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Windows X Linux, qual é melhor opção a um usuário comum?


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Alguns temas abaixo 👇

 

• Vantagens e desvantagens gerais

• Compatibilidade em programas

• Um ser pago e o outro gratuito

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@Artur Victor S Gonçalves Excelente tema que você trouxe para o fórum, agradeço demais por isso.

 

Sobre o assunto em si, acredito que tanto o Windows 10 como o Windows 11 têm uma ligeira vantagem na questão da compatibilidade de arquivos e programas em relação ao Linux, principalmente na questão dos jogos que utilizam algum anti-cheat que precisa adentrar em camadas mais profundas do sistema.

 

Infelizmente, a versão original do Windows custa muito para o usuário comum, não faz sentido um usuário normal/doméstico do sistema pagar mais de R$ 1600 reais para uso próprio. A maioria pirateia, não posso dizer se isso faz a máquina perder desempenho ou não, mas é o caminho mais fácil. Linux é bem mais simples na questão de instalação e "ativação" do sistema.

 

Linux vale à pena para quem não vai utilizar o computador para uso pesado, que seria jogando, utilizando programas de edição/renderização de vídeos, já que o Linux também é mal otimizado ou incompatível com Adobe, e outros aplicativos similares. 

 

Último tema que eu gostaria de comentar contigo, o Windows acaba sendo mal otimizado em muitos computadores, o que, nesse aspecto, o Linux tem uma vantagem muito boa. Mesmo desinstalando/desativando serviços opcionais pro usuário comum, ainda sobra muito recurso que poderia ser desativado manualmente.

 

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@Artur Victor S Gonçalves Se por usuário comum você quer dizer alguém que usa muito casualmente o PC, que basicamente vai ficar navegando na internet e escrevendo documentos, acho que tanto faz qual SO.

 

Também vou supor que o fator controle sobre o próprio sistema não seja algo relevante para esse usuário casual, e ele não se importe com as práticas anticonsumidoras da Microsoft, não tendo convicções pessoais que o distanciariam de utilizar Windows por pura questão de princípios.

 

Importante lembrar que o hardware do usuário também deve ser levado em consideração, GPUs AMD são mais indicadas para quem decide utilizar Linux, por exemplo.

 

Mesmo para aquele usuário que gosta de jogar, o Linux continua uma opção válida. Na minha experiência jogando na Steam fazendo uso do Proton foi tudo muito satisfatório.

 

Definitivamente a questão de ser gratuito é uma grande vantagem, além do que o colega já citou sobre geralmente ser bem mais otimizado simplesmente pela ausência da imensidão de bloat que existe no Windows. PC's antigos podem ganhar nova vida simplesmente com uma troca de SO.

 

Evidentemente para certos usos profissionais pode ser inviável ou pelo menos significativamente mais inconveniente depender apenas do Linux, eu mesmo encontrei problemas editando vídeos utilizando o DaVinci Resolve (versão gratuita).

 

Então as necessidades pessoais (e preferências) de cada usuário vão ditar qual de fato será o SO mais adequado para ele.

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55 minutos atrás, Artur Victor S Gonçalves disse:

Vantagens e desvantagens gerais de cada sistema

Existem inúmeras vantagens e desvantagens para ambos os lados. O windows tende a ser mais compatível com seus programas desde sempre e também mantém a alta performance de programas antigos em sistemas novos e vice-versa. No caso do linux, só vale á pena usar em busca de performance se seu processador for "novo" e aceitar o vulkan (geralmente de 2017 pra frente). Parece controverso, mas linux também acaba sendo bom em computadores antigos e limitados se você for usar ele apenas para tarefas simples, sendo mais leve que o Windows 10 por exemplo. 

 

58 minutos atrás, Artur Victor S Gonçalves disse:

A questão de compatibilidade em programas

A compatibilidade no linux Melhorou muito em cpus mais novos. Existem algumas camadas de compatibilidade para jogos como o wine/proton, porém eles não funcionam bem em programas como photoshop, foobar2000, etc.  No geral, você vai ter que usar programas similares nativos do sistema linux para melhor aproveitamento. Existem programas melhores no linux e também piores, não tem muito o que se fazer. 

