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Cássio Lima

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  1. Corrigido: https://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-do-Gabinete-Aerocool-Strike-X/2203/4
  2. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Intel Editor’s Day 2009 "Aprenda sobre o novo esquema de nomenclatura dos processadores da Intel, sobre o novo Classmate PC e sobre a tecnologia Intel MyWiFi." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  3. A convite da Intel nós participamos da 10ª edição do Editor’s Day, evento onde a Intel reúne os principais jornalistas e especialistas em informática do país para discutir seus planos para o futuro. Este ano o evento aconteceu na capital alagoana, Maceió. De tudo o que foi dito no evento nós gostaríamos de destacar três assuntos que achamos importantes aos nossos leitores: Novo esquema de nomenclatura dos processadores da Intel Novo Classmate PC Tecnologia Intel MyWiFi Novo esquema de nomenclatura dos processadores da Intel Finalmente a Intel resolveu simplificar o esquema de nomenclatura de seus processadores. Já era tempo, pois atualmente é complicado até mesmo para os profissionais da área posicionar determinado processador da Intel no mercado devido à enorme quantidade de marcas e modelos (Pentium, Celeron, Core 2 Duo, Core 2 Quad, Core i7, etc). Com esta estratégia a Intel espera ajudar o usuário final a simplificar o processo de escolha de seus processadores. Com o novo esquema a Intel focará na marca “Core” (suas variações desaparecerão com o tempo, como Core 2 Duo, Core 2 Quad, etc) e a dividirá em níveis: Core i7: processadores topo de linha; Core i5: processadores intermediários; Core i3: processadores simples. Os processadores Core i5 e Core i3 ainda não existem e serão lançados em breve. As marcas Pentium, Celeron e Atom continuarão a existir. A plataforma Centrino será aposentada no início do próximo ano, mas a marca “Centrino” será usada em produtos WiFi e WiMAX da Intel. A plataforma vPro continuará a existir e será usada nos processadores Core i7 e Core i5. Novo Classmate PC O Classmate PC é um netbook desenvolvido pela Intel voltado especificamente para a educação, ou seja, para uso em sala de aula por alunos do ensino fundamental. A ideia do Classmate PC surgiu em 2006 depois de uma extensa pesquisa etnográfica realizada em salas de aula de todo o mundo onde os pesquisadores da Intel visitaram escolas e passaram um período convivendo e observando as interações entre os alunos, professores, pais e diretores. A Intel queria desenvolver uma solução completa para sala de aula e foi com isto em mente que surgiu o Classmate PC. O principal concorrente do Classmate PC é a iniciativa OLPC, liderada pelo Nicholas Negroponte, ex-diretor do Laboratório de Mídia do MIT (Massachusetts Institute of Technology), que aqui no Brasil ficou inicialmente conhecida como “o laptop de 100 dólares” (esta era a expectativa inicial, ele nunca foi fabricado por este preço nem nunca teve grande abrangência, note bem). Em ambos os casos o público-alvo do produto é o governo e não usuários finais. O Classmate PC é um netbook pequeno, leve e resistente (não poderia ser diferente, já que seu público alvo é constituído exclusivamente por crianças e adolescentes), e que vem com um pacote de software educacional visando atender às necessidades de estudantes e professores. O equipamento possui um chip de segurança contra roubos que inviabiliza sua utilização caso ele não seja registrado na rede da escola. Um chip TPM (Trusted Platorm Module ou Módulo de Plataforma Confiável) instalado em cada Classmate PC verifica periodicamente através da rede sem fio a validade de seu certificado. De tempos em tempos o sistema da escola troca o certificado dos equipamentos registrados na sua rede obrigando um novo acesso para revalidação. Caso a revalidação não seja feita em um determinado período, o micro trava e somente voltará a funcionar se novamente conectado à rede e revalidado por seu administrador. A grande novidade é que no Editor’s Day deste ano a Intel apresentou o modelo com função Tablet que será fabricado no Brasil a partir de outubro. Abaixo você confere as especificações técnicas do novo modelo do Classmate PC. Processador: Atom N270 (1,6 GHz) Chipset: Intel 945GSE Memória: 1 GB ou 512 MB Unidade de disco: SSD ou disco rígido com capacidades de 4 GB, 8 GB ou 16 GB. Tela LCD de 8,9” (resolução nativa de 1024x600) sensível ao toque podendo ser girada 180° transformando o netbook em um tablet Teclado resistente à água Webcam integrada de 1,3 Mpixel Acelerômetro (ou sensor de movimento) Duas portas USB Leitor de cartões de memória SDHC/SD Rede Fast Ethernet (100 Mbit/s) Rede sem fio (802.11 b/g/n) Bateria de 6 ou 4 células Peso: 1,25 – 1,45 Kg Tecnologia Intel MyWiFi A ideia básica da tecnologia Intel MyWiFi é a mesma por trás das tecnologias Bluetooth e WUSB: conectar dispositivos externos ao micro (tais como teclado, mouse, câmeras digitais, impressoras, porta-retratos digital, etc) sem a necessidade de cabos. A diferença, no entanto, é que a tecnologia Intel MyWiFi não requer a utilização de nenhum hardware adicional além da placa de rede sem fio do seu computador ou notebook. Tecnicamente falando, a tecnologia Intel MyWiFi inclui uma camada de software entre o driver da placa de rede sem fio e o sistema operacional. Com isso é possível criar várias “placas de rede sem fio virtuais” a partir de um único dispositivo físico. Desta forma uma única placa de rede sem fio pode ser comunicar com vários dispositivos ao mesmo tempo. Você pode estar conectado ao seu ponto de acesso acessando a Internet enquanto envia dados para sua impressora sem fio através de conexões de rede distintas. Por enquanto apenas as placas de rede sem fio Intel WiFi Link 5100 e 5300 e o sistema operacional Windows Vista suportam esta tecnologia.
