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Rafael Coelho

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Sobre Rafael Coelho

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    Editor-chefe do Clube do Hardware
  1. Obrigado por avisar, foi um erro no artigo. Utilizamos uma fonte de 750 W.
  2. O Ryzen Threadripper 3970X é um processador da AMD voltado para o mercado HEDT (High-End DeskTop). Ele tem 32 núcleos, 64 threads, clock base de 3,7 GHz, clock turbo de 4,5 GHz, 128 MiB de cache L3, 16 MiB de cache L2 e utiliza o soquete sTRX4. O processador analisado faz parte da terceira geração de processadores Ryzen Threadripper, utilizando uma nova arquitetura baseada em "chiplets", que são chips menores integrados no mesmo processador. Nela, há um chiplet chamado IOD e fabricado em 12 nm que controla os processos de entrada e saída do processador, e um número escalonável de chiplets chamados CCD (Core Chiplet Die), fabricados em 7 nm, contendo os núcleos de processamento. Cada CCD traz até oito núcleos e até 32 MiB de cache L3. Enquanto os processadores soquete AM4 têm um ou dois CCD, os processadores soquete sTRX4 trazem tamanho físico maior, permitindo a presença de até oito CCDs. Essa arquitetura permite que os processadores tenham até 64 núcleos (que é o caso do Ryzen Threadripper 3990X, que ainda não testamos). O Ryzen Threadripper 3970X traz "apenas" quatro CCDs, o que fornece os 32 núcleos e os 128 MiB de cache L3. Seu TDP é de 280 W, e ele não vem com cooler. O soquete sTRX4 utilizado pelos processadores Ryzen Threadripper de terceira geração é fisicamente semelhante, mas incompatível, com o soquete TR4 utilizado pelas gerações anteriores. Enquanto as placas-mãe para estas gerações utilizavam o chipset X399, as placa-mãe para a terceira geração utilizam o chipset TRX40. A nova plataforma, a exemplo do que vimos na terceira geração dos processadores Ryzen "comuns", suporta PCI Express 4.0. Assim como na plataforma anterior, o sistema suporta interface de memória em quatro canais. Na Figura 1 vemos o processador Ryzen Threadripper 3970X testado. Recebemos apenas o processador para a nossa análise, sem embalagem ou acessórios. Figura 1: o Ryzen Threadripper 3970X Você confere o lado de baixo do Ryzen Threadripper 3970X na Figura 2. Note que, nestes processadores, os pinos ficam no soquete. Figura 2: lado de baixo Atualmente, pode-se dizer que o Ryzen Threadripper 3970X, que custa US$ 1.950 nos EUA, não tem um concorrente direto da Intel. O Core i9-9980XE custava quase a mesma coisa, mas ele foi substituído no mercado pelo Core i9-10980XE, que custa em torno de US$ 1.000. Assim, compararemos o Ryzen Threadripper 3970X ao Core i9-9980XE, simplesmente por que este é o modelo concorrente mais topo de linha que temos à disposição no momento. Porém, mesmo que o preço de tabela dos dois processadores seja semelhante, tenha em mente que eles não são exatamente concorrentes diretos, já que o Core i9-9980XE foi substituído por um modelo que custa a metade do valor. E, como concluímos ao testar o Core i9-10980XE (que, infelizmente, tivemos de devolver à fabricante), o desempenho dos dois modelos da Intel é bem semelhante, de forma que você pode considerar que a comparação de desempenho entre o Threadripper 3970X e o Core i9-9980XE também vale para o modelo mais recente da Intel. Utilizamos uma GeForce RTX 2080 Ti, que é a placa de vídeo mais topo de linha disponível no momento, em todos os testes. Com isto, esperamos que o desempenho dos jogos e programas seja limitado pelo processador, o que nos permite ver a diferença de desempenho entre os processadores. Vamos comparar as principais especificações dos processadores testados na próxima página. Nas tabelas abaixo, comparamos as principais características dos processadores incluídos neste teste. Os preços utilizado são os valores sugeridos pela Intel. TDP significa Thermal Design Power e é a máxima quantidade de calor que o processador pode dissipar. Processador Núcleos HT/SMT IGP Clock Interno Clock Turbo Núcleo Tecn. TDP Soquete Preço nos EUA Ryzen Threadripper 3970X 32 Sim Não 3,7 GHz 4,5 GHz Castle Peak 7/12 nm 280 W sTRX4 US$ 1950 Core i9-9980XE 18 Sim Não 3,0 GHz 4,5 GHz Skylake-X 14 nm 165 W LGA2066 US$ 2000 Abaixo, podemos ver a configuração de memória de cada processador. Processador Cache L2 Cache L3 Suporte à Memória Canais de memória Ryzen Threadripper 3970X 32 x 512 kiB 128 MiB Até DDR4-3200 Quatro Core i9-9980XE 18 x 1 MiB 24,75 MiB Até DDR4-2666 Quatro Durante nossas sessões de teste, nós usamos a configuração listada abaixo. Entre as sessões de teste, o único componentes variável foi o processador sendo testado, além da placa-mãe para acompanhar os diferentes processadores. Configuração de hardware Placa-mãe (sTRX4): ASRock TRX40 Creator Placa-mãe (LGA2066): ASRock Fatal1ty X299 Professional Gaming i9 Cooler do processador (sTRX4): Thermaltake Water 3.0 Ultimate Cooler do processador (LGA2066): PCYES NIX RGB 240 mm Memória: 16 GiB, quatro módulos DDR4-2666 Kingston de 4 GiB configurados a 2666 MHz Unidade de boot: Kingston A2000 de 1.000 GiB Placa de vídeo: GeForce RTX 2080 Ti Monitor de vídeo: Philips 236VL Fonte de alimentação: EVGA 750BQ Configuração do sistema operacional Windows 10 Home 64 bit NTFS Resoluçao de vídeo: 1920 x 1080 Versões dos drivers Versão do driver NVIDIA: 442.59 Software utilizado 3DMark Blender Cinebench R20 CPU-Z 1.91 Handbrake PCMark 10 WinRAR 5.5 V-Ray Benchmark Deus Ex: Mankind Divided F1 2018 GTA V Rainbow Six Siege Red Dead Redemption 2 Shadow of the Tomb Raider Margem de erro Nós adotamos uma margem de erro de 4%. Assim, diferenças abaixo de 4% não são consideradas relevantes. Em outras palavras, produtos com diferença de desempenho abaixo de 4% são considerados tendo desempenhos equivalentes. PCMark 10 O PCMark 10 é um programa de teste de desempenho que utiliza aplicativos reais para medir o desempenho do computador. Nós rodamos o teste padrão, que inclui testes de abertura de programas, navegação na internet, digitação de textos, edição de fotos, conversa por vídeo, edição de vídeo, vídeo conferência e renderização. Vamos analisar os resultados. No teste Home do PCMark 10, o Ryzen Threadripper 3970X ficou em empate técnico com o Core i9-9980XE. 3DMark O 3DMark é um programa com um conjunto de testes de desempenho que criam cenários e simulações de jogos 3D. O teste Time Spy mede o desempenho em DirecX 12, o teste Fire Strike mede o desempenho DirectX 11 e é voltado a computadores topo de linha para jogos, enquanto o teste Sky Diver também mede desempenho DirectX 11, mas é voltado a computadores intermediários. Finalmente, o teste Cloud Gate mede o desempenho em DirectX 10. No teste Time Spy, o Ryzen Threadripper 3970X foi 29% mais lento do que o Core i9-9980XE. No teste Fire Strike, o Ryzen Threadripper 3970X foi 13% mais lento do que o Core i9-9980XE. No teste Sky Diver, o Ryzen Threadripper 3970X foi 28% mais lento do que o Core i9-9980XE. Cinebench R20 O Cinebench R20 é baseado no software Cinema 4D. Ele é muito útil para medir o ganho de desempenho obtido pela presença de vários núcleos de processamento ao renderizar imagens 3D pesadas. Renderização é uma área onde ter um maior número de núcleos de processamento ajuda bastante, pois normalmente esse tipo de software reconhece vários processadores (o Cinebench R20, por exemplo, reconhece e utiliza até 256 núcleos de processamento). Já que nós estamos interessados em medir o desempenho de renderização, nós rodamos o teste CPU, que renderiza uma imagem “pesada” utilizando todos os processadores ou “núcleos” – tanto reais quanto virtuais – para acelerar o processo. O resultado é dado como uma pontuação. No Cinebench R20, o Ryzen Threadripper 3970X foi 95% mais rápido do que o Core i9-9980XE. Blender O Blender é um programa de renderização de imagens e filmes que utiliza todos os núcleos do processador. Nós utilizamos o programa para renderizar uma imagem pesada em um projeto chamado Gooseberry Benchmark. O gráfico abaixo apresenta o tempo em segundos gasto na renderização, de forma que, quanto menor o valor, melhor. No Blender, o Ryzen Threadripper 3970X foi 90% mais rápido do que o Core i9-9980XE. CPU-Z O famoso programa de identificação de hardware CPU-Z vem com uma ferramenta simples de medição de desempenho, utilizando apenas um núcleo e também todos os núcleos disponíveis. Note que os resultados foram todos obtidos com a mesma versão do programa (1.91), já que não é possível comparar resultados obtidos com versões diferentes. No teste que mede o desempenho de apenas um núcleo, o Ryzen Threadripper 3970X foi 6% mais rápido do que o Core i9-9980XE. Já no teste que utiliza todos os núcleos disponíveis, o Ryzen Threadripper 3970X foi 182% mais rápido do que o Core i9-9980XE. Handbrake O HandBrake é um programa de conversão de vídeo de código aberto. Convertemos um vídeo .mov de seis minutos em resolução Full HD em um arquivo .MP4, utilizando o perfil de saída “Fast 1080p30”. Os resultados estão em quadros por segundo (fps), de forma que valores mais altos são melhores. No Handbrake, o Ryzen Threadripper 3970X foi 39% mais rápido do que o Core i9-9980XE. WinRAR Uma tarefa na qual o processador é bastante requisitado é na compactação de arquivos. Rodamos um teste, onde uma pasta com 4.385 arquivos, totalizando 9,5 GiB, foi compactada em um arquivo utilizando o WinRAR 5.61. O gráfico abaixo mostra o tempo gasto em cada teste. No WinRAR, o Ryzen Threadripper 3970X foi 9% mais lento do que o Core i9-9980XE. V-RAY O V-Ray Benchmark é uma ferramenta de medição de desempenho do processador e da placa de vídeo em tarefas de renderização de imagem. Ele renderiza duas imagens, uma utilizando o processador (CPU) e outra a placa de vídeo (GPU). Rodamos o teste nos processadores testados e comparamos o tempo gasto no teste CPU no gráfico abaixo. No V-Ray Benchmark, o Ryzen Threadripper 3970X foi 80% mais rápido do que o Core i9-9980XE. Nos testes com jogos, medimos e colocamos nos gráficos os valores de taxas de quadros média e a média dos 1% mínimos. Vamos fazer o comparativo utilizando os valores de taxa média, enquanto a taxa de 1% mínimo fica como informativo para que você possa tirar suas próprias conclusões. Em todos os testes, medimos a taxa de quadros média e o 1% mínimo usando o MSI Afterburner, utilizando a média de três medições de 60 s em sequência. Deus Ex: Mankind Divided Deus Ex: Mankind Divided é um RPG de ação e elementos de FPS, lançado em Agosto de 2016, que utiliza o motor Dawn, sendo compatível com DirectX 12. Testamos o desempenho utilizando o próprio teste incluído no jogo, com DirectX 12 ativado, em 1920 x 1080 (Full HD), com a qualidade de imagem configurada em “baixo”. Os resultados estão expressos em quadros por segundo (fps). Neste jogo, comparando a taxa de quadros média, o Ryzen Threadripper 3970X foi 6% mais lento do que o Core i9-9980XE. F1 2018 F1 2018 é um jogo de corrida de carros lançado em agosto de 2018, que utiliza o motor EGO 4.0. Testamos o desempenho utilizando o próprio teste incluído no jogo, em 1920 x 1080 (Full HD), com a qualidade de imagem configurada em “alto” e MSAA desligado. Os resultados estão expressos em quadros por segundo (fps). Neste jogo, comparando a taxa de quadros média, o Ryzen Threadripper 3970X foi 6% mais lento do que o Core i9-9980XE. Grand Theft Auto V O Grand Theft Auto V, ou simplesmente GTA V, é um jogo de ação em mundo aberto lançado para PC em abril de 2015, utilizando o motor RAGE. Para medir o desempenho usando este jogo, rodamos o teste de desempenho embutido no mesmo, utilizando a parte em que a câmera acompanha o voo do avião. Rodamos o jogo em Full HD, com todas as opções de qualidade de imagem em “alta” e MSAA desligada. Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. No GTA V, o Ryzen Threadripper 3970X foi 8% mais lento do que o Core i9-9980XE. Rainbow Six Siege O "Tom Clancy's Rainbow Six Siege" é um jogo estilo FPS tático lançado em dezembro de 2015, baseado no motor AnvilNext, que é DirectX 11. Para medir o desempenho utilizando este jogo, rodamos o teste de desempenho embutido no mesmo, com qualidade gráfica em “alto”. Os resultados abaixo estão em quadros por segundo. Neste jogo, o Ryzen Threadripper 3970X foi 8% mais lento do que o Core i9-9980XE. Red Dead Redemption 2 O Red Dead Redemption 2 é um jogo de ação e aventura lançado para PC em novembro de 2019, utilizando o motor RAGE. Para medir o desempenho usando este jogo, rodamos o teste de desempenho do jogo, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo com o MSI Afterburner na última cena do teste. Rodamos o jogo em resolução Full HD, com a qualidade de imagem configurada na última opção de "priorizar desempenho". Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. Neste jogo, o Ryzen Threadripper 3970X foi 9% mais lento do que o Core i9-9980XE. Shadow of the Tomb Raider O Shadow of the Tomb Raider é um jogo de aventura e ação lançado em setembro de 2018, baseado no motor Foundation. Para medir o desempenho usando este jogo, utilizamos o teste embutido no mesmo, com qualidade gráfica configurada como “média” e antiserrilhamento desligado. Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. No Shadow of the Tomb Raider, o Ryzen Threadripper 3970X foi 5% mais lento do que o Core i9-9980XE. O Ryzen Threadripper 3970X suporta memórias de até 3.200 MHz em configuração de quatro canais. Porém, o único kit com quatro módulos de memória que nós tínhamos à disposição era de 2.666 MHz. Assim, rodamos todos os testes anteriores com as memórias rodando a 2.666 MHz. Porém, durante os testes nós ficamos em dúvida se a utilização de memórias com um clock maior não beneficiaria o processador, já que, na arquitetura atual da AMD, a interface "Infinity Fabric" que liga internamente os chiplets trabalha no mesmo clock das memórias. Assim, rodamos alguns testes com uma configuração diferente: utilizamos dois módulos de memória DDR4-3200, trabalhando a 3.200 MHz. Queríamos ver o que sobressairia: uso de memórias mais rápidas em dois canais ou memórias mais lentas em quatro canais. Os resultados estão abaixo. Cinebench R20 No Cinebench R20, o desempenho com memórias DDR4-2666 em quatro canais foi similar ao obtido com memórias DDR4-3200 em dois canais. Blender No Blender, o desempenho com memórias DDR4-2666 em quatro canais foi 7% superior ao obtido com memórias DDR4-3200 em dois canais. Handbrake No Handbrake, o desempenho com memórias DDR4-2666 em quatro canais foi 8% superior ao obtido com memórias DDR4-3200 em dois canais. WinRAR No WinRAR, o desempenho com memórias DDR4-2666 em quatro canais foi 6% superior ao obtido com memórias DDR4-3200 em dois canais. V-RAY No V-Ray Benchmark, o desempenho com memórias DDR4-2666 em quatro canais foi similar ao obtido com memórias DDR4-3200 em dois canais. Como todos os processadores Ryzen Threadripper, o 3970X tem multiplicador de clock destravado, significando que é possível fazer overclock nele modificando apenas o seu multiplicador de clock. Em primeiro lugar, é preciso prestar atenção na forma como o clock deste processador funciona. Seu clock base é de 3,7 GHz e seu clock turbo máximo é de 4,5 GHz. Este clock de 4,5 GHz é alcançado apenas quando há apenas um núcleo ativo. Fizemos alguns testes e vimos que, com as 64 threads em uso, o processador trabalhava inicialmente a 4,2 GHz, reduzindo o clock gradativamente ao longo de alguns minutos, estabilizando-se em cerca de 3,9 GHz. Esta adaptação ocorre para que o processador mantenha-se dentro da faixa de temperatura e consumo estabelecida. Na configuração original (sem overclock), no teste no Blender, a temperatura do encapsulamento chegou a 81 graus Celsius, com temperatura ambiente de 21 graus Celsius e utilizando um sistema de refrigeração líquida topo de linha (Thermaltake Water 3.0 Ultimate). O consumo, segundo o HWMonitor, ficou em exatos 280 W. Em nossos testes de overclock, conseguimos atingir com estabilidade o clock de 4,0 GHz (100 MHz x 40,0) em todos os núcleos, com as tensões padrão. Acima disso, o Cinebench R20 sofria algum erro e não completava o teste. Assim, nossa conclusão é que o Ryzen Threadripper 3970X já é bem otimizado para utilizar o máximo de desempenho, de forma que não vale a pena tentar um overclock simples nele. Este procedimento só pode valer a pena se você tiver um sistema (fonte de alimentação, cooler e placa-mãe) de alta qualidade e voltados para overclock, bem como conhecimento e tempo disponível para fazer todos os ajustes finos necessários para alcançar um resultado significativo. De qualquer forma, lembre-se que a capacidade de overclock de um processador depende da placa-mãe, do sistema de refrigeração, e também da sorte, pois dois processadores de mesmo modelo podem alcançar diferentes taxas de clock máximas. Há duas conclusões principais ao analisar o Ryzen Threadripper 3970X. A primeira é que ele é realmente um "monstrinho", oferecendo um desempenho incrível nas tarefas para as quais ele é recomendado. A segunda é que ele não é um processador para a grande maioria dos usuários. E isto não é apenas por conta de seu alto preço, mas também porque ele consome uma grande quantidade de energia elétrica e exigem uma infraestrutura (placa-mãe, gabinete, sistema de refrigeração, fonte de alimentação) topo de linha e bem cara. Um exemplo simples de situação onde ele não vale a pena é para um computador voltado para jogos: neste tipo de aplicação, ele foi inferior ao modelo da Intel (o qual, como já mostramos em nossa outra análise, também não é indicado para jogos). Para montar um computador topo de linha para jogos, vale mais a pena investir em um processador da linha "comum", como o Ryzen 9 3900X ou o Core i9-9900K, que custam bem menos e oferecem um maior desempenho nessa aplicação. Porém, para uso profissional onde o grande número de threads seja fundamental, como renderização de vídeo ou de imagens 3D, este processador mostra a que veio. Assim, se você é um profissional que trabalha com edição de vídeo, produção de imagens ou animação 3D ou algo tarefa semelhante, o Ryzen Threadripper 3970X pode lhe proporcionar mais produtividade, o que faz com que ele seja uma excelente escolha.
  3. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Teste do processador Ryzen Threadripper 3970X "Testamos o Ryzen Threadripper 3970X, processador da AMD com 32 núcleos, 64 threads e 128 MiB de cache L3. Vamos ver se ele entrega tanto desempenho quanto promete." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  4. Talvez até funcione (pode ser que a BIOS dela não suporte NVMe) mas não vale a pena. Ou utilize outro SSD SATA para garantir a compatibilidade, ou então parta para trocar o sistema inteiro, que já está muito defasado.
  5. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Teste do smartphone ASUS ZenFone 6 "Testamos o ZenFone 6, smartphone da ASUS com processador Snapdragon 855, tela Full HD de 6,4 polegadas, bateria de 5.000 mAh e câmera giratória de 48 MP. Confira!" Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  6. Testamos o ZenFone 6, sexta geração do smartphone principal da ASUS. Ele utiliza o processador Snapdragon 855, tem tela Full HD de 6,4 polegadas e câmera giratória de 48 MP. Vamos analisar este produto e descobrir quais suas principais qualidades, e em que pontos ele não é tão bom assim. Desde 2014 a ASUS oferece os seus smartphones da linha ZenFone, com o primeiro ZenFone 5 e o seu irmão ZenFone 6, também lançado no mesmo ano, onde os algarismos 5 e 6 indicavam o tamanho da tela em polegadas. A partir de 2015, com o ZenFone 2, as novas versões passaram a seguir uma numeração refletindo a geração do aparelho. E assim, em 2019 chegamos ao ZenFone 6, que, infelizmente, só recebemos para análise agora em 2020. É interessante notar que o ROG Phone II, que testamos recentemente, pode ser considerada uma versão "turbinada" do ZenFone 6, já que ambos foram lançados praticamente juntos e compartilham algumas especificações. O ZenFone 6 pode ser classificado como um smartphone que fica entre o segmento intermediário e os modelos topo de linha, tanto em termos de preço quanto recursos. Ele está disponível em diferentes versões, que se diferenciam principalmente pela quantidade de memória (RAM) e pelo espaço de armazenamento. O modelo mais barato (na faixa de R$ 2.600,00) tem 6 GiB de RAM e 64 GiB de armazenamento. O modelo imediatamente superior custa cerca de R$ 3.420,00 e tem também 6 GiB de RAM mas 128 GiB de armazenamento. Já o modelo que testamos (ZS630KL-2A028WW) tem 8 GiB de RAM e 256 GiB de armazenamento, custando R$ 4.050,00. Ainda há uma edição especial, com 12 GiB de RAM e 512 GiB de armazenamento, que custa R$ 5.300,00. Cada modelo está disponível nas cores preto e prata, exceto a edição especial, que só está disponível na cor preta. A Figura 1 mostra a caixa do ZenFone 6, que tem um desenho minimalista. Figura 1: embalagem Dentro da embalagem, além do smartphone, encontramos o carregador de 18 W, um cabo para carregamento e transferência de dados, ferramenta para abrir o compartimento dos cartões SIM, manual do usuário, fones de ouvido e uma "capinha" transparente. Figura 2: acessórios A Figura 3 revela a frente do ZenFone 6. A tela IPS de 6,4 polegadas e proteção Gorilla Glass 6 tem bordas muito finas, ocupando praticamente toda a frente do aparelho, sem entalhes ou orifícios. Figura 3: o ZenFone 6 O ZenFone 6 não tem orifícios ou entalhes na tela simplesmente porque ele não possui uma câmera frontal dedicada. Em vez disso, as câmeras traseiras giram em 180 graus, de forma a poder tirar fotos frontais, recurso que o fabricante chama de "Flip Camera". Na Figura 4 vemos o módulo das câmeras voltado para a frente. Figura 4: câmera rotacionada A Figura 5 mostra a traseira do aparelho, que é de vidro. Aqui podemos ver as câmeras traseiras e o leitor de impressões digitais. Figura 5: traseira Na Figura 6 vemos a parte superior do ROG Phone II, onde vemos o orifício do microfone auxiliar, além do módulo das câmeras. Figura 6: parte de cima Na parte inferior estão localizados o conector de 3,5 mm para headset, o conector USB tipo C para transferência de dados e carga da bateria, o orifício do microfone e o alto-falante. Figura 7: lado de baixo Na lateral direita é possível ver o botão liga/desliga, os botões de ajuste de volume e a "tecla inteligente", botão que por padrão abre o assistente do Google, mas que você pode configurar para diversas outras ações, como abrir a câmera ou ligar a lanterna. Figura 8: lateral direita Já na lateral esquerda, vemos apenas a bandeja para chips SIM e cartões de memória. Figura 9: lateral esquerda Já na Figura 10, vemos o detalhe do módulo giratório onde ficam as câmeras. A principal tem sensor de 48 MP (gerando por padrão fotos de 12 MP), abertura f/1,79 e campo de visão de 79 graus. Ao lado fica a câmera ultra grande angular, de 13 MP, abertura f/2,4 e campo de visão de 125 graus. Também vemos o flash LED e um sensor laser para foco auxiliar. São as mesmas câmeras presentes no ROG Phone II. Figura 10: detalhe das câmeras O módulo das câmeras, além das posições principais virado para trás ou para frente, também pode ser ajustado para qualquer posição intermediária, como mostrado na Figura 11. Figura 11: módulo de câmeras em posição intermediária A Figura 12 mostra o slot para os dois chips nano-SIM, que também suporta um cartão MicroSD de até 2 TiB. Figura 12: compartimento para chips SIM e cartão MicroSD O ZenFone 6 usa o processador Qualcomm Snapdragon 855, que tem oito núcleos Kryo 485 rodando com clock máximo de 2,84 GHz. O motor gráfico é o Adreno 640. Como comentamos anteriormente, o modelo testado tem 8 GiB de RAM e 256 GiB de armazenamento. Em termos de design, trata-se de um smartphone intermediário, não muito fino e leve, mas também não tão grande e pesado como o ROG Phone II ou o Motorola One Hyper. Ele mede 159,1 mm de comprimento, 75,4 mm de largura e 9,2 mm de espessura, e pesa 190 g. A traseira em vidro e as bordas em metal oferecem um excelente acabamento. A tela IPS de 6,4 polegadas tem resolução Full HD+ (2340 x 1080) e densidade de pontos de 403 ppp. Mesmo não sendo AMOLED, a tela é de ótima qualidade, oferecendo imagens claras e cores vivas, com visualização perfeita de qualquer ângulo. A resolução Full HD+ é suficiente, mas para este tamanho de tela, poderia ser interessante uma resolução Quad HD, o que aproximaria mais o ZenFone 6 dos modelos topo de linha. A qualidade de som é boa. O aparelho utiliza o alto-falante frontal (utilizado para ligações) para gerar um som estéreo, mas a qualidade do som deste alto falante é bem inferior à do alto-falante principal (na parte inferior do aparelho). O aparelho suporta dois chips nano-SIM e redes 4G LTE. Ele suporta Wi-Fi padrão 802.11ac com banda dupla. O ZenFone 6 que recebemos já recebeu atualização para o Android 10. Assim, se você comprar um e ele vier com o Android 9, basta fazer a atualização. A interface de usuário é a Zen UI 6, bem próxima do Android "puro". Os aplicativos pré-instalados resumem-se, praticamente, aos originais do sistema operacional. A Figura 13 mostra a tela inicial quando você liga o smartphone pela primeira vez. Figura 13: tela principal Na Figura 14 vemos