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  • Comunicados

    • Gabriel Torres

      Seja um moderador do Clube do Hardware!   12-02-2016

      Prezados membros do Clube do Hardware, Está aberto o processo de seleção de novos moderadores para diversos setores ou áreas do Clube do Hardware. Os requisitos são:   Pelo menos 500 posts e um ano de cadastro; Boa frequência de participação; Ser respeitoso, cordial e educado com os demais membros; Ter bom nível de português; Ter razoável conhecimento da área em que pretende atuar; Saber trabalhar em equipe (com os moderadores, coordenadores e administradores).   Os interessados deverão enviar uma mensagem privada para o usuário @Equipe Clube do Hardware com o título "Candidato a moderador". A mensagem deverá conter respostas às perguntas abaixo:   Qual o seu nome completo? Qual sua data de nascimento? Qual sua formação/profissão? Já atuou como moderador em algo outro fórum, se sim, qual? De forma sucinta, explique o porquê de querer ser moderador do fórum e conte-nos um pouco sobre você.   OBS: Não se trata de função remunerada. Todos que fazem parte do staff são voluntários.
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SAGA06

Termos Tecnicos!

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:. Bytecode

Linguagens de programação "tradicionais", como o C e o C++ utilizam um compilador diferente para cada plataforma ou sistema operacional em que o programa irá rodar. O código fonte em sí pode ser escrito de forma a ser facilmente portável, ou seja, rodar em diferentes versões do Unix ou em várias famílias de processadores diferentes sem muitas alterações, mas ainda assim será necessário recompilar o código fonte, gerando um binário diferente para cada caso.

Embora o trabalho inicial seja maior, a vantagem desta abordagem é que o desempenho é o melhor possível, já que sempre teremos um binário otimizado para a plataforma.

Mas, várias linguagens mais recentes como o Java utilizam um conceito diferente. Ao invés de gerar um binário diferente para cada plataforma, é gerado um binário que pode ser executado em qualquer plataforma, dentro de uma máquina virtual. Este binário "universal" é chamado de bytecode.

A ideia é criar aplicativos que possam ser escritos uma vez e executados em qualquer plataforma, reduzindo os custos de desenvolvimento. Apenas o software da máquina virtual é que precisa ser reescrita para cada plataforma, mas isso é problema dos desenvolvedores da linguagem, não do programador.

Existe ainda a opção de abrir mão da flexibilidade do bytecode em troca de um maior desempenho, passando a compilar os programas com otimizações para uma determinada plataforma. Isso é muito útil quando o programa será executado apenas dentro de computadores de uma certa plataforma, como PCs rodando Linux.

No caso do Java a máquina virtual que executa os programas é chamada de Java Virtual Machine. Muitas páginas Web utilizam applets Java, por isso a maioria das pessoas acaba instalando o suporte a Java. Hoje em dia, além do Java da Sun temos versões alternativas, como o Blackdown e o Kofee, que possuem conjuntos de recursos variados, mas são a princípio compatíveis com o código gerado para o Java da Sun.

Embora tenha ganhado relevância com o Java, este conceito não é exatamente novo. Linguagens mais antigas como o LISP e o Prolog já utilizam bytecode e máquinas virtuais.

20/01/2004

:. Cron

Este é um daemon usado no Linux e em várias versões do Unix que executa tarefas agendadas no arquivo "/etc/crontab". Esta é uma ferramenta bastante poderosa, que pode ser usada para automatizar tarefas de rotina e de manutenção do sistema. A diferença entre o at e o cron é que o at permite executar os comandos apenas uma vez, enquanto o cron permite executa-los repetidamente, todo dia, toda semana, ou em qualquer periodicidade desejada. Para isto, basta editar o arquivo, inserindo uma nova linha que especifique o comando a ser executado e a periodicidade A sintaxe das linhas do cron é um pouco complicada, por isso preste atenção :-)

Este é um exemplo de linha que pode ser incluída:

30 15 * * * root /usr/bin/rdate -s 131.188.3.223

O primeiro campo, "30" refere-se aos minutos, enquanto o segundo "15", às horas. Depois temos o campo do dia, mês e dia da semana. No meu caso os três campos estão com um *, o que significa que o comando será executado todos os dias na hora especificada nos campos da hora, ou seja, todos os dias às 15:30. Finalmente, temos o usuário que executará o comando (no caso o próprio root) e finalmente o comando que será executado (/usr/bin/rdate -r 131.188.3.223) que serve para sincronizar o relógio do micro com o horário do servidor especificado (este endereço é o de uma universidade na Alemanha, que mantém um servidor rdate público). Para executar o comando todas as quartas feiras, à meia noite (00:00) por exemplo, você usaria o campo de dia da semana (o quinto) para especificar um número de 1 a 7 que se refere ao dia. 1 é Segunda-feira e 7 é o Domingo. Quarta-feira é o dia 3, então a linha ficaria:

00 00 * * 3 root /usr/bin/rdate -s 131.188.3.223

Se fosse para executa-lo todo dia 14 de Abril às 4 da tarde (16:00), então seria:

00 16 14 04 * root /usr/bin/rdate -s 131.188.3.223

Note que neste último caso o dia da semana voltou a ser um asterisco. Se você especificasse também um dia da semana, 3 por exemplo, ele só executaria o comando caso o dia 16/04 caísse numa Quarta-Feira, o que seria improvável :-). Você poderia brincar com isso fazendo com um um comando fosse executado toda Sexta-feira 13 (um backup extra, só para garantir :-) à meia-noite. Neste caso a linha ficaria:

00 00 13 * 5 root comando

O arquivo /etc/crontab só pode ser editado pelo root, mesmo que o comando a ser inserido na linha vá ser executado por outro usuário. Lembre-se de só executar os comandos incluídos no /etc/crontab como root quando necessário. Se o comando puder ser executado por um usuário comum, altere o "root" na linha pelo login do usuário. Os usuários do sistema também podem usar o cron, mas usando o comando "crontab -e".

