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Gabriel Torres vs. Axcel Books

       
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Entenda porque Gabriel Torres não publica novos livros e não atualiza seus livros já publicados. Learn why Gabriel Torres no longer writes or updates his books.

Gabriel Torres vs. Axcel Books
Gabriel Torres Editor executivo do Clube do Hardware

Como a maioria dos meus leitores sabe, eu publiquei, entre 1996 e 2002 18 livros pela editora Axcel Books. O que poucos sabem é que desde 2002 não recebo um só tostão pelos livros que escrevi, sendo este o motivo pelo qual eu não lancei novos livros nem atualizei os meus livros já lançados.

As most of you know, I had 18 books published by Axcel Books between 1996 and 2002. (The owners are called Ricardo Reinprecht and Gisella Narcisi Reinprecht.) What most of you don't know is that since 2002 I don't receive a penny for them, and that is why I haven't written or updated any book since then.

Esta postura da Axcel Books me fez ficar completamente desestimulado para escrever novos livros. No mundo todo, a forma de remuneração de um autor sobre um livro escrito é uma porcentagem sobre as vendas, chamada royalty. Basta pegar um tijolo como o Hardware Curso Completo (que tem 1.440 páginas) para tentar entender o trabalhão que me dá escrever um livro e ainda coordenar as ilustrações: é coisa para seis meses de trabalho escrevendo de 8 a 12 horas por dia. E isso usando as demais horas do dia escrevendo artigos para o site, colunas para jornal (na época) e ainda tentando levar uma vida normal – pelo menos nos fins de semana. Essa trabalheira toda compensa? Compensaria, se a Axcel Books fizesse a sua contra-parte: me pagar.

Para complicar a situação, meus contratos com esta editora impediam que eu mudasse de editora e que eu republicasse meus livros com outra empresa. Eu estava de mãos atadas!

This issue made me completely disheartened to write new books. The way authors make money is through royalties, a small percentage of the proceeds from the books' sales. If you see my #1 best selling book, Hardware Curso Completo ("Hardware Complete Course"), with its 1,440 pages, you quickly realize how hard it is to write a book and coordinate the production of the illustrations: it takes about six months working eight to twelve hours per day. I still used the remaining hours of my day for writing articles for this website, columns for the newspaper I contributed at the time, and trying to live a normal life, at least during the weekends. Is all this work worthwhile? Well, it would be, if Axcel Books did their part: pay me. To make things more complicated, the contracts I had with this company prevented me from swtiching to another publishing house and that I republished my books with another company. I had my hands tied!

Por estes motivos, no início de 2003 eu e a Axcel Books iniciamos uma batalha judicial. De um lado a Axcel dizia que era boa pagadora e que não estava devendo nada e queria me obrigar a escrever dois novos livros que eu já tinha contratos assinados (para constar, Segurança Curso Completo e Alavancando Negócios na Internet 2ª edição) – sendo que os contratos já estavam vencidos, isto é, eu não estava obrigado a entregar nada. Do meu lado eu só queria o óbvio: ser pago, ser liberado para publicar livros por qual editora eu bem entendesse e retomar os direitos autorais dos meus livros já publicados, isto é, atualizá-los e reeditá-los por outra editora.

For all those reasons, in the beginning of 2003 me and Axcel Books started a legal battle. At one side, Axcel Books claimed that it was a good payer, that they were not owing me any money, and they wanted to force me to write to new books that we had the contracts already signed. However, these contracts were already expired, i.e. I wasn't obliged to anything. At the other side, I just wanted the obvious: to be paid, to be free to have my books published by another company, and take back the rights to my published books, so I could update and re-publish them through another publishing house.

