<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0"><channel><title>Artigos: Artigos</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/page/2/</link><description>Artigos: Artigos</description><language>pt</language><item><title>Tudo sobre a plataforma X99 da Intel</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/tudo-sobre-a-plataforma-x99-da-intel-r36372/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_zac28ozac28ozac2.jpg.541637223443c099c2d7c6c490337930.jpg" /></p>
<p>
	O chipset X99 (codinome “Wellsburg”) é o coração da nova plataforma topo de linha da Intel, lançada no final de agosto de 2014 e voltada aos processadores Core i7 (codinome “Haswell-E”) que foram lançados junto com a plataforma e futuros processadores Core i7 de quinta geração (“Broadwell-E”) e Xeon baseados no soquete LGA2011-v3, que suportam as novas memórias DDR4. Neste tutorial, explicaremos detalhadamente quais são as novidades dessa plataforma.
</p>

<p>
	Na tabela abaixo nós damos um pequeno histórico da plataforma topo de linha “X” da Intel.
</p>

<table>
	<tbody>
		<tr>
			<td>
				<p>
					<strong>Chipset</strong>
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					<strong>Lançamento</strong>
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					<strong>Memória</strong>
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					<strong>Soquete</strong>
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				<p>
					X38
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					2007
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					Dois canais, DDR2-800 ou DDR3-1333
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					LGA775
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				<p>
					X48
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					2008
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					Dois canais, DDR3-1600
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					LGA775
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				<p>
					X58
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					2008
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					Três canais, DDR3-1066
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					LGA1366
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				<p>
					X79
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					2011
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					Quatro canais, DDR3-1600
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					LGA2011
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				<p>
					X99
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					2014
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					Quatro canais, DDR4-2133
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					LGA2011-v3
				</p>
			</td>
		</tr>
	</tbody>
</table>

<p>
	Como você pode ver, a plataforma X99 é a sucessora direta da plataforma X79. A principal novidade é o suporte a Memórias DDR4. Como ambas as plataformas são baseadas no “mesmo” soquete (LGA2011), a pergunta mais comum dos usuários é se a nova plataforma aceita processadores LGA2011 “antigos” em conjunto com memórias DDR4. A resposta é negativa. Se você reparar, há a designação “v3”, indicando ser a terceira geração desse soquete (a segunda geração desse soquete, chamada LGA2011-1, é usada com processadores Xeon codinome “Ivy Bridge-EX”). Apesar de os três soquetes (LGA2011, LGA2011-1 e LGA2011-v3) terem o mesmo número de pinos (2.011), o encaixe é diferente, e um processador baseado em um modelo de soquete LGA2011 não encaixa em outro modelo. Dessa forma, você só conseguirá usar a nova plataforma em conjunto com a nova safra de processadores Core i7 e Xeon que têm controlador de memória DDR4 integrado (isto é, soquete LGA2011-v3).
</p>

<p>
	Na Figura 1 você pode ver o diagrama em blocos do chipset Intel X99.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Chipset Intel X99" border="0" style="height: auto;" title="Chipset Intel X99" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/x99-chipset-block-diagram.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1:</strong> diagrama em blocos do chipset Intel X99
</p>

<p>
	O chipset Intel X99 mantém a mesma configuração de pistas PCI Express que o seu antecessor. Há quarenta pistas PCI Express 3.0 conectando o processador aos slots destinados a placas de vídeo. Com isso, é possível ter configurações avançadas como dois slots operando a x16 e um slot a x8 (16 + 16 + 8 = 40) ou até mesmo cinco slots operando a x8 (8 x 5 = 40). A configuração de slots, no entanto, dependerá da placa-mãe. O chip ponte sul do X99 oferece até oito pistas PCI Express 2.0 x1, de maneira idêntica ao X79.
</p>

<p>
	As portas de comunicação foram drasticamente melhoradas com o X99, que oferece dez portas SATA-600, seis portas USB 3.0 e oito portas USB 2.0 (o fabricante da placa-mãe pode adicionar ainda mais portas, usando chips adicionais). O X79 oferecia quatro portas SATA-300, duas portas SATA-600 e 14 portas USB 2.0, não tendo suporte nativo a portas USB 3.0. Ambos os chipsets suportam RAID.
</p>

<p>
	As demais características do X99 são as mesmas do X79.
</p>

<p>
	Abaixo compilamos uma tabela comparando as principais características dos chipsets X99 e X79.
</p>

<table>
	<tbody>
		<tr>
			<td>
				<p>
					<strong>Característica</strong>
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					<strong>X99</strong>
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					<strong>X79</strong>
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				<p>
					<strong>Pistas PCI Express 3.0 (controladas pelo processador)</strong>
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					40
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					40
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				<p>
					<strong>Pistas PCI Express 2.0 (controladas pela ponte sul)</strong>
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					8
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					8
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				<p>
					<strong>Portas SATA-300</strong>
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					0
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					4
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				<p>
					<strong>Portas SATA-600</strong>
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					10
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					2
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				<p>
					<strong>Portas USB 2.0</strong>
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					8
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					14
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				<p>
					<strong>Portas USB 3.0</strong>
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					6
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					0
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				<p>
					<strong>Soquete</strong>
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					LGA2011-v3
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					LGA2011
				</p>
			</td>
		</tr>
	</tbody>
</table>
]]></description><guid isPermaLink="false">36372</guid><pubDate>Wed, 03 Sep 2014 09:30:00 +0000</pubDate></item><item><title>Visita &#xE0; f&#xE1;brica da Gigabyte em Taiwan</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/visita-%C3%A0-f%C3%A1brica-da-gigabyte-em-taiwan-r36339/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_10/visita-gigabyte-taiwan.jpg.1359492e01a908cbe566868b6fee2638.jpg" /></p>
<p>
	Confira a nossa visita à fábrica da Gigabyte em Taiwan. Essa fábrica é chamada “Nanping” por estar localizada em uma rua com este nome na cidade Pingzhen. A fábrica fica a cerca de 50 minutos de Taipé, capital de Taiwan.
</p>

<p>
	Nota: partes do vídeo estão em inglês, mas nós colocamos legendas em português. Se a legenda não aparecer automaticamente, você deverá ativá-la clicando no ícone de legenda.
</p>

<p>
	Curiosidade: <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/visita-a-f%C3%A1brica-da-gigabyte-em-nan-ping-taiwan-r34496/" rel="" target="_blank">nós já havíamos visitado essa fábrica em 2002</a>. Porém, na época, eles não deixavam fotografar dentro da fábrica. Ainda bem que a política deles mudou e tivemos a oportunidade de retornar a essa fábrica para fazermos um vídeo em Full HD para vocês.
</p>

<p style="text-align: center;">
	 
</p>

<div class="ipsEmbeddedVideo" contenteditable="false">
	<div>
		<iframe allowfullscreen="true" frameborder="0" height="270" id="ips_uid_3166_6" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/index.html" width="480" data-embed-src="https://www.youtube.com/embed/cM8YaqZ5gS0?feature=oembed"></iframe>
	</div>
</div>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">36339</guid><pubDate>Wed, 11 Jun 2014 06:23:00 +0000</pubDate></item><item><title>Como descobrir o fabricante e o modelo de sua placa-m&#xE3;e</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/como-descobrir-o-fabricante-e-o-modelo-de-sua-placa-m%C3%A3e-r33971/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_qfmc4wqfmc4wqfmc.jpg.21ad6c3e75483510c80dfac1f3e3ce38.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	Cedo ou tarde você precisará saber o fabricante e o modelo exato de sua placa-mãe, especialmente se você estiver planejando fazer um upgrade no seu computador, já que a capacidade de upgrade do seu micro é determinada pelo modelo da placa-mãe. Além disso, você deverá ter esta informação quando for fazer um <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/como-fazer-um-upgrade-de-bios-r34275/" rel="" target="_blank">upgrade de BIOS</a> ou o download do manual ou dos drivers da sua placa-mãe. Um <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/como-fazer-um-upgrade-de-bios-r34275/" rel="" target="_blank">upgrade de BIOS</a> é necessário para fazer o seu computador reconhecer um novo processador; o manual é necessário para determinar a quantidade máxima de memória RAM que o seu computador é capaz de reconhecer, por exemplo.
</p>

<p>
	Descobrir essas informações não é tão óbvio, já que muitos fabricantes simplesmente não imprimem nas placas-mães seus nomes ou o nome do modelo da placa. Além do mais, você pode querer verificar se a placa-mãe instalada em seu computador é realmente o modelo que você comprou. No entanto, se você abrir seu computador, a garantia será violada. Sendo assim, você precisará aprender como descobrir estas informações sem abri-lo. 
</p>

<p>
	Como é possível saber qual é o fabricante da placa-mãe através de software? Dentro do BIOS do micro existe um número de série que inclui um código para o fabricante. O programa de identificação de hardware lê o número de série do BIOS e o decodifica para você. Leia nosso tutorial “<a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/decifrando-o-n%C3%BAmero-de-s%C3%A9rie-do-bios-r34197/" rel="" target="_blank">Decifrando o Número de Série do BIOS</a>” para mais detalhes sobre o assunto.
</p>

<p>
	Nós ensinaremos aqui como usar quatro programas de identificação de hardware, para que você possa descobrir o fabricante e o modelo da sua placa-mãe: <a href="http://www.cpuid.com/softwares/cpu-z.html" rel="external nofollow" target="_blank">CPU-Z</a>, <a href="http://www.sisoftware.co.uk/" rel="external nofollow" target="_blank">Sandra Lite</a>, <a href="http://www.aida64.com/" rel="external nofollow" target="_blank">AIDA64</a> e <a href="http://www.hwinfo.com/" rel="external nofollow" target="_blank">HWiNFO</a>.
</p>

<p>
	[pagination="CPU-Z"]
</p>

<p>
	O CPU-Z é um utilitário de identificação de processadores muito popular, que também pode ser usado para identificar o fabricante e o modelo da sua placa-mãe. <a href="http://www.cpuid.com/softwares/cpu-z.html" rel="external nofollow" target="_blank">Você pode fazer o download dele aqui</a>.
</p>

<p>
	Após instalar o CPU-Z, rode-o e clique em “Mainboard”. Na tela que vai aparecer, o CPU-Z fornecerá o fabricante e o modelo de sua placa-mãe, como mostra a Figura 1. Como você pode ver, nós temos uma placa-mãe ASUS P5K-E em nosso computador.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Identificando o fabricante e o modelo de sua placa-mãe com o CPU-Z" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/236_01_new.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1:</strong> Identificando o fabricante e o modelo de sua placa-mãe com o CPU-Z
</p>

<p>
	[pagination="Sandra Lite"]
</p>

<p>
	O Sandra está disponível em várias versões. Você deverá fazer o download e instalar a versão gratuita, chamada “Lite”, <a href="http://www.sisoftware.co.uk/?d=&amp;f=downandbuy&amp;l=en&amp;a=" rel="external nofollow" target="_blank">que está disponível aqui</a>.
</p>

<p>
	Após instalar o Sandra, rode-o e clique em “Hardware”. Na tela que vai aparecer, dê um duplo clique no ícone “Mainboard”.
</p>

<p>
	O Sandra precisará de um minuto para coletar os dados sobre o seu computador. Na próxima tela que aparecerá, você poderá encontrar facilmente o fabricante da sua placa-mãe em “Manufacturer” e o seu modelo em “Model”. Veja na Figura 2 como nós identificamos o modelo da nossa placa-mãe como uma ASUS P5K-E.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Identificando o fabricante e o modelo de sua placa-mãe com o Sandra" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/236_02_new.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2:</strong> Identificando o fabricante e o modelo de sua placa-mãe com o Sandra
</p>

<p>
	Nesta janela, você também poderá encontrar várias informações úteis a respeito da sua placa-mãe, como a quantidade de soquetes de memória que ela tem e quais deles estão sendo utilizados, bem como o modelo do chipset em que ela é baseada. Você também poderá encontrar o número de série do BIOS, que falamos anteriormente, na opção “BIOS”.
</p>

<p>
	[pagination="AIDA64"]
</p>

<p>
	Existem duas versões do AIDA64, e você deverá baixar e instalar a versão Extreme Edition, <a href="http://www.aida64.com/downloads" rel="external nofollow" target="_blank">disponível aqui</a>.
</p>

<p>
	Após instalar o AIDA64, rode-o e clique em “Motherboard”, disponível na tela principal, e então, clique no ícone “Motherboard” que aparecerá. Na tela seguinte, o fabricante e o modelo serão mostrados na segunda linha como “Motherboard Name.” Ver Figura 3. Como você pode ver, nós temos uma placa-mãe ASUS P5K-E em nosso computador.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Identificando o fabricante e o modelo de sua placa-mãe com o AIDA64" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/236_03_new.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3:</strong> Identificando o fabricante e o modelo de sua placa-mãe com o AIDA64
</p>

<p>
	Se você rolar a janela para baixo, você encontrará um link para a página de download do BIOS no site do fabricante da placa-mãe, na opção “BIOS Download”. Isto é muito prático, caso você esteja planejando fazer um upgrade de BIOS.
</p>

<p>
	[pagination="HWiNFO"]
</p>

<p>
	O HWiNFO está disponível em duas versões: <a href="http://www.hwinfo.com/download32.html" rel="external nofollow" target="_blank">HWiNFO32</a>, que deverá ser sua opção caso você esteja usando um sistema operacional de 32 bits, e <a href="http://www.hwinfo.com/download64.html" rel="external nofollow" target="_blank">HWiNFO64</a>, que deverá ser usado se você tiver um sistema operacional de 64 bits. Em nosso caso, nós fizemos o download do HWiNFO64.
</p>

<p>
	Após instalar a versão mais adequada do HWiNFO, rode-a (ele demora um minuto para coletar todas as informações de hardware do seu computador) . O programa mostrará automaticamente uma tela chamada “System Summary”, onde o fabricante e o modelo da sua placa-mãe serão mostrados na coluna da direita, na opção “Motherboard”. Ver Figura 4.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Identificando o fabricante e o modelo de sua placa-mãe com o HWiNFO64" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/236_04_new.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4:</strong> Identificando o fabricante e o modelo de sua placa-mãe com o HWiNFO64
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">33971</guid><pubDate>Sun, 17 Apr 2005 04:07:00 +0000</pubDate></item><item><title>Tudo sobre chipsets</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/tudo-sobre-chipsets-r34158/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_2p8002p8002p8002.jpg.a86c428e5b3eb50245953ab727c850b3.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	O que é um chipset? Quais são suas funções? Qual é a sua importância? Qual é a sua influência no desempenho do computador? Neste artigo, responderemos a estas e outras questões.
</p>

<p>
	Chipset é o nome dado ao conjunto de chips (“set” significa “conjunto”, daí o seu nome) usado na placa-mãe.
</p>

<p>
	Nos primeiros PCs, a placa-mãe usava circuitos integrados discretos. Com isso, vários chips eram necessários para criar todos os circuitos necessários para fazer um computador funcionar. Na Figura 1 você pode ver uma placa-mãe de um PC XT.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="chipset_01.jpg" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/chipset_01.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1</strong>: placa-mãe de um PC XT
</p>

<p>
	Após algum tempo, os fabricantes de chips começaram a integrar vários circuitos integrados dentro de chips maiores. Como isso, em vez de usar vários pequenos chips, uma placa-mãe poderia ser construída usando apenas um, dois ou três chips maiores. Na Figura 2, você pode ver uma placa-mãe para 486 (lançada por volta de 1995) usando apenas dois chips grandes com todas as funções necessárias para fazer a placa-mãe funcionar.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="chipset_02.jpg" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/chipset_02.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2</strong>: uma placa-mãe para 486; este modelo usa apenas dois chips grandes
</p>

<p>
	Com o lançamento do barramento PCI em meados dos anos 1990 (não fazer confusão com o PCI Express), um novo conceito passou a ser empregado: a utilização de circuitos integrados chamados ponte. Geralmente as placas-mãe têm dois chips grandes: um chamado ponte norte e outro chamado ponte sul. Às vezes, alguns fabricantes podem integrar a ponte norte e a ponte sul em um único chip; neste caso a placa-mãe terá apenas um circuito integrado grande! Ou, dependendo da arquitetura do processador, ele pode necessitar apenas do chip ponte sul.
</p>

<p>
	No passado haviam vários fabricantes que produziam chipsets para PCs. No entanto, atualmente apenas a Intel, a AMD e a VIA ainda fabricam chipsets, sendo que elas desenvolvem produtos apenas para placas-mãe que utilizam seus próprios processadores. A VIA também costumava desenvolver chipsets para processadores da Intel e da AMD. Entre as empresas que fabricavam chipsets estão ATI, NVIDIA, VIA, SiS, ULi/ALi, UMC e OPTi.
</p>

<p>
	Muita gente confunde o fabricante do chipset com o fabricante da placa-mãe. Por exemplo, se uma placa-mãe usa um chipset fabricado pela Intel, isto não significa necessariamente que a Intel também é a fabricante da placa. ASUS, Gigabyte, MSI, ECS, ASRock, Biostar e também a Intel são alguns dos vários fabricantes de placas-mães presentes no mercado. Dessa forma, os fabricantes de placas-mãe compram chipsets dos fabricantes de chipsets para serem usados em suas placas.
</p>

<p>
	[pagination="A Ponte Norte"]
</p>

<p>
	O chip ponte norte, também chamado de MCH (Memory Controller Hub, Concentrador Controlador de Memória) é conectado diretamente ao processador e possui basicamente as seguintes funções:
</p>

<ul>
	<li>
		Controlador de Memória (se disponível)
	</li>
	<li>
		Controlador PCI Express (se disponível)
	</li>
	<li>
		Controlador do barramento AGP (se disponível)
	</li>
	<li>
		Interface para transferência de dados com a ponte sul
	</li>
</ul>

<p>
	Os novos processadores da Intel apresentam um controlador de memória e um controlador PCI Express integrados, o que significa que estes processadores apresentam um chip ponte norte embutido e, portanto, não necessitam deste chip na placa-mãe. Ver Figura 3. Os processadores da AMD têm um controlador de memória integrado, mas não apresentam um controlador PCI Express embutido. Por esse motivo, os processadores da AMD ainda necessitam de um chip ponte norte externo com este componente. A AMD alega que seus processadores contêm uma “ponte norte integrada”, mas na verdade o que ela quer dizer é que seus processadores apresentam um controlador de memória integrado. Este fato gera grande confusão e vários usuários não entendem porque placas-mãe para processadores da AMD têm um chip ponte norte, se a própria AMD alega que seus processadores apresentam um chip ponte norte integrado.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Chipset" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/568_novo_05.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3:</strong> Configuração do chipset nos atuais processadores da Intel
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Chipset" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/568_novo_04.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4:</strong> Configuração do chipset nos atuais processadores da AMD
</p>

<p>
	No caso de processadores mais antigos que não apresentam controlador de memória integrado, o sistema segue o diagrama da Figura 5. Em processadores antigos, em que o controlador de memória está localizado dentro do chip ponte norte externo, este chip é fundamental para o desempenho do micro. Um chipset pode ter um melhor controlador de memória do que outro e, portanto, apresentar maior desempenho. No entanto, atualmente, já que o controlador de memória está integrado ao processador, quase não há diferença em desempenho entre chipsets diferentes.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Chipset" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/chipset_03.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 5:</strong> Ponte norte com processador sem controlador de memória integrado
</p>

<p>
	O controlador PCI Express integrado ao chip ponte norte ou ao processador pode fornecer várias pistas. Em sua configuração mais comum, ele fornece 16 pistas, permitindo que a placa-mãe tenha um slot PCI Express x16 ou dois slots PCI Express x16 cada um trabalhando a x8. Pistas PCI Express adicionais necessárias para a conexão de outros slots e dispositivos disponíveis na placa-mãe são fornecidas pelo chip ponte sul. Controladores PCI Express topo de linha geralmente fornecem mais de 16 pistas, permitindo que o fabricante de placas-mãe forneça mais slots PCI Express x16 para placas de vídeo ou permita a conexão de outros slots e dispositivos diretamente ao chip ponte norte ou ao processador.
</p>

<p>
	A conexão entre a ponte norte e a ponte sul é feita através de um barramento. No início, o barramento PCI era usado, mas ele foi substituído por uma conexão dedicada. Falaremos sobre isso mais adiante.
</p>

<p>
	[pagination="A Ponte Sul"]
</p>

<p>
	O chip ponte sul, também chamado ICH (I/O Controller Hub, Concentrador Controlador de Entrada e Saída) ou PCH (Platform Controller Hub, Concentrador Controlador de Plataforma) é conectado à ponte norte ou ao processador, no caso dos processadores Intel atuais, e sua função é basicamente controlar os dispositivos on-board e de entrada e saída tais como:
</p>

<ul>
	<li>
		Portas para unidades de armazenamento (ATA e SATA)
	</li>
	<li>
		Portas USB
	</li>
	<li>
		Som on-board (*)
	</li>
	<li>
		Rede on-board (**)
	</li>
	<li>
		Barramento PCI (se disponível)
	</li>
	<li>
		Pistas PCI Express (se disponível)
	</li>
	<li>
		Relógio de Tempo Real (RTC)
	</li>
	<li>
		Memória de configuração (CMOS)
	</li>
	<li>
		Dispositivos antigos, como controladores de interrupção e de DMA
	</li>
	<li>
		Barramento ISA, em placas-mãe antigas
	</li>
</ul>

<p>
	(*) Se a ponte sul tiver controlador de som on-board, será necessário a utilização de um chip externo chamado de codec (abreviação de codificador/decodificador). Para mais informações, leia nosso tutorial “<a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/audio/tudo-o-que-voc%C3%AA-precisa-saber-sobre-a-se%C3%A7%C3%A3o-de-%C3%A1udio-da-placa-m%C3%A3e-r34137/" rel="" target="_blank">Como Funciona o Áudio On-Board</a>”. Algumas placas-mãe topo de linha usam um controlador de áudio externo que é conectado ao chip ponte sul através de uma pista PCI Express x1.
</p>

<p>
	(**) Se a ponte sul tiver controlador de rede on-board, será necessário a utilização de um chip externo chamado phy (pronuncia-se “fái”, abreviação de physical, camada física, em português) para funcionar. A maioria das placas-mãe usa um controlador de rede externo conectado ao chip ponte sul através de uma pista PCI Express x1.
</p>

<p>
	Entre os dispositivos integrados que a placa-mãe pode ter estão controladores USB, SATA e de rede adicionais. Estes dispositivos são conectados ao chip ponte sul através de uma pista individual PCI Express x1. No entanto, em algumas placas-mãe estes dispositivos poderão ser conectados ao chip ponte norte, se o controlador PCI Express integrado ao chip ponte norte tiver pistas PCI Express suficientes.
</p>

<p>
	A ponte sul é também conectada a dois outros chips disponíveis na placa-mãe: o chip de memória ROM, mais conhecido como BIOS (BIOS é um dos programas dentro deste chip), e o chip Super I/O, que é o responsável por controlar dispositivos antigos tais como portas seriais, porta paralela, unidade de disquete e portas PS/2 para teclado e mouse.
</p>

<p>
	Na Figura 6 você pode ver um diagrama que mostra a função da ponte sul no computador.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="chipset_04.jpg" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/chipset_04.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 6</strong>: A ponte sul
</p>

<p>
	[pagination="Conexão Entre as Pontes"]
</p>

<p>
	Quando o conceito de pontes começou ser usado, a comunicação entre a ponte norte e a ponte sul era feita através do barramento PCI, como mostramos na Figura 7. O problema é que a largura de banda do barramento PCI (132 MB/s) será compartilhada por todos dispositivos PCI do sistema e todos dispositivos conectados à ponte sul, em especial os discos rígidos.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="chipset_05.jpg" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/chipset_05.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 7</strong>: Comunicação entre a ponte norte e a ponte sul usando o barramento PCI
</p>

