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Cláudia Catherine

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Tudo que Cláudia Catherine postou

  1. Na verdade esse não foi bem um teste do iPad 2, a classificação é "Primeiras Impressões". Sobre comparar os tablets, se você reparar, cada análise foi escrita por um colaborador diferente, então fica difícil compará-los lado a lado: Tablet iPad 2 da Apple - Primeiras Impressões - Por Murray Hill Teste do Tablet Motorola Xoom - Testes - Por Sandy Berger Teste do Samsung Galaxy Tab - Testes - Por Cláudia Catherine Infelizmente não é possível desmontar os aparelhos, pois temos que devolvê-los intactos aos fabricantes que nos emprestam esse tipo de material.
  2. O texto foi revisado e a tal repetição foi apenas um erro de formatação em que o texto abaixo da figura 5 foi repetido ao fim da página sem qualquer motivo. A ordem das fotos estava invertida e os demais erros apontados foram de digitação: falta de um ou outro artigo. Pressa de colocar o conteúdo no ar para vocês... Caso encontrem outros problemas, por favor, nos informem. Grata!
  3. Sim, o Tab pode ser usado como GPS com mapa dinâmico e guia de voz. Que bom que gostou, obrigada!
  4. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Teste do Samsung Galaxy Tab "Testamos o Galaxy Tab, tablet de 7 polegadas da Samsung. Será que ele é bom mesmo?" Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  5. Nos últimos meses o mercado mundial vem sendo abastecido com diferentes modelos de tablets e a concorrência entre os melhores promete ser acirrada. Por isso escolhemos testar o Samsung Galaxy Tab, que tem tudo para ganhar a preferência de muitos. O Samsung Galaxy Tab foi lançado nos EUA e no Brasil em novembro de 2010, com diferença de 25 dias entre eles. Ele roda a versão 2.2 (Froyo) do sistema operacional Google Android. O Galaxy Tab vem em uma caixa de branca de papelão. Dentro da caixa, além do tablet, há um cabo e adaptador para carregador de parede, fones de ouvido estéreo com microfone no fio, um fone de ouvido Bluetooth para fazer e receber ligações e uma capa para proteger o aparelho. Figura 1: A embalagem do Galaxy Tab Figura 2: O que vem na caixa Figura 3: O Galaxy Tab e sua capa protetora Figura 4: Manual, cabos, fones e adaptadores O Samsung Galaxy Tab sintetiza o que os celulares com sistema operacional Android vêm trazendo desde o seu lançamento: um aparelho com tela ampla, que faz um bom trabalho de navegação na Internet, proporciona entretenimento através de multimídia e jogos e serve como meio de comunicação. O Galaxy Tab é fino, leve e confortável para segurar com apenas uma das mãos - é perfeito para ser levado no bolso de um casaco ou na bolsa. Sua tela de 7” em TFT 1024 x 600 é brilhante e tem pouco reflexo. Texto e ícones são exibidos com clareza. Seu corpo é feito de plástico e parece ser pouco resistente, mas é só aparência - o pequeno aguenta bem o tranco. Por ser de plástico, ele é bem leve: apenas 380g em 188 x 120 x 11 mm. A versão brasileira tem suporte telefone celular, TV analógica e digital e conta com processador de 1,2GHz, enquanto em outros países o processador é de 1,0GHZ. A interface do Galaxy Tab é típica do Android 2.2 com alguns ajustes. Na frente do aparelho, abaixo da tela, há quatro botões sensíveis ao toque (teclas capacitivas) - um para as opções, um para Home, um botão de retorno e um para pesquisa. Esses botões se acendem ao uso. Figura 5: A frente do Galaxy Tab Figura 6: Os botões A tela inicial é bloqueada e é preciso tocar o ícone do cadeado e arrastá-lo para a esquerda com o dedo. Esse travamento da tela inicial pode ser personalizado coma adição de proteção por senha, PIN ou padrão de execução de movimento. Figura 7: A tela inicial bloqueada do Galaxy Tab Depois de desbloqueado o aparelho, temos acesso às cinco telas iniciais que podem ser preenchidas com ícones de aplicativos para acesso rápido. Figura 8: A tela inicial do Galaxy Tab É possível configurar um bloqueio da tela para evitar acessos indesejados através do uso de senha ou de um padrão de deslize de dedos na tela. Como na maioria dos celulares com Android, podemos mover um aplicativo para a tela inicial tocando sobre seu ícone e mantendo-o pressionado. O dispositivo nos leva imediatamente à tela inicial, levando junto o ícone escolhido. Como o dispositivo é multitarefa, basta um toque longo na tecla Home (representada por uma casinha) e chegamos ao gerenciador de tarefas, onde vemos os aplicativos que estão em execução e podemos rapidamente trocar de um aplicativo ativo para outro. Na parte de cima do aparelho encontramos a entrada para fone de ouvido de 3,5 mm e, no canto superior direito, a antena de TV embutida. Figura 9: A parte de cima do Galaxy Tab O botão liga/desliga (que também bloqueia o dispositivo e o acorda para que seja usado novamente) fica na lateral direita, logo acima do controle de volume. Um pouco mais abaixo, ainda no lado direito, encontramos dois slots, um para cartão SIM e outro para cartão de expansão microSD. Sozinho no lado esquerdo está um microfone. Os alto-falantes do aparelho estão localizados na parte inferior, juntamente com a entrada para o cabo de alimentação, que também serve como slot para acessórios (alto-falantes externos, teclado físico, etc). A parte de baixo traz a entrada para o carregador, que pode ser ligado à porta USB do computador (para carregamento ou para comunicação de dados) ou diretamente à rede elétrica através de adaptador incluso. À esquerda dessa entrada, há um pequeno microfone. Na parte traseira, temos uma câmera de 3.2 megapixels com flash LED. A câmara é razoável dentro dos seus limites e seu software não demora a carregar. Além de fotos, a câmera grava vídeos a 30 quadros por segundo. Figura 10: A parte traseira do Galaxy Tab Basta instalar um cartão SIM e o Tab também serve como telefone. Para evitar os olhares de estranheza direcionados a alguém usando um “celular de Itu”, a Samsung incluiu fones de ouvido com um microfone em linha e botão de atender chamadas, além de um fone bluetooth. Chamadas de vídeo em redes 3G e vídeo-chat susam a pequena câmera frontal de 1.3 megapixels na parte superior da tela. Essa câmera também serve para tirar auto-fotos. O aparelho conta com tela de TFT capacitivo, processador ARM Cortex A8 de 1.2GHz, acelerador gráfico PowerVR SGX540 e 16 GB de memória interna, com slot para cartão de expansão microSD de até 32GB. Ele suporta todas as bandas 3G HSDPA e tem a opção de conectividade de rede Wii-Fi b / g / n, suporte a GPS e Bluetooth 3.0. A tela nítida e o formato compacto do Samsung Galaxy Tab têm tudo para conquistar quem está à procura de um tablet. Antes do lançamento do Samsung Galaxy Tab dizia-se que sua tela seria AMOLED, que é mais fina, mais leve e proporciona melhor visualização sob luz solar direta, mas ele chegou ao mercado com tela no padrão LCD TFT de 7 polegadas, com resolução de 1024 x 600. A tela é feita com o vidro ultra-resistente Gorilla Glass. Sua imagem é brilhante e bastante colorida, e sua resolução WSVGA (1024x600) deixas as imagens bem nítidas, com sua densidade de 192 pixels por polegada. Uma boa tela deve proporcionar boa visualização em condições de alta luminosidade, ter resposta rápida, precisa ser clara e conseguir mostrar áreas escuras e brilhantes ao mesmo tempo. E tem que responder rápida e precisamente ao toque. Em ambiente fechado a tela do Tab é muito boa. Com configurações para alterar brilho, saturação de cor e contraste, é possível personalizá-la para atender às mais diversas preferências. Vídeos com cores vivas ficam excelentes. Já sob luz solar direta e a tela deixou a desejar. A imagem não fica nítida e marcas de impressão digital na tela são realçadas pelo reflexo do brilho do sol. As imagens perdem contraste, mas mesmo assim elas ainda são bem visíveis. A boa densidade de pixels permite que a leitura de livros em formato eletrônico seja agradável (porém, nossa opinião continua sendo que a tela e-ink do Kindle é a mais confortável para a leitura de e-books). O tempo de resposta da tela é bom, a tela capacitiva é extremamente sensível. Seleções, rolagens e zoom tiveram imediata resposta ao toque. O acelerômetro de quatro vias é também bastante sensível na maioria das aplicações, ajustando a tela com rapidez quando ela é virada. Somente no navegador percebemos que ele ficou um pouco mais lento, mas nada que comprometesse o desempenho. Não há botão físico para desligar o acelerômetro, mas é possível desligá-lo no menu de configurações de tela. Tampouco é possível calibrá-lo para evitar movimentos de tela não desejados. Uma solução para bloquear esses movimentos é usar a função para manter a tela em modo retrato ou paisagem.O Galaxy Tab vem com o sistema operacional Android 2.2, também conhecido como Froyo. Esse software foi desenvolvido para uso em celulares inteligentes (smart phones) e alguns menus ainda fazem referência ao tablet como se fosse um telefone. O sistema é intuitivo e muito fácil de