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Rafael Coelho

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Tudo que Rafael Coelho postou

  1. Obrigado pela sugestão, realmente pode ser interessante fazer este teste. Anotado!
  2. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Mais memória RAM aumenta o desempenho em jogos? "Quanta memória RAM é necessária em um computador para jogos? Testamos 10 diferentes jogos com configurações de 4 GiB a 32 GiB para descobrir." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  3. Quanto mais memória (RAM) instalada no computador, melhor. Com RAM sobrando, o sistema pode trabalhar com mais folga, sem engasgos. Mas com muita memória sobrando, corremos o risco de desperdiçarmos dinheiro, pois memória não é barata. Então, qual é a quantidade ideal para termos um ótimo desempenho sem gastar muito em um computador para jogos? É o que vamos descobrir. Já fizemos um teste semelhante em 2015, rodando Windows 7, que naquela época ainda era o sistema operacional mais popular. Porém de lá para cá, muita coisa mudou, desde os processadores e placas de vídeo, versão do Windows, drivers e até os próprios jogos. Naquele teste, concluímos que 4 GiB eram suficientes para rodar todos os jogos utilizados, embora 8 GiB fossem mais recomendados. Desta vez, utilizamos um sistema topo de linha, Windows 10 e dez diferentes jogos, entre títulos recentes e outros mais antigos, para verificarmos qual a quantidade de memória ideal para um computador voltado para jogos. Rodamos os testes com 4GiB, 8 GiB, 16 GiB e 32 GiB de RAM. Na Figura 1 vemos os kits de memória utilizados. Figura 1: as memórias utilizadas no teste Na próxima página, vemos ver qual foi a configuração utilizada nos testes. Durante nossas sessões de teste, usamos a configuração listada abaixo. Entre as sessões de teste, a única configuração que mudou foram os módulos de memória instalados. Em todos os casos, a memória estava configurada a 2.666 MHz e as temporizações em 16-16-16-36. Todos os testes utilizaram resolução Full HD. Configuração de hardware Processador: Core i9-9900KS Placa-mãe: ASRock Fatal1ty Z370 Professional Gaming i7 Cooler do processador: GamerStorm MAELSTROM 120T Memória (32 GiB): 2x 8 GiB Geil EVO-X DDR4-3200 + 2x 8 GiB G.Skill Sniper X DDR4-3400 Memória (16 GiB): 2x 8 GiB Geil EVO-X DDR4-3200 Memória (8 GiB): 2x 4 GiB HyperX Fury DDR4-2400 Memória (4 GiB): 1x 4 GiB HyperX Fury DDR4-2400 Unidade de boot: Intel 905p de 960 GiB Placa de vídeo: GeForce RTX 2080 Ti Monitor de vídeo: Philips 236VL Fonte de alimentação: EVGA 750BQ Configuração do sistema operacional Windows 10 Home 64 bit NTFS Resoluçao de vídeo: 1920 x 1080 Versões dos drivers Versão do driver NVIDIA: 445.75 Software utilizado Battlefield V Control Counter Strike: Global Offensive F1 2018 Deus Ex: Mankind Divided GTA V Rainbow Six Siege Red Dead Redemption 2 Shadow of the Tomb Raider The Witcher 3: Wild Hunt Margem de erro Adotamos uma margem de erro de 4%. Assim, diferenças abaixo de 4% não são consideradas relevantes. Em outras palavras, produtos com diferença de desempenho abaixo de 4% são considerados tendo desempenhos equivalentes. Battllefield V Battlefield V é o mais recente título da série de jogos de tiro em primeira pessoa da EA, lançado em novembro de 2018, que utiliza o motor Frostbite 3, sendo compatível com DirectX 12. Testamos o desempenho jogando a fase "Nordlys", com opções gráficas em “alta”. Medimos a taxa de quadros média e o 1% mínimo usando o MSI Afterburner, utilizando a média de três medições em sequência. Os resultados abaixo estão em quadros por segundo. Neste jogo, o desempenho médio foi similar nos testes com 8 GiB, 16 GiB e 32 GiB. No teste com 4 GiB, porém, a média de fps foi 23% inferior ao resultado com 8 GiB. Note também que o 1% mínimo aumentou de acordo com a quantidade de memória. Control Control é um jogo tipo ação e aventura lançado em agosto de 2019, que utiliza o motor Northlight, suportando os recursos de traçado de raios e DLSS de modo nativo. Testamos o desempenho jogando uma das primeiras cenas do jogo, com opções gráficas em “alta”, DLSS e traçado de raios ligados, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo usando o MSI Afterburner. Os resultados estão expressos em quadros por segundo (fps). No Control, tanto a taxa média quanto o 1% mínimo foram similares com 8, 16 e 32 GiB. Com 4 GiB, porém, a média de quadros por segundo foi 11% inferior. Counter-Strike: Global Offensive O Counter-Strike: Global Offensive (ou simplesmente CS:GO) é um FPS bastante popular, lançado em Agosto de 2012, que utiliza o motor Source, sendo compatível com DirectX 9. Testamos o desempenho jogando no mapa "Inferno" contra bots, em 1920 x 1080 (Full HD), com a qualidade de imagem configurada em “alto”. Os resultados estão expressos em quadros por segundo (fps). Neste jogo, houve pouca diferença entre os testes, com o maior desempenho 7% superior ao mais baixo. Deus Ex: Mankind Divided Deus Ex: Mankind Divided é um RPG de ação e elementos de FPS, lançado em Agosto de 2016, que utiliza o motor Dawn, sendo compatível com DirectX 12. Testamos o desempenho utilizando o próprio teste incluído no jogo, com DirectX 12 ativado, opções gráficas em “baixo”, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo usando o MSI Afterburner. Os resultados estão expressos em quadros por segundo (fps). Neste jogo, também vemos um desempenho similar entre os testes com 8, 16 e 32 GiB, mas o desempenho com 4 GiB foi 22% inferior. F1 2018 F1 2018 é um jogo de corrida de carros lançado em agosto de 2018, que utiliza o motor EGO 4.0. Testamos o desempenho utilizando o próprio teste incluído no jogo, em 1920 x 1080 (Full HD), com a qualidade de imagem configurada em “alto” e TAA ligado. Os resultados estão expressos em quadros por segundo (fps). No F1 2018, também houve pouca variação de desempenho com 8 GiB, 16 GiB e 32 GiB, mas o desempenho com 4 GiB foi 27% inferior. Grand Theft Auto V O Grand Theft Auto V, ou simplesmente GTA V, é um jogo de ação em mundo aberto lançado para PC em abril de 2015, utilizando o motor RAGE. Para medir o desempenho usando este jogo, rodamos o teste de desempenho do jogo, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo usando o MSI Afterburner, sempre no mesmo ponto (parte em que a câmera acompanha o voo do avião). Rodamos o jogo com a qualidade de imagem configurada como “alta” e MSAA desligado. Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. No GTA V, também vimos uma taxa de quadros média mais baixa (14%) apenas no teste com 4 GiB. Rainbow Six Siege O "Tom Clancy's Rainbow Six Siege" é um jogo estilo FPS tático lançado em dezembro de 2015, baseado no motor AnvilNext, que é DirectX 11. Para medir o desempenho utilizando este jogo, rodamos o teste de desempenho embutido no mesmo, com qualidade gráfica “médio”. Os resultados abaixo estão em quadros por segundo. Neste jogo, novamente o desempenho foi similar em todos os cenários com exceção do teste com 4 GiB, onde tivemos uma taxa de quadros por segundo 19% inferior. Red Dead Redemption 2 O Red Dead Redemption 2 é um jogo de ação e aventura lançado para PC em novembro de 2019, utilizando o motor RAGE. Para medir o desempenho usando este jogo, rodamos o teste de desempenho do jogo, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo com o MSI Afterburner na última cena do teste. Rodamos o jogo em resolução Full HD, com a qualidade de imagem configurada na última opção de "priorizar desempenho". Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. Neste jogo, o desempenho com 8 GiB, 16 GiB e 32 GiB foi praticamente o mesmo. Já com 4 GiB, o jogo não rodou. Shadow of the Tomb Raider O Shadow of the Tomb Raider é um jogo de aventura e ação lançado em setembro de 2018, baseado no motor Foundation. Para medir o desempenho usando este jogo, utilizamos o teste embutido no mesmo, com qualidade gráfica configurada como “baixa”. Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. No Shadow of the Tomb Raider, também não conseguimos rodar o jogo com 4 GiB. Já nos outros testes, o desempenho foi semelhante. The Witcher 3: Wild Hunt O The Witcher 3: Wild Hunt é um RPG em mundo aberto, lançado em maio de 2015 e baseado no motor REDengine 3. Para medir o desempenho usando este jogo, ficamos andando a cavalo pelo primeiro cenário aberto do jogo. Rodamos o jogo com a qualidade de imagem configurada em “alta” e resolução Full HD. Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. Neste jogo, o jogo rodou bem nas quatro configurações, apenas com uma pequena queda de desempenho (8%) no teste com 4 GiB. Há cinco anos, concluímos que, para um computador voltado para jogos, 4 GiB eram suficientes, embora 8 GiB fossem mais recomendados. O curioso é que, embora nos anos anteriores a quantidade de RAM típica aumentava quase todo ano (em 2000 era comum encontrar computadores com 128 MiB, em 2004 o típico já eram 512 MiB, em 2008 eram 2 GiB, e em 2012 os 4 GiB já eram comuns), nos últimos anos este ritmo diminuiu. Isto se deve provavelmente a dois motivos principais: a alta nos preços das memórias e a excelente otimização do Windows 10 no uso da RAM. Ainda hoje, é comum encontrarmos computadores básicos com apenas 4 GiB de RAM (como o notebook Samsung Flash), e para aplicações simples como digitação de textos e planilhas, navegação na Internet e consumo de mídia, isso é mais do que suficiente. Nossos testes mostraram que, com 4 GiB, os jogos mais antigos rodam bem, mas títulos mais recentes sofrem redução de desempenho ou sequer chegam a rodar. Já com 8 GiB, todos os jogos testados rodaram bem, e não houve aumento de desempenho ao acrescentarmos mais memória. Devemos observar, porém, que nos testes que fizemos, estávamos rodando apenas cada jogo, sem outros programas abertos simultaneamente, como janelas de navegador ou programas para a gravação da partida. No máximo, tínhamos na memória o próprio MSI Afterburner utilizado para medir o desempenho e os clientes dos carregadores de jogos, como Steam, Origin e Epic. Também convém lembrar que utilizamos uma placa de vídeo com 11 GiB de memória de vídeo. Embora não exista nenhuma relação direta entre a quantidade de RAM do sistema e a quantidade de memória de vídeo, em certos casos a pouca quantidade de memória de vídeo pode fazer com que o jogo precise utilizar mais memória do sistema para armazenar texturas. Assim, o resultado com um sistema com outra configuração pode ser diferente. Outro detalhe é que, no teste com 4 GiB, utilizamos apenas um canal do controlador de memória, enquanto nos outros testes, foi utilizada configuração em dois canais. Isto pode ter impactado negativamente o desempenho no teste com 4 GiB. De qualquer forma, trata-se de uma situação realista, já que não é possível atualmente encontrar módulos de 2 GiB que permitam montar um sistema novo com 4 GiB com acesso em dois canais. Além disso, muitos usuários tendem a achar que estão precisando de mais memória quando, ao verem as estatísticas do Windows, descobrem que a maior parte da memória está em uso e há pouca memória livre. Não há motivos para se preocupar com isso, já que em muitos casos a memória está sendo utilizada como cache pelo sistema operacional justamente porque estava sem uso. Se algum aplicativo necessitar desta memória, o Windows a libera imediatamente. Você só vai precisar efetivamente instalar mais memória caso algum jogo ou aplicativo indique que pode ter problemas por conta de pouca memória, ou se detectar lentidão ou travamentos típicos de quando o sistema operacional precisa utilizar o arquivo de troca. Podemos concluir que, em um computador para jogos, 8 GiB é o mínimo recomendável. Mais RAM do que isso não vai resultar em um aumento direto de desempenho, mas pode ser interessante se você pretende manter outras aplicações abertas ao mesmo tempo. Assim, se puder gastar um pouco mais, invista em 16 GiB para ter uma "folga" nas suas configurações.
  4. Verifique na site da placa-mãe, na aba "cpu support".
  5. Aí eu não faço ideia. O tamanho da memória varia, normalmente em função da capacidade da unidade, mas valores típicos são de 256 MiB e 512 MiB.
  6. A DRAM, nos SSDs que a utilizam, não é usada para armazenar arquivos, mas principalmente tabelas de conversão de endereços dentro do SSD, além de tabelas de desgaste, etc. Também pode ser utilizada como cache auxiliar na escrita e nos processos de TRIM.
  7. SATA Express não é uma interface e sim um formato físico de conector. Trata-se de um conector que pode utilizar interface SATA ou PCI Express, daí o nome. Assim, não existe SSD SATA Express. De qualquer forma, esse conector já foi abandonado em computadores domésticos, nunca se popularizou.
  8. Obrigado! No handbrake, o que estava errado era a legenda, os gráficos mostram o desempenho em fps, então quanto maior o resulltado, melhor.