<p>
	Quando placas de vídeo topo de linha (até então as placas de vídeo eram PCI) e discos rígidos de alto desempenho foram lançados, foi criado um “gargalo” no barramento PCI. Para placas de vídeo de alto desempenho, a solução foi a criação de um novo barramento conectado diretamente à ponte norte, chamado AGP (Accelerated Graphics Port, Porta Gráfica Acelerada). Deste modo, a placa de vídeo passou a não ficar mais conectada ao barramento PCI, não prejudicando o desempenho.
</p>

<p>
	A solução final veio quando os fabricantes de chipsets começaram a usar uma nova abordagem: eles criaram uma conexão dedicada de alto desempenho entre a ponte norte e a ponte sul, e conectaram os dispositivos PCI na ponte sul. Esta é a arquitetura usada atualmente. Slots PCI padrão, se disponíveis, são conectados à ponte sul. Pistas PCI Express podem estar disponíveis tanto na ponte norte quanto na ponte sul. Geralmente, pistas PCI Express disponíveis no chip ponte norte são usadas para placas de vídeo, enquanto que as pistas disponíveis no chip ponte sul são usadas para conectar slots mais lentos e dispositivos on-board como controladores USB, SATA e de rede adicionais.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="chipset_06.jpg" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/chipset_06.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 8</strong>: Comunicação entre a ponte norte e a ponte sul usando uma conexão dedicada
</p>

<p>
	A configuração desta conexão dedicada dependerá do modelo do chipset. Os primeiros chipsets da Intel a usarem esta arquitetura apresentavam um canal dedicado de 266 MB/s. Este canal era half-duplex, o que significa que a ponte norte e a ponte sul não podiam “falar” ao mesmo tempo. Apenas um chip podia transmitir dados de cada vez.
</p>

<p>
	Atualmente, a Intel utiliza uma conexão dedicada chamada DMI (Direct Media Interface ou Interface de Mídia Direta), que usa uma arquitetura semelhante à do PCI Express, com pistas usando comunicação em série e canais distintos para transmissão e recepção de dados (ou seja, comunicação full-duplex). A primeira versão da DMI utiliza quatro pistas e é capaz de atingir uma taxa de transferência de dados de 1 GB/s (2,5 Gbit/s por pista) em cada direção, enquanto que a segunda versão da DMI atinge o dobro, 2 GB/s. Alguns chipsets para computadores móveis usam duas pistas em vez de quatro, reduzindo a taxa de transferência à metade.
</p>

<p>
	A AMD utiliza um caminho de dados dedicado chamado “A-Link” que nada mais é que uma conexão PCI Express com um nome diferente. A “A-Link” e a “A-Link II” usam quatro pistas PCI Express 1.1 e, portanto, atingem uma taxa de transferência de 1 GB/s. A conexão “A-Link III” utiliza quatro pistas PCI Express 2.0, atingindo uma taxa de transferência de 2 GB/s.
</p>

<p>
	Se você quiser saber mais detalhes sobre um determinado chipset, vá à página do seu fabricante.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34158</guid><pubDate>Thu, 02 Aug 2012 15:33:00 +0000</pubDate></item><item><title>Aprendendo mais sobre o PCI-E 3.0</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/aprendendo-mais-sobre-o-pci-e-30-r35816/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_vgq8buvgq8buvgq8.jpg.83692164feff2caa1d365b6b56e26b5a.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	Recentemente, os fabricantes de placas-mãe têm feito o possível para diferenciar seus produtos uns dos outros em um esforço para renovar os estagnados negócios de computadores. Uma boa parte desta atitude tomou um rumo muito agressivo, onde as empresas têm denunciado ou atacado descaradamente os produtos concorrentes por não serem autênticos ou acompanharem o ritmo.
</p>

<p>
	A dura realidade é que placas-mãe geralmente ficam dentro de um determinado intervalo de desempenho. Tudo se resume a valores agregados, como UEFI BIOS, suporte a USB 3.0 nativo, placas de som especiais ou adaptadores de rede de desempenho superior, para realmente obter uma vantagem competitiva.
</p>

<p>
	Portanto, não foi nenhuma surpresa quando, depois que o PCI-E Gen 3 foi anunciado, ele tenha chamado a atenção dos entusiastas com uma demanda insaciável por velocidade. Com uma taxa de bits de oito Giga Transfers por segundo (8 GT/s), a largura de banda da PCI-E 3.0 foi duplicada, tornando-a a evolução natural do velho padrão 2.0. Ela também se transformou em uma corrida dos departamentos de marketing para ver quem conseguiria implementar a tecnologia primeiro, como uma forma de conquistar este mercado influente e sofisticado.
</p>

<p>
	[pagination="À prova de futuro: o jargão"]
</p>

<p>
	A expressão “à prova de futuro” dá uma noção do ciclo de vida estendido de um produto, mas deve ser entendida de maneira figurativa. Não é possível realmente criar uma tecnologia à prova de futuro, considerando que o seu propósito é estar em constante evolução para algo melhor e mais rápido. No entanto, ela atinge em cheio os clientes quando eles ficam sabendo que não sentirão o “remorso do comprador” em um curto período de tempo.
</p>

<p>
	Todo mundo quer que seus PCs durem por bastante tempo. Como entusiastas de hardware, nós sabemos que a realidade é que o seu PC tem uma vida útil média de três a quatro anos, no máximo. Mas pergunte a qualquer comprador comum por quanto tempo ele gostaria de manter o sistema atual e eles esperam algo em torno de seis ou sete anos. É com essa mentalidade que a mensagem por trás da PCI-E 3 esperava ressoar junto aos consumidores. O importante é conhecer os métodos utilizados para comercializar a geração atual de placas-mãe como “compatíveis com PCI-E 3” e se você está levando a coisa certa.
</p>

<p>
	[pagination="Como Tudo Isto Funciona"]
</p>

<p>
	As mudanças na arquitetura de Sandy Bridge fez com que as pistas PCI Express sejam todas manipuladas pelo processador. As pistas PCI-E que saem do processador se dividem, executando oito pistas para o primeiro slot PCI-E e depois mais oito pistas no chip comutador. Em seguida, o comutador analisa a sua configuração para controlar a largura de banda para um único slot x16 (roteando as pistas de volta para emparelhar com as oito pistas provenientes do processador) ou como slots duplos x8 (roteando as pistas para o segundo slot).
</p>

<p>
	Naturalmente, isso significa que novas velocidades Gen 3 também teriam de advir dessas pistas, mas, infelizmente, o suporte a Gen 3 não ocorrerá até que os processadores Ivy Bridge da Intel cheguem oficialmente ao mercado no início de 2012. Os circuitos dentro das placas-mãe de chipset Intel série 6, teoricamente, conseguem executar uma conexão PCI-E 3, mas como as pistas Gen 3 estão vinculadas aos futuros processadores Ivy Bridge, será necessário atualizar a BIOS da placa-mãe para reconhecer e comunicar o novo padrão sem problemas.
</p>

<p>
	As placas-mãe mais atuais só apresentam comutadores PCI-E 2.0 (sendo a NF200 da NVIDIA para “True SLI” um destaque), portanto, quando um processador Ivy Bridge que tem funcionalidade PCI-E 3 é ligado na tomada, apenas oito pistas (das 16 totais) realmente funcionarão.
</p>

<p>
	Placas-mãe com vários slots PCI Express têm os chips comutadores mais atualizados de fornecedores como a Pericom ou o PLX para verdadeiramente oferecer suporte à plena disponibilidade de largura de banda Gen 3 em configurações de várias placas de vídeo CrossFireX da NVIDIA SLI e/ou da AMD. Muitas placas-mãe mais antigas que afirmam ser compatíveis com “Gen 3” apenas se escondem por trás do fato de que são compatíveis com processadores Ivy Bridge e tentam tirar proveito dos consumidores que ignoram os aspectos técnicos por trás dessa tecnologia.
</p>

<p>
	[pagination="Conclusões"]
</p>

<p>
	Toda essa mensagem “compatível com PCI Gen 3” pode ser considerada uma jogada de marketing, pois embora você esteja tecnicamente conseguindo usar os seus novos periféricos PCI Express Gen 3 (leia-se: garantindo a compatibilidade), você só consegue utilizar a metade da largura de banda teórica. Para aumentar a confusão, há uma falta de dados de referência disponíveis, o que significa que os usuários estão se dividindo com informações ainda mais ambíguas sobre o que é considerado o “verdadeiro” Gen 3.
</p>

<p>
	Tentar acompanhar a tecnologia mais recente sempre parece ser um esforço inútil, mas ninguém quer sentir remorso do comprador por ter perdido a possibilidade de melhoramentos significativos por não saber esperar. A metodologia por trás do empurrão das PCI-E 3 era fazer com que o mercado geral “comprasse agora” em vez de aguardar, mas parece que ainda estamos à espera para que as PCI-E 3 se mostre em placas gráficas e SSDs PCI-E. Nós definitivamente podemos ter a esperança de que, uma vez no mercado, as incríveis velocidades que nos foram prometidas se mostrem também.
</p>

<p>
	Conforme mais placas se gabam da compatibilidade e do suporte a Gen 3, certifique-se de que você está comprando uma placa que, pelo menos, tenha os chips comutadores adequados prontos para você tirar vantagem deles quando puder.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">35816</guid><pubDate>Wed, 21 Dec 2011 21:03:00 +0000</pubDate></item><item><title>A verdadeira import&#xE2;ncia do BIOS UEFI</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/a-verdadeira-import%C3%A2ncia-do-bios-uefi-r35749/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_peqjbvpeqjbvpeqj.jpg.6dbe16eebcf17a2772b3f32972d99f3d.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	Este artigo investiga a nova arquitetura UEFI e porque ela é muito mais importante para o mundo da computação do que você imagina.
</p>

<p>
	O hardware dos computadores evoluiu bastante nas últimas décadas. As placas gráficas e de áudio oferecem gráficos cheios de vida e som com qualidade de cinema, HDs com terabytes e mais terabytes estão sendo combinados com unidades SSD extremamente rápidas para oferecer armazenamento ilimitado ao usuário comum, ao mesmo tempo que grandes quantidades de RAM e processadores fornecem seis (em breve oito) núcleos para fornecer incríveis capacidades multitarefa. Reunindo tudo o que o hardware apresenta, está a placa-mãe, a espinha dorsal do seu sistema.
</p>

<p>
	O hardware da placa-mãe alcançou novos níveis de qualidade, com componentes de melhor categoria (atingindo até mesmo certificações especiais) que proporcionam longevidade e estabilidade. Há também todo tipo de conectividade à prova do futuro disponível, como o USB 3.0, a SATA-600 e agora o PCI Express 3.0.
</p>

<p>
	No entanto, há uma parte da placa-mãe que tem sido o componente principal há muito tempo e só recentemente começou a ser atualizado. A BIOS, uma arquitetura de três décadas de idade que atua como ponto de partida do seu sistema de PC como um todo. Como pode ser observado em vários testes de placas-mãe, alguns fabricantes têm adotado uma nova BIOS “UEFI” (Extensible Firmware Interface Universal) para substituir o atual, mas o que parece ser ignorado por muitas pessoas é o quão importante esse recurso realmente é e como ele beneficia todo o campo da computação.
</p>

<p>
	[pagination="BIOS – Uma Breve Recapitulação"]
</p>

<p>
	A BIOS (Basic Input/Output System) é o primeiro software a ser executado quando o PC é ligado. A função da BIOS se concentra principalmente na configuração do hardware de inicialização e na identificação de periféricos.
</p>

<p>
	Mais recentemente, as atualizações da BIOS têm permitido código atualizado seja gravado nos chips de hardware para oferecer suporte a novos processadores e periféricos que antes não eram detectáveis. Isso beneficia os usuários ao manter atualizado o hardware existente e oferecer suporte a novos padrões de codificação ou métodos de detecção.
</p>

<p>
	A maior característica da BIOS é a capacidade de manipular e alterar as principais configurações do sistema para atender a necessidades individuais. Foi assim também que o overclocking viu seu nascimento. Ao ajustar os computadores para taxas de clock mais altas do que as predefinições de fábrica, os usuários puderam forçar o sistema a atingir um novo patamar e obter um aumento significativo de desempenho.
</p>

<p>
	Os entusiastas começaram a perseguir os fabricantes de placas-mãe que ofereciam tantos recursos avançados quanto possível para overclocking, como por exemplo ajustes de tensão (o que poderia comprometer a estabilidade do sistema). Isto fez com que a BIOS se tornasse uma ferramenta bastante comercial e um importante diferencial entre o que as placas mais sofisticadas poderiam fazer em relação às suas concorrentes mais baratas. No entanto, a BIOS está chegando aos 30 anos e o desgaste começa a ser perceptível.
</p>

<p>
	Para início de conversa, ela apresenta somente 1.024 KB de espaço de execução. Isso é extremamente limitante em um mundo onde gigabits de dados são transferidos ao mesmo tempo e a tendência é ficar ainda mais rápido, com os dispositivos e a conectividade de próxima geração.
</p>

<p>
	Há problemas também na inicialização de dispositivos. A abundância de periféricos e controladores onboard torna o processo de inicialização mais demorado por causa do espaço limitado de instruções e da falta de otimização.
</p>

<p>
	Em uma escala maior, a segurança tem sido um grande problema no mundo da computação e a BIOS é um dos grandes culpados em termos de gestão e segurança de sistemas. Antes de inicializar o sistema operacional, não medidas internas de solução de problemas ou de segurança aprofundada. A BIOS só fornece a funcionalidade básica de senha que exige a instalação de softwares adicionais para monitorar e proteger os PCs remotamente.
</p>

<p>
	Estas questões fundamentais têm sido negligenciadas em favor de outras tecnologias, e é chegado o momento de abordá-las.
</p>

<p>
	[pagination="O Que a UEFI Oferece"]
</p>

<p>
	Oferecer suporte para discos rígidos com mais de 2.2 TB e finalmente poder usar o mouse com uma GUI (interface gráfica do usuário) são os benefícios mais alardeados que você ouvir sobre a UEFI, pois qualquer usuário pode compreendê-los. Estes são outros benefícios importantes obtidos ao usar a UEFI:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>A UEFI apresenta funcionalidades semelhantes às dos sistemas operacionais.</strong> Por quase 30 anos, você teria de examinar um sistema de menus feio e arcaico que intimidava qualquer pessoa que não fosse um usuário avançado. A UEFI oferece um menu mais inovador e esteticamente agradável, que proporciona uma abordagem mais organizada para configurar o sistema. É possível até mesmo acessar a Web e emails por meio da UEFI, atualizar a BIOS e, em breve, você verá a abundância de utilitários que ajudam a solucionar problemas do sistema sem entrar em um sistema operacional.
	</li>
	<li>
		<strong>Integração com aplicativos.</strong> Atualmente, a UEFI tem o tamanho ROM expandido para acomodar testes de memória simples, backups do HD e suporte a flash da BIOS. Com o passar do tempo, também haverá maior integração, por meio de serviços e aplicativos baseados na Web que podem proporcionar uma experiência geral de computação. A integração pré-SO não é novidade, mas a UEFI pretende oferecê-la com uma aparência mais interessante e fornecer todos os tipos de recursos administrativos adicionais.
	</li>
	<li>
		<strong>A UEFI Abre Caminho para Capacidades de Boot Imediato.</strong> Já não é hora de podermos ligar o computador e chegar à área de trabalho em menos de dez segundos? Em breve isso será possível com a UEFI e discos SSD. Como a BIOS tem de passar por um árduo processo de inicialização, a UEFI foi projetada para oferecer suporte um número muito maior de periféricos e dispositivos, podendo carregá-los muito mais rápido.
	</li>
	<li>
		<strong>O Windows 8 foi projetado para UEFI.</strong> A Microsoft realizou recentemente sua conferência BUILD, na qual detalhou os benefícios de seu próximo sistema operacional com UEFI. Alguns boatos dão conta de que o Windows 8 sequer pode rodar em sistemas não-UEFI! Embora ainda seja muito cedo para ter certeza, essa certamente será direção dos futuros sistemas operacionais e estará na vanguarda de outras futuras iterações.
	</li>
</ul>

<p>
	[pagination="Conclusões"]
</p>

<p>
	Nós mencionamos anteriormente que o setor precisa se concentrar na eliminação de todas as barreiras de entrada para que os usuários novatos aproveitem a tecnologia de próxima geração. Esse é mais um grande passo para obtermos componentes nos mesmos padrões de design definidos por seus concorrentes móveis. As funcionalidades e as formas também devem ser reforçadas, com uma interface mais elegante e intuitiva como maneira de manter a relevância, e a arquitetura UEFI ajuda significativamente nisso.
</p>

<p>
	Ao observar todas as deficiências da BIOS, é natural que a UEFI tenha sido projetada para resolver os principais problemas. E o mais importante: a UEFI ajudará a conduzir os PCs para uma nova era da computação, mesmo na era “pós-PC”.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">35749</guid><pubDate>Mon, 26 Sep 2011 14:47:00 +0000</pubDate></item><item><title>Entendendo todas as configura&#xE7;&#xF5;es de tens&#xE3;o da placa-m&#xE3;e</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/entendendo-todas-as-configura%C3%A7%C3%B5es-de-tens%C3%A3o-da-placa-m%C3%A3e-r35372/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_qzv3lmqzv3lmqzv3.jpg.0caa727d78f2ae20c31f836d0d12aa0c.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	Um dos macetes mais antigos para aumentar a probabilidade de um overclock bem sucedido é aumentar a tensão de alimentação do componente que você quer fazer overclock. Atualmente até mesmo as placas-mães mais simples possuem alguns ajustes de tensão, com os modelos mais avançados vindo com várias delas. O problema é que até mesmo os usuários mais avançados têm dificuldade para entender o que cada opção realmente significa. Neste tutorial explicaremos o que cada uma delas significa em linguagem clara e acessível.
</p>

<p>
	Os fabricantes de placas-mães são os responsáveis por esta confusão. Apesar de os fabricantes de processadores e chipsets terem nomes oficiais para todas as tensões usadas por seus componentes, cada fabricante de placa-mãe por alguma razão desconhecida chama a mesma coisa por nomes diferentes. Normalmente o manual não explica o significado de cada função – os manuais simplesmente repetem o nome da função na explicação (dã!) –, e a mesma coisa ocorre se você solicitar ajuda dentro do setup da placa-mãe.
</p>

<p>
	As opções de tensão são modificadas dentro do menu de configuração da placa-mãe (setup), que é acessado pressionando a tecla Del (ou F2 em algumas placas-mães) após ligar o micro. Mas isso você já sabe, já que está interessado em um assunto bem específico.
</p>

<p>
	Para entender as configurações de tensão, você precisará entender um pouco como cada fabricante de processador lida com as tensões em sua linha de produtos.
</p>

<p>
	[pagination="Processadores AMD"]
</p>

<p>
	Os processadores da AMD fazem uso das seguintes tensões (os nomes abaixo são “oficiais” definidos pela AMD):
</p>

<ul class="unIndentedList">
	<li>
		VDD: Esta é a tensão principal do processador, que também pode ser chamada extra-oficialmente de Vcore. Normalmente quando dizemos “tensão do processador” estamos nos referindo à tensão VDD. A opção que muda esta tensão estará listada no menu de configuração da placa-mãe como “CPU Vcore”, “CPU Offset Voltage”, “CPU Voltage at Next Boot”, “CPU Vcore 7-Shift”, “Processor Voltage” ou “APU-Core Over Voltage”.
	</li>
	<li>
		VDDNB: Esta é a tensão usada pelo controlador de memória integrado no processador, pelo controlador HyperTransport do processador e pelo cache de memória L3 do processador (se disponível). Esses componentes são coletivamente chamados “NB” ou “North Bridge” ou “Ponte Norte” pela AMD. O problema é que um dos circuitos integrados do chipset da placa-mãe também pode ser chamado “NB” ou “North Bridge” ou “Ponte Norte”, e a maioria dos usuários se perde ao tentar descobrir o que realmente deve ser configurado quando a opção “NB” está disponível. Por isso teremos de explicar esse assunto em mais detalhes abaixo. Nos processadores AMD até o soquete AM2 as tensões VDD e VDDNB são as mesmas. A partir dos processadores soquete AM2+ a AMD começou a usar tensões separadas para o processador e para o controlador de memória (a AMD chama isto de “split plane” ou “Dual Dynamic Power Management”).
	</li>
	<li>
		VDDA: Esta é a tensão usada pelo circuito multiplicador de clock do processador, também chamado PLL (Phase-Locked Loop). Esta tensão pode ser alterada através das opções “CPU VDDA Voltage” ou “CPU PLL Voltage”, e normalmente apenas placas-mães topo de linha possuem esta opção.
	</li>
	<li>
		VDDP: Nas “APUs” da AMD (processadores com controlador de vídeo integrado), a placa-mãe pode ter uma opção para você configurar a tensão do controlador de vídeo, chamada “VDDP Voltage”, “IGD Voltage” ou “IGP Voltage”.
	</li>
	<li>
		VDDIO: Esta é a tensão usada pelos sinais do barramento da memória. O JEDEC (organização que padroniza as memórias) chama esta tensão de SSTL (Stub Series Termination Logic). Esta é a famosa configuração da “tensão da memória” que pode ser encontrada com diferentes nomes tais como “DIMM Voltage”, “DRAM Voltage”, “Memory Over-Voltage”, “VDIMM Select”, “Memory Voltage”, “DDR PHY”, etc. O valor padrão desta opção é 1,8 V para memórias DDR2 (SSTL_1.8) ou 1,5 V para memórias DDR3 (SSTL_1.5).
	</li>
	<li>
		VTT: Tensão usada para alimentar os terminadores resistivos dentro dos chips de memória. Por padrão ela é configurada como metade da tensão VDDIO. Preste atenção pois os processadores da Intel têm uma tensão chamada VTT que tem significado e utilização diferentes.
	</li>
	<li>
		MEMVREF: Esta é a tensão de referência da memória, que “configura” tanto o processador quanto o módulo de memória com o nível de tensão que separa o que é considerado “0” do que é considerado “1”, ou seja, tensões encontradas no barramento da memória abaixo da MEMVREF são consideradas “0” e tensões acima deste nível são consideradas “1”. Por padrão este nível de tensão é metade (também chamada 0.500x) da tensão VDDIO, mas algumas placas-mães permitem que você mude este valor, normalmente através de duas opções, “DRAM Ctrl Ref Voltage” (para as linhas de controle do barramento da memória; o nome oficial do JEDEC para esta tensão é VREFCA) e “DRAM Ctrl Data Ref Voltage” (para as linhas de dados do barramento da memória; o nome oficial do JEDEC para esta tensão é VREFDQ). Essas opções são configuradas como um multiplicador, por exemplo “0.395x” significa que a tensão de referência será 0,395 multiplicado pelo valor da tensão VDDIO.
	</li>
	<li>
		VLDT: Tensão usada pelos barramentos HyperTransport do processador. Esta tensão é referenciada como “HT Voltage”, “HT Over-Voltage”, “NB/HT Voltage” e nomes similares. O valor padrão desta opção é 1,2 V.
	</li>
	<li>
		Tensão do controlador PCI Express: Nas “APUs” da AMD (processadores com controlador de vídeo integrado), o processador tem um controlador PCI Express, que é usado para conectar o processador à uma placa de vídeo externa. Algumas placas-mãe tem uma opção para você configurar a tensão das pistas PCI Express controladas pelo processador, através de uma opção chamada “APU PCI-E Over Voltage” ou similar. Lembre-se que o chipset também controla mais pistas PCI Express, e a placa-mãe pode ter um ajuste de tensão separado para essas pistas.
	</li>
</ul>

