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Teste da tecnologia StoreMI da AMD

       
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 8 comentários

Testamos a tecnologia StoreMI da AMD, que permite utilizar um SSD para acelerar o acesso aos seus programas e dados armazenados em um disco rígido ou SSD mais lento. Confira!

Teste da tecnologia StoreMI da AMD
Rafael Coelho Editor-chefe do Clube do Hardware

Introdução

A tecnologia StoreMI da AMD permite utilizar um SSD para aumentar o desempenho no acesso de um disco rígido ou mesmo de um SSD, competindo diretamente contra a tecnologia Rapid Storage da Intel. Vamos ver como esta tecnologia funciona e se vale a pena utilizá-la.

O conceito por trás da tecnologia StoreMI não é novo: a Intel já oferece algo parecido desde 2011, com a tecnologia Rapid Storage (que utiliza um SSD como cache para um disco rígido), e mais recentemente, com a memória Optane, que funciona como um cache de baixa latência.

No entanto, a tecnologia StoreMI apresentada pela AMD tem um funcionamento um pouco diferente do modelo da Intel.

Em um sistema de cache como aquele utilizado pela Intel e por discos rígidos híbridos, os dados ficam todos efetivamente gravados no disco rígido, e o sistema cria uma cópia dos dados mais acessados dentro da unidade SSD mais rápida. Assim, quando estes dados são requeridos pelo sistema, eles são lidos do SSD e não do disco rígido, mas como o SSD armazena apenas uma cópia desses dados, o espaço oferecido por ele não fica disponível para o usuário. Assim, se você tiver um disco rígido de 1 TB combinado com um SSD de 120 GiB, o espaço disponível para o usuário continua sendo de 1 TB.

Já no sistema utilizado pela tecnologia StoreMI, ao unir um disco rígido de 1 TB com um SSD de 120 GiB, é criada uma unidade de armazenamento virtual cuja capacidade é igual à soma das capacidades das duas unidades, tal como em arranjos JBOD (Leia o nosso tutorial "Tudo o que você precisa saber sobre RAID" para saber o que é um arranjo JBOD). A grande sacada é que o sistema distribui os dados de forma inteligente, mantendo os dados mais utilizados na porção mais rápida e o restante na porção mais lenta.

Assim, uma combinação ("Tier", que é a nomenclatura utilizada nesta tecnologia) vai ser sempre composta por duas unidades, o "Slow Tier" (unidade mais lenta, que pode ser um disco rígido ou SSD) e o "Fast Tier" (unidade mais rápida, que deve ser um SSD).

Atualmente, o StoreMI só permite um "Fast Tier" de, no máximo, 256 GiB. Se o SSD utilizado para esta função tiver uma capacidade maior do que esta, o espaço restante ficará disponível como uma unidade virtual. Assim, se você utilizar, por exemplo, um SSD SATA de 1.000 GiB como "Slow Tier" e um SSD PCI Express de 512 GiB como "Fast Tier", após a implementação do StoreMI ficará com uma unidade de 1.256 GiB e outra de 256 GiB.

Outra característica da tecnologia StoreMI é que ela pode ser utilizada na unidade principal (aquela onde o Windows está instalado) ou em uma unidade secundária. A tecnologia Optane da Intel, por outro lado, só pode ser utilizada para acelerar a unidade principal.

Além da combinação de duas unidades de armazenamento, a tecnologia StoreMI ainda permite que 2 GiB de memória RAM sejam alocados como cache. Isto permite acelerar leitura e escrita mas, obviamente, este cache é apagado cada vez que o computador é desligado ou reiniciado.

A tecnologia StoreMI está disponível gratuitamente para placas-mãe soquete AM4 com chipset da série 400 (B450, X470) e para soquete TR4 (chipset X399). Para placas-mãe da série 300 (A320, B350 e X370) o software Enmotus FuzeDrive, na qual a StoreMI é baseada, está disponível para compra por US$ 19,99 na versão básica (até 128 GiB de SSD, 2 GiB de cache de RAM) ou US$ 59,99 na versão Plus (até 1 TiB de SSD, 4 GiB de cache de RAM).

Na próxima página vamos ver como é o processo de configuração da tecnologia StoreMI.