  9. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Influência da velocidade da memória no Ryzen 9 3950X "Testamos o Ryzen 9 3950X com memórias em diferentes clocks, para descobrirmos se vale a pena investir em memórias mais rápidas ao utilizá-lo. Confira!" Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  10. Quando a AMD lançou os processadores Ryzen de terceira geração, uma das novidades anunciadas foi o suporte oficial a memórias de até 3.200 MHz, e a possibilidade de utilizar clocks de memória ainda mais altos, como 5.000 MHz ou mais. Vamos ver se a utilização de memórias de clock mais elevado realmente aumenta o desempenho do sistema, utilizando o processador mais topo de linha para o soquete AM4, o Ryzen 9 3950X. Os Ryzen de primeira geração suportavam memórias até DDR4-2666, e os modelos de segunda geração, até DDR4-2933. Chegamos a testar o Ryzen 7 2700X com diferentes clocks de memória, e você pode ver este teste aqui. Os processadores Ryzen utilizam um barramento interno chamado Infinity Fabric para a interligação dos componentes do processador, e nos modelos de terceira geração, este barramento trabalha no mesmo clock das memórias até 3.733 MHz. Se as memórias forem configuradas com um clock acima deste valor, o Infinity Fabric passa a trabalhar na metade do clock das memórias, de forma que não é recomendado utilizar memórias acima de 3.733 MHz, já que pode haver perda de desempenho. Por isso, a AMD considera que a melhor opção é utilizar memórias até 3.600 MHz. Por conta desta sincronia entre memória e barramento interno, os Ryzen de terceira geração beneficiam-se duplamente por utilizar memórias mais rápidas: primeiro, pelo próprio acréscimo na largura de banda de memória e, segundo, pela comunicação mais rápida entre os diferentes blocos do processador. Para verificarmos se há ganho de desempenho na prática ao utilizar memórias mais rápidas no processador mais topo de linha desta geração, fizemos um teste comparando o desempenho do processador, em programas e jogos, com a memória a 2.400 MHz, 2.666 MHz, 2.933 MHz, 3.200 MHz e 3.600 MHz. Para esse testes, utilizamos um kit de memórias G.Skill Trident Z Royal, modelo F4-3600C16D-16GTRG, que vem com dois módulos de 8 GiB DDR4-3600, com iluminação RGB. Na Figura 1 vemos o kit utilizado, que tem dissipadores dourados extremamente polidos. Figura 1: as memórias utilizadas no teste Na próxima página, vemos ver qual foi a configuração utilizada nos testes. Durante nossas sessões de teste, usamos a configuração listada abaixo. Entre as sessões de teste, a única configuração que mudou variável foi o clock das memórias. Configuração de hardware Processador: Ryzen 9 3950X Placa-mãe: MSI MEG X570 GODLIKE Cooler do processador: Wraith Prism RGB Memória: 16 GiB, dois módulos DDR4-3600 G.SKILL Trident Z Royal de 8 GiB, latências 16-16-16-36 Unidade de boot: Intel 905p de 960 GiB Placa de vídeo: GeForce RTX 2080 Ti Monitor de vídeo: Philips 236VL Fonte de alimentação: EVGA 750BQ Configuração do sistema operacional Windows 10 Home 64 bit NTFS Resoluçao de vídeo: 1920 x 1080 Versões dos drivers Versão do driver NVIDIA: 445.75 Software utilizado 3DMark Blender Cinebench R20 CPU-Z 1.91 Handbrake PCMark 10 WinRAR 5.5 V-Ray Benchmark Control F1 2018 Deus Ex: Mankind Divided Rainbow Six Siege Red Dead Redemption 2 Shadow of the Tomb Raider Margem de erro Adotamos uma margem de erro de 4%. Assim, diferenças abaixo de 4% não são consideradas relevantes. Em outras palavras, produtos com diferença de desempenho abaixo de 4% são considerados tendo desempenhos equivalentes. PCMark 10 O PCMark 10 é um programa de teste de desempenho que utiliza aplicativos reais para medir o desempenho do computador. Rodamos o teste padrão, que inclui testes de abertura de programas, navegação na internet, digitação de textos, edição de fotos, conversa por vídeo, edição de vídeo, vídeo conferência e renderização. Vamos analisar os resultados. No teste Home do PCMark 10, houve pouca diferença de desempenho (menor do que 3%) entre o menor e o maior clock das memórias. 3DMark O 3DMark é um programa com um conjunto de testes de desempenho que criam cenários e simulações de jogos 3D. O teste Time Spy mede o desempenho em DirecX 12, o teste Fire Strike mede o desempenho DirectX 11 e é voltado a computadores topo de linha para jogos, enquanto o teste Sky Diver também mede desempenho DirectX 11, mas é voltado a computadores intermediários. Finalmente, o teste Cloud Gate mede o desempenho em DirectX 10. No teste Time Spy, houve uma diferença de 5% de desempenho entre o uso com memórias DDR4-2400 e DDR4-3600. No teste Fire Strike, o melhor desempenho foi 5% maior do que o pior caso. No teste Sky Diver, vimos uma dependência um pouco maior, com o desempenho com DDR4-3600 12% superior ao obtido com DDR4-2133. Cinebench R20 O Cinebench R20 é baseado no software Cinema 4D. Ele é muito útil para medir o ganho de desempenho obtido pela presença de vários núcleos de processamento ao renderizar imagens 3D pesadas. Renderização é uma área onde ter um maior número de núcleos de processamento ajuda bastante, pois normalmente esse tipo de software reconhece vários processadores (o Cinebench R20, por exemplo, reconhece e utiliza até 256 núcleos de processamento). Já que estamos interessados em medir o desempenho de renderização, rodamos o teste CPU, que renderiza uma imagem “pesada” utilizando todos os processadores ou “núcleos” – tanto reais quanto virtuais – para acelerar o processo. O resultado é dado como uma pontuação. No Cinebench R20, houve empate técnico entre todas as configurações. Blender O Blender é um programa de renderização de imagens e filmes que utiliza todos os núcleos do processador. Utilizamos o programa para renderizar uma imagem pesada em um projeto chamado Gooseberry Benchmark. O gráfico abaixo apresenta o tempo em segundos gasto na renderização, de forma que, quanto menor o valor, melhor. No Blender, o ganho de desempenho com o aumento do clock das memórias foi irrelevante, chegando a 3% no máximo. CPU-Z O famoso programa de identificação de hardware CPU-Z vem com uma ferramenta simples de medição de desempenho, utilizando apenas um núcleo e também todos os núcleos disponíveis. Note que os resultados foram todos obtidos com a mesma versão do programa (1.83), já que não é possível comparar resultados obtidos com versões diferentes. No teste que mede o desempenho de apenas um núcleo, o resultado não variou com o clock das memórias. Já no teste que utiliza todos os núcleos disponíveis, também não vimos influência significativa do clock das memórias. Handbrake O HandBrake é um programa de conversão de vídeo de código aberto. Convertemos um vídeo .mov de seis minutos em resolução Full HD em um arquivo .MP4, utilizando o perfil de saída “Fast 1080p30”. Os resultados estão em quadros por segundo (fps), de forma que valores mais altos são melhores. No Handbrake, o desempenho escalonou bem com o clock das memórias, chegando a um ganho máximo de 20%. WinRAR Uma tarefa na qual o processador é bastante requisitado é na compactação de arquivos. Rodamos um teste, onde uma pasta com 6.813 arquivos, totalizando 8 GiB, foi compactada em um arquivo utilizando o WinRAR 5.5. O gráfico abaixo mostra o tempo gasto em cada teste. No WinRAR, a variação de desempenho foi significativa: o teste com DDR4-3600 foi 32% mais rápido do que com DDR4-2400, e houve acréscimo de desempenho em todos os casos com memória mais rápida. V-RAY O V-Ray Benchmark é uma ferramenta de medição de desempenho do processador e da placa de vídeo em tarefas de renderização de imagem. Ele renderiza duas imagens, uma utilizando o processador (CPU) e outra a placa de vídeo (GPU). Rodamos o teste nos processadores testados e comparamos o tempo gasto no teste CPU no gráfico abaixo. No V-Ray Benchmark, não houve mudança de desempenho com o clock das memórias. Control Control é um jogo tipo ação e aventura lançado em agosto de 2019, que utiliza o motor Northlight, suportando os recursos de traçado de raios e DLSS de modo nativo. Testamos o desempenho jogando uma das primeiras cenas do jogo, com opções gráficas em “alta”, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo usando o MSI Afterburner. Os resultados estão expressos em quadros por segundo (fps). Neste jogo, houve empate técnico entre todos os cenários. Deus Ex: Mankind Divided Deus Ex: Mankind Divided é um RPG de ação e elementos de FPS, lançado em Agosto de 2016, que utiliza o motor Dawn, sendo compatível com DirectX 12. Testamos o desempenho utilizando o próprio teste incluído no jogo, com DirectX 12 ativado, opções gráficas em “baixo”, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo usando o MSI Afterburner. Os resultados estão expressos em quadros por segundo (fps). Neste jogo, houve um sigificativo aumento de desempenho com o aumento do clock da memória, chegando a 19%. F1 2018 F1 2018 é um jogo de corrida de carros lançado em agosto de 2018, que utiliza o motor EGO 4.0. Testamos o desempenho utilizando o próprio teste incluído no jogo, em 1920 x 1080 (Full HD), com a qualidade de imagem configurada em “alto” e MSAA desligado. Os resultados estão expressos em quadros por segundo (fps). No F1 2018, também vimos um aumento de desempenho com o clock das memórias, sendo que a configuração em 3.600 MHz foi 22% mais rápida do que com DDR4-2400. Rainbow Six Siege O "Tom Clancy's Rainbow Six Siege" é um jogo estilo FPS tático lançado em dezembro de 2015, baseado no motor AnvilNext, que é DirectX 11. Para medir o desempenho utilizando este jogo, rodamos o teste de desempenho embutido no mesmo, com qualidade gráfica “médio”. Os resultados abaixo estão em quadros por segundo. Neste jogo, houve um discreto aumento de desempenho a cada teste com memórias mais rápidas, com um total de 11% de ganho de desempenho entre os extremos. Red Dead Redemption 2 O Red Dead Redemption 2 é um jogo de ação e aventura lançado para PC em novembro de 2019, utilizando o motor RAGE. Para medir o desempenho usando este jogo, rodamos o teste de desempenho do jogo, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo com o MSI Afterburner na última cena do teste. Rodamos o jogo em resolução Full HD, com a qualidade de imagem configurada na última opção de "priorizar desempenho". Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. Neste jogo, o desempenho aumentou com o clock das memórias, chegando a 23% entre os extremos. Shadow of the Tomb Raider O Shadow of the Tomb Raider é um jogo de aventura e ação lançado em setembro de 2018, baseado no motor Foundation. Para medir o desempenho usando este jogo, utilizamos o teste embutido no mesmo, com qualidade gráfica configurada como “baixa”. Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. No Shadow of the Tomb Raider, a taxa de quadros também escalonou bem com o clock das memórias, totalizando 24% de diferença entre os casos mais extremos. Quando fizemos um teste semelhante com o Ryzen 9 3900X, verificamos que poucos programas mostravam aumento de desempenho com memórias mais rápidas, enquanto nos jogos a maioria dos títulos obtinham vantagem de desempenho com esse investimento. O Ryzen 9 3950X, por sua vez, tem 16 núcleos, o que significa uma enorme quantidade de threads disputando a mesma conexão com a memória. Por isso, faz sentido que mais programas (principalmente alguns que usam todas as threads, como o Handbrake) sejam sensíveis ao aumento da largura de banda. Por outro lado, o grande cache existente no processador permite que tarefas que não utilizam uma quantidade muito grande de memória possam beneficiar-se desse cache para não depender tanto da velocidade das memórias. Nos jogos, o resultado que vimos foi similar ao do teste anterior: quase todos os títulos que testamos escalonaram o desempenho de maneira sensível, de forma que cada aumento de clock das memórias trazia um impacto na taxa de quadros. O ganho de desempenho utilizando memórias a 3.600 MHz ficou em torno dos 20% em relação ao obtido com memórias a 2.400 MHz. É muito importante notar que este importante aumento de desempenho se dá por dois motivos: pela maior largura de banda da memória e pelo maior clock do barramento Infinity Fabric, interno ao processador, que trabalha no mesmo clock da memória e, portanto, quanto maior o clock das memórias, maior o clock do barramento interno do processador. Além disso, nossos resultados são específicos para o processador Ryzen 9 3950X. É possível fazer uma extrapolação e assumir que ganhos similares podem ser obtidos em outros modelos do Ryzen de terceira geração, porém não podemos ter certeza disto sem efetuarmos testes de desempenho. Em modelos da Intel, que utilizam uma arquitetura completamente diferente, o cenário pode ser outro: chegamos a fazer um teste similar no Core i9-9900K, que você pode conferir. No caso de você ter ou estar montando um computador baseado no processador Ryzen de terceira geração, fica claro que vale a pena utilizar memórias mais rápidas caso você esteja interessado em um maior desempenho em jogos. Se você tiver um orçamento folgado, não há nem o que pensar: compre memórias DDR4-3600, conforme recomendado pelo fabricante. Se o seu orçamento for um pouco mais apertado, verifique qual memória oferecerá a melhor relação custo-benefício. Como vimos um ganho de desempenho em torno de 20%, consideramos que pagar até 20% a mais por memórias mais rápidas é um bom investimento. Uma dica importante: caso você tenha comprado uma memória mais rápida do que um modelo básico, é necessário entrar no setup da placa-mãe e configurar a opção para utilizar o perfil XMP das memórias, para que elas efetivamente trabalhem em sua velocidade máxima. Não adianta nada se você instalar memórias de 3.200 MHz ou mais rápidas e não fizer este ajuste: suas memórias trabalharão provavelmente a 2.400 MHz e você terá jogado dinheiro fora, além de estar perdendo desempenho.
