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Alberto Cozer

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Sobre Alberto Cozer

  • Data de Nascimento 07/02/1981 (38 anos)

Informações gerais

  • Cidade e Estado
    Phoenix, AZ

Outros

  • Biografia
    Especialista em segurança de sistemas e criptografia e colaborador do Clube do Hardware.
  1. Alberto Cozer

    memória novo macbook

    2GB são suficientes para rodar, mas você vai encontrar problemas de performance devido à swap de disco. Eu recomendo pelo menos 4GB para esse tipo de aplicações. Como você ainda não comprou o Macbook, eu sugiro que você pense melhor e compre logo um Macbook Pro. A diferença de performance para quem roda aplicações mais pesadas é notável, além da possibilidade de expandir até 8 GB. Se você puder aguardar um pouco, a Apple deve anunciar em breve um refresh dos Macbook Pros, com os processadores i5 e uma "possível surpresa" no processamento de vídeo (aparentemente eles não podem continuar com a NVIDIA por questões legais).
  2. No ano passado a Microsoft decidiu concorrer com as lojas da Apple. Uma das primeiras lojas foi inaugurada em Scottsdale, AZ. Ao visitar a loja, fiquei bastente surpreso com o quanto ela lembra uma das lojas da Apple. Não é novidade que a Apple \"inspira\" a Microsoft há muitos anos. Quando a Microsoft anuncionou que iria inaugurar lojas próprias, era de se esperar que tentariam seguir a mesma fórmula adotada pela Apple: lojas limpas, amplas, funcionários bem treinados, um centro de suporte e treinamento na loja e uma coleção de acessórios e software para seus produtos, todos num mesmo lugar. Mas acho que foram longe demais nesse caso. As lojas da Microsoft não são apenas inspiradas pelas lojas da Apple, mas tem a mesma aparência e fazem você ter a mesma sensação que tem ao entrar numa loja da Apple. É verdade que os logos e as cores são ligeiramente diferentes, mas quem está acostumado à diagramação de qualquer loja da Apple não terá dificuldade para se localizar nas lojas da Microsoft, com a disposição dos produtos e áreas definidas rigorosamente da mesma forma. Ainda em 2009 outros blogs e sites especializados (clique aqui para visitar um deles, em inglês) reportaram que a Microsoft estava oferecendo salários mais altos do que os oferecidos pela Apple para contratar os funcionários das atuais lojas da Apple. A estratégia parece ter funcionado. Abaixo algumas fotos comparando a loja da Apple em Chandler, AZ com a da Microsoft em Scottsdale, AZ. Entrada da loja da Apple em Chandler, AZ. Entrada da loja da Microsoft em Scottsdale, AZ. Dentro da loja da Apple. Dentro da loja da Microsoft. As mesas tem cores diferentes, mas são iguais. \"Genius bar\" para suporte local na loja da Apple. \"Guru bar\" ao fundo na loja da Microsoft. Eu fui impedido de tirar uma foto mais próximo como forma de \"proteger a privacidade dos demais clientes\", de acordo com um gentil funcionário. Me lembrou uma regra de alguns grupos de auto-ajuda como alcóolicos anônimos ou narcóticos anônimos que também impedem fotos como forma de proteger a privacidade dos membros. Parte da seção de acessórios na loja da Apple. Parte da seção de acessórios na loja da Microsoft. Um painel na loja da Apple representando os milhares de aplicações na loja da Apple. Um painel similar na loja da Microsoft, representando as milhares aplicações para Windows. Como diz o ditado: nada se cria, tudo se copia! Detalhe: as lojas da Apple nos Estados Unidos já foram tema de um episódio da série \"Os Simpsons\", fazendo piadas com percepções que algumas pessoas tem em relação à Apple e suas lojas nos EUA. Confira no vídeo abaixo (em inglês). Não deixe de conferir na sequencia o vídeo \"MyBill\".
