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Gabriel Torres

Mitos do hardware #17: placas-mãe não interferem no desempenho

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Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware:


Mitos do hardware #17: placas-mãe não interferem no desempenho


"Mais um episódio da nossa série, desta vez nos aprofundamos no mito "placas-mãe não interferem no desempenho"."


Comentários são bem-vindos.


Atenciosamente,
Equipe Clube do Hardware
https://www.clubedohardware.com.br

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Acredito que sempre foi melhor casar um processador que exige mais com uma boa placa-mãe, concordo com as fases tecnológicas, pois são fatos, mas vale muito manter uma qualidade adequada com a exigência do processador em qualquer época, a não ser em épocas que a própria produção tecnológica não ofertaria, talvez por não ter demanda/conhecimento dos usuários, pois o mercado foi amadurecendo com o passar dos anos, técnicos e usuários finais, logicamente que a partir do momento que todas as placas bases forem construídas com boa qualidade aí diminui a exigência.

 

Pois se pensarmos na placa-mãe como uma série de vias(estradas) a descentralização(em alguns casos) e/ou a qualidade(mais material de qualidade, largura das vias adequada) da via escoa um maior número de carros(elétrons) e com isso as tensões necessárias e sinais vão fluir melhor, sem contar com outras questões técnicas como filtros e durabilidade. Esses pontos para mim sempre existiram, talvez fossem menos exigidos, afinal de conta o processador já com vídeo era opção de um segmento de mercado que poderia pagar um valor específico e por ele ter mais serviço no processador as suas fases de alimentação deveriam ser bem trabalhadas como base, pois o processador possui tecnologia a mais embarcada, com isso essa mesma placa até poderia aguentar um pouco melhor um processador superior, mas isso não quer dizer que uma placa melhor seria desperdício de dinheiro(depende do ponto de vista).

 

Com isso a minha conclusão é que um usuário mais avançado, com conhecimento maior e partindo da premissa que pode pagar, mesmo na época dita como não precisar de uma placa-mãe superior, ele vai optar em ter uma placa melhor, porque ele sabe da folga que vai dar para o sistema(caso conheça as informações técnicas e que a Marca seja considerada uma empresa que realmente vende o que promete), sabendo que poderá pegar em uma boa oportunidade um processador melhor e caso decida fazer um overclock será atendido. Já por outro lado, um usuário normal, que pode até jogar algumas horas na semana, usa internet e possui um bolso mais restrito, pode fazer um setup mais tranquilo, que fica de boa, podendo até fazer um upgrade, mesmo que provoque uma ou outra engasgada porque esquentou um pouco, ele não se incomoda tanto... só vai pensar rapidinho, "quando eu ter dinheiro vou comprar uma máquina melhor, por enquanto deixa eu colocar o ventilador aqui no máximo", é o ideal realmente, o custo benefício era e é válido ainda, isso para esse usuário que ainda joga de forma recreativa e usa outros entretenimentos no PC consegue ser válido, sendo que a grande maioria 80% do tempo é vendo vídeo no youtube, face e páginas na net então é melhor ainda.

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A questão é que mesmo lá atrás você já tinha placas mãe com bons reguladores de tensão, mosfets, bom audio onboard, mais slots de memória e etc, como hoje. Lembro de uma FIC que era fantástica para um K6II 550 que eu tive.

Quem optava por video onboard sempre era a galera com pouca verba, porque video onboard (excetuando-se os atuais Ryzen G) só serve pra dar video e não pra jogatina.

 

Quem comprava chipset da SIS não tava querendo desempenho por exemplo, vide as PCChips que eram vendidas em padaria e acho que até hoje são as piores placas do mundo... rs

 

O que muita gente confunde é performance em games com a qualidade e quantidade embarcada, e poucos dão atenção ao VRM.

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Alguém sabe exatamente quando começou a 3ª fase citada no vídeo, com exemplos de processadores da AMD e da Intel? A tecnologia Intel® Turbo Boost é um exemplo de overclock dinâmico que o Gabriel comentou no vídeo, que exige bons VRM's da placa-mãe?

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@Tiago Leão Na verdade isto existe já faz um bom tempo. Sim, o Turbo Boost é exatamente isso.
A Intel tem isso desde os primeiros Core I, na AMD acredito que começou nos FX.

 

Existem placas mãe "gambiarras" de FX que além de não subir o clock abaixa, porque o VRM está fritando.

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@Phoenyx Obrigado pela resposta. Importante esses mecanismos de proteção quando não há dissipação suficiente.

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Talvez eu esteja errada mas na AMD creio que tenha começado com o Phenom II da série T, como é o caso do Phenom II X6 1100T, até então chamado de Turbo Core, o recurso dava um turbo no processador de 3.3 GHz para 3.7 GHz (com 3 cores ou menos em uso), ainda sim, foi com a linha FX que o turbo na AMD passou a atuar em todos cores e ir um pouco além dependendo da capacidade do cooler.