  11. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Um SSD PCI Express é sempre mais rápido do que um SSD SATA? "Um SSD PCI Express é sempre mais rápido do que um SSD SATA. Mito ou realidade? Confira nesta nossa análise!" Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  12. Ter um SSD como unidade de armazenamento principal do computador é fundamental para termos um computador com a sensação de rápido. Porém, qual tipo de SSD devemos utilizar: um modelo com interface SATA, normalmente mais barato, ou um com formato M.2 e interface PCI Express, mais atual? Primeiramente, precisamos entender o que significam os termos "SATA" e "NVMe", pois muita gente acredita que uma coisa é o contrário da outra. Todo SSD é formado por um ou mais chips de memória não volátil, ou seja, que não perdem os dados armazenados quando a alimentação é desligada (o que acontece na memória RAM), um chip controlador e, em alguns casos, um ou mais chips de memória SDRAM utilizada como cache para acelerar o funcionamento do dispositivo. Os SSDs se diferenciam principalmente quanto ao formato físico, interface lógica e protocolo de comandos. O formato físico de um SSD pode ser de 2,5 polegadas (tamanho e formato similar a um disco rígido de notebook), M.2 (uma pequena plaquinha de circuito impresso, normalmente medindo 22 x 80 mm) ou no formato de uma placa de expansão, similar a uma placa de vídeo de pequeno porte. Já a interface, que é a forma da conexão elétrica entre o SSD e o computador, pode ser SATA ou PCI Express. Por fim, o protocolo ou conjunto de comandos é a "linguagem" na qual o computador "conversa" com o SSD e pode ser AHCI ou NVMe. Atualmente, todo SSD de 2,5 polegadas é SATA, enquanto o formato M.2 suporta tanto a interface SATA quanto PCI Express. Todos os SSDs com interface SATA usam protocolo AHCI, enquanto todos os modelos PCI Express atuais utilizam o protocolo NVMe. É por isso que muitas pessoas dividem os SSDs em dois tipos, SATA ou NVMe, o que é tecnicamente incorreto. É como se você dissesse "há dois tipos de frutas, as amarelas e as redondas". Mesmo que só existissem no mundo bananas amarelas e maçãs vermelhas, ainda assim a frase não estaria tecnicamente correta, já que o correto seria classificar as frutas como "amarelas ou vermelhas" e "alongadas ou redondas". Sugerimos a leitura do tutorial “Anatomia das unidades SSD”, onde você encontrará informações mais aprofundadas sobre as características técnicas discutidas acima. Neste artigo, vamos classificar os SSDs em dois tipos, SATA ou PCI Express, já que este é o principal fator que influencia na velocidade máxima que o SSD pode se comunicar com o computador. O formato (M.2 ou 2,5 polegadas) não tem nenhuma influência no desempenho. Mesmo cada tipo de interface ainda pode ter diferentes padrões, cada um deles com uma velocidade máxima diferente, como podemos ver na tabela abaixo. Os padrões SATA-300 e PCI Express 2.0 não são mais encontrados em SSDs atuais. Interface Velocidade máxima SATA-300 300 MB/s SATA-600 600 MB/s PCI Express 2.0 x2 1 GB/s PCI Express 2.0 x4 2 GB/s PCI Express 3.0 x2 2 GB/s PCI Express 3.0 x4 4 GB/s PCI Express 4.0 x2 4 GB/s PCI Express 4.0 x4 8 GB/s Os modelos mais comuns atualmente utilizam interface SATA-600, PCI Express 3.0 x2 e PCI Express 3.0 x4. Até pouco tempo atrás, todos os SSDs de entrada (ou seja, de baixo custo) utilizavam interface SATA-600, enquanto apenas os modelos mais topo de linha utilizavam interface SATA-600 ou PCI Express 3.0 x2 ou x4. Hoje em dia, porém, SSDs de entrada utilizam interface SATA-600 ou PCI Express 3.0 x2, enquanto modelos voltados ao desempenho utilizam PCI Express 3.0 x4 ou mesmo PCI Express 4.0 x4. Por isso, resolvemos fazer este teste, comparando um dos últimos SSDs SATA topo de linha lançados no mercado com um típico SSD PCI Express de entrada, para verificarmos se um SSD PCI Express vai ser sempre mais rápido do que um modelo SATA. Selecionamos o HyperX FURY RGB de 480 GiB e o Kingston A1000 de mesma capacidade. Note que a Kingston já lançou um novo modelo para substituir o A1000, o A2000. Porém, como este modelo novo já utiliza interface PCI Express 3.0 x4, preferimos utilizar o modelo mais antigo, que melhor representa um modelo de entrada. Na Figura 1, você confere o HyperX FURY RGB. Note que ele ainda tem o diferencial da iluminação RGB. Figura 1: o HyperX FURY RGB de 480 GiB Já na Figura 2, vemos o Kingston A1000 de 480 GiB. Figura 2: o Kingston A1000 de 480 GiB Na tabela abaixo comparamos as unidades testadas. Os preços referem-se ao preço de lançamento dos dois modelos. Fabricante Modelo Código do Modelo Capacidade Nominal Formato Interface Preço nos EUA Kingston HyperX FURY RGB SHFR200/480G 480 GiB 2,5 polegadas SATA-600 US$ 108 Kingston A1000 SA1000M8/480G 480 GiB M.2 2280 PCI Express 3.0 x2 US$ 85 Na tabela abaixo, fornecemos um comparativo de detalhes técnicos das duas unidades. TBW (Total Bytes Written) significa a quantidade de dados que podem ser gravados na unidade até que a mesma possa ter problemas por desgaste. Modelo Controlador Buffer Memória TBW HyperX FURY RGB Marvell 88SS1074 512 MiB 4x 128 GiB Kingston FB12808UCT1-61 240 TiB Kingston A1000 Phison E8 512 MiB 4x 128 GiB Kingston FH12808UCT1-32 300 TiB Durante nossos testes, usamos a configuração listada abaixo. O único componente variável entre cada sessão de testes foi o SSD sendo testado. Note que nós utilizamos o programa CrystalDiskMark versão 7.0.0. A versão 7 utiliza padrões de medida diferentes das versões anteriores. Assim, não é possível comparar diretamente os resultados obtidos em versões diferentes. Configuração de hardware Processador: Ryzen 9 3900X Placa-mãe: MSI MEG X570 GODLIKE Memória: 32 GiB DDR4-3400, quatro módulos G.Skill 8 GiB trabalhando a 3.400 MHz Unidade de armazenamento de boot: Intel 905P de 960 GiB Monitor de vídeo: Samsung U28D590D Fonte de alimentação: EVGA 750BQ Gabinete: Thermaltake Core P3 Configuração de software Sistema operacional: Windows 10 Home 64-bit Programas utilizados CrystalDiskMark 7.0.0 x64 Margem de erro Adotamos uma margem de erro de 3% em nossos testes, o que significa que diferenças de desempenho de menos de 3% não são consideradas significativas. Assim, quando a diferença de desempenho entre dois produtos for de menos de 3%, consideramos que eles têm desempenhos equivalentes. Para o teste com o CrystalDiskMark, primeiramente utilizamos o modo "0Fill", que grava apenas zeros, simulando dados facilmente compactáveis, com cinco repetições e um arquivo de teste de 1 GiB. No teste de leitura sequencial com profundidade de fila igual a 8 e apenas uma thread, o Kingston A1000 foi 223% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. Já no teste de escrita sequencial com profundidade de fila igual a 8 e uma thread, o Kingston A1000 foi 110% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. No teste de leitura sequencial com profundidade de fila igual a um e uma thread, o Kingston A1000 foi 168% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. Já na escrita sequencial com profundidade de fila igual a um e uma thread, o Kingston A1000 foi 116% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. No teste de leitura com blocos de 4 kiB, profundidade de fila igual a 32 e 16 threads, o Kingston A1000 foi 320% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. No teste de escrita com blocos de 4 kiB, profundidade de fila igual a 32 e 16 threads, o Kingston A1000 foi 298% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. Já no teste de leitura aleatória com blocos de 4 kiB, com profundidade de fila igual a um e uma thread, o Kingston A1000 foi 107% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. Já no teste de leitura aleatória com blocos de 4 kiB, com profundidade de fila igual a um e uma thread, o Kingston A1000 foi 230% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. Em seguida, rodamos o teste com o CrystalDiskMark, deixando o programa em modo padrão, que usa dados aleatórios (não compactáveis), também com cinco repetições e um arquivo de teste de 1 GiB. No teste de leitura sequencial com profundidade de fila igual a 8 e apenas uma thread, o Kingston A1000 foi 198% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. Já no teste de escrita sequencial com profundidade de fila igual a 8 e uma thread, o Kingston A1000 foi 109% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. No teste de leitura sequencial com profundidade de fila igual a um e uma thread, o Kingston A1000 foi 121% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. Já na escrita sequencial com profundidade de fila igual a um e uma thread, o Kingston A1000 foi 116% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. No teste de leitura com blocos de 4 kiB, profundidade de fila igual a 32 e 16 threads, o Kingston A1000 foi 321% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. No teste de escrita com blocos de 4 kiB, profundidade de fila igual a 32 e 16 threads, o Kingston A1000 foi 316% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. Já no teste de leitura aleatória com blocos de 4 kiB, com profundidade de fila igual a um e uma thread, o Kingston A1000 foi 43% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. Já no teste de leitura aleatória com blocos de 4 kiB, com profundidade de fila igual a um e uma thread, o Kingston A1000 foi 236% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. Uma das principais desvantagens nas memórias Flash TLC, em relação às MLC, é a menor velocidade de escrita. A maioria dos SSDs atuais compensa isto incluindo no chip controlador uma pequena quantidade de memória Flash SLC, bem mais rápida, que serve como cache de escrita, ou utilizando parte das células como se fossem células SLC (armazenando apenas um bit por célula). Assim, nestes modelos, operações de escrita de pequenas quantidades de dados não sofrem redução de velocidade, pois os dados são gravados na memória SLC e posteriormente, quando a unidade está ociosa, transferidos para as memórias TLC, mas gravações de um grande volume de dados (maior do que o cache SLC) está sujeita a redução drástica de velocidade. Para verificarmos se cada modelo sofre com este problema, utilizamos o CrystalDiskMark 7, com três repetições e arquivo de teste de 64 GiB com dados aleatórios. Vamos aos resultados. No teste de leitura sequencial com profundidade de fila igual a 8 e apenas uma thread, o Kingston A1000 foi 199% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. Já no teste de escrita sequencial com profundidade de fila igual a 8 e uma thread, o Kingston A1000 foi 119% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. No teste de leitura sequencial com profundidade de fila igual a um e uma thread, o Kingston A1000 foi 124% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. Já na escrita sequencial com profundidade de fila igual a um e uma thread, o Kingston A1000 foi 97% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. No teste de leitura com blocos de 4 kiB, profundidade de fila igual a 32 e 16 threads, o Kingston A1000 foi 462% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. No teste de escrita com blocos de 4 kiB, profundidade de fila igual a 32 e 16 threads, o Kingston A1000 foi 192% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. Já no teste de leitura aleatória com blocos de 4 kiB, com profundidade de fila igual a um e uma thread, o Kingston A1000 foi 48% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. Já no teste de leitura aleatória com blocos de 4 kiB, com profundidade de fila igual a um e uma thread, o Kingston A1000 foi 230% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. Outro teste que fizemos foi copiar para cada SSD uma grande quantidade de dados (407 GiB) a partir de um SSD de alto desempenho, ocupando cerca de 90% do espaço da unidade. Dividimos a quantidade de dados transferidos pelo tempo gasto na operação, obtendo a taxa de transferência média, mostrada no gráfico abaixo. Neste teste, o Kingston A1000 foi 171% mais rápido do que o HyperX FURY RGB. Desde o início, sabíamos que a taxa de transferência máxima, geralmente obtida na leitura sequencial de dados, seria bem maior no SSD com interface PCI Express do que no modelo com interface SATA, por causa da limitação de cada interface. Via de regra, se compararmos diferentes modelos com a interface SATA (como fizemos neste comparativo), todos têm praticamente a mesma taxa de transferência sequencial (em torno de 550 MB/s), o que é bem próximo ao limite teórico da interface. A grande diferença entre SSDs topo de linha e SSDs de entrada está, normalmente, na taxa de transferência aleatória, e esta era a nossa dúvida, se um modelo SATA topo de linha poderia ter um desempenho similar (ou até superior) a um modelo de entrada com interface PCI Express. Mas os dados deixaram claro que um modelo de entrada com interface PCI Express foi bem mais rápido do que um modelo topo de linha com interface SATA em todos os nossos testes, chegando a ser quase seis vezes mais rápido. Convém lembrar, de qualquer forma, que nossos dados referem-se aos dois SSDs testados que, embora representem bem as duas categorias, não são os únicos tipos de modelos existentes. Por exemplo, SSDs que utilizam interface PCI Express baseados em memórias QLC, como o Intel 660p e o Crucial P1, têm um ótimo desempenho com quantidades "razoáveis" de dados, mas sofrem uma enorme queda de desempenho na gravação de quantidades muito grandes de dados. Assim, podem existir situações específicas onde determinados modelos fogem dessa "regra". De qualquer forma, considerando que hoje em dia os preços dos modelos com interface SATA e PCI Express estão bem próximos, não há mais porque comprar um SSD com interface SATA, que tem desempenho mais baixo do que os modelos que utilizam interface PCI Express. Os únicos casos onde um SSD com interface SATA é recomendado são aqueles onde não há possibilidade de utilizar um SSD PCI Express, como, por exemplo, em computadores mais antigos que não tenham um slot M.2 disponível.