Nesse meio tempo, a Axcel fez tudo o que pode para enrolar o andamento do processo. A parte mais crítica era apurar o quanto eles estavam me devendo, pois a partir do momento em que eles deixaram de me pagar, eles também deixaram de prestar contas de quantos livros eram vendidos e o quanto eles estavam me devendo. Eles se recusaram a cooperar com o perito contábil apontado pelo juiz. Por este motivo o perito, por ordem do juiz, muito sabiamente fez uma conta simples, pegou os períodos para os quais eu tinha os relatórios de prestação de contas, fizeram uma média de quanto eu recebia por mês e multiplicaram pelo número de meses que eles estão sem prestar contas. A soma deu um valor substancial.

Meanwhile, Axcel Books made everything it could to delay the law suit. The most critical part was to discover how much they were owing me, as from the date they stopped paying me, they also stopped sending me the sales reports. The company refused to cooperate with the court-appointed auditor. For this reason, the auditor, following instructions given by the judge, cleverly made a simple math: he took the average amout I received in royalties during the period I had the reports for and  then multiplied this number by the number of months they didn't provide sales reports for. This totalled to a very substantial amount.

Finalmente no dia 1º de março de 2007 foi publicada no diário oficial a sentença do processo, favorável a mim, cancelando todos os 18 contratos que eu tinha com a Axcel Books, me devolvendo os direitos autorais de todos os meus livros, e obrigando a Axcel a pagar, com juros e correção monetária, o valor apurado pelo perito contábil.

Finally, on March 1st, 2007, the sentencing was published, ruling in my favor, cancelling all 18 contracts that I had with Axcel Books, giving all the books' rights back to me, and sentencing Axcel Books to pay me the amount calculated by the auditor, ajusted by inflation and with the legal-mandated interest.

A Axcel Books não recorreu desta sentença e no dia 3 de abril de 2007 o juízo autorizou a execução da dívida. Entretanto, quem já passou por um processo de cobrança sabe que existe uma enorme diferença entre ganhar e levar.

Axcel Books didn't appeal and on April 3rd, 2007, the judge authorized the execution of the sentence. However, as all those who have already gone through a debt collection lawsuit in Brazil knows, there is a big difference between winning and seeing the color of the money.

Por outro lado, estou com a alma lavada, pois atingimos o mais importante no dia 1º de março de 2007: o ganho moral. A partir da sentença publicada, tudo o que aconteceu passou a ser público, e posso divulgar sem problema de atrapalhar o andamento do processo, visto que não há mais processo. O mais importante é podermos divulgar publicamente o que estava acontecendo, o motivo pelo qual eu não estava mais publicando novos livros e atualizando meus livros antigos, e alertar a todos, em particular autores e aqueles que pretendem um dia escrever um livro, sobre o que ocorre no mercado editorial brasileiro e estimular que todos os autores que se encontrem em situação similar que, não encontrando acordo com a editora, entrem com um processo, pois situações como essa não podem ficar impunes.

If I didn't have the monetary gain, at least I won morally. Since the sentence was published, all information becomes public and I finally can expose what has happened to me and the reason why I was not writing or updating books. Also, I hope my story will help hopeful authors to know what really happens in the Brazilian publishing market. And for those authors already published, if you are in the same situation and can't get your publishing to pay what they owe you, don't be afraid to sue them! People like this  (Ricardo Reinprecht and Gisella Narcisi Reinprecht) should be exposed and stopped from swindling other people.

Essa é apenas a primeira batalha. No momento ainda estou pensando no que fazer com a minha carreira de autor, visto que estou bastante desestimulado a continuar escrevendo livros, visto o ocorrido.

This is just the first battle. At this point in time, I am still debating what to do with my writing career, as I am pretty much disheartened because of this whole situation, as you may guess.

A continuação desta história está em http://www.vitimasaxcel.com.br. Se você também foi lesado por esta editora (Axcel Books) e pelos seus sócios (Ricardo Reinprecht e Gisella Narcisi Reinprecht), não deixe de entrar em contato comigo através do email gabriel [arroba] vitimasaxcel [ponto] com [ponto] br.

