Ir ao conteúdo
Entre para seguir isso  

Teste da Fonte de Alimentação Cooler Master eXtreme Power Plus 550 W

       
 77.039 Visualizações    Testes  
 30 comentários

Vamos dar uma olhada neste modelo de 550 W da Cooler Master, também chamado 550-PCAR-E3. Será que ele sobreviverá aos nossos testes? Confira.

Teste da Fonte de Alimentação Cooler Master eXtreme Power Plus 550 W
Gabriel Torres Editor executivo do Clube do Hardware

Introdução

Hoje nós daremos uma olhada na eXtreme Power Plus 550 W (RS-550-PCAR-E3) da Cooler Master, uma fonte relativamente fácil de ser encontrada no Brasil. Será que ela pode fornecer sua potência rotulada? Confira.

Nós já testamos os modelos de 400 W (RS-400-PCAR-A3)460 W (RS-460-PMSR-A3) e 500 W (RS-500-PCAR-A3) desta mesma série. Os modelos de 400 W e 500 W foram capazes de fornecer suas potências rotuladas, embora tenham apresentados níveis muito altos de oscilação e ruído em suas saídas. O modelo de 460 W não foi capaz de fornecer sua capacidade rotulada. Vejamos o que acontece com o modelo de 550 W.

Enquanto os outros membros da série eXtreme Power Plus são fabricados pela AcBel Polytech, esta fonte em particular é fabricada pela Seventeam, assim como os membros de uma série mais antiga chamada eXtreme Power (sem o “Plus”). Nós suspeitamos que a nomenclatura “A3” no final do número de série indica que a fonte é fabricada pela AcBel Polytech, enquanto que a nomenclatura “E3” indica que a fonte é fabricada pela Seventeam.

A propósito, assim como os outros membros desta série, a fonte testada tem a fantástica declaração “As sealed stick was removed, lost or damaged, it shall be out of warranty validity” (“Como etiqueta selada foi removida, perdida ou danificada, ela deverá estar fora de validade de garantia”) na etiqueta da fonte de alimentação. Quando é que os fabricantes chineses vão parar de usar tradutores on-line e contratar alguém que fale inglês para escrever suas etiquetas?

O interessante é que na etiqueta da fonte não há informação sobre sua potência máxima (o número “550” está impresso sem a letra “W”). Hum...

CM eXtreme Power Plus 550 W
Figura 1: Fonte de alimentação Cooler Master eXtreme Power Plus 550 W.

CM eXtreme Power Plus 550 W
Figura 2: Fonte de alimentação Cooler Master eXtreme Power Plus 550 W.

A Cooler Master eXtreme Power Plus 550 W mede 14 cm de profundidade. Ela tem uma ventoinha de 120 mm em sua parte inferior. A fonte não tem circuito PFC ativo, como você pode ver pela presença de uma chave 115 V/230 V na Figura 1, mas pelo menos ela é baseada em um projeto mais moderno do que a defasada topologia de meia-ponte, como veremos.

Esta fonte não tem sistema de cabeamento modular e apenas o cabo principal da placa-mãe tem proteção de nylon que sai de dentro da fonte. Todos os cabos utilizam fios 18 AWG, que é a bitola correta a ser usada e isso representa um avanço em relação aos outros modelos desta série, que utilizam fios mais finos de20 AWG. Os cabos inclusos são: 

  • Cabo principal da placa-mãe com um conector de 20/24 pinos (45 cm).
  • Um cabo com dois conectores ATX12V que juntos formam um conector EPS12V (54 cm).
  • Dois cabos com um conector de alimentação de seis/oito pinos cada para placas de vídeo (46 cm).
  • Dois cabos com três conectores de alimentação SATA cada (46 cm até o primeiro conector, 15 cm entre os conectores).
  • Um cabo com três conectores de alimentação para periféricos e um conector de alimentação para a unidade de disquete (46 cm até o primeiro conector, 15 cm entre os conectores).

Esta configuração é compatível com uma fonte de alimentação de 550 W e representa um avanço em relação ao modelo de 500 W, com mais conectores (especialmente um segundo conector para placas de vídeo) e maior distância entre os conectores.

CM eXtreme Power Plus 550 W
Figura 3: Cabos.

Vamos agora dar uma olhada no interior desta fonte de alimentação.