  4. Durante um evento da Gigabyte em Las Vegas, EUA, tive a oportunidade de conhecer Johnathan 'Fatal1ty' Wendel, 12 vezes campeão mundial de jogos (5 jogos diferentes). Enquanto meu chefe se reunia com os executivos da Gigabyte John 'Fatal1ty' me ensinava os macetes do Unreal Tournament 3.
  5. No último dia 6 de novembro a Digitron inaugurou sua nova fábrica em Manaus e fomos convidados para conhecê-la. Como a nossa última visita à Digitron foi em 2000, estávamos curiosos para saber como eles andam, especialmente após a Intel ter injetado dinheiro na Digitron. Esta nova fábrica tem 14 mil metros quadrados de área construída em uma área total de 64 mil metros quadrados. Em entrevista coletiva o presidente da Digitron, Sung Un Song, disse que na construção da nova fábrica foram investidos cerca de US$ 40 milhões, com recursos da própria empresa e de seus parceiros Intel e Gigabyte. Com a inauguração desta fábrica a Digitron terá uma capacidade total de produção de 1,2 milhão de placas por mês, incluindo placas-mãe, placas de rede e modems. A nova fábrica tem 11 linhas de produção (ao contrário da fábrica antiga que tinha 9 linhas). Com isso a Digitron espera ter um aumento de 40% na sua produção. A Digitron infelizmente não nos permitiu tirar fotos do interior da fábrica, o que é incompreensível, já que em praticamente todas as fábricas de placas-mãe que visitamos os fabricantes permitiram que fotografássemos e que escrevessemos um artigo completo sobre a visita e o funcionamento da fábrica (exemplos: ECS/PCChips, Gigabyte e Abit). A fábrica está de acordo com o RoHS, legislação européia que proíbe que certas substâncias perigosas (principalmente o chumbo) sejam usadas em processos de fabricação de produtos. A novidade é o início da fabricação dos notebooks com a marca Gigabyte, que serão produzidos na nova fábrica em Manaus.