:. Crash

É um travamento, quando um programa fecha de forma inesperada. Isso pode acontecer por causa de um bug, como uma função mal escrita, ou o aparecimento de uma situação que o programa não está preparado para lidar.

Os crashs podem acontecer ainda por falhas do sistema operacional, o Windows 95/98 por exemplo passa a usar multitarefa cooperativa ao rodar um programa de 16 bits, o que "baixa a guarda" do sistema e permite que os programas invadam as área de memória usadas por outros programas, causando travamentos diversos.

Outra possibilidade são problemas de hardware. Alguns endereços defeituosos na memória RAM ou cache do processador podem fazer um belo estrago em qualquer programa, corrompendo os dados manipulados por ele.

:. Crack

Um crack é um pequeno programa usado para quebrar um sistema de segurança qualquer. O uso mais comum é para transformar programas shareware ou uma versão limitada no programa completo, removendo ou enganando o sistema de segurança que limita o uso ou verifica o número serial.

Existem várias abordagens possíveis. Em alguns casos o cacker consegue descobrir o algoritmo usado pelo fabricante do software para gerar números seriais válidos e simplesmente cria um programa que gera quantos números seriais válidos quiser. Outra possibilidade é usar um editor binário para procurar a rotina que verifica o serial dentro do programa, muitos programas podem usar uma única variável para verificar se o programa foi registrado ou não e basta alterar alguns poucos bits para transformá-lo na versão completa. Isso é geralmente descoberto via comparação, ou seja, comparando os arquivos do programa não registrado com os arquivos do programa depois do registro.

Em casos mais sofisticados pode ser usado um processo de engenharia reversa para entender o sistema de registro e substituir o bloco inteiro do código por um algoritmo modificado.

:. MD5SUM

O MD5SUM é um algoritmo que gera uma "assinatura" de um arquivo qualquer, um código de 32 bits obtido a partir da soma de todos os bits contidos no arquivo.

Em geral, ao baixar uma imagem ISO de uma distribuição Linux ou um pacote de programa qualquer, você encontrará um arquivo "md5sum" na mesma pasta do arquivo disponibilizado. Este é um arquivo de texto com o md5sum do arquivo, algo como:

213d0e5615e8b6aeb6ab34de22282ff2 zxyz.iso

À esquerda temos o número de verificação e à direita o nome do arquivo. Tudo o que você precisa fazer é, depois de baixar o arquivo, digitar num terminal: md5sum zxyz.iso

O sistema verificará o arquivo que você baixou e devolverá outro número. Se os dois números forem iguais, significa que o arquivo chegou intacto. Se por outro lado o número gerado for diferente signifca que o arquivo chegou corrompido ou alterado de alguma forma. Neste caso o mais recomendável é baixa-lo novamente em outro mirror.

O md5sum é um comando padrão no Linux e existe também uma versão for Windows (que roda sobre o DOS) que pode ser baixada no http://www.md5summer.org/download.html. Você pode usa-lo, inclusive; para gerar códigos para arquivos enviados para os amigos, para que eles tenham certeza que o download foi bem sucedido.

:. Bottleneck

Gargalo. É um fator limitante, que impede que o sistema atinja seu pleno potencial. Existem vários exemplos de gargalos num PC atual, como por exemplo o HD, que é sempre muito mais lento que a memória ou o processador, ou o modem, que transmite informações a 33.6 ou 56k, milhares de vezes mais lento do que o sistema seria capaz de transmitir.

No caso do HD a diferença é minimizada através do uso de cache de disco, onde os dados mais freqüentemente acessados são copiados para a memória RAM, onde podem ser acessados mais rapidamente. O próprio HD possui um cache interno, geralmente de 2 a 8 MB, que serve como um primeiro reservatório de dados.

A própria memória RAM é muito mais lenta que o processador, por isso temos os cache L1 e L2 do processador, blocos de memória ultra rápidos que, novamente, armazenam os dados mais acessados, de forma a evitar sempre que possível um acesso direto à lenta memória RAM.

Como você pode ver, existem vários "níveis" de gargalos, que são minimizados com o uso inteligente de caches e buffers. Os dispositivos mais lentos são sempre os modems e portas seriais, depois temos as placas de rede e HD, depois a memória RAM e finalmente o processador, que é sempre o dispositivo mais rápido.

:. bdflush

Este é o nome de um daemon (um programa residente) usado no Linux e várias versões do Unix responsável por gravar dados do buffer de disco no HD, aproveitando momentos em que o sistema está ocioso.

O buffer é uma área reservada da memória RAM, usada para melhorar o desempenho de gravação de dados no HD. Ao invés de acessar o HD sempre que precisa escrever dados, o kernel grava-os no buffer, que por ser na verdade um pedaço da memória RAM física, permite uma gravação muito mais rápida. Desta forma a operação é concluída muito mais rápido e o sistema fica livre para executar outras tarefas.

A desvantagem deste processo é que existe a possibilidade de perder dados que ainda não tenham sido gravados no HD ao desligar o micro no botão.

:. Bad Block

Um bad block é um defeito físico na superfície magnética dos platters do HD, causados pelo choque de partículas de poeira ou desgaste da mídia.

Infelizmente os bad blocks não podem ser corrigidos, apenas marcados para que não sejam mais utilizados. Em geral este não é um grande problema, pois cada setor tem apenas 512 bytes, de forma que mesmo um número relativamente grande não vai consumir um espaço considerável.