Editado por

Compartilhar



  Denunciar Artigo
Entre para seguir isso  

Comentários de usuários




Essa linha extreme power plus da cooler master ta uma negação. Tenho um modelo de 350W dessa série, talvez pode ser bomba também, mas brevemente vou troca-la.

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

No fim do ano passado, dei ao meu irmão um Athlon KUMA 7750, uma ECS 780GM-ultra e, ..., acho que uma fonte dessas. Vou conferir neste fim de semana, com urgência, isso não se faz nem com inimigo (mas dá vontade, isso dá - imagina o micro do desafeto fazendo aquela fumacinha ... KKKKK), imagina com um irmão!?!??!!

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

A CM deveria retirar essas fontes do mercado, a reputação dela aqui no Brasil é muito boa, por conta de seus ótimos produtos por bons preços na área de gabinetes e coolers, agora fontes... eXtreme Power Plus... :(

Aliás, parece que a ASUS e a Gigabyte também não gostam de lançar boas fontes, custa fazer que nem a XFX? (esqueçam as placas de vídeo capadas, pensem nas fontes... :D)

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

Aí está um exemplo de fonte que o fornecedor fabrica com projeto razoável, bons componentes, tudo com um custo/benefício aceitável, mas vem o infeliz do "rotulante" e faz a maior c@g@d@ na fonte, bagunçando o meio de campo todo.

Não tem outra, fonte da Cooler Master que presta só a série Real Power.

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites
A CM deveria retirar essas fontes do mercado

Foi lançado muito lixo da AcBel e da Seventeam, mas os novos modelos Elite são da FSP, que têm ripple/ruído elétrico um tanto alto, mas são modelos decentes pelo menos. Portanto, houve uma melhora. Creio que essa série Extreme Power vai sumir do mercado. E já vai tarde.

De qualquer modo é bom ver que algumas fontes de baixo custo e sem PFC ativo estão pouco a pouco abandonando a topologia meia-ponte e adotando transistores MOSFETs, como já é o caso da 3RSystem, da MaxPower 550, da Gigabyte testada recentemente e também dessa Cooler Master Power Plus 550. Isso por si só não garante qualidade nenhuma, mas não deixa de ser um avanço.

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

Tenho uma Coolermaster Extreme Power Plus de 500W e confesso estar desapontado também com esta fonte. Apesar dela não ter levado o selo da bomba no teste do Cdh, ela faz um xiado estranho e bem audível com o PC desligado, já me dando que algo já não está muito bem nela, apesar que ainda usava estabilizador e sei que esta porcaria mais atrapalha do que ajuda depois das matérias que li por aqui no fórum.

Infelizmente a Coolermaster tem que melhorar a linha de entrada deles e já é praticamente uma marca riscada da minha lista de interesses de compra.

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites
[...] Apesar dela não ter levado o selo da bomba no teste do Cdh, ela faz um xiado estranho e bem audível com o PC desligado, [...]

Ela foi premiada com o Selo Bomba sim.:)

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

Zumbido na fonte é sinal de capacitor esgotado, geralmente já está até inchado.

É muito comum em fontes seventeam. É só trocar que resolve.

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites
Será que essa cachorrinha aí que é fabricada pela seventeam foi na mesma onda da 550 BAZ???

Na minha opinião não. Ao meu entender, essa Cooler Master foi bem fabricada para o que custa (exceto a eficiência baixa), porém foi mal rotulada, portanto na minha opinião a culpa foi da Cooler Master.

Já com a 550BAZ ela é ruim no projeto de fabricação. Ela já sai ruim e mal rotulada da fábrica da Seventeam, e ainda custa muito para o que fornece.

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

Que pena .... essas fontes da cooler master vendem igual banana aqui em São Paulo (Rua Santa Ifigênia), esperava mais desta série, pois os produtos desta marca são bastante recomendados, principalmente os coolers....

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

Antes tarde do que nunca:

Comparando o projeto e os componentes descobrimos que este modelo é uma Seventeam ST-500BAZ renomeada. Não é à toa que ela não consegue entregar sua potência rotulada, pois afinal trata-se de uma fonte de 500 W e não de 550 W.

Acabei de adicionar esta informação ao teste.

Abraços,

Gabriel Torres

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

Prezados Gabriel Torres e demais que endossaram as conclusões do teste,

1) Conforme citação a baixo das Conclusões à página 9:

"nós não temos como recomendá-la, já que ela queima se você tentar puxar sua potência rotulada. Por causa disso, temos de dar a ela o nosso selo “Produto Bomba”."