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6 minutos atrás, Amanda Gonçalo disse:

Talvez eu esteja errada mas na AMD creio que tenha começado com o Phenom II da série T, como é o caso do Phenom II X6 1100T, até então chamado de Turbo Core, o recurso dava um turbo no processador de 3.3 GHz para 3.7 GHz (com 3 cores ou menos em uso), ainda sim, foi com a linha FX que o turbo na AMD passou a atuar em todos cores e ir um pouco além dependendo da capacidade do cooler.

A primeira geração de Turbo Core ou Core Boost, até onde eu sei, só levava em conta o número de núcleos em uso. As novas gerações é que pegam mais variáveis como envelope térmico e consumo de energia.

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Excelente vídeo bem explicativo, o que achei estranho foi os testes da H310 ter aguentado um 9900K, não sei como ela aguentou em @Rafael Coelho, ocorreu algum Thermal Throtling?

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2 minutos atrás, GabrielLP14 disse:

Excelente vídeo bem explicativo, o que achei estranho foi os testes da H310 ter aguentado um 9900K, não sei como ela aguentou em @Rafael Coelho, ocorreu algum Thermal Throtling?

Aguentar ela teria de aguentar, até porque consta na lista de processadores suportados.

Quanto to "throttling", ficou claro no teste que o processador trabalhou em clock mais baixo do que na Z390, não ficou?

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2 minutos atrás, Rafael Coelho disse:

Aguentar ela teria de aguentar, até porque consta na lista de processadores suportados.

Quanto to "throttling", ficou claro no teste que o processador trabalhou em clock mais baixo do que na Z390, não ficou?

Sim sim.

Achei bem legal o teste e estava mesmo querendo ver algo similar. 

Falando nisto vocês receberam alguma X399 junto do 2990WX? 

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2 horas atrás, GabrielLP14 disse:

Sim sim.

Achei bem legal o teste e estava mesmo querendo ver algo similar. 

Falando nisto vocês receberam alguma X399 junto do 2990WX? 

Nós não recebemos o 2990WX, na verdade não recebemos nenhum threadripper de segunda geração. Aparentemente a AMD não tem interesse em vender esses processadores no Brasil.

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@Rafael Coelho Até entendo isso, más embora seja um mercado menor no Brasil, esta área acredito que eles poderiam explorar mais, ainda mais com os novos Epyc

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18 horas atrás, Rafael Coelho disse:

A primeira geração de Turbo Core ou Core Boost, até onde eu sei, só levava em conta o número de núcleos em uso. As novas gerações é que pegam mais variáveis como envelope térmico e consumo de energia.

 

Sim, é isso mesmo com o Turbo Core nos AMDs mais antigos, como o caso do Phenom que era definido pela quantia de núcleos rodando determinada tarefa, no caso do FX o turbo core passou a valer para todos os cores e ainda enquanto estivesse dentro dos limites térmicos, o processador podia subir um pouco mais para 1-2 cores que estivessem ativos no momento, e os demais ficavam ociosos; isso dependia do que estivessem em execução até então.


Entretanto a minha experiência com Phenom II e FX foi muito breve pra estudar isso a fundo.

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Resumindo: não faça economia porca!

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Pra mim o overclock dinâmico(turbo boost) é um engana bobo, porque ele é estabelecido e limitado pelo fabricante do Cpu ou pela placa-mãe se ela for muito vagabunda, e varia conforme o modelo do Cpu. Assim sendo , o overclock de verdade começa ao ultrapassar os limites do turbo. O grande problema é que a maioria das Cpus Intel tem o multiplicador travado e isso impossibilita fazer um overclock de verdade mesmo tendo uma placa mão boa o suficiente. No lado da Amd é mais fácil de achar Cpus com os multiplicadores destravados. Em alguns casos, é possível fazer overclock pelo barramento, mas isso esta ficando cada vez mais raro.

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11 horas atrás, zex disse:

Assim sendo , o overclock de verdade começa ao ultrapassar os limites do turbo.

Não é bem assim... O turbo joga o clock de alguns núcleos, por alguns instantes, à frequência especificada. Em atividades que exigem 100% de todos os núcleos, tipo renderização, o boost não entra em ação. Então se eu pegar por exemplo um Ryzen 5 2600 e aumentar o clock até 3.9, que é a frequência do boost, ou mesmo um pouco abaixo disso tipo 3.8 (a frequência rotulada é 3.4, mas pelo menos aqui, acredito que pela questão do XFR2, chega a 3.75) isso já é um overclock e vai aumentar o desempenho em relação ao stock.

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Entregar e Integrar, belo trava língua. rsrsrs...

Como sempre, esclarecedor.

 

adicionado 25 minutos depois
1 hora atrás, Shaman93 disse:

Não é bem assim... O turbo joga o clock de alguns núcleos, por alguns instantes, à frequência especificada. Em atividades que exigem 100% de todos os núcleos, tipo renderização, o boost não entra em ação. Então se eu pegar por exemplo um Ryzen 5 2600 e aumentar o clock até 3.9, que é a frequência do boost, ou mesmo um pouco abaixo disso tipo 3.8 (a frequência rotulada é 3.4, mas pelo menos aqui, acredito que pela questão do XFR2, chega a 3.75) isso já é um overclock e vai aumentar o desempenho em relação ao stock.