A maioria dos HDs já vem de fábrica com alguns setores defeituosos, já previamente marcados pelo fabricante numa área reservada chamada defect map. Cada fabricante tem uma certa política quanto a isto, tolerando um certo número de setores defeituosos por HD. Isto é perfeitamente normal, pois é quase impossível fazer um disco perfeito, sem nenhuma imperfeição. Os endereços defeituosos são remapeados para endereços "saudáveis" de uma área reservada, de forma que a capacidade total não é alterada.

O maior problema são os bad blocks que vão surgindo durante a vida útil do equipamento. Quando eles começam a aparecer em grande quantidade significa que existe alguma coisa errada e o HD pode estar no final de sua vida útil.

Os bad blocks podem ser detectados via software. Alguns sistemas de arquivos modernos são capazes de marcar os defeitos automaticamente baseados nos erros de leitura.

:. Block Transfer

Este é um truque freqüentemente usado para melhorar o desempenho de uma transferência de dados a partir do HD, memória ou de um dispositivo qualquer para outro. Ao invés de transferir um bloco (no caso de um HD) ou endereço (no caso da memória) de dados de cada vez, é usada uma única instrução para ordenar a transferência de dados armazenados em vários blocos ou setores de uma vez, sem instruções adicionais.

Isto é freqüentemente feito usando DMA (direct memory access), um recurso suportado por todos os HDs e placas PCI atuais, onde um periférico pode transferir diretamente dados para a memória, sem que eles precisem ser lidos e interpretados pelo processador. Mesmo placas ISA, como modems e placas de som suportam um DMA primitivo que também agiliza as transferências.

Este recurso permite que o processador fique livre para executar outras tarefas durante a transferência, melhorando brutalmente o desempenho.

:. Bittorrent

"Bittorrent" significa algo como "correnteza de bits". Ele foi feito para facilitar a distribuição de arquivos muito procurados, como por exemplo novas versões das distribuições, musicas ou games gratuitos e assim por diante. Claro que além destes exemplos, é possível distribuir qualquer tipo de arquivo, legal ou não através dele. Não existe uma interface centralizada como em outros programas. Os arquivos são distribuídos na forma de pequenos arquivos .torrent que contém algumas informações sobre o arquivo, um código de verificação de integridade e o endereço do tracker onde ele pode ser encontrado.

O tracker é um host que serve como ponto de encontro, ele não disponibiliza nenhum arquivo diretamente e por isso é capaz de lidar com um número muito grande de requisições. Um tracker rodando numa conexão ADSL com 128k de upload pode dar conta de milhares de downloads simultâneos. O tracker só centraliza informações sobre os hosts que estão compartilhando o arquivo, não disponibiliza nada diretamente. Para colocar um arquivo em circulação é criado um seed (semente), um host que será responsável por servir como um ponto inicial para download do arquivo.

A partir do momento em que outras pessoas começam a baixar o arquivo elas automaticamente também compartilham os pedaços já baixados e conforme mais e mais gente vai tentando baixar a oferta do arquivo fica cada vez maior e o download mais e mais rápido. Com o tempo algumas pessoas começam a deixar o bittorrent aberto compartilhando o arquivo completo e o seed passa a nem ser mais necessário. É exatamente o contrário do que aconteceria caso o arquivo fosse disponibilizado num FTP comum. Uma simples conexão ADSL pode distribuir o arquivo para milhares de pessoas e um mesmo tracker pode coordenar a distribuição de vários arquivos.

O ponto fraco do bittorrent é quando é preciso distribuir um monte de arquivos que individualmente possuem pouca procura. Se apenas uma ou duas pessoas tentarem baixar de cada vez, quase todo o trafego vai recair sobre os micros que estiverem disponibilizando o arquivo de qualquer forma. Existem versões para Linux e Windows, a versão Linux pode ser baixada no: http://bitconjurer.org/BitTorrent/download.html

Procure pelo link "some RPMs" que levará a alguns pacotes pré-compilados para várias distribuições. Se você estiver no Debian ou Kurumin a instalação será mais fácil, pois ele está disponível no apt-get. Basta um: apt-get install bittorrent Existem duas opções de cliente. O btdownloadcurses e o btdownloadgui. Os dois fazem exatamente a mesma coisa, a única diferença é que o primeiro mostra a barra de progresso numa janela de terminal, enquanto o outro mostra uma barra gráfica.

Para usá-los, basta copiar o link do arquivo .torrent desejado e usar o comando "btdownloadcurses --url", como em:

btdownloadcurses --url http://www.levien.com/mandrake9.1.torrent

Depois é só deixar a janela aberta o máximo de tempo possível, mesmo depois de terminar de baixar o arquivo, para ajudar outras pessoas que também estejam tentando baixá-lo. Se o download for interrompido, basta usar o comando novamente, no mesmo diretório. O programa verifica a integridade do arquivo e continua da onde parou. Uma dica importante é que o bittorrent precisa que as portas TCP 6881 à 6889 estejam abertas, caso contrário o tracker não conseguirá contatar diretamente seu micro e você obterá taxas de download muito baixas, geralmente na faixa dos 3 a 4 kb, mesmo numa conexão de banda larga. Se você acessa através de uma conexão compartilhada via nat, configure seu servidor para redirecionar as portas para o micro da rede interna que está baixando os arquivos.

Caso você precise usar o bittorrent simultaneamente em vários micros da rede interna, você pode direcionar apenas uma porta para cada um. O primeiro pode receber a porta 6881, o segundo receber a porta 6882 e assim por diante. O bittorrent começa na porta 6881 e vai testando as portas seguintes até a 6889. Caso pelo menos uma delas esteja aberta você já conseguirá obter taxas normais de download.