<p>
	O desafio em placas-mães para processadores AMD é descobrir o que “NB” significa dentro das opções de configuração de tensão. Como explicamos, “NB” pode significar a ponte norte (controlador de memória, controlador HyperTransport e cache L3, se presente) dentro do processador ou o circuito integrado ponte norte do chipset. Existem alguns macetes para descobrir isto.
</p>

<p>
	Se “NB” estiver escrito junto com “CPU”, “APU” ou “Processor”, então a opção é para configurar a tensão VDDNB do processador. Por exemplo: “CPU/NB Voltage”, “CPU NB Over Voltage”, “CPU/NB Offset Voltage”, “Processor-NB Voltage” e “APU-NB Over Voltage”.
</p>

<p>
	Se há apenas uma opção de tensão usando o nome “NB”, então ela é provavelmente para configurar a tensão VDDNB.
</p>

<p>
	Se existem mais opções de tensão usando o termo “NB” e a placa-mãe tem ainda uma opção chamada “CPU/NB Voltage”, essas outras opções são para o chipset, e não para o processador. Para um exemplo real considere uma placa-mãe que tem essas três opções: “CPU/NB Voltage”, “NB Voltage” e “NB 1.8 V Voltage”. A primeira opção refere-se a linha VDDNB do processador (controlador de memória, interface HyperTransport e cache L3), enquanto que as outras duas referem-se ao chipset da placa-mãe.
</p>

<p>
	As tensões padrões variam dependendo do processador. Uma das primeiras coisas que você deve fazer antes de tentar mudar as opções de tensão é descobrir quais são os valores padrões para o seu processador. Isto pode ser encontrado em um documento da AMD chamado “Power and Thermal Data Sheet”, que tem uma versão para cada família de processador.
</p>

<p>
	[pagination="Processador AMD – Opções do Chipset"]
</p>

<p>
	As opções relacionadas ao chipset incluem todas as tensões que não foram descritas na página anterior. São elas:
</p>

<ul class="unIndentedList">
	<li>
		Tensão NB (NB Voltage): Se você verificou que a opção “NB Voltage” em sua placa-mãe não se refere à tensão VDDNB do processador (ver página anterior), então esta opção refere-se à tensão do circuito integrado ponte norte do chipset.
	</li>
	<li>
		Tensão NB 1,8 V (NB 1.8 V Voltage): Os chipsets da AMD utilizam duas tensões separadas: uma com 1,2 V (que é configurada através da opção acima e é chamada VDD_CORE) e outra com 1,8 V, que é configurada através desta opção e é normalmente a tensão usada pelo circuito multiplicador de clock do chipset (PLL, Phase-Locked Loop).
	</li>
	<li>
		Tensão FCH: Os chipsets voltados para “APUs” (processadores com chip gráfico integrado) são chamados FCH (Fusion Controller Hub). Portanto, esta opção controla a tensão do chipset e é equivalente à opção “NB Voltage”.
	</li>
	<li>
		Tensão do motor gráfico (Graphics engine voltage): Esta opção, disponível em algumas placas-mães com vídeo on-board, permite a você aumentar a tensão do controlador de vídeo integrado no chipset, que é útil caso você esteja fazendo overclock no motor gráfico da placa-mãe. Esta opção também é conhecida como “mGPU Voltage”,“IGD Voltage” ou “IGP Voltage”.
	</li>
	<li>
		Tensão SidePort (SidePort voltage): Esta é a tensão que alimenta o chip de memória de vídeo on-board usado pelo motor gráfico on-board da placa-mãe, em algumas placas-mães que possuem este recurso.
	</li>
	<li>
		Tensão SB (SB voltage): Tensão usada pelo chip ponte sul do chipset.
	</li>
	<li>
		Tensão do PCI Express (PCI Express voltage): Tensão usada nas pistas PCI Express conectadas ao chipset. Você pode querer aumentar esta tensão caso esteja fazendo overclock nessas pistas. Esta tensão pode ser encontrada em opções como “PCIE VDDA Voltage”, “VDD PCIE Voltage” e “PCI-E Over Voltage”.
	</li>
</ul>

<p>
	[pagination="Processadores Intel"]
</p>

<p>
	Os processadores da Intel fazem uso das seguintes tensões (os nomes abaixo são oficiais):
</p>

<ul class="unIndentedList">
	<li>
		VCC: Esta é a tensão principal do processador, que também pode ser chamada extra-oficialmente de Vcore. Normalmente quando dizemos “tensão do processador” estamos nos referindo à tensão VCC. A opção que muda esta tensão estará listada no setup da placa-mãe como “CPU Voltage”, “CPU Core”, etc.
	</li>
	<li>
		VTT: Tensão que alimenta o controlador de memória integrado (em processadores que têm este componente), o barramento QPI (em processadores que têm este componente), a terminação do barramento frontal (FSB, em processadores baseados nesta arquitetura), cache de memória L3 (em processadores que têm este recurso), o barramento de controle de temperatura (PECI, Platform Environmental Control Interface, em processadores que têm este recurso, exceto dos processadores Core i de segunda geração em diante, onde este barramento é alimentado pela tensão VCCIO) e outros circuitos, dependendo do processador. É importante entender que nos processadores AMD a tensão VTT significa outra coisa; a tensão VTT nos processadores Intel é equivalente à tensão VDDNB dos processadores AMD. Esta tensão pode ser alterada através das opções “CPU VTT”, “CPU FSB”, “IMC Voltage” ou “QPI/VTT Voltage”.
	</li>
	<li>
		VCCSA: A partir dos processadores Core i de segunda geração (“Sandy Bridge”), a tensão VTT foi renomeada para VCCSA, e é chamada “agente do sistema”. Ela alimenta o controlador PCI Express integrado, o controlador de memória e a porção “2D” do controlador de vídeo.
	</li>
	<li>
		VCCIO: Disponível a partir dos processadores Core i de segunda geração (“Sandy Bridge”), esta tensão é usada para alimentar todos os pinos de entrada/saída do processador, exceto os pinos relacionados à memória. Nos processadores que têm esta tensão, ela também é usada para alimentar o barramento de controle de temperatura (PECI, Platform Environmental Control Interface).
	</li>
	<li>
		VCCPLL: Tensão usada pelo multiplicador de clock do processador (PLL, Phase-Locked Loop). Esta tensão pode ser alterada através de uma opção chamada “CPU PLL Voltage”.
	</li>
	<li>
		VAXG: Tensão usada pelo controlador de vídeo integrado no processador, disponível nos processadores que têm este componente. Esta opção pode também ser chamada de “Graphics Core”, “GFX Voltage”, “IGP Voltage”, “IGD Voltage” ou “VAXG Voltage”.
	</li>
	<li>
		Tensão do clock do processador: Algumas placas-mães permitem a você aumentar a tensão do clock-base do processador através de opções chamadas “CPU Clock Driving Control” ou “CPU Amplitude Control”.
	</li>
</ul>

<p>
	Vamos agora dar uma olhada nas opções de memória.
</p>

<p>
	[pagination="Processadores Intel – Opções da Memória"]
</p>

<p>
	Enquanto todos os processadores da AMD têm um controlador de memória integrado, o mesmo não é válido para todos os processadores da Intel, onde apenas os novos modelos (Core i3, Core i5 e Core i7) possuem este recurso. Portanto as tensões presentes no barramento de memória podem ser produzidas tanto pelo processador quanto pelo chip ponte norte do chipset (MCH, Memory Controller Hub ou Hub Controlador de Memória), dependendo da plataforma que você tiver. É por isso que estamos postando as tensões relativas à memória em uma página separada.
</p>

<p>
	O barramento de memória requer três tensões diferentes:
</p>

<ul class="unIndentedList">
	<li>
		VDDQ: Esta é a tensão usada pelos sinais do barramento da memória. O JEDEC (organização que padroniza as memórias) chama esta tensão de SSTL (Stub Series Termination Logic). Esta é a famosa configuração da “tensão da memória” que pode ser encontrada com diferentes nomes tais como “DIMM Voltage”, “DRAM Voltage”, “Memory Over-Voltage”, “VDIMM Select”, “Memory Voltage”, etc. O valor padrão desta opção é 1,8 V para memórias DDR2 (SSTL_1.8) ou 1,5 V para memórias DDR3 (SSTL_1.5).
	</li>
	<li>
		Tensão da terminação: Tensão usada para alimentar a terminação resistiva presente dentro dos chips de memória. Por padrão ela é metade da tensão VDDQ/SSTL (“tensão da memória”). Esta opção, se disponível, será listada como “Termination Voltage” ou “DRAM Termination”. Preste atenção, pois esta tensão nos processadores da AMD é chamada VTT, mas nos processadores da Intel VTT é a tensão secundária (veja na página anterior).
	</li>
	<li>
		Tensão de referência: A tensão de referência da memória “configura” tanto o controlador de memória quanto o módulo de memória com o nível de tensão que é considerado “0” ou “1”, ou seja, tensões encontradas no barramento da memória abaixo da tensão de referência são consideradas “0” e tensões acima deste nível são consideradas “1”. Por padrão este nível de tensão é metade da tensão SSTL (ou seja, 0.500x), mas algumas placas-mães permitem que você mude este valor, normalmente através de opções como “DDR_VREF_CA_A”, “DRAM Ctrl Ref Voltage” ou similares. “CA”, “Ctrl” e “Address” referem-se as linhas de controle do barramento de memória (o nome oficial do JEDEC para esta tensão é VREFDQ). Essas opções são configuradas como um multiplicador, por exemplo “0.395x” significa que a tensão de referência será 0,395 multiplicado pelo valor da tensão SSTL. Normalmente placas-mães para processadores Intel permitem que você controle essas tensões para cada canal de memória. Portanto “DDR_VREF_CA_A” significa a tensão de referência do canal A, enquanto “DDR_VREF_CA_B” configura a tensão de referência do canal B.
	</li>
</ul>

<p>
	[pagination="Processador Intel – Opções do Chipset"]
</p>

<p>
	As opções relacionadas ao chipset incluem todas as tensões que não foram descritas na página anterior. São elas:
</p>

<ul class="unIndentedList">
	<li>
		Tensão do chip ponte norte: Esta é a tensão que alimenta o chip ponte norte do chipset da placa-mãe. É importante notar que a Intel chama o chip ponte norte de MCH (Memory Controller Hub, em placas-mães para processadores sem controlador de memória integrado), IOH (I/O Hub, em placas-mães para processadores com controlador de memória integrado usando um chipset que use dois chips) ou PCH (Platform Contoller Hub, em placas-mães para processadores com controlador de memória integrado usando um chipset com apenas um chip), portanto o nome desta opção pode mudar um pouco. Chipsets PCH têm duas tensões separadas, VccVcore (normalmente chamada no setup da placa-mãe como “PCH 1.05 V” ou “PCH Voltage”), que é a tensão principal do chip e VccVRM (normalmente chamada no setup da placa-mãe como “PCH 1.8 V” ou “PCH PLL Voltage”), que alimenta os multiplicadores de clock dentro do chip.
	</li>
	<li>
		Tensão do chip ponte sul: Esta é a tensão que alimenta o chip ponte sul do chipset da placa-mãe. É importante notar que a Intel chama o chip ponte sul de ICH (I/O Controller Hub) e por isso o nome da opção pode variar – “SB Voltage” e “ICH Voltage” são os nomes mais comuns.
	</li>
	<li>
		Tensão do PCI Express: Se você quiser alterar a tensão do barramento PCI Express precisará estudar e ver onde o slot PCI Express ou pista que você configurar está conectado. Por exemplo, alguns processadores da Intel podem controlar um conexão PCI Express x16 ou duas x8 para placas de vídeo, com os slots mais lentos sendo controlados pelo chipset (PCH). Em algumas outras configurações, os slots PCI Express x16 são controlados pelo chip ponte norte (MCH ou IOH), enquanto que slots PCI Express mais lentos são controlados pelo chip ponte sul (ICH). A tensão usada pelas pistas PCI Express é normalmente fisicamente conectada à tensão do chip em questão e, com isso, são automaticamente modificadas quando você altera a tensão do processador, chip ponte norte (PCH/MCH) ou chip ponte sul, dependendo de onde as pistas estão conectadas. Alguns chipsets (o mais notável é o Intel X58) têm usam uma tensão separada para alimentar pistas PCI Express e em placas-mães baseadas em tais chipsets você pode encontrar configurações separadas para ajustar a tensão do PCI Express. Por exemplo, em “IOHPCIE Voltage” ajustaria tensão das pistas PCI Express controladas pelo chip ponte norte da placa-mãe (IOH), enquanto que em “ICHPCIE Voltage” você ajustaria a tensão das pistas PCI Express controladas pelo chip ponte sul da placa-mãe (ICH).
	</li>
	<li>
		Tensão do clock do PCI Express: Algumas placas-mães permitem a você aumentar a tensão do sinal de clock usado pelas pistas PCI Express. Esta opção é chamada “PCI-E Clock Driving Control” ou “PCI Express Amplitude Control”.
	</li>
</ul>
]]></description><guid isPermaLink="false">35372</guid><pubDate>Fri, 14 May 2010 10:38:00 +0000</pubDate></item><item><title>A arte da escova&#xE7;&#xE3;o de bits</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/a-arte-da-escova%C3%A7%C3%A3o-de-bits-r35717/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_mkrkgemkrkgemkrk.jpg.2c98f8f9174e70c02bf54ca09d15de44.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	O overclocking sempre foi uma espécie de tabu para a maioria dos usuários – seja por conta da anulação da garantia, do excesso de trabalho dos componentes (que pode danificá-los se feito incorretamente) ou simplesmente do ruído e do calor.  Além disso, o overclocking também exige certa habilidade técnica; ajustar as frequências, as relações, as tensões e os timings de memória do clock do processador e do processador gráfico é um processo demorado e, em alguns casos, entediante.
</p>

<p>
	A prática já existe há quase 20 anos e, embora tenha havido um crescimento significativo no passado, uma grande quantidade de produtos de consumo atraentes ameaça tirá-la do caminho das novas gerações. Felizmente, os PCs desktop terão um futuro previsível e a bolha dos usuários de tecnologia proporciona continuamente material e produtos frescos para estimulá-los.
</p>

<p>
	Agora, mais do que nunca, as placas-mãe e as placas gráficas têm se adaptado às necessidades dos usuários avançados, oferecido qualidade superior de projeto e aumentado os conjuntos de recursos para ajudar a obter o máximo dos sistemas. 
</p>

<p>
	Ainda assim, de que servem todas estas características se a curva de aprendizagem for muito íngreme?
</p>

<p>
	[pagination="Aumentando a Conscientização"]
</p>

<p>
	Assim como o número de opções de overclocking aumentou ao longo do tempo, mais sites e fóruns surgiram nos últimos anos para ajudar os usuários a entenderem todos os detalhes e configurações disponíveis nas tecnologias da nova geração. Você não sabe o que é um VDROOP? Use um mecanismo de busca (ou pergunte aqui!) e vários sites estarão prontos não só para oferecer informações detalhadas sobre sua função, mas também dados detalhados de engenharia elétrica para que você compreenda plenamente seus benefícios. É uma comunidade em constante evolução, que se empolga com a ideia de ter novas plataformas e produtos para dissecar e compreender totalmente.
</p>

<p>
	Os adeptos do overclocking também adotaram uma competitividade elitista, semelhante à forma como a maioria dos entusiastas de carros tratam as corridas de arrancada: com torneios mundiais onde os melhores dos melhores se enfrentam para ganhar milhares de dólares em prêmios em dinheiro e em viagens ao redor do mundo. Esses eventos são ainda transmitidos como os grandes eventos de corrida, como demonstrado recentemente pelo <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/feiras-e-eventos/msi-moa-master-overclocking-arena-2011-final-das-am%C3%A9ricas-r35538/" rel="" target="_blank">Master Overclocking Arena 2011 da MSI</a>, em Las Vegas - adequadamente realizado em uma pista de corrida indoor. 
</p>

<p>
	E o mais importante: qualquer pessoa pode participar dessas competições e, com o hardware e o conhecimento certos, podem criar uma reputação entre seus pares. Por sua vez, isso faz com que os fabricantes desafiem os limites da engenharia para oferecer qualquer capacidade adicional às boas graças dos usuários.
</p>

<p>
	Os adeptos do overclocking não são somente extremamente bem informados, como também são uma voz muito importante para o setor em geral.  Quando um entusiasta monta um PC para um amigo ou membro da família, ele certamente escolherá o produto que acredita que não só oferece o melhor valor, mas também tem um bom desempenho. Conquistar este segmento entusiasta significa, para qualquer empresa, obter benefícios para toda a linha de produtos. Essa situação desempenha um papel muito importante em todas as estratégias de marketing e, portanto, é uma das principais razões por que tantos produtos se concentram nos benefícios de overclocking.
</p>

<p>
	[pagination="Fazendo a Ponte – o Overclocking Se Torna Popular"]
</p>

<p>
	Em um esforço para aumentar e crescer neste influente segmento de entusiastas, que atualmente constitui cerca de 5% da participação no Mercado de acordo com as discussões mais internas, era necessário haver uma maneira de oferecer um meio rápido e fácil de aproveitar os benefícios do overclocking sem sobrecarregar o consumidor comum. 
</p>

<p>
	A resposta tem sido uma infinidade de ótimas opções de alterações para que qualquer pessoa possa tirar o máximo do seu sistema de PC: overclocking em um toque, expansão BIOS UEFI (para obter uma abordagem gráfica facilitadora para uma pilha de PCs antigos), e até mesmo <a href="http://www.msi.com/news-media/news/1262.html" rel="external nofollow" target="_blank">overclocking sem fio a partir do celular ou tablet</a>. 
</p>

<p>
	Esta abordagem de "fator uau" é uma forma essencial de apresentar toda uma nova geração de usuários ao mundo e à mente de um entusiasta, usando rodinhas de treinamento para que possam começar a trilhar o caminho para se tornar um usuário avançado e libertar todo o potencial do que pode ser feito em um PC, diferente de qualquer outro produto eletrônico. Combinado com a ajuda de guias e fóruns (como o nosso Clube do Hardware), ela oferece a possibilidade de aumentar os 5% e, em última análise, ajudar a estimular os novos cursos da inovação. 
</p>

<p>
	Depois do enorme sucesso da Apple, os fabricantes de componentes têm direcionado a maior parte do foco e da atenção do seu marketing nos produtos completos de sistema, como tablets, notebooks, PCs de tela sensível ao toque e outros dispositivos móveis. Isso tira muita da ênfase dos produtos principais (placas-mãe e placas gráficas) e leva a uma falta de inovação, em parte devido a todo o rebuliço e emoção que permeia esses produtos completos em oposição às características individuais de produtos componentes.
</p>

<p>
	De um ponto de vista empresarial, faz muito mais sentido, pois os consumidores não querem enfrentar a complexidade das novas tecnologias e passar mais tempo aprendendo todos os recursos avançados para obter o melhor valor do produto. Oferecer um caminho gradual de progresso proporciona um incentivo para passar mais tempo com o produto sem se sentir sobrecarregado.
</p>

<p>
	Agora é momento de dar um passo para trás e perceber que, se o setor pode ser mais aberto e amigável para os iniciantes, o mercado como um todo pode aumentar, e todos nós podemos ajudar a inaugurar uma nova geração de entusiastas. Por sua vez, isso leva as empresas a considerarem ideias inovadoras dedicadas a esse segmento como uma boa decisão.
</p>

<p>
	[pagination="Conclusões"]
</p>

<p>
	A indústria de componentes de computador é definitivamente muito competitiva, lutando pelos usuários avançados que influenciam fortemente a compra dentro de seus grupos pessoais e nas empresas para as quais trabalham. No entanto, essa batalha constante antes disputava uma base de clientes cada vez menor, conforme os produtos eletrônicos se aproximavam do que os computadores montados faziam de maneira exclusiva. 
</p>

<p>
	Simplificar o overclocking é um passo que precisa acontecer para que nós realmente recuperemos a magia que ajudou a nos moldar como os entusiastas de PC que somos hoje. Houve um grande impulso desde a introdução do overclocking há quase 20 anos em termos de desempenho e complexidade, por isso é definitivamente do nosso interesse continuar a tentar sustentar, e até mesmo fazer crescer, esse segmento importante para o nosso setor.
</p>

<p>
	Como entusiasta, que tipo de recursos ou tecnologias você gostaria que fossem adicionados aos componentes que também seriam adotados pelo consumidor comum?  Compartilhe suas ideias na seção de comentários!
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">35717</guid><pubDate>Wed, 03 Aug 2011 16:23:00 +0000</pubDate></item><item><title>AMD 990FX: abrindo caminho para os processadores Bulldozer</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/amd-990fx-abrindo-caminho-para-os-processadores-bulldozer-r35687/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_rzryw4rzryw4rzry.jpg.f718921d51ad144dac40b2a108e5ed4d.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	A AMD lançou recentemente uma nova linha de chipsets, a série 900. Neste editorial nós falaremos sobre o modelo mais topo de linha desta série, o 990FX.
</p>

<p>
	Como um leitor do Clube do Hardware, você sabe que a gente tenta descomplicar as coisas, e por isso antes de continuar a leitura deste editorial você deve se familiarizar com alguns termos para não ficar confuso.
</p>

<p>
	“Bulldozer” se refere à nova arquitetura de processadores da AMD. É o nome mais popular para a nova geração de processadores da AMD, voltada ao desempenho e escalabilidade (isto é, vários núcleos). Ela foi construída a partir do zero e, por isso, você deverá ver esta arquitetura sendo usada por vários anos. O foco principal é no desempenho voltado a threads (processos) – competindo diretamente com a tecnologia Hyper-Threading (que tem sido um fator significativo para o domínio da Intel no mercado de processadores com vários núcleos).
</p>

<p>
	Os primeiros processadores baseados na arquitetura Bulldozer serão chamados “Zambezi” e serão destinados ao mercado de micros de mesa topo de linha. AMD lançará modelos de oito núcleos (FX8000), modelos de seis núcleos (FX6000) e modelos de quatro núcleos (FX4000). Os processadores de oito núcleos serão 50% mais rápidos do que os atuais processadores Phenom II em aplicações multimídia.
</p>

<p>
	Esperamos ter esclarecido um pouco sobre a plataforma. Continue lendo!
</p>

<p>
	[pagination="AMD Volta Disposta a Brigar"]A AMD tem um ano muito interessante pela frente. Em resposta ao sucesso dos processadores Sandy Bridge da Intel, eles pretendem contra-atacar com os futuros processadores Llano, que vêm com gráfico integrado e estão posicionados como uma plataforma superior para computadores voltados ao usuário médio – em geral, onde  a relação custo/benefício entra em jogo – e a AMD se posiciona como uma opção viável.
</p>

<p>
	No entanto, os usuários entusiastas da AMD têm aguardado pacientemente pela a linha de processadores Bulldozer, que tem sofrido inúmeros atrasos e realmente perdeu uma grande oportunidade de roubar mercado da Intel durante o problema em seu chipset Cougar Point (P67/H67Q67). A Intel domina no mercado há muito tempo e precisa de alguma competição saudável.
</p>

<p>
	Embora ainda não exista uma data concreta para o lançamento oficial dos processadores Bulldozer, os fabricantes de placa-mãe têm mantido a programação e lançado modelos que suportam não apenas os futuros processadores Bulldozer soquete AM3+, mas também os atuais processadores soquete AM3. Esta é uma grande oportunidade para os fãs da AMD se prepararem para os tão aguardados processadores Bulldozer e um caminho de atualização fácil para os atuais clientes. Mas e os novos clientes? Faz sentido comprar uma placa-mãe baseada no chipset 990FX e um atual processador Phenom II soquete AM3?
</p>