os poucos aplicativos pré-instalados. Você pode instalar novos aplicativos utilizando a loja Google Play. Figura 14: lista de aplicativos Um dos principais destaques do ZenFone 6 é a sua bateria de 5.000 mAh. Testamos a duração da bateria com o aplicativo PCMark, que indicou uma duração de 18 h e 10 min com atividade variada. Esta é uma excelente marca, ainda mais levando em conta o seu chip de alto desempenho. Com uso moderado, ele aguenta facilmente dois dias de uso sem recarregar. O carregador de 18 W carrega o celular relativamente rápido. Em nossos testes, partindo da bateria com 1% de carga, após 15 minutos, a bateria já estava com 18% de carga. Em 30 min de carga, a bateria já tinha chegado a 35% e a carga total finalizou em pouco mais de 2 horas. As câmeras são outro destaque do ZenFone 6, principalmente por ser um modelo "flip": o módulo com as duas câmeras (uma principal e uma super grande angular) gira 180 graus quando você clica no tradicional botão de trocar de câmera. Assim, ele evita o problema encontrado na imensa maioria de smartphones, de ter uma câmera frontal com qualidade inferior à câmera principal. A câmera principal tem sensor Sony IMX586 de 48 MP com abertura f/1,79, utilizando quatro pontos do sensor para gerar cada ponto da foto, de forma a gerar fotos de 12 MP. Este recurso permite um melhor processamento da imagem e é usado em alguns outros modelos de diferentes marcas. As fotos tiradas por esta câmera são de muito boa qualidade quando em condições ideais de iluminação. As fotos com baixa iluminação sofrem um pouco, perdendo qualidade. A câmera oferece modos especiais, como retrato (que simula um desfoque do fundo), modo noturno, panorama, lapso de tempo e câmera lenta. Ela permite tirar fotos com a resolução total do sensor, que ganha em resolução mas perde em qualidade, além de ser um pouco mais lenta para bater a foto. A "Flip Camera" ainda permite alguns recursos interessantes, como a foto em qualquer ângulo, a panorâmica automática (onde você mantém o celular parado e a câmera vai girando para obter a foto panorâmica) e o vídeo com rastreamento de movimento, onde a câmera se move automaticamente para seguir um objeto marcado. Além da câmera principal, há uma segunda câmera grande angular ("ultra wide"), com ângulo de abertura de 125 graus, com resolução de 13 MP e abertura f/2,4. Esta é uma opção válida quando você realmente precisa enquadrar um objeto muito grande, mas qualidade desta câmera é inferior à da câmera principal, principalmente em situações de baixa iluminação. A câmera principal filma em resolução até 4K, com 60 fps. Já a câmera grande angular filma em 4K, mas apenas a 30 fps, ou em Full HD a 60 fps. As duas câmeras suportam estabilização eletrônica de vídeo. Você pode verificar a qualidade das fotos tiradas com o smartphone, sem edição, clicando nos seguintes links: Foto 1 (normal), Foto 2 (48 MP), Foto 3 (grande angular), Foto 4 (normal), Foto 5 (grande angular), Foto 6 (ao entardecer, normal), Foto 7 (ao entardecer, grande angular). Para verificarmos o desempenho do ROG Phone II, rodamos alguns apps de teste de desempenho: o teste Work 2.0 do PCMark, que simula o uso do aparelho em atividades reais, o teste Sling Shot Extreme do 3DMark, que mede o desempenho em gráficos 3D, e o AnTuTu 8.2.4, que faz vários diferentes testes incluindo processamento, gráficos 3D, velocidade da memória e do armazenamento, combinando-os em uma pontuação final. Comparamos o desempenho do ZenFone 6 com o do Samsung Galaxy S9, que é o smartphone mais topo de linha que temos à disposição no momento. Mesmo tratando-se de um aparelho lançado há mais de um ano, o Galaxy S9 ainda é uma referência em desempenho, utilizando o chip Snapdragon 845, antecessor do Snapdragon 855 utilizado no ZenFone 6. Também incluímos o ROG Phone II, que usa o chip Snapdragon 855+ (versão do 855 com clock mais alto) nos comparativos de desempenho. No teste Work 2.0 do PCMark, o ZenFone 6 foi 20% mais rápido do que o Galaxy S9 e 28% mais lento do que o ROG Phone II. Já no teste Sling Shot Extreme do 3DMark, o ZenFone 6 foi 24% mais rápido do que o Galaxy S9 e 8% mais lento do que o ROG Phone II. Já no AnTuTu 8.2.2, o ZenFone 6 foi 48% mais rápido do que o Galaxy S9 e 10% mais lento do que o ROG Phone II. As principais especificações do ASUS ZenFone 6, na versão testada, incluem: Dimensões: 159,1 mm x 75,4 mm x 9,2 mm Peso: 190 gramas Tela: 6,4”, 2340 x 1080, IPS Sistema operacional: Android 10 Processador: Qualcomm Snapdragon 855, oito núcleos Kryo 485 a até 2,84 GHz Motor gráfico: Adreno 640, incorporada ao processador RAM: 8 GiB Armazenamento: 256 GiB Leitor de cartão de memória: sim, MicroSD até 2 TiB GPS: sim Rádio FM: sim Sensores: acelerômetro, giroscópio, proximidade, bússola e leitor de impressões digitais Suporte a SIM: dois nano-SIM Redes: GSM 850/900/1800/1900 MHz, WCDMA bandas 850/900/1900/2100 MHz, LTE bandas 1, 2, 3, 5, 7, 8, 20, 28, 38, 40 e 41 Wi-Fi: IEEE 802.11ac NFC: sim Bluetooth: sim, 5.0 Câmera traseira: 48 MP, f/1,79 + 13 MP f/2,4 Câmera frontal: as mesmas câmeras traseiras, rotacionadas em 180 graus Flash: sim Tempo de bateria: 18h10min (medido) Bateria: 3,7 V, 5000 mAh Li Ion, não removível Mais informações: https://www.asus.com/ Preço no Brasil: R$ 4.050,00 O ASUS ZenFone 6 tem várias características que o colocam como um smartphone topo de linha, embora em alguns pontos ele se posicione como um "intermediário superior". O seu principal ponto positivo é o hardware utilizado. Com um processador poderoso e bastante memória (RAM), principalmente no modelo com 8 GiB, ele é uma ótima opção para quem pretende jogar no smartphone, mas não quer gastar tanto em um ROG Phone II. Sua grande duração de bateria também é um destaque positivo importante. Ao mesmo tempo, ele tem um design um pouco mais compacto do que o enorme ROG Phone II, o que também é um ponto positivo. A tela, apesar de muito boa, ainda é IPS, que deixa aquela sensação de que este smartphone poderia vir com uma AMOLED. A resolução também é adequada, embora não seja a Quad HD encontrada em modelos topo de linha. Já as câmeras devem ser analisada com atenção. Por um lado, sua câmera principal é excelente em fotos com boa luminosidade, mas ainda não chega a se equiparar à qualidade alcançada nos smartphones mais topo de linha do mercado, principalmente nas fotos noturnas. Por outro lado, por utilizar a mesma câmera principal como câmera frontal, ele acaba se destacando bastante no quesito "câmera de selfie", já que mesmo os aparelhos mais topo de linha oferecem uma câmera frontal com qualidade inferior à da câmera principal. Assim, na prática, o ZenFone 6 oferece uma qualidade excepcional para fotos e vídeos frontais. Em nossa opinião, seu maior ponto negativo é o preço, principalmente nas versões com 128 GiB e 256 GiB de armazenamento. Se o seu objetivo é ter um smartphone com maior desempenho possível e você tem um orçamento um pouco mais limitado, é mais interessante comprar o modelo com 64 GiB e utilizar um cartão de memória caso você precise de mais espaço disponível para arquivos de mídia. Pontos fortes Excelente desempenho Ótima pegada, não sendo grande ou pesado demais Tela que ocupa praticamente toda a frente do aparelho, sem orifícios ou chanfros Excelente qualidade em "selfies" Câmera de boa qualidade Filma em 4K a 60 fps Ótima duração de bateria Pontos fracos Um tanto caro, principalmente nos modelos com mais de 64 GiB Não traz certificações de resistência à água ou poeira Poderia trazer tela AMOLED A câmera ultra grande angular não é boa em fotos à noite
  7. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Teste do notebook Dell Precision 5530 2 em 1 "O Dell Precision 5530 2 em 1 é um notebook voltado para uso profissional, com tela reversível de 15,6 polegadas sensível ao toque, processador Core i7-8706G, chip gráfico Radeon Pro WX Vega M GL, 16 GiB de RAM e SSD de 128 GiB." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  8. Segundo a Dell, o Precision 5530 2 em 1 é uma "workstation móvel", ou seja, um notebook voltado a uso profissional. Ele traz uma tela Full HD de 15,6 polegadas sensível ao toque e reversível, podendo ser utilizado no modo tablet (daí o "2 em 1" do seu nome). O notebook utiliza um processador Core i7 de oitava geração que traz um chip gráfico AMD Vega e 4 GiB de memória de vídeo HBM integrados. Vamos ver o que este equipamento oferece e se ele vale a pena. No site da Dell, é possível personalizar algumas opções do Precision 5530 2 em 1, como escolher o processador (entre o Core i5-8305G e o Core i7-8706G), a versão do sistema operacional e o dispositivo de armazenamento (desde um SSD M.2 SATA de 128 GiB até um SSD NVMe de 2 TiB). Não é possível escolher a quantidade de memória (RAM), que é sempre fixa em 16 GiB, nem a tela. O modelo que testamos veio com o processador Core i7-8706G, SSD SATA de 128 GiB e Windows 10 Pro. Um dos destaques do Dell Precision 5530 2 em 1 é o seu design, sendo muito compacto para um notebook com tela de 15,6 polegadas, graças às bordas estreitas em torno da tela. Ele mede 354 x 235 x 16 mm e pesa 2,0 kg. A Figura 1 mostra o Dell Precision 5530 2 em 1. A tampa dele é metálica. Figura 1: o Dell Precision 5530 2 em 1 Na Figura 2, vemos os acessórios que acompanham o Dell Precision 5530 2 em 1: a fonte de alimentação de 130 W (com conector USB tipo C), um adaptador Ethernet com conector USB tipo C e um adaptador USB de tipo C para tipo A. Figura 2: acessórios Vamos examinar o notebook mais de perto nas próximas páginas. Na parte frontal do notebook, há quatro pequenos orifícios onde os microfones do Dell Precision 5530 2 em 1 estão localizados e, ao centro, uma área transparente com os LEDs indicadores de carga de bateria. Figura 3: frente Do lado direito temos duas portas USB 3.2 gen 1 tipo C, compatíveis com saída de vídeo e conexão da fonte de alimentação, um conector para headset e um encaixe para dispositivo anti-furto padrão Noble. Figura 4: lateral direita Na lateral esquerda, mais duas portas USB 3.2 gen 1 tipo C, compatíveis com Thunderbolt 3 e com conexão da fonte de alimentação, um slot para cartões de memória MicroSD e um conjunto de botão e LEDs para monitoramento da carga da bateria. Figura 5: lateral esquerda Na traseira do notebook há apenas aberturas para ventilação. Figura 6: traseira A Figura 7 mostra o Dell Precision 5530 2 em 1 com a tampa levantada. A tela de 15,6 polegadas sensível ao toque tem bordas extremamente finas, é antirreflexiva e mantém a qualidade da imagem mesmo quando visualizada lateralmente. A resolução da tela é Full HD (1920 x 1080). Consideramos que esta é a resolução mínima aceitável para um notebook com tela deste tamanho, e que um notebook em sua faixa de preço poderia trazer uma tela com resolução 4K. Na parte inferior da tela (abaixo do logotipo da Dell) estão as duas câmeras, sendo uma câmera convencional com resolução HD e uma câmera infravermelha de 0,3 MP. Figura 7: o Dell Precision 5530 2 em 1 aberto Como já comentamos, o notebook é reversível, ou seja, a tela abre em um ângulo de 360 graus. Assim, você pode utilizá-lo como um notebook normal, mas também no modo tenda, como mostrado na Figura 8, ou no modo tablet. Figura 8: webcam e microfones Na Figura 8, podemos ver a superfície principal do notebook, que tem um aspecto de fibra de carbono, mas é emborrachada ao toque. O teclado tem as teclas bem espaçadas e não oferece teclado numérico. O touchpad fica logo abaixo do teclado e é bem grande. O botão liga/desliga, à direita do teclado, tem sensor de impressões digitais embutido. Figura 9: teclado e touchpad A Figura 10 mostra a parte de baixo do Dell Precision 5530 2 em 1, que é de metal. A bateria é interna e não é removível. Também não há tampas de acesso direto às memórias ou dispositivos de armazenamento. Figura 10: parte de baixo Removendo a tampa inferior (é necessário remover os parafusos tipo Torx e desencaixar a tampa), vemos a placa-mãe localizada na parte superior direita, o cooler na parte central e a bateria na parte inferior. Há uma tampa metálica sobre os componentes principais da placa-mãe, que serve como blindagem contra interferências e ajuda na estabilidade mecânica do aparelho. Figura 11: tampa inferior removida Na Figura 12 podemos ver a bateria do notebook, com 11,4 V e 6.254 mAh. Figura 12: bateria A Figura 13 mostra o SSD que veio no modelo testado, modelo SC311 da SK Hynix, com 128 GiB, formato M.2 2280 e interface SATA. O notebook não tem espaço para instalação de SSDs ou discos rígidos de 2,5 polegadas, e não há outro slot M.2 para a instalação de um segundo SSD. Figura 13: disco rígido