 

1 hora atrás, Artur Victor S Gonçalves disse:

Um é pago e o outro gratuito, então o que é gratuito faz mais sentido?

Nem tudo que é de graça é ruim e nem tudo que é pago é bom. Reaper é pago mas é a melhor DAW do mercado, 7-zip é gratuito mas no geral funciona pior que o Winrar se você compactar/descompactar arquivos fora do disco C:. Etc;. Talvez o 7-zip funcione melhor no Linux? Não sei pois lá utilizei o peazip que era muito bom.

 

Linux funciona melhor em emulação e virtual machines também.

 

No geral, por ser gratuito e de fácil acesso, o melhor é só testar. Sistemas têm suas funções, eu mesmo não apago meu tails no pendrive por nada. Testando o linux você não vai ganhar nem perder nada, só vai conhecer outras realidade. O @KairanD utiliza linux e o recomenda bastante, mas o perfil dele de usuário pode não ser o mesmo do seu.

 

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@lbastos Eu discordo que o Windows (O Windows 10) é mal otimizado em muitos computadores, pois apenas computadores extremamente fracos não o suportam

 

Em casos de PCs muito, muito fracos, não tem jeito: a solução é Linux

 

..Os serviços do Windows buscam utilizar pouca CPU e RAM, a fim de não compremeter a performance..

 

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O Windows é caro para quem monta computadores desktop por conta própria, se você utilizar o 'Monte seu PC' da Tbyte, conseguirá mitigar muito o preço do Windows

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Programas que utilizam permissões de Kernel deviam ser considerados malwares

 

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@Batata Defumada Ao falar "usuário comum" (PC) eu me refiro a quem usa o computador para trabalho, jogos, entretenimento; não sendo caso de nicho

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@Artur Victor S Gonçalves Depende bastante do hardware, mas mesmo assim, acredito que uma máquina mais modesta vai se comportar melhor com alguma versão de Linux mais leve.

 

Eu tinha um Celeron N450 com 2GB de RAM DDR3 e um HD, uma máquina quase inutilizável pros dias de hoje, mas na época, baixei Windows 7 e consegui usar normalmente. 

 

Óbvio que, com muitas limitações, mas rodou na medida do possível. A Microsoft avançou demais na questão de gerenciamento de memória e dos outros componentes do sistema.

 

24 minutos atrás, Artur Victor S Gonçalves disse:

Programas que utilizam permissões de Kernel deviam ser considerados malwares

Esse é outro tema que poderia gerar um debate gigantesco por vários dias. Hoje em dia, a maioria dos jogos utiliza permissões de Kernel no sistema, e tecnicamente, não posso chamá-los de malwares, porque a permissão dele mexer no sistema parte do usuário. 

 

Se o usuário permite, e não faz mal pro sistema, não costumo considerar malware, mas deveria ter uma terceira via. CS2 não usa Anti-Cheat em kernel, é muito menos invasivo pro sistema, e a chance de conflitar com algum driver também cai bastante, mas em compensação, vejo muito mais jogadores utilizando Cheat nas partidas do que em relação a outros jogos.

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A questão principal é: quais programas você vai usar. Isso é que vai definir se Linux é viável ou não. Depois, na escolha da distribuição, tem para todos os gostos. Uma melhores, outras piores.

 

O Windows 11 está cada vez mais pesado e bugаdo. A própria Microsoft admite isso:

 

https://www.theverge.com/tech/870045/microsoft-windows-11-issues-rebuilding-trust-notepad

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A resposta para a sua pergunta é um simples: Depende.

 

8 horas atrás, Artur Victor S Gonçalves disse:

A questão de compatibilidade em programas

Depende. Quais programas? O programa que o usuário usa no dia a dia existe só para Windows? Ou só para Linux? Ou para os dois?

