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Allan PSJ

Quais as principais diferenças entre as distros do Linux?

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Para qual finalidade cada distro é feita? Se for muito trabalho descrever todas, tem como separar em categorias, para definir as utilidades de cada grupo de distro?

Os comandos básicos dos terminais são os mesmos, ou muda alguma coisa?

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@Allan PSJ Tem de ter-se o cuidado de separar muito bem linux, e distro linux... para não entrar em delongas, vou usar de um elemento bastante simples

 

MOTOR DE FUSCA 1600. eu vou chamar de kernel 1600 ele, certo?

 

Ok? 

 

Kernel 1600 stock. Kernel bruto com o básico - utilização 1

vw-fusca-1600-todo-restaurado-unicotroco

 

2) baseado no básico, mas com requintes de visão, para quem busca algo mais

 

puma-gts-conversivel-impecavel-placa-do-

 

3) kernel stock 1600, mas para quem quer algo a mais que "2"

130513-Miura%201.jpg

 

4) Kernel 1600 mas voltado para passageiros

kombi-1600-standart_d449df88.jpg

 

5) Kernel stock '1600, com não tanta perfumaria, mas uma visão diferente do kernel stock

gol-bx-2-g-20110803.jpg

 

 

Postado isso, eu pergunto agora... você entendeu onde eu quis chegar?

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Gol Chaleira é cruel... que horror.

 

O kernel é, para efeitos práticos, o mesmo em todas elas. O que muda em maior ou menor grau é o espaço de usuário. Resumidamente, podemos separar as distribuições com base em três fatores principais:

 

- Formato e gerenciador de pacotes: DEB, RPM, etc; zypper, yum, apt, etc.

- init: SysV, Upstart, systemd, etc.

- Especificidades de cada distribuição: configuração de rede (ifupdown, NetworkManager, systemd-networkd, Wicked, etc), firewall padrão (ufw, firewalld, SuSEfirewall2, etc), etc.

 

Sobre os comandos, muita coisa é compartilhada, como o básico presente nos programas das suítes coreutils, util-linux, entre outras. Porém, como citado acima, existe uma quantidade significativa que pode variar. Minha recomendação é começar pelas duas famílias principais de distribuições:

 

- Debian-like, pacotes DEB, que inclui o Ubuntu.

- Red Hat-like, pacotes RPM, que inclui o Fedora e RHEL/CentOS. Apesar de não ser um descendente direto, o openSUSE/SLES pode com um pouco de boa vontade ser incluído nesta lista.

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A diferença é que a maioria dos desenvolvedores são egoístas e não se unem, não gostam de ter seu nome como contribuinte e então criam coisas "novas" que funcionam 99% igual a anterior e ainda acham que ela é a melhor coisa do mundo ehehehehe. Por isso temos 4 ou 5 formatos de pacotes (.deb, .rpm, .pkg.tar.gz, etc), vários sistemas de áudio que não funcionam bem, milhares de bibliotecas diferentes e que precisam de manutenção e backporting para não dar conflito com o que é mais novo, etc. E por isso temos o systemd, que ao contrário do que dizem ele funciona MUITO bem. E adivinha? Daqui uns meses esse pessoal que não gosta do systemd vai criar ainda uma coisa nova.

Assim nunca iremos pra frente no mercado de Desktops. Ainda bem que a VALVe e os caras do systemd estão criado PADRONIZAÇÕES, porque se for esperar pela comunidade que temos hoje em dia....

 

Como eu disse antes, há distros que gostam de "mudar a cara", porque os desenvolvedores acham que o jeito deles é o legal. Então os caras do Manjaro vão mudar o XFCE, os caras do Mageia vão mudar o KDE, os caras do Debian vão mudar alguns temas e ícones, etc.

 

No geral as distros se parecem muito. Os comandos que mais mudam são os de gerenciamento de pacotes, por exemplo:

  • No Debian/Ubuntu/Mint você vai usar "apt install" ou "apt update" ou "apt remove", por exemplo;
  • No Arch Linux você vai usar "pacman -S" ou "pacman -Syu" ou "pacman -R"
  • No openSUSE você vai usar "zypper install" ou "zypper up" ou "zypper remove"

Mas isso é só num nível mais "alto", pois nos níveis mais baixos os programas continuam sendo os mesmos (com pequenas alterações).