<p>
	[pagination="A Dura Verdade"]O chipset 990FX compartilha a mesma pastilha de silício do chipset 890FX, e por isso não há grandes modificações. Até mesmo o chip ponte sul SB950 usado com o chipset 990FX é um SB850 com outro nome. Inicialmente, havia esperanças de que o chipset 990FX e o chip ponte sul SB950 tivessem alguns acréscimos importantes: suporte nativo às portas USB 3.0, núcleo menor, mais pistas PCI Express – mas esses recursos não foram adicionados. Pelo contrário, as principais características do 990FX são o suporte para os processadores de oito núcleos e o suporte para o barramento HyperTransport 3.1 com taxa de transferência de até 6.4 GT/s (contra 5.2 GT/s no barramento HyperTransport 3.0 do chipset 890FX).
</p>

<p>
	Você também pode ter notado que muitas informações divulgadas na internet diziam que o chipset 890FX suportaria os processadores soquete AM3+ e que os clientes tinham sido agraciados com vida extra para os seus atuais processadores. Então, qual é a razão do 990FX?
</p>

<p>
	O 990FX foi lançado com o objetivo de facilitar a identificação de placas-mãe compatíveis com os futuros processadores Zambezi soquete AM3+. A AMD também compartilha a ideia de que os chipsets da série 900 são a escolha para os processadores Bulldozer. Isso é importante dar aos usuários uma opção clara sobre qual é a melhor escolha para a plataforma de uma nova geração.
</p>

<p>
	Embora possa haver casos onde é mais indicada a utilização do 890FX, os fabricantes de placas-mãe têm confeitado o bolo, incluindo suas próprias características, como componentes de melhor qualidade, BIOS UEFI e tecnologias de overclock melhores sem ter que usar chipsets mais antigos. Mais ainda, eles já licenciaram uma tecnologia que tem feito muita falta na plataforma AMD e que oferece um grande incentivo para os entusiastas considerarem o 990FX agora.
</p>

<p>
	[pagination="A AMD e o SLI"]
</p>

<p>
	Nos últimos dois anos, se você quisesse fazer qualquer tipo de configuração com várias placas de vídeo, você só tinha uma opção: CrossFireX. Agora, a NVIDIA finalmente permitiu que o modo SLI fosse usado novamente na plataforma da AMD com a introdução do 990FX. Uma combinação antiga voltou e foi recebida com os braços abertos.
</p>

<p>
	Se você voltar alguns anos, verá que os entusiastas em jogos adoravam a combinação de processadores AMD com placas de vídeo NVIDIA, por causa do preço. Quando a AMD comprou a ATI, houve (o que parecia) uma reação automática para bloquear o modo SLI nos chipsets AMD. Isso deu à Intel uma importante vantagem competitiva no reino dos entusiastas por ter mais opções para suporte a múltiplos chips gráficos, já que as principais tecnologias da NVIDIA estavam sendo fortemente comercializadas para os usuários finais (como 3DVision Surround, PhysX e CUDA). Nesse ínterim, tecnologias como a HYDRALogix da Lucid foram lançadas e realmente chamaram a atenção por permitir que múltiplas placas de vídeo da NVIDIA rodassem nos chipsets AMD mais novos, mas o desempenho e compatibilidade ainda estava atrás do nível dos formatos suportados oficialmente.
</p>

<p>
	Fora isso, você precisaria voltar ao antigo chipset 980A que não tinha todas as novas tecnologias (USB 3.0 e SATA-600) e foi limitado em estoque (a NVIDIA já não fabricava mais chipsets). Naturalmente, este chipset não suportaria os novos processadores soquete AM3+, assim parece que a voz do usuário final e da mídia finalmente irrompeu. 
</p>

<p>
	É bom ver que a opção está disponível para os leais à NVIDIA poderem economizar algum dinheiro no processador, mantendo os principais benefícios que eles querem com suas placas de vídeo. Considerando que somos usuários de PCs e que a capacidade de escolhermos as peças que iremos instalar é um dos seus grandes aspectos, então isso é sempre uma grande vantagem.
</p>

<p>
	[pagination="Conclusões"]
</p>

<p>
	O AMD 990FX é um pouco incerto para a maioria das pessoas, mas ele tem os principais benefícios para certos usuários entusiastas. Normalmente, o lançamento de um novo chipset dependente do lançamento de um novo processador para a sua utilização, mas o 990FX oferece compatibilidade retroativa para facilitar o caminho de atualização.
</p>

<p>
	Se você atualmente é um usuário do AMD Phenom II já comprometido em comprar um processador Bulldozer para usar o modo SLI em suas placas de vídeo, o 990FX é a opção certa para você. Tenha em mente que não haverá lançamento de nenhuma nova geração de chips gráficos até o final do ano, por isso a atual geração de placas de vídeo compatíveis com o modo SLI vai ficar no mercado por um tempo.
</p>

<p>
	No entanto, é uma espécie de beco sem saída para os usuários que não têm micros baseados na plataforma AM3. A maioria das pessoas não vai querer comprar dois processadores no mesmo ano. Essencialmente, se você atualmente não é um usuário AMD (seja reparando o micro principal ou querendo mudar da plataforma da Intel) é melhor aguardar até que o processador seja lançado. Em qualquer caso, você pode ter certeza de que os preços serão competitivos e fornecerá a você outra opção sólida para o seu próximo computador.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">35687</guid><pubDate>Thu, 23 Jun 2011 19:09:00 +0000</pubDate></item><item><title>O Chipset Intel Z68 e o Que Ele Significa Para Voc&#xEA;</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/o-chipset-intel-z68-e-o-que-ele-significa-para-voc%C3%AA-r35641/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_erp38uerp38uerp3.jpg.302f2646a18e959c4cc549c1081ebbd6.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]Os processadores baseados na arquitetura Sandy Bridge da Intel deram um fôlego à indústria de computadores por serem dispositivos rápidos e inteligentes capazes de atrair usuários comuns, condensando e simplificando um monte de opções. A maior barreira para a entrada no reino dos PCs tem sido o problema da complexidade, e isso foi definitivamente um passo na direção certa. No entanto, isso não foi algo que deixou todo mundo feliz, já que muitos entusiastas não gostaram da forma como a Intel limitou a capacidade de overclock, ao permitir que apenas os processadores da série K tivessem o seu clock modificado, e mesmo assim, foram limitados a opções muito básicas.
</p>

<p>
	(Minha opinião é que a Intel tornou o overclock uma prática acessível para um público mais amplo – e esta é uma boa notícia para aqueles na indústria de placas-mãe, já que nós podemos abranger um maior número de pessoas e apresentar aos entusiastas opções em um processo de “avanço” que nos mantém no negócio. Este será o assunto do meu próximo editorial.)
</p>

<p>
	A mudança mais notável nos processadores da Intel foi a integração de um chip gráfico, eliminando a necessidade, para alguns usuários, de comprar uma placa de vídeo separada. Ao contrário do vídeo integrado das placas-mãe, o chip gráfico integrado nos processadores baseados na arquitetura Sandy Bridge da Intel são realmente bons (equivalente a série Radeon 5xxx) e oferecem alguns benefícios práticos para a maioria dos usuários, tais como reprodução em alta definição otimizada, transcodificação e a capacidade de rodar jogos simples. Esperamos que todos os processadores daqui para frente tenham vídeo integrado para eliminar completamente o segmento de placas de vídeo de entrada (e ser uma ameaça concreta à linha de produtos inferiores de algumas empresas!).
</p>

<p>
	A única limitação é que você não pode usar este recurso com placas-mãe P6x topo de linha, somente com placas H6x, que são tipicamente intermediárias, na melhor das hipóteses. Genericamente falando, isto faz sentido, já que um entusiasta prefere usar uma placa de vídeo separada para maior desempenho, enquanto placas-mãe H6x microATX permitem um pouco mais de flexibilidade.
</p>

<p>
	[pagination="Uma Adição Surpreendente"]Quando a Intel anunciou o chipset Z68, eu me lembro ter ficado extremamente confuso sobre o objetivo da plataforma e porque alguém precisaria usar o chip gráfico integrado e uma placa de vídeo separada – especialmente após todos os testes terem mostrado que eles não poderiam chavear entre si. O Z68 era essencialmente um chipset “destravado” que oferece os benefícios tanto das placas P67 quanto das placas H67 – mas eu não sabia que eles tinham uma carta na manga.
</p>

<p>
	A LucidLogix (empresa conhecida por sua tecnologia HYDRA) recentemente anunciou o VIRTU, uma tecnologia que permite chaveamento entre o chip gráfico integrado e uma placa de vídeo separada (baseado no que você está fazendo). Eu adorei esta ideia desde que ela foi introduzida nos notebooks pela NVIDIA, com a tecnologia Optimus. Ela permite ao notebook gerar menos calor e economizar bateria ao dinamicamente chavear entre o chip gráfico integrado e uma placa de vídeo separada para oferecer o melhor equilíbrio. Agora, eu não sei você caro leitor, mas meu micro é poderoso, porém esquenta muito. Eu não quero que minha GTX 480 atue como um aquecedor para o meu quarto, portanto eu adorei ver este recurso disponível para usuários de micros de mesa. Parece uma solução lógica, não?
</p>

<p>
	Bem, parece que teremos isto nas novas placas-mãe baseadas no chipset Intel Z68 que começam a chegar ao mercado. Portanto isto responde minha preocupação a respeito do objetivo do Z68 (ou melhor, porque se preocupar com o P67 quando o Z68 é mais completo) – mas os benefícios deste novo chip não param aqui.
</p>

<p>
	[pagination="O Que é Esse Tal de Cache SSD?"]Eu me peguei fazendo a pergunta acima, em vão, para muitas pessoas na primeira vez que comecei a pesquisar sobre o Z68. Eu assumi só pelo nome que este recurso significava que placas-mãe Z68 se beneficiariam mais de ter uma unidade SSD do que um disco rígido tradicional. Eu estava 50% certo; mas você precisa de uma unidade SSD (para disco de boot) e um disco rígido tradicional para armazenar os seus dados.
</p>

<p>
	O cache SSD é chamado pela Intel de Smart Response Technology (SRT). Funciona da seguinte forma: os aplicativos usados com mais frequência são copiados e acessados a partir da unidade SSD, o que aumenta o desempenho em até quatro vezes em relação aos discos rígidos tradicionais.
</p>

<p>
	Deixe-me explicar melhor. O micro copiará os aplicativos mais usados do disco rígido para a unidade SSD para que eles sejam carregados mais rapidamente. A tecnologia SRT monitora quais programas são utilizados e os prioriza. Isto funciona para jogos, Photoshop ou qualquer outro programa que acessa muitos arquivos do disco rígido em um curto período de tempo. Portanto, utilizar esta configuração híbrida com SRT é a definição mais próxima de “overclock” do disco rígido. Devido a limitações do tamanho das unidades SSDs, e a maioria das pessoas já utiliza a configuração SSD+disco rígido, esta tecnologia torna as coisas ainda melhores.
</p>

<p>
	<strong>Nota</strong>: Se você não percebeu diferença em usar uma unidade SSD como disco de boot, eu recomendo que você invista em um modelo de 64 GB e o utilize em combinação com outros discos rígidos de dados. É velocidade é muito superior e é o melhor upgrade que você verá em longo prazo.
</p>

<p>
	[pagination="Como Escolher a Placa-mãe Z68 Ideal para Mim?"]Eu trabalho para um fabricante de placas-mãe e aprendi que não há razão para tentar persuadir alguém que é fã da marca X a mudar para a marca Y. Tudo o que eu quero que as pessoas façam é uma pesquisa com a mente aberta e comprem o que é melhor para elas – nem todo mundo precisa gastar US$ 200 (nos EUA) em uma placa-mãe, mas todos os recursos desta aquisição devem ser úteis para você e valer a pena! Dito isso, sempre procure nas especificações por aquilo que você irá usar – e no caso das placas-mãe Z68 procure por saídas de vídeo (para a tecnologia VIRTU).
</p>

<p>
	A placa que você está comprando tem as saídas corretas? Nós vimos algumas placas-mãe Z68 de concorrentes que não têm <em>nenhuma</em> saída de vídeo em seus produtos topo de linha, o que não apenas diminui o valor da plataforma, como também causa confusão para o usuário final. Você lerá testes do chipset, sairá para comprar uma placa intermediária ou topo de linha, para então descobrir que não poderá usufruir das novas tecnologias que foram anunciadas – é realmente frustrante! Portanto, verifique as especificações e pesquise os recursos (e quais são incluídos!). Como o desempenho não é um fator preponderante entre placas individuais, no final o que importa são os recursos que você se beneficiará.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">35641</guid><pubDate>Wed, 11 May 2011 19:01:00 +0000</pubDate></item><item><title>Tudo sobre o circuito regulador de tens&#xE3;o da placa-m&#xE3;e</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/tudo-sobre-o-circuito-regulador-de-tens%C3%A3o-da-placa-m%C3%A3e-r34957/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_8guxps8guxps8gux.jpg.6ce0fbd9947d1a60b7f7a68c64d7f3c6.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	Se você quer aprender mais sobre qualidade de placas-mães você precisa estudar a fundo o circuito regulador de tensão, que é responsável por receber a tensão de alimentação fornecida pela fonte de alimentação (+12 V) e convertê-la nas tensões requeridas pelo processador, memória, chipset e outros componentes. Neste tutorial faremos uma viagem aprofundada pelo interior do circuito regulador de tensão da placa-mãe e mostraremos como identificá-lo, como ele funciona, quais os projetos mais comuns e como identificar a qualidade dos componentes.
</p>

<p>
	A qualidade do circuito regulador de tensão está intimamente relacionada com a qualidade geral da placa-mãe e com sua vida útil por várias razões. Um circuito regulador de tensão bem projetado não apresentará flutuações ou ruídos em suas saídas, fornecendo ao processador e aos outros componentes tensões limpas e estáveis, fazendo com que eles funcionem perfeitamente. Um circuito regulador de tensão ruim pode produzir flutuações e ruídos em suas saídas o que resultará em um mau funcionamento do equipamento, como por exemplo o computador travar, resetar e apresentar a infame tela azul do Windows.
</p>

<p>
	Se este circuito usar capacitores eletrolíticos de baixa qualidade eles poderão vazar, “estufar” ou até mesmo explodir. Em muitos casos quando uma placa-mãe “morre” o culpado é este circuito. Por essa razão ter um circuito regulador de tensão de boa qualidade assegura que você tenha um micro funcionando de maneira estável durante muitos anos.
</p>

<p>
	Reconhecer este circuito é muito fácil. Como ele é o único circuito na placa-mãe que usa bobinas, basta localizá-las e você terá encontrado o circuito regulador de tensão. Normalmente este circuito está localizado próximo ao soquete do processador, mas você poderá encontrar algumas bobinas espalhadas pela placa-mãe, geralmente próximas aos soquetes de memórias ou ao chip ponte sul, já que elas fornecerão tensões apropriadas para esses componentes.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/vrm_01.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1</strong>: Circuito regulador de tensão.
</p>

<p>
	Antes de explicarmos como este circuito funciona vamos conhecer primeiro os principais componentes encontrados no circuito regulador de tensão.
</p>

<p>
	[pagination="Conhecendo os Componentes"]
</p>

<p>
	Os principais componentes de um circuito regulador de tensão, como já mencionamos, são as bobinas (que podem ser fabricadas usando dois materiais, ferro ou ferrite), transistores e capacitores eletrolíticos (placas-mães de melhor qualidade usam capacitores sólidos de alumínio, que são melhores). Os transistores usados no circuito regulador de tensão são fabricados com uma tecnologia chamada MOSFET (Metal-Oxide Semiconductor Field Effect Transistor, Transistor de Efeito de Campo usando Semicondutor Óxido-Metálico) e muitas pessoas os chamam simplesmente de “MOSFET” (algumas placas-mães, em particular as da MSI baseadas na tecnologia “DrMOS”, utilizam circuitos integrados em vez de transistores). Algumas placas-mães vêm com um dissipador de calor instalado sobre esses transistores para refrigerá-lo, o que é recomendado. Existem outros componentes importantes presentes neste circuito, especialmente circuitos integrados. Você encontrará um circuito integrado chamado “controlador PWM” e bons projetos usam um pequeno circuito chamado “driver” (acionador) MOSFET. Nós falaremos mais sobre esses circuitos depois.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/vrm_02.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2</strong>: Detalhe do circuito regulador de tensão principal.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/vrm_03.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3</strong>: Placa-mãe com dissipador de calor passivo instalado sobre os transistores.
</p>

<p>
	Vamos falar agora um pouco mais sobre cada componente.
</p>

<p>
	Como mencionamos, você pode encontrar dois tipos de bobinas no circuito regulador de tensão: ferro ou ferrite. Bobinas de ferrite são melhores pois oferecem uma menor perda de energia se comparadas às bobinas de ferro (perda de energia 25% menor, segundo a Gigabyte), produzem menos interferência eletromagnética e possuem melhor resistência à ferrugem. É muito fácil diferenciá-las: as bobinas de ferro normalmente são “abertas” e você pode ver um fio de cobre grosso dentro dela, enquanto que as bobinas de ferrite são “fechadas” e normalmente têm uma marcação começando com a letra “R” estampada em sua parte superior. Nas Figuras 4 e 5 você pode ver a diferença entre elas. Há, porém, uma exceção. Existem bobinas de ferrite que são grandes, redondas e abertas, mostradas na Figura 6. É muito fácil identificar essas bobinas, já que elas são redondas em vez de quadradas.
</p>

<p>
	O circuito regulador de tensão usa uma bobina por “fase” ou “canal”. Não se preocupe que explicaremos o que esses termos significam em detalhes depois.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/vrm_04.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4</strong>: Bobina de ferro.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/vrm_05.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 5</strong>: Bobina de ferrite.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Bobina de Ferrite" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/vrm_06_novo.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong> Figura 6: </strong>Bobinas de ferrite.
</p>

<p>
	[pagination="Conhecendo os Componentes (Cont.)"]
</p>

<p>
	Embora a maioria das placas-mães use transistores MOSFET na seção reguladora de tensão, alguns transistores são melhores do que outros. Os melhores transistores são aqueles que têm baixa resistência de chaveamento – um parâmetro chamado RDS (on). Esses transistores produzem menos calor (16% a menos se comparados aos tradicionais transistores MOSFET, de acordo com a Gigabyte) e consomem menos energia para sua própria operação, o que significa maior eficiência (ou seja, a placa-mãe e o processador consumirão menos energia). Eles são fisicamente menores do que os transistores tradicionais. Uma maneira fácil de diferenciá-los é contando o número de terminais existentes. Os transistores tradicionais têm três terminais, com o terminal central normalmente cortado, enquanto que os transistores com baixa resistência de chaveamento têm quatro ou mais terminais e todos eles são soldados na placa-mãe. Você pode ver a diferença entre os dois comparando as Figuras 7 e 8.
</p>

<p>
	O circuito regulador de tensão tem dois transistores por “fase” ou “canal”, um chamado “high side” ou “lado de cima” e outro chamado “low side” ou “lado de baixo”. Placas-mãe baratas em vez de usarem um circuito integrado “driver” (acionador) MOSFET por canal usam um transistor extra por canal para executar esta função e por essa razão tais placas-mães têm três transistores por canal (fase) em vez de dois. Por causa disso a melhor maneira de se contar e identificar as fases é contar a quantidade de bobinas, não a quantidade de transistores.
</p>

<p>
	Algumas placas-mães, especialmente as da MSI baseadas na tecnologia “DrMOS”, utilizam um circuito integrado substituindo os transistores MOSFET “lado de cima” e “lado de baixo” e o acionador (driver) MOSFET, e portanto, em tais placas-mães você encontrará um circuito integrado por fase e nenhum transistor.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/vrm_06.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 7</strong>: Transistor MOSFET tradicional.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/vrm_07.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 8</strong>: Transistor MOSFET com baixa resistência de chaveamento.
</p>

<p>
	Os capacitores usados no circuito regulador de tensão podem ser do tipo eletrolítico tradicional ou sólido de alumínio e nós já mostramos a diferença física entre eles na Figura 2. Os capacitores sólidos de alumínio são melhores do que os capacitores eletrolíticos convencionais já que eles não “estufam” ou vazam. Se a sua placa-mãe usar capacitores normais, você deve descobrir a suas marcas. Capacitores fabricados no Japão têm a tradição de não “estufarem”, vazarem ou explodirem. Nos já publicamos um tutorial detalhado de como identificar capacitores japoneses, <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/como-identificar-capacitores-eletrol%C3%ADticos-japoneses-r34938/" rel="" target="_blank">clique aqui para saber mais sobre o assunto</a>.
</p>

<p>
	Cada saída de tensão é controlada por um circuito integrado chamado controlador PWM (Pulse Width Modulation, Modulação por Largura de Pulso). A placa-mãe tem um desses para cada nível de tensão, ou seja, um para o processador, um para as memórias, um para o chipset, etc (a maioria dos controladores PWM é capaz de controlar dois níveis de tensão independentes). Se você olhar perto do soquete do processador você verá um controlador PWM para as tensões do processador, veja nas Figuras 2 e 9. Algumas placas-mães têm o circuito PWM trabalhando numa frequência maior, o que reduz a perda de energia (em outras palavras, aumenta a eficiência, ou seja, menor é a quantidade de energia consumida pela placa-mãe/processador). O fabricante anuncia com destaque este recurso caso a placa-mãe o possua.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/vrm_08.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 9</strong>: Controlador PWM.
</p>

<p>
	Finalmente nós temos um circuito integrado menor chamado “driver” (acionador) MOSFET. O circuito regulador de tensão usará um “driver” MOSFET por fase (canal), portanto cada circuito integrado acionará dois MOSFETs. Placas-mãe mais baratas usam outro MOSFET no lugar deste circuito integrado, portanto em placas-mães que usam este projeto você não encontrará este circuito integrado e cada fase terá três transistores, não dois como de costume.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/vrm_09.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 10</strong>: “Driver” (acionador) MOSFET.
</p>

<p>
	[pagination="Fases (Canais)"]
</p>

<p>
	O circuito regulador de tensão pode ter circuitos de potência trabalhando em paralelo para oferecer a mesma tensão de saída – a tensão do núcleo do processador, por exemplo. Eles, no entanto, não funcionam ao mesmo tempo: eles trabalham fora de fase e daí o nome “fase” para descrever cada circuito. Nós explicaremos em detalhes na próxima página como isto funciona, não se preocupe. Nós queremos fazer uma introdução a este assunto, já que fabricantes e entusiastas gostam muito de discutir a quantidade de “fases” que uma placa-mãe tem.
</p>

<p>
	Vamos pegar o circuito regulador de tensão do processador. Se este circuito tem duas fases (ou canais), cada fase estará operando 50% do tempo de modo a gerar a tensão do processador. Se este mesmo circuito for construído com três fases, cada fase trabalhará 33,3% do tempo. Com quatro fases, cada fase trabalhará 25% do tempo. Com seis fases cada uma delas trabalhará 16,6% do tempo, e assim por diante.
</p>

<p>
	Existem várias vantagens em ter um circuito regulador de tensão com mais fases. A mais óbvia é que os transistores ficarão menos carregados, o que aumenta a vida útil desses componentes e reduz a temperatura de funcionamento deles. Outra vantagem é que com mais fases a tensão de saída é normalmente mais estável, além do nível de ruído ser menor.
</p>

<p>
	A adição de mais fases requer a inclusão de mais componentes, o que aumenta o custo da placa-mãe: placas-mães baratas têm menos fases, enquanto que placas-mães mais caras têm mais fases.
</p>

