Teste da Placa de Rede Killer Xeno Pro da EVGA
Por André Gordirro em 03 de agosto de 2009

Introdução

Quem já não gritou “droga de internet” quando a conexão atrapalhou uma boa partida online? Não importa a potência do computador, tem horas que o lag (o atraso na comunicação entre um PC e um servidor, por exemplo) é inevitável e mata qualquer diversão. Para tentar minimizar esses percalços, a BigFoot Networks está lançando a Killer Xeno Pro, uma placa de rede comercializada pela EVGA que assume as tarefas daquela integrada à placa-mãe de um PC e retira do Windows o gerenciamento da conexão, otimizando a banda para jogos online. A operação é um pouco mais complexa, mas a intenção desse teste é se, realmente, ela cumpre o que promete.

Killer Zeno Pro
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Figura 1: A Killer Xeno Pro.

A Killer Xeno Pro, em si, é uma placa de rede PCI Express x1 com entrada para o cabo de rede, uma porta USB 2.0 e conexões de áudio e microfone. Tem um processador PowerPC de 400 MHz com 128 MB de DDR2 RAM. A instalação é facílima: basta plugar em um slot PCI Express vago na placa-mãe, desabilitar a placa de rede onboard (pelo Painel de Controle ou pelo setup da placa-mãe) e instalar o driver para que a Killer Xeno Pro assuma o controle do gerenciamento da rede na máquina.

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Figura 2: Conexões.

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Figura 3: Conectada na máquina.

Funcionamento

A Killer Xeno Pro funciona substituindo o Windows no papel de passar pacotes de dados vindos da rede diretamente para a aplicação, sem usar o processador da máquina em qualquer etapa, diferentemente do que ocorre com as placas de rede on-board. Em termos leigos, a Killer Xeno Pro seria como um porteiro dedicado que recebe as suas encomendas e vai diretamente para o seu apartamento entregá-las, ao invés de deixar que elas se acumulem na portaria com os pacotes dos outros moradores para depois distribuí-los no fim do dia. Ou seja, o Windows é um mau gerente de distribuição dos recursos da banda de Internet, enquanto a Killer Xeno Pro assume essa administração e prioriza a atividade de rede para jogos on-line.

Como ela tem um processador, memória e uma saída para armazenamento (a porta USB, onde se pode conectar um pen drive, por exemplo), a Killer Xeno Pro é praticamente um computador isolado montado em uma placa PCI Express. Algumas funções ainda não foram exploradas por aplicativos, mas teoricamente é possível, por exemplo, rodar programas através de sua memória, como um cliente de Torrent, e gravar o arquivo baixado diretamente em um pen drive plugado na placa, ignorando o sistema completamente.

Ao clicar no ícone da Xeno, surge um menu onde o usuário pode optar pelo “game mode”, que faz a placa assumir o controle da banda para otimizar a jogatina; “application mode”, para regular o fluxo por aplicativo; “Xeno configuration”, que abre o painel de controle da placa; e, finalmente, “bandwith control”, para ajuste da banda.

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Figura 4: Menu do usuário.

O usuário pode fazer o ajuste fino por aplicativo e determinar valores máximos e mínimos de download e upload, e também escolher que a função VoIP de alguns jogos seja controlada pela Xeno, tirando essa tarefa dos ombros do sistema e garantindo menos lag na comunicação entre jogadores.

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Figura 5: Configuração.

Nossos Testes

Testamos a Killer Xeno Pro jogando Team Fortress 2 e World of Warcraft, enquanto que simultaneamente baixamos arquivos via cliente Torrent para ver como a placa gerenciava as pilhas de protocolos e se tivemos ganho, ou pouca interferência, com a experiência de jogo. Para medir a quantidade de quadros por segundo usamos o programa gratuito FRAPS. Naturalmente, comparamos valores com a placa de rede integrada da nossa placa-mãe e a Killer Xeno Pro.