  6. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Plataforma Quad FX da AMD "Todo que você precisa saber sobre a nova plataforma de “quatro núcleos” da AMD, Quad FX." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  7. Em resposta ao lançamento dos novos processadores de quatro núcleos da Intel, a AMD lançou a plataforma Quad FX. Ao contrário do que muitos poderiam imaginar, Quad FX não é um novo processador de quatro núcleos da AMD, mas sim uma plataforma (conjunto de tecnologias), como veremos neste artigo. Confira. A Intel lançou o seu primeiro processador de quatro núcleos em novembro de 2006, o Core 2 Extreme QX6700. No início deste ano a Intel já anunciou o lançamento de mais três novos processadores de quatro núcleos: o Core 2 Quad Q6600 e os Xeon X3220 e X3210. Até o momento a AMD não lançou processadores de quatro núcleos. A solução encontrada pela AMD para concorrer com os processadores de quatro núcleos da Intel foi lançar a plataforma Quad FX (conhecida anteriormente como 4x4). Esta plataforma é composta por dois processadores Athlon 64 FX de dois núcleos cada e de outras especificações “parrudas” como veremos nas próximas páginas. Dessa forma, um micro compatível com a plataforma Quad FX tem dois processadores físicos de dois núcleos cada trabalhando em paralelo, ou seja, quatro núcleos dentro da máquina. Os dois processadores são conectados entre si através de um barramento HyperTransport coerente dedicado. Resumindo, a plataforma Quad FX é essencialmente um sistema SMP (multiprocessamento simétrico) com dois processadores Athlon 64 FX de dois núcleos. Importante notar que do ponto de vista do software as tecnologias de núcleo duplo e de núcleo quádruplo também são tecnologias de multiprocessamento simétrico. Nos processadores de quatro núcleos da Intel os núcleos são organizados em duplas. Os núcleos de cada dupla podem trocar informações diretamente entre si – tal qual ocorre com os processadores de núcleo duplo da AMD e com os processadores Core 2 Duo da Intel – mas para conversarem com um dos núcleos da outra dupla eles precisam acessar o barramento externo do processador – exatamente da mesma forma que ocorre na plataforma Quad FX, onde um processador conversa com o outro através de um barramento externo, o barramento HyperTransport coerente. Para clarificar a diferença entre a arquitetura da plataforma Quad FX e arquitetura usada por processadores de quatro núcleos da Intel, veja as Figuras 1 e 2. Figura 1: Arquitetura usada atualmente pelos processadores de quatro núcleos da Intel. Figura 2: Arquitetura usada pela plataforma Quad FX da AMD. Como você pode claramente ver comparando as Figuras 1 e 2, a plataforma Quad FX leva vantagem no acesso à memória. Nos processadores de quatro núcleos da Intel, o barramento externo é usado tanto para acessar a memória e demais dispositivos do micro quanto para a comunicação entre cada dupla de núcleos. A comunicação entre cada dupla pode ser feita no máximo a 8 GB/s. Já na plataforma Quad FX, os processadores usam um canal exclusivo de comunicação entre si (o barramento HyperTransport coerente), que transfere dados a no máximo 4 GB/s em cada direção. Além disso, como nos processadores da AMD o controlador de memória está embutido no processador, a memória é acessada por um barramento dedicado, separado do canal usado pelo processador para acessar o resto do micro. Além disso, como a plataforma Quad FX usa a arquitetura de multiprocessamento simétrico, cada processador acessa a sua própria memória RAM. Os processadores usados na plataforma Quad FX podem ainda acessar a memória controlada pelo outro processador, como explicaremos na próxima página. Uma explicação mais detalhada sobre a arquitetura de quatro núcleos da Intel você encontra em nosso artigo Visão Geral dos Futuros Processadores de Quatro Núcleos da Intel. Vamos ver os detalhes desta nova plataforma. Como dissemos anteriormente, os dois processadores na plataforma Quad FX são interligados através de um barramento HyperTransport. Por isso, para que um processador seja compatível com a plataforma Quad FX ele deve ter pelo menos dois barramentos HyperTransport: um para se conectar ao outro processador e outro para se conectar ao chipset. Como os processadores Athlon 64 FX soquete AM2 têm apenas um barramento HyperTransport, a AMD teve que lançar novas versões desses processadores de modo a compatibilizá-los com a plataforma Quad FX. Esses novos modelos de Athlon 64 FX começam com o número 7 e até o momento foram lançados três modelos: FX-70, FX-72 e FX-74. Esses novos processadores utilizam o padrão de pinagem soquete F (1.207 pinos, o mesmo usado pelos novos processadores Opteron) e cada um têm três barramentos HyperTransport. As principais especificações técnicas desses novos processadores são: Tecnologia de dois núcleos 128 KB de cache L1 (64 KB de dados + 64 KB de instruções) por núcleo 1 MB de cache L2 por núcleo Tecnologia de fabricação de 90 nm Soquete F (1.207 pinos) Controlador de memória DDR2 (800/667/533 MHz) Dual Channel Três barramentos HyperTransport trabalhando a 1 GHz (4 GB/s) cada. Esse clock também pode ser