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boa noite, li em um artigo sobre transformador isolador, sobre ele proteger o usuario de possiveis choques.

Gostaria de entender como funciona essa questão, um trafo de 220v de 1 para 1, caso eu venha a encostar na fase no secundario não tomaria choque??

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Em uma rede "viva" ao encostar no fio fase poderá circular uma corrente desde esse ponto, onde está em contato com o fio fase, através de seu corpo, até algum local de seu corpo que esteja mal ou bem em contato com o terra, com o piso ou com uma parede.  A energia elétrica de sua casa está referenciada a massa, ao aterramento pelo fato do fio neutro da mesma estar ligado ao aterramento na entrada de sua instalação.

Essa corrente, sentida pelo seu corpo, se dá o nome de choque elétrico.

Se eliminares o contato de seu corpo com o aterramento (um sapato de borracha, ou tênis por exemplo) cessa a possibilidade de se estabelecer essa corrente. Um segundo modo de não se tomar choque é fazer com que a alimentação não se referencie ao aterramento.. Esse modo se consegue através de um transformador isolador. Seu enrolamento primário é ligado ao fase e neutro, que está referenciado (ligado) ao aterramento. Seu enrolamento secundário fica sem referência alguma (não se conecta ao aterramento) e desse modo não tem como se tomar choque do modo como foi explicado lá no início..

 

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Visão prática ajuda? Eu (eu) não me sentiria a vontade em com o pé no chão molhado, abraçar uma lava louça 220 de inox sabendo que uma fase está conectada no metal mas que esta está alimentada por um trafo isolador... Ou seja, não confio cegamente na teoria da isolação deste trafo. Ele tem fuga mínima permissível por normas mas mesmo assim... to fora. A capacitânciazinha entre primario e secundário me perturba. Faça o teste e me fale...

Agora pra simples medição da rede ac há alternativa ao trafo isolador. Não devo falar sobre isso... de novo.

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Perfeito, obrigado por todas as respostas, a duvida me veio, ao fato de equipamentos hospitalares, usarem essa ideia para proteger os medicos em caso de contato acidental, e buscando na net, não achei muita referencia sobre isso.

Quanto a ideia de fazer o teste, somente assim posso confirmar!. Isadora, caso eu não venha mais a interagir nesse tópico, é por que o teste não foi bem sucedido.

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21 horas atrás, aphawk disse:

@Junior Jr ,

 

Se você encostar em apenas um dos fios do secundário, não vai levar nenhum choque.

 

Paulo

Dando continuidade ao topico, tenho na bancada um mini disjuntor de 4A + DR  que alimenta um filtro de linha, esse trafo deve vir antes ou depois do DR, considerando tambem esse trafo de 500VA, devo redimencionar esse Disjuntor para 2A para não correr o risco de sobrecarregar o Trafo?

desde ja grato.

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@Junior Jr os equipamentos médicos tem um projeto diferente para que não haja deslgamento na primeira falha de isolação. Não é só o trafo isolador, é um esquema de aterramento que deve atender a norma técnica nbr5410 e normas internacionais.

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Preciso de um transformador desse para quando eu querer ver a senoide da tomada ninguém grite do banheiro "quem apagou a luz" hahahaha. Esqueci que  tinha IDR em casa e o terra do osciloscópio é ligado ao terra da tomada, não vale cortar o pino do meio hahaha.

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4 horas atrás, Marcelotronic disse:

Preciso de um transformador desse para quando eu querer ver a senoide da tomada ninguém grite do banheiro "quem apagou a luz" hahahaha. Esqueci que  tinha IDR em casa e o terra do osciloscópio é ligado ao terra da tomada, não vale cortar o pino do meio hahaha.

Eu cortei o pino do meio no meu! 

Mas mesmo assim, quando eu quero ver a senoide da rede elétrica, uso um trafo qualquer de 12 ou 24V. 

Assim nem precisa usar a ponteira x10. 

  • 5 anos depois...
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@Renato.88  Não é necessário cortar o pino do meio, se vai medir a rede e precisa da referência de terra, já tem essa referência na tomada, não precisa dessa garra preta da ponteira do osciloscópio se já tem a referência de terra na tomada, não precisa aterrar duas vezes, já está referenciado.

Usar essa garra preta de forma desnecessária e redundante (por já ter essa referência na tomada) causa um risco de 50% de causar um curto circuito com fase, ou com sorte, um curto circuito com neutro se ele estiver carregado e desviado do potencial 0v (considerando TN-S, caso aterre a garra preta no neutro de forma desnecessária, metade da corrente do circuito passa pelo cabo terra), basta ignorar essa garra preta se o osciloscópio estiver aterrado, usando apenas a ponta de prova, impeça o contato da garra GND com qualquer ponto da rede que não seja o terra isolando a garra, e use a ponteira como se tivesse prendido a garra em algum lugar, porque na verdade a referência já está feita pelo pino terra da tomada.