Na Figura 14 você confere a placa de rede sem fio do Dell Precision 5530 2 em 1, modelo Intel 8265S2W, padrão 802.11ac. Figura 14: adaptador de rede sem fio A Figura 15 mostra a placa-mãe com o cooler removido. O sistema de refrigeração do Dell Precision 5530 2 em 1 é bem robusto para um notebook compacto, com duas ventoinhas e um relativamente grande dissipador de cobre com três heatpipes. Figura 15: cooler removido Na área onde removemos a blindagem eletromagnética, podemos ver os chips de memória RAM soldados à placa-mãe (na parte superior) e o processador (mais abaixo). Como você pode reparar, não há soquete de memória, assim a quantidade de memória é fixa em 16 GiB, não sendo possível expandi-la. Figura 16: placa-mãe O processador do Dell Precision 5530 2 em 1, na versão testada, é o Core i7-8706G. Este processador tem quatro núcleos e oito threads (graças à tecnologia Hyper-Threading). Seu clock base é de 3,1 GHz, com clock máximo de 4,1 GHz. Ele tem 8 MiB de cache e seu TDP é de 65 W. Além disto, ele traz um motor gráfico integrado Intel Graphics HD 630, além de um chip gráfico Radeon RX Vega M GL e um chip de memória HBM2 de 4 GiB integrados no mesmo substrato. Este chip gráfico tem 1.280 núcleos, tem clock máximo de 1.011 MHz e largura de banda de memória de 179 GB/s. Na Figura 17 vemos o processador. Note que ele é composto por três chips (ou "dies"): o da esquerda é o processador propriamente dito, o chip grande ao centro é o Vega, e o da direita é o chip de memória. Figura 17: processador Na Figura 18 vemos um dos chips de memória (RAM) soldados à placa-mãe. Há quatro chips localizados no lado dos componentes e quatro localizados no lado da solda da placa-mãe, perfazendo os 16 GiB de RAM em dois canais presentes no produto. Como mencionando, não é possível expandir a quantidade de memória do aparelho. Figura 18: chip de memória Para termos uma ideia do desempenho do Dell Precision 5530 2 em 1, rodamos alguns testes de desempenho, programas e jogos, comparando-o com outro notebook que tínhamos disponível: o Dell Inspiron 15 5570-A30C. PCMark 10 O PCMark 10 é um programa de teste de desempenho que utiliza aplicativos reais para medir o desempenho do computador. Rodamos o teste padrão, que inclui testes de abertura de programas, navegação na internet, digitação de textos, edição de fotos, conversa por vídeo, edição de vídeo, vídeo conferência e renderização. Vamos analisar os resultados. No teste Home do PCMark 10, o Dell Precision 5530 2 em 1 foi 21% mais rápido do que o Dell Inspiron 15 5570-A30C. 3DMark O 3DMark é um programa com um conjunto de testes de desempenho que criam cenários e simulações de jogos 3D. O teste Sky Diver desempenho DirectX 11, e o teste Cloud Gate mede o desempenho em DirectX 10. No teste Sky Diver, o Dell Precision 5530 2 em 1 foi 240% mais rápido do que o Dell Inspiron 15 5570-A30C. No teste Sky Diver, o Dell Precision 5530 2 em 1 foi 278% mais rápido do que o Dell Inspiron 15 5570-A30C. No teste Sky Diver, o Dell Precision 5530 2 em 1 foi 211% mais rápido do que o Dell Inspiron 15 5570-A30C. Cinebench R20 O Cinebench R20 é baseado no software Cinema 4D. Ele é muito útil para medir o ganho de desempenho obtido pela presença de vários núcleos de processamento ao renderizar imagens 3D pesadas. Renderização é uma área onde ter um maior número de núcleos de processamento ajuda bastante, pois normalmente esse tipo de software reconhece vários processadores (o Cinebench R20, por exemplo, reconhece e utiliza até 256 núcleos de processamento). Já que estamos interessados em medir o desempenho de renderização, rodamos o teste CPU, que renderiza uma imagem “pesada” utilizando todos os processadores ou “núcleos” – tanto reais quanto virtuais – para acelerar o processo. O resultado é dado como uma pontuação. No Cinebench R20, o Dell Precision 5530 2 em 1 foi 39% mais rápido do que o Dell Inspiron 15 5570-A30C. CPU-Z O famoso programa de identificação de hardware CPU-Z vem com uma ferramenta simples de medição de desempenho, utilizando apenas um núcleo e também todos os núcleos disponíveis. Note que os resultados foram todos obtidos com a mesma versão do programa (1.83), já que não é possível comparar resultados obtidos com versões diferentes. No teste que mede o desempenho de apenas um núcleo, o Dell Precision 5530 2 em 1 foi 7% mais lento do que o Dell Inspiron 15 5570-A30C. Já no teste que utiliza todos os núcleos disponíveis, o Dell Precision 5530 2 em 1 foi 16% mais rápido do que o Dell Inspiron 15 5570-A30C. Blender O Blender é um programa de renderização de imagens e filmes que utiliza todos os núcleos do processador. Nós utilizamos o programa para renderizar uma imagem pesada em um projeto chamado Gooseberry Benchmark. O gráfico abaixo apresenta o tempo em segundos gasto na renderização, de forma que, quanto menor o valor, melhor. No Blender, o Dell Precision 5530 2 em 1 foi 38% mais rápido do que o Dell Inspiron 15 5570-A30C. V-RAY O V-Ray Benchmark é uma ferramenta de medição de desempenho do processador e da placa de vídeo em tarefas de renderização de imagem. Ele renderiza duas imagens, uma utilizando o processador (CPU) e outra a placa de vídeo (GPU). Rodamos o teste nos processadores testados e comparamos o tempo gasto no teste CPU no gráfico abaixo. No V-Ray Benchmark, o Dell Precision 5530 2 em 1 foi 46% mais rápido do que o Dell Inspiron 15 5570-A30C. As principais especificações do Dell Precision 5530 2 em 1 que nós analisamos incluem: Dimensões: 354 x 235 x 16 mm (L x P x A) Peso: 2,0 kg Tela: 15,6 polegadas, 1920 x 1080, sensível ao toque Processador: Intel Core i7-8706G (quatro núcleos, oito threads, clock base de 3,1 GHz, clock turbo de 4,1 GHz, cache de 8 MB, TDP de 65 W) Chipset: integrado ao processador Memória: 16 GiB DDR4-2400, soldada à placa-mãe Chip gráfico: Intel HD 630 integrado ao processador, Radeon Pro WX Vega M GL com 4 GiB de memória dedicada HBM2 Armazenamento: SSD SK hynix SC311, 128 GiB, M.2 2280, SATA-600 Unidade óptica: nenhum Webcam: sim, HD + câmera infravermelha Rede com fio: não (inclui adaptador) Rede sem fio: IEEE 802.11ac de banda dupla, Intel 8265S2W Bluetooth: sim, 4.1 Portas: quatro portas USB 3.1 gen1 tipo C, duas compatíveis com DisplayPort e duas compatíveis com Thunderbolt 3 Leitor de cartões de memória: sim, padrão MicroSD Sistema operacional: Windows 10 Pro Mais informações: https://www.dell.com/ Preço no Brasil: R$ 23.958,00 (na configuração testada) O Dell Precision 5530 2 em 1 nos pareceu um excelente notebook. Ele é muito robusto e seu acabamento é impecável. A tela tem uma qualidade de imagem excelente e, graças às bordas muito finas, o notebook é extremamente compacto para um modelo com tela de 15,6 polegadas. O fato de ser um "2 em 1", podendo ser usado como tablet, também o torna muito interessante. Seu desempenho é excelente para um notebook compacto. O processador Core i7-8706G oferece um excelente poder de processamento, tanto no processador propriamente dito, quanto no chip gráfico que o acompanha, que ainda traz 4 GiB de memória de vídeo dedicada. Embora não seja voltado a jogos, fica claro que o Dell Precision 5530 2 em 1 também é capaz de rodar jogos decentemente, tendo em vista o seu hardware. Quanto à bateria, deixamos o notebook rodando vídeos do YouTube, com brilho da tela no máximo, até que ele se desligasse por falta de bateria, o que aconteceu depois de cerca de 3 horas e meia, o que é uma marca razoável. O áudio do notebook é muito bom, ainda mais para um notebook compacto. Ele também foi silencioso, mantendo um nível de ruído de 52 dB quando totalmente exigido. Porém, a temperatura ficou longe da ideal. Rodando o Prime95, ele facilmente chegou a 96 graus Celsius (com temperatura ambiente de 26 graus Celsius). A nossa primeira crítica ao Dell Precision 5530 2 em 1 são as suas configurações de armazenamento. Na versão testada, ele vem com um SSD com ridículos 128 GiB. Em nossa opinião, dado o baixo custo dos SSDs atualmente, a sua configuração mais básica deveria ser com, no mínimo, 480 GiB, ainda mais que o modelo não permite a instalação de mais de um SSD. Ao fazer a compra, você pode optar por um SSD de maior capacidade, mas se você escolher um SSD padrão NVMe de 1 TiB, seu preço vai aumentar em R$ 3.654, o que é fora da realidade já que se encontra modelos com esta capacidade, como o Intel 660p, por menos de R$ 900. O que nos leva ao principal ponto do Dell Precision 5530 2 em 1: seu preço. Na configuração que testamos, ele custa praticamente 24 mil reais. Mesmo se ele já viesse com dois SSDs de 1 TiB, tela 4K, caneta ativa para uso na tela (que é vendida separadamente), chip gráfico topo de linha e processador topo de linha de última geração, este valor provavelmente ainda seria injustificável. Se você escolher a versão mais básica, com o processador Core i5-8305G e SSD de 128 GiB, ele sai por "apenas" R$ 19.875, mas se você optar pelo modelo mais completo, com o Core i7-8706G e um SSD de 2 TiB, ele pula para astronômicos R$ 31.461. Assim, o Dell Precision 5530 2 em 1 é um excelente notebook, mas seu preço exorbitante o torna uma boa escolha apenas se você tem dinheiro sobrando e gosta de pagar caro pelos seus produtos. Pontos fortes Design compacto e robusto com chassi de metal Versátil, podendo também ser utilizado como tablet ou no formato tenda Processador com bom desempenho Vídeo dedicado com bom desempenho Tela sensível ao toque de excelente qualidade Pontos fracos Extremamente caro para o que oferece Não permite expansão de memória (RAM) Suporta apenas um SSD, sem espaço para um segundo Não há sentido em um notebook desse preço vir com SSD de apenas 128 GiB Poderia ter pelo menos uma porta USB 3.0 tipo A
  9. Depois do lançamento da GeForce RTX 2070 SUPER pela NVIDIA, começaram a aparecer modelos com projeto diferente do modelo de referência (chamado atualmente de Founders Edition). A ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition (código ROG-STRIX-RTX2070S-A8G-GAMING) é um desses modelos. A GeForce RTX 2070 SUPER é basicamente um modelo melhorado da GeForce RTX 2070, se aproximando muito da RTX 2080, tendo 8 GiB de memória GDDR6 rodando a 14 GHz e acessada a 256 bits. Ela é baseada no chip TU104 (o mesmo utilizado na GeForce RTX 2080), com 2.560 núcleos de processamento ativos (enquanto a RTX 2070 tem 2.304 núcleos), 40 SMs, 40 núcleos RT e 320 núcleos Tensor. O clock base da GeForce RTX 2070 SUPER de referência traz clock base de 1.605 MHz e clock turbo de 1.770 MHz. A ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition usa o mesmo clock base, mas o clock turbo é de 1.800 MHz, o que significa que é apenas 1,7% superior ao da versão Founders Edition. A configuração de memória é a mesma do modelo FE, 8 GiB de memória GDDR6 rodando a 14 GHz, com interface de 256 bits, resultando em uma largura de banda de 448 GB/s. O TDP da GeForce RTX 2070 SUPER é de 215 W, e ela suporta arranjos SLI. A Figura 1 mostra a caixa da ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition. Figura 1: a caixa da ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition Você confere a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition na Figura 2. Ela usa um enorme cooler com três ventoinhas. Note que as ventoinhas têm uma moldura em torno das pás, o que segundo a fabricante proporciona um fluxo de ar mais direto para os dissipadores. Figura 2: a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition Atualmente, não há concorrente direta para a GeForce RTX 2070 SUPER, já que a AMD não oferece qualquer placa na mesma faixa de preço. Assim, vamos comparar a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition com o seu modelo de referência (Founders Edition). Na tabela abaixo, comparamos as principais especificações das placas de vídeo incluídas neste teste. Os preços foram pesquisados na Newegg.com no dia da publicação do teste. Placa de vídeo Clock dos núcleos Clock turbo Clock da memória (efetivo) Interface de memória Taxa de transferência da memória Memória Núcleos de processamento TDP DirectX Preço ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition 1.605 MHz 1.800 MHz 14,0 GHz 256 bits 448 GB/s 8 GiB GDDR6 2.560 215 W 12.1 US$ 585 GeForce RTX 2070 SUPER Founders Edition 1.605 MHz 1.770 MHz 14,0 GHz 256 bits 448 GB/s 8 GiB GDDR6 2.560 215 W 12.1 US$ 500 Você pode comparar as especificações destas placas de vídeo com outras através dos nossos tutoriais “Tabela comparativa dos chips Radeon da AMD (desktop)” e “Tabela comparativa dos chips GeForce da NVIDIA (desktop)”. Agora vamos dar uma olhada mais de perto na placa de vídeo testada. A ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition tem 300 mm de comprimento e ocupa três slots. Ela usa três ventoinhas de 90 mm. Na Figura 3 podemos ver os conectores de vídeo da placa, sendo dois conectores DisplayPort 1.4, dois conectores HDMI 2.0b e um conector USB tipo C. Figura 3: conectores de vídeo Na Figura 4 vemos a parte de cima da placa. Os logotipos acendem com LEDs RGB. Podemos ver também os dois conectores de alimentação PCI Express de oito pinos. Figura 4: vista de cima Na Figura 5 vemos a extremidade da placa de vídeo, que é aberta. Aqui podemos ver um conector RGB de quatro pinos, para controlar ventoinhas ou fitas de LED para que acendam com a mesma cor da iluminação da placa de vídeo, e dois conectores de quatro pinos para controlar ventoinhas de gabinete pela placa de vídeo. Figura 5: extremidade Na Figura 6 podemos ver o conector NVVLink, que serve para conectar duas placas de vídeo em SLI, bem como um botão que serve para ligar ou desligar a iluminação da placa. Figura 6: conector SLI e botão dos LEDs Já na Figura 7 vemos uma pequena chave que seleciona entre as duas BIOS da placa de vídeo. Por padrão, há uma BIOS "normal" e outra que limita as ventoinhas para um funcionamento mais silencioso. Figura 7: chave seletora de BIOS Na traseira da placa de vídeo, vemos uma placa protetora de metal. Figura 8: placa protetora A Figura 9 mostra o lado da solda da placa analisada, depois de removida a tampa protetora. Figura 9: placa protetora removida A Figura 10 mostra o enorme cooler principal removido. Este cooler tem seis heatpipes e também fica em contato com os transistores do circuito regulador de tensão. Note que há uma moldura metálica por baixo do cooler. Figura 10: cooler removido Removendo a moldura metálica, que fica em contato com os chips de memória, podemos ver a placa de circuito impresso. Figura 11: moldura removida A Figura 12 nos dá uma visão geral da placa de circuito impresso. Note que há oito chips de memória. Figura 12: visão geral Na Figura 10 podemos ver o chip NVIDIA TU104. Figura 13: chip TU106 Na Figura 14 vemos um dos chips de memória Micron MT61K256M32JE-14 (D9WCW), que tem velocidade máxima nominal de 14 GHz. Assim, esta memória já está trabalhando em sua velocidade máxima. Este é o mesmo chip de memória encontrado em várias placas de vídeo recentes, como a GeForce RTX 2080, a GeForce RTX 2080 Ti e a GeForce RTX 2060 SUPER FE. Figura 14: chip de memória O circuito regulador de tensão tem 10+2 fases, como podemos ver na Figura 15. Figura 15: regulador de tensão As principais características da ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition incluem: Chip gráfico: NVIDIA GeForce RTX 2070 SUPER (TU104) Memória: 8 GiB GDDR6 Conexão: PCI Express 3.0 x16 Conectores de vídeo: dois DisplayPort, dois HDMI, um USB tipo C Consumo de energia: 215 W Fonte de alimentação recomendada: 650 W Cabos e adaptadores que vêm com a placa: nenhum Número de CDs/DVDs que acompanham a placa: um Jogos e programas incluídos: drivers da placa Mais informações: https://www.asus.com/ Preço sugerido nos EUA: US$ 585,00 Preço médio no Brasil: R$ 3.200,00 Durante nossas sessões de teste, usamos a configuração listada abaixo. Entre um teste e o outro, o único componente variável era a placa de vídeo sendo testada. Nos jogos, rodamos os testes em resolução Full HD (1920 x 1080) e 4K (3840 x 2160). Configuração de hardware Processador: Ryzen 9 3900X Placa-mãe: MSI MEG X570 GODLIKE Cooler do processador: PCYES NIX RGB 360 mm Memória: 32 GiB DDR4-3600 G.Skill Trident Z Royal, quatro módulos de 8 GiB configurados a 3.400 MHz Unidade de boot: Intel 905P de 960 GiB Gabinete: Thermaltalke Core P3 Monitor de vídeo: Samsung U28D590 Fonte de alimentação: EVGA 750 BQ Configuração de software Windows 10 Home 64-bit Versões dos drivers Driver de vídeo NVIDIA: 441.87 Software usado 3DMark Battlefield V Deus Ex: Mankind Divided F1 2018 GTA V Mad Max Red Dead Redemption 2 Shadow of the Tomb Raider The Witcher 3: Wild Hunt Margem de erro Adotamos uma margem de erro de 3%. Assim, diferenças abaixo de 3% não são consideradas significativas. Em outras palavras, produtos com diferenças de desempenho abaixo de 3% são considerados tendo desempenho semelhante. O 3DMark é um programa composto por vários testes que verificam o desempenho 3D do computador. Rodamos os testes Time Spy, Fire Strike Ultra e Sky Diver. O teste Time Spy mede o desempenho nativo em DirectX 12, rodando testes na resolução de 2560 x 1440. Neste teste, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition ficou empatada com a GeForce RTX 2070 SUPER FE. O teste Fire Strike Ultra mede o desempenho em DirectX 11 e é voltado a computadores “gamer” de alto desempenho. Ele roda na resolução 4K. Neste teste, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition ficou empatada com a GeForce RTX 2070 SUPER FE. Já o teste 3DMark Sky Diver é voltado a computadores intermediários com simulações DirecX 11. Ele roda em 1920 x 1080. Neste teste, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition ficou empatada com a GeForce RTX 2070 SUPER FE. Battlefield V Battlefield V é o mais recente título da série de jogos de tiro em primeira pessoa da EA, lançado em novembro de 2018, que utiliza o motor Frostbite 3, sendo compatível com DirectX 12. Testamos o desempenho jogando a fase "Nordlys", com opções gráficas em “alta”. Medimos a taxa de quadros média e o 1% mínimo usando o MSI Afterburner, utilizando a média de três medições em sequência. Os resultados abaixo, em Full HD e 4K, estão em quadros por segundo. No Battlefield V em Full HD, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition ficou empatada com a GeForce RTX 2070 SUPER FE. Na resolução 4K, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition foi 4% mais rápida do que a GeForce RTX 2070 SUPER FE. Deus Ex: Mankind Divided Deus Ex: Mankind Divided é um RPG de ação e elementos de FPS, lançado em Agosto de 2016, que utiliza o motor Dawn, sendo compatível com DirectX 12. Testamos o desempenho utilizando o próprio teste incluído no jogo, com DirectX 12 ativado, opções gráficas em “alto”, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo usando o MSI Afterburner. Os resultados abaixo, em Full HD e 4K, estão em quadros por segundo. No Deus Ex: Mankind Divided em Full HD, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition ficou empatada com a GeForce RTX 2070 SUPER FE. Na resolução 4K, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition ficou empatada com a GeForce RTX 2070 SUPER FE. F1 2018 F1 2018 é um jogo de corrida de carros lançado em agosto de 2018, que utiliza o motor EGO 4.0. Testamos o desempenho utilizando o próprio teste incluído no jogo, com opções gráficas em “alta” e suavização TAA. Medimos a taxa de quadros média e o 1% mínimo usando o MSI Afterburner. Os resultados abaixo, em Full HD e 4K, estão em quadros por segundo. No F1 2018 em Full HD, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition ficou empatada com a GeForce RTX 2070 SUPER FE. Já na resolução 4K, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition ficou empatada com a GeForce RTX 2070 SUPER FE. Grand Theft Auto V O Grand Theft Auto V, ou simplesmente GTA V, é um jogo de ação em mundo aberto lançado para PC em abril de 2015, utilizando o motor RAGE. Para medir o desempenho usando este jogo, rodamos o teste de desempenho do jogo, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo usando o MSI Afterburner, sempre no mesmo ponto (parte em que a câmera acompanha o voo do avião). Rodamos o jogo com a qualidade de imagem configurada como “muito alta” e MSAA em 2x. Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. No GTA V, em Full HD, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition ficou empatada com a GeForce RTX 2070 SUPER FE. Já na resolução 4K, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition obteve o mesmo desempenho da GeForce RTX 2070 SUPER FE. Mad Max O Mad Max é um jogo de ação em mundo aberto lançado em setembro de 2015, utilizando o motor Avalanche. Para medir o desempenho utilizando este jogo, rodamos a introdução do mesmo, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo usando o MSI Afterburner, utilizando a média de três medições em sequência. Rodamos o jogo com a qualidade gráfica em “muito alta”. Os resultados abaixo estão em quadros por segundo. No Mad Max, em Full HD, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition ficou empatada com a GeForce RTX 2070 SUPER FE. Já na resolução 4K, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition ficou empatada com a GeForce RTX 2070 SUPER FE. Red Dead Redemption 2 O Red Dead Redemption 2 é um jogo de ação e aventura lançado para PC em novembro de 2019, utilizando o motor RAGE. Para medir o desempenho usando este jogo, rodamos o teste de desempenho do jogo, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo com o MSI Afterburner na última cena do teste. Rodamos o jogo em resolução Full HD e 4K, com a qualidade de imagem configurada na primeira opção de "priorizar qualidade". Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. No Red Dead Redemption 2, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition ficou empatada com a GeForce RTX 2070 SUPER FE. Em 4K, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition também ficou empatada com a GeForce RTX 2070 SUPER FE. Shadow of the Tomb Raider O Shadow of the Tomb Raider é um jogo de aventura e ação lançado em setembro de 2018, baseado em uma nova versão do motor Foundation. Para medir o desempenho utilizando este jogo, rodamos o teste de desempenho embutido no mesmo, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo usando o MSI Afterburner, utilizando a média de três medições em sequência, com DirectX 12 habilitado, qualidade gráfica “alta” e TAA habilitado. Os resultados abaixo estão em quadros por segundo. No Rise of the Tomb Raider, em Full HD, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition ficou empatada com a GeForce RTX 2070 SUPER FE. Já na resolução 4K, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition ficou empatada com a GeForce RTX 2070 SUPER FE. The Witcher 3: Wild Hunt O The Witcher 3: Wild Hunt é um RPG em mundo aberto, lançado em maio de 2015 e baseado no motor REDengine 3. Para medir o desempenho usando este jogo, ficamos andando pelo primeiro cenário do jogo, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo usando o MSI Afterburner, utilizando a média de três medições em sequência. Rodamos o jogo com a qualidade de imagem configurada em “ultra”. Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. Neste jogo, em Full HD, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition ficou empatada com a GeForce RTX 2070 SUPER FE. Na resolução 4K, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition ficou empatada com a GeForce RTX 2070 SUPER FE. Em nossos testes, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition obteve desempenho similar ao do modelo de referência a NVIDIA (Founders Edition), como era de se esperar por conta de seus clocks similares. A maior vantagem do modelo da ASUS é o seu enorme sistema de refrigeração, que faz com que ela seja muito fria e silenciosa, mantendo-se praticamente inaudível mesmo quando exigida. A plena carga, medimos um ruído de apenas 41 dBA, e a temperatura do chip chegou no máximo a 60 graus Celsius (com temperatura ambiente de 21 graus Celsius). Durante os testes, o clock máximo chegou a 1.935 MHz, mantendo-se em torno dos 1.900 MHz o tempo todo. Nossos testes mostram que a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition tem desempenho de sobra para rodar qualquer jogo em resolução Full HD em altas taxas de quadros, alcançando mais de 144 fps na maioria dos títulos. Além disso, ela também segura alguns jogos em resolução 4K e taxas de quadros em torno de 60 fps, embora nos mais exigentes você vá precisar baixar um pouco as opções gráficas. Por extrapolação, ela com certeza é uma ótima opção para jogar em resolução de 1440p. O ponto negativo desta placa é o seu preço: ela é substancialmente mais cara do que o modelo de referência e que os modelos mais baratos baseados no mesmo chip, e o seu desempenho não é mais alto do que o dos modelos mais baratos. Assim, se você procura uma placa de vídeo do segmento intermediário superior, para jogar em Full HD com alta taxa de quadros, 1440p ou mesmo em 4K em alguns casos, e está disposto a pagar mais caro por um projeto de refrigeração extremamente eficiente para que sua placa de vídeo funcione fria e silenciosa o tempo todo, a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition é uma ótima escolha.