referenciado como “2.000 MHz” Na tabela abaixo você confere mais detalhes sobre os novos processadores Athlon 64 FX da série 7x lançados até o momento. OPN (Tray) OPN (Box) Modelo Clock Consumo Temp. Máx. (ºC) Alimentação ADAFX74GAA6DI ADAFX74DIBOX FX-74 3 GHz 125 W 56 1,35 V - 1,40V ADAFX72GAA6DI ADAFX72DIBOX FX-72 2,8 GHz 125 W 63 1,35 V - 1,40V ADAFX70GAA6DI ADAFX70DIBOX FX-70 2,6 GHz 125 W 63 1,35 V - 1,40V Você terá de comprar dois processadores idênticos para usá-los na plataforma Quad FX. Por exemplo, você não pode usar um Athlon 64 FX-74 e um Athlon 64 FX-70 na mesma plataforma. Em relação à memória, como explicamos na página anterior, cada processador acessa sua própria memória. Desta forma, para configurar corretamente o esquema dual channel desta plataforma você precisará usar pelo menos quatro módulos de memória idênticos (dois para cada processador) e não dois como é o usual (esta é também uma das razões de o nome dessa plataforma ser Quad FX ou “4x4”, como era chamada antes do lançamento oficial). Em teoria a instalação de mais memória RAM no sistema deveria ser feita em múltiplos de quatro módulos, mas a placa-mãe de referência para esta plataforma traz apenas quatro soquetes de memória. Além disso, o controlador de memória dos processadores Athon 64 FX da série 7x suportam uma tecnologia chamada NUMA (Non-Unified Memory Architecture, Arquitetura de Memória Não-Unificada), que permite que um processador possa acessar a memória controlada pelo outro processador através do barramento HyperTransport coerente que interconecta os dois processadores. A diferença entre um barramento HyperTransport coerente e um convencional é justamente a capacidade de trafegar informações de memória. As demais características da plataforma Quad FX não são ditadas pelos processadores usados, mas sim pelo chipset. Vamos falar dele. O chipset escolhido para ser usado na plataforma Quad FX foi o nForce 680a SLI da NVIDIA. As características descritas a seguir são relativas a este chipset, não sendo determinadas pelos processadores Athlon 64 FX da série 7x. Não sabemos se no futuro a AMD planeja usar outro chipset nesta plataforma. Comentamos anteriormente que cada Athlon 64 FX da série 7x tem três barramentos HyperTransport. Um era usado para a comunicação entre os dois processadores e em vez de usar apenas um único barramento HyperTransport para a comunicação entre o processador e o chipset – isto é, com os demais componentes do micro que ainda não mencionamos, tais como a placa de vídeo e o disco rígido – como é o mais usual, a AMD e a NVIDIA decidiram usar dois barramentos, cada um ligado a um chip nForce 680a SLI, permitindo uma quantidade absurda de recursos. Nas Figuras 3 e 4 você pode ver o diagrama em blocos da plataforma Quad FX com todos os recursos presentes nesta plataforma. Figura 3: Diagrama em blocos da plataforma Quad FX (slide da AMD). Figura 4: Diagrama em blocos da plataforma Quad FX (slide da NVIDIA). As principais características da plataforma Quad FX são: Dois slots PCI Express x16 trabalhando a x16 e aceitando o modo SLI Dois slots PCI Express x16 trabalhado a x8 e não aceitando o modo SLI Um slot PCI Express x1 Um slot PCI Tradicional Quatro portas Gigabit Ethernet 12 portas SATA-300 Quatro portas ATA-133 10 slots PCI 20 portas USB 2.0 RAID (0,1,0+1,5, JBOD) Áudio no formato 7.1 Apesar de esta placa ter quatro slots PCI Express x16, dois deles trabalham a x8. Além disso, somente os slots que rodam verdadeiramente a x16 suportam o modo SLI. Com quatro placas de vídeo instaladas, você poderá ter um total de oito monitores conectados ao micro, quatro deles ligados a duas placas operando no modo SLI. A primeira placa-mãe compatível com a plataforma Quad FX lançada foi a ASUS L1N64-SLI WS. Você pode ver os detalhes desta placa-mãe na Figura 5. Figura 5: Placa-mãe ASUS L1N64-SLI WS. A plataforma Quad FX é uma solução provisória da AMD para concorrer com os processadores de quatro núcleos da Intel, já que a AMD ainda não tem tecnologia para construir processadores com mais de dois núcleos. Atualmente a plataforma Quad FX suporta dois processadores (“quatro núcleos”), mas a AMD já disse que no segundo semestre desse ano pode ampliar a capacidade da plataforma para suportar oito núcleos – provavelmente com dois processadores de quatro núcleos. Ainda não tivemos oportunidade de testar a plataforma Quad FX para compararmos o seu desempenho com o de um processador de quatro núcleos da Intel. Esse seria um teste interessante e que esclareceria se vale mais a pena comprar um micro Quad FX ou um micro com processador Core 2 Extreme de quatro núcleos. A plataforma Quad FX traz como vantagem uma porção de recursos que hoje não existem “prontos” na plataforma Intel, como quatro slots PCI Express x16, quatro portas Gigabit Ethernet, 20 portas USB 2.0 e 12 portas SATA-300. É claro que dá para você adicionar quatro portas Gigabit Ethernet 20 portas USB 2.0 e 12 portas SATA-300 em uma máquina Intel, mas você precisará completar os recursos oferecidos pela placa-mãe com placas de expansão. Somente o tempo vai dizer se a plataforma Quad FX será um sucesso ou um fracasso.