  3. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Loja da Apple... ops, da Microsoft! "No ano passado a Microsoft decidiu concorrer com as lojas da Apple. Uma das primeiras lojas foi inaugurada em Scottsdale, AZ. Ao visitar a loja, fiquei bastente surpreso com o quanto ela lembra uma das lojas da Apple. Não é novidade que a Apple "inspira" a Microsoft há muitos anos." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  4. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Loja da Apple... ops, da Microsoft! "No ano passado a Microsoft decidiu concorrer com as lojas da Apple. Uma das primeiras lojas foi inaugurada em Scottsdale, AZ. Ao visitar a loja, fiquei bastente surpreso com o quanto ela lembra uma das lojas da Apple. Não é novidade que a Apple "inspira" a Microsoft há muitos anos." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  5. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Segurança, CAPTCHA e roteadores D-Link "A alteração do DNS no roteador wireless permite que os acessos sejam redirecionados para um site escolhido por um hacker." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  6. Duas semanas atrás a D-Link anuncionou a introdução de um CAPTCHA para confirmar a alteração das configurações de alguns dos roteadores wireless da marca. De acordo com a empresa, o objetivo é impedir que usuários que tiveram suas máquinas tomadas por malware (vírus ou cavalos de Tróia) tenham a configuração de DNS dos seus roteadores modificada sem que o usuário saiba. A alteração do DNS no roteador wireless permite que os acessos sejam redirecionados para um site escolhido por um hacker. Ao redirecionar acessos legítimos, é possível fazer você acreditar que está acessando um site legítimo de online banking, por exemplo, quando na verdade está acessando um site falso. O seu número de conta e senha podem então ser capturados e acabar nas mãos de outra pessoa. As possibilidades de ataques com o redirecionamento de DNS são inúmeras e certamente existem maneiras ainda mais criativas de empregar a alteração de DNS em ataques. Um CAPTCHA é um teste apresentado por um sistema para garantir que quem está interagindo com esse sistema é um ser humano. Em geral esses testes se baseiam na interpretação de informações, como dizer quantas vogais existem em uma palavra ou escolher um sinônimo para essa palavra. Esses testes são comuns em sites de e-mail gratuito e armazenamento online de dados para evitar que hackers automatizem a criação de contas para armazenar software pirata, por exemplo. A primeira coisa que pensei quando li a notícia é que se a máquina do usuário já está tomada por um vírus, esse vírus tem controle total da máquina e pode alterar o DNS na própria máquina do usuário sem a complexidade de ter que acessar a configuração de um roteador que pode ser de qualquer marca! Além disso, por que só a D-Link introduziu esse recurso e outros fabricantes não fizeram o mesmo? A resposta não tão óbia. A configuação de um roteador depende necessariamente de acesso autorizado (administrativo) à ele. Se algum malware consegue acessar administrativamente um roteador a ponto de alterar a configuração de DNS, tem algo errado com o controle de acesso ao roteador. A D-Link alega que alguns malwares capturam a senha do usuário quando ela é digitada no teclado da máquina contaminada. A captura de teclado é um ataque muito comum e é por isso que existem os "teclados virtuais". Implementar um teclado virtual é muito mais rápido e eficaz do que introduzir um CAPTCHA a cada tela de configuração, especialmente quando lembramos que normalmente o firmware de um roteador deve ser uma peça bem pequena de código. Para mim, a história só faz sentido se imaginarmos que é possível contornar toda a autenticação e obter acesso diretamente às páginas de configuração, possivelmente explorando uma vulnerabilidade mais grave (e mais cara de corrigir) no sistema operacional do roteador. Pior ainda se essa vulnerabilidade puder ser explorada remotamente, ainda que o usuário não permita administração remota via Internet do seu roteador. Teoria das conspiração? Talvez, mas até entender melhor o que de fato está por trás disso, se eu tiver que escolher entre um roteador D-Link e outra marca acho que vou ficar com a outra marca. Se a ideia da D-Link ao introduzir esse recurso era apenas "marketing", o tiro pode sair pela culatra se mais nerds de plantão como eu pensarem da mesma forma. A propósito, um CAPTCHA não é um recurso de segurança. Ele serve para diferenciar uma máquina de um ser humano. Se um sistema só é seguro se houver a garantia de que ele não é utilizado por máquinas, esse sistema não é seguro. Talvez a segurança se baseie no fato de que seres humanos cometem erros ou não são tão rápidos ou persistentes quanto um programa desenhado com o propósito de invadir outros sistemas.