:. Licença BSD

O Kernel do Linux e a maioria dos programas para a plataforma utilizam a licença GPL, que diz que as modificações feitas no código devem ser disponibilizadas à comunidade e o código fonte deve sempre estar disponível. É permitido criar versões comerciais dos programas licenciados sob a GPL e vendê-las por qualquer preço, mas o código fonte completo deve ser disponibilizado junto com o programa, permitindo que as modificações sejam aproveitadas pelo autor do programa original e outros interessados.

A licença BSD é bem mais liberal. Ela diz que os créditos dos autores originais devem ser mantidos, mas não estabelece outras limitações para o uso do código. Ao desenvolver uma versão comercial de um programa sob esta licença você não tem nenhuma obrigação de disponibilizar o código fonte ou dar qualquer tipo de satisfação. Um exemplo é o MacOS X, um sistema operacional proprietário desenvolvido com base no código do FreeBSD.

Você pode até mesmo utilizar pedaços do código fonte em outros programas, como fez a Microsoft ao utilizar a pilha TCP/IP e outros componentes do FreeBSD no Windows NT.

Para o desenvolvedor estes episódios podem ser frustrantes. Outras pessoas podem utilizar seu código sem devolver nada em troca, muitas vezes criando programas proprietários que concorrem com o programa original. A relação nestes caso é desigual, pois os desenvolvedores da versão proprietária podem usar as melhorias incluídas na versão livre, mas o desenvolvedor da versão livre não pode utilizar as melhorias incluídas na versão proprietária.

O caso do MacOS X ilustra bem este ponto. A Apple fez um trabalho extraordinário em criar um sistema fácil de usar, destinado ao uso em desktops que já possui um número bem maior de usuários que o FreeBSD original. Certamente os desenvolvedores do FreeBSD tiveram alguns benefícios indiretos, como algumas correções e o crédito por criar a base do sistema, mas quem realmente saiu ganhando foi a Apple.

Ao desenvolver um programa a partir do zero você pode escolher livremente qual licença adotar. Esta escolha depende muito dos objetivos do desenvolvedor.

:. Variável de ambiente

Shells como o bash usada no Linux possuem variáveis que controlam o comportamento do sistema e podem ser modificadas durante o uso. Por exemplo, a variável DISPLAY diz em que desktop novos programas gráficos serão abertos. Se você alterá-la com o comando DISPLAY=192.168.0.2:0 por exemplo, os programas passarão a ser enviados para o micro 192.168.0.2 ao invés de serem exibidos localmente.

A variável $HOME é sempre automaticamente substituída pelo diretório home do usuário que está logado no momento, o que é muito útil para uso em scripts. Para criar um ícone do menu do KDE do usuário corrente (que você não sabe quem é) através de um script bastaria escrever algo do tipo: cp icone.desktop $HOME/.kde/share/applnk/Office/

:. Octeto

Dentro de uma rede TCP/IP, cada micro recebe um endereço IP único que o identifica na rede. Um endereço IP é composto de uma seqüência de 32 bits, divididos em 4 grupos de 8 bits cada. Cada grupo de 8 bits recebe o nome de octeto.

8 bits permitem 256 combinações diferentes. Para facilitar a configuração dos endereços, usamos então números de 0 a 255 para representar cada octeto, formando endereços como 220.45.100.222, 131.175.34.7 etc. Muito mais fácil do que ficar decorando binários.

Em Portugal onde os termos de informática são sempre traduzidos, o termo octeto é usado no lugar de "byte", já um byte tem 8 bits.

13/01/2004

:. Apt-get

O apt-get é o gerenciador de pacotes usado no Debian Linux, evolução do antigo dpkg (que continua disponível). A ideia básica do apt-get é gerenciar automaticamente as dependências de cada pacote e baixa-las durante a instalação, caso necessário.

O principal arquivo de configuração do apt-get é o /etc/apt/sources.list, que contém uma lista dos servidores onde o programa irá pesquisar por pacotes disponíveis. A lista inclui os servidores oficiais do Debian e , opcionalmente, também endereços de repositórios não oficiais, com pacotes adicionais.

Ao rodar o comando "apt-get update" o apt-get irá consultar cada um dos servidores listados no arquivo sources.list e irá baixar uma base de dados compactada de cada um, onde estão listados os pacotes disponíveis, versões, tamanho, quais outros pacotes cada um deles precisa para funcionar (as famosas dependências) e assim por diante.

No final do processo, as bases de dados de cada servidor são cruzadas, formando uma "basezona" com as informações de todos os pacotes disponíveis em todos os servidores e onde cada um pode ser baixado.

A partir daí você pode instalar qualquer um dos pacotes disponíveis (12, 15 ou até mesmo 20 mil pacotes diferentes) usando o comando "apt-get install", como em "apt-get install abiword". Isso fará com que o apt-get baixe e instale o programa desejado junto com todos os outros pacotes de que ele possa precisar para funcionar, deixando o programa pronto para uso. Geralmente será criado até mesmo um ícone no iniciar do KDE ou Gnome.

Várias outras distribuições derivadas do Debian utilizam o apt-get, como o Knoppix, Kurumin, Lycoris, Xandros e Lindows, só para citar alguns.

:. Mac

Macintosh Computer. Desenvolvido pela Apple, foi em Janeiro de 84 o primeiro micro doméstico a usar interface gráfica e mouse. A arquitetura continua evoluindo até hoje, sendo a principal concorrente dos micros PC. O símbolo adotado pela Apple é a famosa maçã vermelha. Por sinal, Macintosh é mesmo o nome de uma espécie de maçã encontrada no Canadá.