usar, e se adaptou perfeitamente ao novo tamanho de tela de 7 polegadas. Junto com o Froyo temos a já conhecida interface de toque TouchWiz da Samsung, que funciona muito bem no Galaxy Tab: há espaço de sobra para todos os aplicativos que o usuário precisar e bastante espaço entre eles para que o ícone do aplicativo errado não seja tocado por acidente. O TouchWiz faz o deslize entre telas de um lado para outro, e não para baixo e e para cima. Um grande número de aplicações estão sendo adaptadas para a tela de 7 polegadas e a experiência de uso está cada vez melhor, com esse espaço todo aproveitado. Mesmo assim, alguns aplicativos ainda não oferecem suporte à resolução de tela 1024 x 600 do Tab. Neste caso, os aplicativos serão executados em sua resolução máxima centralizada na tela, com espaço preto ao seu redor. A orientação de tela às vezes é um pouco lenta e confusa, deixando a tela na horizontal quando deveria estar na vertical, principalmente quando seguramos o Galaxy Tab em um ângulo. Seu processador é de 1.2Ghz, mas mesmo assim notamos alguns leves “atrasos” durante a rolagem de página e o controle de zoom feito com os dedos na navegação na Internet. Isso não impediu o uso do aparelho e aconteceu em raras ocasiões, somente durante a navegação na Internet. Podemos assistir a praticamente qualquer conteúdo de vídeo na web a partir de um navegador no Galaxy Tab graças ao suporte a Flash, que já vem instalado. Assistimos a vídeos em Flash e o carregamento foi feito normalmente. O conteúdo foi pausado, avançado, retrocedido e novamente tocado sem qualquer problema. No geral, os vídeos rodaram muito bem, mas o Flash deixa a navegação na Internet mais lenta. O Tab terá a preferência daqueles que não se entusiasmaram com outros tablets que não oferecem suporte ao formato Flash. O teclado virtual do Galaxy Tab destaca as letras ao digitar e o dispositivo vibra suavemente a cada letra pressionada. Como o teclado é estreito por conta do tamanho da tela, digitar rápido não é tarefa das mais fáceis, e esses recursos ajudam a conferir a digitação. O método de entrada de texto pode ser Teclado Samsung (teclado padrão, insere o texto através da seleção de teclas alfanuméricas) ou Swype (selecione a primeira letra de uma palavra e arraste o dedo para a segunda letra da palavra sem soltar o dedo da tela; continue até completar a palavra; solte o dedo da tela na última letra). Para inserir os caracteres que estão na metade superior da tecla, basta manter essa tecla pressionada. Ao manter uma tecla pressionada, podemos inserir caracteres especiais, símbolos e números. Para corrigir alguma palavra ou frase, podemos usar um cursor que pode ser deslizado para qualquer ponto da frase ou palavra que precisa ser corrigida. O Samsung Galaxy Tab não está disponível sem 3G. Se a intenção é carregá-lo para todo lado, é melhor que tenha conectividade de rede móvel e sem fio em tempo integral para poder aproveitar ao máximo todas as suas funcionalidades. Além do 3G, o tablet vem equipado com rede sem fio Wi-Fi 802.11 b/g/n e conta com Bluetooth 3.0 para transferência de arquivos e comunicação com dispositivos externos, como fones de ouvido. O navegador de Internet carrega sites com rapidez, principalmente quando conectado através de Wi-Fi. É fácil sincronizar o dispositivo com o e-mail, independente do provedor ou tipo de servidor. Podemos definir o Galaxy Tab como modem sem fio para PCs e compartilhar sua conexão com a Internet através de cabo USB. Ou então usar o tablet como roteador sem fio e compartilhar sua conexão de Internet 3G com outros cinco dispositivos através da função Wi-Fi. O Samsung Galaxy Tab é definitivamente um dispositivo multitarefa. Frequentemente deixamos város aplicativos abertos ao mesmo tempo e alternamos entre eles sem lentidão ou travamentos. O Android 2.2 oferece suporte a multitarefa e, portanto, o Samsung Galaxy Tab também. Se apertamos o botão Home quando estamos usando um aplicativo, somos levados de volta à tela inicial enquanto o aplicativo continua rodando em segundo plano. Isto significa que podemos ouvir música enquanto navegamos na Internet e verificamos nossos e-mails. Ou seja, podemos deixar abertos ao mesmo tempo os nossos programas mais usados, sem o trabalho de carregá-los e fechá-los várias vezes. Na tela inicial encontramos um botão “Aplicativos em Execução”, que, ao ser pressionado, nos leva ao Gerenciador de Tarefas. Nele podemos ver o que está em execução no dispositivo, saber quanta memória está sendo usada, verificar o percentual de uso do processador e fechar aplicativos em uso. Na parte superior da tela temos abas que nos permitem saber a quantidade de espaço de armazenamento utilizado, o total de memória RAM em uso e todos os aplicativos baixados. Ou seja, trata-se de uma ótima ferramenta de administração que nos mostra o que Tab está fazendo. O Samsung Galaxy Tab vem com duas câmeras embutidas: uma de 3.2MP na parte traseira, com com flash LED, e também uma câmera frontal de 1.3MP para vídeo-conferência e auto-foto. A câmera de 3.2 megapixels do Galaxy Tab é razoável. Não é confortável tirar fotos com o Tab por conta de seu formato, mas ele quebra um galho em emergências. Não pense em usá-lo como câmera principal. As cores parecem um pouco desbotadas, não são vivas. Áreas com contraste acentuado (com pontos escuros e claros na mesma cena) não resultaram em boas imagens. Figura 11: Foto tirada com o Tab O Tab também grava vídeos com resolução fixa de 720x480 e opções de qualidade de gravação “boa” e “normal” (não há gravação de vídeo em alta definição). O microfone tem bom desempenho, mas sua localização não favorece gravações em vídeo: é preciso ter cuidado para não obstrui-lo com o dedo. O resultado de nossa gravação de teste foi médio, no mesmo nível das fotografias. O Galaxy Tab é compatível com vários formatos de arquivos para áudio e vídeo, só estando limitado ao suporte e codecs disponibilizados pelo Google para o sistema operacional. Os mais comuns (DivX, Xvid, MPEG4, WMV e H.264 para vídeo e MP3, WAV, eAAC+, AC3 e FLAC para áudio) estão lá. Não há suporte direto para os arquivos MKV, mas alguns arquivos nesse formato podem funcionar. O Tab não faz gravações de vídeo em HD, mas as gravações em 720x480 ficaram boas, sem picotes. A câmera frontal de 1.3 megapixels não tira fotos tão nítidas, é óbvio, mas serve bem para vídeo chat, auto-foto ou espelho de emergência. A interface da câmera é fácil de usar e possui ajuste para Resolução, Controle do branco, Efeitos, ISO e Qualidade de imagem. As opções para modo de disparo são: disparo único, panorama, contínuo, detecção de sorriso e auto-foto (utiliza a câmera frontal) Os modos de cena podem ser ajustados em retrato, paisagem, noturno e esportes. Há também opção de adicionar as informações do GPS às imagens. A função de vídeo também tem uma série de opções. A resolução de vídeo vai até 720 x 480, que é qualidade de definição padrão. Podemos alternar entre os modos de gravação para "limite para MMS” (mensagens multimídia), o que reduz a resolução para 176 x 144. No menu de configurações, pode-se ajustar o balanço de brancos, aplicar efeitos, e selecionar a qualidade do vídeo (apenas as opções “muito bom” e “normal” estão disponíveis). Não testamos a função de vídeo-chamada por falta de suporte da operadora de telefonia. Com 16 GB de armazenamento interno e possibilidade de acrescentar mais 32 GB através de um cartão MicroSD, o Tab convida o usuário a usufruir seus recursos multimídia. É muito fácil sincronizar filmes e músicas com o computador: basta alterar as configurações de USB para sincronizar música, conectar o tablet ao computador, abrir o Media Player e arrastar os arquivos para a lista de sincronização. Feito isso, é só clicar em sincronizar e vai tudo para o Tab. O dispositivo tem suporte a vários formatos de vídeo, dentre eles DivX, Xvid, MPEG-4, H.263 e H 0,264. O Tab também suporta ampla variedade de formatos de áudio, incluindo AAC, OGG, FLAC e AC3. O aplicativo de vídeo também tem suporte a legendas no formato srt, com ajuste de tamanho e sincronização automática. Filmes em widescreen são exibidos na tela 1024 x 600 pixels do Galaxy Tab sem o letterbox, aquelas tarjas pretas acima e abaixo de uma imagem para manter a relação entre altura e largura original do filme. Os dois alto-falantes na parte inferior do tablet são potentes, mas não dispensam um conjunto de alto-falantes externos caso a intenção seja ouvir o som em um ambiente amplo. Os usuários podem facilmente enviar conteúdo para o Facebook, Twitter, YouTube e Picasa diretamente do Galaxy Tab. TV Portátil Galaxy Tab tem sintonizador de TV digital e analógica com recursos como guia de programação, captura de imagens, gravação de programa de TV em vídeo, desligamento automático da TV e legendas closed caption. Figura 12: Imagem da TV Sintonizar os canais de TV é fácil e a troca é rápida. A gravação de programas não apresentou mistério. A antena é fina e parece frágil, mas melhora a transmissão. Na maior parte