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    • Gabriel Torres

      Seja um moderador do Clube do Hardware!   13-02-2016

      Prezados membros do Clube do Hardware,

      Está aberto o processo de seleção de novos moderadores para diversos setores ou áreas do Clube do Hardware. Os requisitos são:
        Pelo menos 500 posts e um ano de cadastro; Boa frequência de participação; Ser respeitoso, cordial e educado com os demais membros; Ter bom nível de português; Ter razoável conhecimento da área em que pretende atuar; Saber trabalhar em equipe (com os moderadores, coordenadores e administradores).   Os interessados deverão enviar uma mensagem privada para o usuário @Equipe Clube do Hardware com o título "Candidato a moderador". A mensagem deverá conter respostas ao formulário abaixo:    Qual o seu nome completo? Qual sua data de nascimento? Qual sua formação/profissão? Já atuou como moderador em algo outro fórum, se sim, qual? De forma sucinta, explique o porquê de querer ser moderador do fórum e conte-nos um pouco sobre você.   OBS: Não se trata de função remunerada. Todos que fazem parte do staff são voluntários.
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Tranzorb

Mais perguntas sobre aterramento:

3 posts neste tópico

Saudações a todos,

o assunto aterramento é sempre vastamente discutido em fóruns de eletrônica e eletricidade, devido à sua importância e às dúvidas sempre presentes, mas ainda tenho dificuldades em encontrar respostas para as seguintes:

1. Aterrar-se um equipamento ligando o fio-terra a uma torneira ou encanamento metálico é eficiente?
2. É correto pensar na 'terra' como um resistor de valor muito baixo? Se for correto, por que a corrente flui para a terra se 'o outro terminal' desse resistor não faz parte do circuito?

Peço desculpas caso essas perguntas já estejam respondidas aqui no fórum. Avisem-me se for o caso. Sobre a 2a. pergunta, eu já pensei bastante sobre o assunto e realmente essa é uma dúvida que considero pertinente. Posso estar com uma visão inteiramente equivocada acerca de todo o mecanismo, mas, por isso mesmo, gostaria de discutir isso com colegas mais experientes do Fórum.

Obrigado a todos,

Tranzorb.

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Vamos tentar ajudar.

1 - SE a torneira e o encanamento for metálico e contínuo, sim. É um aterramento bom. Não ideal, mas aceitável.

2 - Errado. A terra neste caso, é o potencial mais baixo possível. O "resistor" seria o caminho pra corrente chegar até lá.

Como surge a corrente elétrica? Devido à ddp(tensão) entre 2 pontos é que a corrente se forma. Não esqueça que corrente elétrica nada mais é, do que elétrons circulando. Tendo os 2 pontos a mesma ddp(tensão nula), não haverá corrente.

Pense nisso! Se um determinado circuito for usar a LUA como ponto de "terra". Seria um bom referencial de terra?

Sim. Pelo tamanho do corpo e a capacidade de aborver as cargas. Só que, o caminho até lá, representaria um resistor de alto valor(o caminho).

Num gabinete bem aterrado, haverá cargas estáticas sendo induzidas? Sim. Constantemente. O que ocorre é que, com a ligação à terra, através do fio do aterramento, as cargas que são induzidas são imediatamente transferidas para o ponto de menor potencial elétrico no caso, a terra!

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Olá MEIRANETO,

primeiramente gostaria de agradecer a atenção respondendo às questões colocadas por mim.

Estive conversando com um engenheiro colega meu no trabalho e ele me esclareceu algumas questões, que gostaria de postar aqui como uma pequena contribuição ao assunto, em nível de exemplo:

Considerando como proteção de um circuito contra sobre-tensões o componente varistor ligado entre a linha de alimentação e a terra:

. Imaginando-se uma bateria com tensão que exceda a tensão nominal desse varistor. O excesso de corrente só irá fluir pelo varistor (já que seu valor de tensão foi ultrapassado) se o terminal negativo da bateria estiver também ligado à terra. Faço uso do itálico para destacar que, nesse caso, a corrente só flui do positivo da bateria para a terra se o mesmo valor de corrente estiver entrando pelo negativo da mesma, e isso só será possível devido à ligação entre o negativo e a terra (fazendo com que a terra 'faça parte do circuito' quando o varistor entrar em ação).

. Levamos choque ao tocar descalços numa fase da rede elétrica porque, nas etapas de geração e distribuição de energia, há uma ligação com a terra que permite que a corrente flua por nossos corpos. Se nas usinas e sub-estações não houvesse essa ligação, seguraríamos um potencial de 127 AC nas mãos, mas todo o corpo assumiria esse potencial, devido à inexistencia de um caminho para a corrente. Enfim, estaríamos 'isolados', nosso corpo todo assumiria o potencial da fase e, como você, acertadamente, mencionou, não haveria fluxo de corrente (ddp = 0) e não haveria choque.

Espero que me corrijam se postei alguma informação errada, mas realmente pesquisei e refleti sobre elas para ter a máxima traqüilidade de estar postanto informações valiosas e corretas aos colegas do fórum.

Com essas duas situações apresentadas no quadro, procuro destacar justamente o caráter de 'circuito' que envolve o comportamento da corrente que flui para a terra: ela só entra na terra se tiver por onde retornar, assim como, numa fonte de alimentação, a corrente só passa pelo equipamento se tiver um caminho de retorno. Enfim, tudo o que faz jus ao nome circuito.

O que não compreendo é como, no caso de, p.ex, um gabinete carregado com eletricidade estática, a corrente flui para a terra, e é esse caminho que eu gostaria de entender:

A terra efetivamente 'absorve' cargas, ou esse conceito é apenas para tornar o entendimento mais simplificado? Pois, assumindo-se que ela absorve a carga, deixa-se de existir um circuito para passar a existir um fluxo de elétrons de um ponto a outro até que as cargas se equilibrem. Seria, então, esse o mecanismo?

Desculpe o falatório, eu realmente sou fascinado por todo fenômeno de natureza elétrica, e gostaria de aproveitar ao máximo a oportunidade para me aproximar da compreensão total. Sou técnico em eletrônica, mas não consegui até hoje me contentar com as informações usuais sobre, entre outras coisas, o aterramento, em que muito é sabido da sua vital importância, mas pouco ou nada se discute em cursos e no setor profissional sobre 'como funciona a coisa'.

Muito obrigado,

Tranzorb.

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