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Review | Teste - Western Digital WD Green 240GB SATA 2.5"


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Olá a todos, neste review | artigo de hoje estarei testando um SSD da Western Digital bem conhecido no mercado por seu baixo custo e bom custo benefício, estou me referindo ao Western Digital WD Green 240GiB que vem no padrão de 2.5” com barramento SATA III.

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Figura 1: Foto ilustrativa SSD Western Digital WD Green 240GiB.

 

Antes de iniciarmos os testes, daremos uma breve olhada em suas especificações que o fabricante disponibiliza em seu site, podemos ver à seguir:

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Figura 2: Especificações do site do fabricante.

 

À seguir podemos ver algumas especificações mais detalhadas deste SSD:

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Figura 3: Especificações mais detalhadas.

 

Agora vamos dar uma olhada como vem a embalagem do produto e depois veremos internamente o SSD para que possamos descobrir a qualidade de seus componentes internos como seu devido controlador, NAND Flashs e caso possua, sua DRAM Cache.

 

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Figura 4: Caixa em sua parte Frontal.

 

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Figura 5: Caixa em sua parte traseira.

 

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Figura 6: Removendo o SSD de dentro da Caixa.

 

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Figura 7: Western Digital WD Green em sua parte frontal.

 

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Figura 8: Western Digital WD Green em sua parte traseira.

 

Agora sim vamos para o que realmente importa, farei a abertura do SSD para que possamos ver sua construção Interna. Neste caso o SSD requereu um pouco mais de prática para abrir pois não possui parafusos em sua parte externa, apenas travas de plásticos que precisam de cuidado ao se abrir para não quebrarem.

 

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Figura 9: WD Green aberto.

 

ESPECIFICAÇÕES DE COMPONENTES INTERNOS:

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Figura 10: Especificações de Componentes Internos.

 

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Figura 11: Remoção da parte superior do SSD podemos o PCB.

 

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Figura 12: Foto do PCB do WD Green.

 

À seguir veremos fotos dos componentes internos do SSD:

 

CONTROLADOR

 

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Figura 13: Controlador Sandisk 20-82-00469.

 

Neste caso este SSD faz a utilização de um controlador de baixo custo da Sandisk 20-82-00469 que pode ser encontrado também nas variantes WD Green no formato M.2. Infelizmente a Sandisk não disponibiliza informações técnicas deste controlador, sei apenas que este controlador oferece suporte a NANDs 3D TLC e é um controlador DRAM-LESS.

 

DRAM CACHE

Neste caso este SSD não possui DRAM Cache para armazenar as tabelas de mapeamento (FTL) para que possa ajudar a melhorar o seu desempenho, portanto suas tabelas são armazenadas diretamente nas NANDs 3D TLC.

 

NAND FLASH

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Figura 14: Foto NAND Flash Sandisk 60324 064G.

Em relação à seus chips de armazenamento este SSD possui 4 NAND Flashs, sendo 2 em sua parte superior ao lado do controlador e 2 em sua parte traseira do PCB, embora o SSD seja DRAM-LESS, pelo fato de ter mais de 1 ou 2 NAND Flash pode fazer com que o controlador, caso ele suporte, trabalhar com mais canais ativos melhorando a paralelização e por isso melhorar o desempenho do Drive. Infelizmente a Sandisk não informa novamente nada destes chips de memória, Sandisk tem esse péssimo hábito, neste caso não encontrei este modelo de chip em mais nenhum modelo de SSD no mercado nacional, talvez seja possível encontra-lo em SSDs Chineses de baixo custo.

 

CURIOSIDADES SOBRE O WESTERN DIGITAL WD GREEN 240GiB.

 

Após ter lido diversos reviews de uma infinidade de SSDs descobri que da mesma forma que chips de memória RAM em um pente de memória podem mudar mesmo sendo de mesmo fabricante e modelo, por exemplo você pode comprar 2 kits separados Hyper-X Predator e vir com chips diferentes.