  13. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Teste do processador Ryzen 9 3950X "O Ryzen 9 3950X é um processador da AMD com 16 núcleos, 32 threads, que utiliza o soquete AM4. Vamos testá-lo e ver como é o seu desempenho na prática." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  14. Quando a AMD anunciou sua terceira geração dos processadores Ryzen, no ano passado, o processador mais topo de linha anunciado foi, ao lado do Ryzen 9 3900X de 12 núcleos, o Ryzen 9 3950X, com 16 núcleos, 32 threads, clock base de 3,5 GHz, clock turbo de 4,7 GHz, 64 MiB de cache L3, 8 MiB de cache L2 e soquete AM4, que estamos analizando hoje. Estes modelos de Ryzen de terceira geração utilizam uma arquitetura baseada em "chiplets", que são chips menores integrados no mesmo processador. Nela, há um chiplet chamado IOD e fabricado em 12 nm que controla os processos de entrada e saída do processador, e um número variável de chiplets chamados CCD (Core Chiplet Die), fabricados em 7 nm, contendo os núcleos de processamento. Cada CCD traz até oito núcleos e até 32 MiB de cache L3. Como os processadores soquete AM4 têm um ou dois CCDs, eles permitem um máximo de 16 núcleos em um processador, ou seja, o Ryzen 9 3950X utiliza todo o potencial oferecido pela sua arquitetura. Outra diferença dos processadores Ryzen de terceira geração para os seus antecessores é o suporte a interface PCI Express 4.0. Para que este suporte esteja disponível, porém, é necessário que a placa-mãe também ofereça este suporte, o que, atualmente, só está disponível em placas baseadas no chipset X570. O Ryzen 9 3950X tem TDP de 105 W, e não vem com cooler. Na Figura 1 vemos o processador Ryzen 9 3950X testado. Recebemos apenas o processador para análise, sem embalagem. Figura 1: o Ryzen 9 3950X Em termos de preço, não há nenhum concorrente direto para o Ryzen 9 3950X, que custa US$ 750 nos EUA. O Core i9-10980XE, que custa em torno de US$ 1.000, é um dos modelos mais próximos, bem como o Core i9-9900KS, que custa em torno de US$ 550 (podemos considerá-lo equivalente ao Core i9-9900K para fins práticos, já que são praticamente idênticos). Assim, vamos comparar o Ryzen 9 3950X ao Core i9-9900KS, bem como ao seu "irmão menor", o Ryzen 9 3900X, para verificarmos qual a diferença, na prática, entre os dois modelos. Também incluímos no comparativo o Core i9-9980XE (que é bem similar, em desempenho, ao Core i9-10980XE) e o Ryzen Threadripper 3970X que testamos recentemente. Utilizamos uma GeForce RTX 2080 Ti, que é a placa de vídeo mais topo de linha disponível no momento, em todos os testes. Com isto, esperamos que o desempenho dos jogos e programas seja limitado pelo processador, o que nos permite ver a diferença de desempenho entre os processadores. Vamos comparar as principais especificações dos processadores testados na próxima página. Nas tabelas abaixo, comparamos as principais características dos processadores incluídos neste teste. Os preços utilizado são os valores sugeridos pela Intel. TDP significa Thermal Design Power e é a máxima quantidade de calor que o processador pode dissipar. Processador Núcleos HT/SMT IGP Clock Interno Clock Turbo Núcleo Tecn. TDP Soquete Preço nos EUA Ryzen 9 3950X 16 Sim Não 3,5 GHz 4,7 GHz Matisse 7/12 nm 105 W AM4 US$ 750 Core i9-9900KS 8 Sim Sim 4,0 GHz 5,0 GHz Coffee Lake-S 14 nm 127 W LGA1151 US$ 550 Ryzen 9 3900X 12 Sim Não 3,8 GHz 4,6 GHz Matisse 7/12 nm 105 W AM4 US$ 420 Ryzen Threadripper 3970X 32 Sim Não 3,7 GHz 4,5 GHz Castle Peak 7/12 nm 280 W sTRX4 US$ 1.950 Core i9-9980XE 18 Sim Não 3,0 GHz 4,5 GHz Skylake-X 14 nm 165 W LGA2066 US$ 2.000 Abaixo, podemos ver a configuração de memória de cada processador. Processador Cache L2 Cache L3 Suporte à Memória Canais de memória Ryzen 9 3950X 16 x 512 kiB 64 MiB Até DDR4-3200 Dois Core i9-9900KS 8 x 256 MiB 16 MiB Até DDR4-2666 Dois Ryzen 9 3900X 12 x 512 kiB 64 MiB Até DDR4-3200 Dois Ryzen Threadripper 3970X 32 x 512 kiB 128 MiB Até DDR4-3200 Quatro Core i9-9980XE 18 x 1 MiB 24,75 MiB Até DDR4-2666 Quatro Durante nossas sessões de teste, nós usamos a configuração listada abaixo. Entre as sessões de teste, o único componentes variável foi o processador sendo testado, além da placa-mãe, memórias e cooler para acompanhar os diferentes processadores. Configuração de hardware Placa-mãe (AM4): MSI MEG X570 GODLIKE Placa-mãe (LGA1151): ASRock Z370 Professional Gaming i7 Placa-mãe (sTRX4): ASRock TRX40 Creator Placa-mãe (LGA2066): ASRock Fatal1ty X299 Professional Gaming i9 Cooler do processador (AM4 e LGA1151): GamerStorm MAELSTROM 120T Cooler do processador (sTRX4): Thermaltake Water 3.0 Ultimate Cooler do processador (LGA2066): PCYES NIX RGB 240 mm Memória: 16 GiB, quatro módulos DDR4-2666 Kingston de 4 GiB configurados a 2666 MHz (sTRX4 e LGA2066), dois módulos DDR4-3200 Geil configurados a 2.666 MHz (LGA1151) ou a 3.200 MHz (AM4) Unidade de boot: Kingston A2000 de 1.000 GiB Placa de vídeo: GeForce RTX 2080 Ti Monitor de vídeo: Philips 236VL Fonte de alimentação: Corsair CX600 Configuração do sistema operacional Windows 10 Home 64 bit NTFS Resoluçao de vídeo: 1920 x 1080 Versões dos drivers Versão do driver NVIDIA: 442.59 Software utilizado 3DMark Blender Cinebench R20 CPU-Z 1.91 Handbrake PCMark 10 WinRAR 5.5 V-Ray Benchmark Deus Ex: Mankind Divided F1 2018 GTA V Rainbow Six Siege Red Dead Redemption 2 Shadow of the Tomb Raider Margem de erro Nós adotamos uma margem de erro de 4%. Assim, diferenças abaixo de 4% não são consideradas relevantes. Em outras palavras, produtos com diferença de desempenho abaixo de 4% são considerados tendo desempenhos equivalentes. PCMark 10 O PCMark 10 é um programa de teste de desempenho que utiliza aplicativos reais para medir o desempenho do computador. Nós rodamos o teste padrão, que inclui testes de abertura de programas, navegação na internet, digitação de textos, edição de fotos, conversa por vídeo, edição de vídeo, vídeo conferência e renderização. Vamos analisar os resultados. No teste Home do PCMark 10, o Ryzen 9 3950X obteve desempenho equivalente ao do Core i9-9900KS e ao do Ryzen 9 3900X. 3DMark O 3DMark é um programa com um conjunto de testes de desempenho que criam cenários e simulações de jogos 3D. O teste Time Spy mede o desempenho em DirecX 12, o teste Fire Strike mede o desempenho DirectX 11 e é voltado a computadores topo de linha para jogos, enquanto o teste Sky Diver também mede desempenho DirectX 11, mas é voltado a computadores intermediários. Finalmente, o teste Cloud Gate mede o desempenho em DirectX 10. No teste Time Spy, o Ryzen 9 3950X ficou em empate técnico com o Core i9-9900KS e com o Ryzen 9 3900X. No teste Fire Strike, o Ryzen 9 3950X foi 6% mais rápido do que o Core i9-9900KS e 10% mais rápido do que o Ryzen 9 3900X. No teste Sky Diver, o Ryzen 9 3950X foi 6% mais rápido do que o Core i9-9900KS e 8% mais rápido do que o Ryzen 9 3900X. Cinebench R20 O Cinebench R20 é baseado no software Cinema 4D. Ele é muito útil para medir o ganho de desempenho obtido pela presença de vários núcleos de processamento ao renderizar imagens 3D pesadas. Renderização é uma área onde ter um maior número de núcleos de processamento ajuda bastante, pois normalmente esse tipo de software reconhece vários processadores (o Cinebench R20, por exemplo, reconhece e utiliza até 256 núcleos de processamento). Já que nós estamos interessados em medir o desempenho de renderização, nós rodamos o teste CPU, que renderiza uma imagem “pesada” utilizando todos os processadores ou “núcleos” – tanto reais quanto virtuais – para acelerar o processo. O resultado é dado como uma pontuação. No Cinebench R20, o Ryzen 9 3950X foi 97% mais rápido do que o Core i9-9900KS e 30% mais rápido do que o Ryzen 9 3900X. Blender O Blender é um programa de renderização de imagens e filmes que utiliza todos os núcleos do processador. Nós utilizamos o programa para renderizar uma imagem pesada em um projeto chamado Gooseberry Benchmark. O gráfico abaixo apresenta o tempo em segundos gasto na renderização, de forma que, quanto menor o valor, melhor. No Blender, o Ryzen 9 3950X foi 88% mais rápido do que o Core i9-9900KS e 26% mais rápido do que o Ryzen 9 3900X. CPU-Z O famoso programa de identificação de hardware CPU-Z vem com uma ferramenta simples de medição de desempenho, utilizando apenas um núcleo e também todos os núcleos disponíveis. Note que os resultados foram todos obtidos com a mesma versão do programa (1.91), já que não é possível comparar resultados obtidos com versões diferentes. No teste que mede o desempenho de apenas um núcleo, o Ryzen 9 3950X foi 6% mais lento do que o Core i9-9900KS e obteve desempenho equivalente ao do Ryzen 9 3900X. Já no teste que utiliza todos os núcleos disponíveis, o Ryzen 9 3950X foi 81% mais rápido do que o Core i9-9900KS e 35% mais rápido do que o Ryzen 9 3900X. Handbrake O HandBrake é um programa de conversão de vídeo de código aberto. Convertemos um vídeo .mov de seis minutos em resolução Full HD em um arquivo .MP4, utilizando o perfil de saída “Fast 1080p30”. Os resultados estão em quadros por segundo (fps), de forma que valores mais altos são melhores. No Handbrake, o Ryzen 9 3950X foi 44% mais rápido do que o Core i9-9900KS e obteve desempenho similar ao do Ryzen 9 3900X. WinRAR Uma tarefa na qual o processador é bastante requisitado é na compactação de arquivos. Rodamos um teste, onde uma pasta com 4.385 arquivos, totalizando 9,5 GiB, foi compactada em um arquivo utilizando o WinRAR 5.61. O gráfico abaixo mostra o tempo gasto em cada teste. No WinRAR, o Ryzen 9 3950X foi 23% mais lento do que o Core i9-9900KS e ficou em empate técnico com o Ryzen 9 3900X. V-RAY O V-Ray Benchmark é uma ferramenta de medição de desempenho do processador e da placa de vídeo em tarefas de renderização de imagem. Ele renderiza duas imagens, uma utilizando o processador (CPU) e outra a placa de vídeo (GPU). Rodamos o teste nos processadores testados e comparamos o tempo gasto no teste CPU no gráfico abaixo. No V-Ray Benchmark, o Ryzen 9 3950X foi 89% mais rápido do que o Core i9-9900KS e 31% mais rápido do que o Ryzen 9 3900X. Nos testes com jogos, medimos e colocamos nos gráficos os valores de taxas de quadros média e a média dos 1% mínimos. Vamos fazer o comparativo utilizando os valores de taxa média, enquanto a taxa de 1% mínimo fica como informativo para que você possa tirar suas próprias conclusões. Em todos os testes, medimos a taxa de quadros média e o 1% mínimo usando o MSI Afterburner, utilizando a média de três medições de 60 s em sequência. Deus Ex: Mankind Divided Deus Ex: Mankind Divided é um RPG de ação e elementos de FPS, lançado em Agosto de 2016, que utiliza o motor Dawn, sendo compatível com DirectX 12. Testamos o desempenho utilizando o próprio teste incluído no jogo, com DirectX 12 ativado, em 1920 x 1080 (Full HD), com a qualidade de imagem configurada em “baixo”. Os resultados estão expressos em quadros por segundo (fps). Neste jogo, comparando a taxa de quadros média, o Ryzen 9 3950X foi 21% mais lento do que o Core i9-9900KS e obteve desempenho similar ao do Ryzen 9 3900X. F1 2018 F1 2018 é um jogo de corrida de carros lançado em agosto de 2018, que utiliza o motor EGO 4.0. Testamos o desempenho utilizando o próprio teste incluído no jogo, em 1920 x 1080 (Full HD), com a qualidade de imagem configurada em “alto” e MSAA desligado. Os resultados estão expressos em quadros por segundo (fps). Neste jogo, comparando a taxa de quadros média, o Ryzen 9 3950X foi 15% mais lento do que o Core i9-9900KS e obteve desempenho similar ao do Ryzen 9 3900X. Grand Theft Auto V O Grand Theft Auto V, ou simplesmente GTA V, é um jogo de ação em mundo aberto lançado para PC em abril de 2015, utilizando o motor RAGE. Para medir o desempenho usando este jogo, rodamos o teste de desempenho embutido no mesmo, utilizando a parte em que a câmera acompanha o voo do avião. Rodamos o jogo em Full HD, com todas as opções de qualidade de imagem em “alta” e MSAA desligada. Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. No GTA V, o Ryzen 9 3950X foi 7% mais lento do que o Core i9-9900KS e obteve desempenho similar ao do Ryzen 9 3900X. Rainbow Six Siege O "Tom Clancy's Rainbow Six Siege" é um jogo estilo FPS tático lançado em dezembro de 2015, baseado no motor AnvilNext, que é DirectX 11. Para medir o desempenho utilizando este jogo, rodamos o teste de desempenho embutido no mesmo, com qualidade gráfica em “alto”. Os resultados abaixo estão em quadros por segundo. Neste jogo, o Ryzen 9 3950X foi 4% mais lento do que o Core i9-9900KS e 6% mais rápido do que o Ryzen 9 3900X. Red Dead Redemption 2 O Red Dead Redemption 2 é um jogo de ação e aventura lançado para PC em novembro de 2019, utilizando o motor RAGE. Para medir o desempenho usando este jogo, rodamos o teste de desempenho do jogo, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo com o MSI Afterburner na última cena do teste. Rodamos o jogo em resolução Full HD, com a qualidade de imagem configurada na última opção de "priorizar desempenho". Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. Neste jogo, o Ryzen 9 3950X foi 25% mais lento do que o Core i9-9900KS e ficou em empate técnico com o Ryzen 9 3900X. Shadow of the Tomb Raider O Shadow of the Tomb Raider é um jogo de aventura e ação lançado em setembro de 2018, baseado no motor Foundation. Para medir o desempenho usando este jogo, utilizamos o teste embutido no mesmo, com qualidade gráfica configurada como “média” e antiserrilhamento desligado. Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. No Shadow of the Tomb Raider, o Ryzen 9 3950X foi 17% mais lento do que o Core i9-9900KS e similar ao Ryzen 9 3900X. Como todos os processadores Ryzen, o 3950X tem multiplicador de clock destravado, significando que é possível fazer overclock nele modificando apenas o seu multiplicador de clock. Em primeiro lugar, é preciso prestar atenção na forma como o clock deste processador funciona. Seu clock base é de 3,5 GHz, seu clock turbo máximo é de 4,7 GHz. Este clock de 4,7 GHz é alcançado apenas quando há só um núcleo ativo, além de diversos outros fatores que devem estar dentro das condições ideais. Fizemos alguns testes e vimos que, com as 32 threads em uso, o processador estabilizava a 4,150 GHz. Na configuração original (sem overclock), no teste no Blender, a temperatura do encapsulamento chegou a 67 graus Celsius, com temperatura ambiente de 23 graus Celsius e utilizando um sistema de refrigeração líquido de entrada. O consumo, segundo o HWMonitor, ficou em torno de 122 W. Em nossos testes de overclock, conseguimos atingir com estabilidade o clock de 4,250 GHz (100 MHz x 42,5) em todos os núcleos, com as tensões padrão. Acima disso, o Blender sofria algum erro e não completava o teste. Assim, nossa conclusão é que o Ryzen 9 3950X já é bem otimizado para utilizar o máximo de desempenho, de forma que um overclock simples vai trazer muito pouco ganho real de desempenho. Este procedimento só pode valer a pena se você tiver um sistema (fonte de alimentação, cooler e placa-mãe) de alta qualidade e voltados para overclock, bem como conhecimento e tempo disponível para fazer todos os ajustes finos necessários para alcançar um resultado significativo. De qualquer forma, lembre-se que a capacidade de overclock de um processador depende da placa-mãe, do sistema de refrigeração, e também da sorte, pois dois processadores de mesmo modelo podem alcançar diferentes taxas de clock máximas. O Ryzen 9 3950X é um excelente processador para algumas tarefas bem específicas. Se olharmos para o seu desempenho em jogos, ele não é tão interessante quanto o seu irmão mais barato, o Ryzen 9 3900X, já que oferece um desempenho similar neste tipo de situação, porém é significativamente mais caro. Além disso, para quem procura o maior desempenho possível em jogos, o Core i9-9900KS tem um desempenho superior, mesmo custando menos. Não que o Ryzen 9 3950X seja ruim para jogos, simplesmente há outros modelos que oferecem melhor relação custo-benefício. Já em tarefas que utilizam grande quantidade de threads, como renderização de vídeos, imagens e animações 3D, a coisa muda de figura. Neste tipo de aplicação, o Ryzen 9 3950X é muito rápido, por conta de suas 32 threads. Ele chega a ser similar ou até mais rápido do que o Core i9-9980XE (e, portanto, que o Core i9-10980XE) em algumas aplicações. Claro que, neste tipo de tarefa, o Ryzen Threadripper 3970X é bem mais poderoso (já que tem o dobro de núcleos), mas tendo em mente que ele custa quase três vezes mais que o modelo testado, fica clara a boa relação custo-benefício do Ryzen 9 3950X nessas aplicações. Um ponto negativo do processador analisado é que, ao contrário do que ocorre com o Ryzen 9 3900X, ele não vem com cooler. A AMD recomenda a utilização de um sistema de refrigeração líquida, o que significa que você deve acrescentar ao custo total do seu computador o valor de um bom sistema deste tipo. Com tudo isso, o Ryzen 9 3950X é um processador versátil, voltado para quem está montando um computador topo de linha capaz de ser rápido em qualquer tipo de aplicação, principalmente se pretende fazer várias coisas ao mesmo tempo, como jogar e transmitir a partida sem perder desempenho. Apenas verifique se outros processadores, como o Core i9-900KS ou o Ryzen 9 3900X, não oferecem uma melhor relação custo-benefício para o seu caso específico.
  15. Como está descrito no texto, não chegamos a fazer este teste. Mas se o pessoal se interessar, podemos testar isso no futuro.