do tempo o Galaxy Tab tirou proveito de sua configuração de hardware. O processador ARM Cortex A8 de 1.2GHz executa bem os processos rodando no tablet e a reprodução de conteúdo multimídia ocorre sem falhas graças ao acelerador gráfico. Só notamos certa lentidão na navegação de Internet quando são carregados sites pesados em Flash. Essa lentidão é sentida na rolagem de página e na aplicação do zoom. Por sorte esse tipo de site pesadão em Flash é raro, então não vimos essa queda de desempenho como um problema a ser considerado. A memória interna de 16 GB é mais do que suficiente para uso inicial. Com o tempo, havendo necessidade, a memória pode ser expandida em até 32 GB com cartões microSD. A leitura de arquivos armazenados no cartão de memória é rápida e sem falhas, mesmo quando os arquivos em questão são vídeos. Não notamos diferença de desempenho entre utilizar a memória interna e cartão de memória. Tendo em mente que usaríamos vários aplicativos rodando ao mesmo tempo no Galaxy Tab nos fez pensar que a duração da bateria seria curta, até mesmo ridícula. A Samsung informa que o tablet proporciona em torno de 7 horas de reprodução de vídeo com uma única carga (total) de bateria, levando-se em conta que reprodução de vídeo é uma das tarefas mais intensivas que podemos atribuir ao tablet. Pois bem, assistimos a filmes no Tab e não notamos perda rápida na carga da bateria. Durante a reprodução de vídeos longos (um filme com duração de 3 horas, por exemplo) pudemos perceber que o aparelho esquenta um pouco, mas nada que o tornasse desconfortável. Para fazer com que a bateria durasse mais, diminuímos o brilho da tela e desativamos bluetooth, GPS, Wi-Fi e 3G, voltando a ativar esses recursos apenas quando necessário. Assim garantimos um dia inteiro de tablet disponível, sem medo de faltar carga. Na verdade, conseguimos dois dias de uso não intenso com essa economia. O ideal seria termos um tablet com carga que durasse uma semana em uso contínuo (!), mas a durabilidade da carga de bateria do Galaxy Tab não é das piores. Só não esqueça de levar o carregador se for passar mais de um dia fora de casa. A bateria do Galaxy Tab não pode ser acessada manualmente. Caso ela perca sua capacidade de carga ao longo do tempo, será necessário contratar o serviço de uma empresa para substituir a bateria. Pode-se baixar aplicativos para o Galaxy Tab na loja Samsung e no Android Market. A loja Samsung oferece aplicativos projetados exclusivamente para os produtos da Samsung. Até o momento não temos notícia de aplicativos no Android Market específicos para tablets rodando Android 2.2 (Froyo). A versão seguinte, conhecida como Honeycomb, roda aplicativos desenvolvidos especificamente para tablets. Esses aplicativos contam com área separada no Android Market. No Android Market os usuários terão acesso rápido a milhares de aplicativos para baixar, alguns gratuitos, outros pagos. Depois que encontrar um aplicativo, basta pressionar um botão para baixá-lo e instalá-lo automaticamente. logo ele aparecerá no menu de aplicativos. A loja da Samsung não é tão organizada e fácil de lidar quanto o Android Market. Por causa de sua tela de 7 polegadas, o Tab está próximo do tamanho de um Kindle (de seis polegadas). Quem possui um Kindle (veja nosso teste do Kindle 3G) pode sincronizar conteúdo e marcadores de sua conta do Kindle com o dispositivo. Há opções para alterar o tamanho da fonte, cor de página e brilho da tela. Quem não tem Kindle pode abrir uma conta na Amazon eBookstore através do Galaxy Tab e comprar livros eletrônicos. O tamanho do Tab favorece a leitura de livros eletrônicos, mas a tela do Kindle ainda é mais confortável. O brilho da tela do Tab prejudica a leitura sob luz forte, ao passo que a tecnologia e-Ink do Kindle não tem esse problema. Mas quando a leitura é de alguma revista colorida, o Galaxy Tab ganha apesar do reflexo de luz. O Kindle para Tab é muito fácil de usar. Há opção para ajustar o tamanho da letra e a mudança de página é simples, arrastando o dedo na tela. Os recursos “copiar e colar” fazem parte do Galaxy Tab. Assim como em outros dispositivos Android 2.2, basta dar um toque (batidinha) em uma palavra para poder selecionar e copiar o texto a partir dela. Dentre outras funções - são muitas! -, destacamos a integração de e-mail, que é excelente, os aplicativos para diversas redes sociais e para o YouTube, a reprodução de música e a possibilidade de fazer chamadas telefônicas (esteja preparado para ser olhado com estranheza por quem estiver em volta e ouvir comentários sobre o tamanho do seu “celular”). O Galaxy Tab é sincronizado com os aplicativos do Google: Gmail, Contatos, Agenda, Gtalk e Mapas. Basta acessar os aplicativos, inserir as informações de usuário e senha para a sincronizaçáo ser possível. Vale uma observação sobre o aplicativo Mapas, do Google: é confortável usar o Google Mapas no Galaxy Tab por causa do tamanho de sua tela, em comparação aos aparelhos de celular. A navegação por satélite é boa, os mapas são carregados rapidamente e não tivemos problemas com zoom ou rolagem de tela. As principais especificações do Samsung Galaxy Tab são: Tela: TFT de 7 polegadas Resolução: 1024 x 600 Sistema Operacional: Android 2.2 (Froyo) Processador: ARM Cortex A8 de 1.2GHz Vídeo: PowerVR SGX540 Memória RAM: 512MB Capacidade de armazenamento: 16GB internos, expansível através de cartão de memória microSD de até 32GB Bateria: 4.000 mAh Conectividade: 3G, Bluetooth 3.0, WiFi 802.11b/g/n Câmera: 3.2 megapixels VGA (traseira); 1.3 megapixels (frontal) Peso: 380 g Dimensões: 188 x 120 x 11 mm (LxAxP) Custo: em torno de R$ 2.000, desbloqueado e sem contrato com operadora de telefonia Mais informações: http://www.samsung.com/br/ Nós gostamos muito do Samsung Galaxy Tab, mesmo sendo ele pequeno para um tablet e grande para um telefone. Tivemos algumas coisas muito boas a dizer sobre o Samsung Galaxy Tab durante nossos testes. O tablet da Samsung é rápido, sua tela é nítida e brilhante, o dispositivo é eficiente em multi-tarefas e seu tamanho é ideal para carregar por aí em bolsos e bolsas. Sua câmera não pode tomar o lugar da principal. Pontos Fortes A interface do Android é excelente A tela é brilhante e colorida Transferir e assistir a vídeos e ouvir música é fácil Inúmeros aplicativos no Android Market É leve e tem tamanho confortável e portátil Suporte a Flash (permite assistir a vídeos online) Suporte para vários formatos de arquivo Resistente Rápido Eficiente em multitarefa Conectividade excelente Pontos Fracos Alguns aplicativos não ficam bem na tela (o Android 2.2 não foi otimizado para tablets) Falta de tela AMOLED Câmera de qualidade média Sites pesados em formato Flash demoram para carregar Bateria não acessivel Se portabilidade e sistema Android são prioridade, o Samsung Galaxy Tab é a escolha ideal.
  6. A Campus Party nasceu em 1997 com o imenso porém necessário objetivo de reunir, uma vez ao ano, os melhores talentos de Internet para dividir experiências, aprender e poder construir, juntos, um melhor amanhã. Com a popularização da tecnologia e da Internet ao longo dos últimos anos, temos observado que a rede é usada tanto para fins legítimos como para outros nem tanto assim. Uma mesma tecnologia pode dar acesso a uma grande fonte de conhecimento e conteúdos compartilhados como também pode ser utilizada para causar danos, já seja de maneira consciente ou como parte de um jogo. Por isto, cada vez mais, o uso cívico e respeitoso da rede torna-se uma questão prioritária. Além da diversão e do aprendizado proporcionados durante a semana de celebração da Campus Party, este é o momento de agir e sermos responsáveis, fazendo nossa colaboração para que a tecnologia seja usada em benefício da humanidade e demonstrando que Internet não é apenas uma rede de computadores, e sim, de pessoas. É o momento de iniciar um movimento de conscientização e de iniciar e impulsionar #somethingbetter. Durante meses, a equipe da Campus Party, junto a colaboradores e amigos de todo o mundo, desenvolveu um manifesto fundacional no qual foi feito um acordo em prol de um objetivo concreto e em prol da criação de um projeto maravilhoso, o programa de voluntariado tecnológico "GeeksansFrontieres". Este projeto atuará em países realmente necessitados. A equipe está construindo este ambicioso projeto com organizações amigas. Como campuseiros podemos ser um coletivo chave para a mudança. Temos o conhecimento, a vontade e um grande alcance, algo que traduz-se em uma grande responsabilidade para conseguir mudar o mundo para o bem. Isto é dito constantemente mas, poucas vezes, temos a chance de transformá-lo em ações concretas. Em outras palavras, esta é uma oportunidade única. Através do #somethingbetter, unidos, poderemos marcar a diferença na vida de muitas pessoas de forma positiva e a longo prazo. Durante as próximas semanas, por meio do manifesto fundacional, será niciado um processo aberto para determinar ações em conjunto, para levá-las ao cabo e fazer deste mundo um lugar melhor.
