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    • Gabriel Torres

      Seja um moderador do Clube do Hardware!   12-02-2016

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Perda de potência em fontes

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Bom dia / boa noite colegas do fórum.

Tenho visto algumas pessoas afirmarem que as fontes vão perdendo potência com o uso delas, como se sofressem um desgaste natural, e por conta disso recomendam em uma config que precisa de uma fonte de 400W, uma fonte de 500W.

Um exemplo: o sujeito tem uma fonte com PFC ativo, como uma XFX de 450 W. Aí depois de dois anos de uso essa fonte não pode mais fornecer 450 W, mas apenas 400 W no total (hipoteticamente, é um valor arbitrário). Isso procede?

Ou seja, essa perda de potência ocorre mesmo em fontes com PFC ativo? E nas fontes sem PFC?

Editado por ignacho

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Balela pura se tratando de boas fontes. Nas fontes ordinárias de fato há uma perda gradativa da capacitância. Problema dos capacitores ruins e mal dimensionados.

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Se as fontes ficarem trabalhando perto da carga maxima o tempo todo, com o tempo, mesmo as boas, perdem um pouco de potencia, mas é exatamente por isso que se usa fontes dando uma folga em torno de 30%.

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O principal elemento relacionado com a perda de potência de uma fonte é o capacitor de entrada.

Esses capacitores armazenam energia em seu processo de filtragem da energia de entrada. Quando novos satisfazem determinada capacidade de entrega de energia à sua aplicação.. O contínuo estressamento desses capacitores, com o tempo de uso, faz com que os mesmos gradativamente tenham sua capacitância diminuida e desse modo sua capacidade de armazenamento e entrega de energia também..

Veja só como exemplo:

A valor da capacitância desses capacitores de entrada tem direta relação com a potência que a fonte terá de entregar. Olhe ai na figura de cima o capacitor de uma VX450 (330 uF) e o capacitor de uma TX650 (470 uF)

CapacitordaVX450edaTX650ambasCorsair.jpg

Capacitores de entrada quando submetidos a retificação tradicional, sem PFC ativo, tem de processar 120 vezes por segundo a corrente de entrada aos picos de altos valores, atingindo de 10 a 20 vezes a corrente nominal de entrada.. Isso faz com que acelere a perda de capacitância dos mesmos.

Capacitores de fontes com PFC ativo não sofrem desse mal (estressamento dos capacitores de entrada), pelo menos da forma que aqueles das fontes convencionais, sem PFC ativo sofrem, e tem sua capacitância diminuida em progressão muito menor, quase que desprezível..

Com capacitores de menor capacidade ao longo dos anos, uma fonte com retificação tradicional não conseguirá entregar, com qualidade, toda a potência que a mesma conseguia entregar quando nova..

Na ponta do lápis, na prática, o que acontece é que ela não conseguirá manter as tensões adequadas ao ser demandada daquela potência original, por falta de energia suprida pelos capacitores.. A potência total até poderá entregar, mas, por falta de energia suficiente armazenada nos capacitores de entrada (pela diminuição de sua capacitância), a tensão de 12 Volts por exemplo, poderá estar abaixo do valor mínimo tolerado...

Existe também o stress dos demais componentes, sempre em menor quantidade na etapa de entrada se a fonte tiver PFC ativo.. Nas demais etapas (de chaveamento para frente) o stress é equivalente tenha ou não PFC ativo a fonte..

Editado por faller

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  • Autor do tópico
  • Sintetizando...

    Já imaginava que havia uma perda de capacitância com a retificação tradicional, lembo-me de ter lido acerca do desgastes dos capacitores de entrada no tópico sobre PFC...

    A quem interessar, a informação sobre o desgaste dos capacitores que tinha encontrado veio daqui:

    Como eu quero manter minha fonte por uns 5 anos, caso não faça mais upgrades, a conta daria mais ou menos 270W-275W + 50% de capacitor aging (os capacitores tendem a perder capacidade com o tempo) daria 400-410W, mas como eu queria uma fonte Corsair, escolhi uma Corsair VX450W e por sorte ela estava relativamente barata na época… R$ 220. (Agora ela está custando R$ 315 na loja onde eu comprei. )

    http://www.tecnicoweslley.com.br/node/12

    Acho que não preciso comentar sobre a quantidade de erros que encontrei nesse artigo, a começar pela péssima explicação sobre fator de potência...

    Mas juntando a colocação de Kayke sobre a questão da qualidade dos capacitores, e juntando com a questão do estresse colocado por faller, então chego à conclusão é que acontece que o que acontece é que capacitores das outras etapas (do chavamento para frente) de baixa qualidade não irão aguentar esse estresse natural e começarão a perder a capacitância...

    E então aí poderia afirmar que a minha Antec NEO ECO 400C, por exemplo, (da assinatura) pode daqui a 5 anos fornecer 400 W normalmente... Correto?

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