O Macintosh original era chamado apenas de Macintosh (ou Mac para os íntimos) sem nenhuma designação visível de modelo. A configuração original vinha com 128 KB de RAM, um processador Motorola 68000 de 8 MHz com desempenho relativo de 0.7 Mips, um drive de disquete que usava discos de 400 KB e um monitor mono (apenas 1 bit de cor, os pontos eram brancos ou pretos, sem escala de cinza) de 9 polegadas com resolução de 512 x 342.

Este modelo ainda não vinha com HD, parte do sistema operacional era carregado a partir de uma ROM de 64 KB e o restante a partir de um disquete. Aplicativos adicionais podiam ser carregados a partir de disquetes ou de um HD opcional.

Era possível instalar um segundo drive de disquetes através de uma porta de expansão externa, o que se tornou um upgrade bastante popular, pois apesar de ser possível ejetar o disquete do sistema operacional para salvar arquivos em outro disquete, isso atrapalhava bastante, pois enquanto o disquete do sistema estivesse fora do drive não era possível abrir outros programas.

O sistema operacional era multitarefa, mas não era possível carregar mais de um aplicativo por vez, pois a memória RAM era um artigo excesso e ainda não existia memória swap. A multitarefa foi implementada de forma utilizável apenas a partir do Macintosh 512k lançado em Setembro de 84.

O Mac não usava memória de vídeo separada, ao invés disso 21 kb da memória RAM eram reservados para o vídeo, o que deixava o sistema com apenas 107 kb disponíveis, podemos dizer que o Macintosh foi o primeiro computador com vídeo onboard roubando memória do sistema :-P. Para minimizar isso, o Mac OS 1.0 usava uma série de truques para que os programas utilizassem diretamente os dados armazenados na ROM, sem precisarem ser completamente carregados na memória RAM.

O Mac original já vinha com o MacOS 1.0 e usava o tradicional mouse de um botão como principal interface. Esta configuração era bem superior à dos PCs da época, que usavam o 8088 de 4.77 MHz e vinham com apenas 64 KB de RAM e monitores MDA (antecessor do CGA que só exibia texto) além do processador trabalhar a quase o dobro do clock, o acesso à memória RAM era feito através de um barramento de 16 bits (o 8088 era um processador de 16 bits, mas acessava a memória a 16 bits), o que fazia com que o Mac fosse quase 3 vezes mais rápido.

Infelizmente, o Mac era mais caro que os PCs da época, o modelo mais básico custava US$ 2500 que correspondem a pouco mais de US$ 5000 em valores corrigidos.

:. Macintosh 128k e Macintosh 512k

Depois do Mac original, chamado apenas de "Macintosh", a Apple lançou um modelo atualizado, com 512 KB de memória RAM. Para diferencia-lo do primeiro, a Apple passou a chama-lo de Macintosh 512k. O modelo antigo continuou sendo vendido até Outubro de 1985 como uma opção de baixo custo e passou a ser chamado de Macintosh 128k.

Pouco tempo depois foi lançado o Mac Rescue, uma placa de expansão que ampliava os 128 ou 512k de memória para 4 MB (algo assustador para a época) e dava "de brinde" um ramdisk de 2 MB para armazenamento de arquivos e programas. O Mac já utilizava um recurso de hibernação, de forma que muita gente nunca desligava o aparelho, apenas o colocava para dormir, preservando os dados do ramdisk. Embora fosse um upgrade muito bem vindo, o Mac Rescue não foi muito popular, era simplesmente caro demais.

:. Mac Plus

Lançado em Janeiro de 1986 o Mac Plus foi o sucessor do Macintosh 512k. Ele manteve o processador 68000 de 8 MHz e o monitor mono de 9", mas vinha com 1 MB de RAM e drive de disquete de 800 KB (double sided, o drive já usava as duas faces do disquete, armazenando 400 KB por face). Este foi ainda o primeiro Mac a usar uma porta SCSI externa e suportava um upgrade de memória para 2 ou 4 MB. Parte da memória RAM (até 128 Kb) podia ser usada para fazer cache de disco, o que melhorava consideravelmente o desempenho do HD.

O Mac Plus se tornou tão popular que foi descontinuado apenas em Outubro de 1990, totalizando 4 anos e 10 meses à venda nas lojas. Durante este tempo todo surgiram várias opções de upgrade, entre as opções mais populares estavam o Mac Performer e o Mac Performer Pro, upgrades de processador que substituíam o cansado 68000 por um 68030 de 16 MHz ou 32 MHz.

O Mac Plus era capaz de rodar do MacOS 3.3 (que vinha originalmente instalado) até o MacOS 7.5.5.

:. Mac II

A segunda geração dos Macs foi inaugurada em março de 87. A principal diferença entre o Mac II e os modelos anteriores é a possibilidade de expansão. Nos primeiros modelos não haviam portas de expansão, os upgrades era feitos ou trocando diretamente os chips de memória ou processador, ou trocando diretamente toda a placa mãe, o que sempre acabava saindo caro.

O Mac II era algo mais próximo de um PC: tinha 6 slots de expansão e 4 slots de memória vazios reservados para upgrade. Eram suportados módulos SIMM de até 16 MB, mas como nos 386 da época a opção mais popular eram os módulos de 1 MB, que eram relativamente acessíveis. Originalmente o Mac II vinha com 1, 2 ou 4 MB de RAM onboard, com 4 módulos de 1 MB chegava-se a 6 ou 8 MB que eram um luxo para a época.

A configuração mais simples, com 1 MB de memória e drive de disquete de 800 KB custava na época de lançamento US$ 3900, enquanto uma configuração mais encorpada, com 2 MB de RAM e HD de 40 MB saia por US$ 5500.