Uso um 2600 com Water Cooler Corsair H60 numa Asus ROG Strix B450 e a mesma setou via "Ez Tuning" 4.1GHz em todos os núcleos da CPU,  20% de over segundo o aplicativo. É normal para essa CPU esse clock(teria aí um chip premium?), traria problema a longo prazo essa frequência constante em todos os núcleos?

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@Léo SaraivaÉ normal, diria que os chips premiados são os que conseguem de 4.2 pra cima, poucos não chegam a 4.1. Mas qual tensão está setada e chegou a fazer uns testes de estresse? Tem que monitorar as temperaturas, não só do processador mas também VRM e do sistema como um todo. Eu pessoalmente acho um baita processador e não vejo necessidade de over constante, tanto que deixo no modo 'equilibrado' do Windows que baixa o clock pra perto de 1.5 (VCore de 0.8 V, vida útil do processador agradece 😅) quando o sistema está ocioso. Quando vou renderizar, o que leva várias horas, aplico um over de 4.0 e tiro logo depois de terminar as atividades.

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3 horas atrás, Shaman93 disse:

Não é bem assim... O turbo joga o clock de alguns núcleos, por alguns instantes, à frequência especificada. Em atividades que exigem 100% de todos os núcleos, tipo renderização, o boost não entra em ação. Então se eu pegar por exemplo um Ryzen 5 2600 e aumentar o clock até 3.9, que é a frequência do boost, ou mesmo um pouco abaixo disso tipo 3.8 (a frequência rotulada é 3.4, mas pelo menos aqui, acredito que pela questão do XFR2, chega a 3.75) isso já é um overclock e vai aumentar o desempenho em relação ao stock.

O problema é que esses valores são pré definidos pelos fabricantes, assim como o clock base, e não é possível ultrapassar  em boa parte dos  casos, mesmo que a placa-mãe / refrigeração tenham condições para fazer isso... O overclock de verdade que eu me refiro é quando você faz o processador trabalhar além das especificações definidas pelo fabricante. 

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Em 28/03/2019 às 10:54, Tiago Leão disse:

Alguém sabe exatamente quando começou a 3ª fase citada no vídeo

 

Foi mais a partir do Turbo Boost 2.0, 2011 com o Sandy Bridge (Core i de segunda geração). A primeira versão Turbo Boost não era tão agressiva.

 

Neste artigo abaixo, na página 5, há slides detalhados:

 

 

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Eu achava que isso começou bem mais tarde, com a chegada dos Ryzen, que aí a Intel atochou mais núcleos no processador e passou a exigir mais dos VRM's? Tem bastante mensagem em fóruns até 2016~2017 dizendo que não mudava o desempenho (testes em si não vi, pois a maioria anda bloqueado na rede corporativa por aqui).

 

E tem um outro ponto. No artigo, na parte "Como testamos", tem esse trecho:

 

Citação

Nós utilizamos um sistema de refrigeração líquido para que a temperatura do processador influenciasse o mínimo possível nos testes de desempenho.

 

Isso deve ter atrapalhado os VRM's certo? Recentemente no fórum teve um usuário teve problemas ao trocar o cooler box por um modelo torre, pois mudou a ventilação em cima dos VRM's, e quando ele voltou o cooler box parou de dar throttling. Sei que o i7 8086k e o i9 9900k não vem com cooler box, mas será que não faltou uma melhor ventilação ali na região dos VRM's? Será que se colocar o cooler box do i3 8100 neles não teria dado outro resultado? Fica a dica para uma continuação do artigo rs. Aqui o tópico citado:

 

 

Inclusive nesse tópico é um processador Sandy Bridge mesmo, como o Gabriel comentou. Mas parece que antes o pessoal não sentia muito isso, não se falava muito.

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4 horas atrás, dudaskank disse:

E tem um outro ponto. No artigo, na parte "Como testamos", tem esse trecho:

 

 

Isso deve ter atrapalhado os VRM's certo? Recentemente no fórum teve um usuário teve problemas ao trocar o cooler box por um modelo torre, pois mudou a ventilação em cima dos VRM's, e quando ele voltou o cooler box parou de dar throttling. Sei que o i7 8086k e o i9 9900k não vem com cooler box, mas será que não faltou uma melhor ventilação ali na região dos VRM's? Será que se colocar o cooler box do i3 8100 neles não teria dado outro resultado? Fica a dica para uma continuação do artigo rs. Aqui o tópico citado:

 

 

Inclusive nesse tópico é um processador Sandy Bridge mesmo, como o Gabriel comentou. Mas parece que antes o pessoal não sentia muito isso, não se falava muito.

É um bom ponto. Realmente, o watercooler simplesmente não joga ar no VRM, assim como um cooler torre também não jogaria, e neste ponto específico um cooler "horizontal" pode ser até melhor.

 

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