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DV para DVD


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Postado

Galerinha, precisava de algumas informações para eu saber se estou fazendo a coisa certa...

Eu tenho alguns videos capturados pelo Premiere Pro 1.5 onde a fonte e minha SONY DV DCH HC90 WideScreen.

quando eu capturo no Premiere, eu seto o projeto da seguinte maneira:

DV - NTSC

Widescreen NTSC video (16:9 interlaced).

48kHz (16 bit) audio.

Drop-Frame Timecode numbering.

General

Editing mode: DV Playback

Timebase: 29,97 fps

Video Settings

Frame size: 720h 480v (1.200)

Frame rate: 29,97 frames/second

Pixel Aspect Ratio: D1/DV NTSC Widescreen 16:9 (1.2)

Color depth: Millions of colors

Quality: 100 (out of 100)

Fields: Lower Field First

Audio Settings

Sample rate: 48000 samples/second

Recorder

DV/IEEE1394 Capture

Video Rendering

DV (NTSC)

Color depth: Millions of colors

Essa seria a setagem padrão, porém, e a que vai me dar uma saida de qualidade quando eu exportar o video para um formato DVD?

Eu fiquei meio assim com esse lance do 'interlaced', pois se não me engano, quando eu eu rodo o video dentro do premiere e paro, fica umas linhas pretas, como se a imagem estivesse distorcida... sera que fui claro

BOm, aguardo a confirmacao de vocês!

Valeu!

Goya

Postado

Eu li isso uma vez e me ajudou bastante.

Entrelaçamento (Quadros e Campos) - As imagens móveis do Cinema e da TV têm como base sólida, a ilusão. Na realidade, não existe "movimento" nenhum nas imagens animadas do Cinema ou da TV. Os primeiros experimentos com imagens móveis mostraram que, quando uma seqüência de fotos era apresentada numa velocidade igual ou acima de 16 fotos por segundo, estas se fundiam, dando a impressão de ser uma única imagem contínua e ininterrupta. Descobriu-se também que, se as fotos individuais variassem, ligeiramente, para refletir a passagem do tempo (através das diferenças na luz do dia), a ilusão de movimento era criada quando estas fotos eram apresentadas em uma seqüência ininterrupta. A ilusão de movimento se deve aos efeitos combinados de duas propriedades da percepção humana - a persistência retiniana ou persistência da visão e o fenômeno Phi . Para entender como essa mágica funciona, pense numa versão mais primitiva das imagens animadas da TV e Cinema - os letreiros animados de néon ou de luzes que piscam sugerindo movimento. Embora os primeiros filmes mudos utilizassem uma velocidade de 16 ou 18 quadros-por-segundo, com o surgimento do som esta velocidade teve de ser aumentada para 24 quadros-por-segundo, em parte para atender às necessidades de qualidade da nova banda sonora. Ao contrário da Televisão broadcast (transmitida), cuja velocidade varia entre 25 e 30 quadros-por-segundo, dependendo do país, o Cinema adotou e mantém por décadas, o padrão mundial de 24 quadros-por-segundo. O sistema de televisão NTSC (National Television Standards Committee) utilizado nos Estados Unidos reproduz quadros (frames) numa velocidade de, aproximadamente, 30 quadros-por-segundo.

Certamente, isto ocasiona problemas quando queremos converter filme-para-vídeo e vice-versa, mas deixemos este assunto para mais tarde. Uma câmera de cinema grava uma seqüência de imagens completamente formadas em cada quadro da película, da mesma maneira que uma máquina fotográfica de 35 mm grava as fotografias em um rolo de filme. A diferença é que a câmera de cinema grava imagens individuais numa velocidade de 24 quadros-por-segundo.

É bem diferente na TV. Em uma câmera de vídeo, cada quadro é composto de centenas de linhas horizontais, ao longo das quais existem milhares de pontos com informações sobre brilho e cor. Estas informações são percebidas eletronicamente pela câmera de TV (e depois reproduzidas na tela do televisor), codificadas e ordenadas seqüencialmente da esquerda-para-a-direita e de cima-para-baixo durante o processo de varredura (scanning).