O alto custo do Mac II foi o principal motivo para a enorme sobrevida do Mac Plus, de fato o Mac II foi descontinuado em Janeiro de 1990, enquanto o velho Mac Plus se manteve em produção até Outubro do mesmo ano.

O Mac II foi ainda o primeiro Mac a vir com um monitor colorido "de fábrica". A placa de vídeo original desenvolvida pela Apple suportava 640x480 com 256 cores, mas logo começaram a surgir no mercado placas com suporte a até 24 bits de cor e resoluções mais altas. Vale lembrar que em 87 os PCs mais avançados eram 386's AT (com barramento de 16 bits) e placas de vídeo EGA de 640x350 e 64 cores. Foi a partir desta época que os Macs começaram a ser adotados em massa por profissionais da área gráfica, a superioridade neste campo era realmente inquestionável.

Assim como o Mac Plus, o Mac II era capaz de rodar o Mac OS até a versão 7.55, mas era mais comum o uso do MacOS 6 ou anteriores, que eram mais leves.

O Mac II foi sucedido por dois modelos atualizados, o Mac IIx (lançado em 88) e o Mac IIfx (lançado em 90, pouco depois do Mac II original sair de linha).

O Mac IIx veio com um processador 64030 de 16 MHz e o Mac IIfx com um 64030 de 40 MHz. Ambos suportavam pentes de memória de até 32 MB, suportando um total de até 128 MB. Lembre-se que em 1990 a memória RAM custava cerca de US$ 100 por megabyte, por isso os Macs com mais de 8 ou 16 MB eram muito raros. O Mac IIfx foi descontinuado apenas em Abril de 1992, quase um ano depois do lançamento do PowerBook e do Quadra.

:. Mac LC

Este foi um Mac de baixo custo, desenvolvido para substituir o Mac Plus. Ele foi lançado em Outubro de 1990, no mesmo dia em que foi anunciada a aposentadoria do Mac Plus.

O LC foi desenhado para ser um "entry level" do Mac II, mas sem competir diretamente com os modelos mais caros. Ele vinha de fábrica com 2 MB de RAM e um HD de 40 MB por apenas US$ 2400, menos da metade do preço de um Mac IIfx topo de linha.

O processador usado era um 64020 de 16 MHz, o mesmo usado no Mac II original, mas em compensação estavam disponíveis apenas dois slots de expansão de memória e com suporte a módulos de no máximo 4 MB, o que limitava os upgrades a um máximo de 10 MB. Foi usando ainda um monitor mais barato, de 12 polegadas e resolução de 512x382 e 256 cores. Estava disponível um upgrade de vídeo, que permitia usar um monitor de 640x480 tradicional.

:. Mac Portable

O Mac Portable foi a primeira tentativa da Apple de construir um computador portátil. Ele foi lançado em Setembro de 1999 e custava US$ 7300 com drive de disquetes, 1 MB de RAM (expansível até 9 MB usando dois módulos de 4 MB), HD de 40 MB e tela mono de 640x400 (apenas 1 bits de cor, como no Mac original). O processador usado era um 68000 de 16 MHz.

A autonomia das baterias era boa, de quatro a dez horas de uso contínuo (as dez horas eram atingidas apenas ao desconectar o HD) e as baterias não tinham efeito memória, pois a Apple optou por usar baterias de chumbo (como as usadas nos no-breaks atuais) ao invés de baterias NiCad, que reduziriam consideravelmente o peso do aparelho.

O peso foi justamente o maior problema do Mac Portable, ele pesava nada menos que 7 Kg, o que o coloca entre os mais pesados portáteis da história.

Em Fevereiro de 91 foi lançada uma segunda versão, que vinha com backlight e 2 MB de memória expansíveis para 8 MB através de um cartão. Esta segunda versão teve uma vida curta, saindo de linha em Outubro do mesmo ano para dar lugar ao PowerBook, lançado no mesmo mes.

:. Mac PowerBook 100

O PowerBook 100 foi o sucessor do Mac Portable, uma verdadeira revolução, pois custava um terço do preço (US$ 2500) e era ao mesmo tempo três vezes mais leve (2.2 Kg).

Este milagre foi obtido através de várias mudanças no projeto. Em primeiro lugar, a tela de matiz ativa do Portable foi substituída por uma tela de matiz passiva um pouco menor, de 9 pelegadas (contra 9.8" da tela do portable); a resolução de 640x400 com 1 bit de cor foi mantida.

O Portable usava um HD de 3.5" de 40 MB, que foi substituído por um HD menor, de 2.5" e apenas 20 MB. O drive de disquetes foi removido e passou a ser vendido como uma opcional externo por US$ 200. Várias melhorias no projeto reduziram o consumo elétrico para menos da metade do que era no Portable. Isso permitiu reduzir drasticamente o tamanho das baterias, para algo em torno de um oitavo do original e mesmo assim manter uma autonomia de 1:30 a duas horas.

:. Mac Quadra

O Quadra encerra a primeira geração dos Macs, baseados em variações do 64000. Aqui no Brasil estes modelos são mais conhecidos sob a marca "Performa". Os Performa são um nome comercial adotado para várias variações do Mac II e do Quadra. O Performa 200 é na verdade o Mac Classic II, enquanto o Performa 630 corresponde ao Quadra 630 mas usando um chip 68LC040, contra o 68040 do Quadra. O 68LC040 foi uma versão de baixo custo, sem o coprocessador aritmético, algo semelhante ao 486SX lançado pela Intel. Apesar disso as placas usadas eram as mesmas, permitindo a troca direta do processador.

