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Cláudia Catherine

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Tudo que Cláudia Catherine postou

  1. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Cobertura da CES 2005 "Veja tudo o que rolou na CES 2005, veja as novidades da Sony, Creative, Microsoft e MSI." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  2. Aconteceu em Las Vegas, EUA, entre os dias 6 e 9 de janeiro, a CES (Consumer Electronics Show) 2005, feira internacional de eletrônicos que reuniu mais de 2.500 expositores e mais de 140.000 visitantes, vindos de 115 países. Organizada pela CEA (Consumer Electronics Association), a CES é tradicionalmente palco para o lançamento de grandes inovações tecnológicas. Estivemos por lá a convite do Latin Channels (http://www.latinchannels.com/) para conferir as novidades, que resumimos em duas palavras: portátil e digital. A tendência para versões menores, mais rápidas e mais baratas de DVD players, TVs LCD e MP3 players portáteis foi evidente nos corredores da feira, que contou com um festival de media servers, aparelhos para entretenimento portátil, TVs digitais de alta definição - dentre elas uma Samsung com tela de plasma de 102 polegadas! -, e tecnologias sem fio (wireless). Difícil não notar a proliferação de media servers (servidores de mídia), que permitem interligar televisores, câmeras digitais, home theaters e computadores através de redes domésticas. No entretenimento portátil, além dos PDAs e computadores de mão, o sucesso ficou por conta de MP3, CD e DVD players portáteis, que também gravam música, fotos e vídeo. Por conta do tempo insuficiente para coordenar reuniões e visitas a estandes, nos fixamos nas tendências mais evidentes da feira. Confira, a seguir, alguns lançamentos do universo dos gadgets que nos chamaram a atenção durante a exposição. O PlayStation Portable, ou simplesmente PSP, da Sony, faz mais do que simplesmente rodar jogos sofisticados: ele também reproduz arquivos de áudio e vídeo, além de funcionar como organizador pessoal. Pequeno, ele mais parece uma câmera fotográfica digital. O preço disso? Segundo Howard Stringer, executivo da Sony America, informou que não deve passar de US$200 quando for lançado oficialmente nos EUA, provavelmente no final de março. O PSP foi lançado no Japão em dezembro e já vendeu cerca de 510 mil unidades. Figura 1: PlayStation Portable. Foi praticamente impossível dar mais de dez passos no pavilhão de exposições do Las Vegas Convention Center sem tropeçar em algum equipamento de áudio e digital. Bastou a Apple surgir com seu MP3 player iPod para que fossem criados acessórios (por exemplo, auto-falantes e adaptadores para carro específicos para uso com o iPod) e para que empresas concorrentes, vendo o crescente potencial do áudio digital, entrassem no páreo e partissem para a briga. Depois de aparelhos MP3 players de grande capacidade, a preferência agora é para os de tamanho reduzido, de fácil uso e que caibam no bolso. Cabendo na palma da mão e com capacidade entre 4GB e 5GB, suficiente para armazenar cerca de 2.500 músicas, temos o iPod Mini, da Apple, o H10, da iRiver e exemplares da Samsung e da BenQ. O grande sucesso nessa linha foi o Zen Micro, da Creative, que aparecia em todos os pontos do stand desse fabricante. Pequeno, leve e colorido, o Zen Micro nos conquistou rapidamente. Durante explicação sobre seu funcionamento, ouvimos comparações engraçadinhas do tipo: “O Zen se move como você. Quando você está navegando numa página da Internet, você não quer ficar andando em círculos como no iPod mini, quer? Não. Você se move pra cima e pra baixo. Quando você navega no Zen, é a mesma coisa.” Figura 2: Zen Micro. Disponível em cores vibrantes, com seus 8,4 cm de altura, 5 cm de largura, 1,8 cm de profundidade (com a bateria recarregável, que dura até 12 horas), o Zen Micro possui 8 tipos de equalização e um HD de 5GB, com capacidade para até 2.500 músicas e até 100 horas de gravação de voz. Para completar, podemos ouvir e gravar rádio FM, despertar ao som de nossa música preferida e ainda usar o recurso do organizador pessoal. Figura 3: Zen Micro em funcionamento, com luz neon azul. Unificar computador