2) Conforme figura 14 da Distribuição da Potência, à página 6, onde destaco: Corrente máxima em 12V1 de 16A e em 12V2 de 16A.

3) Conforme Testes de Carga à página 7, onde desde o Teste 16 a fonte estava submetida a uma sobrecarga (mais de 16A+16A em 12V), vindo a ser reprovada no Teste 20 quando submetida a 21A+20A em 12V, ou seja, 28% de sobrecarga.

Eu lhes pergunto:

O certo não seria respeitar as especificações, limitando a carga em 12V em 16A+16A e a partir daí incrementar as cargas em 3,3V e 5V para alcançar a potência rotulada?

E se dessa forma tivesse sido procedido o teste com aprovação, não terá sido um equívoco atribuir Produto Bomba a esta fonte pelo motivo alegado?

Em outras palavras, ao testar a fonte em incrementos de potência até a potência total rotulada sem observar as especifiações do fabricante, não houve o equívoco muito comum e tão denunciado no Clube do hardware de achar que potência total é "tudo" numa fonte?

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

Eu lhes pergunto:

O certo não seria respeitar as especificações, limitando a carga em 12V em 16A+16A e a partir daí incrementar as cargas em 3,3V e 5V para alcançar a potência rotulada?

Você queria que no teste eles puxassem somente 384W da linha 12V e 164W das linhas 3,3V e 5V!? Isso não faz o menor sentido, pois mesmo PCs com configurações parrudas não puxam nem 50W das linha 3,3V e 5V, ou seja, se eles puxassem muito dessas linhas no teste, não estariam representando uma ''situação real de uso''. ;)

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites
Você queria que no teste eles puxassem somente 384W da linha 12V e 164W das linhas 3,3V e 5V!? Isso não faz o menor sentido, pois mesmo PCs com configurações parrudas não puxam nem 50W das linha 3,3V e 5V, ou seja, se eles puxassem muito dessas linhas no teste, não estariam representando uma ''situação real de uso''. ;)

A questão pode ser colocada de diversas formas. Em outras palavras, o que eu queria é que o teste não desprezasse a especificação da fonte, ou seja, não caisse no erro comum de confundir Potência Total com Potência Combinada.

O que eu questionei é se o teste ao não observar os limites declarados da fonte não atribuiu um adjetivo indevidamente.

Agora, se a combinação de potências desta fonte é inadequada para as condições reais de uso, na forma que tu colocaste que o teste deveria seguir, isso é outro argumento que nunca foi considerado em nenhum dos testes do Clube, até por que condições reais de uso são muitas e bastante diversas.

Um teste de bancada como são estes do Clube não são teste em condições reais de uso. São teste que experimentam os limites do equipamento, e para que sejam verdadeiros é preciso que as limitações desclaradas do equipamento sejam respeitadas. Ultrapassar um limite destes até causar um mal funcionamento é um equívoco metodológico.

Já testes em condições de uso seria utilizar a fonte em diversas máquinas diferentes e fazer avaliações individuais. Claro que na prática é impossívem, e por isso a validade do teste de bancada. Agora, um teste de bancada com erro metodológico gerará conclusões equivocadas, ou mal argumentadas.

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites
A questão pode ser colocada de diversas formas. Em outras palavras, o que eu queria é que o teste não desprezasse a especificação da fonte, ou seja, não caisse no erro comum de confundir Potência Total com Potência Combinada.

O que eu questionei é se o teste ao não observar os limites declarados da fonte não atribuiu um adjetivo indevidamente.

Agora, se a combinação de potências desta fonte é inadequada para as condições reais de uso, na forma que tu colocaste que o teste deveria seguir, isso é outro argumento que nunca foi considerado em nenhum dos testes do Clube, até por que condições reais de uso são muitas e bastante diversas.

Um teste de bancada como são estes do Clube não são teste em condições reais de uso. São teste que experimentam os limites do equipamento, e para que sejam verdadeiros é preciso que as limitações desclaradas do equipamento sejam respeitadas. Ultrapassar um limite destes até causar um mal funcionamento é um equívoco metodológico.

Já testes em condições de uso seria utilizar a fonte em diversas máquinas diferentes e fazer avaliações individuais. Claro que na prática é impossívem, e por isso a validade do teste de bancada. Agora, um teste de bancada com erro metodológico gerará conclusões equivocadas, ou mal argumentadas.

