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Teste da Fonte de Alimentação Fortrek de 200 W

       
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 24 comentários

Testamos esta fonte de 200 W “reais” da marca nacional Fortrek e que promete entregar até 450 W. Confira.

Teste da Fonte de Alimentação Fortrek de 200 W
Gabriel Torres Editor executivo do Clube do Hardware

Introdução

Testamos mais uma fonte de marca nacional de baixo custo, desta vez o modelo de 200 W da Fortrek, que promete entregar até 450 W. Será? Confira.

Fortrek 200 W
Figura 1: Fonte de alimentação Fortrek de 200 W

Fortrek 200 W
Figura 2: Fonte de alimentação Fortrek de 200 W

A Fortrek de 200 W segue o projeto das antigas fontes ATX, com 14 cm de profundidade e ventoinha de 80 mm em sua parte traseira.

Ela obviamente não tem nenhum sistema de cabeamento modular e também não traz proteção de nylon em nenhum de seus cabos. Todos os fios são 20 AWG, isto é, são mais finos do que o mínimo recomendado (18 AWG). Os cabos inclusos são:

  • Cabo principal da placa-mãe com conector de 20/24 pinos, 30 cm de comprimento
  • Um cabo com um conector ATX12V, 31 cm de comprimento
  • Dois cabos com um conector de alimentação SATA e um conector de alimentação para periféricos cada, 31 cm até o primeiro conector, 15 cm entre conectores

A configuração de cabos desta fonte mostra que ela definitivamente é um produto de baixo custo, com cabos extremamente curtos. Está claro que esta fonte usa um projeto obsoleto que foi adaptado para incluir os conectores de alimentação SATA, visto que os conectores SATA não têm o fio laranja de +3,3 V, que é requerido.

Fortrek 200 W
Figura 3: Cabos

Fortrek 200 W
Figura 4: Conectores SATA não têm o fio laranja (+3,3 V)

Vamos agora dar uma olhada no interior desta fonte de alimentação.

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Comentários de usuários


A ausência do fio laranja (+3.3V) nos conectores Sata é prejudicial? Qual o impacto negativo e quais componentes mais sofreriam?

Esse tipo de adaptador é problemático?

Obrigado

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Olhando pelo lado positivo: esta Fortrek é bem melhor que a Leadership 4740.

Eu sinceramente não vejo vantagem em economizar na fonte. As baratas acabam saindo caro literalmente: conta de energia maior pela baixa eficiência e riscos de danificar componentes caros do hardware.

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Fonte de rotulada à 200W e que promete entregar 450W... bizarro! E nem os 200W consegue fazer direito. Mas o que esperar de uma fonte de 28 reais?

O teste da Huntkey Jumper 600B continua sem tópico no fórum.

Editado por =insane=

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Se bem que que a fonte de 28 R$ não podia ser la essas coisas olha que se procurar se acha ate por menos fazer o que tem gente que prefere economizar e comprar uma fonte dessas, com 28 R$, prefiro compra uma pizza.

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Para mim, o problema dessa fonte não me parece estar na questão regulação de tensão. A linha de +12 V só saiu do especificado depois que puxaram mais do que a etiqueta permitia na linha de +12 V. Mas com uma carga maior nas linhas de +3,3 V e +5 V, seria bem provável que estas duas linhas saíssem da especificação no item oscilação e ruío. Fora que não filtragem de transientes realmente....

Bom, de qualquer forma, quem sugeriu o teste dessa fonte agora está devendo uma pizza para Gabriel... :D

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Estranho que na etiqueta estava escrito "Fortrek - technology products", cadê a tecnologia? Um projeto da feira de ciências seria mais confiável que isso...

Deprimente :/

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O teste da Huntkey Jumper 600B continua sem tópico no fórum.

A Huntkey conseguiu aumentar a eficiência, mas por outro lado perdeu o controle do nível de ripple/ruído elétrico, que foi além dos 60mV. Não mereceu selo de recomendação. O CdH continua superestimando eficiência e subestimando a questão do ripple/ruído elétrico.

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**... faltou o rótulo "...Será que presta?" :D

ME tira uma duvida GT. Com os resultados dos testes, você envia para as "fabricantes" questionando, ou para tipo (comercial gratuito) a revista Pro teste?? Ou algum representante do governo tipo Inmetro??

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Kayke, nos testes, ao que eu me lembre sempre é frisada a questão do ripple nos casos em que este se apresenta elevado. Eu não me lembro de ver testes subestimando o caso da distorção harmônica nas fontes.

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Kayke, nos testes, ao que eu me lembre sempre é frisada a questão do ripple nos casos em que este se apresenta elevado. Eu não me lembro de ver testes subestimando o caso da distorção harmônica nas fontes.