 

8 horas atrás, Artur Victor S Gonçalves disse:

Um é pago e o outro gratuito, então o que é gratuito faz mais sentido?

Depende. Depende do que o usuário (ou usuários) estão acostumados a usar.

 

Um curso de design gráfico, 99% das vezes, utiliza ferramentas pagas como Illustrator, CorelDraw, Photoshop etc. Um profissional que se formou nesses cursos e tem amplo conhecimento dessas ferramentas não irá substituí-las pelo GIMP, mesmo que ele seja gratuito, pelo simples fato de já estar acostumado a usar as ferramentas pagas.

 

O mesmo vale se ele começou a usar o GIMP em vez das outras.

 

O mesmo se aplica ao Windows também. Eu tenho amplo conhecimento de Linux devido aos meus últimos cursos utilizarem bastante esse sistema. Mas, no meu ambiente doméstico, eu uso o Windows por estar acostumado a utilizá-lo desde criança, mesmo sabendo usar o Linux e mesmo sabendo que o Linux é gratuito, pois a minha questão é costume.

 

Além disso, nos meus cursos o foco era aprender a trabalhar com servidores, tanto no Windows Server quanto no Linux Server. Eu, por praticidade e para ganhar tempo, sempre opto por configurar serviços em servidores Linux, por ser mais fácil configurá-los pela linha de comando do que pela interface gráfica. Mas, se eu preciso criar uma rede de computadores e gerenciá-los em um domínio com Active Directory, eu obrigatoriamente teria que usar Windows Server e computadores com Windows 10/11 Pro. Raramente eu vi um cenário (ou mesmo fui ensinado) a utilizar computadores clientes Linux e conectá-los a um domínio Linux usando o Samba (o que geralmente acontece é clientes Windows e servidor Linux Samba, mas tudo depende do ambiente).

 

Jogos também, a maioria dos jogos da Steam roda normalmente em Linux e Windows. A grande exceção são os famosos jogos que tem anticheats intrusivos que não funcionam direito no Linux, obrigando os usuários a usar Windows.

 

Novamente: Depende.

 

7 horas atrás, lbastos disse:

Sobre o assunto em si, acredito que tanto o Windows 10 como o Windows 11 têm uma ligeira vantagem na questão da compatibilidade de arquivos e programas em relação ao Linux, principalmente na questão dos jogos que utilizam algum anti-cheat que precisa adentrar em camadas mais profundas do sistema.

Sim, o Windows tem uma compatibilidade maior. A grande questão é: O usuário que vai utilizar o computador precisa dessa compatibilidade? Quem vai saber dizer ou não é o próprio usuário, pois se o programa que ele precisa não roda no Linux, então ele terá que se manter no Windows (e vice-versa).

 

O meu uso diário no meu computador é estudar e jogar. Sendo que eu estudo usando o simulador de redes Cisco Packet Tracer (compatível com Linux e Windows), uso máquinas virtuais no VirtualBox e VMWare (compatíveis com Linux e Windows) e assisto as minhas vídeo aulas no navegador (que, pasmém, existem tanto em Linux quanto em Windows). Para o >>>>MEU<<<< uso, se eu amanhã quisesse tirar o Windows do meu computador e instalar alguma distribuição do Linux para usar no lugar, nada me impediria. Eu não faço isso por um simples motivo: preguiça Eu não quero.

 

Agora, houve um momento nos meus estudos em que eu precisei utilizar o Hyper-V, que é o software de virtualização da Microsoft que, até onde eu sei, só existe para Windows. Então, nesse caso, eu teria que obrigatoriamente ter um PC com Windows para poder estudar essa ferramenta.

