Neste tutorial exploraremos as principais diferenças técnicas entre as memórias DDR, DDR2 e DDR3. Aproveite! Antes de começarmos a falar especificamente sobre cada um dos tipos de memória, você precisa saber que DDR, DDR2 e DDR3 são memórias do tipo SDRAM (Synchronous Dynamic Random Access Memory), isto é, síncronas, o que significa que elas utilizam um sinal de clock para sincronizar suas transferências. DDR significa Double Data Rate ou Taxa de Transferência Dobrada, e memórias desta categoria transferem dois dados por pulso de clock. Traduzindo: elas conseguem obter o dobro do desempenho de memórias sem este recurso trabalhando com o mesmo clock (memórias SDRAM, que não estão mais disponíveis para PCs). Por causa desta característica, essas memórias são rotuladas com o dobro do clock real máximo que elas conseguem trabalhar. Por exemplo, memórias DDR2-800 trabalham a 400 MHz, memórias DDR2-1066 e DDR3-1066 trabalham a 533 MHz, memórias DDR3-1333 trabalham a 666,6 MHz e assim por diante.  clique para ampliar Figura 1: Sinal de clock e modo DDR.
É muito importante notar que esses clocks são valores máximos que a memória pode oficialmente usar; isto não significa que a memória trabalhará com essas “velocidades” automaticamente. Por exemplo, se você instalar memórias DDR2-1066 em um computador que pode acessar apenas memórias a até 400 MHz (800 MHz DDR) – ou se seu micro estiver configurado erroneamente –, as memórias serão acessadas a 400 MHz (800 MHz DDR) e não a 533 MHz (1.066 MHz DDR). Isto acontece porque o sinal de clock é gerado pelo o controlador de memória, um circuito que está localizado fora da memória (no chip ponte norte da placa-mãe ou embutido no processador, dependendo do processador usado). O esquema de nomenclatura DDRx-yyyy (onde x é a geração da tecnologia e yyyy é o clock da memória DDR) em teoria é usado apenas para os chips de memória. Os módulos de memória – a pequena placa de circuito impresso onde os chips de memória estão soldados – utilizam um esquema de nomenclatura diferente: PCx-zzzz, onde x é a geração da tecnologia e zzzz é a taxa de transferência máxima teórica (também chamada largura de banda máxima). Este número indica a quantidade de bytes que podem ser transferidos por segundo entre o controlador de memória e o módulo de memória, assumindo que uma transferência de dados será realizada a cada pulso de clock. Esta conta é facilmente feita multiplicando o clock DDR em MHz por oito. Isto nos dará a taxa de transferência máxima teórica em MB/s (megabytes por segundo). Por exemplo, as memórias DDR2-800 têm uma taxa de transferência máxima teórica de 6.400 MB/s (800 x 8) e os módulos de memória que utilizam este tipo de memória são chamados PC2-6400. Em alguns casos o número é arredondado. Por exemplo, as memórias DDR3-1333 têm uma taxa de transferência máxima teórica de 10.666 MB/s, mas os módulos de memória que utilizam este tipo de memória são chamados PC3-10666 ou PC3-10600, dependendo do fabricante. É realmente importante entender que esses valores são máximos teóricos e eles nunca são obtidos. Isto acontece porque na conta estamos assumindo que a memória enviará dados para o controlador de memória a cada pulso de clock, o que simplesmente não acontece. O controlador de memória e a memória precisam trocar comandos (por exemplo, um comando instruindo a memória para fornecer um dado armazenado em determinada posição) e durante este tempo a memória não estará transferindo dados. Agora que você sabe o básico sobre as memórias DDR, vamos falar sobre as diferenças entre as três gerações existentes. |