  16. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Teste do recurso de traçado de raios da NVIDIA (RTX) "Testamos a tecnologia de traçado de raios (ray tracing) da NVIDIA em três diferentes jogos, para analisarmos o ganho de qualidade gráfica e o impacto no desempenho." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  17. A NVIDIA lançou, em agosto de 2018, a sua família de placas de vídeo GeForce RTX, baseadas na arquitetura Turing, que trazia como principal novidade o suporte ao recurso de traçado de raios (ray tracing) por hardware, prometendo revolucionar os gráficos nos jogos futuros. Agora, com os jogos e drivers mais maduros, fizemos um teste em três jogos, para verificarmos qual a diferença no visual do jogo, bem como qual o impacto no desempenho ao habilitar esse recurso. O sistema de geração de imagens por meio de traçado de raios não é novidade. Trata-se de uma técnica para gerar imagens bidimensionais de objetos tridimensionais, utilizando os princípios físicos de propagação da luz. Assim, as imagens geradas podem ser extremamente realistas, inclusive com sombras e reflexos condizentes com o que enxergamos no mundo real. No mundo real, os raios de luz emitidos por fontes de luz (sol, lâmpadas, etc) viajam em linha reta pelo espaço e, ao atingirem objetos, podem ser refletidos, absorvidos ou refratados repetidas vezes, até chegarem aos nossos olhos. Dessa forma, o número de raios de luz "reais" tende ao infinito, o que faz com que seja impossível calcular todos eles. Porém, a técnica de traçado de raios (ray tracing) segue o caminho oposto: nesta técnica, imagina-se uma câmera posicionada em algum ponto do espaço e um retângulo onde vai ser formada a imagem. Daí calcula-se a trajetória de cada raio de luz que chega na "câmera" passando pela imagem, um raio para cada pixel da imagem. Quanto mais complexa a imagem, porém, mais trabalhoso é calcular cada um desses raios, já que para cada ponto da superfície de um objeto deve ser levada em conta a luz que parte de cada fonte luminosa, bem como seus reflexos. Este processo é utilizado há décadas para gerar imagens 3D estáticas e filmes de animação computadorizada, mas seu cálculo é muito demorado para ser utilizado em jogos: cada segundo de vídeo pode levar horas para ser calculado. Em um jogo, é necessário que a imagem seja produzida na hora, em muito pouco tempo. Por exemplo, em um jogo a 60 fps (quadros por segundo), o tempo que o computador tem para calcular cada quadro é de apenas 16 milésimos de segundo. Assim, jogos 3D utilizam outra técnica, bem mais rápida, chamada de rasterização, onde os objetos são formados por um número relativamente pequeno de polígonos onde é aplicada uma textura. Para uma explicação mais detalhada, você pode verificar este artigo no site da NVIDIA. A novidade da arquitetura Turing da NVIDIA foi trazer, dentro dos chips gráficos, circuitos dedicados para o cálculo de traçado de raios, chamados núcleos RT. O objetivo não é gerar imagens de jogos exclusivamente por traçado de raios (o que precisaria de um poder de processamento muito acima do disponível atualmente), mas permitir a utilização desta técnica para melhorar a imagem, incluindo sombras e reflexos mais realistas. Outro recurso que também fez a sua estreia nas placas de vídeo da série GeForce RTX foi o DLSS ("deep learning super-sampling", o que em tradução livre significa "superamostragem por aprendizagem profunda"), que utiliza técnicas de inteligência artificial (IA) para aumentar a taxa de quadros nos jogos. Para isso, esses chips gráficos também trazem um hardware novo, chamado de "núcleos Tensor", que são voltados para cálculos típicos de IA. O recurso funciona fazendo com que o jogo renderize os quadros em uma resolução mais baixa do que a exibida, com o DLSS aumentando esta resolução logo em seguida. Assim, consegue-se uma taxa de quadros mais alta, mantendo a mesma qualidade gráfica. Segundo a NVIDIA, o objetivo é que os dois recursos sejam utilizados simultaneamente, já que o traçado de raios melhora a qualidade da imagem, mas se for utilizado sozinho, pode reduzir bastante o desempenho (taxa de quadros). Ao utilizar os dois recursos conjuntamente, conseguimos obter uma melhor qualidade de imagem com pouco impacto no desempenho. Para testar esta tecnologia, rodamos três jogos (Battlefield V, Control e Shadow of the Tomb Raider) que utlizam as tecnologias de traçado de raios e DLSS, utilizando duas placas de vídeo, a GeForce RTX 2080 Ti, que é o modelo mais topo de linha da NVIDIA disponível no mercado, e a GeForce RTX 2060 SUPER, que é um dos modelos mais baratos a suportarem essas tecnologias por hardware. Fizemos os testes nos jogos utilizando todas as possibilidades oferecidas por cada título. Alguns jogos permitem apenas ligar ou desligar o traçado de raios, outros permitem diferentes níveis de ajuste. Testamos com o DLSS ligado e desligado e medimos o impacto de todas as opções no desempenho. Também trouxemos algumas telas capturadas com as diferentes opções, para que você possa analisá-las e tirar suas próprias conclusões quanto à qualidade de imagem, já que percepção de qualidade de imagem é algo um tanto ou quanto subjetivo. Na próxima página, veremos a configuração que utilizamos nos testes. Durante nossas sessões de teste, usamos a configuração listada abaixo. A única diferença entre os testes foi a placa de vídeo utilizada, além das configurações gráficas de cada jogo utilizado. Em todos os jogos, rodamos os testes na resolução 4K com a GeForce RTX 2080 Ti e na resolução Full HD com a GeForce RTX 2060 SUPER. Configuração de hardware Processador: Ryzen 9 3900X Placa-mãe: MSI MEG X570 GODLIKE Cooler do processador: PCYES NIX RGB 360 mm Memória: 32 GiB DDR4-3600 G.Skill Trident Z Royal, quatro módulos de 8 GiB configurados a 3.400 MHz Unidade de boot: Intel 905P de 960 GiB Gabinete: Thermaltalke Core P3 Monitor de vídeo: Samsung U28D590 Fonte de alimentação: EVGA 750 BQ Configuração de software Windows 10 Home 64-bit Versões dos drivers Driver de vídeo NVIDIA: 445.75 Software usado Battlefield V Control Shadow of the Tomb Raider Margem de erro Adotamos uma margem de erro de 3%. Assim, diferenças abaixo de 3% não são consideradas significativas. Em outras palavras, produtos com diferenças de desempenho abaixo de 3% são considerados tendo desempenho semelhante. O Battlefield V é o mais recente título da série de jogos de tiro em primeira pessoa da EA, lançado em novembro de 2018, que utiliza o motor Frostbite 3, sendo compatível com DirectX 12. Testamos o desempenho jogando a fase "Tirailleur", com opções gráficas em “alta”. Neste jogo, há duas opções relacionadas às tecnologias RTX que podem ser habilitadas ou desabilitadas: DXR (DirecX Raytracing) e DLSS. Na Figura 1, vemos uma tela capturada no BFV em 4K, com a opção DXR desligada, enquanto na Figura 2 vemos outra tela no mesmo local com o DXR ligado. Figura 1: BFV com DXR desligado Figura 2: BFV com DXR ligado Rodamos os testes com o DXR desligado (listado como "Normal" no gráfico abaixo), depois com o DXR ligado, e por fim com o DXR e DLSS ligados. Medimos a taxa de quadros média e o 1% mínimo, usando o MSI Afterburner, utilizando a média de três medições em sequência. Os resultados abaixo estão em quadros por segundo. Na GeForce RTX 2080 Ti com resolução 4K, a taxa de quadros média caiu em 38% ao ligar o DXR. Já habilitando DXR e DLSS, a queda de desempenho foi de 23%. Já no teste com a GeForce RTX 2060 SUPER com resolução Full HD, a taxa de quadros média caiu em 39% ao ligar o DXR e, habilitando DXR e DLSS, a queda de desempenho foi de 32%. Control é um jogo tipo ação e aventura lançado em agosto de 2019, que utiliza o motor Northlight, suportando os recursos de traçado de raios e DLSS de modo nativo. Testamos o desempenho jogando uma das primeiras cenas do jogo, com opções gráficas em “alta”. Neste jogo, há a opção "predefinição de ray tracing" (RT), que pode estar desligada, no médio ou no alto. Testamos as três opções, tanto com DLSS ligado quando desligado. Nas Figuras 3 a 8, vemos telas capturadas no Control em 4K, com todas as diferentes opções que utilizamos. Figura 3: Control com "ray tracing" desligado e DLSS desligado Figura 4: Control com "ray tracing" desligado e DLSS ligado Figura 5: Control com "ray tracing" médio e DLSS desligado Figura 6: Control com "ray tracing" médio e DLSS ligado Figura 7: Control com "ray tracing" alto e DLSS desligado Figura 8: Control com "ray tracing" alto e DLSS ligado Medimos a taxa de quadros média e o 1% mínimo, usando o MSI Afterburner, utilizando a média de três medições em sequência. Os resultados abaixo estão em quadros por segundo. Na GeForce RTX 2080 Ti com resolução 4K, houve uma queda na taxa de quadros de 18% com a opção de traçado de raios em média, e de 39% com a opção em alta. Porém, ao habilitar o DLSS, houve um aumento de desempenho em torno de 74% em todos os casos, a ponto do desempenho com RT alto e DLSS ser 5% mais alto do que com as duas opções desligadas. Com a GeForce RTX 2060 SUPER em Full HD, o resultado foi semelhante, com uma queda de 25% com RT no médio e 43% no alto, mas com um ganho de desempenho entre 49% e 63% graças ao DLSS. O desempenho com RT em alto e DLSS foi apenas 6% mais baixo do que com tudo desligado. O Shadow of the Tomb Raider é um jogo de aventura e ação lançado em setembro de 2018, baseado em uma nova versão do motor Foundation. O jogo traz a opção "qualidade de sombras ray tracing", com possibilidade de desligado, médio, alto ou ultra. Testamos as quatro opções, cada uma com DLSS desligado e depois ligado. Figura 9: Shadow of the Tomb Raider com "ray tracing" desligado e DLSS desligado Figura 10: Shadow of the Tomb Raider com "ray tracing" desligado e DLSS ligado Figura 11: Shadow of the Tomb Raider com "ray tracing" médio e DLSS desligado Figura 12: Shadow of the Tomb Raider com "ray tracing" médio e DLSS ligado Figura 13: Shadow of the Tomb Raider com "ray tracing" alto e DLSS desligado Figura 14: Shadow of the Tomb Raider com "ray tracing" alto e DLSS ligado Figura 15: Shadow of the Tomb Raider com "ray tracing" ultra e DLSS desligado Figura 16: Shadow of the Tomb Raider com "ray tracing" ultra e DLSS ligado Medimos a taxa de quadros média e o 1% mínimo com o MSI Afterburner durante o teste de desempenho embutido no jogo, com DirectX 12 habilitado e qualidade gráfica “alta”. Os resultados abaixo estão em quadros por segundo. Na GeForce RTX 2080 Ti com resolução 4K, houve uma perda de desempenho de 23% com RT médio, 46% com RT alto e 49% com RT ultra. Ao ligar o DLSS, o ganho de desempenho foi de 17% com RT desligado, 31% com RT médio, 42% com RT alto e 44% com RT ultra. Já na GeForce RTX 2060 SUPER com resolução Full HD, houve uma perda de desempenho de 17% com RT médio, 41% com RT alto e 44% com RT ultra. Ao ligar o DLSS, o desempenho ficou similar com RT desligado e médio, sendo 8% maior com RT alto e subindo 10% com RT ultra. Inicialmente, gostaríamos de deixar claro que este artigo é uma análise independente das tecnologias abordadas, com o único objetivo de informar nossos leitores, não tendo sido encomendado ou patrocinado pela NVIDIA. A fabricante limitou-se a nos fornecer as placas de vídeo para que as testássemos, sem interferir nos resultados ou conclusões. A primeira conclusão que chegamos é que não podemos generalizar o impacto na qualidade de imagem e no desempenho ao utilizar o traçado de raios para todos os jogos. Títulos que adotaram a tecnologia no primeiro momento, como o Battlefield V e o Shadow of the Tomb Raider não conseguiram tirar tanto proveito do recurso, o que já era previsível dado o pouco amadurecimento da tecnologia na época. Nestes dois jogos, o DLSS fez pouca diferença e, no Shadow of the Tomb Raider, não notamos uma diferença significativa na qualidade gráfica ao habilitar o traçado de raios. Já jogos mais novos que foram desenvolvidos do zero tendo o traçado de raios e o DLSS em mente, como o Control, conseguem aproveitar melhor estas tecnologias, tanto oferecendo uma melhoria significativa na qualidade da imagem, como tendo um menor impacto no desempenho, principalmente quando ambas são utilizadas ao mesmo tempo. É importante frisar que o teste com o Control já foi feito com o DLSS 2.0, que traz melhorias em relação à primeira versão. Fica claro que ainda há muito espaço para evolução dessas tecnologias, tanto do ponto de vista de hardware quanto de software. Embora elas sejam promissoras, ainda não sentimos que a utilização de traçado de raios nos jogos faça, na prática, uma diferença gritante na qualidade dos gráficos, pelo menos nos jogos que testamos. Por outro lado, um mito que caiu por terra foi o de que só valeria à pena utilizar o traçado de raios em placas de vídeo topo de linha. Em nossos testes utilizando uma GeForce RTX 2060 SUPER, em Full HD, a taxa de quadros manteve-se alta mesmo quando a tecnologia estava habilitada, principalmente com o DLSS ligado. Assim, fica claro que é possível utilizar este recurso mesmo com uma placa de vídeo de entrada ou intermediária, desde que você já tenha desempenho suficiente para rodar o jogo com tais tecnologias desabilitadas. Podemos dizer que as tecnologias presentes nas placas GeForce RTX devem ser consideradas na hora da compra? Isto depende muito do seu gosto pessoal, se você faz questão de utilizar todos os recursos de imagem que o jogo oferece, ou se está interessado apenas em jogos mais antigos e desempenho. Porém, a tendência é que cada vez mais os jogos utilizem e façam bom uso do recurso de traçado de raios, ainda mais quando há indícios que a concorrência também dará suporte a essas tecnologias, tanto em futuras gerações de placas de vídeo quanto em consoles, o que deve aumentar a tendência ao jogos tirarem melhor proveito desta tecnologia.