 

Em SSDs o mesmo ocorre, entretanto isto ocorre mais com componentes como NAND Flashs e DRAM Cache, em alguns casos mais específicos já vi componentes como controlador foi trocado depois de um certo número de vendas. Em alguns casos mais extremos já vi mudanças drásticas onde uma variante possuía DRAM Cache e outro era DRAM-Less e até mesmo com tipos de NAND Flashs diferentes (MLC / TLC / QLC).

Este modelo de SSD ocorre algo assim, mais especificamente com seu controlador, que em uma variante anterior acompanha uma controlador Silicon Motion SM2258XT que veremos à seguir, mas depois de um certo tempo a Western Digital atualizou este modelo de SSDs com controladores Sandisk, que infelizmente não encontra-se nenhuma informação deles na Web.

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Figura 15: Controlador Silicon Motion SM2258XT. (Fonte: Clube do Hardware)

Neste caso o Controlador SM2258XT é uma variante mais simples do Silicon Motion SM2258 que é a versão mais completa. Neste caso as principais diferenças entre o SM2258 e o SM2258XT são suas velocidades máxima teórica suportada, sequencial e aleatória, além de outros detalhes que podemos ver à seguir:

 

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Figura 16: Diferença SM2258 vs SM2258XT.

 

Como podemos ver acima, o SM2258 além de ter suporte à DRAM Cache também possui suporte à velocidades sequenciais e aleatórias maiores que sua variante XT. Além de suportar até 32 NAND Flashs ao total sendo 8 por cada canal, enquanto o SM2258XT possui suporte à 16 apenas, com 4 por canal.

Outro fator que mudou também nestas variantes do WD Green foi as NAND Flashs que foram alteradas, em sua antiga variante(PCB Azul) possuía 4 NAND Flashs com demarcações Sandisk 05497 064G que também não foi possível encontrar detalhes destas NAND Flash.

 

METODOLOGIA DE TESTES

 

Bom... estes são seus componentes internos agora vamos aos testes... neste caso estarei utilizando ferramentas que qualquer usuário conseguiria baixar e utilizar, sendo eles o Crystal Disk Mark, Atto disk benchmark, Anvil Storage utilities, AS SSD e PCMark 10(versão PAGA), GTA V para teste de tempo de carregamento do games, e tempo de carregamento de Boot do Windows 10. Ressaltando apenas que farei estes testes sintéticos com diferentes valores de espaço livre no SSD de teste, devido os SSDs ficarem mais lentos ao se encherem por completo, desta forma poderemos ver isso com mais detalhes.

 

BANCADA DE TESTES

 

 

Sistema Operacional: Windows 10 Pro 64-bit (Build: 2004, Compilação: 19041:512)

Processador: Intel Core i5-3330 (4C/4T)

Memória RAM: 4x4 GB DDR3-1600MHz Corsair (c/ XMP)

placa-mãe: ASUS Z77 Sabertooth (Bios Ver.: 2104)

Placa de Vídeo: GTX 780 Windforce Gigabyte 3X OC

Armazenamento (OS): Samsung EVO 860 500GiB (firmware atualizado c/ 62GB de OP)

SSD à ser testado: Western Digital WD Green 240GiB. (Firmware: UF220400)

 

CRYSTAL DISK MARK

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Figura 17: Teste Crystal Disk Mark WD Green 0% espaço utilizado.

 

Neste teste acima podemos ver que o WD Green em relação às suas velocidades de leitura e gravação sequencial cumpre o que promete em um trabalho de curto prazo de tempo, com relação às suas velocidades aleatórias em Q1T1 entregou velocidades bem abaixo de SSDs como MX500 de 250GiB e Samsung EVO 860 500GiB, porém este SSD trata-se de uma versão de baixo custo.