 

Para entender, imagine um cachorro quente em um pacote cumum. Os caras do Debian pegam esse cachorro quente (.tar.gz) e colocam em outro pacote (.deb). Nesse processo eles removeram um bug, que no nosso exemplo pode ser uma pedrinha de sal grande demais que vai estalar quando você morder. Eles vão usar esse mesmo cachorro-quente "corrigido" por 2 anos (Debian Stable), a mesma receita, etc, até eles testarem um cachorro-quente mais recente e ter certeza que de que não haverá outros problemas (quando eles "congelam" o Debian Testing por 6 meses em busca de bugs).

Os caras do openSUSE pegam o mesmo cachorro quente padrão e colocam-no em seu pacote próprio (.rpm). Nesse processo eles removeram um pouco da mostarda pois tinha muita.

O Arch tabém pega o mesmo cachorro-quente padrão, só que ele não testa tanto e está sempre seguindo as receitas novas. Só que mesmo tendo sempre o último cachorro-quente, o Arch sempre vai ter menos problemas que o Debian sid.

 

No final das contas, o cachorro-quente é o mesmo, o que mudou foram poucas coisas. O Linux (distros) no geral são assim: usam praticamente os mesmos programas (Linux, GCC, Xorg, etc), modificam algo aqui e ali, e pronto.

 

Só que sempre vai ter um maluco que não gosta dos cachorros-quente do mercado, e ele vai gastar muito tempo e dinheiro tentando criar a 9ª maravilha do mundo, e no final o produto dele vai ser 98% igual os outros (vai ter uma salsicha diferente ou 2cm maior), apenas vai se encaixar no gosto do desenvolvedor.

 

Ele podia ter criado uma salsicha nova pra todos, mas não, ele quis ter o próprio nome nela. Algumas pessoas vão gostar da ideia e vão usar a mesma salsicha, e no final das contas é sempre assim: vários formatos e tamanhos de salsicha, e nem todos os pães conseguem espaço pra elas.

Resumindo: O Linux é um lugar onde o esforço é um desperdicio, é um paraíso para a duplicação inútil de horas de trabalho hehehehe


Minha visão de algumas distros.

 

Arch: O Arch quase sempre vai ter a última versão dos programas disponível. Os programas nele vem "padrões", como os desenvolvedores querem, sem ícones ou nada modificado. É maleável, você instala a SUA distro Linux e não "a distro que o carinha tal acha que é perfeita". Instalação mínima, menos espaço, leva pouco tempo para instalar. Manter um Arch rodando requer menos habilidade que manter um Debian ou Ubuntu rodando, mas a instalação é mais difícil (porém você aprende muito mais sobre Linux e como ele funciona). Você instala o Arch uma vez e não instala nunca mais, não existe "upgrade" aqui.

 

Debian: O Debian é estável no sentido de que "muda pouco". Pode haver problemas no lançamento, como programas não sendo inclusos. É ótimo para servidores pois os programas são bem testados, mas com isso você não troca de programas por 2 anos (salvas exceções como navegadores de internet e outros). O Debian Unstable muda bastante, tem programas mais recentes mas também quebra MUITO. Ele não é tão atualizado quanto Arch e é mais bugado. O Debian Testing cai no meio dos dois, mas é o menos inseguro pois uma atualização pode levar de 2 a 10 dias para cair do Unstable.

 

Ubuntu: O Ubuntu até onde sei é o que mais funciona "fora da caixa". A Unity é bastante criticada, e contém Spyware. O UbuntuMATE é um bom sistema, mas mesmo as versões LTS contém vários bugs que nem o Arch tem.

 

Gentoo: O Gentoo é a distro que mais te dá controle, você compila tudo direto da fonte. Mas com isso, pode levar semanas pra compilar o sistema todo.

 

Mint: Considerada uma das mais fáceis distros que há por ai. O Mint pode ser baseado em Ubuntu ou Debian (LMDE). Seleção boa de software, mas o LMDE contém software desatualizado (porém não tanto quanto o Debian Stable). Vem com codes e um monte de programas proprietários instalados por padrão, e não ofere instalação avançada.

 

openSUSE: A melhor integração do KDE está no openSUSE. Há as versões Tumbleweed/Factory que  funcionam como o Arch Linux, e há as versões normais como a 13.2. A versão normal funciona como o Ubuntu ou Debian: de tempos em tempos há lançamentos novos, mas você ainda vai receber alguns programas novos. O Kernel geralmente é o mesmo desde o lançamento.

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