 

A conclusão para o meu caso é que o Windows me atende perfeitamente bem e, nos momentos em que eu preciso utilizar Linux (principalmente para estudar), as máquinas virtuais já me atendem perfeitamente bem. Entra aí uma questão a se pensar também: se eu tivesse um segundo computador com Linux para usar nos meus estudos, sempre que eu destruísse o sistema (e eu já fiz isso algumas vezes rsrsr, tanto de propósito quanto por ter feito uma configuração errada), eu teria que perder tempo formatando o PC do zero. Coisa que, dentro de uma máquina virtual, eu consigo evitar, pois posso fazer um backup (snapshot) e voltar a máquina para o estado anterior em segundos.

 

Aí entra uma discussão que não é a mesma coisa, mas está relacionada: qual é melhor, PC secundário ou máquina virtual? E a resposta, novamente, é: depende. Um PC secundário é indiscutivelmente mais rápido que uma VM por não estar compartilhando recursos. Mas, em casos de problemas ou criação de laboratórios, eu estaria limitado ao fato de o sistema estar atrelado ao hardware físico, e não ao hardware “virtual”, que pode ser facilmente customizado e feito backup, vantagem essa que a máquina virtual proporciona.

 

@Artur Victor S Gonçalves A única resposta definitiva que existe para a sua pergunta é: Depende. Depende do gosto pessoa, dos programas a serem usados, do costume e da facilidade que uma pessoa terá com um sistema que pode ou não ter com o outro.

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Sendo bem direto, acredito que a única vantagem real do Windows 11 (vou considerar apenas o Windows 11 nessa resposta, pois o Windows 10 está sendo descontinuado) é a imensidão de programas que já são plenamente compatíveis com ele. No mais, o Windows será mais chato de instalar (pois exige a criação de conta Microsoft, que está cada vez mais difícil de contornar, e a instalação manual de drivers e programas), menos responsivo, e mais invasivo (no sentido de "forçar" determinados caminhos que o usuário pode não desejar, como a inclusão de IA em partes do sistema).

 

Se você estivesse se referindo a usuário "comum" como alguém que simplesmente acessa a Internet, escuta música, edita documentos simples, etc., a resposta seria simples: Linux. Porque, nesse caso, o sistema pouco importa, e é mais conveniente usar o que é mais responsivo, previsível e gratuito. Para esse tipo de cenário, acho que nem se aplica muito o "costume", porque sistemas como Zorin OS e Linux Mint são extremamente fáceis de usar até mesmo para quem é completamente leigo. Contudo, da mesma forma, o sistema pouco importa, e o Windows já vem instalado na maioria dos computadores, sendo que o usuário leigo dificilmente vai sequer ligar para qual sistema está instalado.

 

Porém, esta foi a sua definição de usuário "comum":

 

21 horas atrás, Artur Victor S Gonçalves disse:

Ao falar "usuário comum" (PC) eu me refiro a quem usa o computador para trabalho, jogos, entretenimento; não sendo casos de nichos

 

No caso de quem joga, muitas pessoas executam jogos com rootkit (anti-cheat a nível de kernel). Existem diversos anti-cheats a nível de kernel que já são compatíveis com Linux, mas operam a nível do userspace. Se a desenvolvedora do jogo não quiser ou o rootkit em questão não for compatível, esses jogos não irão funcionar. Eu sinceramente considero isso uma grande vantagem do Linux - porque mesmo no Windows esse tipo de coisa não deveria ser instalada, e usar Linux funciona meio que como uma barreira indireta -, mas a minha opinião é um caso à parte. Para quem gosta de jogos que tenham esse tipo de "solução" e a forçam, como Valorant e Fortnite, nem faz sentido falar de Linux, porque ele nem sequer é capaz de rodar tais coisas e, portanto, não é uma opção.

