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Bndes quer gigantes de chips no brasil

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Dentro de duas semanas o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anuncia a escolha da empresa que traçará um plano estratégico para atrair fabricantes de semicondutores para o mercado brasileiro. Estão no páreo as norte-americanas AT Kearney e Bechtel.

O objetivo é reduzir o déficit da balança comercial do setor eletroeletrônico, que este ano poderá chegar a 6 bilhões de dólares, informou o superintendente da área de telecomunicações, logística e complexo eletrônico do BNDES, Marco Antônio Albuquerque Lima.

Além de produzir para o mercado brasileiro, reduzindo a necessidade de importação, o BNDES prevê que as empresas que se instalarem no país vão exportar a produção excedente.

``As empresas que vierem deverão negociar com o BNDES um programa de exportação, porque o mercado brasileiro não é suficiente para um tipo de projeto desses´´, disse Lima a jornalistas após palestra para empresários do setor nesta segunda-feira.

Para estimular a entrada de gigantes do setor, como as norte-americanas Intel e AMD, o governo poderá dar subsídios e garantir a infra-estrutura necessária para a instalação.

``Todos os exemplos que existem no mundo mostram que as empresas ganharam subsídios para fazer plantas desse tipo´´, informou.

Ele explica que o governo poderá reduzir impostos e flexibilizar a manipulação dentro do país de equipamentos importados necessários para a instalação da fábrica.

``Temos que ter uma Receita Federal criando condições para uma produção rápida de semicondutores´´, disse.

O trabalho da empresa de consultoria escolhida pela licitação internacional do BNDES ficará pronto em quatro meses e consiste no mapeamento das condições que são necessárias para que empresas internacionais de alta tecnologia se instalem no país.

``A consultoria vai verificar qual dessas empresas alvo teria mais interesse em fazer um projeto no Brasil e o que ela precisa´´, disse Lima.

Acostumado a liberar bilhões de reais por ano para o setor de telecomunicações, o BNDES este ano deve atingir apenas um terço do volume de financiamentos previstos para o setor, ``até porque os grandes investimentos já foram feitos´´, justificou Lima.

Na fila de desembolsos do banco este ano estão a Brasil Telecom, Telemar - onde o BNDES tem 25 por cento de participação - e a operadora de telefonia celular da Telemar, a recém criada Oi, informou o executivo, sem querer citar o valor dos financiamentos.

Dos 3 bilhões de reais reservados no Orçamento deste ano para o setor, apenas cerca de 1 bilhão de reais será utilizado. De 1998, quando foi privatizado o sistema Telebrás, até o ano passado, o banco financiou 12 bilhões de reais para o setor de telecomunicações.

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