  7. Infelizmente a violência no Rio recebe muito mais atenção da imprensa do que a violência em São Paulo. São Paulo é a cidade mais violenta do Brasil, mas as pessoas por aqui têm a falsa sensação de estarem seguras, porque assaltos como o que eu sofri não merecem atenção da imprensa, que prefere fechar os olhos para as mazelas da cidade, especialmente porque normalmente o que é ruim acontece longe. Ao contrário do Rio, São Paulo não tem violência encravada no meio dos bairros nobres. São Paulo é uma cidade excelente, mas não é um lugar para todos como o paulistano acredita. A concentração de pessoas, indústria e empresas em São Paulo é prejudicial para a cidade e prejudicial para o Brasil. Não demora muito a cidade chegará a um colapso e só então o poder público vai criar mecanismos que controlem a concentração que existe por aqui hoje.
  8. Navegando na Americanas.com descobri, por acidente, uma seção do site dedicada a vender músicas on-line, para download, em um sistema claramente inspirado na Apple. A idéia é interessante, mas como quase tudo no Brasil é mal copiado e mal feito. O empreendedorismo brasileiro não consegue nem copiar direito a idéia dos outros, ao estilo dos Japoneses e Americanos, nem criar uma versão vagabunda e barata da mesma idéia, ao estilo dos Chineses. O resultado é que o site de venda de músicas on-line da Americanas.com é um ilustre desconhecido, graças em parte à confusão que a página principal do Americanas.com é. Não bastasse ser difícil de achar o serviço, ele também é caro. As músicas custam R$ 1,99 cada. Para ter em MP3 o CD "Admirável Chip Novo", da Pitty, por exemplo, é necessário desembolsar R$ 21,89. O mesmo CD original é vendido por R$ 19,90 na Americanas.com. Lembrando que o CD inclui encarte com as letras das músicas, possui uma qualidade de som superior aos arquivos MP3 e é entregue em um dia útil, por que alguém compraria esse CD em arquivos MP3 para download? A regra funciona para praticamente qualquer CD. Quando há economia, ela é desprezível. No iTunes, da Apple, as músicas custam US$ 0.99. Se você decidir levar um CD inteiro, normalmente há um desconto e cada música sai mais barato ainda. Cabe lembrar que você não pode simplesmente multiplicar os US$ 0.99 por R$ 2,18 para chegar à conclusão que a Apple é mais cara que o Americanas.com. O poder aquisitivo dos americanos é diferente do dos brasileiros e gastar US$ 0.99 para um americano é quase como gastar R$ 0,99 para um brasileiro. Indiferente ao preço, resolvi testar o serviço e comprei uma música on-line. Depois de escolher a música, me autentiquei no site e, antes de prosseguir, o sistema pediu uma informação que não me fez sentido: CEP. Será que eles vão me enviar essa música gravada em um disquete pelo correio? Coloquei o meu CEP e fui informado que o frete era gratuito. Não sei se isso aconteceu porque o ítem é uma música para download ou devido à promoção na qual qualquer produto entregue em São Paulo, capital, é isento de frete. Finalizei a compra e fui informado de que receberia instruções para o download da minha música depois que a operadora de cartão de crédito aprovasse o débito de R$ 1,99. Cinco minutos depois recebi o primeiro e-mail da Americanas.com informando que eles haviam recebido o meu pedido. Como depois de trinta minutos eu ainda não havia recebido minha música, resolvi ir dormir. Na manhã do dia seguinte a música ainda não havia chegado. Eram 07:23. O e-mail com as intruções para download só chegou às 08:00. Levou apenas oito horas para ter a música que eu comprei on-line. Pelo menos ninguém se deu ao trabalho de gravá-la em um disquete para entregar pelo correio. O sistema de controle dos downloads parece sério. Só parece. Embora apresente um código de validação, trata-se de pura segurança por obscuridade. No final das contas o que você recebe é uma URL com o link direto para o arquivo. Não é necessário ser um gênio para brincar um pouco com essa URL e fazer download de outras músicas. A segurança por obscuridade é sempre uma idéia ruim, normalmente empregada por quem acha que é especialista em segurança. Ela só cria a falsa sensação de estar seguro, o que é muito pior do que a certeza de não estar seguro. Quem tem um anti-vírus e acha que ele está atualizado, embora não esteja, tem mais chances