The follow-up to this story is available at http://www.vitimasaxcel.com.br. If you were also defrauded by this company (Axcel Books) and by its partners (Ricardo Reinprecht and Gisella Narcisi Reinprecht), don't hesitate in contacting me by email at gabriel [at] vitimasaxcel [dot] com [dor] br.

Editado por Gabriel Torres

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Comentários de usuários




Todos nós conhecemos a morosidade da nossa "justiça", mas mesmo assim desejo sorte ao Gabriel nessa batalha, e que a justiça seja feita.

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É valido, mas acredito que não será a primeira e ultima vez que isso ocorrerá com as editoras não so do Brasil mas do Mundo inteiro,

É muito bom saber e pesquisar quais empresas sao serias nesse ramo de "literatura"

Penso em fazer tambem um livro "MANGÁ" ma antes já penso em patentear os personagens

Vamos ver o que acontece...

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Boa tarde equipe, boa tarde Gabriel, meu nome é Rilque Reina, sou um leitor diário do site e leitor dos livros por vocês lançados. Tenho o hardware curso completo 4ª edição e redes de computadores. Deixo aqui meu protesto contra a editora axcell books e gostaria de conclamar os amigos e parceiros a não adquirirmos livros da mesma em forma de protesto e indignação.

Desejo a vocês que a justiça tome as decisões favoráveis.

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Olá boa tarde a todos,

Concordo plenamente com o que o colega Rilque Reina devemos todos fazer um manifesto ou seja todos que frequentam o clubedohardware não devem comprar nenhum livror dessa editora para mostramos nossa indignação. É inadimissivel aceitarmos que uma coisa dessa aconteça pois os maiores prejudicados com isso tudo somos noís, que ficamos sem poder ter acesso a um livro de ótima qualidade como sao o livros do Gabriel Torres é sua equipe.

Espero que isso tudo se resolva e possamos loga ver os livros do Gabriel Torres nas platileiras da livrarias do nosso país.

Valeu!!!

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Imagino como isso ficou na garganta todo esse tempo com o pessoal falando "e aí quando sai a atualização?", "porque não atualizou mais os livros?" e outros mais.

Eu mesmo já tinha perguntado. Eu tenho esse livro e no tempo que comprei já estava começando ficar realmente desafado (até porque todo dia é uma coisa nova em informática, mas entenderam o que quis dizer :D ) e diante de um livro tão bom achei estranho não sair mais nenhuma novidade.

É lamentável essa atitude da editora. Esse livro tinha boas vendas (os outros tb) e a editora não tinha o que reclamar financeiramente. Considero uma atitude dessa de empresa mesquinha. Agora corre o perigo de ter um bom prejuizo por isso (e espero que tenha!).

Torço que o resultado seja positivo para o GT, pois isso é um dinheiro limpo e honesto.

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Gabriel.

Sou devorador de sua sapiencia. Obrigado por tudo isso. E que tenha sorte nesta fatidica luta.

Sim, sorte, pois só isso que resta a nós brasileiros.

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Vou fazer a minha contribuição e este movimento !!! :bandeira:

http://www.axcel.com.br/ :priv:

Que tal a galera encher as caixas de e-mails deles com reclamações ? :palmas:

Outra ideia não muito " legal " seria alguns hackers de plantão darem uma olhadinha no site da editora e deixar as suas indignações estampadas bem na pagina principal do site para todos que acessarem verem. :devil:

Outra ideia, seria criar uma comunidade no orkut e repassar para todos os nossos conhecidos. :devil:

Abraços a todos, e muita boa sorte Gabriel Torres...todos nós estamos torcendo pela sua vitória !!!!! :bandeira:

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Primeiro, parabéns pela vitória, Gabriel! A pergunta q todo mundo tá se fazendo é quantas INSTÂNCIAS ainda tu vai ter que enfrentar.