  7. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Compus Party 2011: #SomethingBetter "A Campus Party nasceu em 1997 com o imenso, porém necessário, objetivo de reunir os melhores talentos da Internet. " Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  8. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: MSI MOA (Master Overclocking Arena) 2011: final das Américas "O Clube do Hardware esteve presente no campeonato de overclock patrocinado pela MSI e que aconteceu durante a CES 2011." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  9. Durante a CES (Consumer Electronics Show), que aconteceu entre os dias 6 e 9 de janeiro de 2011 em Las Vegas, Estados Unidos, a MSI promoveu seu grande campeonato de overclock, o MOA (Master Overclocking Arena) 2011 - Final das Américas. O prêmio para a equipe vencedora: uma viagem para a grande final em Taiwan, além de US$ 1.500 em dinheiro. As dez melhores duplas das Américas, previamente selecionadas através de competições online, foram a Las Vegas brigar pelo grande prêmio. E o Clube do Hardware estava lá para conferir de perto as máquinas e seus “pilotos”. Figura 1: Os competidores Cada equipe recebeu dos organizadores um conjunto de componentes que foram fornecidos no evento e alguns fornecidos com antecedência, como placa-mãe e placa de vídeo. Todas as equipes receberam exatamente os mesmos componentes, tornando a competição justa. Os competidores puderam ajustar o equipamento de acordo com suas necessidades, mas não foi permitido alterar a BIOS das placas-mãe ou das placas de vídeo. Também não foi permitido usar qualquer hardware ou software não fornecido pela MSI para a ocasião, incluindo disco rígido, unidades ópticas e “pen drives”. Cada equipe podia levar seus próprios equipamentos de overclock (coolers, etc) e ferramentas (multímetro, termômetro, etc). Figura 2: O tipo de resfriamento era por conta de cada equipe A MSI forneceu os seguintes componentes e ferramentas para cada equipe: Placa-mãe MSI Big Bang-XPower (BIOS A7666IMS.148) Processador Intel Core i7-980X Extreme Edition Placa de vídeo MSI N580GTX M2D15D5 (driver 263.09) Kit de Memória Patriot Viper II Sector 7 PC3-16000 2 GB x 3 Disco rígido Western Digital VelociRaptor WD3000HLFS Fonte de alimentação Antec CP-1000 Teclado Tt eSPORTS CHALLENGE Pro Mouse Tt eSPORTS Black Sistema Operacional Windows 7 Ultimate 64 bits Programas CPU-Z 1.56, GPU-Z 0.48, CPU Tweaker 1.5, Cinebench 11.529, wPrime 1.55/2.04, MSI Afterburner Setup210MOA (2.1.0 MOA) Figura 3: Montagem Foram feitas duas rodadas de testes: a primeira, do processador, visando atingir a maior pontuação no SuperPi 32M, e a segunda, da placa de vídeo, teve por objetivo alcançar a maior pontuação no 3DMark 11. O SuperPI 32M é uma forma relativamente rápida de testar a estabilidade e o desempenho do processador e da memória. Já o 3DMark 11 é o teste de referência mais popular do mundo para medir o desempenho gráfico de computadores. No local, os competidores deram duro para tentar conseguir as melhores pontuações possíveis com o material disponível. Pudemos ver excelentes resultados de overclock em temperaturas realmente baixas e a competição foi acirrada. Figura 4: Ajustes Durante algumas horas foram feitos diversos ajustes nas configurações de hardware e foram usados litros e mais litros de nitrogênio líquido. Recordes mundiais de overclock eram estabelecidos para serem quebrados logo em seguida. Figura 5: Litros e mais litros de nitrogênio líquido O resultado final foi combinado em um escore único, com o resultado do SuperPi valendo 40% da pontuação total e o resultado do 3DMark 11 valendo 60% do total. A equipe com a melhor pontuação total foi declarada vencedora. Os resultados oficiais foram os seguintes: 1. OCAlliance (EUA): Slave e RomDominance - Super Pi 32M = 6:31.795 / 3dMark11 = 9213 2. Over the Edge (EUA): Patch e Dentlord - Super Pi 32M = 6:26.257 / 3dMark11 = 8893 3. Team Pure (EUA): G H Z e Gautam - Super Pi 32M = 6:40.437 / 3dMark11 = 8938 4. 1213 Xtreme (Brasil): Rbuass e Fugger - Super Pi 32M = 6:48.518 / 3dMark11 = 8926 5. Team XS (EUA): Chew* e ZenEffect - Super Pi 32M = 6:33.651 / 3dMark11 = 8579 6. Team Vaseline (EUA): Robert e ocgmj - Super Pi 32M = 6:56.224 / 3dMark11 = 8778 7. Team Overclockaholics (EUA): steponz e Kal-EL - Super Pi 32M = 6:55.865 / 3dMark11 = 8477 8. Overclockers Anonymous (EUA): Brian y e Chris - Super Pi 32M = 7:18.688 / 3dMark11 = 8188 9. 1213 Overclocking Team (Brasil): Gnidaol e Joe90br - Super Pi 32M = 7:9.406 / 3dMark11 = 4161 10. Hardcol (Colombia): E-Killer e Nestorky - Super Pi 32M = 0:0 / 3dMark11 = 7852 Figura 6: Ranking no telão Com o término da competição, a etapa das Américas do MSI Master Overclocker Arena conheceu a equipe finalista que representará o continente na grande final do MOA que acontecerá em Taipé, Taiwan, ainda este ano. A equipe que terminou a competição em primeiro lugar – OCAlliance – ganhou US$ 1.500 e uma viagem a Taipé, em Taiwan, para participar da final mundial do MOA. Figura 7: 1º colocado, OCAlliance (EUA) A equipe colocada em segundo lugar – Over the Edge – levou US$ 1.000 em dinheiro. Figura 8: 2º colocado, Over the Edge (EUA) O terceiro lugar – Team Pure – ficou com US$ 500 em dinheiro. Figura 9: 3º colocado, Team Pure (EUA) No final da competição tivemos a satisfação de conversar com os representantes brasileiros nessa aventura: Rbuass (Ronaldo Buassali, #22 de 28768 no ranking mundial e #1 de 639 no ranking Brasil da HWBot), Gnidaol (Iuri Alves Andrade Balzana dos Santos, #932 de 28768 no ranking mundial e #19 de 639 no ranking Brasil da HWBot) e Joe90br (Jaime Luiz de Souza, #184 de 28768 no ranking mundial e #4 de 639 no ranking Brasil da HWBot). Figura 10: Os overclockers brasileiros Gnidaol (Iuri), Rbuass (Ronaldo) e Joe90br (Jaime) Os três começaram a fazer overclock em suas máquinas por acaso, sem intenção de se tornarem competidores, mas, com o tempo, tomaram gosto pela atividade, foram descobrindo novas possibilidades e hoje estão entre os melhores do mundo na loucura de deixar seus computadores mais rápidos. Rbuass, paulista, é uma figura divertida e falante, longe do estereótipo do nerd introvertido e deslocado. Sempre bem colocado nas competições, mostrou que essa atividade pode até ajudar seus adeptos a “pegar mulher”: ele é casado com uma chilena que também faz overclock e é pai de uma menina de 5 meses. Gnidaol, nascido no interior do RJ e atualmente morando em São Paulo, é estudante de engenharia de petróleo e não tem tempo para se dedicar com mais afinco ao overclock, mas mesmo assim encabeça várias competições. Jaime, também paulista, é menos falante e nos pareceu o mais observador dos três. Seu início no overclock foi por mera curiosidade e hoje não consegue deixar suas máquinas em paz, está sempre buscando chegar ao limite com novas marcas. Para quem acha que os “tarados” por overclock são “do outro mundo” e que brasileiros não apresentam bons resultados em competições internacionais, essas três feras provam o contrário.