de se contaminar do que quem tem a certeza de não ter software anti-vírus nenhum. A Internet está cheia de exemplos de segurança por obscuridade. O Jornal O Globo online começou a empregar recentemente um mecanismo de controle do seu conteúdo que é pura segurança por obscuridade, dando a falsa sensação de estarem protegendo o conteúdo do jornal contra cópias não autorizadas. Ao ler uma matéria, caso você ilumine parte do texto e aperte CTRL+C, um script JavaScript intervém e informa que você não está autorizado a copiar trechos ou a totalidade da matéria sem autorização do jornal. Não leva nem cinco minutos para descobrir onde está o script (um arquivo .js em outro local do servidor) e, com ajuda de um plugin do Mozilla, selecionar o que não autorizar que esse script faça. Pronto, problema resolvido. As soluções de controle de conteúdo com direitos autorais normalmente são segurança por obscuridade. É por isso que os mecanismos empregados para impedir cópias de CD's e DVD's são sempre quebrados rapidamente. A pirataria não é um problema novo, ela existe há muito tempo. Enquanto as editoras não conseguirem impedir que um livro seja inteiramente fotocopiado por um preço inferior ao de venda na loja, é improvável que uma solução apareça. Quando o conteúdo é digital, pior ainda, porque não há perda de qualidade na cópia em relação ao original. Bom, pelo menos não deveria haver, mas como eu já disse, quase tudo no Brasil é mal copiado e mal feito e os piratas não são exceção. Voltando ao site da Americanas.com, encontrei uma outra pérola na mesma seção do site onde a loja de músicas para download se encontra. É uma "promoção" do Speedy, serviço de banda larga ADSL da Telefônica em São Paulo. De acordo com a promoção, a "auto-instalação" é grátis. Não pesquisei a fundo para entender o que eles querem dizer com "auto-instalação", mas entendi que é a instalação feita pelo próprio usuário, sem auxílio de técnico. Fico feliz em saber que a Telefônica não estará me cobrando caso eu decida instalar sozinho o meu serviço de banda larga. Isso mostra o quanto eles são uma empresa séria.
  9. Eu não generalizei, mas gato escaldado tem medo de água fria. Prefiro distância de qualquer motoboy com aparência suspeita. Infelizmente a maioria deles tem aparência suspeita. O número de laptops roubados (roubo, não furto) na empresa onde trabalho já passou de uma dezena. Em todos os casos o assaltante era um motoboy.
  10. No dia 29 de Dezembro de 2005 fui assaltado em São Paulo. Moro a 700 metros do trabalho e, embora a distância seja pouca, costumo ir e voltar de carro. Pura preguiça, embora seja uma preguiça justificada pela constante divulgação de assaltos e roubos de laptop na Avenida Luis Carlos Berrini, onde a empresa em que trabalho se localiza em São Paulo. Acontece que especificamente no dia 29 de Dezembro de 2005 eu estava sem carro. Em dois dias eu estaria de férias no Rio de Janeiro e aproveitei para deixar o carro na revisão. Eu nunca me considerei uma provável vítima de assalto. É o tipo de coisa que acontece com os outros. Roubo de laptop? Impossível! Não faço o perfil "gringo sorridente", estou ambientado à violência das grandes cidades e não tenho cara de otário. Pelo menos eu achava que não. Ao sair a pé do trabalho até minha casa, fui abordado por dois motoboys que foram enfáticos ao pedir que eu entregasse "o notebook senão leva um pipoco". Não vi arma e não conversei, saí correndo. Para meu azar (ou sorte), a sola do meu sapato prendeu na tampa quebrada de um bueiro e ali mesmo minha corrida acabou. Fiquei sem um pé de sapato, de terno e com o laptop em uma mochila nas costas. Impossível fugir. Voltei, vi que um deles havia sacado um revólver e pedi calma aos dois: "perdi, pode guardar a arma, vamos conversar". Depois de um minuto de conversa entreguei o laptop, mas não a mochila onde estavam meus documentos, celular, chave de casa e a passagem aérea das minhas férias no Rio de Janeiro. Depois que eles foram embora, liguei para a polícia, que levou quarenta minutos para aparecer. Ao registrar a queixa na delegacia, fui informado que somente naquela semana eu era o sexto caso de roubo a laptop na região. O delegado de plantão me disse que provavelmente o inquérito não daria em nada. Embora eu tenha dado todos os detalhes