Mas uma oscilação de 80mV em +12V é um pouco elevado mesmo. Teoricamente seus componentes durariam menos numa fonte que ofereça 80mV em +12V que uma fonte que ofereça 40mV na mesma linha, apesar de tudo estar dentro dos padrões. Um valor ideal é sempre ficar abaixo da metade do limite da especificação para a fonte ser boa. Essa Huntkey apresentou, em contrapartida, valores excelentes em +5V e +3.3V.

Porém não é o tipo de fonte que recomendaria. Deveria ter dois conectores PCI-E a mais, pois uma fonte daquelas já daria conta de duas HD7950. E julgando pelos preços, deve vir por uns 80 ou 90 euros, e nessa faixa dá para pegar uma XFX 650, uma NZXT Hale 90 550...

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A HuntKey Jumper 600B tem 4 conectroes de alimentação para placas de vídeo, isso está claro na primeira páfgina.

A questão quanto ao ripple é que o Clube do Hardware anda com pouco rigor para essa questão, recomendando fontes que paresentam níveis de ripple altos. No caso dessa fonte, não chega a ser alto, mas poderia ser mais baixo. Acho que também a falta de sistema de notas ou de selos decente acaba botando fontes com boas com fontes medianas no mesmo patamar.

O que me incomoda nessa fonte é o limite de apenas 16 A para as linhas de +12 V. Seria melhor que fossem de 20 A, pelo menos nas linhas dos conectores para as placas de vídeo.

A propósito, algum moderador pode criar o tópico dos comentários da HuntKey Jumper 600B e transferir os posts relacionados pra lá?

Editado por ignacho

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**... faltou o rótulo "...Será que presta?" :D

ME tira uma duvida GT. Com os resultados dos testes, você envia para as "fabricantes" questionando, ou para tipo (comercial gratuito) a revista Pro teste?? Ou algum representante do governo tipo Inmetro??

Essas fontes de baixo custo não fazemos nada; elas são compradas do nosso próprio bolso, e os fabricantes sabem que elas são lixo. Nas fontes mais caras, que os fabricantes enviam, quando há algum problema nosso procedimento padrão é pedir uma segunda amostra, para termos certeza que não é um problema específico da amostra que recebemos. Com o problema confirmado (ou não) publicamos o teste, e em algum momento explicamos o que ocorreu. Os fabricantes com mais de "dois neurônios" (a maioria) leva nossos testes na boa, e inclusive usam nossos testes para melhorarem seus produtos, o que sempre foi o nosso objetivo (exemplo recente: ver testes das fontes Athena Power). Apenas uma minoria fica p**** da vida com a gente. Curiosamente, só marca nacional dá "piti". Ver o caso da C3Tech/Coletek, que ficaram muito p*** com a gente quando desmascaramos que uma fonte de 600 W era de 400 W e tinha selo 80 Pus falso. Reclamaram, reclamaram, mas no final pararam de mentir, e passaram a rotular as fontes com potência correta e inclusive passaram a certificar as fontes pelo 80 Plus.

Quanto a revista Pro Teste, eu particularmente não conheço esta revista (lembre-se, eu moro nos EUA), e não sei se eles testam fontes. O Inmetro acompanha os nossos testes e inclusive me pediram ajuda para criar uma metodologia para certificação de fontes de alimentação, mas as coisas no Brasil andam a passos de tartaruga e até agora nada aconteceu (isto é, ainda não decidiram se vão ou não obrigar fontes vendidas no Brasil a serem certificadas por eles).

Espero ter esclarecido.

Abraços,

Gabriel Torres

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ME tira uma duvida GT. Com os resultados dos testes, você envia para as "fabricantes" questionando, ou para tipo (comercial gratuito) a revista Pro teste?? Ou algum representante do governo tipo Inmetro??

Essas fontes de baixo custo não fazemos nada; elas são compradas do nosso próprio bolso, e os fabricantes sabem que elas são lixo. Nas fontes mais caras, que os fabricantes enviam, quando há algum problema nosso procedimento padrão é pedir uma segunda amostra, para termos certeza que não é um problema específico da amostra que recebemos. Com o problema confirmado (ou não) publicamos o teste, e em algum momento explicamos o que ocorreu. Os fabricantes com mais de "dois neurônios" (a maioria) leva nossos testes na boa, e inclusive usam nossos testes para melhorarem seus produtos, o que sempre foi o nosso objetivo (exemplo recente: ver testes das fontes Athena Power). Apenas uma minoria fica p**** da vida com a gente. Curiosamente, só marca nacional dá "piti". Ver o caso da C3Tech/Coletek, que ficaram muito p*** com a gente quando desmascaramos que uma fonte de 600 W era de 400 W e tinha selo 80 Pus falso. Reclamaram, reclamaram, mas no final pararam de mentir, e passaram a rotular as fontes com potência correta e inclusive passaram a certificar as fontes pelo 80 Plus.