  10. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Teste do Leitor Digital Kindle 3G da Amazon "Teste do Kindle 3G, leitor de livros eletrônicos da Amazon." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  11. Há algum tempo surgiram os leitores de livros eletrônicos, mas nenhum havia feito tanto sucesso quanto o Kindle, primeiro dispositivo deste tipo desenvolvido pela Amazon.com, uma empresa cujo principal foco está em livros tradicionais, de papel. O primeiro Kindle foi lançado em novembro de 2007, tinha 256 MB de capacidade de armazenamento (cerca de 200 livros) e custava 399 dólares, porém apresentava algumas falhas de projeto. O segundo modelo, lançado em fevereiro de 2009, teve sua memória interna aumentada para 2 GB (armazenamento de cerca de 1.500 livros) e custava 359 dólares, desta vez com melhorias. Apenas quatro meses depois a Amazon trouxe ao mercado o Kindle DX, maior, mais pesado e com 4 GB de capacidade de armazenamento (cerca de 3.500 livros), o dobro da versão anterior, custando 489 dólares. O novo Kindle chegou ao mercado no fim de agosto em duas versões: Wi-Fi (na cor grafite) e 3G + Wi-Fi (disponível em branco e grafite), vendidos por 139 dólares e 189 dólares, respectivamente. Demos uma boa olhada no modelo 3G + Wi-Fi branco para descobrir o que ele tem de bom. O Kindle 3, como está sendo chamado pelos usuários, vem em uma simples caixa de papelão que lembra muito um livro, mostrada na Figura 1. Figura 1: A embalagem do Kindle Na caixa, além do leitor digital sem fio Kindle, vem um adaptador de energia bivolt (100V-240V), um cabo USB 2.0 (para conexão com o adaptador para tomada elétrica Kindle, também incluso, ou para se conectar a um computador) e um Guia de Início Rápido, como podemos ver nas Figuras 2 e 3. Figura 2: O que vem na caixa Figura 3: Cabo USB com adaptador para tomada elétrica O Kindle 3G é bem fino e leve: mede 190 mm x 123 mm x 8,5 mm e pesa 247 g. Seus controles são bem localizados, o projeto é muito bom e o dispositivo nos pareceu ser bem resistente. Conforme mostrado na Figura 4, o aparelho tem cantos e laterais arredondados e as teclas para troca de páginas estão em ambos os lados da tela. Abaixo da tela temos o teclado, um controle de 5 direções e os botões Menu, Home (Início) e Back (Voltar). A Figura 5 mostra a parte de trás do dispositivo, com os alto-falantes na parte superior. Figura 4: O Kindle 3G Figura 5: A parte de trás do Kindle 3G O teclado tem teclas bem próximas e arredondadas. Os números são acessados através da tecla Sym (símbolos). A tecla AA dá acesso às opções de exibição de texto. O botão Home (Início) mostra o conteúdo armazenado no Kindle e o conteúdo arquivado na Amazon. O botão Menu mostra as opções do aplicativo e de navegação relacionadas à tela que está sendo exibida. O botão Back (Voltar) funciona como em um navegador de internet: é possível, por exemplo, seguir um link em um livro e depois retornar ao ponto em que estava. O controle de 5 direções tem várias funções: ao pressionar o centro do controle, uma ação ou item é selecionado. O destaque de texto ou cursor na tela é movido para cima e para baixo ao pressionar as respectivas setas no controle. O destaque de texto ou cursor na tela é movido para os lados ao pressionar a seta para a esquerda ou direita. Manter pressionada uma seta acelera o movimento do cursor. Figura 6: O teclado e as teclas de controle As teclas para mudança de página ficam muito bem localizadas nos dois lados do Kindle. Cada lado tem duas teclas, uma para retorno (<), na parte superior, e uma para avanço (>), na parte inferior. Vale destacar que as teclas ficam no mesmo nível da superfície do aparelho, sem ressaltos ou reentrâncias. Figura 7: As teclas para mudança de página O controle de volume, a entrada para fones de ouvido (não inclusos), o microfone (não está ativado atualmente, mas é fornecido para uso futuro), a porta de energia/micro-USB, o botão liga/desliga e a luz indicadora de carga estão localizados na parte inferior do dispositivo, conforme visto na Figura 8. Figura 8: Controles e portas na parte inferior Quando deslizamos a tecla liga/desliga ou conectamos o dispositivo para recarga, a mesma acende uma luz verde se a bateria ainda tem boa carga. Quando a bateria já está baixa e precisa ser recarregada, a tecla acende uma luz âmbar. Para colocar o Kindle em modo de repouso, basta deslizar e soltar o botão liga/desliga e uma imagem de tela inteira aparecerá. Enquanto o Kindle está em repouso, teclas e botões ficam travados. O Kindle entra em modo de repouso sozinho após dez minutos sem utilização. Para desligar o Kindle, é necessário deslizar e pressionar o botão liga/desliga durante sete segundos, até que a tela fique em branco. Para acordar ou ligar o Kindle, deslize e solte novamente o botão liga/desliga. Caso tenha sido colocada uma senha no dispositivo, ela será solicitada ao ligar ou acordar o Kindle. O Kindle 3G pode ser recarregado através da porta USB de um computador ou diretamente na tomada. A duração da bateria é excelente: até um mês com a função wi-fi desligada e até dez dias com a função wi-fi ligada. Vale ressaltar que a duração da bateria vai depender de quantos livros forem indexados, quantas páginas forem viradas e por quanto tempo a função sem fio ficou habilitada. Sem abaster o Kindle com novos livros e deixando o wi-fi desligado, o dispositivo só vai consumir energia ao mudar as páginas. A tela do Kindle usa tecnologia e-Ink (tinta eletrônica), também conhecida como e-Paper (papel eletrônico), que funciona através da aplicação de uma carga elétrica em milhões de minúsculas partículas negras, levando-as a congelar em um padrão de letras ou imagens em tons de cinza. Ela funciona com o uso de tinta, exatamente como os livros e jornais, mas exibe as partículas de tinta eletronicamente.O resultado realmente se parece com tinta sobre papel. Infelizmente essa qualidade não ficou visível em nossa fotografia, como mostra a Figura 9. Figura 9: A tela do Kindle A tecnologia e-Ink específica presente neste Kindle é atualmente usada exclusivamente por ele e, segundo seu fabricante, oferece 50 por cento mais contraste que os outros leitores de e-book do mercado, proporcionando mais clareza de texto e imagens mais nítidas. Além disso, a tela do Kindle permite a leitura sob a luz do sol sem reflexos ou brilho. Além do conforto para leitura, a tecnologia e-Ink só usa energia para troca de páginas, por isso a bateria do Kindle dura tanto. Falando em troca de páginas, esta função leva menos de um segundo para se completar neste modelo. Alguns reclamam que a tela fica preta com letras brancas ao virar as páginas (esse flash é parte do processo de posicionamento da tinta), mas tudo acontece muito rápido e não interrompe o ritmo de leitura. Experimentamos a leitura de um livro em formato Kindle (AZW), de um texto em formato PDF e fizemos uma assinatura de jornal na Kindle Store. O processo de transferência e leitura dos três foi bastante simples. A transferência de arquivos para o Kindle pode ser feita através da conexão sem fio para baixar conteúdo direto do site da Amazon ou através do computador, via porta USB. Podemos baixar conteúdo da loja Kindle para o computador e depois transferi-lo para o aparelho, além de também podermos transferir documentos não oriundos da Amazon. A transferência de livros leva menos de um minuto via 3G ou wi-fi. A leitura do livro e do jornal foi agradável e nada cansativa aos olhos. A entrega diária do jornal foi feita automaticamente via wi-fi assim que cada edição estava disponível e levou apenas alguns segundos para ser concluída. O texto em PDF que escolhemos precisou de constantes rolagens de tela durante a leitura, mesmo mudando sua orientação para horizontal, o que foi um pouco desagradável. Para resolver esse tipo de problema, a Amazon dá a opção de converter gratuitamente documentos pessoais em PDF para o formato Kindle, basta enviar o arquivo para a conta de e-mail Kindle a que cada usuário tem direito. A tela é nítida e há opções de personalização, como tipo e tamanho de fonte, espaçamento entre linhas, número de palavras por linha e orientações de tela, e o comando para ativar e desativar a função Text-to-Speech, (Texto para Fala, que faz a leitura oral do texto), tudo para se adequar às preferências do leitor, como visto na Figura 10. Figura 10: Personalização da tela O leitor de PDF permite anotações, destaques e o uso do dicionário em inglês que já vem instalado de fábrica. Podemos ajustar o zoom e o contraste (5 níveis para cada) e as configurações de rotação da tela (4 opções), conforme