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Placas-mãe de entrada limitam o desempenho?

       
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Será que uma placa-mãe de entrada limita o desempenho do processador? Para descobrir, testamos três modelos de processadores em duas placas-mãe diferentes, uma básica (chipset H310) e uma topo de linha (chipset Z390). Confira!

Placas-mãe de entrada limitam o desempenho?
Rafael Coelho Editor-chefe do Clube do Hardware

Introdução

Se você comprar um processador topo de linha, todos vão recomendar que você utilize uma placa-mãe também topo de linha. Mas será que há perda de desempenho ao utilizar uma placa-mãe mais em conta? Vamos descobrir.

Você com certeza já ouviu alguém dizer algo como "Meu computador é um Core i7" ou "Eu tenho um computador Ryzen 7". Obviamente, o processador é o componente mais importante de um computador, por executar os programas e controlar os demais componentes, mas a memória, dispositivos de armazenamento, placa de vídeo, e outras peças interferem no desempenho e podem ser a diferença entre um computador lento e outro rápido.

A placa-mãe é um caso à parte, pois ela tem como função principal conectar o processador aos demais componentes do computador, como memória RAM, placa de vídeo e dispositivos de armazenamento. A segunda função da placa-mãe é fornecer energia elétrica a todos os componentes, já que ela possui circuitos (chamados reguladores de tensão) que recebem a tensão proveniente da fonte de alimentação, adequam às necessidades de cada componente e entregam energia elétrica na medida para cada um um deles.

Nos computadores atuais, alguns componentes, como a memória RAM e a placa de vídeo, são ligados diretamente ao processador. Todos os demais componentes, como áudio, rede, portas SATA e portas USB são ligados ao processador utilizando como intermediário um circuito integrado chamado chipset (há algumas exceções: pode haver uma placa de vídeo ligada por intermédio do chipset e portas USB ligadas direto ao processador, em alguns casos).

A Figura 1 mostra o diagrama de blocos para o chipset Z390, um dos mais recentes disponíveis para a plataforma principal da Intel. Note como alguns dispositivos são ligados diretamente ao processador e, outros, ao chipset.

h310vsz390-03.jpg

Figura 1: diagrama de blocos do chipset Z390

Como o chipset tem a função "apenas" de prover comunicação entre o processador e vários dispositivos, costuma-se afirmar que, em teoria, o chipset não interfere no desempenho do computador, mas apenas na quantidade de recursos disponíveis. Por exemplo, um chipset básico pode não suportar o recurso de RAID (clique aqui caso não sabia o que é isso), enquanto um chipset topo de linha oferece este benefício.

A atual plataforma principal da Intel utiliza o soquete LGA1151 e suporta os processadores Core i de oitava e nona geração. Esta plataforma dispõe dos chipsets H310 (o mais básico), B360, B365, Q370, H370, Z370 e Z390 (o mais completo). A principal diferença entre estes chipsets está na quantidade de portas SATA, portas USB e pistas PCI Express disponíveis, além do suporte ou não a recursos como RAID, overclock, etc.

Assim, via de regra, um chipset mais básico como o H310 é utilizado em placas-mãe de baixo custo, enquanto um chipset topo de linha como o Z390 é utilizado em placas-mãe mais caras e cheias de recursos. Note que o chipset vem soldado na placa-mãe e é impossível trocar um modelo por outro; se você tem uma placa-mãe com o chipset H310 e quer usar o chipset Z370, precisa trocar a placa-mãe.

Tudo isso pode lhe levar a crer que o chipset é a única peça importante da placa-mãe. Mas, como mencionamos anteriormente, a segunda função da placa-mãe é fornecer energia para os componentes. Assim, outro fator a ser avaliado em uma placa-mãe são os seus circuitos reguladores de tensão. Destes, o mais importante é o circuito regulador de tensão do processador. Já publicamos um tutorial chamado "Tudo o que você precisa saber sobre o circuito regulador de tensão da placa-mãe", onde abordamos este tema em profundidade.

Na maioria dos casos, placas-mãe de entrada trazem um chipset básico e um circuito regulador de tensão bem simples, enquanto placas-mãe topo de linha trazem o chipset mais avançado e um circuito regulador de tensão de alta potência, qualidade e durabilidade. Placas-mãe voltadas a overclock trazem circuitos reguladores de tensão de altíssima qualidade.

Os componentes do regulador de tensão são relativamente caros, então é bem provável que você não verá um circuito regulador de tensão de alta qualidade em uma placa-mãe de entrada.