Mas como mencionaram, não é primeira nm a última vez q isso acontece, dentro e fora do Brasil. É uma pena, já q desestimula muita gente boa.

P.S.: curiosidades a parte, pode nos matar a curiosidade de pelo menos quantas casas antes da vírgula tem o número da indenização que a justiça mandou pagar até o momento? :D

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Mas Gabriel, você será ressarcido pelos royaltys não pagos? Essa editora ainda produz edições dos seus livros?

Porque além disso, acho que você ainda pode ser indenizado por perdas e danos morais.

Espero que ocorra tudo bem, e com certeza vai dar tudo certo pra você na próxima batalha, já tive o prazer de pegar a bíblia que você fez, e espero que o dinheiro pago nela seja retornado ao autor.

Boa sorte, fique com Deus e acredite, vai dar tudo certo!

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Parabéns pela primeira vitória judicial. E isso acontece demais. Infelizmente, nossos escritores, para ter uma chance, acabam virando reféns das editoras, assim como alguns cantores das gravadoras.

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Espero que o problema seja resolvido logo, e que em breve tenhamos um "Hardware Curso Completo - 5ª Edição" :palmas:

E essa Axcel ein <_< que isso meu :huh:

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Gabriel, boa tarde.

Mas e o contrato o que diz? Não está no contrato o recebimento de royatis pela venda dos seus livros? O valor delas? Nessas horas o que mais pesa é a força do contrato assinado.

Os termos que estavam lá são justos? Se não, porque os assinou?

Gostaria que explicasse, se possivel, mais detalhes...

Eu sou leitor seu faz muito tempo desde o gabrieltorres.com (.br? faz tanto tempo hehe), e gosto

de mais dos seus livros, desconfiava de algum problema com a Editora por você não lançar novos livros, pois por falta de venda que não seria, pois todos sabem da qualidade e da ótima venda que tem seus livros.

Boa sorte e que justiça seja feita.

Att

Samuel

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Parabéns pela vitória. :-BEER

Quanto às instâncias, a parte perdedora pode recorrer à segunda instância (tribunal estadual). Perdendo, pode entrar com recurso especial no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Após isso, ainda cabe o recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal (STF). Sem contar que, no meio termo, todas as decisões tomadas pelos juízes e tribunais no meio dos processos, podem ser questionadas por meio de agravo de instrumento (mais uma palavrinha para a lerdeza do Judiciário.) Vencendo isso tudo, começa outro processo: o de execução (já cansei só de escrever). O que posso é desejar sorte e o mais importante é isso: a vitória moral e nunca desistir de lutar pelo seu direito.

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Oi pessoal,

Peçam que leiam com atenção a esta mensagem.

Peço quem não boicotem a Axcel Books. O motivo é simples. Se eles pararem de operar e de vender eles não vão ter dinheiro para me pagar... Esperem eu ter recebido o meu dinheiro para iniciarem a campanha de vocês. Eu vou atualizar o editorial sempre que tiver novidades. Por isso dou a maior força para que continuem comprando os livros da Axcel.

Quanto ao pedido de hackear o site deles, também peço que não sigam por este caminho. Se isto acontecer eles vão nos processar dizendo que estamos incentivando as pessoas a boicotarem os livros deles e a atacarem o site deles, e vai acabar sobrando para mim. Em outras palavras, não façam isso ou corro o risco de não receber nada.

Quanto às demais perguntas:

Sim, isto estava entalado a um tempão e infelizmente não podia tornar público para não prejudicar o processo.

O colega Carlosb4 explicou com exatidão sobre os recursos: ainda há recurso de 2ª instância e recurso ao supremo. A boa notícia é que os pedidos ao supremo são analisados no próprio estado de origem e só são encaminhados caso atendam a determinados critérios (questionando interpretação da lei, por exemplo, o que não é o caso). Eu não sei explicar todos os detalhes pois não sou advogado.