mostrado na Figura 11. Figura 11: Personalização da tela em arquivos PDF Um detalhe nos pareceu estranho: o Kindle não apresenta numeração de páginas nos textos (exceto em PDF, onde a paginação é a original). Ao invés do número da página dos livros que estávamos lendo, o que vimos no rodapé da tela foi uma porcentagem do que já havia sido lido e um "número de localização". O acesso sem fio é feito pelo serviço Amazon Whispernet, que faz entrega de conteúdo ao Kindle por wireless em qualquer lugar e a qualquer hora. Esta função está integrada em todos os dispositivos Kindle de última geração. O modelo que testamos inclui também conectividade 3G gratuita. O Kindle se conecta a qualquer rede Wi-Fi, permitindo o envio de material direto da loja Kindle para o aparelho, sem precisar de computador. Nos modelos de Kindle com conectividade 3G gratuita, como o que testamos, o 3G funciona da mesma forma que um telefone celular usa para se conectar dentro da sua área de cobertura. Quando o sinal 3G não está forte o suficiente, os modelos 3G+Wi-Fi do Kindle passam automaticamente a se conectar usando as redes mais lentas EDGE e GPRS. Quando o sinal é suficientemente forte, eles se conectam à rede 3G mais rápida automaticamente. A cobertura 3G é desativada automaticamente assim que é feita uma conexão Wi-Fi. Se você se desconectar de uma rede Wi-Fi ou se mover para uma área fora do alcance Wi-Fi, o Kindle volta automaticamente para a cobertura 3G. Para quem gosta de compartilhar suas leituras com os amigos nas redes sociais, o Kindle tem uma função que permite enviar trechos de textos para o Facebook e o Twitter diretamente do dispositivo. Com a função sem fio ativada, basta selecionar o texto e escolher a opção "compartilhar" para ser levado a uma página com as opções de envio para Twitter e Facebook (o usuário deve autenticar as contas desses serviços no Kindle e os envios seguintes serão automáticos), com espaço para escrever seus próprios comentários. A citação é publicada em um link no site da Amazon. Figura 12: A citação da forma como aparece na Amazon, no Facebook e no Twitter O Kindle 3 vem com um navegador de internet experimental, como o próprio fabricante diz. Seu navegador é baseado no WebKit (como os navegadores dos smartphones modernos), mas a lentidão causada por limitações de hardware e a tela em escala de cinza não fazem do Kindle um aparelho convidativo à navegação online. Figura 13: O navegador de Internet O dispositivo pode reproduzir arquivos no formato MP3 (músicas ou podcasts) durante a leitura, mas sem a qualidade dos aparelhos específicos para esse fim. A função Text to Speech (Texto para Fala) faz a leitura oral dos livros (em inglês), exceto quando não permitido pela editora. Pode-se escolher uma voz masculina ou feminina, além de determinar a velocidade de leitura. É possível usar essa função em textos em português, porém o "sotaque" da máquina é incompreensível. Esta função não está disponível para arquivos em formato PDF. Tela: Tela de papel eletrônico de 6 polegadas, otimizada com tecnologia proprietária de waveform (*) e de fonte, resolução de 600 x 800 pixels em 167 ppi, escala cinza de 16 níveis Tamanho (altura x largura x profundidade): 190 milímetros x 123 mm x 8,5 mm (21% menor que sua versão anterior) Peso: 247 gramas (15% mais leve que sua versão anterior) Requisitos de Sistema: Nenhum (sem fio, não requer computador) Armazenamento: 4GB interno (aproximadamente 3GB disponível para conteúdo do usuário) Vida útil da bateria: Até 1 mês com wireless desabilitado; até 10 dias com wireless habilitado (**) Tempo de Carga: Aproximadamente 4,5 horas Conectividade 3G: Modem HSDPA (3G), com um retorno para EDGE/GPRS; Amazon Whispernet para cobertura 3G em alta velocidade nos EUA e nas redes de parceiros fora dos EUA Conectividade Wi-Fi: Suporte a redes sem fio públicas e privadas ou hotspots que usam o padrão 802.11b ou 802.11g com suporte para WEP, WPA e WPA2 usando autenticação por senha; não se conecta a redes seguras WPA e WPA2 que utilizam métodos de autenticação 802.1X; não suporta conexão a redes ad-hoc (ou peer-to-peer) Porta USB: USB 2.0 (conector micro-B) para conexão com o adaptador de alimentação Kindle EUA (incluso) ou para conexão com PC ou MAC Áudio: Entrada de áudio de 3,5 mm estéreo, alto-falantes estéreo embutidos na parte traseira Formatos de conteúdo suportados: Kindle (AZW), TXT, PDF, Audible (Enhanced Audible (AA, AAX), MP3, MOBI não protegido, PRC nativamente; HTML, DOC, JPEG, GIF, PNG, BMP através de conversão Acessórios Incluídos: Adaptador de energia bivolt (110V-240V), cabo USB 2.0, bateria recarregável Opções de cor: cinza grafite e branco Documentação: Guia de Início Rápido (incluído na caixa); Guia do Usuário (pré-instalado no dispositivo) Garantia e assistência técnica: 1 ano de garantia limitada Mais informações: http://www.amazon.com Preço de venda nos EUA: USD 189 (*) Waveform é uma série de pulsos eletrônicos que movimentam partículas de tinta eletrônica preta e branca para atingir um nível final de cinza para uma imagem ou texto. (**) A duração da bateria irá variar conforme o uso da rede sem fio, como navegação na internet e conteúdo baixado na Kindle Store. Em áreas com baixa cobertura 3G ou com cobertura exclusiva EDGE/GPRS, o uso da rede sem fio consome energia da bateria mais rapidamente. A leitura no Kindle é muito agradável. O dispositivo é leve, fino e confortável para segurar por longos períodos. A mudança de páginas é silenciosa e pode ser feita a partir de ambos os lados do dispositivo. Seu contorno é levemente arredondado e a textura é suave, proporcionando boa sensação de toque. Uma grande vantagem do Kindle sobre notebooks e tablets é que ele não esquenta, podendo ser segurado por muito tempo sem qualquer incômodo. Transferir arquivos diretamente do site da Amazon por conexão sem fio ou 3G é fácil e rápido. O mesmo pode ser dito da operação usando o computador. A conexão 3G gratuita é uma mão na roda quando não temos uma rede sem fio por perto. Sua cobertura abrange mais de 100 países. (http://client0.cellmaps.com/viewer.html?cov=1) O navegador de Internet deixa a desejar por ser lento e em escala cinza, mas não compromete a qualidade do aparelho – afinal, estamos falando de um leitor de livros eletrônicos e o Kindle cumpre essa função com excelência. A simplicidade de uso do Kindle tem tudo para agradar até àqueles mais avessos à tecnologia: não tem fios, não precisa de configuração nem instalação de programas, não precisa nem de computador. O projeto deste novo Kindle nos agradou tanto visual quanto funcionalmente: o dispositivo é bonito, prático e resistente. O grande problema está no preço em que o produto chega ao Brasil. Por conta dos impostos, o pagamento à Amazon fica em USD 409.71 (Kindle 3G: USD 189.00 + custo de envio: USD 20.98 + taxa de importação: USD 199.73) - mais que o dobro do valor praticado nos EUA. Segundo a Amazon, caso o depósito das taxas de importação exceda o valor real de importação, ela devolverá a diferença. Pontos Fortes Projeto excelente Não esquenta Ótima duração de carga da bateria Conexão sem fio Conexão 3G gratuita em mais de 100 países Leve e pequeno Resistente Confortável para segurar durante longos períodos Rapidez na mudança de páginas Botões para mudança de página em ambos os lados Tela clara e nítida Facilidade de leitura sob luz direta Suporte a PDF com opção de tamanho de texto Permite anotações e marcações nos documentos, inclusive PDF Vem com dois dicionários em inglês instalados, com suporte a uso interativo nos textos Facilidade para adquirir livros, revistas e jornais Possibilidade de uso sem a necessidade de um computador Compartilhamento de citações em redes sociais (Facebook e Twitter) Função de texto falado Opção de senha de acesso Preço baixo nos EUA Pontos Fracos Preço alto no Brasil por conta dos impostos (mais que o dobro do valor praticado nos EUA) Falta acentuação e cedilha na escrita Falta suporte ao formato ePub Falta de cores na tela Não permite expansão de memória A bateria não é removível (para trocá-la é necessário enviar o aparelho à Amazon) Alto-falantes na parte traseira deixam o som um pouco abafado quando usamos a capa protetora vendida pelo fabricante
  12. Os recursos que o iPad *tem* funcionam muito bem. Os pontos negativos citados no teste são itens que fazem falta para tornar o iPad mais completo, mas não há relato de mau funcionamento de qualquer função do dispositivo - por isso a Sandy Berger, que testou o produto, optou por dar o selo. Opinião pessoal: eu também não compraria um iPad nas condições atuais.