e televisão. Essa é a proposta da Microsoft com o Media Center PC, software que permite usar a TV para acessar músicas, fotos e vídeos armazenados no computador, bem como baixar filmes, tudo isso usando tecnologia wireless. Infelizmente ainda não temos essa tecnologia voltada para mídia digital e entretenimento disponível no Brasil. Como a onda é a portabilidade, vimos também o Portable Media Center, software usado para reprodução de áudio e vídeo em dispositivos portáteis como o Zen Portable Media Center da Creative. O PMC usa a tecnologia Windows Media Player para sincronizar dados. Muitos outros aparelhos no mesmo estilo, usando a mesma tecnologia - porém fabricados por outras empresas -, foram vistos pela exposição, o que comprova a tendência desses novos brinquedinhos invadirem o mercado de gadgets. Aparelhos usando o PMC são capazes de reproduzir áudio e vídeo (inclusive programas de TV e filmes) e mostrar imagens estáticas (fotos). O software oferece tecnologia digital encontrada no Wndows XP e no XP Media Center Edition e requer um aparelho compatível, com capacidade de armazenamento de 20GB a 40GB, tela medindo entre 3,5 e 4 polegadas na diagonal, com resolução de 320x240 e bateria que dure o suficiente para reproduzir pelo menos 5 horas de vídeo ou 14 horas de áudio em uma única carga. Aparelhos Portable Media Centers podem, através de conexão USB 2.0, baixar mídia direto de um PC que use qualquer versão do Windows XP. Desde que os arquivos sejam em formato compatível (WMV, WMA, MP3 e JPEG), você pode transferi-los para o aparelho portátil para reprodução posterior. Junto com o lançamento do PMC, a Microsoft lançou uma versão beta da MSN Music store, loja virtual que, como a iTunes da Apple, oferece faixas em MP3 por US$1 e álbuns completos por US$10 (ainda muito caro para o mercado brasileiro). O Windows Media Player, agora na versão 10, tem nova interface e função drag-and-drop para transferir conteúdo diretamente para um aparelho PMC. Tanto o Media Player como o PMC possuem suporte a serviços de assinatura musical, tipo Napster, etc. Mais uma vez a Creative foi destaque na CES, agora com o Zen Portable Media Center – a ligação entre o Windows XP Media Center e a computação portátil. Com dimensões reduzidas – 144mm x 80,7mm x 27mm – e pesando 340 g (com bateria, removível e recarregável, que garante até 22 horas de música ou 7 horas de vídeo seguidas), o aparelho conta com um HD de 20 GB que proporciona até 85 horas de filmes, programas de TV ou vídeos caseiros em sua tela LCD de 3,8 polegadas, ou 9 mil músicas, além de fotos, muitas fotos. Figura 4: Zen Portable Media Center. O Zen oferece suporte a todos os formatos populares de áudio, vídeo e imagem, incluindo MP3, WMA, WMV e JPG, além funcionar com os serviços mais populares para baixar música da Internet. Com o recurso Smart Sync, pode-se fazer a sincronização automática entre o aparelho e o micro, via porta USB 2.0. A saída de A/V serve para conectar o PMC diretamente na televisão ou aparelho de DVD. O som pode ser ouvido através de seu alto-falante embutido ou de fones de ouvido. O Mega View 566 da MSI, mais um centro de mídia portátil, possibilita ao usuário reproduzir vários formatos de vídeo, dentre eles WMV, MPEG4 e DivX, e os mais populares formatos de áudio, como MP3 e WMA. Com ele, podemos gravar programas de TV e até DVDs direto da TV ou DVD player – seu HD tem 20GB de capacidade, que permitem armazenar até 5 mil músicas em MP3, ou até 80 horas de vídeo MPEG4 ou até 100 mil fotos em JPEG. Figura 5: Mega View 566 da MSI. Sua tela mede 3,5 polegadas e possui resolução de 320x240, mas se você quiser, pode conectá-lo à sua TV usando os conectores AV que acompanham o aparelho. Conta ainda com rádio FM, que pode ser gravado diretamente na unidade – assim como voz e som ambiente. A bateria recarregável embutida permite 3,5 horas de reprodução de áudio ou vídeo. O Mega View 566 possui também um slot Secure Digital que permite a leitura de arquivos de vídeo/áudio/foto diretamente do cartão SD. Também pode-se usar o cartão SD para backup dos arquivos armazenados na unidade. Isso tudo em 119x76x25 mm, pesando 245 g. Figura 6: Demonstração do Mega View 566 no stand da MSI.