Vale lembrar que esse teste é sujeito a variáveis fora do nosso controle. Os elementos mudam a toda hora – número de jogadores no servidor, intensidade da ação etc – para que se tenha um cenário uniforme de teste. Ainda assim, no caso de Team Fortress 2, testamos sempre no mesmo mapa, de preferência lotado, e procurando estar no meio da ação, para medir o número de quadros por segundo e a latência.

A média de quadros por segundo melhorou com o uso da placa, tanto com o jogo rodando sozinho quanto com um servidor de torrent ligado. Ganhamos cerca de 5 a 6 quadros por segundo nas duas situações, de 120 para 126 FPS e 118 para 123 FPS, respectivamente. Tivemos uma melhoria na latência, uma vez que costumamos jogar nos mapas gringos e geralmente somos expulsos por ultrapassar o ping máximo (200 a 300 ms, dependendo do humor do servidor). Mesmo com um arquivo de 550 MB sendo baixado, conseguimos nos manter até mesmo no servidor de 200 ms (apesar de perto do valor de expulsão), algo impossível se usássemos a placa de rede on-board. Ponto pra Xeno Pro.

O teste foi mais difícil no World of Warcraft pelo nível médio de nosso bravo herói Ogrum (Warrior 38). Tivemos que apelar para a conta de um amigo com um rol de personagens de elite, capazes de entrar nas áreas mais populosas e perigosas (leia-se com muita ação) do jogo. A quantidade de quadros por segundo manteve-se em regulares 70 FPS tanto com a placa de rede on-board ou com a Killer Xeno Pro ou, ainda, com esta última realizando um download via Torrent. Em termos de latência, ganhamos cerca de 10 ms com o uso da placa da BigFoot Networks.

Nenhum dos resultados, na verdade, significou a vida ou a morte em jogo, ou mesmo um avanço tão significativo capaz de deixar o queixo caído. O melhor desempenho aconteceu no Team Fortress 2 por causa de nosso costume de jogar em servidores nos EUA, o que sempre deixa o ping alto. Sob a melhor gestão da Killer Xeno Pro, paramos de ser expulsos do jogo. Apesar de os resultados não serem espetaculares – uma conexão ruim continuará sendo ruim, não há mágica que mude isso –, a placa cumpriu o que prometeu. Fica, no entanto, a questão da utilidade. A Killer Xeno Pro não é indicada para jogadores casuais, que não vão perceber a pequena diferença que ela promove refletida no desempenho das partidas. Aqui no Brasil, ela é até útil para quem gosta de jogar em servidores estrangeiros, porque diminui a diferença entre o nosso ping e o dos colegas gringos. E para quem precisa impreterivelmente baixar algo mesmo jogando, ela também dá conta do recado. A questão toda é se você está disposto a desembolsar US$ 130 nos EUA (se chegar ao Brasil sairá na faixa dos R$ 520) para ter uma placa dessas.

Principais Especificações

As principais especificações da placa de redeKiller Xeno Pro são:

  • Velocidade: 10/100/1000 Mbps
  • Processador de 400 MHz
  • Memória: 128 MB DDR PC2100 266 MHz
  • Conexão: PCI Express x1
  • Entrada de rede, USB 2.0, áudio e microfone 3,5 mm
  • Dimensões: 10 x 11,5 x 2 cm
  • Peso: 113 g
  • Verdadeiro Fabricante: Bigfoot Networks
  • Mais informações: http://www.evga.com
  • Preço sugerido nos EUA: USD 130.00

Conclusões

Pontos Fortes

  • Facilidade de instalação
  • Aplicativo simples
  • Aumenta a quantidade de quadros por segundo e diminui o lag
  • Permite jogar e fazer downloads sem emperrar a conexão

Pontos Fracos

  • Melhora não é significativa a ponto de justificar o investimento (tradução: péssima relação custo/benefício)
  • Não é interessante para o jogador casual
  • Não vai melhorar uma conexão ruim

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-da-Placa-de-Rede-Killer-Xeno-Pro-da-EVGA/1727

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