  18. Obrigado por avisar, foi um erro no artigo. Utilizamos uma fonte de 750 W.
  19. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Teste do processador Ryzen Threadripper 3970X "Testamos o Ryzen Threadripper 3970X, processador da AMD com 32 núcleos, 64 threads e 128 MiB de cache L3. Vamos ver se ele entrega tanto desempenho quanto promete." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  20. O Ryzen Threadripper 3970X é um processador da AMD voltado para o mercado HEDT (High-End DeskTop). Ele tem 32 núcleos, 64 threads, clock base de 3,7 GHz, clock turbo de 4,5 GHz, 128 MiB de cache L3, 16 MiB de cache L2 e utiliza o soquete sTRX4. O processador analisado faz parte da terceira geração de processadores Ryzen Threadripper, utilizando uma nova arquitetura baseada em "chiplets", que são chips menores integrados no mesmo processador. Nela, há um chiplet chamado IOD e fabricado em 12 nm que controla os processos de entrada e saída do processador, e um número escalonável de chiplets chamados CCD (Core Chiplet Die), fabricados em 7 nm, contendo os núcleos de processamento. Cada CCD traz até oito núcleos e até 32 MiB de cache L3. Enquanto os processadores soquete AM4 têm um ou dois CCD, os processadores soquete sTRX4 trazem tamanho físico maior, permitindo a presença de até oito CCDs. Essa arquitetura permite que os processadores tenham até 64 núcleos (que é o caso do Ryzen Threadripper 3990X, que ainda não testamos). O Ryzen Threadripper 3970X traz "apenas" quatro CCDs, o que fornece os 32 núcleos e os 128 MiB de cache L3. Seu TDP é de 280 W, e ele não vem com cooler. O soquete sTRX4 utilizado pelos processadores Ryzen Threadripper de terceira geração é fisicamente semelhante, mas incompatível, com o soquete TR4 utilizado pelas gerações anteriores. Enquanto as placas-mãe para estas gerações utilizavam o chipset X399, as placa-mãe para a terceira geração utilizam o chipset TRX40. A nova plataforma, a exemplo do que vimos na terceira geração dos processadores Ryzen "comuns", suporta PCI Express 4.0. Assim como na plataforma anterior, o sistema suporta interface de memória em quatro canais. Na Figura 1 vemos o processador Ryzen Threadripper 3970X testado. Recebemos apenas o processador para a nossa análise, sem embalagem ou acessórios. Figura 1: o Ryzen Threadripper 3970X Você confere o lado de baixo do Ryzen Threadripper 3970X na Figura 2. Note que, nestes processadores, os pinos ficam no soquete. Figura 2: lado de baixo Atualmente, pode-se dizer que o Ryzen Threadripper 3970X, que custa US$ 1.950 nos EUA, não tem um concorrente direto da Intel. O Core i9-9980XE custava quase a mesma coisa, mas ele foi substituído no mercado pelo Core i9-10980XE, que custa em torno de US$ 1.000. Assim, compararemos o Ryzen Threadripper 3970X ao Core i9-9980XE, simplesmente por que este é o modelo concorrente mais topo de linha que temos à disposição no momento. Porém, mesmo que o preço de tabela dos dois processadores seja semelhante, tenha em mente que eles não são exatamente concorrentes diretos, já que o Core i9-9980XE foi substituído por um modelo que custa a metade do valor. E, como concluímos ao testar o Core i9-10980XE (que, infelizmente, tivemos de devolver à fabricante), o desempenho dos dois modelos da Intel é bem semelhante, de forma que você pode considerar que a comparação de desempenho entre o Threadripper 3970X e o Core i9-9980XE também vale para o modelo mais recente da Intel. Utilizamos uma GeForce RTX 2080 Ti, que é a placa de vídeo mais topo de linha disponível no momento, em todos os testes. Com isto, esperamos que o desempenho dos jogos e programas seja limitado pelo processador, o que nos permite ver a diferença de desempenho entre os processadores. Vamos comparar as principais especificações dos processadores testados na próxima página. Nas tabelas abaixo, comparamos as principais características dos processadores incluídos neste teste. Os preços utilizado são os valores sugeridos pela Intel. TDP significa Thermal Design Power e é a máxima quantidade de calor que o processador pode dissipar. Processador Núcleos HT/SMT IGP Clock Interno Clock Turbo Núcleo Tecn. TDP Soquete Preço nos EUA Ryzen Threadripper 3970X 32 Sim Não 3,7 GHz 4,5 GHz Castle Peak 7/12 nm 280 W sTRX4 US$ 1950 Core i9-9980XE 18 Sim Não 3,0 GHz 4,5 GHz Skylake-X 14 nm 165 W LGA2066 US$ 2000 Abaixo, podemos ver a configuração de memória de cada processador. Processador Cache L2 Cache L3 Suporte à Memória Canais de memória Ryzen Threadripper 3970X 32 x 512 kiB 128 MiB Até DDR4-3200 Quatro Core i9-9980XE 18 x 1 MiB 24,75 MiB Até DDR4-2666 Quatro Durante nossas sessões de teste, nós usamos a configuração listada abaixo. Entre as sessões de teste, o único componentes variável foi o processador sendo testado, além da placa-mãe para acompanhar os diferentes processadores. Configuração de hardware Placa-mãe (sTRX4): ASRock TRX40 Creator Placa-mãe (LGA2066): ASRock Fatal1ty X299 Professional Gaming i9 Cooler do processador (sTRX4): Thermaltake Water 3.0 Ultimate Cooler do processador (LGA2066): PCYES NIX RGB 240 mm Memória: 16 GiB, quatro módulos DDR4-2666 Kingston de 4 GiB configurados a 2666 MHz Unidade de boot: Kingston A2000 de 1.000 GiB Placa de vídeo: GeForce RTX 2080 Ti Monitor de vídeo: Philips 236VL Fonte de alimentação: EVGA 750BQ Configuração do sistema operacional Windows 10 Home 64 bit NTFS Resoluçao de vídeo: 1920 x 1080 Versões dos drivers Versão do driver NVIDIA: 442.59 Software utilizado 3DMark Blender Cinebench R20 CPU-Z 1.91 Handbrake PCMark 10 WinRAR 5.5 V-Ray Benchmark Deus Ex: Mankind Divided F1 2018 GTA V Rainbow Six Siege Red Dead Redemption 2 Shadow of the Tomb Raider Margem de erro Nós adotamos uma margem de erro de 4%. Assim, diferenças abaixo de 4% não são consideradas relevantes. Em outras palavras, produtos com diferença de desempenho abaixo de 4% são considerados tendo desempenhos equivalentes. PCMark 10 O PCMark 10 é um programa de teste de desempenho que utiliza aplicativos reais para medir o desempenho do computador. Nós rodamos o teste padrão, que inclui testes de abertura de programas, navegação na internet, digitação de textos, edição de fotos, conversa por vídeo, edição de vídeo, vídeo conferência e renderização. Vamos analisar os resultados. No teste Home do PCMark 10, o Ryzen Threadripper 3970X ficou em empate técnico com o Core i9-9980XE. 3DMark O 3DMark é um programa com um conjunto de testes de desempenho que criam cenários e simulações de jogos 3D. O teste Time Spy mede o desempenho em DirecX 12, o teste Fire Strike mede o desempenho DirectX 11 e é voltado a computadores topo de linha para jogos, enquanto o teste Sky Diver também mede desempenho DirectX 11, mas é voltado a computadores intermediários. Finalmente, o teste Cloud Gate mede o desempenho em DirectX 10. No teste Time Spy, o Ryzen Threadripper 3970X foi 29% mais lento do que o Core i9-9980XE. No teste Fire Strike, o Ryzen Threadripper 3970X foi 13% mais lento do que o Core i9-9980XE. No teste Sky Diver, o Ryzen Threadripper 3970X foi 28% mais lento do que o Core i9-9980XE. Cinebench R20 O Cinebench R20 é baseado no software Cinema 4D. Ele é muito útil para medir o ganho de desempenho obtido pela presença de vários núcleos de processamento ao renderizar imagens 3D pesadas. Renderização é uma área onde ter um maior número de núcleos de processamento ajuda bastante, pois normalmente esse tipo de software reconhece vários processadores (o Cinebench R20, por exemplo, reconhece e utiliza até 256 núcleos de processamento). Já que nós estamos interessados em medir o desempenho de renderização, nós rodamos o teste CPU, que renderiza uma imagem “pesada” utilizando todos os processadores ou “núcleos” – tanto reais quanto virtuais – para acelerar o processo. O resultado é dado como uma pontuação. No Cinebench R20, o Ryzen Threadripper 3970X foi 95% mais rápido do que o Core i9-9980XE. Blender O Blender é um programa de renderização de imagens e filmes que utiliza todos os núcleos do processador. Nós utilizamos o programa para renderizar uma imagem pesada em um projeto chamado Gooseberry Benchmark. O gráfico abaixo apresenta o tempo em segundos gasto na renderização, de forma que, quanto menor o valor, melhor. No Blender, o Ryzen Threadripper 3970X foi 90% mais rápido do que o Core i9-9980XE. CPU-Z O famoso programa de identificação de hardware CPU-Z vem com uma ferramenta simples de medição de desempenho, utilizando apenas um núcleo e também todos os núcleos disponíveis. Note que os resultados foram todos obtidos com a mesma versão do programa (1.91), já que não é possível comparar resultados obtidos com versões diferentes. No teste que mede o desempenho de apenas um núcleo, o Ryzen Threadripper 3970X foi 6% mais rápido do que o Core i9-9980XE. Já no teste que utiliza todos os núcleos disponíveis, o Ryzen Threadripper 3970X foi 182% mais rápido do que o Core i9-9980XE. Handbrake O HandBrake é um programa de conversão de vídeo de código aberto. Convertemos um vídeo .mov de seis minutos em resolução Full HD em um arquivo .MP4, utilizando o perfil de saída “Fast 1080p30”. Os resultados estão em quadros por segundo (fps), de forma que valores mais altos são melhores. No Handbrake, o Ryzen Threadripper 3970X foi 39% mais rápido do que o Core i9-9980XE. WinRAR Uma tarefa na qual o processador é bastante requisitado é na compactação de arquivos. Rodamos um teste, onde uma pasta com 4.385 arquivos, totalizando 9,5 GiB, foi compactada em um arquivo utilizando o WinRAR 5.61. O gráfico abaixo mostra o tempo gasto em cada teste. No WinRAR, o Ryzen Threadripper 3970X foi 9% mais lento do que o Core i9-9980XE. V-RAY O V-Ray Benchmark é uma ferramenta de medição de desempenho do processador e da placa de vídeo em tarefas de renderização de imagem. Ele renderiza duas imagens, uma utilizando o processador (CPU) e outra a placa de vídeo (GPU). Rodamos o teste nos processadores testados e comparamos o tempo gasto no teste CPU no gráfico abaixo. No V-Ray Benchmark, o Ryzen Threadripper 3970X foi 80% mais rápido do que o Core i9-9980XE. Nos testes com jogos, medimos e colocamos nos gráficos os valores de taxas de quadros média e a média dos 1% mínimos. Vamos fazer o comparativo utilizando os valores de taxa média, enquanto a taxa de 1% mínimo fica como informativo para que você possa tirar suas próprias conclusões. Em todos os testes, medimos a taxa de quadros média e o 1% mínimo usando o MSI Afterburner, utilizando a média de três medições de 60 s em sequência. Deus Ex: Mankind Divided Deus Ex: Mankind Divided é um RPG de ação e elementos de FPS, lançado em Agosto de 2016, que utiliza o motor Dawn, sendo compatível com DirectX 12. Testamos o desempenho utilizando o próprio teste incluído no jogo, com DirectX 12 ativado, em 1920 x 1080 (Full HD), com a qualidade de imagem configurada em “baixo”. Os resultados estão expressos em quadros por segundo (fps). Neste jogo, comparando a taxa de quadros média, o Ryzen Threadripper 3970X foi 6% mais lento do que o Core i9-9980XE. F1 2018 F1 2018 é um jogo de corrida de carros lançado em agosto de 2018, que utiliza o motor EGO 4.0. Testamos o desempenho utilizando o próprio teste incluído no jogo, em 1920 x 1080 (Full HD), com a qualidade de imagem configurada em “alto” e MSAA desligado. Os resultados estão expressos em quadros por segundo (fps). Neste jogo, comparando a taxa de quadros média, o Ryzen Threadripper 3970X foi 6% mais lento do que o Core i9-9980XE. Grand Theft Auto V O Grand Theft Auto V, ou simplesmente GTA V, é um jogo de ação em mundo aberto lançado para PC em abril de 2015, utilizando o motor RAGE. Para medir o desempenho usando este jogo, rodamos o teste de desempenho embutido no mesmo, utilizando a parte em que a câmera acompanha o voo do avião. Rodamos o jogo em Full HD, com todas as opções de qualidade de imagem em “alta” e MSAA desligada. Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. No GTA V, o Ryzen Threadripper 3970X foi 8% mais lento do que o Core i9-9980XE. Rainbow Six Siege O "Tom Clancy's Rainbow Six Siege" é um jogo estilo FPS tático lançado em dezembro de 2015, baseado no motor AnvilNext, que é DirectX 11. Para medir o desempenho utilizando este jogo, rodamos o teste de desempenho embutido no mesmo, com qualidade gráfica em “alto”. Os resultados abaixo estão em quadros por segundo. Neste jogo, o Ryzen Threadripper 3970X foi 8% mais lento do que o Core i9-9980XE. Red Dead Redemption 2 O Red Dead Redemption 2 é um jogo de ação e aventura lançado para PC em novembro de 2019, utilizando o motor RAGE. Para medir o desempenho usando este jogo, rodamos o teste de desempenho do jogo, medindo a taxa de quadros média e o 1% mínimo com o MSI Afterburner na última cena do teste. Rodamos o jogo em resolução Full HD, com a qualidade de imagem configurada na última opção de "priorizar desempenho". Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. Neste jogo, o Ryzen Threadripper 3970X foi 9% mais lento do que o Core i9-9980XE. Shadow of the Tomb Raider O Shadow of the Tomb Raider é um jogo de aventura e ação lançado em setembro de 2018, baseado no motor Foundation. Para medir o desempenho usando este jogo, utilizamos o teste embutido no mesmo, com qualidade gráfica configurada como “média” e antiserrilhamento desligado. Os resultados abaixo estão expressos em quadros por segundo. No Shadow of the Tomb Raider, o Ryzen Threadripper 3970X foi 5% mais lento do que o Core i9-9980XE. O Ryzen Threadripper 3970X suporta memórias de até 3.200 MHz em configuração de quatro canais. Porém, o único kit com quatro módulos de memória que nós tínhamos à disposição era de 2.666 MHz. Assim, rodamos todos os testes anteriores com as memórias rodando a 2.666 MHz. Porém, durante os testes nós ficamos em dúvida se a utilização de memórias com um clock maior não beneficiaria o processador, já que, na arquitetura atual da AMD, a interface "Infinity Fabric" que liga internamente os chiplets trabalha no mesmo clock das memórias. Assim, rodamos alguns testes com uma configuração diferente: utilizamos dois módulos de memória DDR4-3200, trabalhando a 3.200 MHz. Queríamos ver o que sobressairia: uso de memórias mais rápidas em dois canais ou memórias mais lentas em quatro canais. Os resultados estão abaixo. Cinebench R20 No Cinebench R20, o desempenho com memórias DDR4-2666 em quatro canais foi similar ao obtido com memórias DDR4-3200 em dois canais. Blender No Blender, o desempenho com memórias DDR4-2666 em quatro canais foi 7% superior ao obtido com memórias DDR4-3200 em dois canais. Handbrake No Handbrake, o desempenho com memórias DDR4-2666 em quatro canais foi 8% superior ao obtido com memórias DDR4-3200 em dois canais. WinRAR No WinRAR, o desempenho com memórias DDR4-2666 em quatro canais foi 6% superior ao obtido com memórias DDR4-3200 em dois canais. V-RAY No V-Ray Benchmark, o desempenho com memórias DDR4-2666 em quatro canais foi similar ao obtido com memórias DDR4-3200 em dois canais. Como todos os processadores Ryzen Threadripper, o 3970X tem multiplicador de clock destravado, significando que é possível fazer overclock nele modificando apenas o seu multiplicador de clock. Em primeiro lugar, é preciso prestar atenção na forma como o clock deste processador funciona. Seu clock base é de 3,7 GHz e seu clock turbo máximo é de 4,5 GHz. Este clock de 4,5 GHz é alcançado apenas quando há apenas um núcleo ativo. Fizemos alguns testes e vimos que, com as 64 threads em uso, o processador trabalhava inicialmente a 4,2 GHz, reduzindo o clock gradativamente ao longo de alguns minutos, estabilizando-se em cerca de 3,9 GHz. Esta adaptação ocorre para que o processador mantenha-se dentro da faixa de temperatura e consumo estabelecida. Na configuração original (sem overclock), no teste no Blender, a temperatura do encapsulamento chegou a 81 graus Celsius, com temperatura ambiente de 21 graus Celsius e utilizando um sistema de refrigeração líquida topo de linha (Thermaltake Water 3.0 Ultimate). O consumo, segundo o HWMonitor, ficou em exatos 280 W. Em nossos testes de overclock, conseguimos atingir com estabilidade o clock de 4,0 GHz (100 MHz x 40,0) em todos os núcleos, com as tensões padrão. Acima disso, o Cinebench R20 sofria algum erro e não completava o teste. Assim, nossa conclusão é que o Ryzen Threadripper 3970X já é bem otimizado para utilizar o máximo de desempenho, de forma que não vale a pena tentar um overclock simples nele. Este procedimento só pode valer a pena se você tiver um sistema (fonte de alimentação, cooler e placa-mãe) de alta qualidade e voltados para overclock, bem como conhecimento e tempo disponível para fazer todos os ajustes finos necessários para alcançar um resultado significativo. De qualquer forma, lembre-se que a capacidade de overclock de um processador depende da placa-mãe, do sistema de refrigeração, e também da sorte, pois dois processadores de mesmo modelo podem alcançar diferentes taxas de clock máximas. Há duas conclusões principais ao analisar o Ryzen Threadripper 3970X. A primeira é que ele é realmente um "monstrinho", oferecendo um desempenho incrível nas tarefas para as quais ele é recomendado. A segunda é que ele não é um processador para a grande maioria dos usuários. E isto não é apenas por conta de seu alto preço, mas também porque ele consome uma grande quantidade de energia elétrica e exigem uma infraestrutura (placa-mãe, gabinete, sistema de refrigeração, fonte de alimentação) topo de linha e bem cara. Um exemplo simples de situação onde ele não vale a pena é para um computador voltado para jogos: neste tipo de aplicação, ele foi inferior ao modelo da Intel (o qual, como já mostramos em nossa outra análise, também não é indicado para jogos). Para montar um computador topo de linha para jogos, vale mais a pena investir em um processador da linha "comum", como o Ryzen 9 3900X ou o Core i9-9900K, que custam bem menos e oferecem um maior desempenho nessa aplicação. Porém, para uso profissional onde o grande número de threads seja fundamental, como renderização de vídeo ou de imagens 3D, este processador mostra a que veio. Assim, se você é um profissional que trabalha com edição de vídeo, produção de imagens ou animação 3D ou algo tarefa semelhante, o Ryzen Threadripper 3970X pode lhe proporcionar mais produtividade, o que faz com que ele seja uma excelente escolha.
  21. Talvez até funcione (pode ser que a BIOS dela não suporte NVMe) mas não vale a pena. Ou utilize outro SSD SATA para garantir a compatibilidade, ou então parta para trocar o sistema inteiro, que já está muito defasado.