 

Para pessoas que buscam rodar jogos de maneira "geral", sem foco em títulos que tenham rootkit, o Linux poderá ser uma ótima solução. Mas aqui entra outro "porém": se você tiver uma placa da AMD ou da Intel, ótimo. O suporte é bem amplo e incluído direto no kernel, qualquer distribuição vai funcionar bem. Se você tiver uma placa da Nvidia, vai funcionar sem problemas também, mas aí é melhor ficar restrito às distribuições LTS (para evitar quebras de compilação do driver da Nvidia durante atualizações) e, além disso, terá que conviver com alguma perda de desempenho (as placas da Nvidia sofrem uma perda mais evidente - embora nada impeditiva - no Linux em jogos, enquanto soluções da AMD e Intel entregam desempenho bem semelhante ao Windows).

 

Com relação às atividades profissionais, o Linux está bem atrás do Windows nesse quesito. Primeiramente, porque os programas dos principais monopólios abusivos (como os da Adobe e Autodesk) não são compatíveis com Linux, nem via camada de compatibilidade, e as soluções open source alternativas demandariam alguma curva de aprendizado, além de muitas vezes não estarem no mesmo nível (o GIMP, por exemplo, não substitui realmente o Photoshop para aplicações mais avançadas, por mais que você aprenda a mexer com ele). E, em segundo lugar, porque mesmo aqueles que funcionam (como o DaVinci Resolve) não necessariamente entregarão o mesmo nível de desempenho ou estabilidade.

 

Eu resumiria a minha resposta da seguinte maneira: se você não depende necessariamente de programas específicos que só funcionam no Windows, então o Linux pode ser excelente opção. Se você depende, então nem faz sentido considerar qualquer coisa além do Windows, exceto para fins de aprendizado (aprender coisas novas é sempre bom).

 

Pessoalmente, já faz alguns anos que eu migrei para o Linux, embora tenha eventualmente usado o Windows 11 aqui e ali. O Debian que estou usando roda tudo o que eu quero e posso configurá-lo a fundo da maneira que me agrada, então migrar para o Windows, no meu caso, não faria diferença e até pareceria um downgrade. Novamente, estou falando do meu caso. Para outros tipos de uso, o cenário pode ser completamente diferente.

 

21 horas atrás, Necklace disse:

No caso do linux, só vale á pena usar em busca de performance se seu processador for "novo" e aceitar o vulkan (geralmente de 2017 pra frente). Parece controverso, mas linux também acaba sendo bom em computadores antigos e limitados se você for usar ele apenas para tarefas simples, sendo mais leve que o Windows 10 por exemplo.

Interessante você ter comentado sobre isso. Essa é uma contradição engraçada que de fato existe no Linux. Se for para uso comum simples, como navegar na Internet e editar documentos, será ótimo para hardware bem simples, podendo dar nova vida a computadores bem antigos. Contudo, se for para jogar (ou rodar alguma aplicação 3D mais específica), ocorre isso que você disse: a falta de suporte a Vulkan (ou o suporte parcial) torna impossível executar o DXVK como esperado, e o desempenho acaba sendo claramente inferior ao Windows, porque a alternativa é usar o OpenGL, que tende a ser menos eficiente. Ou seja: há realmente cenários onde Linux não é boa solução para hardware antigo, e por isso não dá para generalizar (muitas pessoas generalizam).

 

21 horas atrás, Artur Victor S Gonçalves disse:

Eu discordo de que o Windows é mal otimizado em muitos computadores, pois apenas conputadores extremamente fracos não suporta-o

De fato. E falo isso com a experiência de já ter instalado o Windows 11 até mesmo em um laptop com um Core i5 480M, com 4GB de RAM, que nem UEFI tinha. De fato funciona e, com um SSD, era plenamente utilizável para tarefas mais simples (eu inclusive testei por horas). Contudo, ao mesmo tempo, a responsividade do sistema fica muito menor que aquela que seria obtida com um Linux Mint da vida.

 

Mesmo para o meu desktop principal (que tem um Ryzen 7 5700X com overclock e um SSD NVMe PCI-E Gen 4), a diferença na responsividade entre o Windows 11 Pro e o Debian 13 GNOME é clara para mim. Ênfase no fato de que estou falando de responsividade (abrir programas, alternar entre eles, etc.), e não de desempenho (performance bruta).

