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Novos Chipsets 3D

       
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Conheça os novos chips 3D do mercado.

Novos Chipsets 3D

Introdução

É crescente a tendência de "3drização" dos produtores de softwares. Programas como o Softimage, 3D Max, Maya, Painter, StudioPRO, só para ficar nos mais famosos, estão cada vez mais populares graças à evolução do PC. Filmes 3d e animações complexas que antes só poderiam ser feitos em estações de dezenas e às vezes centenas de milhares de dólares hoje podem ser realizadas em uma plataforma x86, principalmente pelo alto desempenho oferecido pelos processadores atuais, pelo barateamento da memória e é claro, pela melhoria dos recursos gráficos disponíveis. Evidentemente que ainda temos placas realmente caras, como as fabricadas pela 3Dlabs, Evans&Sutherland, a família Diamond FireGL entre outros, caracterizadas por grande quantidade de memória local instalada, pela presença de mais de um processador por placa (às vezes, fazendo funções diferentes como processamento de polígonos e outro para processar as texturas a serem aplicadas).

Estas placas poderosas são capazes de renderizar cenas com milhões de polígonos, com várias fontes de luzes de diferentes posições e cores, em pouco tempo. A diferença para as placas doméstica está aí: estas últimas são otimizadas para renderizar cenas em tempo real, e, portanto, muito menos complexas, como as geradas por jogos, pelos sites que trabalham com VRML ou Direct3D. É interessante notar que as placas do mercado corporativo não são capazes de renderizar as cenas da maioria dos jogos com a mesma rapidez, assim como as placas domésticas não são capazes de gerar as cenas complexas 3D que se vê nos filmes por exemplo, com a mesma rapidez e qualidade de saída.

Com a evolução constante dos chipsets “domésticos” em pouco tempo teremos placas de vídeo a custo acessível que podem realizar as mesmas operações geométricas e de cálculos complexos de iluminação e modelagem real-time das placas corporativas, em um PC comum.

Renderizar em 3D é acessar o hardware da placa de vídeo, trabalhando diretamente com seu processador interno. Para acessar este hardware diretamente, precisamos de uma API (aplication program interface) que faça esta comunicação direta. As APIs mais comuns hoje são a OpenGL, desenvolvida pela gigante de computação gráfica, Silicon Graphics (SGI) e recentemente licenciada pela Microsoft. Outra API bem conhecida é a Direct3D da Microsoft, incluída no DirectX. Outras empresas também desenvolvem suas próprias APIs, como a 3dfx, que desenvolveu a GLIDE ou 3dfxGL. A PowerVR também fez uma (PowerGL), assim como a Matrox recentemente, para o seu chipset G400. A maioria das APIs são uma amostra piorada da API OpenGL, pois os micros domésticos até bem pouco tempo não eram capazes de gerar nada em 3D.

A direct3D é a que menos exige de uma placa 3D, pois sua implementação utiliza pouco dos recursos de acesso ao hardware previstos pela OpenGL (portanto, se uma placa não funcionar bem em direct3D ou é porque ela tem um sério problema com seu driver ou porque é muito ruim para 3D). Todas as placas descritas aqui são capazes de trabalhar muito bem com Direct3D.

A GLIDE da 3dfx (também conhecida como 3dfxGL ou miniGL) usa bem mais recursos, algumas técnicas avançadas de 3D, mas também é uma API mais “leve” do que a OpenGL. As placas mais modernas que trabalham com OpenGL realizam a maioria das funções previstas na API, utilizando técnicas de filtragem e amostragem avançadas, gerando belas imagens. A próxima geração de placas, como a Napalm (Voodoo4) da 3dfx, a GeForce 256 (NV10) da NVIDIA e a Savage2000 irão acrescentar recursos ainda mais avançados, e tornar o suporte à API OpenGL praticamente completo. Falaremos um pouco sobre a nova placa Geforce256 e as que estão chegando no final desta série.

É comum encontrarmos os seguintes requisitos numa placa de qualidade atualmente:

  • Suporte a DVD via hardware;
  • Saída de TV/S-Video;
  • Pelo menos16 Mb de memória (adequada para modo de vídeo de pelo menos 16 bit de cor em altas resoluções) com 128 Bits de processamento e barramento de memória;
  • Sistema de refrigeração adequados, geralmente com coolers ativos ou grandes dissipadores (garante estabilidade do sistema e permite overclock);
  • Pelo menos 250 Mhz de RAMDAC (para evitar taxas de atualização lentas em altas resoluções) e suporte à monitor digital LCD.

 

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