À seguir veremos um teste utilizando o Crystal Disk mark comparando suas velocidades de escrita e leitura sequencial com diferentes tamanhos de espaço livre no SSD, desta forma podemos ver o quanto o SSD perde performance enquanto ele se enche.

 

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Figura 18: Gráfico comparativo Crystal Disk Mark Q32T1(0% à 100% de espaço usado).

 

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Figura 19: Gráfico comparativo Crystal Disk Mark Q1T1(0% à 100% de espaço usado).

Conforme vemos nos gráficos acima, suas taxas de leitura e escrita sequencial e aleatória caíram bastante conforme o SSD foi se enchendo, e outro fator que fez com que suas velocidades ficassem ainda mais baixas foi o fato do SSD ter um buffer muito pequeno que conforme o SSD fosse se enchendo o seu buffer diminuía ainda mais fazendo com que suas taxas de velocidades caiam em cenários onde os benchmarks levam um certo tempo.

 

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Figura 20: Gráfico comparativo Crystal Disk Mark

 

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Figura 21: Gráfico comparativo Crystal Disk Mark

 

Nos gráficos acima podemos ver os resultados do WD Green onde obteve bons resultados em leitura e gravação sequencial se aproximando bem de SSDs mais topo de linha com DRAM Cache, porém em leitura e gravação aleatória, obteve um resultando bem a baixo em relação à outros SSDs, mas atente-se que são SSDs topo de linha sendo comparado com um SSD de entrada, em breve trarei outros SSDs DRAM-Less.

 

AS SSD

 

À seguir veremos comparações de velocidades sequenciais e aleatória além do tempo de acesso no WD Green em diferentes quantidades de espaço livre, para que possamos ver o impacto na performance que temos ao encher o drive.

 

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Figura 22: Gráfico comparativo AS SSD Sequencial (0% à 100% de espaço usado).

No teste acima podemos ver que o SSD obteve bons resultados fora algumas rodadas que obtiveram resultado muito menor devido o Buffer ter acabo durante o teste, tirando isto mesmo com o SSD com quase nada de espaço livre obteve valores consistentes.

 

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Figura 23: Gráfico comparativo AS SSD – Tempo de Acesso (0% à 100% de espaço usado).

 

No gráfico que podemos ver acima, é possível vermos que os tempos de leitura aumentou gradativamente, obtendo resultados bem alto em relação à outros SSDs sendo melhor apenas que um HD, que poderemos ver à seguir.

 

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Figura 24: Gráfico comparativo AS SSD – Tempo de Acesso.

 

ANVIL STORAGE UTILITIES

 

Nos gráficos à seguir poderemos ver o impacto de performance utilizando o Anvil Storage Utilities para medirmos essa possível queda de desempenho em queue depths de Q4T1 e Q1T1 que são cenários de leitura e gravação aleatória mais próximos da realidade.

 

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Figura 25: Gráfico comparativo Anvil Storage Utilities Q4T1(0% à 100% de espaço usado).

 

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Figura 26: Gráfico comparativo Anvil Storage Utilities Q1T1(0% à 100% de espaço usado).

 

Acima podemos ver testes de 0% a 100% de espaço utilizado e podemos ver que em Q4T1 quando passamos de 50% de espaço utilizados suas taxas de leitura caíram bastante, embora isso seja devido possivelmente ao buffer ter se esgotado, devido ser um buffer muito pequeno como poderemos ver à seguir.

Em Q1T1 obteve resultado similares à Q4T1 com velocidades menores, porém mais consistentes.

 

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Figura 27: Gráfico comparativo Anvil Storage Utilities Q4T1

 

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Figura 28: Gráfico comparativo Anvil Storage Utilities Q1T1

 

Nos testes que podemos ver acima, temos alguns gráficos comparativos que podemos compara o WD Green com outros modelos de SSDs, em Q4T1 podemos ver que sua taxa de leitura Q4T1 4KiB aleatória foi cerca de 2x mais lento que outros SSDs, enquanto sua taxa de escrita chegou à ser em alguns cenários quase 4x mais lento, porém os outros SSDs possuíam um SLC Cache(Buffer) bem maior e tinham DRAM Cache, controlador superior, dentre outros fatores que fazem com que estes SSDs obtivessem um desempenho melhor.

