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IDF Spring 2003 - 3º Dia

       
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Veja a cobertura completa do terceiro dia de eventos da IDF Spring 2003, leia sobre a nova tecnologia Serial Attached SCSI e veja como foi a nossa visita à AMD.

IDF Spring 2003 - 3º Dia
Gabriel Torres Editor executivo do Clube do Hardware

Serial Attached SCSI

A grande aula de hoje foi sobre um novo padrão SCSI Serial, desenvolvido para substituir o atual SCSI. Com um detalhe importantíssimo: compatibilidade com discos rígidos Serial ATA. Isso mesmo, você leu correto. Serial ATA e Serial SCSI irão se misturar no futuro, possivelmente em 2005.

Mas como esses dois padrões poderão coexistir? Simples: eles são destinados a mercados diferentes. Enquanto o alvo do Serial ATA é o desktop, o alvo do Serial Attached SCSI é o mercado de servidores.

A comunicação paralela chegou ao seu limite. Isso ocorre porque embora os bits da transmissão sejam transmitidos ao mesmo tempo, eles não são recebidos ao mesmo tempo. Há pequenas diferenças no tempo de recepção dos bits. Enquanto isso não atrapalha em comunicações de baixa velocidade, isso se torna um problema seríssimo em comunicações de alta velocidade, pois essa demora em se ter todos os bits no receptor inviabiliza comunicações mais rápidas. Com isso, não existirá um padrão SCSI acima do 320 (320 MB/s) nem como não haverá um padrão IDE acima do ATA-133 (133 MB/s).

Outro problema curioso diz respeito ao tamanho do conector do disco rígido. Os fabricantes de disco estão querendo migrar do atual tamanho, 3.5", para o tamanho usado em notebooks, 2.5". Mas isso não é possível usando o conector IDE paralelo, pois o carcaça do disco precisa ser grande para acomodar o conector.

Para resolver esses dois problemas, tanto o IDE quanto o SCSI estão migrando para a comunicação serial.

O Serial Attached SCSI (SAS) começará operando a uma taxa de 3 Gbps (300 MB/s), podendo migrar para 6 Gbps (600 MB/s) em seguida. Sua grande vantagem em relação ao padrão Serial SCSI existente atualmente (Fibre Channel, FC) é que ele permite o uso de discos de várias taxas de transmissão usando a taxa máxima do dispositivo. O Fibre Channel nivela por baixol, isto é, se você tem um disco lento misturado com outros rápidos no sistema, o barramento passa a operar na velocidade do dispositivo mais lento, comprometendo o desempenho de todo o sistema.

Como comentamos, o SAS é compatível com o Serial ATA. Isto é, você pode instalar um disco Serial ATA em uma porta SAS e o disco funcionará sem problemas. Incrível, não? Isso funciona porque o conector usado pelo SAS é idêntico ao usado pelo Serial ATA, como você pode ver na Figura 1. Mas o inverso não é verdadeiro, isto é, você não pode instalar um disco SAS em uma porta Serial ATA. Mas como os conectores são iguais, como prevenir o usuário de instalar um disco SAS em uma porta Serial ATA? A solução encontrada foi o uso de um chanfrado delimitador, veja a marcação que fizemos na Figura 1.

IDF Spring 2003 - 3º Dia
Figura 1: Conectores usados pelo Serial Attached SCSI e pelo Serial ATA.

Repare também que tanto o Serial ATA quanto o SAS usa um novo conector de alimentação. Esse conector de alimentação permite o hot swap, troca de disco com o micro ligado. Os primeiros discos rígidos Serial ATA têm também conectores de fonte de alimentação convencional. A tendência é, com o tempo, os discos rígidos não usarem mais o conector de alimentação tradicional, já que, como explicamos, conectores antigos ocupam um espaço muito grande em componentes em que a tendência é serem cada vez menores.

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