<p>
	Além disso, é muito importante esclarecer que quando um fabricante diz que uma placa-mãe tem um regulador de tensão de seis fases ele está se referindo apenas a tensão de alimentação principal do processador (Vcore). Na próxima página explicaremos em mais detalhes o que acontece quando o processador requer mais de uma tensão.
</p>

<p>
	Cada fase de tensão ou canal usa uma bobina, dois ou três transistores (ou um único circuito integrado substituindo esses transistores), um ou mais capacitores eletrolíticos e um circuito integrado “driver” MOSFET – este último componente pode ser substituído por um transistor, como acontece em placas-mães mais simples. Como você pode ver, a quantidade exata de componentes varia. O único componente que está presente sempre na mesma quantidade é a bobina, e por isso a melhor maneira para você saber quantas fases um determinado circuito regulador de tensão tem é contando a quantidade de bobinas (preste atenção porque existem exceções; nós falaremos sobre elas a seguir). Por exemplo, a placa-mãe mostrada na Figura 11 (a mesma placa mostrada antes nas Figuras 1 e 2) tem três fases.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/vrm_10.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 11</strong>: Fases.
</p>

<p>
	Mas há um porém. Em algumas placas-mães a fase que fornece a tensão da memória ou do chipset está localizada próxima às demais fases, induzindo você a um erro na hora de contar caso você simplesmente conte a quantidade de bobinas localizadas próximo ao soquete do processador. Nós mostramos este caso na Figura 12: apesar de a placa-mãe da foto ter quatro bobinas ela é uma placa-mãe de três fases, já que apenas três das fases são usadas para gerar a tensão principal do processador (Vcore); nesta placa-mãe a quarta fase é usada para gerar a tensão da memória. Nós o ensinaremos como obter a exata quantidade de fases.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/vrm_11.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 12</strong>: Placa-mãe com três fases, não quatro, como você poderia supor.
</p>

<p>
	É errado assumir que apenas as bobinas localizadas próximas à parte traseira da placa-mãe devem ser contadas, ignorando as bobinas localizadas na lateral da placa: na Figura 11 você pode ver uma placa-mãe com uma bobina localizada na lateral da placa e que pertence ao circuito regulador de tensão do processador.
</p>

<p>
	Como todas as bobinas que estão produzindo a mesma tensão de saída têm suas saídas conectadas juntas, apenas as bobinas que têm suas saídas conectadas devem ser contadas. Isto pode ser feito seguindo a saída de cada bobina no lado de solda da placa-mãe. Na Figura 13 nós mostramos o lado de solda da placa-mãe da Figura 12. Como você pode ver apenas três bobinas são conectadas ao mesmo local; a saída da quarta bobina está indo para os soquetes de memória (nós sabemos disto porque esta é uma placa-mãe soquete LGA775, onde o processador requer apenas uma tensão; informações mais detalhadas serão apresentadas na próxima página).
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/vrm_12.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 13</strong>: Modo correto de se contar as bobinas.
</p>

<p>
	Em algumas placas-mães você não conseguirá ver claramente a conexão entre as fases, diferentemente do que ocorre no exemplo da Figura 13. Neste caso você deverá usar um multímetro para verificar quais bobinas estão conectadas juntas. Você pode configurar o seu multímetro na escala de continuidade (se ele tiver – normalmente ele emite um bipe quando as pontas de prova estão em “curto-circuito”, o que indica a presença desta conexão) ou na escala de resistência (que mostrará zero ohm quando há esta conexão). Nas Figuras 14 e 15 nós mostramos outra placa-mãe com quatro bobinas e onde as conexões das bobinas não estão claras como na placa-mãe da Figura 13. Com um multímetro nós descobrimos que três das bobinas estavam conectadas juntas e, portanto, esta é uma placa-mãe com “três fases”. A quarta bobina estava alimentando outra coisa (o controlador de memória integrado no processador, como explicaremos na próxima página).
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/cdh_vrm_14.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 14</strong>: Essas duas bobinas estão conectadas juntas.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/cdh_vrm_15.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 15</strong>: Essas duas bobinas não estão conectadas juntas.
</p>

<p>
	[pagination="Processadores que Necessitam de Mais de uma Tensão"]
</p>

<p>
	Há novos processadores que necessitam de mais de uma tensão de alimentação. Embora todos os processadores da AMD tenham um controlador de memória integrado, apenas os processadores soquete AM3 necessitam de uma tensão separada para este circuito. Portanto em placas-mães soquete AM3 o circuito regulador de tensão irá gerar duas tensões separadas para o processador, uma para a parte “principal” do processador (“Vcore”) e outra para o controlador de memória integrado. É por isso que sabemos, na Figura 15, que a fase extra estava alimentando o controlador de memória integrado no processador: porque esta era uma placa-mãe soquete AM3.
</p>

<p>
	Com os processadores da Intel, apenas os processadores soquetes 1156 e 1366 têm um controlador de memória integrado. Portanto nessas placas-mães o circuito regulador de tensão irá gerar duas tensões, uma para a parte “principal” do processador (“Vcore”) e outra para o controlador de memória integrado (“VTT”). Em placas-mães soquete LGA1156 que suportam processadores com controlador de vídeo integrado (por exemplo, as baseadas nos chipsets H55 e H57), o circuito regulador de tensão gerará uma terceira tensão para ser usada pelo controlador de vídeo integrado (“VAXG”) do processador.
</p>

<p>
	Nas placas-mães onde o circuito regulador de tensão oferece mais de uma tensão para o processador, o fabricante anunciará o circuito como "x+y" ou "x+y+z", onde “x” é a quantidade de fases para a tensão principal do processador (“Vcore”), “y” é a quantidade de fases para o controlador de memória integrado no processador e “z” é a quantidade de fases para o controlador de vídeo integrado no processador. A placa-mãe mostrada nas Figuras 14 e 15 tem uma configuração “3+1”, por exemplo.
</p>

<p>
	Abaixo nós resumimos quais placas-mães alimentam o soquete do processador com mais de uma tensão.
</p>

<table>
	<tbody>
		<tr>
			<td>
				<p>
					<strong>Soquete</strong>
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					<strong>Tensões para o processador</strong>
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				<p>
					754, 939, 940, AM2, AM2+, 775 e mais antigos
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					Uma
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				<p>
					AM3, 1156, 1366
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					Duas
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				<p>
					1156 com chipsets H55, H57 e Q57
				</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					Três
				</p>
			</td>
		</tr>
	</tbody>
</table>

<p>
	Embora neste tutorial nós tenhamos focado nas tensões requeridas pelo processador, todas as placas-mães têm pelo menos uma fase para alimentar as memórias e uma fase para alimentar o chipset. Se você der uma olhada na placa você verá essas fases (ver Figura 18), a menos que a fase da memória esteja localizada próxima às fases do processador, como aconteceu no exemplo da Figura 12.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/cdh_vrm_16.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 16</strong>: Fases da memória e do chipset.
</p>

<p>
	[pagination="Funcionamento"]
</p>

<p>
	O circuito regulador de tensão pega a tensão de +12 V presente no conector ATX12V ou EPS12V da placa-mãe e converte esta tensão para a tensão exigida pelo o componente que o circuito regulador de tensão está conectado (processador, memória, chipset, etc). Esta conversão é feita usando um conversor DC-DC, também conhecido como fonte de alimentação chaveada (SMPS), o mesmo sistema usando na fonte de alimentação principal do micro.
</p>

<p>
	O coração deste conversor é o controlador PWM (Pulse Width Modulation ou Modulação por Largura de Pulso). Este circuito gera um sinal de onda quadrada que alimenta cada fase, com o ciclo de carga deste sinal variando a depender da tensão que o circuito quer produzir (ciclo de carga é o tempo em que o sinal fica em seu nível mais alto; por exemplo, uma forma de onda quadrada com ciclo de carga de 50% fica metade do tempo em sua tensão mais baixa - normalmente zero volt - e 50% do tempo em seu nível mais alto - no caso do regulador de tensão, +12 V).
</p>

<p>
	O valor exato da tensão que o circuito regulador de tensão precisa produzir em sua saída é lido dos pinos de identificação de tensão do processador (pinos chamados VID), que fornecem um código binário contendo a tensão exata com a qual o processador precisa ser alimentado. Algumas placas-mães permitem a você manualmente mudar a tensão de alimentação do processador através do setup. O que o setup faz é mudar o código que é lido pelo o controlador PWM e, portanto, o controlador mudará a tensão do processador de acordo com o que você configurou. Apesar de estarmos falando do processador, a mesma ideia se aplica às memórias e ao chipset.
</p>

<p>
	O conversor DC-DC é um sistema de laço fechado. Isto significa que o controlador PWM está constantemente monitorando as saídas do regulador de tensão. Se a tensão na saída aumentar ou diminuir o circuito se auto-ajustará (mudando a frequência do sinal PWM) de modo a corrigir a tensão. Isto é feito através de um sensor de corrente, já que quando o consumo de corrente aumenta a tensão de saída tende a diminuir e vice-versa.
</p>

<p>
	Na Figura 17 nós temos o diagrama em blocos de um controlador PWM normalmente encontrado no circuito regulador de tensão do processador (NCP5392 da On Semiconductor). Neste diagrama você pode facilmente identificar os pinos de identificação de tensão do processador (VID0 a VID7), os pinos de realimentação (CS, pinos sensores de corrente, localizados no lado esquerdo) e as saídas que alimentam cada fase (pinos G, localizados no lado direito). Como você pode ver, este circuito integrado pode controlar até quatro fases.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/vrm_14.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 17</strong>: Controlador PWM.
</p>

<p>
	Cada fase usa dois transistores e uma bobina. O controlador PWM não fornece corrente suficiente para chavear esses transistores e por isso um “driver” (acionador) é exigido para cada fase. Normalmente este “driver” é feito com um pequeno circuito integrado. De modo a cortar custos alguns fabricantes usam um “driver” discreto formado por um transistor adicional em placas-mães de baixo custo.
</p>

<p>
	Na Figura 18 você pode ver o esquema básico de uma fase de uma placa-mãe (a conexão de realimentação está faltando neste diagrama) controlada por um “driver” (acionador) MOSFET NCP5359. O “driver” e os transistores MOSFET são alimentados pela tensão de +12V fornecida pelo conector ATX12V ou EPS12V (onde está escrito “10 V to 13.2 V” e “4 V to 15 V”). Você pode ver neste diagrama os dois MOSFETs (o primeiro é o “lado de cima” e o segundo é o “lado de baixo”), a bobina e os capacitores. O sinal de realimentação é fornecido ligando-se dois fios em paralelo à bobina conectando-os aos pinos CS+ (CSP) e CS- (CSN) do controlador PWM. O pino PWM é conectado na saída PWM fornecida pelo o controlador PWM e o pino EN é o pino “habilitado” (“enable”), que ativa o circuito.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="spacer.png" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/vrm_15.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 18</strong>: Esquema simplificado da fase.
</p>

<p>
	Como você pode ver na Figura 17, há uma saída PWM para cada fase. Como explicamos, o sinal PWM é uma forma de onda quadrada onde sua largura (ciclo de carga) muda a depender da tensão que você quer (é por isso que esta técnica é chamada Modulação por Largura de Pulso). Assumindo que a tensão de saída está estável, todos os sinais PWM terão o mesmo ciclo de carga, isto é, o tamanho de cada “quadrado” do sinal será o mesmo. Esses sinais terão, no entanto, um intervalo de tempo entre eles. Este intervalo de tempo também é chamado de mudança de fase.
</p>

<p>
	Por exemplo, em um circuito com apenas duas fases, os dois sinais PWM são espelhados. Dessa forma, quando a fase 1 estiver ligada, a fase 2 estará desligada e vice-versa. Isto garantirá que cada fase funcionará 50% do tempo. Em um circuito com quatro fases, os sinais PWM estarão defasados de tal sorte que cada fase será ativada em sequência: primeiro a fase 1 é ativada, em seguida a fase 2, depois a fase 3, e então a 4. Enquanto uma fase estiver ligada todas as outras estão desligadas. Neste caso, cada fase estará trabalhando 25% do tempo.
</p>

<p>
	Quanto mais fases você tiver, menos tempo cada fase ficará ligada. Como explicamos anteriormente, isto faz com que cada fase dissipe menos calor e cada transistor funcione menos, o que aumenta a vida útil deste componente.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34957</guid><pubDate>Thu, 18 Sep 2008 17:14:00 +0000</pubDate></item><item><title>Introdu&#xE7;&#xE3;o ao wireless USB (WUSB)</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/introdu%C3%A7%C3%A3o-ao-wireless-usb-wusb-r34949/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_h61zgkh61zgkh61z.jpg.0703ea23ba89edb3ba16b201654d373b.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	Os produtos Wireless USB (WUSB) estão finalmente chegando ao mercado e neste artigo você aprenderá mais sobre esta tecnologia e verá alguns exemplos da utilização desses equipamentos.
</p>

<p>
	O objetivo do Wireless USB é conectar periféricos tais como impressoras, discos rígidos externos, placas de som, tocadores de mídia e até mesmo monitores de vídeo ao micro sem a utilização de fios. Isto pode ser feito de duas formas. Se o micro e/ou o dispositivo não tiver suporte ao WUSB, você precisará instalar um adaptador para converter uma porta USB convencional em uma porta WUSB. Se o micro e/ou o dispositivo já tiver suporte ao WUSB – ou seja, se eles já vierem com uma antena WUSB – nenhum dispositivo extra será necessário. Até 127 periféricos podem ser conectados usando uma única antena no micro.
</p>

<p>
	A taxa de transferência máxima teórica do WUSB é a mesma do barramento USB 2.0: 480 Mbit/s (60 MB/s) se o dispositivo estiver em um raio de 3 metros de distância do micro ou 110 Mbit/s (13,75 MB/s) se o dispositivo estiver em um raio de 10 metros de distância do micro. Como você pode ver, quanto maior a distância o dispositivo estiver do micro, menor será a sua taxa de transferência.
</p>

<p>
	O Bluetooth é outra tecnologia que permite a conexão entre o micro e periféricos sem a necessidade da utilização de fios. Atualmente, no entanto, a tecnologia Bluetooth é voltada apenas para dispositivos de baixa velocidade, já que sua taxa de transferência máxima é de 1 Mbit/s (128 KB/s) ou 3 Mbit/s (384 MB/s), dependendo na geração do Bluetooth (1 e 2 com EDR, Enhanced Data Rate ou Taxa de Transferência de Dados Aprimorada, respectivamente). A próxima geração da tecnologia Bluetooth terá a mesma taxa de transferência do barramento WUSB, mas ela ainda não está disponível.
</p>

<p>
	A rede sem fio USB funciona na faixa de frequência UWB (Ultra Wide Band ou Banda Ultra-Larga, que vai de 3,1 GHz a 10,6 GHz), enquanto que a tecnologia Bluetooth funciona na frequência de 2,4 GHz, a mesma usada pelas redes sem fio IEEE 802.11 (Wi-Fi).
</p>

<p>
	A propósito, <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/feiras-e-eventos/idf-spring-2004-3%C2%BA-dia-r33689/?nbcpage=4" rel="" target="_blank">a primeira vez que ouvimos falar sobre rede sem fio USB (WUSB) foi durante o IDF Spring 2004</a>, e as fotos mostradas na próxima página foram tiradas durante o IDF Fall 2008, mostrando quanto tempo leva da formação de um consórcio até o lançamento de produtos no mercado. Outra coisa interessante é que em 2004 a Intel anunciou que os primeiros produtos WUSB chegariam ao mercado no final de 2005, também nos mostrando como previsões de fabricantes são meras suposições e podem estar completamente equivocadas.
</p>

<p>
	Na próxima página mostraremos a você alguns exemplos reais da utilização do WUSB.
</p>

<p>
	Para mais detalhes sobre o WUSB, visite <a href="http://www.usb.org/developers/wusb/" rel="external nofollow">http://www.usb.org/developers/wusb/</a>
</p>

<p>
	[pagination="Exemplos de Utilização"]
</p>

<p>
	Agora você verá alguns exemplos reais da utilização do WUSB. Como mencionamos, se o micro não tiver suporte nativo ao WUSB você precisará comprar e instalar um adaptador WUSB, dispositivo mostrado na Figura 1.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="WUSB" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/wusb_01.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1</strong>: Adaptador WUSB instalado em um notebook.
</p>

<p>
	A mesma coisa vale para os periféricos USB; você precisa “transformá-los” em dispositivos WUSB usando um hub WUSB, igual ao da Figura 2 fabricado pela <a href="http://www.iogear.com/product/GUWH104KIT/" rel="external nofollow" target="_blank">IOGEAR</a>. O bacana do hub é que você pode conectar vários periféricos USB à mesma antena, dispensando assim a necessidade de comprar antenas adicionais para cada produto. Neste exemplo nós temos uma impressora conectada ao hub WUSB e, portanto, a conexão entre eles se dá de maneira sem fio.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="WUSB" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/wusb_02.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2</strong>: Hub WUSB.
</p>

<p>
	O WUSB permite a você conectar seu micro ao monitor de vídeo sem o uso de fios, o que é uma aplicação sensacional. A <a href="http://www.realtek.com.tw/press/newsViewOne.aspx?Langid=1&amp;PNid=0&amp;PFid=1&amp;Level=1&amp;NewsID=164" rel="external nofollow" target="_blank">ASUS anunciou um monitor LCD com suporte nativo à conectividade WUSB</a>, como mostrado na Figura 3. Você pode conectar qualquer tipo de monitor usando um adaptador WUSB, mostrado na Figura 4.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="WUSB" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/wusb_03.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3</strong>: Monitor LCD da ASUS com suporte nativo ao WUSB.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="WUSB" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/wusb_04.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4</strong>: Adaptador permite que monitores de vídeo sejam conectado ao micro usando WUSB.
</p>

<p>
	Na Figura 5 nós temos outro exemplo, desta vez uma placa de som externa com suporte ao WUSB. A propósito, nós vimos uma demonstração desta placa de som em conjunto com o monitor sem fio da Figura 3 e o áudio e vídeo estiveram o tempo todo sincronizados.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="WUSB" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/wusb_05.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 5</strong>: Placa de som externa com suporte nativo ao WUSB.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34949</guid><pubDate>Thu, 21 Aug 2008 16:25:00 +0000</pubDate></item><item><title>O v&#xED;deo on-board da Intel &#xE9; realmente DirectX 10?</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/o-v%C3%ADdeo-on-board-da-intel-%C3%A9-realmente-directx-10-r3773/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_7u93v57u93v57u93.jpg.7bd2df0f5445072da47d85590a54d5d4.jpg" /></p>
<p>
	Esta é a pergunta que a NVIDIA está fazendo hoje. Eles nos acabaram de enviar um e-mail sobre o suporte ao DirectX 10 nos chipsets Intel com vídeo on-board. A conclusão é simples: o suporte ao DirectX 10 não é relevante já que o vídeo on-board não oferece desempenho suficiente para rodar os jogos atuais de qualquer forma! Veja abaixo o e-mail completo que recebemos da NVIDIA (nossa tradução). É uma leitura interessante se você quiser aprender mais sobre o vídeo on-board da Intel.
</p>

<p>
	--- Recebido da NVIDIA em 1º de maio de 2008 ---
</p>

<p>
	A Intel diz que tem suporte ao DirectX 10... Experimente você mesmo... 
</p>

<p>
	<a href="http://www.tomshardware.com/news/intel-ready-directx-10-driver-end-apri" rel="external nofollow" target="_blank">A Intel prometeu disponibilizar ontem um driver de vídeo suportando DirectX 10</a>, portanto fique de olhos abertos.
</p>

<p>
	<a href="http://www.crn.in/HardwareApril24-08IntelLaunchesNewMotherboards.aspx" rel="external nofollow" target="_blank">Na semana passada uma nova placa-mãe da Intel chegou ao mercado com a Intel afirmando que o motor gráfico GMA X3500 era capaz de rodar jogos DirectX 10</a>.<br>
	<br>
	"A série de placas-mãe DG35EC Classic é construída com vídeo integrado baseado no motor gráfico GMA X3500. Este inclui capacidade de reprodução de vídeo em alta definição sem a necessidade de uma placa de vídeo e é o primeiro motor gráfico a ter suporte ao Microsoft DirectX 10 e ao OpenGL 2.0."
</p>

<p>
	Apesar de termos visto a Intel afirmando que seus chipsets com vídeo integrado possuem suporte ao DirectX 10 <a href="ftp://download.intel.com/design/chipsets/datashts/31305302.pdf" rel="external nofollow" target="_blank">desde junho de 2006 com o lançamento de seu chipset G965</a> (isto não faria com que estas placas-mãe fossem as primeiras a trazer suporte ao DirectX 10?) <a href="http://downloadcenter.intel.com/Detail_Desc.aspx?agr=N&amp;ProductID=2576&amp;DwnldID=15535&amp;strOSs=156&amp;OSFullName=Windows%20Vista*%20Ultimate,%2032-bit%20version&amp;lang=eng&amp;iid=homepage+dc_gmad_vis" rel="external nofollow" target="_blank">eles nunca lançaram um driver suportando DirectX 10 no site deles</a>. A boa notícia para aqueles que erroneamente acreditaram que poderiam usar o DirectX 10 nos produtos da Intel é que <a href="http://downloadcenter.intel.com/Detail_Desc.aspx?agr=N&amp;ProductID=2576&amp;DwnldID=15535&amp;strOSs=156&amp;OSFullName=Windows%20Vista*%20Ultimate,%2032-bit%20version&amp;lang=eng&amp;iid=homepage+dc_gmad_vis" rel="external nofollow" target="_blank">há um driver que "vazou" na Internet suportando o DX10</a>.
</p>

<p>
	Como a Intel diz que seus chipsets com vídeo on-board são capazes de rodar jogos DirectX 10, nós resolvemos fazer um teste rodando jogos DX10 atuais no chipset G35, para termos algumas "primeiras impressões" do novo driver de vídeo da Intel suportando DirectX 10:
</p>

<ul>
	<li>
		Call of Juarez @ 1280 x 1024, no AA/AF -- 1.8 fps
	</li>
	<li>
		Crysis @ 1280 x 1024, no AA/AF -- 4.4 fps
	</li>
	<li>
		World in Conflict @ 1280 x 1024, no AA/AF -- 5 fps
	</li>
	<li>
		BioShock @ 1280 x 1024, no AA/AF -- 3.7 fps
	</li>
	<li>
		Company of Heroes @ 1280 x 1024, no AA/AF -- 3.6 fps
	</li>
</ul>

<p>
	Resultado: cinco quadros por segundo ou menos em jogos atuais DirectX 10 em uma configuração baixa como 1280 x 1024 sem AA/AF. Engraçado. Em minha concepção o motor GMA X3500 não parece ser capaz de rodar jogos DirectX 10, pelo contrário, ele parece ser incapaz de rodar aplicações DirectX 10. Tenha em mente que com o tempo jogos DirectX 10 tendem a ficar ainda mais "pesados" na medida em que esta interface de programação amadurece e os desenvolvedores colocam mais recursos visuais em seus jogos.
</p>

<p>
	Dizer que o motor GMA 3500 é capaz de rodar jogos DirectX 10 é como dizer que isopor é "<a href="http://answers.yahoo.com/question/index?qid=20080330151948AAFNAoJ" rel="external nofollow" target="_blank">capaz de nutrir</a>". Acho que a definição da Intel de "capaz" é diferente da nossa definição...
</p>