  22. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Teste do smartphone ASUS ZenFone 6 "Testamos o ZenFone 6, smartphone da ASUS com processador Snapdragon 855, tela Full HD de 6,4 polegadas, bateria de 5.000 mAh e câmera giratória de 48 MP. Confira!" Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  23. Testamos o ZenFone 6, sexta geração do smartphone principal da ASUS. Ele utiliza o processador Snapdragon 855, tem tela Full HD de 6,4 polegadas e câmera giratória de 48 MP. Vamos analisar este produto e descobrir quais suas principais qualidades, e em que pontos ele não é tão bom assim. Desde 2014 a ASUS oferece os seus smartphones da linha ZenFone, com o primeiro ZenFone 5 e o seu irmão ZenFone 6, também lançado no mesmo ano, onde os algarismos 5 e 6 indicavam o tamanho da tela em polegadas. A partir de 2015, com o ZenFone 2, as novas versões passaram a seguir uma numeração refletindo a geração do aparelho. E assim, em 2019 chegamos ao ZenFone 6, que, infelizmente, só recebemos para análise agora em 2020. É interessante notar que o ROG Phone II, que testamos recentemente, pode ser considerada uma versão "turbinada" do ZenFone 6, já que ambos foram lançados praticamente juntos e compartilham algumas especificações. O ZenFone 6 pode ser classificado como um smartphone que fica entre o segmento intermediário e os modelos topo de linha, tanto em termos de preço quanto recursos. Ele está disponível em diferentes versões, que se diferenciam principalmente pela quantidade de memória (RAM) e pelo espaço de armazenamento. O modelo mais barato (na faixa de R$ 2.600,00) tem 6 GiB de RAM e 64 GiB de armazenamento. O modelo imediatamente superior custa cerca de R$ 3.420,00 e tem também 6 GiB de RAM mas 128 GiB de armazenamento. Já o modelo que testamos (ZS630KL-2A028WW) tem 8 GiB de RAM e 256 GiB de armazenamento, custando R$ 4.050,00. Ainda há uma edição especial, com 12 GiB de RAM e 512 GiB de armazenamento, que custa R$ 5.300,00. Cada modelo está disponível nas cores preto e prata, exceto a edição especial, que só está disponível na cor preta. A Figura 1 mostra a caixa do ZenFone 6, que tem um desenho minimalista. Figura 1: embalagem Dentro da embalagem, além do smartphone, encontramos o carregador de 18 W, um cabo para carregamento e transferência de dados, ferramenta para abrir o compartimento dos cartões SIM, manual do usuário, fones de ouvido e uma "capinha" transparente. Figura 2: acessórios A Figura 3 revela a frente do ZenFone 6. A tela IPS de 6,4 polegadas e proteção Gorilla Glass 6 tem bordas muito finas, ocupando praticamente toda a frente do aparelho, sem entalhes ou orifícios. Figura 3: o ZenFone 6 O ZenFone 6 não tem orifícios ou entalhes na tela simplesmente porque ele não possui uma câmera frontal dedicada. Em vez disso, as câmeras traseiras giram em 180 graus, de forma a poder tirar fotos frontais, recurso que o fabricante chama de "Flip Camera". Na Figura 4 vemos o módulo das câmeras voltado para a frente. Figura 4: câmera rotacionada A Figura 5 mostra a traseira do aparelho, que é de vidro. Aqui podemos ver as câmeras traseiras e o leitor de impressões digitais. Figura 5: traseira Na Figura 6 vemos a parte superior do ROG Phone II, onde vemos o orifício do microfone auxiliar, além do módulo das câmeras. Figura 6: parte de cima Na parte inferior estão localizados o conector de 3,5 mm para headset, o conector USB tipo C para transferência de dados e carga da bateria, o orifício do microfone e o alto-falante. Figura 7: lado de baixo Na lateral direita é possível ver o botão liga/desliga, os botões de ajuste de volume e a "tecla inteligente", botão que por padrão abre o assistente do Google, mas que você pode configurar para diversas outras ações, como abrir a câmera ou ligar a lanterna. Figura 8: lateral direita Já na lateral esquerda, vemos apenas a bandeja para chips SIM e cartões de memória. Figura 9: lateral esquerda Já na Figura 10, vemos o detalhe do módulo giratório onde ficam as câmeras. A principal tem sensor de 48 MP (gerando por padrão fotos de 12 MP), abertura f/1,79 e campo de visão de 79 graus. Ao lado fica a câmera ultra grande angular, de 13 MP, abertura f/2,4 e campo de visão de 125 graus. Também vemos o flash LED e um sensor laser para foco auxiliar. São as mesmas câmeras presentes no ROG Phone II. Figura 10: detalhe das câmeras O módulo das câmeras, além das posições principais virado para trás ou para frente, também pode ser ajustado para qualquer posição intermediária, como mostrado na Figura 11. Figura 11: módulo de câmeras em posição intermediária A Figura 12 mostra o slot para os dois chips nano-SIM, que também suporta um cartão MicroSD de até 2 TiB. Figura 12: compartimento para chips SIM e cartão MicroSD O ZenFone 6 usa o processador Qualcomm Snapdragon 855, que tem oito núcleos Kryo 485 rodando com clock máximo de 2,84 GHz. O motor gráfico é o Adreno 640. Como comentamos anteriormente, o modelo testado tem 8 GiB de RAM e 256 GiB de armazenamento. Em termos de design, trata-se de um smartphone intermediário, não muito fino e leve, mas também não tão grande e pesado como o ROG Phone II ou o Motorola One Hyper. Ele mede 159,1 mm de comprimento, 75,4 mm de largura e 9,2 mm de espessura, e pesa 190 g. A traseira em vidro e as bordas em metal oferecem um excelente acabamento. A tela IPS de 6,4 polegadas tem resolução Full HD+ (2340 x 1080) e densidade de pontos de 403 ppp. Mesmo não sendo AMOLED, a tela é de ótima qualidade, oferecendo imagens claras e cores vivas, com visualização perfeita de qualquer ângulo. A resolução Full HD+ é suficiente, mas para este tamanho de tela, poderia ser interessante uma resolução Quad HD, o que aproximaria mais o ZenFone 6 dos modelos topo de linha. A qualidade de som é boa. O aparelho utiliza o alto-falante frontal (utilizado para ligações) para gerar um som estéreo, mas a qualidade do som deste alto falante é bem inferior à do alto-falante principal (na parte inferior do aparelho). O aparelho suporta dois chips nano-SIM e redes 4G LTE. Ele suporta Wi-Fi padrão 802.11ac com banda dupla. O ZenFone 6 que recebemos já recebeu atualização para o Android 10. Assim, se você comprar um e ele vier com o Android 9, basta fazer a atualização. A interface de usuário é a Zen UI 6, bem próxima do Android "puro". Os aplicativos pré-instalados resumem-se, praticamente, aos originais do sistema operacional. A Figura 13 mostra a tela inicial quando você liga o smartphone pela primeira vez. Figura 13: tela principal Na Figura 14 vemos os poucos aplicativos pré-instalados. Você pode instalar novos aplicativos utilizando a loja Google Play. Figura 14: lista de aplicativos Um dos principais destaques do ZenFone 6 é a sua bateria de 5.000 mAh. Testamos a duração da bateria com o aplicativo PCMark, que indicou uma duração de 18 h e 10 min com atividade variada. Esta é uma excelente marca, ainda mais levando em conta o seu chip de alto desempenho. Com uso moderado, ele aguenta facilmente dois dias de uso sem recarregar. O carregador de 18 W carrega o celular relativamente rápido. Em nossos testes, partindo da bateria com 1% de carga, após 15 minutos, a bateria já estava com 18% de carga. Em 30 min de carga, a bateria já tinha chegado a 35% e a carga total finalizou em pouco mais de 2 horas. As câmeras são outro destaque do ZenFone 6, principalmente por ser um modelo "flip": o módulo com as duas câmeras (uma principal e uma super grande angular) gira 180 graus quando você clica no tradicional botão de trocar de câmera. Assim, ele evita o problema encontrado na imensa maioria de smartphones, de ter uma câmera frontal com qualidade inferior à câmera principal. A câmera principal tem sensor Sony IMX586 de 48 MP com abertura f/1,79, utilizando quatro pontos do sensor para gerar cada ponto da foto, de forma a gerar fotos de 12 MP. Este recurso permite um melhor processamento da imagem e é usado em alguns outros modelos de diferentes marcas. As fotos tiradas por esta câmera são de muito boa qualidade quando em condições ideais de iluminação. As fotos com baixa iluminação sofrem um pouco, perdendo qualidade. A câmera oferece modos especiais, como retrato (que simula um desfoque do fundo), modo noturno, panorama, lapso de tempo e câmera lenta. Ela permite tirar fotos com a resolução total do sensor, que ganha em resolução mas perde em qualidade, além de ser um pouco mais lenta para bater a foto. A "Flip Camera" ainda permite alguns recursos interessantes, como a foto em qualquer ângulo, a panorâmica automática (onde você mantém o celular parado e a câmera vai girando para obter a foto panorâmica) e o vídeo com rastreamento de movimento, onde a câmera se move automaticamente para seguir um objeto marcado. Além da câmera principal, há uma segunda câmera grande angular ("ultra wide"), com ângulo de abertura de 125 graus, com resolução de 13 MP e abertura f/2,4. Esta é uma opção válida quando você realmente precisa enquadrar um objeto muito grande, mas qualidade desta câmera é inferior à da câmera principal, principalmente em situações de baixa iluminação. A câmera principal filma em resolução até 4K, com 60 fps. Já a câmera grande angular filma em 4K, mas apenas a 30 fps, ou em Full HD a 60 fps. As duas câmeras suportam estabilização eletrônica de vídeo. Você pode verificar a qualidade das fotos tiradas com o smartphone, sem edição, clicando nos seguintes links: Foto 1 (normal), Foto 2 (48 MP), Foto 3 (grande angular), Foto 4 (normal), Foto 5 (grande angular), Foto 6 (ao entardecer, normal), Foto 7 (ao entardecer, grande angular). Para verificarmos o desempenho do ROG Phone II, rodamos alguns apps de teste de desempenho: o teste Work 2.0 do PCMark, que simula o uso do aparelho em atividades reais, o teste Sling Shot Extreme do 3DMark, que mede o desempenho em gráficos 3D, e o AnTuTu 8.2.4, que faz vários diferentes testes incluindo processamento, gráficos 3D, velocidade da memória e do armazenamento, combinando-os em uma pontuação final. Comparamos o desempenho do ZenFone 6 com o do Samsung Galaxy S9, que é o smartphone mais topo de linha que temos à disposição no momento. Mesmo tratando-se de um aparelho lançado há mais de um ano, o Galaxy S9 ainda é uma referência em desempenho, utilizando o chip Snapdragon 845, antecessor do Snapdragon 855 utilizado no ZenFone 6. Também incluímos o ROG Phone II, que usa o chip Snapdragon 855+ (versão do 855 com clock mais alto) nos comparativos de desempenho. No teste Work 2.0 do PCMark, o ZenFone 6 foi 20% mais rápido do que o Galaxy S9 e 28% mais lento do que o ROG Phone II. Já no teste Sling Shot Extreme do 3DMark, o ZenFone 6 foi 24% mais rápido do que o Galaxy S9 e 8% mais lento do que o ROG Phone II. Já no AnTuTu 8.2.2, o ZenFone 6 foi 48% mais rápido do que o Galaxy S9 e 10% mais lento do que o ROG Phone II. As principais especificações do ASUS ZenFone 6, na versão testada, incluem: Dimensões: 159,1 mm x 75,4 mm x 9,2 mm Peso: 190 gramas Tela: 6,4”, 2340 x 1080, IPS Sistema operacional: Android 10 Processador: Qualcomm Snapdragon 855, oito núcleos Kryo 485 a até 2,84 GHz Motor gráfico: Adreno 640, incorporada ao processador RAM: 8 GiB Armazenamento: 256 GiB Leitor de cartão de memória: sim, MicroSD até 2 TiB GPS: sim Rádio FM: sim Sensores: acelerômetro, giroscópio, proximidade, bússola e leitor de impressões digitais Suporte a SIM: dois nano-SIM Redes: GSM 850/900/1800/1900 MHz, WCDMA bandas 850/900/1900/2100 MHz, LTE bandas 1, 2, 3, 5, 7, 8, 20, 28, 38, 40 e 41 Wi-Fi: IEEE 802.11ac NFC: sim Bluetooth: sim, 5.0 Câmera traseira: 48 MP, f/1,79 + 13 MP f/2,4 Câmera frontal: as mesmas câmeras traseiras, rotacionadas em 180 graus Flash: sim Tempo de bateria: 18h10min (medido) Bateria: 3,7 V, 5000 mAh Li Ion, não removível Mais informações: https://www.asus.com/ Preço no Brasil: R$ 4.050,00 O ASUS ZenFone 6 tem várias características que o colocam como um smartphone topo de linha, embora em alguns pontos ele se posicione como um "intermediário superior". O seu principal ponto positivo é o hardware utilizado. Com um processador poderoso e bastante memória (RAM), principalmente no modelo com 8 GiB, ele é uma ótima opção para quem pretende jogar no smartphone, mas não quer gastar tanto em um ROG Phone II. Sua grande duração de bateria também é um destaque positivo importante. Ao mesmo tempo, ele tem um design um pouco mais compacto do que o enorme ROG Phone II, o que também é um ponto positivo. A tela, apesar de muito boa, ainda é IPS, que deixa aquela sensação de que este smartphone poderia vir com uma AMOLED. A resolução também é adequada, embora não seja a Quad HD encontrada em modelos topo de linha. Já as câmeras devem ser analisada com atenção. Por um lado, sua câmera principal é excelente em fotos com boa luminosidade, mas ainda não chega a se equiparar à qualidade alcançada nos smartphones mais topo de linha do mercado, principalmente nas fotos noturnas. Por outro lado, por utilizar a mesma câmera principal como câmera frontal, ele acaba se destacando bastante no quesito "câmera de selfie", já que mesmo os aparelhos mais topo de linha oferecem uma câmera frontal com qualidade inferior à da câmera principal. Assim, na prática, o ZenFone 6 oferece uma qualidade excepcional para fotos e vídeos frontais. Em nossa opinião, seu maior ponto negativo é o preço, principalmente nas versões com 128 GiB e 256 GiB de armazenamento. Se o seu objetivo é ter um smartphone com maior desempenho possível e você tem um orçamento um pouco mais limitado, é mais interessante comprar o modelo com 64 GiB e utilizar um cartão de memória caso você precise de mais espaço disponível para arquivos de mídia. Pontos fortes Excelente desempenho Ótima pegada, não sendo grande ou pesado demais Tela que ocupa praticamente toda a frente do aparelho, sem orifícios ou chanfros Excelente qualidade em "selfies" Câmera de boa qualidade Filma em 4K a 60 fps Ótima duração de bateria Pontos fracos Um tanto caro, principalmente nos modelos com mais de 64 GiB Não traz certificações de resistência à água ou poeira Poderia trazer tela AMOLED A câmera ultra grande angular não é boa em fotos à noite
  24. Tópico para a discussão do seguinte conteúdo publicado no Clube do Hardware: Teste do notebook Dell Precision 5530 2 em 1 "O Dell Precision 5530 2 em 1 é um notebook voltado para uso profissional, com tela reversível de 15,6 polegadas sensível ao toque, processador Core i7-8706G, chip gráfico Radeon Pro WX Vega M GL, 16 GiB de RAM e SSD de 128 GiB." Comentários são bem-vindos. Atenciosamente, Equipe Clube do Hardware https://www.clubedohardware.com.br