 

20 horas atrás, lbastos disse:

Se o usuário permite, e não faz mal pro sistema, não costumo considerar malware, mas deveria ter uma terceira via. CS2 não usa Anti-Cheat em kernel, é muito menos invasivo pro sistema, e a chance de conflitar com algum driver também cai bastante, mas em compensação, vejo muito mais jogadores utilizando Cheat nas partidas do que em relação a outros jogos.

A terceira via é o anti-cheat a nível de servidor, que é ótimo para o usuário e para o ambiente do jogo, mas gera custos extras de hospedagem e análise para a empresa que hospeda e administra o jogo. Por isso é mais fácil eles empurrarem a responsabilidade para o usuário e adotar uma solução (anti-cheat a nível de kernel) que até mesmo a própria Microsoft rejeita devido ao privilégio de acesso abusivo.

 

Sobre o CS-2, não sei qual solução exatamente é adotada pela Valve, mas também é importante ter em consideração que ele é provavelmente o título competitivo mais jogado da atualidade (onde há um número massivo de jogadores, proporcionalmente haverá um número grande de trapaceiros, além de desenvolvimento muito mais ativo de ferramentas irregulares e tentativas de golpes).

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O que consigo entender é que o Windows (para o usuário médio) é tão utilizado mais por uma questão mercadológica e conveniente do que técnica – e isso continuará assim.

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Um vídeo interessante 

 

 

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Bom suporte ao Vulkan na GPU/driver é bem-vindo. GTK4 usa-o por padrão, o que é um problema com GPUs integradas Intel anteriores à 5ª geração, cujo suporte no Mesa está incompleto e provavelmente assim continue para sempre. Não sei se outras distribuições aplicam patches para evitar isso, mas no Arch é recomendável desinstalar o pacote vulkan-intel, nesse caso, para GTK4 passar a usar, como fallback, OpenGL através do driver Crocus do Mesa, que é uma implementação madura para hardware Intel antigo (i965 até Haswell).

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Em 08/02/2026 às 11:34, Artur Victor S Gonçalves disse:

A questão de compatibilidade em programas.[1].

 

Um é pago e o outro gratuito, então o que é gratuito faz mais sentido? [2]

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Não precisa ficar limitado a esses temas, são apenas exemplos dos temas que acho mais importantes.

Grifos numéricos meus.

 

1. Objetivamente falando, Windows ganha nesse critério (de um ponto de vista mais quantitativo do que qualitativo). Windows possui programas open source gratuitos e programas pagos para os mais diversos tipos de demanda. Via de regra, Linux possui a vasta maioria dos gratuitos e open source. Se essa diversidade toda será ou não aproveitada pelo usuário, é outra história. Mas, com relação ao que é oferecido pelo ecossistema dos dois, Windows leva a melhor aqui.

 

2. Se estivermos falando em termos jurídicos, Linux é o mais correto, se tratando de uso de sistema operacional sem custos. Em termos práticos (e essa é apenas a realidade dos fatos), ambos os sistemas são gratuitos.

 

VANTAGENS:

a) Windows (11, exclusivamente): compatibilidade maior de software, maior adesão mercadológica, maior adesão cultural, sistema feito para ser mais intuitivo (com interface gráfica para praticamente tudo).

 

b) Linux: paridade relativa de recursos com Windows, alternativas open source, maior estabilidade, mais modular, mais versátil, compatibilidade maior de hardware, e mais controle sobre ele, bem como mais desempenho em tarefas computacionais simples (hardware antigo) e complexas (para hardware mais novo).

 

DESVANTAGENS:

a) Windows (11, exclusivamente):

- Mais instável, por suas atualizações problemáticas e pelo gerenciamento de instalação cada vez mais errático;

- Frequentemente envolvido em questões controversas de segurança. E também: por ser o sistema com maior adesão global, é aquele no qual as principais ameaças digitais se concentram.

- O usuário tem controle menor sobre a privacidade do sistema.