  13. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: A arte de enganar: Kevin Mitnick na Campus Party 2010 "A palestra do ex-hacker e especialista em segurança Kevin Mitnick, considerado ídolo pelos aficcionados popr tecnologia, foi o ponto alto do segundo dia da Campus Party." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  14. A palestra do ex-hacker e especialista em segurança Kevin Mitnick, considerado ídolo pelos aficcionados popr tecnologia, foi o ponto alto do segundo dia da Campus Party. Mitnick chegou a ser preso por suas atividades e hoje é consultor de segurança digital para empresas. Segundo ele, os hackers de hoje enganam as pessoas para conseguir informações pessoais e seus ataques são um misto de engenharia social e conhecimento de software. A engenharia social, método para convencer pessoas a revelar suas informações pesooais e vitais, é a forma mais simples para conseguir dados e lesar os incautos. Como ainda não inventaram remédio contra ingenuidade (ou burrice, nas palavras de Mitnick), o método continua eficaz. Segue um pequeno resumo sobre o que NÃO fazer para estar menos vulnerável a ataques de hackers: Confiar em qualquer pesquisa que peça dados pessoais (pode fornecer informações que facilitem o roubo de identidade e dados para revelar senhas, como, por exemplo, o nome do animal de estimação) Fornecer senhas por meios eletrônicos (telefone, e-mail, etc) Digitar senhas em computadores públicos Publicar informações pessoais em redes de relacionamento Acreditar em tudo que chega pelo e-mail Ligar para números de telefone informados por fontes que não sejam oficiais (centrais telefônicas de bancos, por exemplo - há centrais falsas que capturam as senhas digitadas) Confiar em redes sem fios abertas Abrir arquivos de Office ou PDF de fontes desconhecidas Deixar a função autorun do Windows habilitada (uma mídia removível - pendrive, CD, DVD... - consegue infiltrar arquivos contaminados no computador) Confiar demais nas pessoas - hackers exploram a boa vontade dos outros para conseguir dados Pensar que esse tipo de roubo de informações só acontece com os outros Conceder o "benefício da dúvida" (confiança inicial) às pessoas Ser descuidado com o próprio lixo físico, deixando disponíveis nome, números de documentos, endereços, etc Mitnick também enfatizou que deve-se prestar atenção em quem pede suas informações. Enquanto não souber exatamente quem quer seus dados, negue tudo. Segundo ele, não existe segurança na rede, todo sistema tem falhas - principalmente os mais complexos - e é impossível fugir delas. "Mesmo quando o usuário classifica a informação como restrita nas redes sociais, o mundo pode ver. Até um amigo seu pode passar informações para um criminoso sem saber". Ao final da palestra, Mitnick distribuiu seu inusitado cartão de vistas: um cartão feito em metal, com recortes que são ferramentas para arrombar fechaduras. O criativo cartão de Kevin Mitnick
  15. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Monalisa feita de placas-mãe "Confira esta obra de arte: uma reprodução da Monalisa, de Leonardo DaVinci, feita com placas-mãe." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  16. Você algum dia imaginou ver um clássico da pintura mundial reproduzido com... placas-mãe? Pois foi o que encontramos no Zoom Digital, carinhosamente chamado por eles de Monalisa à la Clube do Hardware: Monalisa Moderna A obra de arte fez parte da exposição "Technology Smiling", que aconteceu em Pequim em maio de 2006 (estamos atrasados, eu sei). Será que Leonardo da Vinci teria pensado nisso nos dias de hoje? Mobolisa?* * Foto publicada pelo site Bore Me.
  17. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Campus Party 2009: o Direito conhece a internet? "Debate com a presença de Rony Vainzof (Opice Blum Advogados Associados), Ronaldo Lemos (FGV, Creative Commons, Overmundo) e Ivo Corrêa (advogado do Google Brasil). " Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  18. Debate com a presença de Rony Vainzof (Opice Blum Advogados Associados), Ronaldo Lemos (FGV, Creative Commons, Overmundo) e Ivo Corrêa (advogado do Google Brasil). Moderador: Francisco Madureira (jornalista responsável pelos blogs do UOL). O debate começou com a lembrança do famoso caso de uma modelo que teve sua intimidade flagrada em uma praia na Espanha e exposta em vídeo no site YouTube. Na época a modelo alegou que sua privacidade foi violada e, por causa disso, a justiça determinou que o YouTube fosse bloqueado no Brasil. Mas haveria mesmo violação de privacidade em uma praia, ao ar livre, em um lugar público?!? Por conta de um caso isolado, de uma única pessoa, cria-se uma situação que afeta milhões de outras pessoas. Outro episódio recente que causa furor até hoje na Internet é o Projeto de Lei do Senador Eduardo Azeredo sobre crimes na Internet (leia nosso artigo sobre o assunto). O referido projeto, por exemplo, criminalizava sites que utilizassem cookies sem a permissão do usuário. O interessante é que o próprio site do Senador plantava cookies no computador do usuário sem a permissão deste... Os fatos acima geram polêmica porque têm a ver com privacidade de cada um na Internet. De um lado, existe a privacidade do usuário, de outro, existe uma criminalidade crescente. A Internet é uma rede de pessoas e não uma rede de tecnologia. Como rede de pessoas, ela precisa de organização, de regras. Mas até onde vão essas regras, direitos e deveres em relação a cada um (usuários e empresas) na Internet? Foi citado um caso para ilustrar um tipo de ato ilícito na Internet. Um homem criou uma conta de e-mail usando o nome da ex-namorada, pegou uma foto dela, recortou seu rosto e o colocou, através de montagem, no corpo nu de uma outra mulher. Em seguida, enviou essa fotomontagem para todos os contatos pessoais e profissionais da moça, informando que ela atualmente era uma garota de programa e quem quisesse confirmar poderia ligar diretamente para seu número de celular e marcar um programa. Até que a moça se explicasse a todos que receberam a foto, sua vida estava devastada. Vamos tentar identificar o autor desse ilícito. A mensagem foi enviada de forma anônima, em nome da moça. Foi verificado o número de IP no cabeçalho da mensagem e, mediante ordem judicial, foi quebrado o sigilo junto ao provedor de acesso, que informou exatamente de onde partiu aquela mensagem ilícita: da casa do ex-namorado da moça em questão. Foi feita uma busca e apreensão na casa do sujeito para comprovar quem havia usado aquele computador para enviar aquela mensagem. A perícia descobriu as montagens, o e-mail falso, os acessos e o envio das mensagens. Com base nessa prova, os advogados entraram com uma medida de indenização por danos morais causados à moça. Neste caso é também cabível uma ação criminal por difamação, que não foi ajuizada porque a pena para crime de difamação é abaixo de dois anos e penas inferiores a esse período, segundo a atual legislação no Brasil, são passíveis de multa ou pagamento de cesta básica (para pessoas sem antecedentes criminais). Em primeira instância, a justiça condenou o ex-namorado a pagar uma indenização de R$ 5 mil à ofendida. Ou seja, o sujeito acabou com a vida da moça e o magistrado da primeira instância aplicou uma multa de R$ 5 mil. O caso foi levado à segunda instância e o Tribunal de Justiça reformou a decisão de primeira instância e condenou o sujeito ao pagamento de R$ 100 mil. Provavelmente a moça não receberá um tostão sequer dessa multa, visto que o sujeito não tem onde cair morto, mas sua reação ao saber da decisão lhe deu a sensação de que existe um direito que pode ser aplicado com relação à Internet. Infelizmente o Projeto de Lei do Senador Azeredo não prevê aumento de pena para crimes contra a honra. Outro caso que tem mais a ver com a questão de identificação é o da quebra de sigilo junto ao provedor de acesso para identificar a origem de uma certa mensagem ofensiva. Descobriu-se que a tal mensagem havia partido de uma lan house localizada dentro de um shopping. Desde 2006 há em alguns estados uma lei que obriga as lan houses a identificar seus usuários justamente para poder localizar o autor de algum ilícito como este. No caso em questão, a lan house informou no processo que não possuía a identificação do usuário, ou seja, a vítima nunca saberá quem foi o autor daquele ato ilícito. Neste caso a lan house foi responsabilizada, uma vez que deveria manter os registros de seus usuários, e foi condenada a pagar R$ 10 mil de indenização ao ofendido – pelo ato ilícito em si e pela ausência de informação sobre o autor. Como ficam as empresas diante da possibilidade de um usuário cometer um crime dentro do seu ambiente de Internet (por exemplo, o Orkut, do Google)? Ainda não há uma legislação, uma normatização adequada para algumas questões de direito na Internet, mas os juízes não deixam de aplicar penas, pois a Internet é realidade na vida de milhões de pessoas, mesmo com a falta de regras determinadas. Os conflitos gerados pelo uso da Internet e a ausência de normas que regulem esses conflitos acabam levando a decisões que afetam muito mais pessoas do que exclusivamente o responsável pelo ilícito. A tendência do judiciário diante desse impasse (de não saber o que fazer) é tratar a Internet como os outros meios de comunicação tradicionais (como se, por exemplo, um site de relacionamento fosse um jornal e seu dono pudesse ser responsabilizado pelo conteúdo veiculado em suas páginas) – e aí residem os problemas centrais. Alguns defendem uma não-regulação da Internet, mas é ilusório pensar que essa não-regulação vai significar que o direito não avançará sobre ela. O preocupante é que a não-regulação pode dar margem a alguns casos específicos, que são poucos se comparados ao universo da rede, que gerem algo como a lei Azeredo. Em 1996 foi aprovada no Brasil a Lei de Interceptações Telefônicas para regular o grampo telefônico. Até então, fazer grampo no Brasil era uma festa, qualquer advogado pedia autorização ao juiz e este liberava sem controle ou regulação. A partir de 1996 a escuta só é possível