Em Q1T1 4KiB, sua velocidade de leitura foi muito próxima de um Crucial MX500 de 250GiB o que é muito bom, porém sua gravação foi muito inferior.

 

TESTE DE CARREGAMENTO DE PROJETOS – SONY VEGAS

 

À seguir veremos um teste prático de mundo real, onde utilizaremos o Sony Vegas para medirmos o tempo médio de abertura de um projeto grande neste software, neste caso não será medido tempo de renderização pois tendo em vista que isso é algo mais relacionado ao processador e placa de vídeo, neste teste focaremos no tempo que levaríamos para fazer a abertura de um projeto de aproximadamente 13,6GB.

 

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Figura 29: Gráfico comparativo Sony vegas – Tempo de carregamento de Projeto – 13,6GB.

 

Como podemos ver no gráfico acima, houve um empate técnico entre o Samsung 860 EVO 500GB, MX500 250GB e T-Force, sendo que o WD Green foi cerca de aproximadamente 42% mais lento para carregar este projeto no sony vegas, sendo superior apenas ao HD que foi mais de 2x mais lento que o WD Green.

 

TESTE PCMARK 10

 

Neste teste foi utilizado a ferramenta de Storage test, usando o teste “Full system Drive Benchmark” que faz testes leves e pesados no SSD, à seguir veremos a pontuação do Western Digital WD Green 240GiB:

 

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Figura 30: Gráfico comparativo – Score – PCMark 10 – Full System Drive Benchmark.

No benchmark acima, utilizando o PCMark 10 Full System Drive Benchmark onde ele testa o drive escrevendo mais de 200GB de dados, vemos que o T-Force e o Samsung lideram logo na frente do MX500 enquanto o WD Green ficou bem atrás do MX500 que foi quase 3x mais rápido que o WD Green, isso pelo fato de ter um firmware melhor desenvolvido, controlador superior, ter DRAM Cache, ter um volume de SLC Caching maior e ter NANDs de melhor qualidade, no entanto o WD Green foi melhor apenas que um HD de 1TB(2x mais rápido).

 

TESTE DE TEMPO DE CARREGAMENTO DE GAMES E WINDOWS

 

Neste teste faremos uma comparação entre 3 SSDs e um HD utilizando uma instalação limpa do Windows 10 Build 2004 (a partir do momento em que surge o logo do Windows) junto do GTA 5 abrindo o modo campanha, vejam à seguir os gráficos.

 

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Figura 31: Tempo de carregamento do Windows 10 Pro(2004)

Como podemos ver acima, a diferença destes SSDs foi basicamente nula, sendo possível apenas notar em relação ao HD que foi mais de 3x mais lento no tempo de boot do Windows.

 

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Figura 32: Tempo de carregamento do game GTA V em seu modo campanha.

Com o game GTA5 o mesmo se repete tendo uma diferença visível apenas ao se comparar com um HD 7200RPM.

 

TESTE DE VELOCIDADE SUSTENTADA | SLC CACHING

 

A grande maioria de SSDs no mercado atualmente utiliza como base essa tecnologia de SLC Caching onde certo percentual de sua capacidade armazenamento, seja ele MLC(2 bits p/ célula) ou TLC (3 bits p/ célula) ou QLC (4 bits p/ célula), é usado para armazenar apenas 1 bit por célula, que no caso é usado como um buffer de escrita e leitura, onde o controlador inicia a gravação nessa região, e quando o Buffer se esgota ele escreve nas NAND Flashs nativas (MLC / TLC / QLC).

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Figura 33: Foto ilustrativa – NANDs SLC – MLC – TLC – QLC.

