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Introdução às Portas Lógicas

       
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 4 comentários

Tudo o que você precisa saber sobre portas lógicas, os componentes básicos da eletrônica digital.

Introdução às Portas Lógicas
Gabriel Torres Editor executivo do Clube do Hardware

Não inversor ou Buffer

Em um não-inversor, também conhecido como buffer, o valor colocado na sua entrada será encontrado em sua saída. Você pode achar que esta é uma porta lógica maluca, já que ela não faz nada. Isto não é verdade, ela tem muitas aplicações importantes em eletrônica digital, como explicaremos abaixo.

Introdução às Portas Lógicas

Figura 23: Não-inversor ou buffer.

A

Y

0

0

1

1

Uma aplicação típica para um buffer é aumentar o fan-out de uma dada porta lógica. Fan-out é o número máximo de portas lógicas que um dado circuito integrado pode ser conectado. Por exemplo, se uma dada porta lógica tem um fan-out de três portas, sua saída só pode ser conectada diretamente a, no máximo, três outras portas lógicas. Se você precisar conectar esta saída a mais do que três portas lógicas, você pode usar um buffer para aumentar o número de portas lógicas que você pode conectar a esta saída.

Uma outra aplicação para o buffer é o uso de um circuito onde o buffer é controlado por um pino chamado gate (o circuito integrado 74367 é um bom exemplo). Nesta aplicação, a porta lógica trabalhará como um portão: ela replicará em sua saída o que está em sua entrada apenas quando seu pino chamado gate está ativado.

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Figura 24: Pinagem do circuito integrado 74367.

Uma outra aplicação para um não-inversor é criar uma linha de atraso. Como cada circuito integrado demora um pouco para replicar em sua saída o que está em sua entrada, um não-inversor pode ser usado para retardar o sinal. Esta idéia é usada em alguns circuitos osciladores digitais, por exemplo. Se você pegar o circuito da Figura 25, se cada porta retarda o sinal 10 ns (nanosegundos), com quatro portas teremos uma linha de atraso de 40 ns.

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Figura 25: Uma linha de atraso.

Uma outra aplicação muito comum para os não-inversores e inversores é ativar circuitos que necessitem de mais corrente ou que precisem trabalhar com tensões diferentes de 5 V como “1”. Este tópico é realmente importante e falaremos mais sobre isso na próxima página.

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Comentários de usuários


Muito bom o artigo. Simples e bem explicativo.

Só não consegui entender muito bem a página 10. Se alguém puder me explicar melhor aquilo lá ficarei agradecido.

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Não tem mistério. Coletor aberto ou dreno aberto são circuitos que você usa quando quer que "1" não seja "5 V" mas outra tensão qualquer, como 12 V, por exemplo. Assim você pode ativar diretamente um circuito de 12 V (um relé, por exemplo).

Ou então para criar uma porta lógica AND "virtual", a junção das saídas será uma porta AND. Assim você economiza uma porta lógica no seu circuito.

Abraços,

Gabriel Torres

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Parabens pelo tutorial

a tempo eu procurava por um tuturial desse tipo gostei muito. Até eu que a muito pouco tempo comecei a estudar um pouco da eletrônica consegui entender bem o tutorial.

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Por indicação de meu professor eu li esse tutorial e achei muito interessante e muito bem explicativo. Gosto muito do site Clube do Hardware.

vocês estão de parabéns!

Flávio

:o

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