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IDF Fall 2003 - 2º Dia

       
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Veja a cobertura completa do segundo dia de eventos da IDF Fall 2003, leia sobre placas-mãe BTX, tecnologias da Adaptec e Marvell e memórias DDR-2.

IDF Fall 2003 - 2º Dia
Gabriel Torres Editor executivo do Clube do Hardware

Placas-mãe BTX

A grande novidade de hoje foi o lançamento de um novo formato de placas-mães, chamado BTX (Balanced Technology Extended), anteriormente conhecido dentro da Intel pelo nome-código Big Water. Este novo padrão poderá substituir o atual padrão ATX nos próximos anos.

Há diferenças significativas entre os padrões ATX e BTX e, por isso, placas-mães BTX não poderão ser instaladas em gabinetes ATX bem como placas-mães ATX não poderão ser instaladas em gabinetes BTX.

A migração do padrão BTX para o ATX, contudo, poderá demorar. Apesar da especificação BTX ter sido lançada, especificações sobre fontes e gabinetes BTX ainda não foram lançadas, sendo que a especificação BTX só estará totalmente completa em abril de 2004. Ou seja, podemos seguramente prever que placas-mães e gabinetes BTX só começarão a ser populares em 2006, se levarmos em conta o mesmo tempo que o padrão ATX demorou para se popularizar no Brasil (o padrão ATX foi lançado em 1995, mas só começamos a vê-lo com maior freqüência a partir de 1997).

Mas, afinal, o que muda e porque um novo formato de placas-mães?

O novo formato foi lançado por dois motivos básicos: melhorar a dissipação térmica do computador (isto é, sua ventilação interna) e padronizar formatos de placas-mães de tamanho reduzido (cá entre nós, foi a resposta da Intel para o padrão ITX da VIA). Cada fabricante que hoje em dia produz um PC de tamanho reduzido ou está usando o padrão ITX da VIA ou então está usando um padrão próprio.

O BTX possui três tamanhos básicos: picoBTX (20,32 cm x 26,67 cm), microBTX (26,41 cm x 26,67 cm) e BTX (32,51 cm x 26,67 cm). O padrão da ITX da VIA, que mede 21,5 cm x 19,1 cm continua menor que o picBTX da Intel. Os dois padrões medem quase a mesma coisa do que o microATX e o ATX.

O que mudou foi a disposição interna dos componentes, que ficarão em uma posição "espelhada" em relação ao ATX. Os slots foram colocados hoje onde fica os conectores dos componentes on-board, e a memória RAM foi colocada hoje onde os slots estão instalados. Outra mudança foi a distância da placa-mãe para o chassi metálico do gabinete, que passou a ter 10,6 mm, sendo uma distância maior do que no padrão ATX, melhorando o fluxo de ar na parte de baixo da placa-mãe e facilitando o uso de sistemas de fixação do cooler do processador maiores.

Você pode ver o aspecto geral do padrão BTX e a localização dos componentes neste novo formato de placa-mãe nas Figuras de 1 a 3.

A placa da Figura 1 é para gabinetes do tipo torre. a uma primeira vista, parece que não há muita diferença para o ATX. Mas é só impressão. A placa-mãe está invertida. Como assim? No gabinete ATX, com a frente do gabinete virada para você, temos que a placa-mãe está instalada do lado direito e a parte esquerda é "vazia", ou melhor, é o espaço usado para a passagem de cabos e instalação de placas. No gabinete BTX ocorrerá justamente o inverso. O lado "fechado" (onde a placa-mãe está instalada) é o esquerdo, e o lado "vazio" (passagem de cabos, instalação de placas, etc) é o direito.

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Figura 1: Padrão BTX de placas-mães, gabinetes torre.

Já na Figura 2 nós vemos o padrão de gabinetes BTX desktop (gabinetes "deitados"). A visão é de cima do gabinete. No gabinete desktop as mudanças ficam mais visíveis: as placas de expansão passaram para o lado direito e a fonte de alimentação passou para o lado esquerdo.

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Figura 2: Padrão BTX de placas-mães, gabinetes desktop.

Já na Figura 3 nós temos o gabinete para PCs compactos. A fonte de alimentação, mais uma vez, foi movida para a esquerda.

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Figura 3: Padrão BTX de placas-mães, gabinetes miniatura.

Outra grande diferença introduzida no padrão BTX é a posição do processador na placa-mãe e um duto de entrada de ar posicionado no meio do gabinete, na sua parte frontal. Repare a área em azul marcada em volta do processador nas figuras anteriores. Esta entrada de ar foi desenhada para que o PC use uma ventoinha jogando ar frio diretamente sobre o processador, e o processador usando um dissipador de calor passivo, isto é, sem ventoinha. Além disso, essa ventoinha terá um sistema de controle de velocidade: quando o processador atingir uma determinada temperatura, ela passa a girar mais rapidamente. Como na maior parte do tempo esta ventoinha estará trabalhando a uma velocidade menor do que a sua velocidade máxima, o nível de ruído de computadores baseados no padrão BTX será bem menor.

Outro detalhe interessante é que o circuito regulador de voltagem será colocado bem no caminho do fluxo de ar frio feito por esta ventoinha, melhorando a dissipação térmica dentro do gabinete e aumentando a vida útil do regulador de voltagem (para quem não sabe, é o componente que normalmente queima quando uma placa-mãe "queima").

Por conta desse sistema de ventilação (muito similar ao usado pela Shuttle em seu XPC) o chipset da placa-mãe não precisa usar cooler com ventoinha, nem o processador de vídeo da placa de vídeo.

É claro que possivelmente a PCs de alto desempenho continuem precisando de coolers com ventoinha no chipset e na placa de vídeo.

A fonte de alimentação BTX usa dois plugues, similarmente ao que ocorre com as fontes ATX12V. O plug principal, no entanto, tem mais pinos (24 pinos em vez de 20 pinos), enquanto o plugue auxiliar é idêntico ao plugue usado para a alimentação extra de 12V do padrão ATX12V.

A Intel apresentou um protótipo de PC desktop usando uma placa-mãe BTX durante o IDF, veja abaixo. Repare o duto de ventilação do qual falamos e veja a posição das peças.

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Figura 4: PC desktop BTX.

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Figura 5: PC desktop BTX.

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Figura 6: PC desktop BTX, vista traseira.

Como usual, paralelamente às palestras e aulas do IDF há uma feira de tecnologia, que nesta edição foi bem maior do que a feira do IDF passado, contando com 190 expositores. A maior parte dos expositores ou estava oferecendo ferramentas de desenvolvimento, ou estava mostrando produtos para redes de altíssimo desempenho, assunto que, apesar de interessante, foge ao escopo do nosso site. Ainda teve o caso de expositores que estavam mostrando a mesma coisa que mostraram na edição passada do IDF, como foi o caso da Rambus.

Com isso, selecionamos alguns expositores para falarmos aqui sobre, pois acreditamos que têm a acrescentar aos amantes do hardware.

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