  8. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Blu-Ray vs. HD-DVD "Aprenda as principais diferenças entre os dois candidatos à sucessão do DVD: Blu-Ray e HD-DVD." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  9. Blu-Ray e HD-DVD são duas tecnologias de armazenamento óptico que brigam pela sucessão do DVD. Neste artigo você aprenderá tudo o que precisa saber sobre essas tecnologias, bem como as motivações que levaram à criação delas. Será mesmo que o DVD está com os dias contados? Com o advento da TV de alta definição (HDTV) a capacidade de armazenamento do DVD tornou-se insuficiente para este tipo de aplicação. A resolução máxima suportada por um DVD é de 720x480 pixels, enquanto que a TV de alta definição trabalha com resoluções mais altas como 1920x1080 pixels. Só para você ter uma idéia, duas horas de vídeo de alta definição com compactação de dados requer 22 GB de espaço em disco. Lembre-se que a capacidade máxima de armazenamento de um DVD é de 17 GB se um disco DVD-18 for usado (tenha em mente que este é um disco de dois lados e duas camadas por lado). Portanto, o que fazer para permitir o armazenamento de mais dados de modo a suportar a gravação de conteúdo de alta definição? É aqui que entram duas tecnologias candidatas à sucessão do DVD: Blu-Ray e HD-DVD. Na verdade, um disco Blu-Ray ou HD-DVD nada mais é do que um disco de DVD com capacidade de armazenamento mais elevada, permitindo a gravação de conteúdo de alta definição. É importante salientar que a principal motivação para a criação de um sucessor para o DVD foi o surgimento da TV de alta definição, que exige maior espaço de armazenamento em disco, coisa que o DVD não pode oferecer. Mas como é que um disco Blu-Ray ou HD-DVD consegue armazenar mais dados do que um disco de DVD? Isto é o que veremos na próxima página. A tecnologia Blu-Ray foi desenvolvida em fevereiro de 2002 por um consórcio de empresas que incluem a Apple, Dell, Hitachi, HP, JVC, LG, Mitsubishi, Panasonic, Pioneer, Phillips, Samsung, Sharp, Sony, TDK e Thomson com o intuito de ser a sucessora do DVD. Já a tecnologia HD-DVD foi criada pela Toshiba e recentemente recebeu o apoio da Microsoft, HP e Intel. Os discos Blu-Ray e HD-DVD têm o mesmo tamanho físico dos discos de DVD (e CDs), 12 cm de diâmetro. O ponto chave das tecnologias Blu-Ray e HD-DVD é a utilização de um laser azul-violeta usado para ler e gravar dados no disco. Este laser tem um comprimento de onda menor do que o laser vermelho usado pelos aparelhos de DVD, o que permite uma maior densidade de gravação. Durante a gravação de um disco Blu-Ray ou HD-DVD um laser azul-violeta de alta potência é usado para queimar buracos na superfície do disco. Esses buracos são conhecidos como pits (sulcos) e as áreas na superfície do disco que não foram queimadas são conhecidas como lands (áreas lisas). Na leitura do disco Blu-Ray ou HD-DVD um laser azul-violeta com intensidade menor incide sobre os sulcos e áreas lisas. Quando a luz incide sobre um sulco, ela é refletida com menor intensidade em relação à luz refletida por uma área lisa. Isto acontece porque a altura de um sulco corresponde a ¼ do comprimento de onda, e por essa razão a luz refletida chega no dispositivo fotodetector do leitor Blu-Ray ou HD-DVD defasada em meio comprimento de onda (¼ na ida + ¼ na volta = ½). É dessa forma que o leitor Blu-Ray ou HD-DVD diferencia um sulco de uma área lisa: a quantidade de luz refletida por uma área lisa é maior do que a refletida por um sulco. A princípio você poderia pensar que cada ponto onde a luz é refletida com maior intensidade (área lisa) equivale a um bit 1, enquanto que em cada ponto onde a luz é refletida com menor intensidade (sulco) equivale a um bit 0. Acontece que o leitor Blu-Ray ou HD-DVD usa uma transição sulco/área lisa ou área lisa/sulco para representar um bit 1, e sua ausência para representar um bit 0. Cada bit lido desta forma é chamado bit óptico. Estes ainda não representam diretamente um “0” ou um “1” de dados. É preciso que um processo conhecido como modulação seja usado para converter os bits ópticos em bits de dados. Na tecnologia HD-DVD é usado o esquema de modulação ETM (Eight to Twelve Modulation, ou em português Modulação de Doze para Oito), que converte cada grupo de oito bits (um byte) em 12 bits ópticos. Já a tecnologia Blu-Ray utiliza o esquema de modulação chamado 17PP que converte um número variável de bits ópticos em bits de dados com base em regras definidas pelo algoritmo de modulação. As informações gravadas em um disco Blu-Ray ou HD-DVD (o mesmo acontece no CD e DVD), ou seja, seus pits (sulcos) e