  25. Segundo a Dell, o Precision 5530 2 em 1 é uma "workstation móvel", ou seja, um notebook voltado a uso profissional. Ele traz uma tela Full HD de 15,6 polegadas sensível ao toque e reversível, podendo ser utilizado no modo tablet (daí o "2 em 1" do seu nome). O notebook utiliza um processador Core i7 de oitava geração que traz um chip gráfico AMD Vega e 4 GiB de memória de vídeo HBM integrados. Vamos ver o que este equipamento oferece e se ele vale a pena. No site da Dell, é possível personalizar algumas opções do Precision 5530 2 em 1, como escolher o processador (entre o Core i5-8305G e o Core i7-8706G), a versão do sistema operacional e o dispositivo de armazenamento (desde um SSD M.2 SATA de 128 GiB até um SSD NVMe de 2 TiB). Não é possível escolher a quantidade de memória (RAM), que é sempre fixa em 16 GiB, nem a tela. O modelo que testamos veio com o processador Core i7-8706G, SSD SATA de 128 GiB e Windows 10 Pro. Um dos destaques do Dell Precision 5530 2 em 1 é o seu design, sendo muito compacto para um notebook com tela de 15,6 polegadas, graças às bordas estreitas em torno da tela. Ele mede 354 x 235 x 16 mm e pesa 2,0 kg. A Figura 1 mostra o Dell Precision 5530 2 em 1. A tampa dele é metálica. Figura 1: o Dell Precision 5530 2 em 1 Na Figura 2, vemos os acessórios que acompanham o Dell Precision 5530 2 em 1: a fonte de alimentação de 130 W (com conector USB tipo C), um adaptador Ethernet com conector USB tipo C e um adaptador USB de tipo C para tipo A. Figura 2: acessórios Vamos examinar o notebook mais de perto nas próximas páginas. Na parte frontal do notebook, há quatro pequenos orifícios onde os microfones do Dell Precision 5530 2 em 1 estão localizados e, ao centro, uma área transparente com os LEDs indicadores de carga de bateria. Figura 3: frente Do lado direito temos duas portas USB 3.2 gen 1 tipo C, compatíveis com saída de vídeo e conexão da fonte de alimentação, um conector para headset e um encaixe para dispositivo anti-furto padrão Noble. Figura 4: lateral direita Na lateral esquerda, mais duas portas USB 3.2 gen 1 tipo C, compatíveis com Thunderbolt 3 e com conexão da fonte de alimentação, um slot para cartões de memória MicroSD e um conjunto de botão e LEDs para monitoramento da carga da bateria. Figura 5: lateral esquerda Na traseira do notebook há apenas aberturas para ventilação. Figura 6: traseira A Figura 7 mostra o Dell Precision 5530 2 em 1 com a tampa levantada. A tela de 15,6 polegadas sensível ao toque tem bordas extremamente finas, é antirreflexiva e mantém a qualidade da imagem mesmo quando visualizada lateralmente. A resolução da tela é Full HD (1920 x 1080). Consideramos que esta é a resolução mínima aceitável para um notebook com tela deste tamanho, e que um notebook em sua faixa de preço poderia trazer uma tela com resolução 4K. Na parte inferior da tela (abaixo do logotipo da Dell) estão as duas câmeras, sendo uma câmera convencional com resolução HD e uma câmera infravermelha de 0,3 MP. Figura 7: o Dell Precision 5530 2 em 1 aberto Como já comentamos, o notebook é reversível, ou seja, a tela abre em um ângulo de 360 graus. Assim, você pode utilizá-lo como um notebook normal, mas também no modo tenda, como mostrado na Figura 8, ou no modo tablet. Figura 8: webcam e microfones Na Figura 8, podemos ver a superfície principal do notebook, que tem um aspecto de fibra de carbono, mas é emborrachada ao toque. O teclado tem as teclas bem espaçadas e não oferece teclado numérico. O touchpad fica logo abaixo do teclado e é bem grande. O botão liga/desliga, à direita do teclado, tem sensor de impressões digitais embutido. Figura 9: teclado e touchpad A Figura 10 mostra a parte de baixo do Dell Precision 5530 2 em 1, que é de metal. A bateria é interna e não é removível. Também não há tampas de acesso direto às memórias ou dispositivos de armazenamento. Figura 10: parte de baixo Removendo a tampa inferior (é necessário remover os parafusos tipo Torx e desencaixar a tampa), vemos a placa-mãe localizada na parte superior direita, o cooler na parte central e a bateria na parte inferior. Há uma tampa metálica sobre os componentes principais da placa-mãe, que serve como blindagem contra interferências e ajuda na estabilidade mecânica do aparelho. Figura 11: tampa inferior removida Na Figura 12 podemos ver a bateria do notebook, com 11,4 V e 6.254 mAh. Figura 12: bateria A Figura 13 mostra o SSD que veio no modelo testado, modelo SC311 da SK Hynix, com 128 GiB, formato M.2 2280 e interface SATA. O notebook não tem espaço para instalação de SSDs ou discos rígidos de 2,5 polegadas, e não há outro slot M.2 para a instalação de um segundo SSD. Figura 13: disco rígido Na Figura 14 você confere a placa de rede sem fio do Dell Precision 5530 2 em 1, modelo Intel 8265S2W, padrão 802.11ac. Figura 14: adaptador de rede sem fio A Figura 15 mostra a placa-mãe com o cooler removido. O sistema de refrigeração do Dell Precision 5530 2 em 1 é bem robusto para um notebook compacto, com duas ventoinhas e um relativamente grande dissipador de cobre com três heatpipes. Figura 15: cooler removido Na área onde removemos a blindagem eletromagnética, podemos ver os chips de memória RAM soldados à placa-mãe (na parte superior) e o processador (mais abaixo). Como você pode reparar, não há soquete de memória, assim a quantidade de memória é fixa em 16 GiB, não sendo possível expandi-la. Figura 16: placa-mãe O processador do Dell Precision 5530 2 em 1, na versão testada, é o Core i7-8706G. Este processador tem quatro núcleos e oito threads (graças à tecnologia Hyper-Threading). Seu clock base é de 3,1 GHz, com clock máximo de 4,1 GHz. Ele tem 8 MiB de cache e seu TDP é de 65 W. Além disto, ele traz um motor gráfico integrado Intel Graphics HD 630, além de um chip gráfico Radeon RX Vega M GL e um chip de memória HBM2 de 4 GiB integrados no mesmo substrato. Este chip gráfico tem 1.280 núcleos, tem clock máximo de 1.011 MHz e largura de banda de memória de 179 GB/s. Na Figura 17 vemos o processador. Note que ele é composto por três chips (ou "dies"): o da esquerda é o processador propriamente dito, o chip grande ao centro é o Vega, e o da direita é o chip de memória. Figura 17: processador Na Figura 18 vemos um dos chips de memória (RAM) soldados à placa-mãe. Há quatro chips localizados no lado dos componentes e quatro localizados no lado da solda da placa-mãe, perfazendo os 16 GiB de RAM em dois canais presentes no produto. Como mencionando, não é possível expandir a quantidade de memória do aparelho. Figura 18: chip de memória Para termos uma ideia do desempenho do Dell Precision 5530 2 em 1, rodamos alguns testes de desempenho, programas e jogos, comparando-o com outro notebook que tínhamos disponível: o Dell Inspiron 15 5570-A30C. PCMark 10 O PCMark 10 é um programa de teste de desempenho que utiliza aplicativos reais para medir o desempenho do computador. Rodamos o teste padrão, que inclui testes de abertura de programas, navegação na internet, digitação de textos, edição de fotos, conversa por vídeo, edição de vídeo, vídeo conferência e renderização. Vamos analisar os resultados. No teste Home do PCMark 10, o Dell Precision 5530 2 em 1 foi 21% mais rápido do que o Dell Inspiron 15 5570-A30C. 3DMark O 3DMark é um programa com um conjunto de testes de desempenho que criam cenários e simulações de jogos 3D. O teste Sky Diver desempenho DirectX 11, e o teste Cloud Gate mede o desempenho em DirectX 10. No teste Sky Diver, o Dell Precision 5530 2 em 1 foi 240% mais rápido do que o Dell Inspiron 15 5570-A30C. No teste Sky Diver, o Dell Precision 5530 2 em 1 foi 278% mais rápido do que o Dell Inspiron 15 5570-A30C. No teste Sky Diver, o Dell Precision 5530 2 em 1 foi 211% mais rápido do que o Dell Inspiron 15 5570-A30C. Cinebench R20 O Cinebench R20 é baseado no software Cinema 4D. Ele é muito útil para medir o ganho de desempenho obtido pela presença de vários núcleos de processamento ao renderizar imagens 3D pesadas. Renderização é uma área onde ter um maior número de núcleos de processamento ajuda bastante, pois normalmente esse tipo de software reconhece vários processadores (o Cinebench R20, por exemplo, reconhece e utiliza até 256 núcleos de processamento). Já que estamos interessados em medir o desempenho de renderização, rodamos o teste CPU, que renderiza uma imagem “pesada” utilizando todos os processadores ou “núcleos” – tanto reais quanto virtuais – para acelerar o processo. O resultado é dado como uma pontuação. No Cinebench R20, o Dell Precision 5530 2 em 1 foi 39% mais rápido do que o Dell Inspiron 15 5570-A30C. CPU-Z O famoso programa de identificação de hardware CPU-Z vem com uma ferramenta simples de medição de desempenho, utilizando apenas um núcleo e também todos os núcleos disponíveis. Note que os resultados foram todos obtidos com a mesma versão do programa (1.83), já que não é possível comparar resultados obtidos com versões diferentes. No teste que mede o desempenho de apenas um núcleo, o Dell Precision 5530 2 em 1 foi 7% mais lento do que o Dell Inspiron 15 5570-A30C. Já no teste que utiliza todos os núcleos disponíveis, o Dell Precision 5530 2 em 1 foi 16% mais rápido do que o Dell Inspiron 15 5570-A30C. Blender O Blender é um programa de renderização de imagens e filmes que utiliza todos os núcleos do processador. Nós utilizamos o programa para renderizar uma imagem pesada em um projeto chamado Gooseberry Benchmark. O gráfico abaixo apresenta o tempo em segundos gasto na renderização, de forma que, quanto menor o valor, melhor. No Blender, o Dell Precision 5530 2 em 1 foi 38% mais rápido do que o Dell Inspiron 15 5570-A30C. V-RAY O V-Ray Benchmark é uma ferramenta de medição de desempenho do processador e da placa de vídeo em tarefas de renderização de imagem. Ele renderiza duas imagens, uma utilizando o processador (CPU) e outra a placa de vídeo (GPU). Rodamos o teste nos processadores testados e comparamos o tempo gasto no teste CPU no gráfico abaixo. No V-Ray Benchmark, o Dell Precision 5530 2 em 1 foi 46% mais rápido do que o Dell Inspiron 15 5570-A30C. As principais especificações do Dell Precision 5530 2 em 1 que nós analisamos incluem: Dimensões: 354 x 235 x 16 mm (L x P x A) Peso: 2,0 kg Tela: 15,6 polegadas, 1920 x 1080, sensível ao toque Processador: Intel Core i7-8706G (quatro núcleos, oito threads, clock base de 3,1 GHz, clock turbo de 4,1 GHz, cache de 8 MB, TDP de 65 W) Chipset: integrado ao processador Memória: 16 GiB DDR4-2400, soldada à placa-mãe Chip gráfico: Intel HD 630 integrado ao processador, Radeon Pro WX Vega M GL com 4 GiB de memória dedicada HBM2 Armazenamento: SSD SK hynix SC311, 128 GiB, M.2 2280, SATA-600 Unidade óptica: nenhum Webcam: sim, HD + câmera infravermelha Rede com fio: não (inclui adaptador) Rede sem fio: IEEE 802.11ac de banda dupla, Intel 8265S2W Bluetooth: sim, 4.1 Portas: quatro portas USB 3.1 gen1 tipo C, duas compatíveis com DisplayPort e duas compatíveis com Thunderbolt 3 Leitor de cartões de memória: sim, padrão MicroSD Sistema operacional: Windows 10 Pro Mais informações: https://www.dell.com/ Preço no Brasil: R$ 23.958,00 (na configuração testada) O Dell Precision 5530 2 em 1 nos pareceu um excelente notebook. Ele é muito robusto e seu acabamento é impecável. A tela tem uma qualidade de imagem excelente e, graças às bordas muito finas, o notebook é extremamente compacto para um modelo com tela de 15,6 polegadas. O fato de ser um "2 em 1", podendo ser usado como tablet, também o torna muito interessante. Seu desempenho é excelente para um notebook compacto. O processador Core i7-8706G oferece um excelente poder de processamento, tanto no processador propriamente dito, quanto no chip gráfico que o acompanha, que ainda traz 4 GiB de memória de vídeo dedicada. Embora não seja voltado a jogos, fica claro que o Dell Precision 5530 2 em 1 também é capaz de rodar jogos decentemente, tendo em vista o seu hardware. Quanto à bateria, deixamos o notebook rodando vídeos do YouTube, com brilho da tela no máximo, até que ele se desligasse por falta de bateria, o que aconteceu depois de cerca de 3 horas e meia, o que é uma marca razoável. O áudio do notebook é muito bom, ainda mais para um notebook compacto. Ele também foi silencioso, mantendo um nível de ruído de 52 dB quando totalmente exigido. Porém, a temperatura ficou longe da ideal. Rodando o Prime95, ele facilmente chegou a 96 graus Celsius (com temperatura ambiente de 26 graus Celsius). A nossa primeira crítica ao Dell Precision 5530 2 em 1 são as suas configurações de armazenamento. Na versão testada, ele vem com um SSD com ridículos 128 GiB. Em nossa opinião, dado o baixo custo dos SSDs atualmente, a sua configuração mais básica deveria ser com, no mínimo, 480 GiB, ainda mais que o modelo não permite a instalação de mais de um SSD. Ao fazer a compra, você pode optar por um SSD de maior capacidade, mas se você escolher um SSD padrão NVMe de 1 TiB, seu preço vai aumentar em R$ 3.654, o que é fora da realidade já que se encontra modelos com esta capacidade, como o Intel 660p, por menos de R$ 900. O que nos leva ao principal ponto do Dell Precision 5530 2 em 1: seu preço. Na configuração que testamos, ele custa praticamente 24 mil reais. Mesmo se ele já viesse com dois SSDs de 1 TiB, tela 4K, caneta ativa para uso na tela (que é vendida separadamente), chip gráfico topo de linha e processador topo de linha de última geração, este valor provavelmente ainda seria injustificável. Se você escolher a versão mais básica, com o processador Core i5-8305G e SSD de 128 GiB, ele sai por "apenas" R$ 19.875, mas se você optar pelo modelo mais completo, com o Core i7-8706G e um SSD de 2 TiB, ele pula para astronômicos R$ 31.461. Assim, o Dell Precision 5530 2 em 1 é um excelente notebook, mas seu preço exorbitante o torna uma boa escolha apenas se você tem dinheiro sobrando e gosta de pagar caro pelos seus produtos. Pontos fortes Design compacto e robusto com chassi de metal Versátil, podendo também ser utilizado como tablet ou no formato tenda Processador com bom desempenho Vídeo dedicado com bom desempenho Tela sensível ao toque de excelente qualidade Pontos fracos Extremamente caro para o que oferece Não permite expansão de memória (RAM) Suporta apenas um SSD, sem espaço para um segundo Não há sentido em um notebook desse preço vir com SSD de apenas 128 GiB Poderia ter pelo menos uma porta USB 3.0 tipo A

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