  3. Estivemos presentes ao evento Tech Trends Brazil 2004, promovido em São Paulo pelas empresas NVIDIA, Gigabyte, AMD e Digitron no dia 16 de março de 2004. Vejam o que foi falado por lá. NVIDIA: Evoluções Tecnológicas de Chips A apresentação da NVIDIA, sob o comando de Joe Gorfinkle, seu vice-presidente de vendas, teve como base as novidades e evoluções tecnológicas na área de chips gráficos, com ênfase no barramento PCI Express e suas vantagens. Para saber mais sobre essa arquitetura, leia nossos artigos sobre o assunto em https://www.clubedohardware.com.br/artigos/feiras_e_eventos/idf-fall-2003-3º-dia-r33705//3 Figura 1: Joe Gorfinkle, vice-presidente de vendas da NVIDIA. Hoje em dia as placas de vídeo necessitam ter cada vez mais recursos para rodar os novos jogos que chegam ao mercado. Podemos ver isso claramente colocando um jogo de 1994 ao lado de outro de 2004, como vemos na Figura 2. Figura 2: Comparação de jogo de 1994 com jogo de 2004. Ao compararmos os 5 mil polígonos de 1994 com os 5 milhões de polígonos de 2004, podemos ver que os jogos de hoje rodam 100 vezes mais rápido que os de 10 anos atrás. A questão é que muitos dos chips gráficos atuais são ainda para os gráficos de 1994. Eles vêm de graça, integrados ao chipset. E a diferença é percebida visualmente, mas muitos usuários estão perdendo o prazer de vivenciar todo o realismo dos jogos atuais porque um bom equipamento para rodar esses jogos ainda é muito caro para a maioria das pessoas. Para aumentar a capacidade de processamento e conferir mais realismo aos jogos, a NVIDIA faz uso de GPU (Graphics Processing Unit - Unidade de Processamento Gráfico), ou simplesmente processador gráfico, que melhora muito a qualidade da renderização 3D. As cenas, portanto, ficam mais realistas, como mostra a Figura 3. Figura 3: Na imagem da esquerda, a pedra parece meio borrada e até mesmo macia; já na da direita, ela é mais rica em detalhes e a grama parece mais real. A NVIDIA criou, há cerca de dois anos, um recurso chamado Shaders programáveis, na série GeForce. Com a introdução, pela Microsoft, do Pixel Shader 3.0 no DirectX 9, temos uma precisão de 64 bits no processamento gráfico. Na Figura 4 podemos ver o grau de realismo das imagens, onde, por exemplo, a aparência translúcida de um rosto é obtida através da simulação de dispersão de luz dentro do objeto. Figura 4: Recursos possíveis com o Pixel Shader 3.0. Sobre o futuro dos gráficos, vimos que o PCI Express é a arquitetura de barramento da próxima geração. Esta mudança é a mais significativa desde a mudança do ISA para o PCI. Durante o Intel Developers Fórum, realizado em fevereiro, a série GeForce foi apresentada com um chip chamado HSI (High Speed Interconnect), que converte os sinais do barramento PCI Express em sinais compatíveis com o chip gráfico AGP 8x (ver https://www.clubedohardware.com.br/artigos/feiras_e_eventos/idf-spring-2004-1º-dia-r33688//4). A proposta dos chips HSI, que possuem largura de banda de 4 GB/s, é pegar os sinais AGP e convertê-los para o PCI Express e, mais importante ainda, converter os sinais do PCI Express de volta para o AGP, usando transferências isócronas e com total gerenciamento de potência. O lançamento dos novos produtos PCI Express está previsto para maio deste ano e os modelos são: GeForce PCX 5950 (baseada na arquitetura DirectX 9, proporciona aos entusiastas alta potência e desempenho gráfico, especialmente para gamers exigentes); GeForce PCX 5750 (elaborada para jogos de alto desempenho, com efeitos cinemáticos); GeForce PCX 5300 (bom desempenho a preço justo) e GeForce PCX 4300 (para o mercado voltado a usuários iniciantes, desempenho com preço acessível e boa qualidade visual). Figura 5: Infraestrutura PCI Express. O PCI Express apresenta uma nova arquitetura de barramento, já que não temos o AGP e o PCI Express ao mesmo tempo na mesma placa-mãe - ou é um ou é o outro. O que significa uma nova geração de placas-mães e novos