lands (áreas lisas), são organizados em uma trilha em forma de espiral que começa do centro do disco e se desenrola em direção à borda a sua borda. Quanto menor a distância entre as trilhas da espiral, mais dados podem ser armazenados no disco. Nos discos Blu-Ray a distância entre as trilhas da espiral é menor em relação aos discos HD-DVD, medindo 0,32 µm contra 0,40 µm nos discos HD-DVD. Em um disco Blu-Ray cada pit (ou sulco) mede 0,13 µm, enquanto que nos discos HD-DVD cada pit mede 0,20 µm. Mas porque os discos HD-DVD utilizam pits maiores do que os discos Blu-Ray se o laser usado por eles têm o mesmo comprimento de onda? A resposta é distância da camada de gravação em relação à camada protetora. Nos discos Blu-Ray a camada de gravação está a apenas 0,1 mm da camada protetora (nos discos HD-DVD esta distância é de 0,6 mm, a mesma do DVD) o que permite uma maior densidade de gravação. Em contrapartida o disco precisa ser manuseado com mais cuidado, já que qualquer arranhão na superfície do disco pode atingir facilmente a camada de gravação e comprometer os dados armazenados. É por esse motivo que alguns discos Blu-Ray vêem acondicionados dentro de um cartucho, justamente para evitar danos físicos. Os discos HD-DVD não precisam desses cuidados, já que a camada de gravação não está tão próxima da camada protetora. Como podemos ver, tecnologicamente falando Blu-Ray e HD-DVD são parecidos. A diferença principal entre essas duas tecnologias está na capacidade de armazenamento. Um disco Blu-Ray de uma única camada permite a gravação de até 25 GB, enquanto que o mesmo disco na tecnologia HD-DVD permite a gravação de apenas 15 GB. Já um disco Blu-Ray de dupla camada permite a gravação de até 54 GB, enquanto que o mesmo disco na tecnologia HD-DVD permite apenas a gravação de 30 GB. Na tabela abaixo resumimos as principais características técnicas dos discos Blu-Ray e HD-DVD. Característica Blu-Ray HD-DVD Capacidade 25 GB (única camada) 54 GB (dupla camada) 15 GB (única camada) 30 GB (dupla camada) Laser Azul-violeta (0,40 µm) Azul-violeta (0,40 µm) Tamanho de um sulco 0,13 µm 0,20 µm Distância entre as trilhas 0,32 µm 0,40 µm Distância entre a camada de gravação e a camada protetora 0,1 mm 0,6 mm Codecs suportados MPEG-2 MPEG-4 AVC VC-1 MPEG-2 MPEG-4 AVC VC-1 Na tabela abaixo você ver as principais empresas no ramo de entretenimento (filmes e jogos) que apóiam essas tecnologias. Blu-Ray HD-DVD 20th Century Fox Buena Vista Home Entertainment Electronic Arts MGM Studios Paramount Pictures Sony Pictures Entertainment The Walt Disney Company Vivendi Universal Games Warner Bros. Buena Vista Home Entertainment New Line Cinema Paramount Pictures The Walt Disney Company Universal Studios Warner Bros. The Weinstein Company/Genius Não sabemos ainda quem será o sucessor do DVD. O que sabemos é que a briga pela sucessão continua ferrenha. A tecnologia Blu-Ray leva vantagem no quesito capacidade de armazenamento, enquanto a tecnologia HD-DVD leva vantagem no quesito custo, já que discos HD-DVD são mais baratos de serem fabricados. Como vimos, a capacidade de armazenamento dos discos Blu-Ray é maior em relação aos discos HD-DVD, apesar dos discos Blu-Ray serem mais caros. Um disco Blu-Ray de uma única camada permite a gravação de até 25 GB, enquanto que o mesmo disco na tecnologia HD-DVD permite a gravação de apenas 15 GB. Já um disco Blu-Ray de dupla camada permite a gravação de até 54 GB, enquanto que o mesmo disco na tecnologia HD-DVD permite apenas a gravação de 30 GB. Estamos vivenciando hoje a mesma infame guerra do final dos anos 1970 e início dos anos 1980 com a briga entre os formatos VHS e Betamax. O que nos leva a uma outra questão: a Sony não quer filmes “adultos” no formato Blu-Ray, a mesma restrição que o formato Betamax tinha. Alguns críticos apontam, inclusive, esta restrição como um dos motivos do fracasso do Betamax. Mas como a Sony não está sozinha no consórcio Blu-Ray, nós veremos filmes "adultos" para este formato também, mas parece que os produtores deste segmento preferem o padrão HD-DVD. Em termos de compatibilidade, os aparelhos Blu-Ray e HD-DVD vão suportar a leitura de CDs e DVDs, apesar de não ser possível ler um disco Blu-Ray em um aparelho HD-DVD e vice-versa (tecnicamente é possível fazer um aparelho que leia os dois formatos, mas ele provavelmente custaria o dobro do preço, já que precisaria de dois circuitos separados, um para cada padrão). Por enquanto o DVD continua dando conta do recado e deixando a maioria dos usuários satisfeitos. O negócio é esperar para ver quem vai ganhar: Blu-Ray, HD-DVD ou nenhum dos dois.