Até pouco tempo atrás, todos os processadores trabalhavam em uma frequência fixa (ou mais de uma frequência, com valores pré-definidos) e a placa-mãe, o chipset e o regulador de tensão não tinham influência sobre o real desempenho do processador. Se você instalasse um processador muito potente em uma placa-mãe cujo regulador de tensão não conseguisse fornecer a energia necessária, simplesmente não funcionaria: ou a placa-mãe se desligaria, ou poderia até queimar.

Porém, nos processadores atuais, tanto da Intel quanto da AMD, o clock no qual o processador efetivamente trabalha é ajustado o tempo todo com base em vários fatores, como a carga de trabalho dos núcleos, o número de núcleos sendo utilizados, a temperatura do processador, a potência elétrica consumida pelo processador e temperatura do circuito regulador de tensão. Com isso, o real desempenho de um processador pode ser impactado por fatores como a qualidade do cooler utilizado, a ventilação do gabinete e a qualidade do regulador de tensão da placa-mãe.

Para verificarmos isso na prática, rodamos testes em três processadores diferentes, todos compatíveis com a mesma plataforma: o Core i9-9900K (8 núcleos, 16 threads, clock máximo de 5,0 GHz e TDP de 95 W), o Core i7-8086K (6 núcleos, 12 threads, clock máximo de 5,0 GHz e TDP de 95 W), e o Core i3-8100 (4 núcleos, 4 threads, clock de 3,6 GHz e TDP de 65 W), utilizando duas placas-mãe de faixas de preço bem diferentes: uma ASUS PRIME H310M-E/BR e uma ASRock Z390 Extreme4. A escolha destas placas-mãe foi baseada apenas no fato de serem dois modelos com os chipsets desejados que estavam à nossa disposição, de forma que não estamos interessados na marca ou no modelo específico, mas no fato de uma ser uma placa-mãe de baixo custo, baseada no chipset H310 e com um regulador de tensão básico, e a outra baseada no chipset Z390 e dotada de um regulador de tensão topo de linha.

Na Figura 1 vemos ASUS PRIME H310M-E/BR, que é baseada no chipset H310 e utiliza um circuito regulador de tensão de quatro fases.

h310vsz390-01.jpg

Figura 2: a ASUS PRIME H310M-E/BR

A Figura 2 mostra a ASRock Z390 Extreme4, placa-mãe baseada no chipset Z390 e que traz um circuito regulador de tensão de 14 fases.

h310vsz390-02.jpg

Figura 3: a ASRock Z390 Extreme4

Rodamos vários testes de medida do desempenho "bruto" do processador, utilizando o vídeo integrado dos processadores em todos os testes. Note que não tínhamos interesse em comparar o desempenho de um processador com o do outro, mas sim o desempenho do mesmo processador com uma placa-mãe mais barata e com um modelo bem mais caro.

Editado por Rafael Coelho

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Comentários de usuários




Perfeito. Agora temos um teste para corroborar aquilo que percebemos na utilização diária. Ótimo teste. Valeu!

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Uma placa de 4 fases rsrs. Vai torrar com os VRMs.

ou @Rafael Coelho , me responda uma coisa. O agrupamento dessas fases na Intel é igual ao da AMD? Geralmente placas AMD colocam, por exemplo,  4+2 (Core + SoC), e na Intel não vejo essa separação.

adicionado 3 minutos depois

Muito bons os testes. Só faltaram uns joguinhos rsrs.

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@Rafael Coelho Bom dia

 

placa-mãe de fabricantes diferentes nem sempre tem o mesmo desempenho, mesmo usando o mesmo chipset.

O bacana se as duas fossem de mesma marca AsRock ou Asus, e eu já sei que você faz o teste com que você tem em mãos.

A bios das duas placas estavam na ultima versão?

E tire umas fotos do sistema montado na hora do teste.

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20 minutos atrás, Math.Pi disse:

Uma placa de 4 fases rsrs. Vai torrar com os VRMs.

ou @Rafael Coelho , me responda uma coisa. O agrupamento dessas fases na Intel é igual ao da AMD? Geralmente placas AMD colocam, por exemplo,  4+2 (Core + SoC), e na Intel não vejo essa separação.

Sim, nesse caso a Z390 Extreme4 tem 12+2 fases, dá pra ver que as duas fases mais de baixo da foto usam CIs diferentes:

https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/placa-mãe-asrock-z390-extreme4-r36893/?nbcpage=5

 

 

adicionado 2 minutos depois
13 minutos atrás, Edvaldo J. Frederico disse:

@Rafael Coelho Bom dia

 

placa-mãe de fabricantes diferentes nem sempre tem o mesmo desempenho, mesmo usando o mesmo chipset.