Para reduzir o tremor e as variações no brilho da imagem durante o processo de varredura (scanning), cada quadro de vídeo é dividido em dois segmentos entrelaçados (interlaced). As linhas ímpares são escaneadas primeiro, e as linhas pares, depois.

O termo interlaced (entrelaçado) descreve o método de alternância das linhas ímpares e pares, no processo de varredura do número total de linhas de uma imagem completa. Cada um desses meios-quadros (sejam eles compostos de linhas pares ou ímpares) é chamado de campo de vídeo; a imagem completa (formada pelos dois campos de vídeo), como já vimos, é chamada de um quadro de vídeo.

Uma vez terminada a varredura de um quadro de vídeo, o processo todo se repete. As ligeiras mudanças entre as imagens dos quadros sucessivos, se fundem na nossa percepção e dão a ilusão de um movimento ininterrupto e contínuo.

Hoje, ao invés de usar o método de entrelaçamento (interlaced), alguns aparelhos de TV, câmeras de vídeo e monitores de computador utilizam um método de varredura diferente, conhecido como progressive ou non-interlaced (não-entrelaçado) onde os campos (de linhas ímpares e pares) são combinados e reproduzidos, ao mesmo tempo, na sua própria seqüência. O método de varredura progressivo tem, entre outras vantagens, a capacidade de interagir mais facilmente com os sistemas de vídeo baseados em computador.

Fonte: Tudo sobre TV

Field order (field dominance ) - As imagens de vídeo do tipo interlaced são compostas por dois campos, um somente com linhas ímpares e outro somente com linhas pares, exibidos de modo alternado na tela do monitor ou TV. Quando se edita um vídeo, é importante saber qual campo é montado primeiro, se o par ou o ímpar. Isto porque não existe um padrão para montagem do quadro de uma imagem de vídeo: em alguns sinais, o campo par é desenhado primeiro, depois o campo ímpar, formando assim um determinado quadro de imagem. O quadro seguinte continuará com a alternância, ou seja, par-ímpar-par... e assim por diante.

programas de edição-não-linear possuem uma opção para indicar de que tipo é o vídeo em que se está trabalhando, se é um vídeo upper field ou um vídeo lower field. Se o ajuste estiver incorreto, será montada uma imagem com as linhas trocadas de posição, o que afeta principalmente imagens com perfis inclinados e imagens em movimento, através de um efeito denominado combing.

Em um dado exemplo a posição correta é a da esquerda; onde, as linhas ímpares são montadas primeiro (upper field) e as pares em seguida, para formar a imagem de uma barra inclinada.

Algumas placas de captura de vídeo geram vídeo com field dominance do tipo upper, outras com field dominance do tipo lower. Os formatos de vídeo DV (MiniDV, DVCAM, DVCPRO e Digital-8) possuem field dominance do tipo lower field. Não é possível saber, ao assistir um determinado vídeo que apresenta problemas de combing, se ele é do tipo upper ou lower; o que se faz geralmente é alterar a opção upper/lower no software e observar a imagem verificando se o problema foi corrigido. Esta tese foi defendida por mim no fórum quando se aventou a possibilidade de fluxos de vídeo originados da TV Broadcasting usarem um determinado field order (x) e arquivos oriundos de VCR utilizarem foutro field order(y).

Esta opção geralmente possui uma terceira, além de upper/lower: a opção off. Neste caso, o software não toma nenhuma decisão de montagem de um campo ou outro em primeiro lugar. Esta opção deve ser selecionada se o arquivo de vídeo for utilizado exclusivamente em microcomputadores, onde as imagens são sempre exibidas no modo progressive scan ao invés do interlaced, quando as linhas são montadas na sequência, uma após outra, como web-streaming ou aplicações em CD-ROM por exemplo.

Escolhida uma opção (upper ou lower), a mesma deve ser mantida durante todo o processamento do arquivo de imagem.

MUITA ATENÇÃO: Se outros arquivos de diferentes fontes forem acrescentados durante a edição, também deverão ter o mesmo tipo de dominância.

Fonte: Fazendo vídeo/Mr. Walker

Copiado e colado do Glossário do Fantasma

Abraços.

Postado

Valeu Theagleye!!!