<p>
	Equipamento utilizado:
</p>

<ul>
	<li>
		ASUS P5E-VM HDMI
	</li>
	<li>
		Intel G35 chipset
	</li>
	<li>
		Driver de vídeo 7.14.10.1451
	</li>
	<li>
		Intel Core 2 Duo CPU E6550 @ 2337.6 MHz (7.0 x 333.9 MHz) - Conroe
	</li>
	<li>
		2x1024 MBytes (2048 MBytes)
	</li>
	<li>
		Windows Vista Ultimate SP1 32 bits
	</li>
</ul>
]]></description><guid isPermaLink="false">3773</guid><pubDate>Thu, 01 May 2008 18:27:00 +0000</pubDate></item><item><title>Como fazer um upgrade de BIOS</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/como-fazer-um-upgrade-de-bios-r34275/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_rvjwu4rvjwu4rvjw.jpg.17c5ca6f631dba19e8c656ac1e01fffb.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	Às vezes, especialmente quando você faz um upgrade em seu computador, pode ser necessário fazer um upgrade de BIOS de modo a atualizar o seu micro para aceitar um novo dispositivo ou para resolver determinado problema. Para a maioria dos usuários comuns este procedimento é um tanto ou quanto obscuro. Neste tutorial mostraremos o passo-a-passo de como fazer um upgrade de BIOS.
</p>

<p>
	Mas afinal, o que é BIOS? BIOS é um programa que fica armazenado na memória ROM da placa-mãe. Na verdade, na memória ROM da placa-mãe existem três programas: BIOS, setup e POST. Como eles estão fisicamente armazenados no mesmo chip, a maioria dos usuários acaba generalizando e chamando o setup e o POST de “BIOS”, o que está tecnicamente errado, já que eles são programas distintos. O BIOS (Sistema Básico de Entrada e Saída) ensina o processador do micro a lidar com coisas básicas, como acessar o disco rígido e escrever na tela em modo texto. O POST (Power On Selt Test) é um teste executado toda vez em que você liga o micro. Dentre outras coisas, ele é o responsável pela contagem de memória que acontece toda vez que você liga o seu computador. Já o setup é aquele programa que você executa quando pressiona a tecla Del durante o POST (ou seja, durante a contagem de memória) para configurar a sua placa-mãe.
</p>

<p>
	Portanto, um “upgrade de BIOS” nada mais é do que uma atualização dos programas armazenados na memória ROM da placa-mãe. Apesar do nome deste procedimento ser “upgrade de BIOS”, na verdade você atualiza todos os três programas (BIOS, POST e setup).
</p>

<p>
	O modo de atualização da memória ROM da placa-mãe depende do tipo de chip de memória usado no micro. Existem basicamente dois tipos de chips de memória ROM: Mask-ROM (usado em placas-mães muito antigas e que não permite ser atualizado por software) e Flash-ROM (usado em praticamente todas as placas-mães e que permite atualização por software). Neste tutorial ensinaremos como fazer atualização de BIOS em chips Flash-ROM.
</p>

<p>
	Se você tem uma placa-mãe muito antiga (fabricada há mais de 10 anos) que usa chip Mask-ROM, o upgrade de BIOS só é possível através da substituição do chip com o conteúdo do BIOS atualizado. Este chip pode ser comprado no site do fabricante da placa-mãe ou no site <a href="http://www.unicore.com" rel="external nofollow">http://www.unicore.com</a>.
</p>

<p>
	Nas Figuras 1 e 2 você vê os aspectos físicos mais comuns do chip de memória ROM da placa-mãe, onde o BIOS está armazenado. O encapsulamento do chip da Figura 1 é chamado DIP (Dual In Parallel) e é usado em placas-mães antigas, enquanto que o encapsulamento do chip da Figura 2 é chamado PLCC (Plastic Leaded Chip Carrier) e é usado em placas-mães atuais.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_01_new.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1</strong>: O chip do BIOS. Este tipo de chip é chamado DIP (Dual In Parallel).
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_02_new.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2</strong>: Um outro tipo de chip do BIOS, usado por placas-mães modernas. Este tipo de chip é chamado PLCC (Plastic Leaded Chip Carrier).
</p>

<p>
	[pagination="Introdução (Cont.)"]
</p>

<p>
	Para fazer um upgrade de BIOS você precisa saber três coisas básicas sobre o seu computador: o fabricante e o modelo da placa-mãe e o fabricante do BIOS.
</p>

<p>
	Se você não sabe qual é o fabricante e o modelo da sua placa-mãe, siga os procedimentos ensinados em nosso tutorial "<a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/como-descobrir-o-fabricante-e-o-modelo-de-sua-placa-m%C3%A3e-r33971/" rel="" target="_blank">Como Descobrir o Fabricante e o Modelo de sua Placa-Mãe</a>".
</p>

<p>
	Sabendo qual é o fabricante e o modelo da sua placa-mãe, você precisa acessar a área de download no site do fabricante para fazer o download do arquivo do BIOS.
</p>

<p>
	Normalmente são necessários dois arquivos. O conteúdo do BIOS – geralmente um arquivo com extensão .bin ou .rom – e o programa para gravar o conteúdo do BIOS no chip de memória ROM, ou seja, o programa gravador de BIOS (se sua placa-mãe tiver um programa gravador de BIOS integrado à placa-Mãe você não precisará baixar este programa). Ambos os arquivos estão disponíveis na área de download do site do fabricante da placa-mãe.
</p>

<p>
	Você precisará também saber quem é o fabricante do BIOS, ou seja, qual empresa escreveu o código do BIOS. Existem basicamente três fabricantes de BIOS: AMI (American Megatrends, Inc), Phoenix e Award. É muito importante que você saiba quem é o fabricante do BIOS, já que você precisa usar um programa de gravação compatível com o seu BIOS. Um programa de gravação da AMI não funcionará com o BIOS da Phoenix e vice-versa. Como a Phoenix foi comprada pela Award, programas gravadores de BIOS da Phoenix funcionarão com BIOS da Award.
</p>

<p>
	Uma forma de saber quem é o fabricante do BIOS é dando uma olhada no chip de memória ROM. Na maioria das vezes os fabricantes colocam um adesivo sobre o chip. Dê uma olhada na Figura 2 e você verá que a Phoenix foi a empresa que escreveu o código do BIOS desta placa-mãe.
</p>

<p>
	Uma outra maneira é prestar atenção quando você liga o micro, já que o nome do fabricante do BIOS aparece toda vez em que você liga o computador. Como essa informação aparece muito rápido na tela, pressione a tecla Pause logo após ter ligado o micro. Na Figura 3 damos um exemplo, onde o BIOS foi fabricado pela Phoenix.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_03_new.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3</strong>: Logomarca e nome do fabricante exibidos durante o POST.
</p>

<p>
	Entrar no setup (pressionando a tecla Del durante a contagem de memória) é outra maneira de descobrir o fabricante do BIOS, já que o nome do fabricante é exibido no cabeçalho ou rodapé na tela do setup da placa-mãe. Na Figura 4 você ver um exemplo onde o BIOS foi fabricado pela Award (como mencionamos anteriormente, o programa de gravação da Phoenix funcionará perfeitamente).
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_04_new.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4</strong>: Nome do fabricante exibido no setup da placa-mãe.
</p>

<p>
	Agora que você já fez o download do arquivo do BIOS e do seu programa de gravação no site do fabricante da placa-mãe, é hora de fazer o upgrade de BIOS em seu micro. Não esqueça de descompactar (com o Winzip, por exemplo) os arquivos baixados.
</p>

<p>
	Existem quatro maneiras de fazer um upgrade de BIOS:
</p>

<ul>
	<li>
		Substituindo o chip de memória ROM por um novo chip contendo o programa atualizado. Esta é a maneira mais complicada para usuários comuns e por isso não a abordaremos.
	</li>
	<li>
		Atualizar o BIOS usando um programa de gravação embutido em sua placa-mãe. Esta é a maneira mais fácil e preferida. Nem todas as placas-mães oferecem esta opção.
	</li>
	<li>
		Atualizar o BIOS usando um programa de gravação para Windows.
	</li>
	<li>
		Atualizar o BIOS usando um programa de gravação para DOS.
	</li>
</ul>

<p>
	Como mencionamos acima, a maneira mais fácil de se fazer um upgrade de BIOS é usar o programa de gravação embutido na placa-mãe. Nem todas as placas-mães têm esta função. Se sua placa-mãe tiver, você não precisará executar qualquer programa extra, já que neste caso o programa de gravação é executado ao pressionar uma determinada tecla durante o POST (ou seja, logo após você ter ligado o micro). Na próxima página mostraremos como detectar se sua placa-mãe tem este recurso e como usá-lo para fazer um upgrade no BIOS do seu micro.
</p>

<p>
	[pagination="Programa de Gravação do BIOS Embutido na Placa-Mãe"]
</p>

<p>
	Agora que você já sabe o básico, é hora de verificar se sua placa-mãe tem ou não um programa de gravação de BIOS embutido. Se ela tiver você deverá usá-lo, já que esta é a maneira mais fácil e rápida de atualizar o BIOS do seu micro.
</p>

<p>
	Durante o POST (ou seja, a contagem de memória que é executada logo após você ter ligado o micro), pressione a tecla Pause. Veja se existe uma mensagem dizendo para você pressionar uma tecla para entrar no programa de gravação do BIOS. O problema aqui é que o nome do programa de gravação do BIOS varia muito e o nome exato depende do fabricante da placa-mãe. AWFLASH, QBIOS, QFLASH, EZFLASH e FLASH UTILITY são alguns dos nomes que você poderá encontrar.
</p>

<p>
	Como você pode ver na Figura 5, esta placa-mãe tem o programa de gravação de BIOS embutido, e você pode carregá-lo pressionando as teclas ALT F2 (uma combinação de teclas muito comum para esta função).
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_05_new.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 5</strong>: Placa-mãe com um programa de gravação de BIOS embutido.
</p>

<p>
	A placa-mãe da Figura 6 também tem um programa de gravação de BIOS embutido, mas que é executado a partir do setup
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_06_new.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 6</strong>: Placa-mãe com um programa de gravação de BIOS embutido.
</p>

<p>
	Você também pode ver se sua placa-mãe tem o programa de gravação de BIOS embutido entrando no setup. O setup pode ser acessado pressionando a tecla Del durante a contagem de memória. Na Figura 7 você ver a mesma placa-mãe da Figura 6 e, como você pode ver, o programa de gravação do BIOS é executado ao pressionar a tecla F8 dentro do setup. Em placas-mães de alto desempenho da ASUS o programa de gravação de BIOS (chamado ASUS EZ Flash) pode ser encontrado no menu Tools, como você pode ver na Figura 8.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_07_new.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 7</strong>: Programa de gravação de BIOS dentro do setup.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_08_new.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 8</strong>: Programa de gravação de BIOS dentro do setup
</p>

<p>
	Se sua placa-mãe tiver esta função, você deve copiar o arquivo com o conteúdo do BIOS (o arquivo com extensão .bin ou .rom que você fez o download no site do fabricante da placa-mãe) para um disquete vazio. O procedimento é muito simples: execute o programa de gravação do BIOS; faça o backup do BIOS antigo; atualize o BIOS; e reinicie o computador. Mostraremos em detalhes como isto é feito na próxima página.
</p>

<p>
	[pagination="Programa de Gravação do BIOS Embutido na Placa-Mãe (Cont.)"]
</p>

<p>
	Siga os seguintes passos:
</p>

<ul>
	<li>
		1. Salve o arquivo do BIOS descompactado (normalmente um arquivo com extensão .bin ou .rom) em um disquete vazio.
	</li>
	<li>
		2. Reinicie seu computador e rode o programa de gravação do BIOS (veja na página anterior).
	</li>
	<li>
		3. Faça o backup do arquivo do BIOS atual usado pela sua placa-mãe em um disquete.
	</li>
	<li>
		4. Carregue o novo arquivo do BIOS que está no disquete.
	</li>
	<li>
		5. Atualize o BIOS da sua placa-mãe.
	</li>
	<li>
		6. Reinicie o computador.
	</li>
</ul>

<p>
	Na Figura 9 você pode ver o menu principal do programa de gravação do BIOS embutido na placa-mãe mostrada nas Figuras 6 e 7 (Gigabyte GA-7VAXP Ultra). Esta placa-mãe (assim como todas as placas-mães topo de linha da Gigabyte) tem dois chips de BIOS, um recurso chamado “Dual BIOS”. Algumas placas-mães da Albatron também têm este recurso. Esse recurso permite que você recupere seu arquivo de BIOS caso tenha programado o BIOS da sua placa-mãe com um arquivo errado por engano. Se sua placa-mãe tiver este recurso, primeiro atualize apenas o chip do BIOS principal. Após ter atualizado o chip principal e ter certificado que o micro está funcionando bem, você precisará fazer um segundo upgrade, mas desta vez terá de atualizar o chip do BIOS de backup. Você pode simplesmente usar a função “Copy Main ROM Data to Backup” para fazer isto. Se a atualização do seu BIOS falhar (o que é muito improvável que aconteça desde que você faça o download dos arquivos corretos), seu micro será capaz de usar o BIOS de backup (que ainda tem uma cópia do BIOS antigo), permitindo que você entre no programa de gravação do BIOS e restaure o conteúdo do chip do BIOS principal.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_09_new.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 9</strong>: Programa de gravação do BIOS embutido na placa-mãe.
</p>

<p>
	A primeira coisa a fazer é o backup do BIOS atual usado pela sua placa-mãe. Neste exemplo isto é feito selecionando “Save Main BIOS to Floppy”. Faça isto e nomeie o arquivo de backup do BIOS como “old_bios.bin”, por exemplo.
</p>

<p>
	Agora carregue o arquivo do BIOS localizado no disquete. No nosso exemplo isto é feito usando a opção “Update Main BIOS From Floppy”, veja na Figura 10. Em nosso caso carregamos o arquivo 7VAXPU.F7.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_10_new.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 10</strong>: Carregando o arquivo do BIOS a partir do disquete.
</p>

<p>
	Em seguida o programa de gravação pedirá para confirmar se queremos fazer um upgrade em nosso BIOS. Em alguns programas de gravação você pode precisar selecionar manualmente uma opção chamada “Upgrade BIOS” ou similar para programar o chip do seu BIOS. Selecione “Ok” ou “Yes” e espere até que seu BIOS seja atualizado (ver Figura 12).
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_11_new.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 11</strong>: Tela de confirmação.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_12_new.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 12</strong>: BIOS sendo atualizado.
</p>

<p>
	Após o término do procedimento, simplesmente reinicie o computador e o seu micro estará usando o BIOS que você acabou de atualizar.
</p>

<p>
	[pagination="Programa de Gravação do BIOS Para Windows"]
</p>

<p>
	Se sua placa-mãe não tem um gravador de BIOS embutido, você precisará usar um programa de gravação de BIOS. Este programa pode ser para Windows ou para DOS. Claro que é mais fácil usar um programa para Windows do que para DOS.
</p>

<p>
	A dica aqui é dá uma olhada no CD-ROM que acompanha a placa-mãe. Algumas vezes o fabricante disponibiliza o programa de gravação de BIOS para Windows no CD-ROM mas não em seu site.
</p>

<p>
	Em nossos exemplos faremos um upgrade de BIOS na placa-mãe ECS RS485M-M com um programa chamado Winflash, disponível na página de download no site do fabricante da placa. Claro que se você usar um programa diferente os nomes e a localização das opções poderão ser diferentes, mas a ideia geral é a mesma.
</p>

<p>
	Na Figura 13 podemos ver a tela principal do Winflash.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_13_new.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	Figura 13: Programa de gravação de BIOS Winflash.
</p>

<p>
	A primeira coisa que você precisa fazer é o backup do BIOS atual da sua placa-mãe. Para isso vá em File, Save Old BIOS, como você pode ver na Figura 14. Salve o BIOS antigo em um disquete vazio com o nome  “old_bios.bin” ou algo parecido.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_14_new.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 14</strong>: Salvando o BIOS atual em um arquivo.
</p>

<p>
	O próximo passo é carregar o arquivo do BIOS que você deseja atualizar. Para isso vá em File, Open.
</p>

<p>
	Após o arquivo do BIOS ter sido carregado, selecione todas as áreas do chip do BIOS a serem atualizadas (neste exemplo, Boot block, DMI Area, Update All, como pode ser visto na Figura 15 – compare com a Figura 13 para notar a diferença).
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_15_new.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 15</strong>: Selecione todas as áreas do BIOS a serem atualizadas.
</p>

<p>
	Feito isto, vá em File, Update BIOS. Uma tela de confirmação aparecerá. Clique em Update e seu BIOS será atualizado. Este procedimento pode levar alguns minutos. Espere até que tenha terminado.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_16_new.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 16</strong>: Janela de confirmação.
</p>

<p>
	Quando o upgrade terminar, uma janela pedirá para você reiniciar o computador. Reinicie o micro e o processo estará finalizado.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_17_new.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png">
</p>

<p>
	<strong>Figura 17</strong>: BIOS atualizado com sucesso.[pagination="Programa de Gravação do BIOS Para DOS"]
</p>

<p>
	A maneira mais antiga de fazer um upgrade de BIOS via software é usar um programa de gravação para DOS. Atualmente isto é muito complicado, já que você precisará de um disquete de boot com o DOS (ou um CD-ROM de boot com o DOS) para usar este tipo de programa. Este disquete pode ser criado apenas no Windows até a versão Millenium Edition (ME), já que o Windows NT, 2000 e XP não têm uma opção de criar um disquete de boot do DOS.
</p>

<p>
	Não tente rodar o programa de gravação do BIOS para DOS dentro do Windows. Ele não funcionará.
</p>

<p>
	Se você tem acesso a um computador com o Windows até a versão ME instalada, você pode criar um disquete de boot da seguinte forma:
</p>

<ul>
	<li>
		1. Insira um disquete que possa ser apagado na unidade A:.
	</li>
	<li>
		2. Em seguida clique em Meu Computador.
	</li>
	<li>
		3. Clique com o botão direito do mouse sobre a unidade A: e selecione a opção Formatar.
	</li>
	<li>
		4. Na tela que aparecerá, marque a opção “Sistema” e clique no botão Formatar. O comando Format a: /s também pode ser utilizado como opção aos procedimentos listados acima.
	</li>
</ul>

<p>
	Se você não tem acesso a um computador rodando um sistema operacional antigo, você pode fazer o download de um disco de boot em <a href="http://www.bootdisk.com/bootdisk.htm" rel="external nofollow">http://www.bootdisk.com/bootdisk.htm</a>. Faça o download do disquete do DOS 6.22 e execute o arquivo com extensão .exe para criar o disquete de boot.
</p>

<p>
	Após ter criado o disquete de boot do DOS, copie tanto o gravador de BIOS (um arquivo com extensão .com ou .exe, em nosso caso era um arquivo chamado Awdflash.exe) e o arquivo com o conteúdo do BIOS (normalmente um arquivo com extensão .com ou .bin, em nosso exemplo o arquivo era chamado 485_v10c.bin).
</p>

<p>
	Entre no setup do micro e mude a seqüência de boot (em uma opção chamada Boot Sequence ou similar) para permitir que o boot seja executado a partir do disquete e não do disco rígido. Salve as alterações, insira o disquete na unidade e carregue o DOS.
</p>

<p>
	Assim que o prompt de comando aparecer (o famoso A:&gt;), digite o nome do programa de gravação do BIOS seguido do nome do arquivo que contém o conteúdo do BIOS. Em nosso caso utilizamos o seguinte comando:
</p>

<pre>Awdflash 485_v10c.bin</pre>

<p>
	Feito isto, a tela da Figura 18 será apresentada.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_18_new.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 18</strong>: Tela principal do programa de gravação do BIOS para DOS.
</p>

<p>
	Como você pode ver, a primeira coisa que o programa de gravação pergunta é se você deseja fazer o backup do BIOS atual usado por sua placa-mãe. Responda “Y” e salve o BIOS antigo no disquete, como “old_bios.bin” ou similar.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_19_new.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 19</strong>: Salvando o BIOS atual em um arquivo.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_20_new.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 20</strong>: Salvando o BIOS atual em um arquivo.
</p>

<p>
	Em seguida o programa confirmará se realmente queremos fazer um upgrade de BIOS. Digite “Y” e aguarde até que a atualização seja finalizada.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_21_new.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 21</strong>: Tela de confirmação.
</p>

<p>
	Assim que a atualização terminar, simplesmente reinicie seu computador.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Fazer Um Upgrade de BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/692_22_new.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 22</strong>: BIOS atualizado com sucesso.
</p>

<p>
	Não se esqueça de remover o disquete da unidade e também de entrar no setup e mudar a seqüência de Boot para que o sistema operacional seja carregado a partir do disco rígido.
</p>

<p>
	[pagination="E Se Algo Der Errado?"]
</p>

<p>
	Se você usar o arquivo de BIOS errado ou se faltar luz durante a atualização de BIOS a pior coisa que pode acontecer é seu micro não ligar mais – tudo o que você verá será uma tela preta.
</p>

<p>
	Felizmente os novos programas de atualização de BIOS verificam se o BIOS que você está tentando atualizar foi escrito para o modelo da sua placa-mãe. Portanto, as chances de você usar um arquivo errado são muito pequenas.
</p>

<p>
	Mas se você desligar o computador durante o processo de atualização de BIOS – seja de propósito ou por acidente –, você provavelmente terá corrompido o chip do BIOS, “inutilizando” sua placa-mãe. Ela não ligará mais.
</p>

<p>
	Existe uma maneira de “ressuscitar” sua placa-mãe, usando uma outra placa-mãe que use o mesmo tipo do chip do BIOS (não precisa ser o mesmo fabricante e modelo da placa-mãe, o importante é que a outra placa-mãe utilize o mesmo tipo do chip da memória ROM da sua placa-mãe com defeito). O que queremos dizer com o tipo é ter a mesma capacidade (256 KB, 512 KB, 1 MB, etc) e o mesmo encapsulamento (PLCC ou DIP).
</p>

<p>
	O que faremos é usar a placa-mãe funcional como um gravador de BIOS. Já explicamos como isto é feito em detalhes em nosso tutorial “<a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/recuperando-micros-danificados-pelo-v%C3%ADrus-cih-r34214/" rel="" target="_blank">Recuperando Micros Danificados pelo Vírus CIH</a>”. Leia esse tutorial para aprender como recuperar o seu BIOS caso ele tenha sido apagado ou corrompido por engano.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34275</guid><pubDate>Sat, 16 Apr 2005 06:59:00 +0000</pubDate></item><item><title>Construindo um transmissor infravermelho para o seu PC</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/construindo-um-transmissor-infravermelho-para-o-seu-pc-r34107/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_08/Gemini_Generated_Image_2weewj2weewj2wee.jpg.6186ab154ece073401b0f089e95349a2.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	Várias placas-mães têm o hardware necessário para a instalação de um transmissor/receptor infravermelho, sendo necessária apenas a instalação de um módulo contendo o sensor infravermelho. O grande problema, no entanto, é que este módulo não é encontrado facilmente no mercado e, quanto é encontrado, seu custo é muito alto. O colega Alain Gailland criou este módulo e o documento ensinando como montá-lo você pode pegar  em <a href="https://www.clubedohardware.com.br/download/misc/IrDA_xp.zip" rel="" target="_blank">https://www.clubedohardware.com.br/download/misc/IrDA_xp.zip</a>. Qualquer usuário que saiba operar um ferro de solda é capaz de montá-lo.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Construindo um Transmissor Infravermelho Para o seu PC" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/518_01.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1:</strong> Módulo Infravermelho.
</p>

<p>
	Com este módulo, que você gastará menos de R$ 10 para montá-lo, você poderá fazer a comunicação do seu PC com outros dispositivos que tenham conexão infravermelha, também chamada de IrDA, como palmtops, notebooks e celulares. Mas, para isto, é necessário que a sua placa-mãe tenha esta interface. Para saber se sua placa-mãe tem ou não esta interface, você deve procurar no manual dela e também na própria placa-mãe por um conector chamado "IR", "IRDA", "IRCON", "SIR", "SIRCON" ou similar. Este conector tem normalmente 4 ou 5 pinos e você precisará do manual para saber o significado de cada pino (+5V, GND, TX e RX), pois a função de cada pino varia de acordo com o modelo de placa-mãe.
</p>