chipsets. O risco do PCI Express é bem alto: "novo" geralmente significa "mais caro": o AGP e o PCI Express são processos incompatíveis, já que não se encaixam no mesmo slot. Chipsets A linha nForce 3 da NVIDIA possui apenas um chip. No nForce 2 existiam dois chips e assim era difícil atingir o mercado de PCs baratos, que constitui grande parte do mercado brasileiro. No nForce 3-150 temos um único chip. No nForce 3-250 Gb teremos também um único chip. Drivers e Utilitários Foi apresentado também o ForceWare Software: pacote de drivers e compiladores, ferramentas de gerenciamento de sistema (NVSystemUtilities, NVIDIA RAID, Personal Firewall, etc) e de área de trabalho (nView, NVRotate, NVKeystone, PowerMizer, etc) e software multimídia (captura de TV e vídeo, DVD, etc). Tudo bem fácil de usar, para todos os tipos de usuários, segundo o fabricante. Sobre drivers, a arquitetura UDA (Unified Driver Architecture, Arquitetura de Driver Unificada) usa um único driver para todas as placas de vídeo. Os usuários que comprarem um produto NVIDIA hoje poderão fazer upgrade de driver mais facilmente, se assim desejarem. Além disso, se um cliente desejar fazer um upgrade para outro produto NVIDIA mais moderno mas não quiser fazer o upgrade de driver, seu driver antigo funcionará com o novo hardware. O nView é uma ferramenta de desktop que permite o gerenciamento de múltiplas telas, proporcionando vários usos para múltiplos monitores, que estão se tornando cada vez mais comuns à medida que seu preço diminui. O nView permite a ligação de vários monitores em uma única placa de vídeo: pode-se ter um aplicativo diferente rodando em cada monitor (com um único monitor é necessário manter várias janelas abertas e alternar entre elas; com monitores múltiplos podemos ter um aplicativo rodando em um monitor diferente). Já que nem todo mundo pode ter múltiplos monitores, há também o Gridlines, que possibilita a definição da quantidade de sub-regiões em qualquer monitor. Veja na Figura 6 que o usuário simplesmente escolhe quantas janelas ele quer ver simultaneamente na sua tela, evitando assim ter que redimensionar as janelas de aplicativos a cada momento que desejar visualizá-las. Figura 6: Uso do recurso Gridlines. Na área de armazenamento, vimos o NV-rebuild, que roda em segundo plano enquanto você está usando o computador e você nem nota que ele está lá, fazendo backup do sistema. Outra ferramenta interessante é o Game Profiles (perfis de jogos): o usuário pode ter uma configuração de aplicativo diferente para cada jogo sem ter que refazê-las a cada vez que for jogar. As configurações ficam armazenadas e basta carregar o jogo e o perfil estará lá, exatamente como o usuário determinou para aquele jogo específico. Muito útil é o overclock automático: para aqueles que não possuem um bom sistema de resfriamento, que em muitos casos é bem caro, o overclock automático detecta a melhor frequência baseado nas condições de operação do chip. Se o chip aquecer muito, o programa baixa o clock automaticamente. Muitas pessoas ainda perguntam se 64 bits realmente é algo necessário ou se 32 bits já é o suficiente, mas as aplicações de vídeo estão ficando cada vez mais complexas. Existe uma tendência para tornar a experiência com o micro cada vez mais real. Segundo Otto Stoeterau, diretor de tecnologia da AMD, o objetivo da empresa é criar algo que seja mais confortável para o usuário final, trabalhando vários aspectos como garantia, segurança (proteção anti-vírus no processador) e gerenciamento de potência. A intenção é fazer um desktop funcionar de maneira semelhante a um notebook, no que tange a poder variar freqüência e tensão de alimentação para que tenhamos esse desktop trabalhando da forma mais silenciosa possível, executando as funções sob demanda. Figura 7: Otto Stoeterau, diretor de tecnologia da AMD. Segundo a AMD, o Athlon 64 3400+ é processador de maior desempenho no mercado de PCs atualmente (embora em