  10. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Teste da placa de vídeo ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition "Testamos a ASUS ROG Strix GeForce RTX 2070 SUPER Advanced edition, placa de vídeo do segmento intermediário superior voltada para quem quer jogar em Full HD e alta taxa de quadros, ou mesmo em resoluções mais altas. Confira!" Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  11. No site da placa (link disponível na terceira página do artigo) tem o nome e a biografia do artista.
  12. Depois do lançamento da GeForce GTX 1660 SUPER, a GeForce GTX 1660 manteve-se no mercado como uma opção mais em conta, focada em jogos exigentes rodando em Full HD. Ela faz parte da arquitetura Turing e utiliza o chip TU116, que é fabricado em processo de 12 nm e tem TDP, na GeForce GTX 1660, de 120 W. Na GeForce GTX 1660, o chip TU116, também utilizado na GeForce GTX 1660 Ti e na GTX 1660 SUPER, tem apenas 22 SMs ("Streaming Multiprocessors") habilitados, dos 24 disponíveis no chip. Seu acesso à memória é de 192 bits, utilizando memória GDDR5 rodando a 8 GHz (largura de banda de 192 GB/s), enquanto a GTX 1660 Ti usa memória GDDR6 rodando a 12 GHz (largura de banda de 288 GB/s) e a GeForce GTX 1660 SUPER utiliza memória GDDR6 rodando a 14 GHz (largura de banda de 336 GB/s). A GeForce GTX 1660 tem 1.408 núcleos, com clocks de referência de 1.530 MHz (clock base) e 1.785 MHz (clock Boost). No modelo da PCYES que testamos hoje, o clock base é de 1.530 MHz e o clock Boost é de 1830 MHz, o que significa um overclock de 2,5% sobre o clock Boost de referência. A placa tem três anos de garantia, sendo dois anos de garantia normal e mais um ano de garantia estendida, para a qual você deve cadastrar a placa no site do fabricante. Podemos ver a caixa da PCYES GeForce GTX 1660 OC na Figura 1. Figura 1: caixa da PCYES GeForce GTX 1660 OC Você confere a PCYES GeForce GTX 1660 OC na Figura 2. Figura 2: a PCYES GeForce GTX 1660 OC Utilizando os preços praticados nos EUA, a concorrente direta da GeForce GTX 1660 é a Radeon RX 5500 XT, desta forma, vamos comparar o modelo analisado com a Gigabyte GeForce GTX 1660 OC 6GB, com a ASUS ROG STRIX RX 5500XT e com a MSI Radeon RX 5500 XT GAMING X 8G. Na tabela abaixo, comparamos as principais especificações das placas de vídeo incluídas neste comparativo. Os preços foram pesquisados no dia da publicação do teste. Placa de vídeo Clock dos núcleos Clock turbo Clock da memória (efetivo) Interface de memória Taxa de transferência da memória Memória Núcleos de processamento TDP DirectX Preço no Brasil PCYES GeForce GTX 1660 OC 1.530 MHz 1.830 MHz 8,0 GHz 192 bits 192 GB/s 6 GiB GDDR5 1.408 120 W 12.1 R$ 1.149 Gigabyte GeForce GTX 1660 OC 6GB 1.530 MHz 1.830 MHz 8,0 GHz 192 bits 192 GB/s 6 GiB GDDR5 1.408 120 W 12.1 R$ 1.040 ASUS ROG STRIX Radeon RX 5500 XT 1.737 MHz 1.845 MHz 14,0 GHz 128 bits 224 GB/s 8 GiB GDDR6 1.408 130 W 12.1 R$ 1.450 MSI Radeon RX 5500 XT GAMING X 8G 1.737 MHz 1.845 MHz 14,0 GHz 128 bits 224 GB/s 8 GiB GDDR6 1.408 130 W 12.1 R$ 1.400 Você pode comparar as especificações destas placas de vídeo com outras através dos nossos tutoriais “Tabela comparativa dos chips Radeon da AMD (desktop)” e “Tabela comparativa dos chips GeForce da NVIDIA (desktop)”. Agora vamos dar uma olhada mais de perto na placa de vídeo testada. A PCYES GeForce GTX 1660 OC tem 235 mm de comprimento e ocupa dois slots. Ela usa duas ventoinhas de 90 mm com rolamentos de esferas. Na Figura 3 podemos ver os conectores de vídeo da placa: um DisplayPort, um HDMI 2.0b e um DVI-D. Figura 3: conectores de vídeo Na Figura 4 vemos a parte de cima da placa. Aqui vemos o conector de alimentação PCI Express de oito pinos. O faixa em torno do logotipo GeForce GTX acende com LEDs brancos. Figura 4: vista de cima Na Figura 5 vemos a extremidade da placa de vídeo, que é parcialmente fechada. Figura 5: extremidade A Figura 6 mostra o lado da solda da placa analisada. Ela não tem placa protetora. Note que o cooler é bem mais comprido do que a placa de circuito impresso. Figura 6: lado da solda A Figura 7 mostra o a placa de vídeo com o dissipador de calor removido. Note que este dissipador fica em contato com o chip gráfico, com as memórias e com os transistores do circuito regulador de tensão. O cooler tem dois heatpipes. Figura 7: cooler removido Temos uma visão geral da placa na Figura 8. Note que há seis chips de memória GDDR5 em torno do chip gráfico, cada um conectado ao chip gráfico através de 32 linhas de dados, perfazendo os 192 bits existentes no barramento de memória. Figura 8: cooler removido Na Figura 9 podemos ver o chip TU116, fabricado em 12 nm. Figura 9: chip gráfico TU116 Na Figura 10 vemos um dos chips de memória GDDR5 Samsung K4G80325FC-HC25. O clock nominal deste chip é de 8 GHz, o que significa que ele já está trabalhando em sua velocidade máxima. Figura 10: chip de memória O circuito regulador de tensão, de três fases, é mostrado na Figura 11. Figura 11: circuito regulador de tensão As principais características da PCYES GeForce GTX 1660 OC incluem: Chip gráfico: GeForce GTX 1660 (TU116) Memória: 6 GiB GDDR5 Conexão: PCI Express 3.0 x16 Conectores de vídeo: um DisplayPort, um HDMI e um DVI-D Consumo de energia: 120 W Fonte de alimentação recomendada: 450 W Cabos e adaptadores que vêm com a placa: nenhum Número de CDs/DVDs que acompanham a placa: um Jogos e programas incluídos: nenhum Mais informações: https://www.pcyes.com.br/ Preço médio no Brasil: R$ 1.149,00 Durante nossas sessões de teste, usamos a configuração listada abaixo. Entre um teste e o outro, o único componente variável era a placa de vídeo sendo testada. Nos jogos, rodamos os testes em resolução Full HD (1920 x 1080). Configuração de hardware Processador: Ryzen 7 3700X Placa-mãe: Gigabyte B450 AORUS M Cooler do processador: AMD Wraith Prism Memória: 16 GiB DDR4-3200 Geil EVO X, dois módulos de 8 GiB configurados a 3.200 MHz Unidade de boot: Crucial P1 de 1.000 GiB Gabinete: Lian-Li PC-T60 Monitor de vídeo: Philips 236VL Fonte de alimentação: EVGA 750 BQ Configuração de software Windows 10 Home 64-bit Versões dos drivers Driver de vídeo NVIDIA: 442.19 Driver de vídeo AMD: 20.2.1 Software usado 3DMark Battlefield V Deus Ex: Mankind Divided F1 2018 GTA V Mad Max Red Dead Redemption 2 Shadow of the Tomb Raider The Witcher 3: Wild Hunt Margem de erro Adotamos uma margem de erro de 3%. Assim, diferenças abaixo de 3% não são consideradas significativas. Em outras palavras, produtos com diferenças de desempenho abaixo de 3% são considerados tendo desempenho semelhante. O 3DMark é um programa composto por vários testes que verificam o desempenho 3D do computador. Rodamos os testes Time Spy, Fire Strike Ultra e Sky Diver. O teste Time Spy mede o desempenho nativo em DirectX 12, rodando testes na resolução de 2560 x 1440. Neste teste, a PCYES GeForce GTX 1660 OC empatou com a Gigabyte GeForce GTX 1660 OC 6G e foi 16% mais rápida do que a MSI Radeon RX 5500 XT GAMING X 8G e do que a ASUS ROG STRIX Radeon RX 5500 XT. O teste Fire Strike mede o desempenho em DirectX 11 e é voltado a computadores “gamer” de alto desempenho, rodando na resolução Full HD. Neste teste, a PCYES GeForce GTX 1660 OC ficou empatada com a Gigabyte GeForce GTX 1660 OC 6G, foi 4% mais rápida do que a MSI Radeon RX 5500 XT GAMING X 8G e 5% mais rápida do que a ASUS ROG STRIX Radeon RX 5500 XT. Já o teste 3DMark Sky Diver é voltado a computadores intermediários com simulações DirecX 11. Ele roda em 1920 x 1080. Neste teste, a PCYES GeForce GTX 1660 OC obteve desempenho semelhante ao da Gigabyte GeForce GTX 1660 OC 6G, sendo 6% mais rápida do que a MSI Radeon RX 5500 XT GAMING X 8G e 7% mais rápida do que a ASUS ROG STRIX Radeon RX 5500 XT. Battlefield V Battlefield V é o mais recente título da série de jogos de tiro em primeira pessoa da EA, lançado em novembro de 2018, que utiliza o motor Frostbite 3, sendo compatível com DirectX 12. Testamos o desempenho jogando a fase "Nordlys", com opções gráficas em “alta” e resolução Full HD. Medimos a taxa de quadros média e o 1% mínimo, usando o MSI Afterburner, utilizando a média de três medições em sequência. Os resultados abaixo estão em quadros por segundo. No Battlefield V, as quatro placas de vídeo obtiveram desempenho similar. Deus Ex: Mankind Divided Deus Ex: Mankind Divided é um RPG de ação e elementos de FPS, lançado em agosto de 2016, que utiliza o motor Dawn, sendo compatível com DirectX 12. Testamos o desempenho utilizando o próprio teste incluído no jogo, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo com o MSI Afterburner, com DirectX 12 ativado e opções gráficas em “médio”. Os resultados abaixo estão em quadros por segundo. No Deus Ex: Mankind Divided, também as quatro placas de vídeo obtiveram desempenho semelhante. F1 2018 F1 2018 é um jogo de corrida de carros lançado em agosto de 2018, que utiliza o motor EGO 4.0. Testamos o desempenho utilizando o próprio teste incluído no jogo, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo com o MSI Afterburner, com opções gráficas em “alta” e suavização TAA. Os resultados abaixo estão em quadros por segundo. No F1 2018, a PCYES GeForce GTX 1660 OC empatou com a Gigabyte GeForce GTX 1660 OC 6G, sendo 3% mais rápida do que a MSI Radeon RX 5500 XT GAMING X 8G e 4% mais rápida do que a ASUS ROG STRIX Radeon RX 5500 XT. Grand Theft Auto V O Grand Theft Auto V, ou simplesmente GTA V, é um jogo de ação em mundo aberto lançado para PC em abril de 2015, utilizando o motor RAGE. Para medir o desempenho usando este jogo, rodamos o teste de desempenho do jogo, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo com o MSI Afterburner sempre no mesmo ponto (parte em que a câmera acompanha o voo do avião). Rodamos o jogo em resolução Full HD, com a qualidade de imagem configurada como “muito alta” e MSAA em 2x. Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. No GTA V, a PCYES GeForce GTX 1660 OC foi 19% mais rápida do que a Gigabyte GeForce GTX 1660 OC 6G, 14% mais rápida do que a MSI Radeon RX 5500 XT GAMING X 8G e 13% mais rápida do que a ASUS ROG STRIX Radeon RX 5500 XT. Mad Max O Mad Max é um jogo de ação em mundo aberto lançado em setembro de 2015, utilizando o motor Avalanche. Para medir o desempenho utilizando este jogo, rodamos a introdução do mesmo, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo com o MSI Afterburner. Rodamos o jogo na resolução Full HD, com a qualidade gráfica em “muito alto”. Os resultados abaixo estão em quadros por segundo. No Mad Max, a PCYES GeForce GTX 1660 OC foi 4% mais rápida do que a Gigabyte GeForce GTX 1660 OC 6G e 10% mais rápida do que a MSI Radeon RX 5500 XT GAMING X 8G e que a ASUS ROG STRIX Radeon RX 5500 XT. Red Dead Redemption 2 O Red Dead Redemption 2 é um jogo de ação e aventura lançado para PC em novembro de 2019, utilizando o motor RAGE. Para medir o desempenho usando este jogo, rodamos o teste de desempenho do jogo, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo com o MSI Afterburner na última cena do teste. Rodamos o jogo em resolução Full HD, com a qualidade de imagem configurada na primeira opção de "priorizar qualidade". Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. No Red Dead Redemption 2, a PCYES GeForce GTX 1660 OC obteve desempenho semelhante ao da Gigabyte GeForce GTX 1660 OC 6G, sendo 25% mais lenta do que a MSI Radeon RX 5500 XT GAMING X 8G e 22% mais lenta do que a ASUS ROG STRIX Radeon RX 5500 XT. Shadow of the Tomb Raider O Shadow of the Tomb Raider é um jogo de aventura e ação lançado em setembro de 2018, baseado em uma nova versão do motor Foundation. Para medir o desempenho utilizando este jogo, medimos a taxa de quadros média e o 1% mínimo com o MSI Afterburner durante o teste de desempenho embutido no jogo, com DirectX 12 habilitado, qualidade gráfica “alta” e TAA habilitado. Os resultados abaixo estão em quadros por segundo. No Shadow of the Tomb Raider, a PCYES GeForce GTX 1660 OC ficou em empate técnico com a Gigabyte GeForce GTX 1660 OC 6G, e foi 9% mais rápida do que a MSI Radeon RX 5500 XT GAMING X 8G e do que a ASUS ROG STRIX Radeon RX 5500 XT. The Witcher 3: Wild Hunt O The Witcher 3: Wild Hunt é um RPG em mundo aberto, lançado em maio de 2015 e baseado no motor REDengine 3. Para medir o desempenho usando este jogo, ficamos andando a cavalo pelo primeiro cenário aberto do jogo, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo com o MSI Afterburner. Rodamos o jogo com a qualidade de imagem configurada em “alta” e resolução Full HD. Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. Neste jogo, a PCYES GeForce GTX 1660 OC empatou com a Gigabyte GeForce GTX 1660 OC 6G, sendo 14% mais rápida do que a MSI Radeon RX 5500 XT GAMING X 8G e do que a ASUS ROG STRIX Radeon RX 5500 XT. Nossos testes mostraram que a PCYES GeForce GTX 1660 OC obteve tem desempenho similar ao da Gigabyte GeForce GTX 1660 OC 6G, o que não é surpresa, já que ambas têm as mesmas especificações. Já em relação às concorrentes diretas, baseadas no chip Radeon RX 5500XT, ela é ligeiramente mais rápida (entre 4% e 14%) na maioria dos jogos, embora seja equivalente em alguns títulos e um pouco mais lenta em certos casos. Sobre o modelo testado da PCYES, trata-se de uma placa de construção simples e robusta, com bom desempenho térmico. Com uma temperatura ambiente de 22 graus Celsius, o chip gráfico não passou de 67 graus Celsius, e o ruído das ventoinhas atingiu um patamar máximo de 50 dB, o que é razoavelmente silencioso. Só sentimos falta de a placa desligar as ventoinhas quando não está sendo exigida, o que é uma tendência atualmente. Durante as sessões de jogo, o clock dos núcleos ficou oscilando em torno de 1.965 MHz, chegando a um máximo de 1.995 MHz. Assim, a PCYES GeForce GTX 1660 OC mostrou-se uma placa de vídeo eficiente em temperatura e consumo. Se você encontrá-la por um valor similar ao de outros modelos baseados no mesmo chip, é uma boa opção para quem quer rodar os jogos atuais em resolução Full HD com taxas de quadros acima de 60 fps, sem gastar muito.
  13. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Teste da placa de vídeo PCYES GeForce GTX 1660 OC "Testamos a PCYES GeForce GTX 1660 OC, placa de vídeo com 6 GiB de memória e voltada a jogos em resolução Full HD. Vamos ver o que ela oferece." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  14. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Teste do smartphone ASUS ROG Phone II "Testamos o ASUS ROG Phone II, smartphone voltado para jogos, com processador Snapdragon 855+, 12 GiB de RAM, 512 GiB de armazenamento e tela AMOLED de 120 Hz. Confira!" Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware http://www.clubedohardware.com.br
  15. Testamos o ROG Phone II, segunda geração do smartphone voltado para jogos da ASUS. Ele utiliza processador de alto desempenho, tem tela de 6,59 polegadas de 120 Hz e tempo de resposta de 1 ms, bateria de alta capacidade e diversos recursos para jogos. Vamos analisá-lo a fundo. Jogar no smartphone é uma realidade cada vez mais comum, e muitos jogos para dispositivos móveis estão bastante avançados, bem diferentes do tradicional joguinho da cobra ("Snake") de alguns anos atrás. Assim, era só uma questão de tempo que surgissem smartphones voltados para jogos, com foco no desempenho, qualidade da tela e de som, além de recursos extras. O ASUS ROG Phone II traz muitos recursos, a começar pelo seu hardware. Ele está disponível no Brasil em duas versões, o ROG Phone II (ZS660KL-1A038BR) e o ROG Phone II Ultimate (ZS660KL-1A037BR), que foi o modelo que testamos. O modelo "básico" tem 8 GiB de RAM e 128 GiB de armazenamento e custa R$ 4.500, enquanto o modelo Ultimate tem incríveis 12 GiB de RAM e 512 GiB de armazenamento, custando também incríveis R$ 6.300. As demais características são iguais nos dois modelos, como o processador Snapdragon 855+, a tela AMOLED com resolução Full HD+ (2340 x 1080) e taxa de atualização de 120 Hz, e a bateria com capacidade de 6.000 mAh. O modelo mais simples vem com o adaptador de energia de 18 W, enquanto o modelo mais caro traz um carregador de 30 W. Ambos estão disponíveis apenas na cor preta. A Figura 1 mostra a caixa do ROG Phone II, que tem o formato de uma torre hexagonal. Figura 1: embalagem Dentro da embalagem, além do smartphone, encontramos o carregador HyperCharge de 30 W, um cabo USB tipo C, ferramenta para abrir o compartimento dos cartões SIM, manual do usuário, o "aero case" (capinha vazada em plástico) e o "AeroActive cooler II", um cooler com ventoinha para auxiliar na dissipação do calor durante as sessões de jogo. O carregador se destaca por trazer uma porta USB tipo C nas duas pontas (em vez da habitual tipo A em uma das extremidades), o que é muito prático. O exemplar que recebemos veio sem fones de ouvido. Figura 2: acessórios A Figura 3 revela a frente do ROG Phone II. A tela de 6,59 com polegadas e proteção Gorilla Glass 6 tem bordas maiores do que as vistas recentemente em smartphones topo de linha, o que é proposital para melhorar a "pegada" do smartphone para jogar, visto que bordas finas demais poderiam gerar toques acidentais na tela. Também podemos ver os dois alto-falantes, que proporcionam som estéreo. O sensor de impressões digitais fica sob a tela. Figura 3: o ROG Phone II Por conta das bordas não muito finas, a câmera frontal fica fora da tela, ao lado do alto-falante superior. A posição da câmera é pensada para que você possa transmitir a imagem do seu rosto enquanto joga. Figura 4: câmera frontal A Figura 5 mostra a traseira do aparelho, que é de vidro. Aqui podemos ver as câmeras traseiras, o flash LED e o sensor de foco, além de uma saída de refrigeração. Há linhas que refletem diferentes cores e, ao centro, o logotipo da ASUS ROG, que é iluminado por LEDs RGB. Figura 5: traseira Na Figura 6 vemos a parte superior do ROG Phone II, onde encontramos apenas o orifício do microfone auxiliar. Figura 6: parte de cima Na parte inferior estão localizados o conector USB tipo C para transferência de dados e carga da bateria, o conector de 3,5 mm para fones de ouvido e dois microfones. Figura 7: lado de baixo Na lateral direita é possível ver o botão liga/desliga e os botões de ajuste de volume, além de mais um microfone auxiliar. Assim, o ROG Phone II tem um total de quatro microfones, para evitar que você cubra as entradas de som com as mãos ao jogar. Figura 8: lateral direita Já na lateral esquerda, temos um conector proprietário formado por dois conectores USB tipo C, para os diversos acessórios que a ASUS oferece para o smartphone. Você pode utilizar o conector da esquerda para ligar o carregador, enquanto estiver jogando. Estes conectores vêm cobertos por uma tampa de borracha, e o aparelho vem com mais duas dessas tampas, para o case de você perdê-la. Também vemos o compartimento para os chips nano-SIM. Figura 9: lateral direita A Figura 10 mostra o slot para os dois chips nano-SIM. O ROG Phone II não suporta cartões de memória. Figura 10: compartimento para chips SIM Já na Figura 11, vemos o detalhe das câmeras. A principal tem sensor de 48 MP (gerando por padrão fotos de 12 MP), abertura f/1,79 e campo de visão de 79 graus. Ao lado fica a câmera ultra grande angular, de 13 MP, abertura f/2,4 e campo de visão de 125 graus. Também vemos o flash LED e o sensor laser para foco auxiliar. Ao lado direito, vemos uma abertura que faz parte do sistema de resfriamento do smartphone, que utiliza internamente um dissipador com câmara de vapor. Figura 11: câmeras traseiras Na Figura 12 vemos o ROG Phone II com o protetor "Aero case" instalado. Esta "capinha", que parece um exoesqueleto, é de plástico duro e protege principalmente os cantos do smartphone. Figura 12: Aero case instalado A Figura 13 mostra o acessório "AeroActive Cooler II", que acompanha o modelo Extreme, instalado. Trata-se de um cooler ativo (com ventoinha) que é ligado ao conector lateral e ajuda a manter o smartphone mais frio durante sessões de jogo mais longas. Além disso, ele traz um conector de alimentação e um um conector extra para fone de ouvido, que fica numa posição mais interessante para utilizar o fone de ouvido enquanto você joga segurando o smartphone na horizontal com ambas as mãos. Figura 13: cooler ativo instalado Outro recurso muito interessante do ROG Phone II são os "air triggers", duas áreas sensíveis ao toque próximas aos cantos do aparelho. Você pode programar a função destes sensores, que reconhecem toque ou deslizamento, com diferentes níveis de pressão, individualmente para cada jogo, definindo onde eles vão atuar na tela, normalmente sendo utilizados para acelerar (em jogos de corrida) ou atirar (em jogos de tiro). Na Figura 14 vemos o detalhe do "air trigger" do lado direito. Figura 14: air trigger O ROG Phone II usa o processador Qualcomm Snapdragon 855+, que tem oito núcleos Kryo 485 rodando com clock máximo de 2,96 GHz. O motor gráfico é o Adreno 640. Este processador tem clock destravado, tanto nos núcleos quanto no motor gráfico. O modelo testado tem 12 GiB de RAM e 512 GiB de armazenamento, enquanto há outro modelo que tem "apenas" 8 GiB de RAM e 128 GiB de armazenamento. Em termos de design, fica claro que o foco aqui é em desempenho e jogabilidade, e não conforto e portabilidade. Trata-se de um smartphone grande e pesado, que mede 170,99 mm de comprimento, 77,6 mm de largura e 9,48 mm de espessura, e pesa 240 g. Assim, ele pode não caber dentro de um bolso de calça ou de uma bolsa pequena. Seu aspecto geral tem uma aparência arrojada e agressiva, mas com um conjunto harmonioso e com excelente acabamento. A tela AMOLED de 6,59 polegadas tem resolução Full HD+ (2340 x 1080) e densidade de pontos de 391 ppp. A tela é de excelente qualidade, oferecendo imagens claras e cores vivas, com visualização perfeita de qualquer ângulo. A resolução Full HD+ é suficiente, mas para este tamanho de tela, poderia ser interessante uma resolução Quad HD, embora isso fosse gerar um impacto negativo no desempenho dos jogos. Além da ótima qualidade de