Essa fonte foi rotulada com temperatura 5ºC ~ 40ºC. O teste foi feito a uma temperatura média de 45ºC, e a fonte explodiu a 49ºC. A temperatura de operação foi a única coisa "não respeitada" no teste dessa fonte, pelo CDH.

Então quer dizer que essa fonte só vale para gabinetes refrigerados no máximo a 40ºC, de acordo com as especificações do fabricante, certo? Por um acaso existe alguma recomendação claramente expressa na embalagem desse produto para que o consumidor esteja ciente disso ao comprá-la? Não interessa o site do fabricante, quando o consumidor vai comprar alguma coisa, a única fonte de informações que ele tem no balcão é a caixa do produto. A Cooler Master deixa claro que essa fonte deve ser usada entre 5ºC ~ 40ºC? Não.

Não é difícil um gabinete, num país tropical como o nosso atingir mais que 50ºC. Pelo visto essa RS-550-PCAR-E3 só deve ser usada no Alaska e não poderia ser vendida no Brasil.

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites
Essa fonte foi rotulada com temperatura 5ºC ~ 40ºC. O teste foi feito a uma temperatura média de 45ºC, e a fonte explodiu a 49ºC. A temperatura de operação foi a única coisa "não respeitada" no teste dessa fonte, pelo CDH.

Então quer dizer que essa fonte só vale para gabinetes refrigerados no máximo a 40ºC, de acordo com as especificações do fabricante, certo? Por um acaso existe alguma recomendação claramente expressa na embalagem desse produto para que o consumidor esteja ciente disso ao comprá-la? Não interessa o site do fabricante, quando o consumidor vai comprar alguma coisa, a única fonte de informações que ele tem no balcão é a caixa do produto. A Cooler Master deixa claro que essa fonte deve ser usada entre 5ºC ~ 40ºC? Não.

Não é difícil um gabinete, num país tropical como o nosso atingir mais que 50ºC. Pelo visto essa RS-550-PCAR-E3 só deve ser usada no Alaska e não poderia ser vendida no Brasil.

Prezado Root,

Discordo com a tua afirmação de que a única coisa desrespeitada no teste foi a temperatura. Quanto a esta especificação eu nem se quer fiz referência, exatamente por não constar no rótulo publicado no teste.

Insito que o teste desrespeitou a espeficiação de corrente máxima em 12V1 e 12V2, sobrecarregando em 28% sem considerar tal situação como um teste de sobrecarga.

A partir do teste 16 esta fonte estava em sobrecarga, e nesta situação é que deveria ter sido analisada, da mesma forma que em diversos outros testes do CDH procede com seção específica entitulada Teste de Sobrecarga.

Basta ver o teste da OCZ StealthXStream 400 W, fonte de mesmo fabricante e mesmo projeto, que ficará bem claro o que eu digo.

Será um erro metodológico ou um equívoco de aplicação da metodologia estabelecida pelo CDH?

Eu diria que ambos, vejamos:

No teste da Cooler Master houve erro de aplicação ao não considerar a situação de sobrecarga como uma seção separada da de Teste de Carga. Houve uma mistura que comprometeu a conclusão.

No teste da OCZ a potência máxima de sobre carga foi encontrada sem nem se quer puxar o máximo especificado pelo fabricante em 12V, o que seria razoável pela importância maior que as linhas de 12V tem sobre as outras. Aqui um erro de método.

Por favor, revejam seus conceitos. Deixem de lado seus PRÉ-CONCEITOS e seus preconceitos. Analisem de um ângulo próprio.

Quero deixar bem claro que apesar dos pontos levantados por mim aqui, considero os testes do CDH extremamente válidos. Porém se é aberto um espaço para comentários penso que minha retribuição é justamente apontando pontos que podem ser melhorados: Método e aplicação do método.

Exercício:

Vejam o teste da OCZ e apliquem hipotéticamente o mesmo procedimento do teste sobre a Cooler Master, da seguinte forma: Limitem a corrente das linhas de 12V ao limite da especificação (na OCZ foi até abaixo). Daí então puxem mais das linhas +5V e +3,3V para então ver até quando a fonte aguentaria ou desligaria.

O que será que aconteceria?

Editado por Gui2
Adicionado o "Exercício".

