×
Ir ao conteúdo
  • Cadastre-se

Teste da Fonte de Alimentação Duex DX500SE


     62.119 visualizações    Energia    10 comentários
Teste da Fonte de Alimentação Duex DX500SE
Produto Bomba

Análise do Primário

Vamos agora dar uma olhada em profundidade no primário da Duex DX500SE. Para uma melhor compreensão do que iremos falar aqui, sugerimos a leitura do nosso tutorial “Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas”.

Em vez de usar uma ponte de retificação “pronta”, a Duex DX500SE usa quatro diodos 1N5408, cada um suportando até 3 A a 105° C. Isto que significa que em teoria você seria capaz de extrair até 345 W em uma rede elétrica de 115 V a 105° C; assumindo uma eficiência de 80%, a ponte permitiria que esta fonte fornecesse até 276 W a 105° C. Claro que estes números são teóricos e estamos falando apenas desses componentes e o limite real dependerá de outros componentes da fonte de alimentação.

Duex DX 500 SE PSU
Figura 10: Um dos diodos da ponte de retificação

O circuito dobrador de tensão usa dois capacitores eletrolíticos de 560 µF x 200 V, de uma empresa chamada Cheng, e rotulados a 105° C. Ver Figura 10.

Duex DX 500 SE PSU
Figura 11: Capacitores

Na seção de chaveamento, dois transistores NPN KSH13007 são usados na obsoleta configuração meia-ponte. Cada transistor suporta até 8 A a 25° C em modo contínuo ou até 16 A a 25° C em modo pulsante. Esses transistores são bastante populares em fontes de alimentação de baixo custo.

Duex DX 500 SE PSU
Figura 12: Transistores chaveadores

Os transistores chaveadores são controlados por um circuito integrado SDC7500, que está fisicamente instalado no secundário da fonte.

Duex DX 500 SE PSU
Figura 13: Controlador PWM

Vamos agora dar uma olhada no secundário desta fonte de alimentação.


Comentários de usuários

Respostas recomendadas

Gsotaria de ver tais fontes fora do mercado.........

É pelo mesmo motivo que tive até o momento mais de 20 mil postagens nos fóruns sobre fontes de alimentação, desde os tempos antigos do extinto Forum PCs, onde comecei a tratar do assunto desde 2002 aproximadamente, procurando indicar, orientar, ensinar a pescar... muitas vezes inutilmente. Mas venho insistindo nisso porque só o próprio consumidor pode sanear o mercado. Enquanto existir pato pra comprar, vai ter esperto para vender e lucrar. Enquanto houver ratão, vai haver ratoeira. E o que não falta no mercado brasileiro é fonte pega-ratão. Se o consumidor deixar de comprar, o lojista deixa de vender, o distribuidor deixa de distribuir, o importador deixa de importar e até o fabricante lá na China deixa de fabricar.

Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

Daqui a pouco essas "coisas" vão trazer etiquetas dizendo "se pá aguenta "x" watts" ou talvez comecem a ser honestas né, tipo com uma etiqueta assim "colocamos 500W pra vender, mas ela aguenta com sorte 150W" é triste mesmo ver isso entrar no mercado e ainda vender por falta de info. Parabéns por mais esse teste desmascarando essa tranqueira.

Abraços.

Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Administrador

Lembrando que tal expediente é ILEGAL de acordo com o artigo 171 do Código Penal (fraude) e artigo 66 do Código de Defesa do Consumidor (propaganda enganosa). Ou seja, existe lei proibindo esse tipo de coisa, o problema é que não há fiscalização.

Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

Como um colega acima postou, esta situação só irá mudar quando deixar de haver consumidores dessas tralhas. Enquanto houver demanda, haverá quem supra o mercado com essas bugigangas. E o consumo desse tipo de equipamento só irá cessar quando a população for esclarecida sobre o quão maléfico ao PC é usar essas fontes ordinárias e quando os órgão de fiscalização impedirem a importação e revenda deste tipo de equipamento.

O problema é bem complexo, essa situação não se deve unicamente à desinformação, mas também a vários outros fatores:

-alta carga tributária e lucro exorbitante dos varejitas, aka Custo Brasil que encarece as boas fontes e dificulta sua aquisição;

-baixa renda da população brasileira (principalmente no Norte e Nordeste do país), que leva a população a adquirir essas porcarias, pois compram pelo preço e não pela qualidade;

-falta de esclarecimento da população sobre os riscos de utilizar fontes de baixa qualidade, ignorância nem sempre atrealda á renda;

-falta de fiscalização das autoridades públicas. Se o mercado consumidor compra essas porcarias e o Governo corrupto e ineficiente não fiscaliza a qualidade desses equipamentos , para que as empresas brasileiras irão parar de importar e revender esses equipamentos ?

-propaganda enganosa. Infelizmente, o brasileiro médio se deixa ludibriar pelo bombardeio de informações e especificações enganosas e exageradas, como "fonte de 500 watts reais", "potência real", "potência de pico", termos que não significam absolutamente nada e cuja única função é confundir o consumidor e levá-lo a adquirir o produto. Aliado ao baixo preço, é venda na certa.

Outra fator também a levar em conta é que os computadores vendidos no Brasil em geral são destinados a uso básico, como navegação na internet, utilização de suite de escritório , impressão de documentos etc, principalmente os vendidos nas grandes redes de supermercados, que não demandam de uma fonte de alta potência, que também precisa ser de boa qualidade. O fulano compra uma fonte dessas da análise e só por que a fonte não se queima em um mês, acha que essa está funcionando como deveria, o que não é verdade, não percebendo o dano que está causando a todos os componentes do PC.

É o mesmo problema dos malditos estabilizadores, que só são vendidos no Brasil porque a população em geral é ignorante, pelo marketing enganoso de empresas como a MicroSOL e devido à falta de concorrência no mercado, em que só há 2 modelos bons disponíveis.

Minha esperança é de que o INMETRO passe a fiscalizar e realizar testes com estas fontes empregando a metodologia correta como a adotada pelo CDH, a fim de barrar revenda das fontes reprovadas. Contudo, tenho de recordar que habitamos em um país onde o Governo gasta R$ 1,5 bilhão com estádio de futebol superfaturado, mas que diz não haver verba suficiente para destinar ao Inmetro fiscalizar a qualidaede desses equipamentos.

Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

Retornei ao Club depois de um bom tempo ausente, pessoal essa é nossa realidade o mais afetado são os consumidores que alem de pagar uma fortuna por lixo ainda são mal informados, técnico que trabalha tanto corre atrás de informações a maioria das vezes é desacreditado pelo fator preço da concorrencia e beleza externa dos equipamentos. Bola pra frente que atrás vem gente meu povo.

  • Curtir 1
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

Sobre o Clube do Hardware

No ar desde 1996, o Clube do Hardware é uma das maiores, mais antigas e mais respeitadas comunidades sobre tecnologia do Brasil. Leia mais

Direitos autorais

Não permitimos a cópia ou reprodução do conteúdo do nosso site, fórum, newsletters e redes sociais, mesmo citando-se a fonte. Leia mais

×
×
  • Criar novo...

Como ganhar dinheiro montando computadores!

MINICURSO GRÁTIS!

Como ganhar dinheiro montando computadores!

CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE AGORA MESMO!