<p>
	Nas Figuras 2 e 3 nós damos um exemplo de partes do manual da placa-mãe ASUS A7N8X De Luxe. Você normalmente encontrará o conector IR na página que contém o layout da placa-mãe (Figura 2). Nós colocamos uma seta vermelha para que você possa encontrá-lo mais facilmente. Nesta placa o conector era chamado "IR_CON1".
</p>

<p align="center">
	<img alt="Conector Infravermelho" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/86_02.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2: </strong>Layout da placa-mãe ASUS A7N8X De Luxe. A seta vermelha indica o conector do módulo infravermelho.
</p>

<p>
	A pinagem do conector IR pode ser vista na seção "conectores" do manual, ver Figura 3. Tenha em mente que esta pinagem varia de fabricante para fabricante, portanto você precisa ver no manual da sua placa-mãe a pinagem que é usada em sua placa.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Conector Infravermelho" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/86_03.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3:</strong> Pinagem do conector IR da placa-mãe ASUS A7N8X De Luxe.
</p>

<p>
	[pagination="O Circuito"]
</p>

<p>
	Você precisará comprar um LED infravermelho, um foto-diodo infravermelho, dois transistores BC548 (visto de frente, com os terminais voltados para baixo, sua pinagem é coletor, base e emissor), um capacitor de 10 nF, um resistor de 4K7 (amarelo, violeta, vermelho), um resistor de 47 K (amarelo, violeta, laranja), um resistor de 15 K (marrom, azul, laranja), um resistor de 22 ohms (vermelho, vermelho, preto) e um resistor de 1 K (marrom, preto, vermelho), todos de 1/8 W ou de 1/4 W. Cuidado para não confundir quem é o LED e quem é o foto-diodo, pois eles são muito parecidos. Na hora de comprar, peça para o vendedor identificá-los para você.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Construindo um Transmissor Infravermelho Para o seu PC" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/518_02.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4:</strong> Esquema do módulo Infravermelho.
</p>

<p>
	Na hora de montar o circuito, o único cuidado especial é fazer com que o transmissor (LED) e receptor (foto-diodo) fiquem perfeitamente alinhados, lado-a-lado, como mostramos na foto do circuito montado.
</p>

<p>
	Após montar o circuito, você deverá ligá-lo ao conector IR da placa-mãe. Veja que no circuito marcamos quatro pontos: Vcc, Gnd, TX e RX. Estes pontos deverão ser ligados aos pontos de mesmo nome no conector IR da placa-mãe.
</p>

<p>
	É importante também que você, no setup da placa-mãe, configure a interface IR a operar em modo full-duplex, para maior desempenho.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34107</guid><pubDate>Sat, 16 Apr 2005 20:33:00 +0000</pubDate></item><item><title>Chipsets NVIDIA das fam&#xED;lias GeForce 6100 e nForce 400</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/chipsets-nvidia-das-fam%C3%ADlias-geforce-6100-e-nforce-400-r34530/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_08/Gemini_Generated_Image_b7g4qkb7g4qkb7g4.jpg.212e43997057d279764944a7eb530177.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	A NVIDIA lançou esta semana sua mais nova família de chipset com vídeo integrado (vídeo on-board). O objetivo da NVIDIA é tentar repetir o sucesso que eles têm no mercado de placas-mães com vídeo off-board. Para você ter uma ideia, o mercado de placas-mães para a plataforma AMD é formado por 60% de placas-mães com vídeo off-board e 40% de placas-mães com vídeo on-board. Desses 60% do mercado, a NVIDIA possui 90% com sua família de chipset nForce.
</p>

<p>
	Para a plataforma AMD, a NVIDIA geralmente usa um único chip, onde tanto a ponte norte quanto a ponte sul estão integradas nele, como você pode ver na Figura 1.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Chipsets NVIDIA das Famílias GeForce 6100 e nForce 400" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/204_01.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1</strong>: Arquitetura no nForce 4.
</p>

<p>
	Para os novos chipsets com vídeo integrado, a NVIDIA decidiu usar dois chips. O chip ponte norte está sendo chamado “GeForce” e o chip ponte sul está sendo chamado “nForce”, como você pode ver na Figura 2.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Chipsets NVIDIA das Famílias GeForce 6100 e nForce 400" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/204_02.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2</strong>: Arquitetura das famílias GeForce 6100 e nForce 400.
</p>

<p>
	Se você quer aprender mais sobre arquitetura de chipsets, recomendamos a leitura de nosso tutorial <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/tudo-o-que-voc%C3%AA-precisa-saber-sobre-chipsets-r34158/" rel="" target="_blank">Tudo o Que Você Precisa Saber Sobre Chipsets.</a>
</p>

<p>
	[pagination="Detalhes Técnicos"]
</p>

<p>
	A família GeForce 6100 utiliza o motor gráfico GeForce 6, o que significa que ela utiliza o modelo Shader 3.0 (DirectX 9.0c) e tem todas melhorias de qualidade de vídeo 2D presentes do GeForce 6600 em diante. Nós já publicamos um tutorial, chamado <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/video/ativando-melhorias-2d-nas-placas-geforce-das-s%C3%A9ries-6-e-7-r34497/" rel="" target="_blank">Ativando Melhorias 2D nas Placas GeForce das Séries 6 e 7</a>, onde explicamos o que são essas melhorias de qualidade de vídeo e como habilitá-las. Além disso, placas-mães baseadas nessa nova família de chipset podem ter saídas <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/video/tudo-o-que-voc%C3%AA-precisa-saber-sobre-conectores-de-v%C3%ADdeo-r34256/" rel="" target="_blank">DVI e Vídeo Componente</a>, o que definitivamente não é uma característica comum em placas-mães com vídeo on-board.
</p>

<p>
	Como essa nova linha de chipsets é baseada no núcleo GeForce 6, o desempenho dela deve ser muito maior do que outras soluções disponíveis no mercado de empresas concorrentes. De qualquer forma, esperamos ter em mãos o mais breve possível uma placa-mãe baseada nessa nova família para que passamos discutir mais sobre o tema desempenho.
</p>

<p>
	Quatro chips foram lançados até agora, duas pontes norte (GeForce 6100 e GeForce 6150) e duas pontes sul (nForce 410 e nForce 430). Um aspecto interessante dessa nova família de chipsets é que você pode misturar os chips, ou seja, você pode usar ambas as pontes sul com qualquer um dos chips ponte norte. Isto é possível já que a conexão entre esses dois chips é feita através de um barramento padronizado, o HyperTransport. Com isso o fabricante de placas-mães tem maior flexibilidade, podendo escolher características específicas para um determinado modelo de placa-mãe. Na Figura 3 você pode ver as características básicas desses quatro chips.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Chipsets NVIDIA das Famílias GeForce 6100 e nForce 400" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/204_03.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3</strong>: Características dos chips lançados.
</p>

<p>
	Os chips ponte norte GeForce 6100 e 6150 são fabricados com processo de 90 nanômetros, enquanto que o nForce 410 e 430 são fabricados com tecnologia de 140 nanômetros. A conexão entre a ponte norte e a ponte sul é feita através do barramento HyperTransport rodando a 1.600 MHz (800 MHz transferindo dois dados por pulso de clock) e o nforce 410 e 430 são os primeiros chipsets da NVIDIA a suportar a tecnologia de áudio HD da Intel (Áudio de Alta Definição, também conhecida como Azalia).
</p>

<p>
	Outro detalhe é que o GeForce 6150 roda a 475 MHz, enquanto que o GeForce 6100 roda a 425 MHz. Ambos processam dois pixels e um vértice por pulso de clock.
</p>

<p>
	Na Figura 4 você pode ver três possíveis combinações desses chips.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Chipsets NVIDIA das Famílias GeForce 6100 e nForce 400" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/204_04.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4</strong>: Combinações possíveis desta nova família de chipset.
</p>

<p>
	[pagination="Placas-Mãe"]
</p>

<p>
	Placas-mãe estarão disponíveis no mercado no final de setembro e deverão ser fabricadas pelas seguintes empresas: ASUS, Gigabyte, MSI, ECS, DFI, Shuttle, EpoX, Biostar, Chaintech, Jetway e Foxconn.
</p>

<p>
	Na Figura 5 você pode ver uma placa-mãe da MSI baseada nos chips GeForce 6150 e nForce 430.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Chipsets NVIDIA das Famílias GeForce 6100 e nForce 400" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/cdh-204_05.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 5</strong>: Modelo da MSI equipada com os chips GeForce 6150 e nForce 430.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Chipsets NVIDIA das Famílias GeForce 6100 e nForce 400" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/cdh-204_06.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 6</strong>: Detalhe da mesma placa-mãe.
</p>

<p>
	Este modelo possui saídas DVI e Vídeo Componente. O conector DVI está soldado na placa-mãe, enquanto que as saídas vídeo componente e S-Vídeo estão disponíveis através de um plugue externo.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Chipsets NVIDIA das Famílias GeForce 6100 e nForce 400" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/cdh-204_07.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 7</strong>: Preste atenção no conector DVI on-board.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Chipsets NVIDIA das Famílias GeForce 6100 e nForce 400" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/cdh-204_08.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 8</strong>: Plugue externo com saídas vídeo componente.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34530</guid><pubDate>Thu, 22 Sep 2005 17:47:00 +0000</pubDate></item><item><title>Tecnologia SDGE da ECS</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/tecnologia-sdge-da-ecs-r34516/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_ndjl73ndjl73ndjl.jpg.899453eb0ae706b1ec3393f03c18bf99.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	A ECS chama de "SDGE" (Scalable Dual Graphic Engines) suas placas-mães que possuem dois slots PCI Express x16. Estas placas-mães, no entanto, podem ter três diferentes tipos de arquitetura para formar estes dois slots PCI Express x16:
</p>

<ul>
	<li>
		Usando a tecnologia SLI ou Crossfire. Neste caso, cada slot trabalha a 8x quanto operando no modo SLI ou no modo Crossfire.
	</li>
	<li>
		Usando pistas PCI Express x1 conjugadas para formar o segundo slot PCI Express x16. Enquanto o primeiro slot PCI Express realmente roda a x16, o segundo slot não trabalha a x16. Sua velocidade máxima será determinada pela quantidade de pistas PCI Express x1 que foram usadas para conectar o slot ao chipset. Apesar de ter dois slots, a placa-mãe não pode operar no modo SLI nem no modo Crossfire.
	</li>
	<li>
		Um novo protótipo apresentado pela ECS onde os dois slots realmente trabalham a x16 e onde será possível que você ligue duas placas de vídeo SLI ou Crossfire em uma placa-mãe que não use um chipset da NVIDIA ou da ATI. É possível, por exemplo, ter em uma placa-mãe com esta tecnologia usando chipset Intel duas placas de vídeo SLI em paralelo. É sobre esta terceira vertente da tecnologia SDGE da ECS que estaremos falando neste artigo e que ainda encontra-se em fase de protótipo. Portanto, todas as referências a "SDGE" neste artigo referem-se a este protótipo e não às outras duas arquiteturas.
	</li>
</ul>

<p>
	As placas-mães SDGE terão basicamente dois slots PCI Express x16. Estes slots são realmente x16 e não x8 como ocorre nas placas-mães SLI quando você habilita o modo SLI. Para fazer com que esses slots possam usar a tecnologia SLI ou Crossfire, a ECS precisa que tanto a NVIDIA quanto a ATI desbloqueiem seus drivers. Este é um problema sério, mas a ECS disse que “estamos trabalhando nisso”. Vamos esperar sentados.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Tecnologia SDGE" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1072_01.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1:</strong> Visão geral da tecnologia SDGE.
</p>

<p>
	Em nossa opinião este conceito é muito interessante se o usuário ainda não decidiu que tecnologia adotar, ATI ou NVIDIA. Você pode ter duas placas SLI da NVIDIA hoje e, no futuro, trocá-las por duas placas Crossfire da ATI sem a necessidade de trocar a placa-mãe. Realmente interessante – mas, como mencionamos, a menos que a ECS consiga desbloquear os drivers da ATI e da NVIDIA, esta tecnologia não funcionará.
</p>

<p>
	Além disso, como o segundo slot PCI Express x16 só é ativado com a instalação de uma placa adicional, como explicaremos na próxima página, a placa-mãe pode ser mais barata, o que pode ser uma boa solução para usuários sem grana: você compra hoje uma placa-mãe “normal” e depois faz o “upgrade” dela para SLI ou Crossfire instalando uma plaquinha adicional.
</p>

<p>
	[pagination="Como Funciona"]
</p>

<p>
	Placas-mãe SDGE têm dois slots PCI Express x16, mas um deles vem desativado. Para habilitar o segundo slot, você precisa instalar uma plaquinha adicional (placa SDGE). Esta placa tem um chip (túnel HyperTransport) que o habilita.
</p>

<p>
	A ideia por trás deste estranho conceito é fornecer uma placa-mãe barata que você possa, no futuro, transformá-la em SLI ou Crossfire.
</p>

<p>
	O SDGE conecta o segundo slot PCI Express x16 ao barramento HyperTransport. Como a localização deste barramento no sistema depende da plataforma, a arquitetura da tecnologia SDGE varia de acordo com a plataforma. Vamos dar uma olhada em como esta tecnologia é construída tanto na plataforma AMD quanto na plataforma Intel.
</p>

<p>
	A ECS nos forneceu uma animação em Flash mostrando o funcionamento desta tecnologia. <a href="https://www.clubedohardware.com.br/download/misc/SDGE0816.swf" rel="" target="_blank">Clique aqui para ver esta animação</a>.
</p>

<h3>
	Plataforma AMD
</h3>

<p>
	Como processadores soquete 754 e 929 usam o barramento HyperTransport para se comunicarem com a ponte norte, a placa SDGE é instalada entre o processador e a ponte norte, como você pode ver na Figura 2.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Tecnologia SDGE" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1072_02.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2:</strong> Como o SDGE funciona na plataforma AMD.
</p>

<p>
	O chip túnel HyperTransport localizado na placa SDGE conecta o slot PCI Express x16 adicional ao barramento HyperTransport. O slot PCI Express x16 original continua sendo conectado ao chip ponte norte. Como mencionamos anteriormente, os dois slots trabalham usando a taxa x16.
</p>

<h3>
	Plataforma Intel
</h3>

<p>
	Os processadores Intel não usam o barramento HyperTransport. Entretanto, a ligação entre o chip ponte norte (ou MCH, Memory Controller Hub, Hub Controlador de Memória, como a Intel chama este chip) e o chip ponte sul (ou ICH, I/O Controller Hub, Hub Controlador de Entrada e Saída, como a Intel chama este chip) usa o barramento HyperTransport. Desta forma, na plataforma Intel a placa SDGE é conectada entre a ponte norte e a ponte sul, como você pode ver na Figura 3.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Tecnologia SDGE" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1072_03.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3:</strong> Como o SDGE funciona na plataforma Intel.
</p>

<p align="left">
	O engraçado é que, até onde sabemos, somente os chipsets da NVIDIA e a ULi usam o barramento HyperTransport para ligar a ponte norte à ponte sul. Dessa forma, para a plataforma Intel esta tecnologia só estaria disponível em placas-mães baseadas nos chipsets da NVIDIA ou da ULi - e não para todos os chipsets como a ECS anunciou. Como esta ainda é uma tecnologia conceitual, temos de esperar o produto final chegar ao mercado para vermos o que eles fizeram. <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/tudo-o-que-voc%C3%AA-precisa-saber-sobre-chipsets-r34158/" rel="" target="_blank">Clique aqui para aprender mais sobre este assunto</a>.
</p>

<p align="left">
	O chip túnel HyperTransport localizado na placa SDGE conecta o slot PCI Express x16 adicional ao barramento HyperTransport. O slot PCI Express x16 original continua sendo conectado ao chip ponte norte. Como mencionamos anteriormente, os dois slots trabalham usando a taxa x16.
</p>

<p>
	[pagination="Placas-Mãe Usando a Tecnologia SDGE"]
</p>

<p>
	Devemos ter cuidado pois a ECS está chamando todas as suas placas-mães com dois slots PCI Express x16 de "SDGE" e isto está causando uma certa confusão, até porque nenhuma placa contendo o módulo adicional que descrevemos anteriormente foi lançada.
</p>

<p>
	Veja que a ECS está chamando placas-mães SLI e Crossfire de "SDGE", mesmo quando elas não têm o módulo descrito, só porque elas possuem dois slots PCI Express x16 - sendo que, atualmente, tanto a tecnologia SLI quanto a Crossfire fazem com que os slots trabalhem na realidade a 8x.
</p>

<p>
	Pior é o caso de placas-mães que não têm essas tecnologias e que também estão sendo chamadas de "SDGE", como é o caso da PF5 Extreme, que é baseada no chipset Intel 945P. Como esta placa não usa a arquitetura que descrevemos, o segundo slot PCI Express x16 é feito usando pistas PCI Express que sobraram, e portanto o segundo slot não trabalha a 16x, no máximo ele trabalhará a 6x, já que o chipset Intel 945P só tem 6 pistas PCI Express x1. Isto tanto é verdade que quando duas placas de vídeo estão instaladas nesta placa o slot PCI Express x1 existente não pode ser usado.
</p>

<p>
	Ou seja, para a ECS "SDGE" significa "placa-mãe com capacidade para ter duas placas de vídeo diferentes".
</p>

<p>
	Fica aí uma crítica construtiva para a ECS: porque não usar nomes diferentes? Usar um mesmo nome para identificar três arquiteturas distintas só causa confusão.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34516</guid><pubDate>Mon, 05 Sep 2005 20:09:00 +0000</pubDate></item><item><title>Pequenos detalhes de placas-m&#xE3;e</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/pequenos-detalhes-de-placas-m%C3%A3e-r34200/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_bcoogybcoogybcoo.jpg.0981b2026ff78259f429c917abbc1a65.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	Como a diferença de desempenho entre placas-mães topo de linha que usam um mesmo chipset é pequena, muitas vezes chegando a ser desprezível, os fabricantes estão incorporando cada vez mais detalhes em seus produtos para atraírem os consumidores. O primeiro sinal foi os fabricantes darem de graça programas comerciais relativamente caros, como o Norton Ghost, o Drive Image e o Partition Magic.
</p>

<p>
	Alguns fabricantes resolveram vender placas-mães com caixas mais incrementadas, de forma que as suas caixas atraiam mais a atenção dos consumidores nas lojas do que as caixas das placas-mães concorrentes. É só ver o caso das caixas de algumas placas da EPoX (de plástico) e da Chaintech (em tamanho extra grande e com alça).
</p>

<p>
	Na figuras abaixo estão alguns exemplos do que você pode encontrar no mercado. É cada vez maior o número de fabricantes lançando seus produtos em caixas sofisticadas.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_001.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1</strong>: Caixa de uma placa-mãe da Chaintech.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_002.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2</strong>: Caixa de um placa-mãe da Epox.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_003.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3</strong>: Caixa de uma placa-mãe da Gigabyte.
</p>

<p>
	Mas esse “recurso” é só estético. O que importa mesmo é que agora vários fabricantes estão indo muito além, apresentando pequenos detalhes na placa-mãe que podem realmente fazer diferença. Quem ganha com isso somos nós. Vamos falar dos principais.
</p>

<p>
	[pagination="Display de Diagnóstico"]
</p>

<p>
	Alguns fabricantes, como a ABIT e a EPoX, estão vendendo placas-mães com um display de LEDs de diagnóstico soldado diretamente sobre a placa-mãe. Esse display funciona da mesma forma que essas placas de diagnóstico que são vendidas no mercado. Se o micro não ligar ou travar durante a sua inicialização, basta vermos no display o número que aparece e verificarmos, no manual, a causa provável do problema.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_004.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4</strong>: Display de diagnóstico.
</p>

<p>
	Outros fabricantes, como é o caso da DFI e da MSI, utilizam um dispositivo de diagnóstico mais simples formado por quatro LEDs. O princípio é o mesmo: se o micro não ligar ou travar durante a sua inicialização, basta verificarmos os LEDs de diagnóstico e vermos no manual a causa provável do problema com base no LEDs que estão acesos e apagados.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_005.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 5</strong>: LEDs de diagnóstico em uma placa-mãe da DFI.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_006.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 6</strong>: LEDs de diagnóstico (quatro LEDs no canto esquerdo) da MSI.
</p>

<p>
	[pagination="Dois BIOS"]
</p>

<p>
	Já a colocação de dois circuitos de BIOS sobre a placa-mãe já é um procedimento comum já há algum tempo em alguns modelos de placas-mães, especialmente da Gigabyte e da Albatron. Com esse recurso é possível recuperar facilmente alguma placa-mãe cujo BIOS tenha sido apagado por um vírus (como o famoso Chernobyl) ou no caso de um upgrade de BIOS mal-sucedido, pois haverá um BIOS de backup caso o BIOS principal seja apagado. Por falar nisso, leia nosso artigo <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/como-fazer-um-upgrade-de-bios-r34275/" rel="" target="_blank">Como fazer um upgrade de BIOS</a> e <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/recuperando-micros-danificados-pelo-v%C3%ADrus-cih-r34214/" rel="" target="_blank">Recuperando micros danificados pelo vírus CIH</a> para saber mais sobre esses assuntos.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_007.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 7</strong>: Placa-mãe com dois BIOS.
</p>

<p>
	[pagination="Ventilação"]
</p>

<p>
	Ventoinhas extras são sempre bem-vindas. No início, os fabricantes de placas-mães colocavam dissipadores de calor passivo sobre o chipset. Atualmente, eles começam a colocar dissipadores de calor ativo equipados com ventoinhas. Praticamente todas as placas-mães vendidas hoje possuem dissipador de calor ativo sobre o chipset. De modo a atrair os usuários que curtem modificar o gabinete (case mod), os fabricantes começam a usar ventoinhas coloridas com LEDs. Você pode encontrar placas-mães equipadas com LEDs de diferentes cores, tais como azul, verde ou até mesmo ventoinhas que mudam de cor de tempos em tempos. Algumas placas-mães parecem boates! Dê uma olhada nos exemplos abaixo.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_008.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 8</strong>: Chipset colorido por uma ventoinha em uma placa-mãe da MSI.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_009.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 9</strong>: Chipset colorido por uma ventoinha em uma placa-mãe da ECS.
</p>

<p>
	Mas o uso de LEDs coloridos nas ventoinhas dos chipsets é apenas enfeite. Alguns fabricantes de placas-mães estão realmente empenhados em melhorar a ventilação das suas placas.
</p>

<p>
	[pagination="Ventilação (Cont.)"]
</p>

<p>
	Como comentamos anteriormente, adicionar ventoinhas coloridas nos chipsets é apenas uma questão de estética. Alguns fabricantes estão realmente empenhados em desenvolver soluções para melhorar a circulação de ar nas placas-mães. ABIT, Chaintech e ECS possuem soluções para remover o calor gerado na região dos reguladores de tensão para fora do micro.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_010.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 10</strong>: Solução da ECS para remover o calor gerado na região dos reguladores de tensão.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_011.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 11</strong>: A ventoinha do chipset nesta placa-mãe da ABIT é instalada de tal maneira que ajuda também a ventilação da placa-mãe.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_012.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 12</strong>: Esta solução da ABIT remove o calor gerado pelos transistores do circuito regulador de tensão.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_013.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 13</strong>: Solução da Chaintec: mesma ideia do sistema mostrado acima só que usando heat-pipes.
</p>