Existiram muitas variações do Quadra. O primeiro modelo foi o Quadra 700 lançado em Outubro de 1991. Ele utilizava um chip 84040 de 25 MHz, 4 MB de RAM expansíveis para até 68 MB (4 pentes de 16 MB) e cache L2 opcional, este foi também o primeiro Mac a vir com uma placa de rede Ethernet integrada, ainda usando o conector AAUI desenvolvido pela Apple.

O Quadra 630 foi o último modelo da série, lançado em Julho de 1994, nesta época os preços já haviam caído consideravelmente, o modelo mais básico com 4 MB de RAM custava apenas US$ 1200.

11/01/2004

:. LiveCD

A ideia de rodar um sistema operacional inteiro a partir do CD-ROM não é nova, mas apenas recentemente, de 2002 para cá a ideia amadureceu suficientemente, permitindo que distribuições como o Knoppix, DemoLinux, SlackLive, Mandrake Move e Kurumin caíssem no gosto popular.

Num LiveCD o sistema roda sobre um ramdisk, um disco virtual criado usando parte da memória RAM. Partes do sistema que precisam de permissões de escrita, como os diretórios /dev, /tmp, /home e arquivos de configuração no diretório /etc são copiados durante o boot para o ramdisk, permitindo que o sistema rode quase normalmente, enquanto o grosso dos arquivos é acessado diretamente a partir do CD (somente leitura) de modo que o sistema não consuma um caminhão de memória. Sistemas de compressão como o cloop (usado no Knoppix e derivados), comprimem os dados gravados no CD, melhorando a taxa de leitura e assim permitindo que o sistema rode a uma velocidade próxima da que rodaria se instalado no HD.

Se os dados são compactados numa razão de 3 para 1, significa que ao ler 1 MB de dados a partir do lento CD-ROM, o sistema terá em mãos 3 MB de dados "reais" depois da descompactação. Outra coisa interessante sobre os LiveCDs é que quase sempre eles incluem sistemas de detecção automática do hardware da máquina, permitindo que depois de um ou dois minutos você tenha um sistema Linux pronto para usar sem precisar fazer nada além de colocar o CD no drive e ligar o micro.

Arrisco dizer que no futuro todos os principais sistemas operacionais serão, ou pelo menos terão como variações, LiveCDs, que você roda do CD e instala se gostar, como no Kurumin.

:. Linux Swap

Para melhorar o desempenho da memória swap, é utilizado no Linux uma partição separada para a memória swap, formatada com um sistema de arquivos otimizado para a tarefa, chamado Linux Swap. Este sistema de arquivos é suportado pela maioria dos programas particionadores.

Embora seja possível instalar o Linux sem uma partição swap, isto pode causar problemas em alguns aplicativos, por isso não é recomendável. Na maioria dos casos, uma partição swap entre 500 MB e 1 GB é suficiente.

:. ThinClient

Terminal Magro. Este termo é geralmente aplicado à PCs usados como clientes de um servidor de aplicativos, rodando o LTSP, WindowsTerminal services ou outra solução onde o servidor fica encarregado de fazer todo processamento e armazenamento de dados, enquanto os clientes apenas exibem imagens na tela e enviam de volta os movimentos do mouse e caracteres digitados. Pode-se dizer que os ThinClients são versões modernizadas dos antigos terminais burros. A diferença é que agora ao invés de aplicativos de texto simples, são usados aplicativos gráficos quase sem limitações e com suporte a placas de som impressoras e drives de disquete locais nos terminais.

:. XDMCP

Este é nome do protocolo de compartilhamento de desktop utilizado pelo X. Originalmente o X foi desenvolvido para ser usado em mainframes rodando Unix, usados em conjunto com estações de trabalho que se limitavam a exibir as imagens de tela dos aplicativos executados no servidor. Na década de 80 o hardware necessário para rodar aplicativos gráficos e produzir efeitos era muito caro, por isso compartilhar um servidor caro entre vários clientes mais simples e baratos era o melhor custo benefício.

Graças a isso o X foi desenvovido sobre um protocolo bastante sólido e rápido de comunicação via rede. As imagens e gráficos são transmitidos na forma de comandos que consomem relativamente pouca banda da rede e são rapidamente processados pelo destinatário, fazendo com que apesar de rodar a distância, o usuário não perceba demora na atualização das imagens.

Em 93 o X foi portado para o Linux e rapidamente se tornou o servidor gráfico mais usado na plataforma. Hoje em dia o X utiliza drivers de vídeo com aceleração via hardware, que aproveitam os recursos das placas atuais, sem estar limitado à antiga arquitetura de envio de instruções via rede.

Apesar disso, a possibilidade de rodar aplicativos remotamente continua presente e vem sendo cada vez mais usada. É possível tanto rodar alguns aplicativos casualmente, como acessar a máquina do serviço ao trabalhar em casa ou dar manutenção e alterar configurações das máquinas via rede, quanto criar soluções de terminais leves, usando micros antigos ou montados com hardware barato, rodando aplicativos a partir de um servidor mais parrudo.

:. Kurumin Terminal Server

Esta é uma solução para redes de terminais leves incluída no Kurumin, que facilita a instalação e configuração de um servidor LTSP sobre um servidor rodando o Kurumin.

Como no caso dos outros ícones mágicos, o script se encarrega da parte pesada do processo e depois vai guiando-o através das opções de configuração, simplificando ao máximo o processo.

Você pode usar qualquer tipo de micros como terminais, já que o servidor é quem fica com toda a parte pesada. Mesmo micros 486 obsoletos podem dar bons terminais, rodando o OpenOffice, Mozilla e outros aplicativos modernos.

