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darossa

Evitem a cadeira DXRacer.

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Na verdade, evitem a empresa como um todo. Nem o produto nem o fabricante são de confiança.

 

Comprei a cadeira DXRacer Tank Series TC29/NW há exatamente um ano e um mês. É uma cadeira cara, voltada para um mercado específico: tudo “para gamer” é indubitavelmente mais caro. Veio numa caixa relativamente compacta, com instruções, e montei sozinho, uma grande dificuldade, mas consegui depois de várias horas. Claro que escolhi esse modelo por conta do meu peso e altura, além da reputação da empresa, que eu achava ser boa.

 

Foi só a cadeira completar 13 meses de idade que ela começou a descer sozinha. A garantia contratual é, convenientemente, de 12. É como se fosse um problema no cilindro de gás, ou pistão pneumático, ou sei lá qual é o nome da peça responsável. O fato é que eu não sei qual é e, como consumidor, não tenho a obrigação de saber.

 

Enviei o e-mail para a empresa, relatando o ocorrido. Responderam que “a peça” estava fora do prazo de garantia e que não havia o que fazer. Disseram-me para procurar alguém para consertá-la aqui em minha região. Entretanto, eu nunca disse exatamente qual era a peça com problema, então estranhei a rapidez da conclusão. Entrei no chat do SAC para contestar e-mail, dizendo que em nenhum momento eu estava acionando a garantia, mas sim reportando um caso de vício oculto, previsto no Código de Defesa do Consumidor (art. 26, § 3º), e exigi uma solução que não incluísse contratar terceiros. A resposta foi a mesma, mas desta vez a atendente pediu que eu enviasse um e-mail para eles relatando o ocorrido.

 

Com a paciência que restava, assim o fiz. A resposta foi idêntica, um Ctrl+C, Ctrl+V. Notoriamente, uma tentativa de me cansar com a burocracia. Fui ao ReclameAqui. Depois de muitos dias, veio a resposta, que merece até ser colada aqui:

 

Citação

 

Prezado,

Agradecemos o contato e reiteramos que nossas tratativas ocorrem exclusivamente através de nossos canais: e-mail sac@dxracerbrasil.com.br, chat online e formulário.

Obrigada
DXRacer Brasil

 

 

Em outras palavras, apenas comparecem à plataforma do RA para não mancharem o índice de 100% de “reclamações atendidas”, mas o que é isso? Isso não é uma reclamação atendida, porque não houve o mínimo esforço no sentido de resolver o problema do consumidor.

 

Eis a prova da existência do pedido:

 

mhUgOmX.jpg

 

E a prova da tentativa de resolução do problema no canal competente:

 

https://i.imgur.com/5xKJ7MB.png

 

Olho aberto!

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@darossa

 

Uma lástima isso e serve de alerta para todo mundo!

 

Procure o JEC mais próximo. Não precisa de advogado.

 

Pelo seu relato, não terá como alegar vício oculto, pois, é uma peça de uso constante e, estando fora da garantia, caracterizará desgaste pelo uso.

 

Concordo que é prematuro e, no meu entender, você está certo sobre o vício oculto, porém, sabendo como a juizada trabalha...ele nem lerá seu processo e taxará logo que é "desgaste natural".

 

Porém...

 

O CDC obriga a empresa a manter assistência técnica e reposição de peças enquanto durar o fornecimento do produto no mercado.

 

É aí que está seu direito de troca por um produto 0km!

 

A empresa já confessou que não tem nem uma coisa, nem outra, ao falar para você "procurar alguém" para consertar a cadeira!

 

Ou seja...o juiz vai determinar que lhe seja dada outra cadeira!

 

Corre e processa logo eles! Caso tenha comprado outra cadeira...pode pedir a indenização por dano material!

 

É sério...processa eles e pega outra cadeira!

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Obrigado pela resposta!

 

Não se preocupe, a empresa, depois de eu pressionar, finalmente começou as tratativas extrajudicialmente. Mas já deixei claro que eu judicializarei a questão em nome próprio (sou advogado), e que não deixarei passar o prazo decadencial.

 

É vício oculto sim, pois um produto que tenha ao mesmo tempo este padrão e esta idade não poderia apresentar esse problema neste momento. Então, não pode ser desgaste natural. O ônus da prova é deles, e não me oporei à produção da prova, pois só quero a resolução do problema.

 

Pedir outra cadeira imediatamente é temerário, pois o fornecedor tem o direito de tentar consertar o vício em 30 dias – CDC, art. 18, caput. Somente se eles não conseguirem a solução em 30 dias surgirá para o consumidor a chance de valer-se de uma das opções do § 1º daquele artigo. Logo, o pedido, logo de cara, de uma cadeira nova cheirará como locupletamento perante a "juizada".

 

A inexistência de peças de reposição não necessariamente levará à obrigação de trocar, pois o juiz pode interpretar o art. 32 como um mero mandamento, sem pena: "Art. 32. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto." <---- daqui segue que, na falta das peças de reposição, o fornecedor deverá providenciar um novo produto? Entendo que sim, ou o consumidor ficará desamparado, mas ainda há os juízes fãs da tese do "enriquecimento sem causa".

 

Este é o problema do Brasil: total insegurança jurídica.

 

P.s. Obrigado ao Clube do Hardware e Gabriel Torres por permitirem este tipo de tópico, que foi removido de outros fóruns por medo de represálias.

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Eu também considero como vício oculto por conta do tempo de uso...

 

Na minha prática, porém, tenho visto muita decisão falando de mau uso/desgaste natural, ignorando a inversão do ônus da prova e outras coisas mais.

É mais fácil decidir assim...e quem quiser recorra.

 

Tenho conseguido algumas coisas alegando a falta de assistência técnica/peças de reposição.

 

No seu caso, com o e-mail mandando você procurar alguém para efetuar o conserto, acredito que a chance da troca direta seria muito grande, pois, já foi feita a confissão da impossibilidade de reparo, ou seja, cai nos 30 dias...

 

Eu atuo, quase que exclusivamente, com Direito do Consumidor e a insegurança jurídica está altíssima mesmo.

 

Mas, neste seu caso, com as provas que já possui, acredito que a chance seja muito grande de conseguir uma troca direta, até porque, ainda que algum juiz alegue "enriquecimento", terá que determinar a manutenção/fornecimento da peça de reposição e, novamente, cairíamos no prazo de 30 dias...

 

Na dúvida, se for preciso um processo, um pedido alternativo poderia resolver..."troca imediata, ou, caso não seja o entendimento, fornecimento de peça para manutenção, ou, manutenção pela própria Requerida"...

 

Poste aqui o final do caso e boa sorte!

 

Abraço!

 

 

 

 

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