  10. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Como Descobrir o Verdadeiro Fabricante da Sua Placa de Rede "Aprenda como descobrir o verdadeiro fabricante da sua placa de rede de modo a obter suporte e drivers atualizados." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  11. Em algumas situações você precisará saber o verdadeiro fabricante da sua placa de rede, especialmente se você precisar de algum tipo de suporte ou drivers. O problema é que normalmente o fabricante do chip encontrado na placa de rede não é o verdadeiro fabricante da placa. Neste tutorial ensinaremos a você a descobrir o verdadeiro fabricante da sua placa de rede. Se sua placa de rede está integrada na placa-mãe – isto é, ela é “on-board” – este procedimento é muito fácil e você tem várias opções (se este não for o seu caso, você pode pular diretamente para a próxima página). Antes de falarmos sobre essas opções, existe algo que você precisa saber primeiro. Existem duas formas de se fazer a rede on-board. A primeira é usar um chip controlador de rede separado, como o mostrado na Figura 1. Neste caso, você pode usar os drivers escritos para este chip e obter drivers atualizados no site do fabricante do chip na Internet. Figura 1: Chip controlador de rede em uma placa-mãe (neste exemplo, um Realtek RTL8100C). A segunda forma é usar um chipset que já tenha função de rede. Neste caso o chipset precisa da ajuda de um pequeno chip externo para fazer a interface com a camada física, ou seja, fazer a ligação entre o chipset e o conector de rede (o que inclui a codificação dos dados). Este pequeno chip também é conhecido como “PHY” e é normalmente menor do que o chip controlador da rede (na Figura 2 você pode ver uma marcação de solda não usada em volta do chip PHY, onde o fabricante poderia ter usado um chip controlador de rede completo em vez de um chip PHY; compare o tamanho dessa marcação em relação ao chip usado). Normalmente quando sua placa-mãe usa esta abordagem, os drivers da placa de rede são fornecidos pelo fabricante do chipset e não pelo fabricante do chip PHY (apesar de existirem algumas exceções). Figura 2: Chip PHY em uma placa-mãe (neste exemplo, um Broadcom AC131). Em resumo, aqui está uma lista do que você pode fazer se sua placa-mãe tem rede on-board: Você pode ir até o site do fabricante da placa-mãe e obter suporte e drivers. Esta é a maneira mais simples. Você precisará saber primeiro qual é o fabricante e o modelo da sua placa-mãe. Se você não souber, leia nosso tutorial Como Descobrir o Fabricante e o Modelo de sua Placa-Mãe. Você pode ler no manual da placa-mãe que chip controlador de rede foi usado e ir até o site do fabricante do chip para obter suporte e drivers atualizados. Se sua placa-mãe usa apenas um chip PHY (normalmente esta informação está contida no manual) você provavelmente precisa ir até o site do fabricante do chipset (e não no site do fabricante do chip PHY) para obter os drivers atualizados. Se você não sabe qual chipset sua placa-mãe usa, veja esta informação no manual ou use algum programa de identificação de hardware como o Sandra, o AIDA ou o Hwinfo. Se você não tem o manual da placa-mãe, você pode fazer o download no site do fabricante da placa-mãe na Internet (leia o procedimento anterior). Você pode simplesmente dar uma olhada na sua placa-mãe e ver o chip de rede usado e seguir os procedimentos descritos no item anterior. Você pode também usar a dica do OUI do endereço MAC que explicaremos na próxima página. Na próxima página explicaremos o que você pode fazer caso tenha uma placa de rede “de verdade” (ou seja, avulsa) e precisa descobrir qual é o seu verdadeiro fabricante. Você tem três opções para obter drivers e suporte para placas de rede avulsas: Usar o driver escrito para o chip principal encontrado na placa (controlador de rede). O problema é que o fabricante do chip normalmente não é o mesmo fabricante da placa e muito provavelmente não fornecerá qualquer tipo de suporte. Na verdade, eles dirão a você para entrar em contato com o fabricante da