- Requisitos de sistema são mais restritivos, e há exigência maior de desempenho do hardware.

 

b) Linux:

- Menor adesão global (crescendo exponencialmente);

- Curva de aprendizado um pouco maior para usuários mais novos (nem tudo no Linux possui interface gráfica como no Windows);

- Compatibilidade menor com programas profissionais;

- Compatibilidade mais restrita com hardware sem suporte a Vulkan;

- Compatibilidade mais restrita com drivers gráficos proprietários (Nvidia).

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2 horas atrás, Artur Victor S Gonçalves disse:

O que consigo entender é que o Windows (a um usuário médio) é tão utilizado mais por uma questão mercadológica e conveniente do que técnica - e isso continuará assim.

Quando eu trabalhava no suporte da Dell, notei que ela te dá a opção de, na hora da compra do computador/notebook no site, você escolher qual sistema operacional virá com o aparelho. 99% das vezes, os usuários escolhem Windows.

 

E os outros 1%?

- Usuários avançados que viram ali uma forma de economizar na compra do aparelho, seja para utilizar o próprio Linux ou para (infelizmente) instalar Windows pirata depois.

- Usuários que não prestaram atenção na hora da compra, compraram errado e ligavam no suporte pedindo a devolução.

- Usuários comuns que se contentavam em utilizar normalmente o Linux (Ubuntu, no caso) até ele dar algum problema e não inicializar mais (seja lá qual for o motivo) e se enfureciam com a Dell depois, quando ligavam no suporte para pedir ajuda: descobriam que a Dell não dá suporte a nenhum problema no sistema operacional Linux por ele ser gratuito, ficando o suporte restrito apenas às peças do computador/notebook (ou a um escopo limitado dentro do Windows, somente se o aparelho tiver vindo com Windows de fábrica).

 

Toda a questão de costume, popularidade e mercadológica faz com que a Microsoft seja dominante no mercado de sistemas operacionais domésticos. Mas, infelizmente, as fabricantes de aparelhos também reforçam isso com essa política de “suporte somente a sistemas pagos”, aproveitando o fato de o sistema operacional ser gratuito para dizer ao usuário Linux que “se der problema, o problema é todo seu”.

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22 horas atrás, KairanD disse:
Em 08/02/2026 às 14:02, Artur Victor S Gonçalves disse:

Eu discordo de que o Windows é mal otimizado em muitos computadores, pois apenas conputadores extremamente fracos não suporta-o

 

De fato. E falo isso com a experiência de já ter instalado o Windows 11 até mesmo em um laptop com um Core i5 480M, com 4GB de RAM, que nem UEFI tinha. De fato funciona e, com um SSD, era plenamente utilizável para tarefas mais simples (eu inclusive testei por horas). Contudo, ao mesmo tempo, a responsividade do sistema fica muito menor que aquela que seria obtida com um Linux Mint da vida.

 

Mesmo para o meu desktop principal (que tem um Ryzen 7 5700X com overclock e um SSD NVMe PCI-E Gen 4), a diferença na responsividade entre o Windows 11 Pro e o Debian 13 GNOME é clara para mim. Ênfase no fato de que estou falando de responsividade (abrir programas, alternar entre eles, etc.), e não de desempenho (performance bruta).

 

De fato, o problema do Windows 11 não é que "o sistema é pesado", e sim que vários dos componentes são irresponsivos. Muitos programas nativos do sistema se tornaram web apps, tornando-os pesados, lentos e muitas vezes bugados. A interface gráfica (barra de tarefas, menu Iniciar) demora pra carregar, menus de contexto demoram segundos pra abrir, a parte "web" do Explorador de Arquivos (a barra de abas) demora vários segundos a mais que a parte nativa do programa, que abre na hora, dentre outras coisas.