através de ordem judicial – é necessário convencer o juiz de que o grampo é realmente necessário. Em 2008, 400 mil grampos foram autorizados pelo judiciário, mesmo depois da regulamentação da lei. Estamos vivendo na Internet um momento parecido com o período antes da lei que regulamenta a escuta telefônica. Como não existe uma regra que define quando o juiz pode ou não conceder autorização para achar o usuário que está por trás daquele computador, o juiz hoje está concedendo autorização para casos onde ela deve e não deve ser dada. Mesmo com a lei de regulamentação dos grampos, no ano passado foram autorizados 400 mil grampos, então o que está em risco é a ideia de privacidade. Estamos às vésperas de um momento em que a sociedade brasileira terá que decidir quais são os momentos em que o juiz pode autorizar a quebra de sigilo, a quebra de privacidade, para identificar a pessoa que está do outro lado da linha na Internet. Casos como o da moça que foi vítima da ação maldosa do ex-namorado, citado anteriormente, é um caso muito grave, que afeta a vida da pessoa. O problema é que esses casos não podem ser resolvidos da perspectiva individual, mas sim da perspectiva do interesse público. Então, se o juiz pode quebrar o sigilo de toda e qualquer pessoa, não importando o tipo de crime, temos um problema coletivo que afeta o interesse público. É preciso regulamentar a atual situação em uma lei que diga que o juiz só pode autorizar a quebra da privacidade individual para casos considerados graves, por exemplo: sequestro, pedofilia, tráfico de drogas e outros puníveis com ação penal pública incondicional, crimes de alto potencial ofensivo. Advogados, juízes, delegados, promotores, etc, não conhecem nada ou quase nada de Internet. Não existe regulamentação específica sobre o conteúdo disponibilizado na Internet, então os juízes julgam com base em regras gerais. O juiz pega o Código Civil, que começou a ser escrito na década de 1970, onde há uma regra que diz que se alguém lesar outra pessoa, esse alguém é responsável pelo dano causado à outra pessoa. Essa é a regra geral. O que acontece na Internet hoje é que quando um caso é levado ao judiciário, cada juiz acaba decidindo de acordo com as suas convicções, porque a lei em si não desce a nenhuma especificidade que oriente o juiz sobre como decidir sobre aquele caso. Então hoje o que é fundamental no Brasil – e que já aconteceu em vários outros países, começando pelos EUA – é criar mecanismos de contrapeso a essa situação. O que acontece nos EUA, por exemplo, é o seguinte: quando é que um provedor de conteúdo, seja ele um blogueiro, ou o site que hospeda o blog, ou o provedor de acesso, quando é que ele é responsabilizado? Ele é responsabilizado quando, em havendo um caso ofensivo, por exemplo, uma violação de direitos, ele é notificado a respeito daquela violação e a pessoa que recebeu a notificação não toma as providências para retirar aquilo do ar. Se a pessoa tomar as providências para tirar a referida violação do ar em tempo hábil, ela não é responsável pela conduta. É claro que a pessoa que recebeu a notificação pode contra-notificar. Por exemplo: alguém fala mal de um serviço prestado e o prestador desse serviço notifica o provedor, alegando que falaram mal de seu serviço; o provedor pode contra-notificar, alegando que o serviço prestado é realmente ruim, repetindo e reafirmando a opinião por achar que a mesma é justa. É importante que seja criada aqui no Brasil uma situação de contrapeso, porque o provedor de conteúdo (o blogueiro, o site que hospeda o blog, o provedor de acesso) é um alvo fácil demais, diferente do que acontece nos EUA, onde existe a cultura litigante, do processo judicial. No Brasil, o processo já é o castigo, o processo em si é quase a punição. É necessário ter regras claras que orientem os juízes sobre quando o provedor se torna ou não responsável, porque se não temos essas regras. Na situação atual, cada juiz terá uma convicção diferente. Tem que ser feita uma análise jurisprudencial em todos os sentidos, pois uns condenam e outros não, cada um com as mais diferentes convicções. Precisamos de uma lei que defina isso com clareza porque, em não definindo, o caso fica entregue ao judiciário, que decide de forma absolutamente contraditória. Hoje ser blogueiro no Brasil é extremamente arriscado, você fica pensando até que ponto você pode se expressar. Será que apenas estabelecer regras garantirá que a blogosfera brasileira poderá se expressar com liberdade? O problema é que ser blogueiro no Brasil é ser herói – herói no sentido de que não se sabe os riscos enfrentados ao emitir uma opinião na rede, porque trata-se de risco imprevisível. Uma regulamentação é necessária para que o risco se torne previsível, para que o blogueiro deixe de ser herói (aquele que enfrenta o risco imprevisível) e passe a ser um sujeito racional, que mede o risco conhecido. Essas restrições acabam sendo um entrave para a inovação. No Brasil, quem inova está sujeito à imprevisibilidade da falta de regulamentação, pois não há como saber qual será a consequência jurídica de certos atos. É necessário ter uma previsibilidade de risco para poder haver competição com os serviços que já vêm regulamentados dos EUA, senão ficaremos cada vez mais para trás. Qualquer provedor de conteúdo só será condenado por qualquer tipo de ofensa ou ato ilícito que aconteça dentro do seu site se ele tiver ciência do ilícito. Ou seja, a partir da ciência, quem responde é o provedor; caso não haja ciência, quem responde é o autor. Em relação aos blogueiros: no Brasil é permitida a liberdade de expressão, mas até onde vai essa liberdade? Pode-se ofender alguém, ou fazer pornografia infantil na Internet? Não. A questão é que essa liberdade tem um leque muito amplo de opções e sua interpretação ficará a cargo do juiz.
  19. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Campus Party 2009: projeto remanufatura de computadores "Durante uma de nossas visitas à Área Expo da Campus Party conhecemos o Projeto Remanufatura de Computadores, da Fundação FUNDETEC. " Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  20. Durante uma de nossas visitas à Área Expo da Campus Party tivemos a satisfação de conhecer um pouco do Projeto Remanufatura de Computadores, da Fundação FUNDETEC. Estande O projeto funciona em parceria com a Prefeitura de São Paulo e suas atividades foram iniciadas em agosto de 2008, oferecendo qualificação profissional na área de tecnologia com reciclagem de computadores a 120 jovens de 16 a 20 anos por semestre, além de possibilitar nivelamento de português, matemática e inclusão digital. O computador chega às mãos dos garotos assim... … e fica assim. Pudemos ver detalhes dessa ação inovadora, com diversificadas linhas de impacto: Ambiental: por livrar o meio ambiente de máquinas que seriam descartadas na natureza sem cuidados específicos, a chamada poluição tecnológica; Econômico: possibilitando qualificação profissional a jovens de baixa renda, além de oferecer através da Secretaria do Trabalho bolsa-auxílio no valor de R$ 200; Social: gerando novas perspectivas de inserção no mercado de trabalho numa área em franca expansão mundial e mudanças de valores dos jovens atendidos através da orientação profissional. Pequena amostra de bancada de trabalho. Outra amostra de bancada. Mais informações: Fundação FUNDETEC www.fundacaofundetec.org.br (11) 3222-6969 ramal 676 / 679 (11) 3208-0908
  21. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Campus Party 2009: Hugh McLeod "Hugh McLeod, do gapingvoid.com, blogueiro e designer, discutiu o tema Open Source Branding. " Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  22. Hugh McLeod, do gapingvoid.com, é considerado guru da web 2.0. Blogueiro e designer, discutiu o tema Open Source Branding. Apesar do assunto não ser de interesse direto do nosso público, acreditamos que valeria a pena compartilhar um resumo com os principais pontos abordados. Foto: Hugh McLeod O início Hugh McLeod começou a blogar porque era o meio mais barato, mais fácil e mais abrangente que existia para mostrar sua arte. Assim ele se tornou conhecido por um público que talvez não tivesse acesso ao seu trabalho sem o auxílio da Internet. Artistas Alguns pensam que artistas são sofredores, que a arte só se expressa através da dor. McLeod esclarece que artistas não precisam sofrer, que só as pessoas incompetentes que se autointitulam artistas é que devem sofrer. Nossa opinião é que esse pensamento se encaixa como uma luva também em outras áreas... Internet e marketing A Internet surgiu mais ou menos na mesma época em que as pessoas pararam de prestar atenção em propagandas, daí a mudança na forma de trabalhar o marketing. Socialização Os seres humanos são macacos. São gorilas, primatas. Ou seja, são criaturas que gostam de socializar - daí o sucesso das mídias sociais. Quem vê televisão demais se sente muito só. Compartilhar Existem duas coisas que gostamos muito de fazer online: Search (buscar) --> Web 1.0 Share (compartilhar) --> Web 2.0 Nós compartilhamos sem pensar em retorno porque gostamos de socializar. Um bom produto faz as pessoas interagirem, porém objetos não são importantes - pessoas são importantes, por isso o produto deve ser um objeto social. O coração deve estar sempre em primeiro lugar para, só então, virem as moléculas. Conclusão Está cada vez mais difícil fazer marketing sem a Internet. Curiosidade Em seu perfil no site de relacionamento Facebook, na data de hoje (20/01/2009), McLeod informa que está 'se divertindo em São Paulo, no Brasil'. Com a colaboração de Cláudia Mello Belhassof
  23. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Cobertura do lançamento do Athlon 64 "Veja a cobertura do lançamento de um dos processadores mais aguardados do momento, o Athlon 64." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  24. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: TechTrends Brazil 2004 "Veja a cobertura do TechTrends Brazil 2004." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br

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