Mas e o contrato o que diz? Não está no contrato o recebimento de royatis pela venda dos seus livros? O valor delas? Nessas horas o que mais pesa é a força do contrato assinado.

Quanto ao contrato, eu teria de receber 10% sobre os livros vendidos, este é o padrão mundial. O que adianta "o que mais pesa é a força do contrato assinado" se eles não estavam cumprindo o contrato, isto é, não estavam me pagando? Como a editora não pagava só restou o caminho judicial. Se eles estivessem pagando em dia, não haveria todo esse problema e eu estaria atualizando todos os meus livros e todos estariam felizes -- eu, vocês e eles.

O valor que eles estão me devendo é alto.

Sobre a mesquinharia, pensem no seguinte. Se recebo 10% e eles estão me devendo uma bolada, eles receberam 900% (9 vezes) mais do que eu. Por exemplo, se eles estavam me devendo R$ 100.000 (valor hipotético), significa que eles faturaram R$ 1.000.000. Os meus royalties seriam uma mixaria para eles.

Além disso ainda por cima eles perderam o autor carro-chefe deles...

Abraços,

Gabriel Torres

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Cara é isso aí... eu não li muitos de seus livros mas sei que você fez sua parte muito bem! Hoje em dia as empresas tentam nos pressionar a serem vítimas delas atrvés de "brechas" que a lei dá! Mas tem aquele ditado: "Quanto maior a altura, maior o tombo!" Eles estão sofrendo as consequências dos atos ( ou falta de atos... "pagar") deles por meio da justiça. Quero agradecer e elogiar seu trabalho que você se dedica tanto a fazer para a Informática. Sem dúvida eles perderam um bom autor! Boa Sorte!!! :bye:

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pela proporção dos valores, parece que até mesmo tendo que pagar como indenização algo como 40%, ainda assim foi um bom negócio pra eles

pra mim eles merecem perder todo o patrimônio

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isso é uma pura falta de respeito com as pessoas honestas

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Gabriel, não deve ir pro supremo não. Supremo só julga casos ligados à constituição, e, como você disse, sobre problema de interpretação. Embora na constituição já exista proteção a direito autoral, o problema realmente não tem nada de interpretação.

Sinceramente? Eles só vão recorrer se não tiverem grana pra pagar agora mesmo, e mesmo assim deveriam fazer um acordo com você pra combinar a execução da sentença. A batalha deles tá mais que perdida e não tem sentido continuar arcando com gastos judiciais pra uma causa tão óbvia. Só se realmente quiserem pagar apenas pra te deixar sem o dinheiro por mais uns anos, o que em se tratando de Brasil, é até o mais provável.

Em todo caso, espero que você possa voltar a publicar seus livros num país onde a maioria dos livros na área de informática só saem traduzidos do exterior, e mesmo assim com 2 anos de diferença, tempo q como bem sabemos inutiliza qualquer livro de informática.

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Gabriel você já pensou em publicar seus livros como o Carlos E. Morimoto do Guia do Hardware.net? Trabalho por trabalho você teria que fazer tudo, inclusive vender os livros no próprio site e receberia através de depósitos bancários e outros.

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Gabriel, não deve ir pro supremo não. Supremo só julga casos ligados à constituição, e, como você disse, sobre problema de interpretação. Embora na constituição já exista proteção a direito autoral, o problema realmente não tem nada de interpretação.

Sinceramente? Eles só vão recorrer se não tiverem grana pra pagar agora mesmo, e mesmo assim deveriam fazer um acordo com você pra combinar a execução da sentença. A batalha deles tá mais que perdida e não tem sentido continuar arcando com gastos judiciais pra uma causa tão óbvia. Só se realmente quiserem pagar apenas pra te deixar sem o dinheiro por mais uns anos, o que em se tratando de Brasil, é até o mais provável.