nossos testes tenhamos chegado a outra conclusão). A migração para 64 bits proporciona vídeos mais realistas, rodando aplicativos e jogos mais pesados. O usuário hoje adquire um perfil muito mais profissional e o desktop subiu de nível e não é mais o mesmo de quatro anos atrás. Hoje temos acesso a ferramentas cada vez mais profissionais dentro de casa e pode-se fazer uma edição de vídeo sem precisar de uma estação de trabalho gigante. A tecnologia AMD 64 traz a uniformidade de 64 bits desde notebooks até servidores, trazendo quatro conceitos principais: tecnologia Hyper-Transport (a idéia principal é trazer um barramento capaz de suportar até 6,4 Gigabits por segundo - 40 vezes mais rápido do que o padrão PCI suporta - lembrando que este número oficial da AMD é exagerado e errado) para as novas evoluções que estão vindo no mercado – PCI Express, PCI-X, Gigabit Ethernet e novas placas de vídeo com tecnologia que demanda cada vez mais capacidade de processamento. Do ponto de vista de acelerar o processamento, o controlador de memória está integrado ao processador, ou seja, não existe mais a necessidade do processador recorrer ao chipset para acessar a memória – ele passa a controlar a memória diretamente. Isso faz com que o tempo de acesso à memória seja reduzido, diminuindo a latência. Mais detalhes sobre as tecnologias do Athlon 64 você encontra no artigo sobre o lançamento do processador Athlon 64. A Gigabyte apresentou suas inovações tecnológicas junto com a AMD, NVIDIA e Digitron, seu grande parceiro na distribuição de placas no Brasil. A maior parte da apresentação de Eric Lu, gerente geral da Gigabye USA consistiu basicamente em dar informações aos revendedores sobre as vantagens de seus produtos, baseando-se no máximo suporte possível ao usuário brasileiro, proporcionando conforto através de website em português, bem como o manual e a caixa das placas que são vendidas no Brasil. Figura 8: Eric Lu, gerente geral da Gigabyte USA. Um dos focos foi na tecnologia Xpress3, um conjunto de três programas exclusivos: Xpress Install, para facilitar a instalação de drivers, detectando quais são os drivers necessários; Xpress BIOS Rescue, que restaura a BIOS caso ela seja corrompida, criando uma cópia de segurança numa área segura do HD; e Xpress Recovery, que faz backup ou recuperação de HDs através da BIOS, já que o backup fica gravado numa área segura do HD. O software acompanha as placas e é gratuito. A tecnologia 6-Dual Miracle foi o outro ponto importante da apresentação. A Gigabyte dobrou seis características das placas-mães que possuem essa tecnologia, portanto a GA-K8NNXP usada na demonstração vem com dois BIOS: se o BIOS principal for apagado, pode-se recuperá-lo através do BIOS de backup. Veja nas Figuras 9 a 11 como funcionam o Express BIOS Rescue e o Xpress Recovery. Figura 9: Express BIOS Rescue. Figura 10: Funcionamento do Xpress Recovery. Figura 11: Funcionamento do Xpress Recovery. Nós já testamos a placa GA-K8NNXP e seus detalhes podem ser vistos em http://wwwclubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/placa-mãe-gigabyte-k8nnxp-r34177/ No Brasil, o Canal Gigabyte de Distribuição é a Digitron, cuja apresentação foi feita por seu gerente de marketing, Alexandre Parlangeli. Figura 12: Alexandre Parlangeli, gerente de marketing da Digitron. A Digitron tem sua sede administrativa em São Paulo e atualmente possui fábricas em Manaus e Ilhéus. Sua capacidade de produção mensal está em torno de 65 mil placas-mães e 180 mil placas de expansão – a fábrica chega a produzir duas placas-mães por minuto, que são inspecionadas visualmente através de equipamentos de alta resolução ainda em sua linha SMD (Surface Mounted Device, Dispositivos Montados em Superfície) Figura 13: Uma das linhas SMD da Digitron. No mesmo evento, a Digitron foi homenageada com um troféu pela Gigabyte por ser seu maior parceiro na América do Sul. Figura 14: Digitron é homenageada pela Gigabyte.