 

Eu tenho um i5-7400 e 24 GB de RAM. Meu processador é da última geração da Intel que não recebeu suporte oficial. E eu tenho esses problemas. Essa irresponsividade me incomoda, não consigo usar um sistema assim. Não tenho isso no Windows 7, no Windows 8.x, no Windows 10 (o pior deles nesse quesito), e em nenhuma distribuição Linux.

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41 minutos atrás, Rio McCloud disse:

De fato, o problema do Windows 11 não é que "o sistema é pesado", e sim que vários dos componentes são irresponsivos.

Exatamente! E isso independe do hardware. É claro que, quanto mais simples o hardware, mais evidente ficará. Contudo, mesmo em hardware de ponta fica perceptível a disparidade na responsividade.

 

Alguns colegas de fórum se assustaram e chegaram a me acusar de "ideologia" quando me referi ao Windows 11 como um sistema "lento", dentre outras coisas. Porém, isso é um fato, e não tem qualquer visão pessoal que altere isso: o Windows 11 não entrega um nível de responsividade e fluidez equiparável ao Linux ou mesmo ao seu antecessor (Windows 10). É usável? Claro que sim, e pode funcionar bem! Mas quem conhece e testou os dois "lados" em múltiplos hardwares sabe do que estamos falando. Trocando de um para o outro você percebe a morosidade do Windows 11.

 

É importante destacar que estou me referindo à experiência de ter o sistema instalado diretamente na máquina física. É claro que a responsividade em uma máquina virtual ou rodando em modo live (direto do pen-drive) será diferente e não serve para comparação.

 

Aqui tem sempre a questão da referência pessoal. Muitas pessoas consideram o Windows 11 bem responsivo simplesmente porque não têm um ponto de referência em outro sistema. Uma comparação: para um gato, que não sabe como é a visão com todas as cores, enxergar o mundo "acinzentado" é normal. É por isso que é tão importante experimentar coisas novas. 😉

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@ArtuurVBom dia!

Depende do usuário comum com pouco conhecimento, do que ele faz no computador, do nível de conhecimento de computação, etc. 
Pra um usuário comum que só usa computador pra acessar internet, ou que também trabalha em escritório mas está acostumado com ferramentas que existem pra Linux de maneira nativa (como LibreOffice), Linux é a melhor opção.
Para quem usa computador para jogar e só usa Steam, Linux vai servir bem caso os jogos que a pessoa jogue não tenha problema com anti-cheat nível kernel, e nesse sentido será melhor, pois jogos costumam ter desempenho melhor no Linux que no Windows.
Agora se a pessoa quer jogar jogos antigos instalados por CD/DVD, ou usar outras plataformas que não sejam Steam (UPlay, Origin, Epic Games Launcher, etc.), aí precisa ser um usuário que esteja disposto a passar um pouco mais de trabalho utilizando ferramentas de compatibilidade como Lutris ou Heroic. Da mesma forma se a pessoa faz questão de usar Microsoft Office ao invés de LibreOffice (ou até mesmo Google Docs que é totalmente online), precisa que ou tenha alguém com mais conhecimento para instalar para ela, ou ela mesma estar disposta a passar um pouco mais de trabalho para aprender o uso intermediário do Linux e de ferramentas de compatibilidade.

Basicamente: uso básico que tenha tudo 100% funcional em Linux sem precisar configurar nada, Linux é sempre melhor. Não só por ser gratuito como também pela segurança e desempenho/estabilidade.
Agora se a pessoa tem um uso muito específico que no Windows funciona sem nenhuma configuração adicional, mas no Linux precisa configurar usando terminal por exemplo, só vale a pena usar Linux se o computador for muito fraco para Windows 10/11, ou se a pessoa quer priorizar privacidade, e não se importa de ter um pouco mais de trabalho.

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Postado

Eu não sou gamer, instalei o linux Mint debian no Meu pc e estou sendo feliz, que sistema Bom, Bonito, gratuito e Estável. Estou muito satisfeito. Tenho pouco conhecimento com as linhas de comando, mas agora usando o chatGpt, aprendo muito sobre.

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