e descrito com precisão a roupa e as motocicletas dos assaltantes, nada poderia ser feito sem o número da placa, que estava dobrada impossibilitando a leitura. No mínimo eu deveria fornecer também o endereço dos criminosos. Revoltado com a incompetência investigativa da Polícia Civil de São Paulo, decidi investigar por mim mesmo. Não que eu espere encontrar e prender os bandidos. Queria mesmo era entender o mercado por trás desse crime. Descobri que há dois destinos para os laptops roubados na região do Brooklin em São Paulo: são trocados por drogas em favelas da zona sul ou repassados a revendedores que os compram por valores inferiores a R$ 1.000,00. Ainda que sejam trocados por drogas, cedo ou tarde esses laptops acabam sendo revendidos em algum lugar. Existem alguns lugares onde um laptop roubado pode ser comprado. O centro de São Paulo está cheio deles. A região da Rua Santa Efigênia e algumas lojas na região da Rua 25 de Março são dois exemplos. Sites de leilão na Internet também revendem laptops roubados, que são vendidos como mercadoria usada, sem que a maioria dos compradores desconfie da procedência. Alguns receptadores não se preocupam sequer em remover as etiquetas de patrimônio que alguns laptops de empresas levam. O jornal "O Globo", nessa semana, trouxe uma reportagem sobre os roubos de laptop em São Paulo. A secretaria de segurança do estado não tem (ou não quer ter) estatísticas precisas sobre o crime, mas o problema já é considerado grave. Além da região da Avenida Luiz Carlos Berrini, a Avenida Paulista e os aeroportos de Congonhas e Guarulhos são os pontos que mais registram a ocorrência. Em muitos casos, os criminosos começam a seguir a vítima já na saída dos hotéis mais utilizados por turistas de negócio. Esse crime não teria tanta repercussão se não fosse fomentado pelas próprias vítimas. Quando um laptop é comprado sem que a procedência seja cuidadosamente verificada, há a chance de que seja fruto de crime. E uma vez que você ande na rua com esse laptop, a possibilidade de que ele volte a ser roubado é grande. É um efeito bola-de-neve, onde uma coisa alimenta a outra. Como o problema não é exclusividade do Brasil, várias empresas já produzem soluções baseadas em software para que você encontre seu laptop caso ele seja roubado. A Dell incluiu esse recurso nas suas linhas mais recentes da série Latitude. Não adianta. Se é baseado em software (que normalmente funciona via Internet), o receptador pode facilmente desabilitá-lo, tornando o sistema inútil. É provável ainda que os criminosos contratem serviços de um técnico para desabilitar esse sistema e reinstalar o sistema operacional no laptop antes de revendê-lo. Qualquer um sacaria que trata-se de um laptop roubado, mas a idéia de levar vantagem e ganhar uma grana por um trabalho fácil faz muita gente deixar os seus melhores princípios de lado, afinal de contas pimenta nos olhos dos outros não arde. Nossa sorte enquanto vítimas é que os criminosos são despreparados e estão interessados apenas em revender o hardware. O dia em que as informações contidas nesses laptops roubados começar a ser usada maliciosamente o bicho vai pegar. No disco rígido do seu computador é possível encontrar quase todo tipo de informação pessoal a seu respeito, incluindo informações sobre sua conta bancária e em muitos casos até mesmo seus últimos extratos. Além disso, laptops roubados dizem onde você trabalha e em muitos casos servem como porta de entrada para a rede corporativa de empresas. A maioria dos usuários não se preocupa com os aspectos de privacidade necessários e não emprega as soluções disponíveis gratuitamente para esses problemas. Eu nunca tinha sido assaltado antes. Morei quase toda a minha vida no Rio de Janeiro e ninguém nunca me incomodou por lá. Precisei mudar para São Paulo para que isso acontecesse. Desde que mudei para São Paulo adquiri repulsa pelos motoboys. Já perdi a conta das vezes em que quase me arrancaram o retrovisor. Agora essa repulsa virou raiva, porque além de arrancarem retorvisores eles também assaltam quando a oportunidade aparece. Uma característica dos motoboys criminosos já me deixa mais ligado atualmente: placas amassadas pelas dobras que fazem para escondê-las quando necessário. Parece que só a polícia não nota esse detalhe.