 

Neste caso conforme for maior densidade células em si para armazenar mais bits, mais lenta ela será no tempo de acesso e leitura, e na velocidade de gravação, portanto SLC seria a mais rápida porém a mais cara para se fazer pois a densidade em si é bem baixa sendo inviável termos SSDs de altíssima capacidade nativamente com NAND Flashs SLC. E por isso temos o SLC Caching, onde um SSD TLC por exemplo que é mais lento porém tem uma densidade maior (maior capacidade por NAND Flash) usa uma pequena parte para armazenar apenas 1 bit por célula e quando esse Buffer se enche ele escreve nativamente nas NANDs TLC, e é nesse momento que vemos uma queda de performance em SSDs. No teste à seguir faremos uma simples cópia de um arquivo de um SSD para o outro para vermos esse Buffer em ação.

 

 

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Figura 34: Teste SLC Cache | Velocidade Sustentada.

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Figura 35: Teste SLC Cache | Velocidade Sustentada.

Neste modelo de SSD, foi constatado que sim ele possui SLC Caching, entretanto, ele possui um volume muito baixo de SLC Caching que após ser totalmente preenchido suas velocidades caem drasticamente como podemos ver nos testes acima, neste caso este SSD possui um volume de SLC Cache de 2 à 5GB. Felizmente este buffer depois de cheio consegue se recuperar de forma rápida, durante os testes o SSD conseguiu manter-se na casa dos ~ 400 MB/s enquanto o buffer tinha espaço livre, porém quando este buffer se encheu, o SSD continuou até o final do teste com flutuações entre 100 à 160 MB/s.

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Figura 36: Teste SLC Cache | Velocidade Sustentada.

No teste acima utilizando o HD Tune Pro podemos ver o pequeno buffer deste SSD em ação, onde no início do teste tivemos velocidades acima dos 400 MB/s e durante o resto do teste até seu fim manteve-se uma velocidade de aproximadamente 100 a 150 MB/s.

 

TESTE CÓPIA DE ARQUIVOS

 

Neste outro teste será feito a cópia de arquivos de um SSD para o outro para ver como se sai durante a cópia de um arquivo grande e vários de tamanho menor, neste caso foi utilizado a ISSO do Windows 10 2004 de 6.25GB(1 arquivo) e sua versão extraída com o Winrar para uma pasta contendo 1.874 arquivos menores.

 

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Figura 37: Teste de cópia 1 arquivo 6.25GB.

 

Neste teste podemos ver que o WD Green obteve um valor meio alto em relação a este teste, isso ocorre devido seu pequeno buffer que se esgotou rápido, onde durante os primeiros 2 à 5 GB ele copiou o arquivo por volta dos 500 MB/s e durante o esgotamento do Buffer até o fim do teste, manteve velocidades próximas de ~ 160 MB/s.

 

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Figura 38: Teste de cópia de uma pasta contendo 1.874 arquivos (6.25GB)

Neste teste podemos ver que o WD Green sofreu um pouco depois de seu buffer ter esgotado, e em alguns casos suas velocidades cairão abaixo dos 100 MB/s fazendo com que tivesse demorado ainda mais para realizar a transferência.

 

SOFTWARE SSD

 

Este SSD acompanha um software chamado de “Western Digital – Dashboard” que pode ser baixado diretamente através do site da fabricante, neste trecho deste artigo iremos abordar o software em si.

À seguir veremos algumas screenshots do software do Dashboard.

 

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Figura 39: Software Dashboard – Tela principal – Status.

Nesta tela, vemos diversos informações do dispositivo, como a saúde dele, que está indicando 98% neste SSD, vemos os volumes ou partições que foram criadas, porcentagem de espaço livre e usado, informações da versão do Firmware do SSD, além de sua temperatura de operação em um breve período de tempo.

 

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Figura 40: Software Dashboard – Performance.