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

Prezado Root,

Discordo com a tua afirmação de que a única coisa desrespeitada no teste foi a temperatura. Quanto a esta especificação eu nem se quer fiz referência, exatamente por não constar no rótulo publicado no teste.

Insito que o teste desrespeitou a espeficiação de corrente máxima em 12V1 e 12V2, sobrecarregando em 28% sem considerar tal situação como um teste de sobrecarga.

A partir do teste 16 esta fonte estava em sobrecarga, e nesta situação é que deveria ter sido analisada, da mesma forma que em diversos outros testes do CDH procede com seção específica entitulada Teste de Sobrecarga.

Basta ver o teste da OCZ StealthXStream 400 W, fonte de mesmo fabricante e mesmo projeto, que ficará bem claro o que eu digo.

Será um erro metodológico ou um equívoco de aplicação da metodologia estabelecida pelo CDH?

Eu diria que ambos, vejamos:

No teste da Cooler Master houve erro de aplicação ao não considerar a situação de sobrecarga como uma seção separada da de Teste de Carga. Houve uma mistura que comprometeu a conclusão.

No teste da OCZ a potência máxima de sobre carga foi encontrada sem nem se quer puxar o máximo especificado pelo fabricante em 12V, o que seria razoável pela importância maior que as linhas de 12V tem sobre as outras. Aqui um erro de método.

Por favor, revejam seus conceitos. Deixem de lado seus PRÉ-CONCEITOS e seus preconceitos. Analisem de um ângulo próprio.

Quero deixar bem claro que apesar dos pontos levantados por mim aqui, considero os testes do CDH extremamente válidos. Porém se é aberto um espaço para comentários penso que minha retribuição é justamente apontando pontos que podem ser melhorados: Método e aplicação do método.

Exercício:

Vejam o teste da OCZ e apliquem hipotéticamente o mesmo procedimento do teste sobre a Cooler Master, da seguinte forma: Limitem a corrente das linhas de 12V ao limite da especificação (na OCZ foi até abaixo). Daí então puxem mais das linhas +5V e +3,3V para então ver até quando a fonte aguentaria ou desligaria.

O que será que aconteceria?

Amigo, primeiro de tudo, você deve esquecer o que está rotulado na fonte, ali o fabricante tem a liberdade de pôr o que quiser (vide Leaderships Gamers e MUITAS outras fontes). Se a fonte é vendida com sendo de 550W, não é por causa dos limites das tensões que estão no rótulo que o CdH vai mudar sua metodologia de teste somente para favorecer a fonte. O CERTO é puxar, digamos, ~90% (ou até mais) da potência rotulada da fonte, da linha +12V. De NADA adianta eles puxarem muita potência das linhas +3,3V, +5V, +5VSB e -12V. Se eles fizessem isso, estariam INVALIDANDO o teste. Quanto ao caso da OCZ e da Cooler Master, não sei de quais fontes você está falando, mas é aí que vemos a seriedade do fabricante na hora de rotular a fonte (aliás, OCZ, no quesito fontes, dá um banho na Cooler Master ;)).

Editado por V i X

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites
Amigo, primeiro de tudo, você deve esquecer o que está rotulado na fonte, ali o fabricante tem a liberdade de pôr o que quiser (vide Leaderships Gamers e MUITAS outras fontes). Se a fonte é vendida com sendo de 550W, não é por causa dos limites das tensões que estão no rótulo que o CdH vai mudar sua metodologia de teste somente para favorecer a fonte. O CERTO é puxar, digamos, ~90% (ou até mais) da potência rotulada da fonte, da linha +12V. De NADA adianta eles puxarem muita potência das linhas +3,3V, +5V, +5VSB e -12V. Se eles fizessem isso, estariam INVALIDANDO o teste. Quanto ao caso da OCZ e da Cooler Master, não sei de quais fontes você está falando, mas é aí que vemos a seriedade do fabricante na hora de rotular a fonte (aliás, OCZ, no quesito fontes, dá um banho na Cooler Master ;)).

Prezado ViX,

Tenha em mente que minhas considerações não são defesas de qualquer equipamento. São tão somente considerações sobre aspectos que julguei errados no teste em questão, no caso da Cooler Master. Releia minhas postagens anteriores tendo isso em mente compreenderás melhor meus argumentos.