Assim dá para medir até os ruídos do neutro da tomada além do fase com segurança.

 

Na verdade cortar o pino do meio do osciloscópio para poder ligar a garra terra em uma fase sem explodir causa um risco de choque elétrico, pois toda a carcaça e os conectores BNC estarão no mesmo potencial da fase da rede, não não é para cortar o pino do meio, basta não usar essa garra e não vai ter problema.

 

Em 18/05/2019 às 08:03, .if disse:

A capacitânciazinha entre primario e secundário me perturba.

 

Pelos testes que fiz com dois transformadores em configuração back to back, ou seja, usei um transformador para alimentar outro com baixa tensão, no caso usei um transformador de microondas com secundário modificado para 12v com fio isolado com zero vazamento para carcaça, alimentando um transformador menor com os 12v, a saída em 122v, isso é normal, sempre vai ter a indução eletromagnética e capacitiva, não importa o quanto esteja isolado, a chave de teste digital detecta os 12v no final do primeiro trasformador, e detecta os "110v" no final da bobina do transformador menor (que nesse caso está sendo o secundário), nunca que o início da bobina secundária dá essa indução (além da indução eletromagnética, sempre que houver dois condutores elétricos e uma camada isolante entre eles, se forma um capacitor), mas todos os outros TAPs tem essa indução, por essa característica do início da bobina, ele sempre é usado como referência 0v em trafos isoladores para ser o caminho de retorno para os capacitores Y que filtram ruídos, esse "terra" não serve para escoar energia estática porque é virtual, mas serve para que correntes de fuga, e ruidos (caso tenha os capacitores Y retornando para o "terra") retornem para o transformador sendo eliminados no mesmo, e ainda a chave de teste digital ou neon não vai detectar tensão alguma na carcaça, pois o início da bobina secundária elimina essa tensão por ser limpo da indução.

Mas claro, isso não vai livrar de uma fase de uma outra tomada da parede tocar a carcaça através de um cabo danificado e eletrizar essa carcaça, esse referencial terra só existe no secundário, é virtual, e apenas equipamentos ligados ao menos transformador devem ser interligados por cabos de sinais, assim estão equipotencializados em um potencial comum, o terra virtual.

Assim os circuitos trabalham sem interferências e fugas por lugares indevidos como se estivessem aterrados.

Agora se vai ter futuramente uma falha real da isolação entre primário e secundário, isso vai depender da qualidade da construção do transformador.

Para quem estiver em uma situação em que o fornecimento é em duas fases e não há neutro porque a concessionária não distribui, os eletrodutos forem antigos e obstruídos a ponto de não passar um cabo extra, e teria que quebrar tudo para colocar o aterramento real, de forma que fica tão caro que aterramento real é inviável, então usar um transformador isolador que não seja MIE, e instalado da forma correta é melhor do que nada, pelo menos os circuitos vão ser menos susceptíveis às interferências por conta do funcionamento do filtro capacitivo Y.

Mas claro, após o transformador, sempre tem que ter DPS (pode ser o iClamper pocket ou qualquer outro bom), isso por conta da FCEM que pode ocorrer quando se interrompe a corrente em qualquer bobina/transformador.

Postado

@Danrley_Silva

Acontece, que as vezes coloco equipamentos com circuitos desconhecidos no osciloscópio. 

Eu coloco o terra do cabo lá pra medir. 

E aí, se tiver com algum defeito onde ele tem contato da carcaça com a tomada, meu DR desarma e apaga a casa toda. 

Meu osciloscópio é antigo de tubo, mas dentro dele tem um trafo isolador. Então não faz sentido eu ligar a carcaça dele no terra da casa. 

Deixo o terra pra ser ligado nas coisas que eu quero medir. 

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Postado

@Renato.88 Isolar o osciloscópio funciona, mas não tem segurança, os próprios fabricantes de osciloscópio indicam isolar os circuitos que estão sendo medidos por um trafo isolador e não o osciloscópio, pois medir a placa eletrônica ligada direto na tomada normal (e essa a razão de ter isolado o osciloscópio para não dar curto) cria um risco de choque que poderia ser evitado, tanto na placa eletrônica, quanto no próprio osciloscópio.

Usa luvas de borracha quando está trabalhando nas placas? 😁 

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