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Visita à Fábrica da ABIT em SuZhou, China

       
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Confira como foi nossa visita à fabrica da ABIT em SuZhou, China.

Visita à Fábrica da ABIT em SuZhou, China
Gabriel Torres Editor executivo do Clube do Hardware

Introdução

A ABIT organizou um campeonato mundial de LAN Party, chamado ACON4, em 21 países diferentes. Os vencedores de cada país foram convidados a disputar a final em Xangai, China Continental, com todas as despesas pagas pela ABIT. O jogo era o WarCraft III e as máquinas foram montadas com placas-mães ABIT AG8 (soquete LGA775), placas de vídeo ATI Radeon X800, processadores Pentium 4 de 3,6 GHz soquete LGA775, memórias Kingston DDR500, discos rígidos Western Digital 74 G Raptor Serial ATA de 10.000 rpm, gabinetes Coolermaster, monitores Viewsonic LCD de 17" e mouses Logitech. O ganhador levou um carro da Kia, o segundo lugar ficou com US$ 3.500, o terceiro lugar levou US$ 2.000 e o quarto lugar colocou US$ 1.000 no bolso.

Nós fomos convidados a assistir a esta disputa final (o ganhador foi o concorrente norte-americano e, em segundo lugar, ficou o concorrente russo – que ironia!) e aproveitar nossa ida até Xangai para visitar a fábrica da ABIT e também a fábrica das memórias Kingston.

Visita à Fábrica da ABIT em SuZhou, China
Figura 1: China, país generoso.

Visita à Fábrica da ABIT em SuZhou, China
Figura 2: Final do campeonato ACON4, em Xangai, China.

Uma curiosidade deste campeonato é que fiscais do governo chinês fiscalizaram cada passo do campeonato. Para você ter uma ideia, o lugar onde cada finalista ficaria sentado teve de ser aprovado pelos representantes do governo antes do início do campeonato, e os fiscais verificavam o tempo todo se as pessoas estavam sentadas nos locais previamente acordados. Ficava parecendo que qualquer saída milimétrica do acordo estabelecido entre a ABIT e o governo chinês seria motivo para encerrar o campeonato e mandar todo mundo de volta para casa. Não muito diferente do Brasil durante o governo militar. Se você reparar com atenção a Figura 2 você verá os fiscais em ação atrás dos competidores. Na Figura 3 você os vê sentados após o término do campeonato.

Visita à Fábrica da ABIT em SuZhou, China
Figura 3: Fiscais do governo chinês.

Visitar a China é sempre uma aventura. Por conta dos problemas políticos entre a China e Taiwan, na há vôos diretos entre Taiwan e a China Continental. Por isso, tivemos que ir de Taiwan até Macau e de Macau até Xangai. Macau é uma ex-colônia portuguesa que foi devolvida a China em 1999, e que fica a uma hora de barco de Hong Kong. Macau, assim como Hong Kong, é uma Zona Administrativa Especial, fazendo parte do que os chineses chamam de "um país, dois sistemas", já que Macau e Hong Kong tem sua própria moeda. O que achamos engraçado é que em Macau, apesar de ter sido colonizado por Portugal, a direção é inglesa, como Hong Kong, e não convencional, como o resto do mundo incluindo a própria China. A vôo de Taipé até Macau demora 1:30 H, e de Macau até Xangai leva outra 1:30 H. Por conta da espera em Macau pelo próximo vôo e deslocamento, são gastos quase 6 H. Isto sem contar o que já havíamos passado para chegar em Taiwan (uma hora entre Rio e São Paulo, cinco horas de espera em São Paulo, oito horas de vôo até a África do Sul, cinco horas de espera na África do Sul, 13 horas de vôo entre a África do Sul e Hong Kong, uma hora de espera em Hong Kong e mais uma hora e meia de vôo entre Hong Kong e Taipé – são literalmente dois dias voando e, acredite, este é o caminho mais rápido).

Xangai é uma cidade com 16 milhões de pessoas – ou seja, quase do tamanho de São Paulo. São enormes arranha-céus para todos os lados e, ao mesmo tempo, várias casas e prédios ao estilo oriental. É o contraste que faz de Xangai uma cidade única.

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Figura 4: Xangai a noite.

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Figura 5: Enorme templo budista ao lado de um arranha-céu. Cena comum em Xangai. Este é o Templo do Buda de Jade.

A fábrica da ABIT, que é chamada Rolly, fica na cidade de SuZhou (pronuncia-se "su-tjou"), aproximadamente a 100 Km a leste de Xangai. SuZhou é uma cidade pequena para os padrões chineses, com 1 milhão de habitantes e sua principal atração são os seus jardins, mais de 2.000 espalhados pela cidade.

Editado por Gabriel Torres

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