O bacana se as duas fossem de mesma marca AsRock ou Asus, e eu já sei que você faz o teste com que você tem em mãos.

A bios das duas placas estavam na ultima versão?

E tire umas fotos do sistema montado na hora do teste.

Sim, as duas placas-mãe estavam com BIOS atualizadas.

Quanto às fotos, acho que não iam acrescentar muito, iam só deixar o artigo mais pesado.

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"... há algum bug..." "Pensamos em ignorar estes dados por conta disto, mas preferimos trazê-los neste artigo para manter a ética científica, afinal não podemos descartar dados só porque não temos uma explicação para eles."

 

Muito importante manter dados aparentemente contraditórios. Novos componentes eletrônicos - diodos zener, se não me engano - já foram descobertos assim.

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Interessante...

 

Queria ver uns testes de AMD A320 com os R3, R5 e R7... Ver até onde o VRM aguenta a pressão.

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@lnpott  Dê uma olhada no teste do Peperaio com A320M.

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@Math.Pi Eu vi sim, bem legal que ele usa câmera térmica né ? E já é possível de ver exatamente o que afirmamos tanto aqui no forum.

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Parabéns @Rafael Coelho pelo excelente teste! Muito didático e só vem a corroborar o que já se via mais ou menos na prática: montar um sistema top exige investimento em todos os componentes.

Tenho uma dúvida: caso eu fosse montar um PC para jogos com um processador intermediário, seria mesmo necessário adquirir uma placa-mãe top para que o processador e outros componentes atinjam a plenitude de suas performances?

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2 horas atrás, timmy disse:

Parabéns @Rafael Coelho pelo excelente teste! Muito didático e só vem a corroborar o que já se via mais ou menos na prática: montar um sistema top exige investimento em todos os componentes.

Tenho uma dúvida: caso eu fosse montar um PC para jogos com um processador intermediário, seria mesmo necessário adquirir uma placa-mãe top para que o processador e outros componentes atinjam a plenitude de suas performances?

Nossos testes deixam claro que a diferença de desempenho foi enorme no i9-9900K, e pequena no i7-8086K. Em um processador intermediário (Core i5-9400, por exemplo) a diferença provavelmente seria quase nula.

De qualquer forma, o bom senso nos manda: ao utilizar um processador intermediário, utilize uma placa-mãe intermediária.

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O que eu vejo é que a galera não se atenta aos detalhes. Antes nego perguntava se placa x y z por causa de n fatores seria melhor ou pior (previamente já havia pesquisado sobre o assunto e só queria corroborar sua análise), hoje o cara quer saber se CSGO roda em 300fps em monitor de mais de 10 anos com delay alto em C2D sem placa de video. Molecada não procura mais informações por conta própria, sendo que os meios evoluíram muito. Estamos numa fase que como a informação tá bem distribuída mais e mais perfis de usuários leigos estão tendo acesso. Isto me preocupa ou apenas demonstra que grande parcela da população não sabe o que está comendo (pesquisa e discernimento). Vide política que a maioria trata como se fosse jogo de futebol, esquerda ou direita.

 

O que quero dizer é que está pauta nunca seria levantada aqui no CDH tempos atrás, pois não era necessário, todos já sabiam.

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3 horas atrás, Phoenyx disse:

Estamos numa fase que como a informação tá bem distribuída mais e mais perfis de usuários leigos estão tendo acesso. Isto me preocupa ou apenas demonstra que grande parcela da população não sabe o que está comendo (pesquisa e discernimento). Vide política que a maioria trata como se fosse jogo de futebol, esquerda ou direita.

Entendo e compartilho em parte o pessimismo, mas tento ver a situação por um outro lado. Que bom que finalmente alguns estão tendo acesso a o que temos desde os anos 80, 90, 2000. Antes tarde do que nunca.

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@Shaman93 Estão tendo acesso a funk e Bettina, mas na hora de pesquisar sobre algo que é do interesse deles, não meu ou seu, deles, não vejo a mínima iniciativa.
Sinceramente não sei se Youtube, Facebook, Whatsapp e etc estão ajudando mais do que atrapalhando.

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Excelente análise. Obrigado pelo trabalho.

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Entao basicamente, processadores de entrada com placas mae de entrada, intermediarios com intermediarios e processadores top de linha com placas mae top de linha.