12/12/2003

:. Sanity Check

Algo como "Verificação de sanidade". Os Sanity Checks são testes executados por vários programas para verificar e tentar prevenir erros comuns e ter certeza que o ambiente está "limpo". Por exemplo, no Linux existe um arquivo chamado modules.dep que armazena informações sobre módulos que devem ser carregados (e em que ordem) para que outros possam funcionar. Caso este arquivo não exista ou seja antigo, um sanity check feito durante o boot se encarrega de criá-lo.

Outra função dos Sanity Checks é facilitar a localização de bugs e problemas. Graças a eles o programador pode descartar algumas causas comuns e se concentrar nos componentes do sistema que ainda não foram suficientemente verificados.

:. Shell

Concha. Em sistemas derivados do Unix, o Shell é o componente do sistema que fornece a interface em modo texto, interpretando os comandos dados pelo usuário. Você pode também usar o termo interpretador de comandos ou simplesmente chama-lo de terminal.

O shell em sí faz pouca coisa, a grande maioria das funções são executadas através de programas externos. Quando você digita "ls" o shell irá executar o programa /bin/ls que mostrará uma lista com os arquivos do diretório atual. Se você digitar "ls -lh" ele se encarregará de passar o parâmetro "-lh" para o ls, que fará com que ele mostre detalhes sobre os arquivos, como permissões, tamanho, etc.

O shell pode oferecer também recursos adicionais, como completar comandos automaticamente, oferecer uma sintaxe mais parecida com alguma linguagem de programação (algo que programadores desta linguagem em especial gostariam de usar) e assim por diante. Justamente por isso existem várias opções, como o csh, ksh, etc. O mais usado é o bash, default na grande maioria das distribuições.

:. Binary Driver

Este termo é mais usado no Linux e outros sistemas open source para indicar drivers de dispositivo fornecidos pelos fabricantes (ou outra fonte qualquer) apenas em formato binário, sem a disponibilização do código fonte.

Tradicionalmente, quase todos os drivers de dispositivo no Linux são open source, geralmente desenvolvidos pela própria comunidade, algumas vezes com apoio dos fabricantes, outras não. Estes drivers podem ser incluídos diretamente no Kernel na forma de módulos. Isso faz com que os drivers já venham pré-instalados no sistema. Nas distribuições onde a configuração é feita manualmente você precisa carregar o driver com o comando modprobe (como em "modprobe sb", que ativa o suporte a placas de som sound blaster) e depois editar o /etc/modules ou outro arquivo de configuração para que ele seja carregado automaticamente durante o boot.

Quase todas as principais distribuições atuais incluem sistemas de detecção, que configuram dispositivos suportados pelo Kernel automaticamente. Mas, no caso dos drivers binários a situação fica um pouco mais complicadas. Como o código fonte não está disponível, eles não são incluídos diretamente no Kernel, é preciso baixar os arquivos separadamente e instalá-los manualmente.

Em alguns casos, como no Driver da nVidia ou a maioria dos drivers para softmodems, um instalador incluído no pacote se encarrega de verificar o Kernel instalado no sistema e compilar um módulo que se "encaixe" nele. Neste caso você só precisa ter instalado o gcc e o pacote kernel-headers para executar o instalador.

Alguns drivers são mais complicados de instalar, como o driver da ATI e o driver para modems Motorola. Um dos pontos negativos sobre os drivers binários é que como o código fonte não está disponível, não é possível obter melhorias e contribuições da comunidade. A qualidade do driver e facilidade de instalação depende unicamente do fabricante ou desenvolvedor do driver.

Lembre-se que o driver é como a chave do carro. Qualquer carro, por mais luxuoso que seja é inútil se você não puder abrir a porta e acionar a ignição. Qualquer dispositivo vira peso de papel se não estiver disponível um driver adequado, por isso exija bons drivers ao adquirir qualquer placa.

:. ide-scsi

Esta é um módulo bastante conhecido, incluído no Kernel do Linux que faz com que certos dispositivos, como gravadores de CD IDE e algumas câmeras fotográficas digitais sejam reconhecidos pelo sistema como dispositivos SCSI, ao invés do que realmente são. Isto facilita as coisas para alguns programas, como por exemplo o cdrecord usado como base pela maioria dos programas de gravação de CDs e também facilita o acesso aos dispositivos. Por exemplo, para acessar as fotos na sua camera digital você geralmente só precisa monta-la com o comando:

mount -w /dev/sda1 /mnt/camera

E acessar as fotos dentro da pasta /mnt/camera (ou outra de sua preferência).

O problema do ide-scsi é que ele conflita com alguns dispositivos como por exemplo alguns drivers de DVD. Isso às vezes resulta em situações onde você precisa ativar o IDE-SCSI para gravar um CD e depois desativa-lo para assistir um DVD. O ide-scsi é um módulo do Kernel e por isso pode ser ativado ou desativado a qualquer tempo através dos comandos "modprobe ide-scsi" e "modprobe -r ide-scsi.

No caso dos gravadores de CD, além de manter o ide-scsi carregado, é preciso incluir uma linha no arquivo de configuração do lilo (/etc/lilo.conf) dizendo para o Kernel que ele deve usar o ide-scsi para o gravador:

append = "hdc=scsi"

Onde o "hdc" deve ser substituído pelo dispositivo do gravador. Geralmente isso é feito automaticamente durante a instalação do sistema. Esses são os passos manuais.

A tendência é que o ide-scsi torne-se menos popular no Kernel 2.6, pois ele oferece suporte direto a gravadores de CD, embora o ide-scsi continue como opção.

:naonao: "LIBERDADE DE EXPRESSAO" :naonao:

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Postado Originalmente por lukcruz@29 ago 2004, 01:03

Interesante gostei, tem coisas ai que eu nem sabia.

muito bom esse tópico.... tem muita coisa aih que tambem não sabia..

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