
Sempre que recebemos um mouse para testar, ouvimos de alguns amigos: “e é grande?”. Começamos a notar que não apenas os canhotos são esquecidos pelos fabricantes de mouses; muitas vezes quem é, digamos, bem dotado em termos de mão fica sem um produto adequado. Para atender a esse público, a OCZ lança o Behemoth, um mouse para jogos que segue os padrões do mercado – peso ajustável, botões e perfis configuráveis, alta precisão – e tem dimensões maiores. Em tempo: o termo “behemoth” não tem tradução direta para o português, mas é uma palavra que indica uma criatura de dimensões descomunais; é oriundo da Bíblia, em hebreu, e no santo texto indicava um hipopótamo.
clique para ampliarFigura 1: O Behemoth.
Além do tamanho maior, o mouse chama a atenção por ter espaço para os dedos mindinho e anelar na lateral direita. Acima há a roda de navegação (que não acende), um botão para aumentar a resolução em três etapas, e outro ao alcance do polegar para navegação na Internet. Na parte de baixo vemos o canhão laser, algumas ranhuras para passar o cabo ( que é coberto por tecido), o botão de seleção de perfis, os cinco “pés” de teflon para permitir um deslize perfeito e o compartimento com cinco pesinhos de 4,5 gramas, que podem alterar o peso final do mouse em até 22,5 gramas. As ranhuras são um achado porque o usuário pode ajustar a saída do cabo como quiser, permitindo, por exemplo, que saia pela lateral do mouse. Não é uma função que vai revolucionar o mercado, mas é um toque bacana.
clique para ampliarFigura 2: Visão de baixo.
Durante o uso, tanto jogando como trabalhando, os botões tradicionais e a roda de navegação funcionaram adequadamente, e o tamanho do mouse, aliado à cobertura emborrachada, permitiu uma pegada confortável e ergonômica. Para quem tem mão pequena ou está acostumado com mouses menores, é como se saísse uma cama de solteiro para uma de casal. Encontramos o único problema com o botão lateral esquerdo, que é duro e não é facilmente alcançável para quem não tem mão grande, pois o polegar do usuário fica longe dele. A OCZ podia tê-lo feito mais sensível e menos resistente ao toque; em termos de jogo, o acionamento difícil de um botão é um detalhe fatal.
clique para ampliarFigura 3: Comparando com o Equalizer da OCZ.