  11. A notícia abaixo é velha, mas vale à pena ser lida. "Angola cria projeto para segurança eletrônica Quinta-feira, 17 novembro de 2005 - 18:28 COMPUTERWORLD O governo angolano anunciou nesta quinta-feira (17/11), durante a Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, na Tunísia, o início da implantação de um projeto relativo à segurança das comunicações eletrônicas e proteção da identidade dos habitantes do país. A partir do ano que vem o país pretende criar uma infra-estrutura de chave pública, voltada à certificação digital, em um projeto dirigido pela WISeKey e que contará com a participação direta da Microsoft e Hewlett-Packard (HP). Durante as reuniões da Cúpula Mundial, o primeiro ministro Fernando da Piedade Dias dos Santos declarou que "a emergência da sociedade do conhecimento exigirá de todos nós novas formas de ver a analisar o mundo (...) e novos paradigmas de governança". Já o professor Pedro Teta, ministro Adjunto e Presidente da Comissão Nacional de Tecnologia da Informação, declarou que o país não poupará esforços para atingir níveis de desenvolvimento em ciência e tecnologia, com a intenção de aproximar-se das melhores práticas de outros continentes. A Cúpula Mundial da Sociedade da Informação acontece até esta sexta-feira (18/11) em Tunis, capital da Tunísia." Angola é um dos países mais pobres do mundo. A expectativa de vida da população não chega a 50 anos. O país esteve mergulhado em guerra civil e guerrilha urbana até 1999, e ainda não se recuperou. De acordo com o Governo de Angola, existem entre 5 e 7 milhões de minas terrestres enterradas no país. Há milhares de pessoas mutiladas por minas terrestres vivendo em Angola. O PIB per capita é de USD 700.00 e 58% da população não é alfabetizada. Os países ricos investem USD 16,000/ano em educação por aluno. Angola investe, na média, USD 40.00. Conforme a nota da Computerworld, o governo de Angola não "poupará esforços para atingir níveis de desenvolvimento em ciência e tecnologia [...] para aproximar-se das melhores práticas de outros continentes". Por que um país onde mais da metade da população não sabe ler prefere investir em uma solução de criptografia de ponta, em vez de investir em educação de base? Não encontrei estatísticas confiáveis sobre o número de computadores em Angola, mas com um PIB per capita de USD 700.00 não acredito que esse número seja expressivo, o que provavelmente será um entrave para o projeto de certificação digital. É possível que quando percebam o problema, busquem soluções criativas em outros países de terceiro mundo para resolvê-lo. Talvez o Brasil se disponha a ajudar. O Brasil também participou da Cúpula Mundial. O Governo Federal alega que conseguiu uma vitória ao liderar os países periféricos - incluindo Angola - e criar um Forum sobre a Governança da Internet. O objetivo desse Fórum é tirar a operação técnica da Internet das mãos do Governo dos Estados Unidos, dando maior poder de decisão aos integrantes desse Fórum, que além de Brasil e Angola também inclui um punhado de ditaduras que o governo Lula insiste em cultivar. Na prática, a Cúpula Mundial da Sociedade da Informação foi um fracasso. Não conseguiu produzir nenhum documento com medidas práticas sobre os assuntos abordados. A conclusão foi uma carta na qual os países participantes se comprometeram a continuar o debate, sabe-se lá quando. A política interna de tecnologia da informação do governo federal é tão ingênua quanto a externa. O pilar dessa política interna é o computador popular. Normalmente o que é popular no Brasil é ruim, e o computador popular não será uma excessão. Parece que o nome oficial do projeto é PC Conectado e o preço que o governo estimava em R$ 400,00, na prática virou R$ 1.400,00. De acordo com o IBGE, 63,3% da população brasileira vive com menos de R$ 680,00 por mês. Isso quer dizer que de popular esse computador não terá nada. A fórmula mágica proposta pelo governo para que a população consiga adquirir o computador popular é facilitar o endividamento. Linhas especiais de crédito, para pagamento em até 24 meses, serão abertos em bancos oficiais. Além disso, 13,3% da população brasileira é analfabeta. Mesmo que financiem um computador, não terão como utilizá-lo. Outro objetivo do computador popular são as escolas públicas. O governo federal quer que os alunos tenham acesso à computadores e à Internet. Parece uma boa idéia, mas eu acho uma idéia mais interessante fornecer quadros-negros, giz e livros primeiro. Boa parte das escolas públicas não oferece infra-estrutura adequada. Em muitos casos, falta até mesmo energia elétrica. Os professores são mal pagos e mal treinados. Provavelmente esses computadores serão sub-utilizados e se tornarão rapidamente obsoletos. O Brasil, assim como Angola, tem dificuldade de enxergar suas deficiências básicas. Países sub-desenvolvidos e em desenvolvimento querem alcançar o nível de tecnologia da informação dos países desenvolvidos, mas sem aumentar o poder aquisitivo e o nível de escolaridade da população. Índia, México e Guatemala são outros exemplos. É mais uma das fórmulas mágicas que esses países sempre buscam para resolver seus problemas dentro do prazo de um mandato. A corrupção endêmica e a ignorância crônica nunca estão em pauta. Atualizado em 27/12/2005, às 23:47: Confira o artigo "O Laptop de US$ 100 do Governo Brasileiro", onde o tema também é abordado por Gabriel Torres.