Editado por Rafael Coelho

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Comentários de usuários


É uma excelente alternativa para quem quer usar um SSD M.2 de baixa capacidade.

 

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Ótimo artigo! Já estava na hora de alguém desmistificar essa tecnologia e testar sua performance! Se minha placa fosse 450 certamente eu tentaria mas não vou me dar ao trabalho de comprar o software pra isso. Até porque meu SSD é SATA, nem deve dar tanta diferença hehehe

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o StoreMi e o FuzeDrive são excelentes, a única queixa que eu tenho é ele só funcionar no windows 10, ele renderia bem no windows server e nas distros linux.

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Quanto a funcionar apenas no windows 10, o problema é mais "embaixo", no meu caso, não existem drivers para Windows 8.1 para o Vídeo Vega 11 do Ryzen 5 2400G, estou preso no windows 10. Até gostaria de tentar um linux...

 

Achei interessante, pois não preciso comprar uma unidade ssd grande, pode ser um de 120G que acho que já ajudaria muito.

Vou ver se compro um de 240G, visto que a diferença não é tanto assim.

 

A minha placa é uma com chipset 350, então precisarei comprar o software? 20 dólares..., acho melhor comprar um ssd maior kkkkk, 240G dá para usar de principal...

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Fiz recentemente um upgrade completo com Ryzen7 2700X + MB ASUS Prime X470 PRO + SSD Kingston 960 M2 + Memória DDR4 3200 64GB + MSI GeForce RTX 2080 Ti Gaming X TRIO, 11GB + 2 HD de 6TB cada, espero estar preparado para o Ryzen 9 3900X 12 núcleos e 24 threads a ser lançado em julho e usando essa tecnologia StoreMI terei uma máquina soberba e rápida para qualquer atividade, e agora finalmente para suporte a IA.

 

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15 horas atrás, Mark285 disse:

Fiz recentemente um upgrade completo com Ryzen7 2700X + MB ASUS Prime X470 PRO + SSD Kingston 960 M2 + Memória DDR4 3200 64GB + MSI GeForce RTX 2080 Ti Gaming X TRIO, 11GB + 2 HD de 6TB cada, espero estar preparado para o Ryzen 9 3900X 12 núcleos e 24 threads a ser lançado em julho e usando essa tecnologia StoreMI terei uma máquina soberba e rápida para qualquer atividade, e agora finalmente para suporte a IA.

 

Ô louco, gastou o que nisso tudo aí? uns 30 mil? kkkkkk só de curioso mesmo...

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@Rafael CoelhoExcelente análise! Uma sugestão, acredito que seria interessante incluir os dados dos SSDs 'puros' (acredito que já haja de outros testes, certo?), pra ser possível verificar qual a perda de desempenho do HD acelerado pelo SSD contra o SSD sozinho.
Outra questão pertinente mas que foge um pouco ao escopo do teste é sobre a segurança dos dados armazenados na unidade virtual HD+SSD. Caso qualquer uma das unidades falhe os dados são corrompidos? Nesse caso a chance de falha dos dois equipamentos é aditiva e a tecnologia passa a ser pouco interessante pra quem lida com informações sensíveis, por exemplo.

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20 minutos atrás, Shaman93 disse:

@Rafael CoelhoExcelente análise! Uma sugestão, acredito que seria interessante incluir os dados dos SSDs 'puros' (acredito que já haja de outros testes, certo?), pra ser possível verificar qual a perda de desempenho do HD acelerado pelo SSD contra o SSD sozinho.
Outra questão pertinente mas que foge um pouco ao escopo do teste é sobre a segurança dos dados armazenados na unidade virtual HD+SSD. Caso qualquer uma das unidades falhe os dados são corrompidos? Nesse caso a chance de falha dos dois equipamentos é aditiva e a tecnologia passa a ser pouco interessante pra quem lida com informações sensíveis, por exemplo.

Sim, está citado na página de conclusões, se uma das duas unidades pifar, todos os dados são perdidos.

Obrigado pela sugestão, realmente teria sido interessante acrescentar, a questão é que repetir a instalação e configuração do sistema em cada um dos SSDs e isso seria complicado em termos de tempo.

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