<p>
	[pagination="Ventilação (Cont.)"]
</p>

<p>
	Na página anterior vimos várias soluções sofisticadas para remover o ar quente gerado pelos transistores (também conhecidos como MOSFETs) do circuito regulador de tensão. Algumas placas-mães oferecem uma solução mais simples para refrigerar esses transistores com a utilização de dissipadores passivos (sem ventoinha) neles.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_014.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 14</strong>: Dissipador de transistores em uma placa-mãe da MSI.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_015.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 15</strong>: O sistema de dissipadores passivos da EpoX é do tipo “faça você mesmo” e está disponível em algumas placas-mães.
</p>

<p>
	Na Figura 15 você pode ver também uma característica muito comum, que é a logomarca do fabricante para você colar no gabinete do seu micro.
</p>

<p>
	[pagination="Regulador de tensão Duplo"]
</p>

<p>
	A Gigabyte possui uma solução de regulador de tensão duplo chamada DPS (Dual Power System) em suas placas-mães topo de linha, onde se o regulador de tensão da placa-mãe falhar, o regulador de tensão secundário automaticamente entra em ação provendo alimentação para a placa-mãe sem a necessidade de desligar o micro e substituir a placa-mãe. Este sistema também vem com uma ventoinha que ajuda na ventilação da placa-mãe, além de oferecer um interessante aspecto visual, já que esta ventoinha usa um LED azul.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_016.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 16</strong>: DPS da Gigabyte.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_017.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 17</strong>: DPS em ação.
</p>

<p>
	[pagination="Conectores de Som On-board"]
</p>

<p>
	Geralmente as placas-mães com som on-board possuem três conectores: mic in, line in e speaker out. Para placas-mães com som surround (4 canais, 6 canais ou até 8 canais de áudio) mais conectores são necessários e na maioria das vezes esses conectores extras vêm na forma de plugues externos que acompanham a placa-mãe. Alguns fabricantes estão colocando esses plugues extras na placa-mãe em vez do uso de plugues externos.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_018.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 18</strong>: Plugue externo contendo os conectores de áudio.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_019.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 19</strong>: Placa-mãe da EpoX onde o fabricante integrou todos os conecotres de áudio diretamente na placa-mãe, não precisando assim da utilização de plugues externos como mostrado acima.
</p>

<p>
	Uma outra opção de áudio que alguns modelos de placas-mães possuem é o conector SPDIF (áudio digital). Leia nosso artigo <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/audio/tudo-o-que-voc%C3%AA-precisa-saber-sobre-a-conex%C3%A3o-spdif-r34198/" rel="" target="_blank">Conexão SPDIF</a> para saber mais sobre o assunto. Como acontece com os conectores de áudio analógico, a conexão SPDIF pode estar disponível na forma de plugues extras ou pode estar soldada diretamente na placa-mãe. O plugue externo mostrado na Figura 18 possui saídas SPDIF (digital e coaxial). Já a placa-mãe da Figura 20 possui os conectores SPDIF soldados diretamente nela.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_020.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 20</strong>: Placa-mãe da EpoX com conectores SPDIF on-board (um laranja e o outro preto nas bordas e cinza no interior).
</p>

<p>
	Quanto menos plugues externos você tiver em seu computador, melhor, já que você terá uma melhor circulação de ar dentro do gabinete. Por esse motivo é mais interessante ter todos os conectores de áudio soldados diretamente na placa-mãe.
</p>

<p>
	[pagination="Cabos Arredondados e Conclusão"]
</p>

<p>
	Muitos fabricantes estão vendendo sua placas-mães com cabos arredondados. Este tipo de cabo ajuda a melhorar a ventilação dentro do computador já que eles ocupam menos espaço dentro do gabinete.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Pequenos Detalhes de Placas-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/600_021.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 21</strong>: Cabos arredondados.
</p>

<p>
	[pagination="Conclusão"]
</p>

<p align="left">
	Nosso objetivo nesse artigo era mostrar a você que os principais fabricantes de placas-mães estão investindo muito em recursos extras e para te dar uma ideia geral dos recursos que você pode encontrar hoje. Existem muitos outros recursos interessantes que os fabricantes adicionam aos seus produtos que não comentamos, como por exemplo, painéis frontais para o caso do seu micro ter muitos conectores, leitores de cartões de memória, fones de ouvido, chaves de fenda, controle remoto, etc.
</p>

<p>
	No final quem sai ganhando somos todos nós, que temos acesso a produtos cada vez melhores.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34200</guid><pubDate>Sun, 17 Apr 2005 19:57:00 +0000</pubDate></item><item><title>Dispositivos AMR, CNR e ACR</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/dispositivos-amr-cnr-e-acr-r33869/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_08/Gemini_Generated_Image_1a8coq1a8coq1a8c.jpg.1c5131eb5fe7e43bf778ade69792a903.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	AMR (Audio Modem Riser), CNR (Communications and Network Riser) e ACR (Advanced Communications Riser) são slots que você pode encontrar em sua placa-mãe e que possuem o mesmo objetivo: permitir que dispositivos HSP (Host Signal Processing) sejam instalados no micro. Estes dispositivos podem ser modems, placas de som e placas e rede.
</p>

<p>
	Os dispositivos HSP são controlados pelo processador do micro. Como resultado, os dispositivos HSP são baratos, já que não possuem nenhum circuito complexo. Por outro lado, o micro perde um pouco do seu desempenho, já que o tempo do processador será utilizado para controlar estes dispositivos. Os dispositivos HSP são também conhecidos como “soft modems” ou “win modems”.
</p>

<p>
	Geralmente, os dispositivos AMR, CNR e ACR são oferecidos pelo fabricante da placa-mãe como uma opção. Por exemplo, sua placa-mãe pode ter um modem AMR como uma opção. Você pode também comprar tais dispositivos no mercado. Um modem AMR custa na faixa de US$ 15, nos EUA, mas eles não são encontrados com facilidade.
</p>

<p>
	Você encontrará apenas um desses slots por vez. Por exemplo, se sua placa-mãe tem slot AMR, você não encontrará um slot CNR ou ACR.
</p>

<p>
	Falaremos nas próximas páginas sobre as diferenças entre estes slots.
</p>

<p>
	[pagination="AMR (Audio Modem Riser)"]
</p>

<p>
	O slot AMR pode ser encontrado no meio da placa-mãe, ao lado do slot AGP.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Dispositivos AMR, CNR e ACR" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/319_01.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1</strong>: Localização do slot AMR.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Dispositivos AMR, CNR e ACR" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/319_02.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2</strong>: Exemplo de um modem AMR.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Dispositivos AMR, CNR e ACR" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/319_03.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3</strong>: Modem AMR instalado na placa-mãe.
</p>

<p>
	[pagination="CNR (Communications and Network Riser)"]
</p>

<p>
	O slot CNR está localizado na extremidade da placa-mãe, próximo ao último slot PCI. Como você pode ver comparando as Figuras 1 e 4, os dispositivos AMR e CNR são um pouco diferentes, apesar dos slots serem muito parecidos. Não apenas a borda do conector (a parte que entra no slot) é diferente, a placa tem uma orientação diferente. Os conectores de entrada e saída ficam localizados no lado esquerdo em um dispositivo AMR, enquanto que em dispositivos CNR estes conectores localizam-se no lado direito.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Dispositivos AMR, CNR e ACR" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/319_04.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4</strong>: Localização do slot CNR.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Dispositivos AMR, CNR e ACR" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/319_05.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 5</strong>: Exemplo de um modem CNR.[pagination="ACR (Advanced Communications Riser)"]
</p>

<p>
	Este slot foi criado pela ASUS e você o encontrará apenas em placas-mães deste fabricante. Fisicamente o slot ACR é muito diferente do AMR e CNR, porque ele utiliza o mesmo tipo de slot do barramento PCI, só que rotacionado 180 graus. Por isso, o slot ACR é branco (os slot CNR e AMR costuma ser marrons) e maior do que os slots que vimos anteriormente. Ele fica localizado no mesmo local do slot CNR: na extremidade da placa-mãe, próximo ao último slot PCI.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Dispositivos AMR, CNR e ACR" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/319_06.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 6</strong>: Localização do slot ACR.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Dispositivos AMR, CNR e ACR" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/319_07.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 7</strong>: Exemplo de uma placa de som ACR
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">33869</guid><pubDate>Fri, 29 Apr 2005 00:06:00 +0000</pubDate></item><item><title>Como instalar uma placa-m&#xE3;e</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/como-instalar-uma-placa-m%C3%A3e-r34479/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_08/Gemini_Generated_Image_wjbk51wjbk51wjbk.jpg.f0ecc8f0c11d160365db6bb5244ec3c6.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	Instalar uma placa-mãe parece ser uma tarefa muito fácil. Acontece que existem alguns macetes envolvidos no processo de montagem que devem ser levados em consideração na hora de instalar uma placa-mãe. Se a sua placa-mãe não for corretamente instalada, você enfrentará sérios problemas de superaquecimento, travamentos e/ou resets aleatórios. Este tutorial é um guia passo-a-passo de como instalar corretamente uma placa-mãe, evitando assim os problemas citados.
</p>

<p>
	<strong>"Acertando Buracos"</strong>
</p>

<p>
	A placa-mãe é instalada dentro do gabinete do computador. Por isso, o primeiro passo é abrir o gabinete e localizar a chapa metálica onde a placa-mãe é aparafusada. Normalmente esta chapa pode ser removida desparafusando ela da parte traseira do gabinete e deslizando a mesma em direção à frente do gabinete. Você deve removê-la do gabinete para poder instalar a placa-mãe. Essa chapa possui vários furos, como você pode ver na Figura 1.
</p>

<p align="center">
	<a rel=""><strong><img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_001.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"></strong></a><br>
	<strong>Figura 1</strong>: Chapa metálica onde a placa-mãe será aparafusada.
</p>

<p>
	A placa-mãe também possui vários furos, como você pode ver na Figura 2 (utilizamos setas vermelhas para indicar a localização dos furos na placa-mãe).
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_002.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2</strong>: Furos na placa-mãe.
</p>

<p>
	Você deve posicionar a placa-mãe sobre a chapa metálica e verificar quais furos da chapa metálica coincidem com os furos da placa-mãe, como mostramos na Figura 3. Como você pode ver comparando as Figuras 1 e 2, a chapa metálica possui mais furos do que são necessários. Em cada furo da chapa metálica que coincidir com um dos furos da placa-mãe você deverá instalar um parafuso de fixação (falaremos mais sobre isso adiante). Já os furos da chapa metálica que não coincidirem com nenhum dos furos da placa-mãe você deve simplesmente deixá-los como estão. Algumas vezes você encontrará furos na placa-mãe que simplesmente não coincidem com nenhum dos furos da chapa metálica. Isto é completamente normal. Você pode ver na Figura 3 que um dos furos da placa-mãe não coincide com nenhum dos furos da chapa.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_003.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3</strong>: Posicionando a placa-mãe sobre a chapa metálica de modo a coincidir os furos da chapa com os furos da placa-mãe.
</p>

<p>
	Junto com o gabinete vem todo o material necessário para a instalação da placa-mãe, como parafusos, parafusos de fixação (que de um lado são parafusos e, de outro, são porcas), arruelas, espaçadores e acabamentos metálicos. Nos furos da chapa metálica que coincidam com os furos existentes na placa-mãe você deverá aparafusar um parafuso de fixação (parafuso-porca). Eles podem ser facilmente instalados girando-os no sentido horário utilizando o seu dedo polegar e o indicador.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_004.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4:</strong> Parafusos de fixação, parafusos e arruelas que vêm junto com o gabinete.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_005.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 5</strong>: Chapa metálica após a instalação dos parafusos de fixação.
</p>

<p>
	[pagination="Instalando a Placa-Mãe na Chapa Metálica"]
</p>

<p>
	Agora você deve posicionar a placa-mãe sobre a chapa metálica novamente e colocar um parafuso em cada um dos parafusos de fixação (parafusos-porca) instalados anteriormente. Porém, existe um detalhe muito importante que muita gente não sabe. Se você prestar atenção nos furos da placa-mãe, você notará dois tipos de furos: metalizados e não-metalizados. Como o nome já sugere, os furos metalizados possuem uma camada metálica ao redor. Preste atenção na Figura 6 para ver a diferença entre esses dois tipos de furo.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_006.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 6</strong>: Diferença entre um furo metalizado e um não-metalizado.
</p>

<p>
	Nos furos metalizados você pode utilizar diretamente um parafuso, mas já nos furos não-metalizados você não poderá fazer isso. No caso dos furos não-metalizados, você precisará colocar um isolamento apropriado, de modo a não danificar a placa-mãe. Esse isolamento é feito com a utilização de arruelas de cartolina que acompanham o gabinete. Você deverá colocar duas arruelas de cartolina em cada furo, sendo que uma deverá ficar embaixo do furo e outra acima dele, fazendo um "sanduíche" com o furo da placa-mãe.
</p>

<p>
	Um erro bastante comum cometido durante a instalação de uma placa-mãe é utilizar em todos os furos arruelas de cartolina. Isso não deve ser feito. Os furos metalizados foram metalizados para que pudessem ser aterrados com o gabinete.Na verdade, você provavelmente não encontrará nenhum furo não-metalizado em placas-mães vendidas hoje. Caso venha a encontrar, quase sempre não haverá coincidência com nenhum dos furos da chapa metálica do gabinete. Por isso, deixe de lado as arruelas de cartolina que acompanham o gabinete e não as utilize na instalação da placa-mãe.
</p>

<p>
	Um outro erro comum e perigoso é utilizar espumas antiestáticas (uma espuma normalmente rosa que vem com a placa-mãe) entre a placa-mãe e a chapa metálica do gabinete. Algumas pessoas acreditam que essa espuma serve para evitar que a placa-mãe entre em contato com a chapa metálica, evitando assim um curto-circuito. Esse pensamento é completamente equivocado. Primeiro, se você instalar corretamente todos os parafusos de fixação e instalar um parafuso em cada um dos furos da placa-mãe, a placa-mãe nunca tocará na chapa metálica do gabinete. Em segundo lugar, a instalação dessa espuma impede a correta dissipação térmica da placa-mãe, fazendo com que o micro apresente funcionamento errático devido ao superaquecimento. O espaço entre a placa-mãe e a chapa metálica é usado para dissipar o calor gerado pela placa-mãe e nada deve utilizado nele.
</p>

<p>
	Para mais informações sobre erros cometidos durante a instalação de uma placa-mãe, leia esses dois artigos: <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/outros/erros-t%C3%ADpicos-de-montagem-r34283/" rel="" target="_blank">Erros típicos de montagem</a> e Gabinetes: <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/refrigeracao/gabinetes-como-evitar-o-superaquecimento-r34453/" rel="" target="_blank">Como evitar o superaquecimento</a>.
</p>

<p>
	Na Figura 7 você pode ver uma placa-mãe corretamente instalada na chapa metálica do gabinete.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_007.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 7</strong>: Placa-mãe corretamente instalada na chapa metálica do gabinete.
</p>

<p>
	Você pode estar pensando agora que o próximo passo é instalar a chapa metálica na parte traseira do gabinete, já que a placa-mãe está devidamente instalada na nela. Mas não é. Antes disso, você precisará fazer algumas coisas.
</p>

<p>
	[pagination="Instalando o Acabamento do Gabinete"]
</p>

<p>
	Primeiro, você precisará preparar o gabinete. Se você prestar atenção, o gabinete possui uma abertura retangular medindo 15,87 cm x 4,44 cm para acomodação dos plugues disponíveis na parte traseira da placa-mãe. Essa abertura é tampada com um acabamento metálico que possui pequenos furos que coincidem com os plugues disponíveis na placa-mãe. Você precisa verificar se os plugues da sua placa-mãe coincidem com os furos do acabamento metálico que vem com o gabinete. Veja nas Figuras 8 e 9.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_008.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 8</strong>: Existem vários plugues na parte de trás de uma placa-mãe.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_009.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 9</strong>: Acabamento metálico que veio junto com o nosso gabinete.
</p>

<p>
	Em nosso caso, os furos do acabamento metálico do gabinete não coincidiram com os plugues disponíveis em nossa placa-mãe. Por isso, tivemos que remover esse acabamento usando um alicate e substituímos por um acabamento compatível com os plugues da nossa placa-mãe. Placas-mãe geralmente vêm com um acabamento metálico compatível com seus plugues. Já os gabinetes vêm com um acabamento padrão, que nem sempre é compatível com todas as placas-mães.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_010.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 10</strong>: Tivemos que remover o acabamento que veio junto com o gabinete.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_011.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 11</strong>: Acabamento que veio junto com a nossa placa-mãe.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_012.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 12</strong>: Gabinete com o novo acabamento metálico instalado.
</p>

<p>
	[pagination="Instalando o Processador e a Memória"]
</p>

<p>
	Agora que você preparou o gabinete, você pode instalar o processador, o cooler do processador e os módulos de memória na placa-mãe. Claro que você pode fazer isso depois, mas instalar estes componentes enquanto a placa-mãe ainda está fora do gabinete é bem mais fácil.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_013.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 13</strong>: Processador, cooler e módulos de memórias instalados na placa-mãe.
</p>

<p>
	Coloque a placa-mãe próxima ao local onde ela será instalada no gabinete, como mostrado na Figura 14. Não instale a placa-mãe dentro do gabinete ainda. Antes disto, você terá de instalar todos os fios e cabos do gabinete na placa-mãe. Você pode fazer isso depois, mas instalar esses fios e cabos enquanto a placa-mãe ainda está fora do gabinete é bem mais fácil.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_014.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 14:</strong> Posicionando a placa-mãe para a instalação dos cabos.
</p>

<p>
	[pagination="Instalando os Fios do Painel Frontal"]
</p>

<p>
	Localize na sua placa-mãe os conectores do painel frontal (ver Figura 15). Você deverá instalar os fios correspondentes que vêm do painel frontal do gabinete nesses conectores (ver Figura 16).
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_015.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 15</strong>: Conectores do painel frontal de uma placa-mãe.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_016.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 16</strong>: Fios do painel frontal do gabinete.
</p>

<p>
	Você encontrará os seguintes fios:
</p>

<ul>
	<li>
		Chave Reset (não tem polaridade)
	</li>
	<li>
		Chave Power (não tem polaridade), algumas vezes é também chamada de Chave Standby
	</li>
	<li>
		LED Power (tem polaridade), algumas vezes é também chamada de Message LED
	</li>
	<li>
		LED HDD (tem polaridade)
	</li>
	<li>
		Alto-falante (tem polaridade)
	</li>
</ul>

<p>
	É só instalar esses fios nos conectores de mesmo nome na placa-mãe. Os fios que possuírem polaridade deverão ser instalados observando a marcação de positivo (+) e negativo (-) presente na placa-mãe. Os fios de cor branca ou preta deverão ser instalados no pólo negativo (-) da placa-mãe.
</p>

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	Em algumas placas-mães, os conectores do painel frontal são coloridos, como você pode ver na Figura 15. O problema é que nem sempre as cores dos conectores do painel frontal da placa-mãe correspondem com as cores dos fios do gabinete. Por isso, não siga o esquema de cores na hora de instalar os fios do painel frontal.
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	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_017.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 17</strong>: Fios do painel frontal devidamente instalados na placa-mãe.
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<p>
	Se o seu gabinete também possui portas USB e conectores de áudio frontais, leia nossos tutoriais <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/gabinetes/instalando-portas-usb-frontais-r34217/" rel="" target="_blank">Instalando Portas USB Frontais</a> e <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/gabinetes/instalando-conectores-de-%C3%A1udio-frontais-r34216/" rel="" target="_blank">Gabinetes com Plugs do Som na Frente</a>.
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	[pagination="Instalando Conectores Externos, Drives e a Fonte"]
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<p>
	Junto com a placa-mãe vêm alguns conectores externos, como portas USB adicionais, portas FireWire e conectores de áudio (ver Figura 18). Agora você pode instalar estes conectores na placa-mãe, mas não efetuando a sua instalação no gabinete. Você pode fazer isso depois, é claro, mas instalar esses conectores enquanto a placa-mãe ainda está fora do gabinete é bem mais fácil.
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	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_018.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 18</strong>: Conectores externos de uma placa-mãe.
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	Você deve instalar esses conectores seguindo orientações descritas no manual da sua placa-mãe. Nós não podemos explicar aqui onde exatamente esses conectores são instalados, pois a localização dependendo do modelo da placa-mãe.
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	O próximo passo é instalar os cabos do disco rígido, unidades ópticas e de disquete. Se você ainda não instalou esses dispositivos dentro do gabinete essa é uma boa hora.
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	O cabo do disco rígido deve ser instalado na porta IDE1 (primária) e o cabo das unidades ópticas deve ser instalado na porta IDE2 (secundária). O cabo da unidade de disquete deve ser instalado em um conector da placa-mãe chamado “FDD” ou “Floppy”. Para instalar esse cabo, apenas preste atenção no fio vermelho, que o fio indicador de “pino 1”, e que deverá ser instalado de modo que o fio vermelho coincida com a marcação de “pino 1” existente no conector da placa-mãe. Essa marcação é geralmente o número “1” ou “2” impresso em um dos lados do conector (o lado oposto deve ser marcado como “40” ou “39”, ou “33” ou “34” no caso do conector da unidade de disquete).
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	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_019.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 19</strong>: Cabos do disco rígido e das unidades ópticas e de disquete instalados corretamente.
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	O próximo passo é conectar a fonte de alimentação. A fonte de alimentação possui um conector de 20 pinos e sua placa-mãe pode ter um conector extra de 4 pinos chamado ATX12V, que deve também ser instalado (nem todas as placas-mães possuem este conector extra). Você pode precisar levantar sua placa-mãe em um ângulo de 45º em relação à mesa em que você está montando o micro, já que geralmente os fios da fonte de alimentação não são compridos o suficiente para alcançar a placa-mãe enquanto ela está fora do gabinete.
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	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_020.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 20</strong>: Instalando o conector da fonte de alimentação.
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	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_021.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 21</strong>: Instalando o conector ATX12V (apenas se a sua placa-mãe possuir esse conector).
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	[pagination="Instalando a Placa-Mãe no Gabinete"]
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	O passo final é instalar a placa-mãe dentro do gabinete. Posicione a placa-mãe corretamente (ver Figura 22) e deslize-a na direção da parte traseira do gabinete (ver Figura 23). Feito isso, aparafuse a chapa metálica onde a placa-mãe está instalada na parte de traseira do gabinete.
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	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_022.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 22</strong>: Instalando a placa-mãe no gabinete.
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	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_023.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 23</strong>: Instalando a placa-mãe no gabinete.
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	Agora aparafuse os conectores externos em seus devidos locais no gabinete.
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	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_024.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 24</strong>: Aparafusando os conectores externos.
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	Por último, organize os cabos no interior do gabinete. Veja na Figura 25 como o nosso micro ficou depois que instalamos a placa-mãe. Você pode ver que os cabos ficaram espalhados. Os fios e os cabos devem ser organizados de modo que eles não atrapalhem o fluxo de ar dentro do gabinete ou você poderá ter problemas de superaquecimento. Na Figura 26 você pode ver nosso micro após a organização dos cabos.
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	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_025.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 25</strong>: Nosso micro após a instalação da placa-mãe.
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	<img alt="Como Instalar uma Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1033_026.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 26</strong>: Nosso micro após a organização dos cabos.
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	Pronto, sua placa-mãe está agora corretamente instalada e você não terá dores de cabeça. Instale os outros dispositivos que você queira em seu computador e ele estará pronto para a instalação do sistema operacional.
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]]></description><guid isPermaLink="false">34479</guid><pubDate>Tue, 21 Jun 2005 03:53:00 +0000</pubDate></item></channel></rss>