Nesta outra tela, temos alguma opções onde podemos habilitar ou desabilitar o T.R.I.M. do SSD, “Write Cache” (SLC Caching), e temos um gráfico de performance, onde podemos ver suas taxas de escrita e leitura em MB/s e IOPs além de sua temperatura.

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Figura 41: Software Dashboard – Tools.

Nesta outra tela, “Tools” é uma janela voltado as ferramentas que o SSD possui, como capacidade de criar mídia bootável, apagar partições do Drive, realizar atualização de Firmware do SSD, temos a sessão do S.M.A.R.T. onde podemos fazer um teste curto e um estendido para sabermos a integridade do SSD, além de termos a opção de baixarmos o Acronis (software de clonagem de disco) em “Additional Software”. Junto disso temos 2 abas em configurações avançadas que podemos ver brevemente dados do dispositivo de armazenamento e dados do Sistema operacional em si.

 

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Figura 42: Software Dashboard – “Settings” - Configuraões.

 Nesta última tela, temos a sessão de procurar e realizar update do Western Digital Dashboard apenas, onde ele se conecta com os servidores da Western Digital e baixa e instala sua versão mais recente.

 

TEMPERATURA DE OPERAÇÃO

Conforme os SSDs vão ficando cada vez mais rápido, é comum alguns de seus componentes estarem sujeitos a esquentarem mais, e da mesma forma que um processador, ou uma placa de vídeo pode perder performance devido ao termal throtling, um SSD também pode. Neste trecho abordaremos as temperaturas de operação que o SSD teve durante a bateria de teste, para que possamos saber se ocorreu algum termal throtling.

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Figura 43: Crystal Disk Info – Temperatura – WD Green 240GB.

Como podemos ver acima, este SSD não sofreu com termal throtling, devido sua temperatura ficou bem amena, esta temperatura de 43ºC em média foi em seu controlador que é o “Cérebro” de um SSD, caso ele esquente demais ele reduz sua performance para que não sofra algum dano físico com o decorrer do tempo, felizmente isso não ocorreu neste SSD.

 

CONCLUSÃO

Mas afinal, vale a pena investir neste SSD Western Digital WD Green? Talvez, para aquele usuário que pretende fazer atividades simples, como um home office, ou para atividades cotidianas este SSD entrega o que promete mesmo com algumas peculiaridades, porém em si é um SSD decente que é superior aos A400 da Kingston e Sandisk Plus. Agora em relação à seu preço, nos dias atuais (22/10/2020) ele se encontra na faixa dos R$229,99 até os R$300, enquanto SSDs como o Crucial BX500 estão na mesma faixa de preço, o que em minha opinião inviabiliza a compra deste SSD, caso o BX500 fosse mais caro, sim eu recomendaria este SSD, porém o BX500 possui um controlador melhor e um volume de SLC Caching maior, providenciando um desempenho mais constante por um maior tempo.

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Excelente análise! Poxa, mais de 2 ms de tempo de acesso e média de apenas 134 MB/s em transferências longas é bastante decepcionante pra um SSD, mesmo de "baixo" custo (que nem é tão baixo comparado com a concorrência, inclusive da própria empresa). 

Uma pequena correção, acredito que na figura 10 o título tenha sido trocado por engano (o conteúdo me parece correto).

 

 

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@Shaman93 Sim , corrigi aqui, é que utilizo esta mesma tabela para todos os que eu fiz, só havia esquecido de trocar o nome, basta atualizar a página, e sim as latências foram altíssimas, fiz diversas vezes para ver se eram alguma instabilidade e tentei em outra máquina e o mesmo se ocorre, isso quando o Buffer se acaba, quando está com espaço a latência é bem menor.

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  • Membro VIP

@Shanks. Obrigado, fico feliz que tenha gostado, espero que tenha sido útil.

 

Neste caso com estes testes, principalmente os de SLC Caching, espero que o pessoal fique atento nesse detalhe em relação a este Buffer que é importantíssimo e vejo quase ninguém falando dele.

  • Obrigado 1
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