  4. Acompanhamos de perto, no dia 23 de setembro de 2003, o lançamento mundial dos esperados processadores de 64 bits da AMD, Athlon 64 FX e Athlon 64 - este último nas versões desktop e notebook. A apresentação começou mostrando imagens de estática em um telão, para então dar lugar a Alfred Hitchcock, em preto-e-branco, falando sobre o tempo. Logo depois, um Super-Homem também em preto-e-branco e cenas de seriados de TV da década de 70... Um pouco estranho, de início, mas logo a seguir vemos imagens mais dinâmicas: joguinhos de 8 e 16 bits (sucesso nos anos 80), rapidamente passando para jogos de 32 bits e, finalmente, para os de 64 bits. Ah, sim! Estamos no lançamento de processadores de 64 bits! Figura 1: Athlon 64. A idéia da AMD é trazer aos usuários fanáticos por desempenho de processamento, gamers e os chamados “prosumers” (consumidores de equipamentos sofisticados para uso pessoal e profissional, que trabalham com aplicativos de mídia digital, modelagem 3D, etc) a realidade da computação cinematográfica, com qualidade de DVD, garantindo migração suave da computação atual de 32 para 64 bits. O objetivo desse novo ambiente 64 bits é proporcionar compatibilidade também com os programas desenvolvidos para 32 bits, numa arquitetura híbrida que torna essa migração menos drástica e onerosa para os usuários. Figura 2: Fauna e mundos com incrível nível de detalhamento no jogo Farcry da CryTek. Figura 3: Edição de fotos digitais com Imaginate da Canopus. Tradicionalmente, o controlador de memória é parte integrante do chipset da placa-mãe, sendo conectado ao processador através do barramento externo. No Athlon 64, o controlador de memória é integrado direto no processador e o barramento externo deixa de existir, já que também está integrado dentro do processador. Sendo assim, o chipset não é mais responsável por controlar a memória e, conseqüentemente, reduzimos drasticamente o tempo de acesso à memória (latência). E latência reduzida significa que o processador vai esperar menos tempo para que os dados cheguem de volta da memória para sua unidade de execução lógica. Esse controlador integrado opera à velocidade da memória e não do processador, garantindo desempenho máximo aos aplicativos atuais, de 32 bits, e aos futuros, de 64 bits. Figura 4: Otto Stoeterau, gerente de tecnologia da AMD, apresentou os novos processadores. E é exatamente no controlador de memória que está a diferença básica entre o Athlon 64 e o Athlon 64 FX: o primeiro utiliza o barramento simples de 64 bits (suporta memórias DDR400/PC3200 sem buffer), ao passo que a série FX é capaz de suportar um barramento de memória duplo e trabalhar com as memórias em paralelo, tendo o dobro de comunicação com a memória, de 64 para 128 bits. Por isso o Athlon 64 FX tem mais pinos na sua base (soquete 940) que o modelo básico (soquete 754) - note que se você tiver um Athlon 64 básico e quiser fazer um upgrade para o FX, você terá que trocar também a placa-mãe. Figura 5: Visão geral do Athlon 64. Figura 6: Visão geral do Athlon 64 FX. O link de suporte entre processador e periféricos, também conhecido por HyperTransport, suporta conexão de até 6,4 GB/s, podendo operar à freqüência de até 1,6 GHz. É um link de comunicação processador para I/O, dedicado, exclusivo para I/O. E um link dedicado suportando 6,4 GB/s certamente é o link mais rápido que existe no mercado de PCs hoje. Até este momento, o processador conta com a cache L2 bastante grande - 1 MB. A cache L1 continua com 128 K. Figura 7: Arquitetura. E para deixar a platéia babando, foi exibido um vídeo para demonstrar a qualidade de imagem que o Athlon 64 FX é capaz de gerar. Tratou-se da uma reprodução de um arquivo gravado em MPEG4, rodando em tempo real com qualidade cinematográfica. As imagens com qualidade de DVD a que assistimos não foram renderizadas pelo FX, mas apenas descompactadas... Figura 8: Máquinas equipadas com os novos processadores rodando. Abaixo temos os Benchmarks fornecidos pela AMD. Figura 9: Desempenho do Athlon 64. Figura 10: Desempenho do Athlon 64 FX. Figura 11: Desempenho do Athlon 64 para notebooks. No mesmo evento, a Microsoft aproveitou para anunciar a versão beta do Windows XP de 64 bits, que trará compatibilidade com os aplicativos e jogos de 32 bits. A versão final está prevista para o primeiro semestre de 2004.

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