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Em 20/03/2019 às 18:41, Phoenyx disse:

O que eu vejo é que a galera não se atenta aos detalhes. Antes nego perguntava se placa x y z por causa de n fatores seria melhor ou pior (previamente já havia pesquisado sobre o assunto e só queria corroborar sua análise), hoje o cara quer saber se CSGO roda em 300fps em monitor de mais de 10 anos com delay alto em C2D sem placa de video. Molecada não procura mais informações por conta própria, sendo que os meios evoluíram muito. Estamos numa fase que como a informação tá bem distribuída mais e mais perfis de usuários leigos estão tendo acesso. Isto me preocupa ou apenas demonstra que grande parcela da população não sabe o que está comendo (pesquisa e discernimento). Vide política que a maioria trata como se fosse jogo de futebol, esquerda ou direita.

 

O que quero dizer é que está pauta nunca seria levantada aqui no CDH tempos atrás, pois não era necessário, todos já sabiam.

 

Eu penso que a situação é ainda um tanto pior. Em 2017 eu deixei de participar dos grupos de tecnologia do Facebook. É assustadora a quantidade de informações erradas que são disseminadas, além de novos mitos que são construídos através do blá-blá-blá de muitos YouTubers. O quadro se complica ainda mais quando essa galerinha é questionada, e passam a refutar até mesmo artigos científicos.

 

Infelizmente, parece que quanto mais acessível as informações se tornam, menos valor as pessoas dão a ela.

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Excelente teste @Rafael Coelho! Houve alguma medição de temperatura dos VRM da placa H310 durante os testes com o 9900k? Creio que além do problema de ter baixo desempenho, é bastante provável que haja um sobreaquecimento dos VRM e provavelmente diminuindo bastante a vida útil da placa, causando stutter por causa da variação de clocks, etc.

 

Alguma chance de vermos um teste parecido com os Ryzen? Por serem todos os Ryzen desbloqueados pra OC, e as placas de chipset AM4 intermediário já suportando OC, creio que os resultados podem ser bem interessantes.

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1 hora atrás, Steeveantonichen disse:

Excelente teste @Rafael Coelho! Houve alguma medição de temperatura dos VRM da placa H310 durante os testes com o 9900k? Creio que além do problema de ter baixo desempenho, é bastante provável que haja um sobreaquecimento dos VRM e provavelmente diminuindo bastante a vida útil da placa, causando stutter por causa da variação de clocks, etc.

 

Alguma chance de vermos um teste parecido com os Ryzen? Por serem todos os Ryzen desbloqueados pra OC, e as placas de chipset AM4 intermediário já suportando OC, creio que os resultados podem ser bem interessantes.

Infelizmente não verificamos a temperatura. Nosso termômetro de precisão pifou e estamos considerando a compra de um infravermelho, ou mesmo uma câmera térmica.

Quanto a um teste similar com Ryzen, há uma chance sim... Está na nossa lista.

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Muito bom o teste!

O interessante de pegar uma placa-mãe melhor é a chance de fazer upgrade, ainda mais nos Ryzen, que terão compatibilidade com processadores futuros, coisa que a concorrência nem liga tanto para isso.

 

O jeito é voce comprar uma placa-mãe que tenha o que voce precisa para hoje e o que voce planeja incluir futuramente.

No meu caso, uso 1 pente de memória, mas comprei uma placa-mãe com 4 slots, nem tenho placa de vídeo, mas a placa-mãe aceita 2, vai que um dia né... aparece para negócio 2 placas de vídeo boas.

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5 horas atrás, Faust0 disse:

Eu penso que a situação é ainda um tanto pior. Em 2017 eu deixei de participar dos grupos de tecnologia do Facebook. É assustadora a quantidade de informações erradas que são disseminadas, além de novos mitos que são construídos através do blá-blá-blá de muitos YouTubers. O quadro se complica ainda mais quando essa galerinha é questionada, e passam a refutar até mesmo artigos científicos.

 

Infelizmente, parece que quanto mais acessível as informações se tornam, menos valor as pessoas dão a ela.

 

Parabéns, é exatamente isso aí. Quando o Facebook surgiu, vimos uma queda assutadora em nosso tráfego por conta dessa mentalidade de achar que o Facebook "tem tudo". Só se esqueceram que a qualidade de algo que não tem qualquer curadoria é igual a quanto você paga (zero). Felizmente, usuários como você perceberam isso e estão saindo do FB e voltando para cá... ;)

 

O que mais tem no FB e YT é "palpiteiro" que se vende como especialista... E isso em todas as áreas, não só a nossa!

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O teste foi esclarecedor como deveria.

Tem gente que diz que o principal componente seria a placa-mãe porque tudo vai ligado a ela. Não é bem assim.

Repare que o teste comparou o chipset mais básico com o melhor disponível, ou seja, os extremos. Mesmo assim a diferença de desempenho do processador sob stress foi baixa.