Quanto a esta sua "certeza" dos 90%, sabe-se lá de onde surgiu este percentual, poderia ser maior ou menor, não importa por que não tem qualquer fundamento técnico. Pode até ser um desejo seu, mas uma certeza como tu afirmastes ser, tenho convicção de que não é.

Realmente especificações técnicas de fabricantes podem ser mais ou menos fieis, e para avaliar isso o teste também serve. Mas se o teste não respeitar os limites declarados estará invalidando os resultados, mesmo que sem que os leitores percebam. O teste pode e deve por a prova estes limites, esta é a fase do Teste de Carga. Feito isso pode ultrapassar estes limites e relatar o ocorrido, esta é a fase do Teste de Sobrecarga. Foi nisso que eu demonstrei que o teste foi falho: Ao submenter a fonte à sobrecarga em pleno teste de carga, levando a queimá-la sem nem se quer ter assumido a conduta preconizada pelo método para um verdadeiro teste de sobrecarga.

Para reforçar meus argumentos demonstrei que no modelo OCZ (de mesmo fabricante e projeto) a conduta do teste foi diferente, daí sim favorecendo o produto OCZ: No Teste de Sobrecarga as linhas de 12V nem se quer foram submetidas à sobrecarga. E como seria de se esperar, no Teste de Carga também não houve sobrecarga destas linhas.

Ou seja, as especificações da marca OCZ foram respeitadas, e as da marca Cooler Master não foram.

Repare aí a minha preocupação com a maior importância das linhas de 12V no avaliar fontes, o que vai de encontro com a tua "certeza" dos 90%, que eu prefiro considerar apenas como um desejo.

Bem, ViX, como dissestes que nem sabes de quais fontes estou falando, é por que não chegastes a ler os testes em questão. Logo, não posso considerar a totalidade de seus comentários, infelizmente.

Caso queira se aprofundar no assunto sugiro a leitura.

Recomendo novamente o exercício: se aplicasemos o mesmo procedimento de teste da OCZ na Cooler Master (não sobrecarregar as linhas de 12V nem mesmo no Teste de Sobrecarga) será que não teríamos uma outra imagem desta fonte?

Fatalmente este exercício nos fará questionar que método é este que submente fontes tão similares a condições de avaliação tão distintas. E será que os demais testes do CDH não pecam nisso também?

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

Gui2, você tem razão ao reclamar que a fonte estava em sobrecarga do teste 15 até o teste 20. Observando melhor, vi que realmente a configuração deste teste não conferiu com o rotulado pela fonte. Eu também gostaria de descobrir uma explicação para isso. A fonte rotula 2 barramentos de 16A e puxaram uns 20A de cada um no teste 15, enquanto as linhas 3,3 e 5,0V estavam subcarrecadas.

Só não sei de onde você tirou que essa fonte é fabricada pelo mesmo fabricante da OCZ 400W. Uma é pela Seventeam e a outra pela CWT. E os projetos não são iguais.

Sobre o maior consumo na linha de 12V, o ViX está certo, o consumo é mesmo na faixa dos 90% em cima das linhas de 12V. Um micro moderno consome em média 40W das linhas 3,3 e 5,0V, enquanto nas de 12V pode consumir de 200W até 1kW nas configurações mais gastonas. Tanto configurações simples quanto tops, consomem em média isso aí mesmo nas demais linhas. Um bom exemplo para demonstrar isso é só você olhar a etiqueta de fontes boas como Seasonic X-Series, quase toda a potência do rótulo da fonte está nas linhas de 12V mesmo.

Editado por RooT

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites
Gui2, você tem razão ao reclamar que a fonte estava em sobrecarga do teste 15 até o teste 20. Observando melhor, vi que realmente a configuração deste teste não conferiu com o rotulado pela fonte. Eu também gostaria de descobrir uma explicação para isso. A fonte rotula 2 barramentos de 16A e puxaram uns 20A de cada um no teste 15, enquanto as linhas 3,3 e 5,0V estavam subcarrecadas.

Só não sei de onde você tirou que essa fonte é fabricada pelo mesmo fabricante da OCZ 400W. Uma é pela Seventeam e a outra pela CWT. E os projetos não são iguais.

Sobre o maior consumo na linha de 12V, o ViX está certo, o consumo é mesmo na faixa dos 90% em cima das linhas de 12V. Um micro moderno consome em média 40W das linhas 3,3 e 5,0V, enquanto nas de 12V pode consumir de 200W até 1kW nas configurações mais gastonas. Tanto configurações simples quanto tops, consomem em média isso aí mesmo nas demais linhas. Um bom exemplo para demonstrar isso é só você olhar a etiqueta de fontes boas como Seasonic X-Series, quase toda a potência do rótulo da fonte está nas linhas de 12V mesmo.