Em todo caso, espero que você possa voltar a publicar seus livros num país onde a maioria dos livros na área de informática só saem traduzidos do exterior, e mesmo assim com 2 anos de diferença, tempo q como bem sabemos inutiliza qualquer livro de informática.

O problema é que os "bons" advogados geralmente conseguem levar o processo para o Supremo. Como o Gabriel disse, tem que haver uma formalidade jurídica para isso, que se chama "pré-questionamento", feito no tribunal estadual, para que o Processo suba para o STF. No entanto, às vezes mesmo não havendo questão constitucional a ser resolvida, o processo vai assim mesmo, só para o Supremo dizer que não devia ter ido (aí já era o tempo perdido).

PS. Para exemplificar os absurdos que podem ocorrer no Judiciário, em julho de 1999, os Ministros da 3ª Seção Criminal do Superior Tribunal de Justiça julgaram um caso ambiental, envolvendo a captura de quatro minhocas por pescadores em Paraopeba (MG).Os réus foram inocentados da acusação de crime contra a fauna brasileira, por unanimidade, por utilização do princípio da insignificância. Isso ter chegado ao STJ já é um absurdo.

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PS. Para exemplificar os absurdos que podem ocorrer no Judiciário, em julho de 1999, os Ministros da 3ª Seção Criminal do Superior Tribunal de Justiça julgaram um caso ambiental, envolvendo a captura de quatro minhocas por pescadores em Paraopeba (MG).Os réus foram inocentados da acusação de crime contra a fauna brasileira, por unanimidade, por utilização do princípio da insignificância. Isso ter chegado ao STJ já é um absurdo.

Ta brincando q isso foi pro STJ??!! Q absurdo.

Acho que seria ingenuidade acreditar que eles vão pagar com uma decisão em primeira instância, isso vai longe ainda, infelizmente.

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Gabriel você já pensou em publicar seus livros como o Carlos E. Morimoto do Guia do Hardware.net? Trabalho por trabalho você teria que fazer tudo, inclusive vender os livros no próprio site e receberia através de depósitos bancários e outros.

Eu também acho legal, mas não sei se ele pode por força daquele contrato com a editora. (bem que não sei se ela ainda é valida, por quebra de contrato).

Mas digamos que seja possivel legalmente, o unico problema que vejo é a facilidade da pirataria dos livros do Gabriel, com ele digitalizado se torna muito mais fácil de piratiar.

Se o Gabriel, pudesse responder isso...

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Ta brincando q isso foi pro STJ??!! Q absurdo.

Acho que seria ingenuidade acreditar que eles vão pagar com uma decisão em primeira instância, isso vai longe ainda, infelizmente.

Foi verdadeiro o caso: link

:D:D:D Uma parte do diálogo dos ministros no processo:

- Sr. Relator, Vossa excelência pode me esclarecer: são quatro ou quatro mil minhocas?

A pergunta foi feita pelo ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (a Segunda maior instância jurídica do Brasil), e dirigia-se ao ministro Fernando Gonçalves, relator do caso que estava em julgamento.

– São quatro minhocas mesmo, do tipo minhocuçu, respondeu Gonçalves, que votara pelo arquivamento do processo.

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Foi verdadeiro o caso: link

:D:D:D Uma parte do diálogo dos ministros no processo:

- Sr. Relator, Vossa excelência pode me esclarecer: são quatro ou quatro mil minhocas?

A pergunta foi feita pelo ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (a Segunda maior instância jurídica do Brasil), e dirigia-se ao ministro Fernando Gonçalves, relator do caso que estava em julgamento.

São quatro minhocas mesmo, do tipo minhocuçu, respondeu Gonçalves, que votara pelo arquivamento do processo.

Ah, mas então foi isso! Foi essa "falta de clareza" que justificou a ida do processo pro STJ, tudo bem... :P

Não estamos falando só de 4 livros, né, Gabriel? :) E isso está bem claro nos autos do processo, certo? :P

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