 

Escolha primeiro qual processador e a memória ram vai usar. Daí você escolhe a MB que suporte eles.

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Os testes são importantes, mas temos talvez mais perguntas do que respostas agora...

 

Por exemplo, ao contrario do que o pessoal afirmou lá em cima, na década de 90, os processadores não faziam esses OC automáticos, então em teoria eles funcionavam igual o i3 testado independente de serem top ou bottom line. Mas naquela época, o controlador não ficava dentro dos processadores intel. Então não podemos afirmar nada com certeza.

 

"Segundamente", ficou comprovado que uma placa-mãe com chipset inferior não significa menor desempenho. Mas que uma placa-mãe com um esquema elétrico inferior sim (naturalmente placas mãe top de linha costumam vir com um VRM melhor, mas isso não é uma regra).  Nada impede uma fabricante de lançar uma placa com chipset Z390 com um esquema elétrico ruim, ou de lançarem uma placa com chipset H310 com um ótimo VRM.

 

E finalmente, os testes sintéticos são sempre bem vindos, mas não significam nada no dia-a-dia. Não me entendam mal, é só que a maioria esmagadora das pessoas aqui usam seus pcs para jogos e uma pequena parcela faz trabalhos que envolvem renderização de imagens e videos ou ainda usa sistema CAD.

E como bem foi mencionado, um dos testes teve resultados contraditórios. Então o ideal seria fazer um teste com jogos para identificar qual o nível de gargalo que uma placa-mãe simples pode causar ao conjunto.

 

Precisamos evitar as verdades absolutas. Mesmo quando elas vão de encontro com nossas mais intimas crenças. Um bom exemplo é o teste de memórias dual channel que o próprio @Rafael Coelho fez aqui a algum tempo. Enquanto a grande maioria de nós, pessoas com alto nível de conhecimento técnico sobre informática acreditava piamente que o desempenho ficava muito melhor, os testes mostraram um resultado com diferenças de desempenho irrisórias.

 

 

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12 horas atrás, Faust0 disse:

 

Eu penso que a situação é ainda um tanto pior. Em 2017 eu deixei de participar dos grupos de tecnologia do Facebook. É assustadora a quantidade de informações erradas que são disseminadas, além de novos mitos que são construídos através do blá-blá-blá de muitos YouTubers. O quadro se complica ainda mais quando essa galerinha é questionada, e passam a refutar até mesmo artigos científicos.

 

Infelizmente, parece que quanto mais acessível as informações se tornam, menos valor as pessoas dão a ela.

Exatamente, tem muito especialista em tudo no facebook, acreditam em qualquer youtuber mas não acreditam em testes realizados em ambientes controlados e com metodologia adequada, os exemplos são vários.

Eu quando vou comprar qualquer coisa passo meses pesquisando tentando achar o melhor custo beneficio não somente em matéria de pcs, porém a maioria compra o mais bonito ou o mais barato possível, nada contra quem faz isso mas depois não adianta reclamar de qualidade sendo que a maioria compra porcaria, por que uma empresa vai se preocupar com qualidade se não é o que os seus clientes querem?

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Em 22/03/2019 às 15:24, Arthur_Vasconcelos disse:

Tem gente que diz que o principal componente seria a placa-mãe porque tudo vai ligado a ela. Não é bem assim.

Repare que o teste comparou o chipset mais básico com o melhor disponível, ou seja, os extremos. Mesmo assim a diferença de desempenho do processador sob stress foi baixa.

Mas leve em consideração que desempenho bruto (ainda mais em testes sintéticos) é só um os muitos possíveis parâmetros de comparação entre as diferentes placas. Outros exemplos de pontos poderiam ser construção, entradas, recursos, durabilidade, suporte do fabricante e por aí vai.
Além disso os chipsets realmente são extremos, mas Asus e ASRock são duas marcas internacionalmente reconhecidas. Botando umas marcas diabo na jogada acredito que o cenário mudaria um pouco. Então cuidado pra não cair na conclusão apressada de que "placa-mãe pouco afeta o desempenho".

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Muito bom o teste, pra ficar mais completo só faltou botar uma placa intermediaria com chipset B360 na comparação, ja que o preço dessas tão próximo as H310, e elas ja oferecem mais recursos, tipo ate 4 slots de memoria, 2 portas SATA a mais e um VRM melhor em relaão as H310 pe de boi, creio que a diferença delas pras Z390 não seria tão grande.

 

Aproveitando o "gancho" da conclusão do teste, seria legal testar se um cooler de entrada ao baixar as temperaturas leva a algum ganho de desempenho em relação ao cooler box intel.

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