O texto e bem legal e explicativo. Porm, so me fez perceber que realmente esse lance de captura e complicado. já que não da pra saber se a captura esta em upper ou lower. Ou seja... tenha de ficar testando.

Eu devo ter feito então uma captura errada, pois quando eu visualizo o video, da pra ver essas "linhas" como se o quadro estivesse "desalinhado". Vou tentar mudar a opcao. não lembro se inicialmente eu capturei em Lower...

Mas valeu novamente cara!!!

E se mais alguem tiver outras informações.. por favor, aceito doacoes de conhecimento! rs

Abracao!

Goya

Postado

Se tu disse que a tua filmadora é no formato DV então ela deve capturar como lower field first. Aqui tivemos problemas com essas linhas aparecendo (combing), então começamos a fazer todo o processo sempre utilizando lower field first e melhorou. Filmamos em miniDV.

Abraços.

  • 2 semanas depois...
Postado

MAs quando se escolhe o modo LOWER Field, a imagem tambem fica com as linhas, quando visualizadas no PC.

E tem outro problema, quando se tem estas linhas aparecendo, e se precisa exportar um FRAME para utilzar a foto em uma montagem etc, esta foto, ou frame vem com estas linhas e ai dificulta a sua manipulação, principalmente para recortar.

Como faremos???!!!!!

Postado

Pode crer sanner13!!!

também tive esse problema. quando exportei um frame apareceu essas linhas. A imagem não fica nitida... e por ser DV, deveria ne?

Postado

Como um vídeo capturado de uma câmera mini-DV é LOWER FIELD FIRST, no monitor do computador essas imagens vão aparecer com essas linhas e no televisor não. Para que no monitor essas linhas não apareçam eu acho que seja necessário importar esses vídeos no Premiere e exportar usando a opção NO FIELDS ou OFF (sei lá não uso o Premiere, é uma suposição). Com isso em vez de mostrar as linhas ímpares e pares a imagem ficará um pouco esfumaçada, mas não ficará com as linhas.

Vou tentar fazer isso aqui na Liquid e depois posto o resultado.

Abraços.

Postado

O negocio é que estas linhas que aparecem em um FRAME expotado, não aprecem apenas no monitor.

O lance é que quando expostamos o frame para um .bmp por exeplo, estas linhas que seriam um projeção que foirmam uma aminamção, viram, um quadro cheio, uma foto, e as linhas aparecem em foma de pixel, ou seja as linhas são uma imagem verdadeira e não uma tecnica de projeção.

.... ???? Esse negocio de field é fo....

Postado

É F*** mesmo.

sanner13:

Eu entendi o que você quis dizer já tive um problema parecido com esse em que eu precisava de um snapshot e a foto tinha essas linhas. O que pensei era renderizar o vídeo em FIELD OFF ou PROGRESSIVE e depois pegar a foto entende?

Abraços.

Postado

Captura em DV não tem escolha - é LOWER FIELD FIRST sempre.

Quanto às linhas pretas na captura de imagem tipo figura, uma pergunta: você não tá fazendo "print screen" não, tá?

Você precisa de uma função que entenda que você quer capturar um frame e não apenas um campo. Não sei se o Premiere faz isso, mas parece que o Ulead Video Studio faz. Vou testar depois e posto aqui.

No caso de nada funcionar, tem uns decoders que desentrelaçam na hora de tocar no PC. Então você poderia fazer até um "print screen". Se não me engano o WMP 10 ou o Nero Media Player conseguem.

Postado

Não estou dando Print Screen não... estou é exportando o Frame, o premiere tem este recurso.

Estive fuçando e descobro que na time line do premiere, existe uma opção de configuração do field, independente da opção do projeto já ter sido capturado como lower ou upper. E nesta opção, podemos ecolher em inverter a sequencia de field ou de fundir os dois, exportando assim uma imagem sem linhas, porém um pouco embaçada.

OT -tem uma pergunta ai que era coo se exportava uma sequencia de imagens para o photoshop, para se fazer um reparo ou efeitos especiais.. como se faz isto?

Postado

Quando se exporta um frame do Premiere, com certeza vão aparecer os dois campos na imagem. Entre no Photoshop, vá em Efeitos, Video, Desentrelaçar.

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