vertical é determinada pela distância percorrida em cada passada. Por exemplo, um scanner com uma resolução de 600x1200 possue 600 fotocélulas em seu sensor e se move, entre cada passada, numa distância de 1/1200 de polegada.Alguns scanners são projetados para escanear fotos e documentos – operam por reflexão. Outros são desenhados para lidar com transparências (slides e negativos). Ainda existem os que são basicamente para documentos mas possuem adaptadores para transparências, contudo, a qualidade nesse caso geralmente costuma ser inferior.Quanto ao tamanho, a maioria dos scanners de reflexão pode escanear imagens no tamanho A4 ou até maiores. Os scanners para transparências podem escanear imagens de fotos 35 mm ou maiores. Conforme aumenta o tamanho, também o custo.

Dynamic RangeComo estudamos anteriormente, cenas do mundo real são cheias de luzes brilhantes e sombras fortes. Estes extremos são chamados de dynamic range, ou amplitude de cores. Os filmes não tem de modo algum a amplitude de cores que se observa na natureza, assim sempre é uma tarefa difícil capturar uma cena real num filme. E quando o filme (a foto) é impressa, perde ainda mais qualidade. Por isso é melhor escanear originais (negativos e slides) do que imagens já impressas.O quanto de amplitude de cores se pode capturar depende da habilidade do scanner em registrar os tons que vão do puro branco ao puro preto. Se o scanner não tiver um dynamic range suficiente, os detalhes serão perdidos nas áreas sombreadas ou de luz forte, ou em ambas.O dynamic range de um scanner pode ser medido e determinado num número entre 0.0 (branco) e 4.0 (preto) que indica a capacidade de capturar todos os valores intermediários. Scanners comuns (flatbed) normalmente registram valores entre 0.0 e 2.4. Os novos equipamentos de 30 ou 36 bits podem alcançar por volta de 3.0, apresentando melhores detalhes nas áreas sombreadas.Embora a densidade da imagem varie do puro branco ao puro preto, nenhum detalhe pode ser visto nessas áreas. Conforme você progride do puro branco para áreas levemente escuras, os detalhes aparecem. O mesmo ocorre do outro lado do espectro. O ponto no qual o scanner captura o detalhe é chamado Dmax (densidade máxima). O dynamic range é calculado subtraindo-se a densidade mínima (Dmin) da máxima. Por exemplo, se um scanner tem um Dmin de 0.2 e um Dmax de 3.2, o dynamic range é de 3.0.Profundidade de corComo vimos anteriormente, a profundidade de cor refere-se a quantos bits são determinados por cada pixel na imagem. Os melhores scanners utilizam 36 bits (12 para cada canal vermelho, verde e azul) para produzir 6.8 trilhões de cores. Quando esses arquivos são processados e convertidos em arquivos de 24 bits, passam a ter mais graduações e cores mais vívidas.A qualidade das cores numa imagem escaneada não depende apenas da profundidade mas também de seu “registro”. Desde que as cores são capturadas por diferentes sensores em intervalos de tempo diversos, podem não combinar perfeitamente na hora da mesclagem. Isso aparece na forma de manchas ao redor de detalhes da imagem.

Scanners para filmesOs scanners para slides e negativos têm muito mais qualidade do que os de papel porque possuem uma amplitude de cores (dynamic range) maior. Utilizando-se um adaptador para rolos de filmes (filmstrip holder), pode-se escanear em seqüência seis ou mais fotos com excelentes resultados. Como slides e negativos são menores e precisam ser muito ampliados, estas unidades precisam ter resoluções altas para serem úteis. Alguns dos melhores scanners de filmes utilizam um software chamado Digital ICE que elimina poeira e sujeira da superfície do fotograma escaneado.Scanners de mesaOs chamados scanners de mesa (flatbed scanners) são úteis tanto para imagens branco e preto como coloridas. São excelentes para restauração de fotografias antigas. E uma das vantagens do scanner de mesa é que são pau para toda obra, podendo copiar documentos de todos os tipos e ainda utilizar o OCR (reconhecimento de texto). Muitos desses scanners possibilitam ainda digitalização de slides e negativos através de adaptadores, geralmente embutidos na tampa superior do scanner. Contudo, as resoluções neste caso são geralmente bem inferiores a resolução que um verdadeiro scanner de transparências permite, e as cores nem sempre saem muito boas.É interessante notar que se pode fazer experiências interessantes com um scanner, usando-o para gravar imagens, quase como se fosse uma máquina fotográfica. Um bom truque é colocar algum material sobre o objeto que se quer gravar, de modo a fazer fundos interessantes (como tecidos de diversas texturas e cores).E quando o preço e qualidade não são problemas, o ideal é usar scanner cilíndrico. Nestes modelos, a transparência (slide ou negativo) ou ainda a foto já impressa são fixados num cilindro de vidro. Conforme o cilindro gira, a imagem é lida uma linha por vez num tubo fotosensível ao invés de um CCD. Estes equipamentos permitem a mais alta qualidade de RGB e CMYK com grandes detalhes tanto nas partes claras como em áreas sombreadas. O dynamic range é tão alto que você pode capturar detalhes ínfimos em tonalidades, e a resolução chega a valores altíssimos, impossíveis de serem obtidos em outros equipamentos. Contudo, somente bureaus e empresas podem ter scanners cilíndricos, pois o custo chega a valores de milhares de dólares. Assim, quando se necessitar de escaneamento de alta qualidade, o melhor é procurar uma empresa especializada para o serviço.

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