  12. Foi uma das primeiras coisas que observei em São Paulo. A maioria dos carros só leva o motorista. Em Los Angeles havia uma pista para quem dava carona e, nos piores horários, era uma alternativa ao trânsito. Estão cogitando criar o mesmo esquema em São Paulo. A diferença é que aqui não há o hábito de dar carona e não há "highways" para reservar uma pista só pra isso. Os nativos até que gostam de comparar as marginais às "highways" de Los Angeles, mas é forçar muito a barra. A CET de São Paulo deveria gastar melhor o dinheiro. Há uma série de programas e sistemas automatizados de controle de sinais, baseado no volume de veículos, que seriam muito mais eficazes para melhorar o trânsito. Mas a prioridade parece ser o investimento em sistemas que aumentem a arrecadação do município.
  13. Valeu pela dica do celular, vou verificar. Quanto às máquinas digitais, existem modelos da Sony Fabricados no Brasil e eles não são tão mais baratos se comparado com a concorrência importada. Eu concordo que os impostos são altos, mas eu não acredito que eles justifiquem que uma máquina digital custe no Brasil 10 vezes mais do que custa nos Estados Unidos. No México, onde a câmera também é importada, ela custa a metade do preço no Brasil. Há ainda um outro detalhe. A maior parte desses equipamentos também não é fabricado nos Estados Unidos. É Chinês. Acredite, se o governo eliminar hoje todas as tarifas de importação, os preços não cairão proporcionalmente. Como você disse, uma caixa de som na FNAC custa cinco vezes mais caro do que nos Estados Unidos e essa diferença toda não é imposto.
  14. Não me lembro mais, já faz algum tempo. Mas não foram todos com a mesma empresa não. A amostragem usada na pesquisa que me levou a esse artigo é muito pequena, o que aumenta a margem de erros. O objetivo do artigo era mostrar que o barato pode sair caro.
  15. Eu discordo. É preciso fazer o governo funcionar e os impostos baixarem. Não existe esse conflito entre população e governo. Eles são nossos funcionários! Cada um dos produtos pirateados tem uma história diferente. Bolsas, tênis, camisas, e ôculos, por exemplo, não são mais baratos por causa dos impostos, mas porque são feitos com material de qualidade inferior e com mão de obra chinesa barata. Os programas não são caros por causa dos impostos. O Windows XP Home Edition custa USD 150.00 nos EUA. No Brasil, custa por volta de R$ 400,00. Ainda que custasse R$ 150,00 no Brasil, as pessoas continuariam pirateando. O Simcity 4 custa, no Brasil R$ 60,00. Nos EUA custa entre R$ 35.00 e 60.00, dependendo do lugar. A diferença não é muita, mas eles é muito mais pirateado no Brasil do que nos EUA. CDs e DVDs são mais baratos porque quem pirateia não tem que arcar com os custos de produção. É claro que as gravadoras poderiam abaixar ainda mais os preços e reduzir os lucros, mas não compensa. Mesmo que o CD custasse R$ 13,00, ainda assim as pessoas iam comprar no camelô por R$ 5,00. Comprei vários CDs no outro dia em uma promoção no supermercado Extra, por R$ 8,99. Um deles era o acústico da Cassia Eller. Mas tem gente que prefere comprar o CD pirata da Cassia Eller por R$ 5,00 no centro da cidade. Quando eu me refiro à pirataria, me refiro à indústria da pirataria. Eu excluo desse grupo, o usuário que baixa um MP3 via Internet. Ele não está financiando a pirataria. Como eu disse, o crime organizado é todo farinha do mesmo saco. O dinheiro gasto num CD, tênis ou relógio pirata, cedo ou tarde vai acabar no mesma lavanderia que limpa o dinheiro do tráfico de drogas ou de armas. Se a justiça e a polícia funcionassem como deveriam, o Brasil não seria um dos paraísos da falsificação.

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