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Vale a pena investir em um processador topo de linha para jogos?
por em Testes
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Conclusões

Após testarmos o desempenho em seis diferentes jogos atuais mantendo uma placa de vídeo intermediária (GeForce GTX 750) e trocando apenas o processador, a conclusão foi bem clara. Em dois desses jogos, os quatro processadores mostraram o mesmo desempenho. Em outros dois jogos, o Core i7-4770K teve desempenho equivalente ao do Core i3-4150 (enquanto os demais processadores tiveram desempenho inferior), e em dois jogos, O Core i7-4770K mostrou uma pequena vantagem em relação ao Core i3-4150..

Dessa maneira, nos parece claro que, ao utilizamos uma configuração com uma placa de vídeo intermediária, um processador intermediário como o Core i3-4150 não representa um “gargalo” para a maioria dos jogos, e um processador bem mais caro como o Core i7-4770K traz pouco ou nenhum benefício em termos de desempenho na maioria dos jogos. Isso porque a principal diferença hoje em dia entre um processador intermediário e um topo de linha é a quantidade de núcleos (físicos e/ou virtuais) disponíveis, e fica claro que a maioria dos jogos não se beneficia de mais do que quatro núcleos de processamento. Inclusive, isso já havia ficado claro em nosso teste do Core i7-5960X.

Assim, pudemos confirmar algo que todo bom conhecedor de hardware sempre repete: se você vai montar um computador para jogos com orçamento limitado, não vale a pena investir em um processador topo de linha; é muito mais negócio comprar um processador intermediário e utilizar o dinheiro economizado para comprar a melhor placa de vídeo possível.

Em alguns casos, até mesmo um processador de entrada como o Pentium G3220 ou um processador antigo como o Core 2 Quad Q8300 dá conta do recado direitinho. Porém, se você estiver montando um computador novo para jogos, nós não recomendamos essas opções: em alguns jogos, você perde desempenho; e, provavelmente, os títulos futuros poderão tirar proveito de um pouco mais de poder de processamento.

É importante ter em mente que nossas conclusões hoje podem não ser aplicáveis para uma placa de vídeo topo de linha, onde um processador intermediário pode representar um “gargalo” de desempenho. Neste caso, porém, a pessoa já dispõe de um bom orçamento e nem pensa em colocar um processador básico ou intermediário.

AUTOR
Rafael Otto Coelho
Rafael Otto Coelho
Editor-Chefe

Técnico em Eletrônica, Licenciado em Física e Mestre em Educação, Rafael Coelho é apaixonado por hardware, e trabalha como professor de Física em uma instituição de ensino superior. É também comentarista do nosso podcast e moderador do nosso fórum. Tem como hobby aeromodelismo. Mora em Pelotas/RS.

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