imagem, a tela destaca-se pela taxa de atualização de 120 Hz com tempo de resposta de 1 ms. A latência de resposta ao toque é de 49 ms, o que segundo a ASUS é bem abaixo dos demais smartphones do mercado. A qualidade de som é um dos pontos altos do aparelho, sendo o smartphone com melhor áudio que já vimos. Os dois alto-falantes com amplificadores dedicados fornecem um som estéreo real quando você segura o aparelho na horizontal, e suportam o padrão DTS:X, que simula um som multidimensional e rivaliza com o Dolby Atmos. O aparelho suporta dois chips nano-SIM e redes 4G LTE. Ele suporta Wi-Fi padrão 802.11ad com banda dupla. O ASUS ROG Phone II vem com Android 9 e, até o momento em que testamos, não havia disponibilidade de atualização para o Android 10. A interface de usuário é a chamada ROG UI, bastante semelhante à Zen UI vista nos demais aparelhos da ASUS, mas com algumas personalizações. Outro destaque do aparelho são os recursos ROG Armoury Crate e ROG Game Genie. O ROG Armoury Crate é uma biblioteca de jogos, que centraliza todos os jogos instalados e permite que você defina diferentes opções para cada título, como bloqueio de notificações, taxa de atualização e brilho da tela, a até mesmo overclock no motor gráfico. Já o ROG Game Genie é uma barra de ferramentas que você pode ativar durante os jogos para configurar o smartphone, exibir informações (temperatura, taxa de quadros, clock, etc) e personalizar os Air Triggers, dentre outras funções. Por falar em Air Triggers, estes dois sensores ultrassônicos localizados nas bordas do smartphone são pensados para serem utilizados com os dedos indicadores das duas mãos quando você segura o smartphone na horizontal. Você pode configurar o aparelho para que, ao tocar neles, um determinado ponto na tela (por exemplo, o botão de atirar) seja pressionado virtualmente. Os Air Triggers são sensíveis à pressão e ainda podem ser utilizados como um comando deslizante para, por exemplo, andar ou correr em um jogo do tipo tiro em primeira pessoa. Sua latência é mais baixa do que um toque na tela (20 ms) e eles oferecem resposta tátil por meio de vibração configurável. Testamos em alguns jogos e o uso dos Air Triggers realmente mostrou-se bastante interessante, facilitando muito a entrada de comandos. Fora esses recursos de otimização de jogos, o modelo vem com poucos aplicativos pré-instalados, resumindo-se praticamente aos básicos do Google. A Figura 15 mostra a tela inicial quando você liga o smartphone pela primeira vez. Figura 15: tela principal Na Figura 16 vemos os poucos aplicativos pré-instalados. Você pode instalar novos aplicativos utilizando a loja Google Play. Figura 16: lista de aplicativos Podemos ver a tela da biblioteca de jogos do ROG Armoury Crate na Figura 17. Figura 17: ROG Armoury Crate Outro destaque do ROG Phone II é a sua bateria de 6000 mAh. Testamos a duração da bateria com o aplicativo PCMark, que indicou uma duração de 10 h e 48 min com atividade variada. Esta é uma ótima marca se levarmos em conta o seu chip de alto desempenho. Com uso moderado, com poucas horas de jogo, ele aguenta perfeitamente dois dias de uso sem recarregar. O carregador do modelo testado também é digno de nota. Trata-se de um carregador de 30 W que dá conta de carregar a enorme bateria do ROG Phone II rapidamente. Em nossos testes, partindo da bateria com 1% de carga, após 15 minutos, a bateria já estava com 20% de carga. Em uma hora de carga, a bateria já tinha chegado a 75% e a carga total finalizou em cerca de 1h e 40 minutos. Outro detalhe interessante é que o ROG Phone II pode ser utilizando para carregar outro dispositivo: basta conectar outro smartphone em sua porta de carregamento, para que ele funcione como um "power bank". Sendo um smartphone voltado a jogos, as câmeras do ROG Phone II não são o destaque do aparelho, mas também não decepcionam. São três câmeras, duas na traseira e uma frontal. A câmera principal tem sensor Sony IMX586 de 48 MP com abertura f/1,79, utilizando quatro pontos do sensor para gerar cada ponto da foto, de forma a gerar fotos de 12 MP. Este recurso permite um melhor processamento da imagem e é usado em alguns outros modelos de diferentes marcas. As fotos tiradas por esta câmera são de boa qualidade, principalmente em condições ideais. As fotos com baixa iluminação sofrem um pouco, perdendo qualidade. A câmera oferece modos especiais, como retrato (que simula um desfoque do fundo), modo noturno, panorama, lapso de tempo e câmera lenta. Ela permite tirar fotos com a resolução total do sensor, que ganha em resolução mas perde em qualidade, gerando fotos mais escuras. Além da câmera principal, há uma segunda câmera traseira grande angular ("ultra wide"), com ângulo de abertura de 125 graus, com resolução de 13 MP e abertura f/2,4. Esta é uma opção válida quando você realmente precisa enquadrar um objeto muito grande, mas qualidade desta câmera é inferior à da câmera principal. De qualquer forma, já vimos vários aparelhos onde a câmera grande angular é muito ruim, como o Samsung Galaxy A30 e o ZenFone 4, o que não é o caso aqui, onde ela é razoável, pelo menos com boa iluminação. A câmera frontal sensor de 24 MP e lentes com abertura f/2,2, também utilizando quatro pixels do sensor para cada pixel da foto. gerando imagens de 6 MP. Você pode optar por fotos de 24 MP, porém com menor qualidade geral. Esta câmera é razoável e tem como objetivo principal a transmissão de vídeos. A câmera principal filma em resolução até 4K, com 60 fps. Já a câmera grande angular filma em 4K, mas apenas a 30 fps, ou em Full HD a 60 fps. A câmera frontal não filma em 4K, suportando apenas Full HD a 60 fps. As três câmeras suportam estabilização eletrônica de vídeo. Você pode verificar a qualidade das fotos tiradas com o smartphone, sem edição, clicando nos seguintes links: Foto 1 (normal), Foto 2 (grande angular), Foto 3 (normal), Foto 4 (grande angular), Foto 5 (48 MP), Foto 6 (normal), Foto 7 (grande angular). Para verificarmos o desempenho do ROG Phone II, rodamos alguns apps de teste de desempenho: o teste Work 2.0 do PCMark, que simula o uso do aparelho em atividades reais, o teste Sling Shot Extreme do 3DMark, que mede o desempenho em gráficos 3D, e o AnTuTu 8.2.4, que faz vários diferentes testes incluindo processamento, gráficos 3D, velocidade da memória e do armazenamento, combinando-os em uma pontuação final. Comparamos o desempenho do ROG Phone II com o do Samsung Galaxy S9, que é o smartphone mais topo de linha que temos à disposição no momento. Mesmo tratando-se de um aparelho lançado há mais de um ano, o Galaxy S9 ainda é uma referência em desempenho, utilizando o chip Snapdragon 845, antecessor do Snapdragon 855+ utilizado no ROG Phone II. No teste Work 2.0 do PCMark, o ROG Phone II foi 67% mais rápido do que o Galaxy S9. Já no teste Sling Shot Extreme do 3DMark, o ROG Phone II foi 35% mais rápido do que o Galaxy S9. Já no AnTuTu 8.2.2, o ROG Phone II foi 65% mais rápido do que o Galaxy S9. As principais especificações do ASUS ROG Phone II incluem: Dimensões: 170,99 mm x 77,6 mm x 9,48 mm Peso: 240 gramas Tela: 6,59”, 2340 x 1080, AMOLED Sistema operacional: Android 9 Processador: Qualcomm Snapdragon 855+, oito núcleos Kryo 485 a até 2,96 GHz Motor gráfico: Adreno 640, incorporada ao processador RAM: 12 GiB Armazenamento: 512 GiB Leitor de cartão de memória: não GPS: sim Rádio FM: sim Sensores: acelerômetro, giroscópio, proximidade, bússola e leitor de impressões digitais (sob a tela) Suporte a SIM: dois nano-SIM Redes: GSM 850/900/1800/1900 MHz, WCDMA bandas 850/900/1900/2100 MHz, LTE bandas 1, 2, 3, 4, 5, 7, 8, 12, 13, 17, 18, 19, 20, 28, 29, 32, 34, 38, 39, 40, 41 e 46 Wi-Fi: IEEE 802.11ad NFC: sim Bluetooth: sim, 5.0 Câmera traseira: 48 MP, f/1,79 + 13 MP f/2,4 Câmera frontal: 24 MP, f/2,2 Flash: sim, traseiro Tempo de bateria: 10:48 h (medido) Bateria: 3,7 V, 6000 mAh Li Ion, não removível Mais informações: https://www.asus.com/ Preço no Brasil: R$ 6.300,00 O ASUS ROG Phone II acerta naquilo que se propõe: ser um smartphone poderoso para jogar, com vários recursos que ajudam a tornar mais confortável ficar jogando no celular por um longo tempo. Seus maiores destaques são a sua ótima tela, seu excelente som, sua bateria de alta capacidade e, claro, o seu chip poderoso. Os botões virtuais "Air Triggers" ajudam bastante a ergonomia do jogo, e a grande capacidade de personalização do ambiente de jogo faz com que você consiga configurar o aparelho para extrair o melhor de cada título. Porém, se você é adepto dos smartphones compactos, leves e finos, esqueça o ROG Phone II. O mesmo design que o torna excelente para segurar com as duas mãos para jogar o faz volumoso demais para colocar no bolso dianteiro de uma calça jeans ou para caber em uma bolsa pequena. Não adiantaria nada ter um hardware tão poderoso e ficar limitado a jogar por pouco tempo antes de ter de procurar uma tomada, e nesse quesito o ROG Phone II não decepciona, oferecendo uma bateria suficiente para segurar toda essa potência. E o carregador de 30 W do modelo Extreme, versão que testamos, "enche o tanque" em pouco tempo. Uma pena que o modelo mais barato (ou melhor dizendo, menos caro) não traz esse mesmo carregador; naquele modelo, a carga da bateria provavelmente é bastante demorada. As câmeras cumprem seu papel, entregando fotos compatíveis com as de um aparelho intermediário superior, mas não chegando ao nível das câmeras encontradas nos aparelhos topo de linha. O cooler ativo que vem com a versão testada é bem bacana mas, na verdade, não chega a ser necessário. Mesmo sem o uso do acessório, durante os jogos o aparelho fica morno, mas não quente demais a ponto de incomodar. Segundo o sensor do Game Genie, a temperatura em uma sessão de jogo chegou a no máximo 38 graus celsius, em um dia quente com temperatura ambiente de cerca de 25 graus celsius. O grande ponto negativo do ASUS ROG Phone II é, sem dúvida, o seu preço, que já é alto no modelo com 8 GiB de RAM e 128 GiB de armazenamento, mas que é ainda mais alto no modelo Extreme. Com isso, o ROG Phone II é um excelente smartphone para jogar, mas infelizmente é um aparelho para poucos. A ASUS ainda oferece vários acessórios para o ROG Phone II, como uma segunda tela, um suporte com controles físicos que o deixa parecido com o Nintendo Switch, uma interface para espelhar a tela do smartphone em uma TV ou monitor, dentre outros. Pontos fortes Excelente desempenho em jogos Tela grande e de alta qualidade Qualidade de som incrível Ótima "pegada" para jogar Botões programáveis nas bordas do smartphone Ótimos recursos de software para otimizar os jogos Não tem orifícios ou chanfros na tela Filma em 4K a 60 fps com a câmera principal Tem sensor de impressões digitais sob a tela Boa duração de bateria Pontos fracos Muito caro, principalmente na versão testada Grande e pesado Não suporta cartão microSD Não filma em 4K com a câmera frontal Não traz certificações de resistência à água ou poeira

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