placa. Você pode descobrir o fabricante da placa de rede através do seu código FCC ID. Este código está escrito em algum lugar na placa. Com este código você pode facilmente descobrir o fabricante da placa utilizando este formulário de pesquisa. O problema é que nem todas as placas têm um código FCC ID (especialmente aquelas que não são vendidas nos EUA) ou podem ter um código diferente chamado FCC REG, que não serve para este procedimento. Você pode descobrir o fabricante da sua placa de rede através do seu código OUI do seu endereço MAC. Nós explicaremos em detalhes como isto pode ser feito abaixo. Em redes Ethernet (o tipo de rede mais usado) todas as placas de rede recebem um endereço chamado MAC (Media Access Control, Controle de Acesso ao Meio). Este endereço está gravado na memória ROM da placa de rede e teoricamente não existem duas placas de rede com o mesmo endereço MAC (em algumas placas de rede você pode mudar seu endereço MAC, especialmente em modelos on-board; além disso alguns fabricantes de placas-mães de baixo custo têm o péssimo hábito de vender suas placas usando o mesmo endereço MAC em mais de uma placa, o que pode causa problemas de conflito na sua rede). Quando uma máquina deseja enviar dados na rede ela precisa saber antes qual é o endereço MAC da máquina de destino. Como cada placa de rede possui um endereço MAC único, quando um quadro é enviado para uma determinada máquina, somente aquela máquina o captura, pois somente ela tem o endereço MAC descriminado do campo de endereço de destino do quadro Ethernet. O endereço MAC é um endereço físico de 48 bits (6 bytes) representado por 12 dígitos hexadecimais (1 byte = 2 dígitos hexadecimais). A atribuição dos endereços MAC é controlada pelo IEEE. Para produzir placas de rede um fabricante preciso primeiro fazer um registro no IEEE, que atribui um código de 24 bits (3 bytes) chamado OUI (Organizationally Unique Identifier) ao fabricante. Esse código é um identificador exclusivo do fabricante de placas de rede. O endereço MAC de uma placa de rede é formado pelos 24 bits (3 bytes) do código OUI do seu fabricante e 24 bits atribuídos pelo próprio fabricante, que deve garantir que cada placa de rede tenha um endereço MAC único. Para um melhor entendimento, na Figura 3 você pode ver a estrutura de um endereço MAC. Figura 3: Estrutura de um endereço MAC. Um fabricante pode ter mais de um código OUI. Se você sabe o código OUI do endereço MAC da sua placa de rede e for capaz de “decodificá-lo” – isto é, verificar no banco de dados do IEEE qual é o fabricante que tem esse código – você pode facilmente descobrir quem é o verdadeiro fabricante da sua placa de rede. Para isso, o primeiro passo é descobrir o endereço MAC da sua placa de rede. No Windows você pode descobrir esta informação facilmente: clique no menu Iniciar, Painel de Controle, Conexões de Rede. Dê um duplo clique na sua conexão de rede (por exemplo, “Conexão de rede local”). Na tela que aparecerá clique na guia Suporte e no botão Detalhes. O endereço MAC (ou endereço físico como ele é chamado no Windows) será listado, veja na Figura 4. Figura 4: Descobrindo o endereço MAC da sua placa de rede. Como mencionamos anteriormente, o endereço MAC é representado por 12 números hexadecimais. Você precisa saber apenas os seis primeiros dígitos (primeiros três bytes), que é o código OUI. Em nosso exemplo da Figura 4 esses números são 00-02-3F. O próximo passo é ir ao site do IEEE usando o link abaixo: Pesquisa no banco de dados do IEEE Neste site, digite os três primeiro bytes em “Search the public OUI listing...” e clique em Search! Feito isto o mecanismo de busca do IEEE dirá a você que empresa é dona deste número OUI – ou seja, qual é o fabricante da sua placa de rede. Em nosso exemplo, o código OUI 00-02-3F pertence à Compal Electronics, que é o fabricante da nossa placa de rede. Depois de ter descoberto o verdadeiro fabricante da sua placa de rede é só acessar o seu site na Internet e obter suporte e/ou drivers.

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