Quanto a revista Pro Teste, eu particularmente não conheço esta revista (lembre-se, eu moro nos EUA), e não sei se eles testam fontes. O Inmetro acompanha os nossos testes e inclusive me pediram ajuda para criar uma metodologia para certificação de fontes de alimentação, mas as coisas no Brasil andam a passos de tartaruga e até agora nada aconteceu (isto é, ainda não decidiram se vão ou não obrigar fontes vendidas no Brasil a serem certificadas por eles).

Espero ter esclarecido.

Abraços,

Gabriel Torres

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O Inmetro acompanha os nossos testes e inclusive me pediram ajuda para criar uma metodologia para certificação de fontes de alimentação, mas as coisas no Brasil andam a passos de tartaruga e até agora nada aconteceu (isto é, ainda não decidiram se vão ou não obrigar fontes vendidas no Brasil a serem certificadas por eles).

Espero ter esclarecido.

Abraços,

Gabriel Torres

Sem querer defender as picaretagens que muitas marcas nacionais costumam fazer, mas...

Será mesmo que é vantagem que o Inmetro passe a intervir nesse mercado? Questiono isso poque tenho uma preocupação em relação às fontes de marcas estrangeiras. Se o selo do Inmetro para elas se tornar obrigatório, é bem provável que essas fontes passariam nos testes. A minha preocupação é com a burocracia. Muitas dessas marcas não têm representação oficial no Brasil, e só chegam aqui através de importadoras. Imagine como elas iriam fazer para resolverem os trâmites para poderem enviar as fontes para testes e incluírem o selo do Inmetro nas caixas? Temo então que elas nao consigam passar por essa burocracia, e marcas como Corsair, Antec OCZ, Sea Sonic, entre outras, acabem sumindo do mercado.

Além disso, temos lembrar que nem sempre o selo do Inmetro pode garantir tudo. Um exemplo interessante disso são os estabilizadores. Mesmo com o Inmetro nos estabilizadores, eles continuam sendo um grande vilão das fontes de alimentação dos computadores.

Pouco rigor nestes testes simplesmente seria o melhor dos mundos para essas marcas nacionais, pois no máximo colocariam produtos medíocres com capacitores chineses e as fontes boas, que são de marcas estrangeiras, ficariam de fora do mercado.

É por isso que a gente tem que ter cautela com isso... Só esse novo padrão de tomadas já anda causando alguns problemas com relação à comercialização dessas fontes (há relatos de que as lojas e importadoras estão abrindo as caixas de fontes da Corsair para retirarem o cabo de alimentação).. Imagina se eles tiverem que serem testadas?

Editado por ignacho
corrigindo erros de digitação

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1. Boas fontes já têm um sem número de certificações internacionais. Certificação do INMETRO não acrescentaria nada. 2. O INMETRO iria certificar um monte de porcaria que induziria o consumidor brasileiro a acreditar que estava adquirindo produto de alta qualidade. 3. Se o INMETRO precisa de ajuda para criar uma metodologia, só isso demonstra que não está capacitado para meter o nariz no assunto. 4. Investir em equipamento caro para testes de certificação já seria um milagre; imagine daqui a 10 anos se tal equipamento seria renovado... 5. Haveria aumento no preço de fontes e maior demora para que bons produtos chegassem ao Brasil, se tal certificação fosse obrigatória. Isto se bons fabricantes não se afastassem de vez do nosso mercado... 6. Talvez a certificação do INMETRO fosse válida caso se aplicasse somente às fontes de marca nacional. Mas aí entraria um governo petista com a ideia justamente de querer afastar os bons fabricantes estrangeiros e valorizar a empresa nacional (aquela que traz os lixos da China e carimba a própria marca)...

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Bom dia Gabriel!
Tenho uma duvida.
Comprei 3 fontes fortrek 200W e tive problemas. Os 3 computadores já usavam fontes de 200W, mas deram problemas apos uns 4 anos. Desculpe o fato de não ter nesse minuto a descrição completa de cada um destes.
Uma a uma, as fontes foram parando de funcionar apos segundo dia de uso! 

Duvida sobre seus testes....
vocês deixam as fontes ligadas por quanto tempo a cada teste?
Uma coisa é medir valores momentaneos...1h ligado é pouco!
A ultima delas levou 5 dias para parar de funcionar!

Desculpe a duvida mas não encontrei esta resposta de tempo máximo de teste...
Todas as 3 CPUs estavam usando alimentação SATA, e são do tipo ATX!

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@FMVS3 A gente deixa a fonte ligada apenas durante a execução do teste. Nossa análise deixa claro que este produto é uma "bomba" e não deve ser usado.

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Obrigado! Entendi... mas repito a pergunta de outra forma... se nao se ofende...

Pode... uma fonte te dar todos esses resultados de que fornece os 200W, mas, ao longo de 24h ligada, ela decair monstruosamente os resultados caso repetido os mesmos testes?

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Otimo! Obrigado mestre! :thumbsup:...
Obs...vocês esta fazendo um otimo trabalho com esse site...
As vezes o Inmetro se perde, e isso aqui é muito importante!

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