Me desculpe RooT,

realmente fiz confusão na origem entre as duas fontes. São de fabricantes distintos. Porém, em nada muda os meus questionamentos.

Uma vez que já não sou só eu que "vejo coisas", resta quem fez o teste se pronunciar.

Quanto à tua concordância com os 90% do ViX, repare que na tua argumentação estás te contradizendo. Se em um micro simples ou um top o consumo em 3.3V e 5V fica em torno de 40W, mas em 12V pode variar entre 200W e 1000W, então não se pode estimar um percentual, no máximo uma faixa percentual ampla.

Mas tudo bem, podemos tratar em máquinas médias, e até concordar com este percentual. Ou seja, que em média todos computadores médios atuais consumam 90% da potência total nas linhas de 12V.

Porém isso não quer dizer que todas as fontes tem a obrigação de fornecer 90% de suas potências totais nas linhas 12V, como sujeriu o ViX apoiando o equívoco do teste.

Só implica em que é desejável que as fontes se apresentem assim. É a história do desejo em meu post anterior.

Cada fonte é uma fonte, e por isso a importância de se respeitar as especificações técnicas, principalmente em um ambiente de teste que corretamente se propõe a distinguir Teste de Carga e Teste de Sobrecarga.

Essa questão de um percentual elevado em 12V se relaciona à qualidade de distribuição das potências, e não à potência absoluta, declarada ou efetiva. Já citado por mim anteriormente.

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

Claro que nem todas as fontes são obrigadas a ter muito mais potência nos 12V do que no restante. Cada um pode fabricar e comercializar fontes com o projeto que quiser.

O problema é que o mercado está cheio de fontes com projetos obsoletos, de altas correntes em 3,3 e 5,0V e que não são boas escolhas na hora de comprar, visto principalmente que boa parte dessas fontes pré-históricas costumam ter preço igual ou superior a fontes muito melhores e modernas. E muita gente leiga compra fontes inadequadas como essas para configurações modernas. Portanto é uma questão de preferência do consumidor na hora de comprar.

Por outro lado, se eu tiver um micro antigo em casa, que consuma pouco nos 12V, eu gostaria de encontrar uma fonte no mercado capaz de alimentá-lo bem. Enfim, é preciso fazer com que o consumidor saiba que cada caso é um caso, e como você disse e eu complemento, cada Fonte x Sistema é diferente e precisa ser analisado afim de encontrar a melhor maneira de equilibrar as coisas.

Quanto ao teste, realmente não se pode dizer que uma fonte é "Produto Bomba" só por não ter aproximadamente 90% da potência assentada em 12V. E aqui falta uma diversificação nos selos atribuídos por parte do Clube do Hardware às fontes testadas. Poderia ter um selo de "Produto não Recomendado", em vista de que a esmagadora maioria das configurações são do tipo que consome muito mais nos 12V, e este se enquadraria bem para a fonte citada neste tópico. O Gabriel já ouviu várias sugestões desse tipo, talvez ele esteja neste momento estudando a melhor opção para melhorar isso no site.

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

Gui2, no meu post eu citei ''~90% (ou até mais)''.

Agora, se o GT fizesse o teste respeitando o rótulo, ele iria puxar 207W das linhas +3,3V e +5V e 384W na linha +12V, isso lembrando que um PC parrudo consome algo em torno de 40W das linhas +3,3V, +5V, +5VSB e -12V. Ou seja, quem comprar essa fonte, não poderá instalar a mesma em um PC que consome 550W, já que o PC iria puxar mais de 500W da linha +12V, e a fonte provavelmente iria explodir por conta disso.

De qualquer forma, cada um tem um ponto de vista...

Compartilhar este comentário


Link para o comentário
Compartilhar em outros sites



Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário






Sobre o Clube do Hardware

No ar desde 1996, o Clube do Hardware é uma das maiores, mais antigas e mais respeitadas publicações sobre tecnologia do Brasil. Leia mais

Direitos autorais

Não permitimos a cópia ou reprodução do conteúdo do nosso site, fórum, newsletters e redes sociais, mesmo citando-se a fonte. Leia mais

×