Um dos motivos pelos quais os computadores não alcançam todo o seu poder computacional é devido ao baixo desempenho da memória RAM. Isto acontece porque o processador é muito mais rápido do que a memória RAM e muitas vezes ele tem que ficar esperando a memória para poder entregá-lo um determinado dado. Durante esse tempo de espera o processador fica ocioso, esperando a lenta memória RAM terminar o seu trabalho. Em um computador ideal, a velocidade da memória deve ser igual a do processador.
Mas é muito pouco provável que um dia a memória RAM alcance o desempenho do processador. Atualmente, com os processadores trabalhando com clocks acima de 3 GHz, a memória RAM ainda trabalha a no máximo 400 MHz.
Há alguns anos, uma solução foi criada para compatibilizar o desempenho do processador com o da memória RAM e que ainda continua sendo utilizada até os dias de hoje. O processador possui duas freqüências de operação, uma interna –que é utilizada internamente pelo processador para executar as instruções, e uma externa, usada pelo processador para acessar os dispositivos externos especialmente a memória RAM.
Mas mesmo com a criação dessa técnica não foi possível compatibilizar a velocidade do processador com a da memória. Os processadores da Intel disponíveis atualmente trabalham externamente a 400 MHz, 533 MHz, 800 MHz, ou até mesmo a 1.066 MHz, enquanto que o clock da memória continua a 400 MHz. Memórias DDR2 com clock de 533 MHz estão começando aparecer no mercado, mas ainda são raras.
As memórias Dual Channel vêm como uma solução para o problema da lentidão das memórias, já que com essa técnica o desempenho da memória RAM é dobrado. Para usar as memórias Dual Channel sua placa-mãe deve ter suporte a essa tecnologia e você terá que usar dois módulos de memórias iguais. Falaremos mais sobre as memórias Dual Channel adiante. Mas antes vamos entender um pouco melhor sobre o “gargalo” causado na comunicação do processador com a memória. |